749 - PARVATI – A MÃE DOS VIAJANTES ESPIRITUAIS II
Algures, muitos seres sofredores estavam sendo erguidos em Seu nome.
Seres de luz os resgatavam no bojo da canção, e as correntes se partiam.
Ao mesmo tempo, a canção ecoava espiritualmente aqui, no coração...
E eu me senti cheio de amor por aqueles sofredores que o mundo não vê.
E também comecei a cantar Seu nome, em espírito, na luz do invisível.
Com as mãos e os chacras brilhando, entreguei-me ao fluxo do Seu amor.
Visualizei o Seu olhar, e os meus olhos se transformaram em dois sóis.
Então, a noite virou dia dentro do meu coração; e, algures, o abismo se iluminou.
As covas do astral inferior se encheram com o Seu amor incondicional.
Os sofredores foram beijados pela Sua paz; as trevas se tornaram mar de luz.
Mãe, eu senti como a Senhora os ama. E me senti muito amado, também.
E agradeço à Senhora por me permitir registrar esse amor entre os homens.
Para dar-lhes mais esperança na superação das provas do caminho.
Para evidenciar que o amor se apresenta de muitas formas secretas.
Para falar que escutei alguém cantar o Seu nome no meio da noite.
E que, por isso, as correntes se partiram, e tudo virou sol.
P.S.: Mãe, no meio da luz, a ternura de Seu toque; e, aqui, um coração feliz.
Que o Seu amor viaje junto com essas linhas, para tocar outros corações e também fazê-los felizes.
Om Parvatiye Namah!
(Dedicado a Paramahamsa Ramakrishna e Ramana Maharishi).
- Wagner Borges – espiritualista com qualidades e defeitos, que não segue nenhuma doutrina criada pelos homens da Terra, seja oriental ou ocidental; e que sabe que o Amor Maior se manifesta de muitas formas, sempre amparando e erguendo a todos, incondicionalmente.
São Paulo, 28 de novembro de 2006.
Nota:
* Para facilitar a compreensão desses escritos, reproduzo sua primeira parte na seqüência (com as devidas explicações sobre as expressões do sânscrito inseridas nele).
PARVATI - A MÃE DOS VIAJANTES ESPIRITUAIS
Foi nas ondas serenas do samadhi que eu A encontrei.
Ela surgiu nimbada de luz à minha frente, em meio às estrelas cintilantes.
Ela nada disse, mas pelo Seu olhar fui possuído por uma onda de doçura.
Fiquei paralisado, enquanto as ondas de amor varriam o meu corpo espiritual.
Um turbilhão de cores suaves envolveu-me completamente.
No silêncio da luz, Ela abençoou-me incondicionalmente.
Ela percebia completamente os meus defeitos e qualidades, de todas as vidas.
Ela via as luzes e sombras de um homem... E vertia o amor em silêncio.
Ela abriu os braços e acolheu-me num abraço profundo.
E eu naveguei no colo da Mãe Divina com as estrelas.
Ali eu não era mais o homem dualista, era só unidade e amor.
Eu não era mais o homem adulto, era sua criança-ananda.
Ela me levou aos planos das consciências serenas em seu regaço.
No seio do silêncio interdimensional, eu fui tocado pela alma dos rishis.
Vi várias de minhas vidas anteriores passando em frações de segundo...
As luzes e as sombras de um espírito, as experiências e lições da vida.
Permeando todas elas havia uma luz intensa, um sol de amor silencioso velando e aguardando o momento do encontro estelar.
Era Ela! Aquela a quem os próprios rishis se curvam em respeito.
Aquela Mãe Divina da qual Ramakrishna tanto falava.
A Mãe do samadhi, a senhora das estrelas radiantes, a Mãe dos iogues.
Aquela que brilha no lótus das mil pétalas sorrindo com Shiva.
Aquela que cativou o Mahadeva com Sua beleza e graça.
Ela, a Mãe dos viajantes espirituais que reencarnam na Terra.
A mesma Mãe que tocou Vyasa e Sukadeva, e velou por Shankara.
A Mãe do Amor Que Gera a Vida!
Ela, a consorte de Shiva, que me abraçou como filho.
Parvati, a Mãe da alegria e senhora das energias.
