730 - ATMAN – O SOPRO VITAL DO ETERNO
(A Centelha Imperecível na Câmara Secreta do Coração)
- por Wagner Borges -
Existe um espaço secreto, virtual, dentro de nós mesmos...
Um cantinho secreto que os antigos rishis da Índia chamavam de “Câmara Secreta do Coração”.
E eles ensinavam para os iniciados de outrora que, dentro dessa câmara sutil, está uma chama, um ponto de luz, uma centelha universal, temporariamente abrigada no escafandro carnal.
Algo como uma pequena chama, sem nome, sem forma, sem definição transitória... Nem alta nem baixa, nem quente nem fria... só LUZ!
A essa chama espiritual, os antigos mestres hindus chamavam de “Atman”, o Espírito Imperecível, a Centelha Divina no Coração!
Essa centelha divina, que não é o corpo, não é branca nem é negra, não é amarela nem vermelha, não é homem ou mulher... É Puro Espírito!
Essa chama, que somos nós!
E que já habitou corpos diferentes ao longo de tantas vidas... - por Wagner Borges -
Existe um espaço secreto, virtual, dentro de nós mesmos...
Um cantinho secreto que os antigos rishis da Índia chamavam de “Câmara Secreta do Coração”.
E eles ensinavam para os iniciados de outrora que, dentro dessa câmara sutil, está uma chama, um ponto de luz, uma centelha universal, temporariamente abrigada no escafandro carnal.
Algo como uma pequena chama, sem nome, sem forma, sem definição transitória... Nem alta nem baixa, nem quente nem fria... só LUZ!
A essa chama espiritual, os antigos mestres hindus chamavam de “Atman”, o Espírito Imperecível, a Centelha Divina no Coração!
Essa centelha divina, que não é o corpo, não é branca nem é negra, não é amarela nem vermelha, não é homem ou mulher... É Puro Espírito!
Essa chama, que somos nós!
Que conhece o nosso passado como ninguém, tudo o que já fomos...
Conhece o nosso presente, tudo o que somos!
E conhece o que está por vir, tudo o que seremos...
Dentro dessa chama existe uma jóia; dentro dessa última, um olho.
A jóia é o Coração! O olho é o discernimento que leva à verdade...
Quando o olho se abre, EM ESPÍRITO E VERDADE, desperta o brilho da jóia!
E aí, percebe-se uma unidade do mesmo Amor em tudo.
E, quando esse olho desperta o brilho da jóia, tudo muda, pois, na presença da Luz desaparecem todas as diferenças, e apenas existe aquilo que é, o real, EM ESPÍRITO E VERDADE!
Sem forma, sem rótulos, sem mente, sem emoção, só Consciência!
A Consciência real (não o nome ou o número do RG, ou o peso e a altura, e a cor da pele ou o sexo), o Espírito, o Atman, a Essência Espiritual... nós mesmos.
Essa mesma Consciência, que é a grande desconhecida dos homens da Terra, ainda presos aos condicionamentos da forma transitória das coisas.
Conhecemos o mundo externo, mas não conhecemos a nós mesmos, em essência e realidade, além dos parâmetros e paradigmas humanos convencionais.
No entanto, somos o próprio Ser, esse mesmo Atman que viaja nas ondas da Consciência Cósmica!
Esse Ser Eterno que sente um amor profundo... e não há como explicá-lo em palavras... Só Consciência!
Esse Atman, puro espírito, nós mesmos, é algo que não se explica, só se sente... EM ESPÍRITO E VERDADE!
É Pura Compaixão Irradiando da Câmara Secreta do Coração.
Ou, melhor dizendo, é a chama (o sopro vital de Brahman) que abre o olho espiritual (o discernimento consciencial) e faz a jóia (o coração) brilhar eternamente nas ondas da consciência cósmica.
P.S.: Esse texto é a transcrição de uma gravação realizada no IPPB durante uma meditação com o grupo de 48 alunos da 3ª fase do curso de projeção da consciência (experiência fora do corpo, viagem astral). Enquanto o pessoal escutava uma bela canção budista evocativa da compaixão incondicional, projetei essas palavras de improviso, que é o que o meu coração sentia sob a inspiração dos seres de luz que apóiam o trabalho de esclarecimento consciencial. Por sorte, a minha amiga Elza, participante do grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB, estava presente e gravou tudo que rolou. E melhor: transcreveu tudo.
Agradeço a ela pelo trabalho e gentileza de disponibilizar o material para todos.
