681 - NO CORAÇÃO ESPIRITUAL DO SOL

Não era fogo comum, era fogo celeste... o fogo do discernimento.
Compreendi a lição do deva e entrei na luz do Ioga solar.
Respirei na alma do prana ígneo, em espírito, na aurora do sonho.
Raiou a luz de um novo dia, lúcido, e o fogo despertou comigo.
Fogo amigo, iniciático, espiritual, que ilumina sem abrasar.
E agora, quando olho para o sol, só vejo a flor.
E quando olho para o meu coração, só vejo o sol!
E quando o deva solar chega, nos comunicamos de coração a coração.
E quando o coração fala ao coração, não há mais nada a dizer!

P.S.: No sol, na flor, no fogo amigo, no deva e em todos os seres, há uma luz.
Essa luz brilha mais do que bilhões de sóis juntos.
É a essência da alma.
Essa é a luz que mora no coração.
Essa é a luz do TODO, que está em tudo!
É a luz do Grande Arquiteto Do Universo, Gerador de todos os sóis.
É o que anima a flor, o deva, o fogo, as estrelas, os homens e os espíritos.
Essa é a luz que mora no coração e que reflete a pulsação do coração da vida.
ESSA É A LUZ!
Quem a compreende, compreende.

(Esses escritos são dedicados ao mestre espiritual Omraam Mikael Aivanhov, que sempre falou do Ioga solar no coração da iniciação espiritual).

Paz e Luz.

São Paulo, 13 de março de 2006.



- Notas:

* Ígnea: quente; ardente.

* Prana (do sânscrito): sopro vital; força vital; energia.

* Deva (do sânscrito): divindade; ser celestial; anjo.

* Ioga (do sânscrito “Yoga”): União.

* Omraam Mikael Aivanhov (1900-1986): Mestre espiritualista búlgaro, que morou a maior parte de sua vida na França, onde fundou a Fraternidade Branca Universal - www.fbu.org (não confundir com a Fraternidade Branca do Himalaia, dos mestres, que se situa em planos sutis). É um dos mentores espirituais dos trabalhos do IPPB. Mais informações sobre o seu trabalho podem ser conseguidas em nosso site - www.ippb.org.br - Basta entrar na seção de busca por palavras do site e clicar o seu nome. Daí surgirão diversos textos dele postados em várias seções do site, e aí é só mergulhar em seus escritos e se fartar de ler textos excelentes e cheios de sabedoria espiritual e humana. Obs.: Na seção de Amparadores extrafísicos, há uma coluna específica do Mestre Aivanhov (do lado esquerdo, bem no final da página principal do site).

* Enquanto passava a limpo essas linhas, lembrei-me de um texto que escrevi com alma celta, justamente em homenagem ao sol (postado pelo site em 2002). Segue-se o mesmo logo abaixo.





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SAUDAÇÃO CELTA DA AURORA
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- Por Wagner Borges -



Subindo as escadas do templo natural de nossos corações, Nós saudamos o Sol!
Bendita Luz!
O seu toque cálido anima os nossos veículos de argila * esculpidos pela Mãe Terra.
Nós subimos com honra e reverência saudando a aurora.
Vem, Ó Doador da Vida!
Nós lhe recebemos no centro do peito.
Nós lhe damos as boas vindas em nossas vidas.
Os nossos olhos brilham refletindo a sua beleza fulgurante.
Vem, Ó Radiante!
Enche-nos com a sua radiância natural.
A madrugada escura, ventre da sua aurora, deu passagem Aos seus raios, filhos gloriosos da manhã.
Amigo de nossas vidas, nós lhe saudamos!
Em seu abraço luminoso nós começamos mais esse dia, sua dádiva de luz.
Em sua luz embalamos nossos filhos e netos.
E ensinamos a eles o valor de sua luz e a dádiva deste dia.
Falamos a eles do valor da vida.
E ensinamos a eles a dança da luz.
Vem, Ó Amigo da natureza!
Nós lhe agradecemos a dádiva deste dia.
E que ele seja próspero!
E que os nossos corações sejam luminosos e generosos.
Salve Sol! Salve, Ó Radiante!**
Pai da Luz, Pai de nós todos!

São Paulo, 31 de agosto de 2002.


- Notas:

Esse texto foi escrito de improviso durante o curso "Tambores Celtas II", realizado no IPPB com a presença de 40 alunos e com a inspiração dos amparadores extrafísicos que dão suporte ao nosso trabalho, os quais sempre têm nos orientado quanto à valorização da vida e do ser humano.

* Veículo de argila: Metáfora celta para o corpo físico. Ou seja, um envoltório material emprestado temporariamente pela terra ao espírito.

** Enquanto digitava essas linhas, lembrei-me de um poema brilhante do poeta cearense Cláudio Aragão, meu amigo de infância, botafoguense e parceiro de futebol pelos campos da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, lá pelos idos das décadas de 1970/1980. Hoje ele é um dos poetas mais talentosos do país.





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POESIA
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Pouco sei dos prótons e nêutrons.
Do cálculo binário, da origem do Homem,
das estrelas perdidas, dos planetas distantes.

Posso dizer que não decorei
nenhuma canção de guerra.

Ouvi falar, muito de longe,
dos cossacos e dos Kamikazes
e quando o Homem pisou na lua,
confesso,
eu dormia.

Desprezo profundamente
a arrogância humana,
visto que pouco sei do valor do ouro,
da moeda corrente, das terras usurpadas.

Pouco sei dos novos planos do Homem
para o futuro.

Sei apenas dos raios de sol
furando a floresta, trazendo vida.

Sei apenas dos pássaros
voando mais alto que as balas dos canhões.

- Cláudio Aragão -
(Extraído do livro "Anjo Feio" – Editora Oficina do Livro; Rio de Janeiro).


Texto <681><24/03/2006>