Que com o Seu olhar amoroso me disse:
"Viaje junto com os homens, lado a lado, como igual. Sente-se junto com eles e fale a eles de Espiritualidade e Amor. Brinque com eles, faça-os sorrir no serviço e anime-os na jornada. Projete as clarinadas da consciência cósmica em seus caminhos e espere o tempo do despertar de cada um. Ensine a eles a arte de prestar ajuda aos outros dentro da realidade humana e espiritual.
Quando eles despertarem para o sol de amor que os acompanha silenciosamente, os véus que encobrem suas percepções será dissolvido.
E eles voarão nas luzes eternas do samadhi.
Ande com eles em nome do Amor que interpenetra a todos."
Parvati, a Mãe graciosa que conquistou o coração de Shiva e que tocou-me silenciosamente nas ondas serenas de um olhar amoroso.
Ela, o sol que vela invisivelmente pelos viajantes espirituais.
Om Namah Parvatiye.
Paz e Luz.
- Wagner Borges –
São Paulo, 01 de outubro de 2002.
Notas do sânscrito:
* Parvati - no Hinduísmo, o Absoluto (Brahman) é subdividido em três aspectos fenomênicos de manifestação: Brahma, o criador; Vishnu, o preservador; e Shiva, o transformador. Cada um dos três aspectos possui uma consorte divina (sua shakti, ou manifestação feminina na criação). Parvati é a consorte de Shiva. É a deusa da alegria e da energia. É um dos aspectos fenomênicos da Mãe Divina.
Outros aspectos fenomênicos de sua manifestação: Kali, Durga, Devi, Tripurasundari, Jagadamba, Uma.
* Samadhi - expansão da consciência; consciência cósmica.
* Ananda - bem-aventurança; êxtase espiritual.
* Rishis - sábios repletos de serenidade e amor; mentores dos Upanishads.
* Mahadeva: Maha - Grande - Deva: Divindade, Grande Deus.
* Vyasa, Sukadeva e Shankara - mestres iogues admirados pelos iniciados.
Vyasa é o mentor do épico "O Mahabharata" (que contém numa de suas seções o "Bhagavad Gita" – "A Canção do Senhor" – que fala de Krishna e Arjuna) - Sukadeva é o filho do glorioso Vyasa (e considerado por muitos como um ser de luz mais avançado do que o próprio pai) - Shankara foi o grande reformador do Hinduísmo no século IX d.C. (é autor do célebre livro "Viveka Chuda Mani" – "A Jóia Suprema do Discernimento).
* Para enriquecer a explicação sobre os aspectos da Mãe Divina, reproduzo logo abaixo um texto de um pesquisador do Hinduísmo:
ASPECTOS DA MÃE DIVINA
- Por T. M. P. Mahadeva -
Chamar Deus de Mãe Divina não é mais equivocado do que chamá-lo Pai Divino. Do ponto de vista empírico, são necessários o macho e a fêmea para explicar criação do mundo. O shakta* põe ênfase sobre a feminilidade porque, enquanto a parte masculina da procriação é fugaz e momentânea, a feminina é mais permanente e íntima.
A Mãe Suprema se sacrifica para converter-se no mundo. Por esse ponto de vista, a concepção materna é mais importante do que a paternidade de Deus.
Ao mesmo tempo, o shakta bem sabe que, do ponto de vista transcendental, as distinções sexuais não são aplicáveis ao Absoluto.
A palavra sânscrita "Matri" é feminina e masculina. Assim se dirige o "Mahakala-Samhata", à Divina Mãe em um hino:
"Não és menina, donzela e nem anciã. Na verdade, não és feminina, masculina e nem neutra. És o poder inconcebível e incomensurável, o ser de tudo que existe, isento de toda dualidade, o Supremo Brahman, só acessível através da iluminação e da sabedoria".
OM SHAKTI MAYAM JAGAT **
Notas do sânscrito:
* Shakta - adorador da Mãe Divina; adorador da Shakti.
** Om Shakti Mayam Jagat - mantra que evoca a vibração da Mãe Divina:
Om: a vibração do Todo em tudo; o Verbo Divino.
Shakti: poder divino, força divina.
Mayam - a Mãe no seu aspecto de plasmadora vital.
