761 - MEU CAMINHO DOURADO

MEU CAMINHO DOURADO
(Às Portas dos Campos Elíseos)

– Por Wagner Borges –

Querido, há um caminho que se abre agora à sua frente...
É uma passagem luminosa para os Campos Dourados da Paz, aberta por obra e graça de Almas Livres, tranqüilas e generosas, que ajudam a todos os seres.
A dor se foi, ficou lá embaixo, na lama escura.
É hora de recomeçar, em outras condições, e de ver as flores desabrochando nos Campos Dourados. Enquanto flutua na Luz e se cura, por favor, deixe-me compartilhar esse momento com você.
Enquanto você ascende para o Céu, deixe-me embalar o seu vôo com uma canção. De coração a coração, que ela seja a trilha sonora de sua libertação.
Vamos viajar juntos, unidos na mesma canção, na Luz...

* * *

“Esse é o caminho que sempre sonhei, para a Luz...
Ah, os Campos Elíseos são dourados!
E, agora eu sei, o meu coração também.
Depois de tanto tempo, alguém canta para mim.
E eu sinto meus irmãos e meus pais me esperando no Campo Dourado.
Flutuo na Luz, no meu caminho, embalado pela canção.
Agora eu sei: sou muito amado!
E minhas lágrimas não são mais de dor e raiva, são de Luz.
No meu caminho dourado eu vejo os meus pais e meus irmãos, todos de branco, saudando-me alegremente.
Eles cantam para mim!
Eles celebram no caminho que sempre sonhei, para a Luz...
Ah, os Campos Elíseos são dourados!
E, agora eu sei: o meu coração também.
É chegada a hora do reencontro.
É o momento de voar na canção, pelo meu caminho dourado.
É hora de abraçar meus pais e meus irmãos, como sempre sonhei, na Luz...
Esse é o meu caminho dourado...
Nele eu vôo, para a Luz...”

(Essas linhas são dedicadas, com admiração profunda, àquelas almas livres, tranqüilas e magnânimas, que, como a primavera, fazem bem a todos. Aquelas consciências maiores, anônimas e serenas, que abraçam a humanidade em silêncio, e que inspiram as canções, de alma para alma, abrindo corações e portais luminosos na senda do amor incondicional. Ah, essas almas livres, que ajudam invisivelmente os homens na longa travessia das existências seriadas na carne; e elas fazem isso somente por sua própria natureza bondosa, sem jamais esperar qualquer reconhecimento. nem exaltação ou devoção de ninguém. O que as move é o amor. Sim, aquele amor que não se explica, só se sente, só se sente, só se sente...)

Paz e Luz.
São Paulo, 19 de fevereiro de 2007.


Nota:

Hoje é noite de 2ª feira de carnaval aqui no Brasil. Fiquei esses dias de folga em casa, pois a Maria Luz, minha filha caçula – de 12 anos, não quis viajar para um sítio comigo. Então fiquei vendo alguns filmes com ela, lendo e escutando música, bem largado mesmo. Mas sem descuidar do lado espiritual.
Enquanto a menina assistia à TV na sala, recolhi-me no quarto para ler e escutar música. Coloquei para rolar no som um CD da cantora indiana Singh Kaur, peguei um livro e sentei-me no sofá do quarto. Após ler um pouco, fechei os olhos e fiquei apreciando as canções que ouvia. Embalado pela beleza delas, fiz uma pequena meditação e pulsei luz nos meus chacras, de forma carinhosa, contente de estar ouvindo tal maravilha e em paz comigo mesmo.
Em dado momento, percebi uma presença extrafísica no ambiente. Era um dos amparadores do grupo extrafísico dos Iniciados. Ele estava situado à minha esquerda.
Ao mesmo tempo, eu via, pela tela mental frontal interna, um homem que flutuava em frente a um portal extrafísico luminoso. Ele havia “descascado” e os amparadores estavam dando-lhe assistência na hora da passagem para o “lado de lá”.
Contudo, como sofrera muito em vida, ele estava muito machucado emocionalmente, e isso poderia densificar suas energias e atrapalhar o processo de seu desligamento do físico. Ou seja, ele precisava largar o peso emocional, para poder passar tranqüilo para outras esferas de consciência, no extrafísico.
Então, como em outras oportunidades, o amparador me pediu para conversar mentalmente com o cara; para passar um pouco de carinho e confiança na sua travessia inter-planos. E aí, rolou o lance de oferecer uma canção para ele. Enquanto a Singh Kaur cantava no meu som, eu escrevia uma canção nas páginas do livro que lia antes, para ela viajar por entre as esferas da vida, de coração a coração, passando carinho e confortando alguém em seu momento dourado, de volta para casa extrafísica.
E ele foi embora, na Luz... para abraçar seus pais e seus irmãos nos Campos Dourados. E eu fiquei aqui, maravilhado com tudo: a voz da Singh Kaur, a passagem luminosa do cara, a canção que escrevi e a assistência espiritual dos amparadores.
Muitas vezes, não basta somente emanar energias, é preciso abrir o coração e passar calor humano, de forma suave, compreendendo o momento do outro e respeitando-o como ser de luz. Depois de tantos anos de estrada com os amparadores extrafísicos, em muitos lances de esclarecimentos e assistência espiritual, dentro e fora do corpo, posso dizer que não há uma forma padrão de atuação nesses trâmites inter-planos. Uma hora você vira um sol e emana energias como uma verdadeira usina anímico-mediúnica; outra hora, você conversa e esclarece; em outros momentos, é só a ação sutil das Almas Livres passando pelo seu coração em silêncio; às vezes, você voa; outras, você abraça e escuta com respeito, sentindo a dor do outro em si mesmo; e, como na noite de hoje, você escreve uma canção e oferece ao coração de alguém num momento vital. E, no final das contas, é você mesmo o principal beneficiado, pois teve a chance de vislumbrar o que rola em outras esferas e ainda ficou feliz, mais uma vez, de ver que a vida continua. E de quebra, ainda ficou com a canção, para compartilhá-la com outros por esse mundão de Deus.
Nessas horas eu me lembro tanto dos amigos da humanidade: Krishna, Jesus, Buda, Babaji, Mataji, Xandra, Rama, Lao-Tzé, dentre tantas outras consciências maravilhosas que ajudam a humanidade invisivelmente. E aí o meu coração se derrete de amor, e as palavras desaparecem. Só fica o amor, que não se explica, só se sente, em espírito e verdade.
Com o coração cheio da primavera do amor, abracei minha filha, enquanto agradecia ao TODO, por tudo.
Ah, aquelas Almas Livres, tranqüilas e magnânimas, que, como a primavera, fazem bem a todos...