Paz e Luz.
São Paulo, 29 de julho de 2006.
Notas do sânscrito:
* Brahman: O Todo; O Absoluto; O Supremo; Deus.
* Atman: A Essência Espiritual, O Espírito.
* Rishis: sábios espirituais.
Nota sobre a canção budista:
A bela canção budista que nós estávamos ouvindo no momento da inspiração dessas palavras, aqui transcritas, chama-se “The End of Suffering”, de autoria do monge budista Thich Nhat Hanh; cantada por Phap Niem, e musicada pelo tecladista americano Gary Malkin.
Essa canção está inserida num CD chamado “Namaste” (é a oitava música do disco, que é uma coletânea de música New Age com mantras lançada na América pela gravadora Real Music). Trata-se de uma canção emocionante, daquelas de derreter o coração nas ondas da compaixão universal.
Para mais informações sobre o CD, favor entrar no site da própria gravadora: www.realmusic.com
Como a canção é muito linda (mas está cantada segunda a letra original do monge budista, que é vietinamita), procurei a tradução da letra para o Inglês e, em seguida, pedi aos meus amigos Ricardo e Sheila Smith, professores e exímios tradutores, que traduzissem a mesma para o português.
Segue-se abaixo a canção em inglês e, na seqüência, a tradução para o Português. Agradeço aos meus amigos pela gentileza de traduzir a letra. Vamos lá!
* * *
THE END OF SUFFERING
(Words by Thich Nhat Hanh; singing by Phap Niem, and music by Gary Malkin)
May the sound of this Bell penetrate deep into the cosmos
Even in the darkest spots living beings are able to hear it clearly
So that all suffering in them ceases, understanding comes to their heart
And they transcend the path of sorrow and death.
The universal dharma door is already open
The sound of the rising tide is heard clearly
The miracle happens
A beautiful child appears in the heart of the Lotus flower
One single drop of this compassionate water is enough to bring back the refreshing Spring to our mountains and rivers.
Listening to the Bell I feel the afflictions in me begin to dissolve
My mind calm, my Body relaxed
A smile is Born on my lips
Following the sound of the Bell, my breath brings me back to the safe island of mindfulness
In the garden of my heart, the flowers of peace bloom beautifully.
O FIM DO SOFRIMENTO
Que o som deste Sino adentre fundo no Cosmo
Mesmo nos pontos mais negros os seres vivos serão capazes de ouvi-lo claramente
E assim que todo o sofrimento neles cesse, a compreensão chegue em seus corações
E eles transcendam o caminho da tristeza e morte.
A porta do dharma universal está bem aberta
O som da maré crescente é claramente ouvido
O milagre acontece
Uma bela criança surge no coração da flor de Lótus
Uma simples gota desta água de compaixão é suficiente para trazer de volta a refrescante Primavera de nossas montanhas e rios.
Ouvindo o Sino, sinto que as aflições em mim começam a se dissolver
Minha mente se acalma, meu Corpo relaxa
Um sorriso nasce em meus lábios
Seguindo o som do Sino, minha respiração me leva de volta à ilha segura da conscientização
No jardim de meu coração, as flores da paz desabrocham belas.
Texto <730><22/09/2006>
Conhece o nosso presente, tudo o que somos!
E conhece o que está por vir, tudo o que seremos...
Dentro dessa chama existe uma jóia; dentro dessa última, um olho.
A jóia é o Coração! O olho é o discernimento que leva à verdade...
Quando o olho se abre, EM ESPÍRITO E VERDADE, desperta o brilho da jóia!
E aí, percebe-se uma unidade do mesmo Amor em tudo.
E, quando esse olho desperta o brilho da jóia, tudo muda, pois, na presença da Luz desaparecem todas as diferenças, e apenas existe aquilo que é, o real, EM ESPÍRITO E VERDADE!
Sem forma, sem rótulos, sem mente, sem emoção, só Consciência!
A Consciência real (não o nome ou o número do RG, ou o peso e a altura, e a cor da pele ou o sexo), o Espírito, o Atman, a Essência Espiritual... nós mesmos.
Essa mesma Consciência, que é a grande desconhecida dos homens da Terra, ainda presos aos condicionamentos da forma transitória das coisas.
Conhecemos o mundo externo, mas não conhecemos a nós mesmos, em essência e realidade, além dos parâmetros e paradigmas humanos convencionais.