Jagat: o universo.
Texto <749><19/12/2006>
Seres de luz os resgatavam no bojo da canção, e as correntes se partiam.
Ao mesmo tempo, a canção ecoava espiritualmente aqui, no coração...
E eu me senti cheio de amor por aqueles sofredores que o mundo não vê.
E também comecei a cantar Seu nome, em espírito, na luz do invisível.
Com as mãos e os chacras brilhando, entreguei-me ao fluxo do Seu amor.
Visualizei o Seu olhar, e os meus olhos se transformaram em dois sóis.
Então, a noite virou dia dentro do meu coração; e, algures, o abismo se iluminou.
As covas do astral inferior se encheram com o Seu amor incondicional.
Os sofredores foram beijados pela Sua paz; as trevas se tornaram mar de luz.
Mãe, eu senti como a Senhora os ama. E me senti muito amado, também.
E agradeço à Senhora por me permitir registrar esse amor entre os homens.
Para dar-lhes mais esperança na superação das provas do caminho.
Para evidenciar que o amor se apresenta de muitas formas secretas.
Para falar que escutei alguém cantar o Seu nome no meio da noite.
E que, por isso, as correntes se partiram, e tudo virou sol.
P.S.: Mãe, no meio da luz, a ternura de Seu toque; e, aqui, um coração feliz.
Que o Seu amor viaje junto com essas linhas, para tocar outros corações e também fazê-los felizes.
Om Parvatiye Namah!
(Dedicado a Paramahamsa Ramakrishna e Ramana Maharishi).
- Wagner Borges – espiritualista com qualidades e defeitos, que não segue nenhuma doutrina criada pelos homens da Terra, seja oriental ou ocidental; e que sabe que o Amor Maior se manifesta de muitas formas, sempre amparando e erguendo a todos, incondicionalmente.
São Paulo, 28 de novembro de 2006.
Nota:
* Para facilitar a compreensão desses escritos, reproduzo sua primeira parte na seqüência (com as devidas explicações sobre as expressões do sânscrito inseridas nele).
PARVATI - A MÃE DOS VIAJANTES ESPIRITUAIS
Foi nas ondas serenas do samadhi que eu A encontrei.
Ela surgiu nimbada de luz à minha frente, em meio às estrelas cintilantes.
Ela nada disse, mas pelo Seu olhar fui possuído por uma onda de doçura.
Fiquei paralisado, enquanto as ondas de amor varriam o meu corpo espiritual.
Um turbilhão de cores suaves envolveu-me completamente.
No silêncio da luz, Ela abençoou-me incondicionalmente.
Ela percebia completamente os meus defeitos e qualidades, de todas as vidas.
Ela via as luzes e sombras de um homem... E vertia o amor em silêncio.
Ela abriu os braços e acolheu-me num abraço profundo.
E eu naveguei no colo da Mãe Divina com as estrelas.
Ali eu não era mais o homem dualista, era só unidade e amor.
Eu não era mais o homem adulto, era sua criança-ananda.
Ela me levou aos planos das consciências serenas em seu regaço.
No seio do silêncio interdimensional, eu fui tocado pela alma dos rishis.
Vi várias de minhas vidas anteriores passando em frações de segundo...
As luzes e as sombras de um espírito, as experiências e lições da vida.
Permeando todas elas havia uma luz intensa, um sol de amor silencioso velando e aguardando o momento do encontro estelar.
Era Ela! Aquela a quem os próprios rishis se curvam em respeito.
Aquela Mãe Divina da qual Ramakrishna tanto falava.
A Mãe do samadhi, a senhora das estrelas radiantes, a Mãe dos iogues.
Aquela que brilha no lótus das mil pétalas sorrindo com Shiva.
Aquela que cativou o Mahadeva com Sua beleza e graça.
Ela, a Mãe dos viajantes espirituais que reencarnam na Terra.
A mesma Mãe que tocou Vyasa e Sukadeva, e velou por Shankara.
A Mãe do Amor Que Gera a Vida!
Ela, a consorte de Shiva, que me abraçou como filho.
Parvati, a Mãe da alegria e senhora das energias.
