756 - O VÔO DA GAIVOTA II

É hora da colheita da vida e de muitos encontros.

Apenas se solte do corpo cansado e flutue na luz.

Não se assuste com o brilho, é assim mesmo.

E essa aura luminosa em sua cabeça é normal.

O seu corpo parou, e a corda de prata* já se desfez.

É hora de cantar e dançar nas pistas celestes.

Apenas se deixe levar na brisa suave do espírito...

Você vê esses flocos de luz caindo em torno?

Isso é carinho que viaja... Alguém orou secretamente por você.

É hora de viajar, meu caro! E em boa companhia...

Muitos amigos o esperam para compor canções no Céu.

E, por favor, não pense naqueles que ficaram; eles têm o tempo deles.

Assim como um novo tempo se abre para você...

E a vida continuará seguindo, para você e para eles, no tempo de cada um.

Tudo passa, mesmo que eles chorem de saudade.

E tudo vive, mesmo que eles não acreditem; tudo segue, como deve ser...

É hora da gaivota realizar o seu vôo mais alto, para além das estrelas.

Portanto, meu caro, abra as asas e se solte no vento do espírito.

Apenas voe, realizado, leve e feliz, de volta para casa!**


(Dedico essas linhas à Grande Gaivota, O TODO, O Pai-Mãe da grandeza universal, O Grande Espírito, a quem agradeço, por tudo.)

P.S.: Não sei o motivo de ter feito esses escritos. Apenas segui o que o meu coração-gaivota mandou. Tomara que outros corações-gaivotas se sintam leves ao lê-los. Só sei que, lá em cima, no Céu Infinito de Deus, as gaivotas extrafísicas sabem. Elas vivem e cantam. Aqui embaixo, eu pouco sei, apenas escuto e escrevo, como deve ser...

Paz e Luz.

São Paulo, 04 de fevereiro de 2007.



Notas:

* Corda de Prata - conduto energético que liga o corpo espiritual ao corpo físico; cordão astral, cordão fluídico; cabo astral, cordão de luz; laço vital; fio de prata; cordão de prata.

** Enquanto eu passava a limpo essas linhas, rolava aqui no som a bela canção “Dance With My Father”, do excelente cantor americano Luther Vandross (1951-2005).

Obs.: Para enriquecer esses escritos, posto na seqüência a sua primeira parte (postada pelo site do IPPB em março de 2006.)



O VÔO DA GAIVOTA

(Nos Céus do Grande Espírito)



Gaivota amiga, voe livre!

É hora de voltar para casa.

Suas asas estão curadas.

O Grande Espírito abriu o portal: voe!

Fique tranqüila e olhe para cima.

O seu corpo ficou lá embaixo, na areia da praia.

A Mãe Terra o agasalhará.



Mas você continuará voando...

Além do horizonte, muitas amigas a esperam.

É hora do reencontro. Voe!

Nos céus da Terra, muitas gaivotas sentirão saudade de você.

Mas, tudo tem seu tempo, e é hora de ir para outros céus...

Voe, amiga, mais alto do que nunca, para além do infinito...

Não se preocupe com nada, apenas voe!

Sim, apenas voe, voe, voe...


(Estes escritos são dedicados às pessoas que perderam gaivotas queridas. Oxalá, elas fiquem bem, sabendo que suas queridas gaivotas continuam voando, em outros céus, além da Terra, com seus corpos de luz, BEM VIVAS!).


P.S.: Agradeço ao Grande Espírito, o Todo que está em tudo, O Pai-Mãe de todos, pela oportunidade de escrever estas linhas. Ao escrevê-las em um pequeno caderno, dentro do carro, no trajeto entre São Paulo e a cidade de Jundiaí - para onde me deslocava para realizar um curso de projeção da consciência -, senti uma grande alegria, como se a luz sutil de muitas consciências extrafísicas - gaivotas invisíveis - estivesse me agradecendo, em espírito, por causa destas linhas simples, que chegarão a muitas pessoas - gaivotas encarnadas - levando a luz da imortalidade da consciência para dentro de seus corações e lavando suas saudades com toques de liberdade e vida infinita.

Às vezes, O Grande Espírito - A Grande Gaivota - fala ao coração dos homens por intermédio de simples escritos. Em seu vôo eterno, a vida acontece, em todos os planos de manifestação, na Terra e além...


Paz e Luz!


- Wagner Borges -
(Pequena gaivota encarnada, sempre grato ao Grande Arquiteto Do Universo, por tudo).


Jundiaí, 28 de março de 2006.


Texto <756><23/02/2007>