No entanto, somos o próprio Ser, esse mesmo Atman que viaja nas ondas da Consciência Cósmica!
Esse Ser Eterno que sente um amor profundo... e não há como explicá-lo em palavras... Só Consciência!
Esse Atman, puro espírito, nós mesmos, é algo que não se explica, só se sente... EM ESPÍRITO E VERDADE!
É Pura Compaixão Irradiando da Câmara Secreta do Coração.
Ou, melhor dizendo, é a chama (o sopro vital de Brahman) que abre o olho espiritual (o discernimento consciencial) e faz a jóia (o coração) brilhar eternamente nas ondas da consciência cósmica.
P.S.: Esse texto é a transcrição de uma gravação realizada no IPPB durante uma meditação com o grupo de 48 alunos da 3ª fase do curso de projeção da consciência (experiência fora do corpo, viagem astral). Enquanto o pessoal escutava uma bela canção budista evocativa da compaixão incondicional, projetei essas palavras de improviso, que é o que o meu coração sentia sob a inspiração dos seres de luz que apóiam o trabalho de esclarecimento consciencial. Por sorte, a minha amiga Elza, participante do grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB, estava presente e gravou tudo que rolou. E melhor: transcreveu tudo.
Agradeço a ela pelo trabalho e gentileza de disponibilizar o material para todos.
Paz e Luz.
São Paulo, 29 de julho de 2006.
Notas do sânscrito:
* Brahman: O Todo; O Absoluto; O Supremo; Deus.
* Atman: A Essência Espiritual, O Espírito.
* Rishis: sábios espirituais.
Nota sobre a canção budista:
A bela canção budista que nós estávamos ouvindo no momento da inspiração dessas palavras, aqui transcritas, chama-se “The End of Suffering”, de autoria do monge budista Thich Nhat Hanh; cantada por Phap Niem, e musicada pelo tecladista americano Gary Malkin.
Essa canção está inserida num CD chamado “Namaste” (é a oitava música do disco, que é uma coletânea de música New Age com mantras lançada na América pela gravadora Real Music). Trata-se de uma canção emocionante, daquelas de derreter o coração nas ondas da compaixão universal.
Para mais informações sobre o CD, favor entrar no site da própria gravadora: www.realmusic.com
Como a canção é muito linda (mas está cantada segunda a letra original do monge budista, que é vietinamita), procurei a tradução da letra para o Inglês e, em seguida, pedi aos meus amigos Ricardo e Sheila Smith, professores e exímios tradutores, que traduzissem a mesma para o português.
Segue-se abaixo a canção em inglês e, na seqüência, a tradução para o Português. Agradeço aos meus amigos pela gentileza de traduzir a letra. Vamos lá!
* * *
THE END OF SUFFERING
(Words by Thich Nhat Hanh; singing by Phap Niem, and music by Gary Malkin)
May the sound of this Bell penetrate deep into the cosmos
Even in the darkest spots living beings are able to hear it clearly
So that all suffering in them ceases, understanding comes to their heart
And they transcend the path of sorrow and death.
The universal dharma door is already open
The sound of the rising tide is heard clearly
The miracle happens
A beautiful child appears in the heart of the Lotus flower
One single drop of this compassionate water is enough to bring back the refreshing Spring to our mountains and rivers.
Listening to the Bell I feel the afflictions in me begin to dissolve
My mind calm, my Body relaxed
A smile is Born on my lips
Following the sound of the Bell, my breath brings me back to the safe island of mindfulness
In the garden of my heart, the flowers of peace bloom beautifully.
O FIM DO SOFRIMENTO
Que o som deste Sino adentre fundo no Cosmo
Mesmo nos pontos mais negros os seres vivos serão capazes de ouvi-lo claramente
E assim que todo o sofrimento neles cesse, a compreensão chegue em seus corações
E eles transcendam o caminho da tristeza e morte.
A porta do dharma universal está bem aberta
O som da maré crescente é claramente ouvido
O milagre acontece
Uma bela criança surge no coração da flor de Lótus
Uma simples gota desta água de compaixão é suficiente para trazer de volta a refrescante Primavera de nossas montanhas e rios.
Ouvindo o Sino, sinto que as aflições em mim começam a se dissolver
Minha mente se acalma, meu Corpo relaxa
Um sorriso nasce em meus lábios
Seguindo o som do Sino, minha respiração me leva de volta à ilha segura da conscientização
No jardim de meu coração, as flores da paz desabrocham belas.
Texto <730><22/09/2006>