Que com o Seu olhar amoroso me disse:
"Viaje junto com os homens, lado a lado, como igual. Sente-se junto com eles e fale a eles de Espiritualidade e Amor. Brinque com eles, faça-os sorrir no serviço e anime-os na jornada. Projete as clarinadas da consciência cósmica em seus caminhos e espere o tempo do despertar de cada um. Ensine a eles a arte de prestar ajuda aos outros dentro da realidade humana e espiritual.
Quando eles despertarem para o sol de amor que os acompanha silenciosamente, os véus que encobrem suas percepções será dissolvido.
E eles voarão nas luzes eternas do samadhi.
Ande com eles em nome do Amor que interpenetra a todos."
Parvati, a Mãe graciosa que conquistou o coração de Shiva e que tocou-me silenciosamente nas ondas serenas de um olhar amoroso.
Ela, o sol que vela invisivelmente pelos viajantes espirituais.
Om Namah Parvatiye.
Paz e Luz.
- Wagner Borges –
São Paulo, 01 de outubro de 2002.
Notas do sânscrito:
* Parvati - no Hinduísmo, o Absoluto (Brahman) é subdividido em três aspectos fenomênicos de manifestação: Brahma, o criador; Vishnu, o preservador; e Shiva, o transformador. Cada um dos três aspectos possui uma consorte divina (sua shakti, ou manifestação feminina na criação). Parvati é a consorte de Shiva. É a deusa da alegria e da energia. É um dos aspectos fenomênicos da Mãe Divina.
Outros aspectos fenomênicos de sua manifestação: Kali, Durga, Devi, Tripurasundari, Jagadamba, Uma.
* Samadhi - expansão da consciência; consciência cósmica.
* Ananda - bem-aventurança; êxtase espiritual.
* Rishis - sábios repletos de serenidade e amor; mentores dos Upanishads.
* Mahadeva: Maha - Grande - Deva: Divindade, Grande Deus.
* Vyasa, Sukadeva e Shankara - mestres iogues admirados pelos iniciados.
Vyasa é o mentor do épico "O Mahabharata" (que contém numa de suas seções o "Bhagavad Gita" – "A Canção do Senhor" – que fala de Krishna e Arjuna) - Sukadeva é o filho do glorioso Vyasa (e considerado por muitos como um ser de luz mais avançado do que o próprio pai) - Shankara foi o grande reformador do Hinduísmo no século IX d.C. (é autor do célebre livro "Viveka Chuda Mani" – "A Jóia Suprema do Discernimento).
* Para enriquecer a explicação sobre os aspectos da Mãe Divina, reproduzo logo abaixo um texto de um pesquisador do Hinduísmo:
ASPECTOS DA MÃE DIVINA
- Por T. M. P. Mahadeva -
Chamar Deus de Mãe Divina não é mais equivocado do que chamá-lo Pai Divino. Do ponto de vista empírico, são necessários o macho e a fêmea para explicar criação do mundo. O shakta* põe ênfase sobre a feminilidade porque, enquanto a parte masculina da procriação é fugaz e momentânea, a feminina é mais permanente e íntima.
A Mãe Suprema se sacrifica para converter-se no mundo. Por esse ponto de vista, a concepção materna é mais importante do que a paternidade de Deus.
Ao mesmo tempo, o shakta bem sabe que, do ponto de vista transcendental, as distinções sexuais não são aplicáveis ao Absoluto.
A palavra sânscrita "Matri" é feminina e masculina. Assim se dirige o "Mahakala-Samhata", à Divina Mãe em um hino:
"Não és menina, donzela e nem anciã. Na verdade, não és feminina, masculina e nem neutra. És o poder inconcebível e incomensurável, o ser de tudo que existe, isento de toda dualidade, o Supremo Brahman, só acessível através da iluminação e da sabedoria".
OM SHAKTI MAYAM JAGAT **
Notas do sânscrito:
* Shakta - adorador da Mãe Divina; adorador da Shakti.
** Om Shakti Mayam Jagat - mantra que evoca a vibração da Mãe Divina:
Om: a vibração do Todo em tudo; o Verbo Divino.
Shakti: poder divino, força divina.
Mayam - a Mãe no seu aspecto de plasmadora vital.
Jagat: o universo.
Texto <749><19/12/2006>