Notas do Texto:

* Campos Elíseos – os antigos gregos assim denominavam o Paraíso, o lugar celestial destinado às almas virtuosas. Segundo a lenda, corria por seus campos extrafísicos o rio Leteu, cujas águas faziam esquecer as amarguras da vida.

* Chacras - do sânscrito – são os centros de força situados no corpo energético e que tem como função principal a absorção de energia (prana, chi) do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.

* Amparador – entidade extrafísica e positiva que ajuda o projetor nas suas experiências extracorpóreas; mentor extrafísico; mestre extrafísico; companheiro espiritual; protetor astral; auxiliar invisível; guardião astral; guia espiritual.

* Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente. Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.

* O TODO – expressão hermética para designar o Poder Absoluto que está em tudo. O Supremo, O Grande Arquiteto Do Universo, Deus, O Amor Maior Que Gera a Vida, O Amor Que Ama Sem Nome. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-Lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.

* O livro que eu lia na hora do lance é o excelente “Sons Que Curam” - do médico americano Mitchell L. Gaynor – Editora Cultrix -, sobre relaxamento, terapias holísticas sonoras, e de como os pensamentos e as emoções afetam a saúde do corpo.

* O CD da Singh Kaur que rolava no som é o “Song Of The Lord´s Love” - trabalho importado, cheio de canções inspiradas. Uma delas se chama “Fly Way”, e poderia ser correlacionada com esses escritos daqui. Para mais detalhes sobre esse CD, favor acessar o site americano do spiritvoyage, no seguinte endereço específico:
http://www.spiritvoyage.com/shopping/search.cfm?View=Artists&KeyWord=Singh+Kaur&gclid=CMn7wcivvIoCFQESgQodqjAtOA

Outros trabalhos dela podem ser conseguidos aqui no Brasil mesmo, em São Paulo, na Associação Cultural Instituto de Kundalini Yoga – Kundal -, situada no bairro de Moema. Para mais detalhes, favor acessar o site da Kundal, no seguinte endereço específico: http://www.kundalyoga.com.br/ky_cds_kundalini.htm#crinson

Obs.: Enquanto eu passava essas linhas a limpo, lembrei-me de um texto antigo, postado pelo site em 2003 (texto 420). Talvez sua leitura complemente alguma coisa nesse texto de agora. Então, reproduzo o mesmo na seqüência.





E ME VEJO A PENSAR...

E me vejo a pensar num amor que não sei explicar.
E me vejo a sentir, algo rosa chegando.
E vejo sem ver, algo que os olhos não alcançam.
Algo rosa está chegando!

E surge uma flor de lótus rosada na minha testa,
E a onda de amor desce e se instala ali.
É uma Flor-Sol rosada!

E me vejo a sentir uma segunda flor rosada no centro do umbigo
E sinto a alegria descendo e se instalando ali.
E me pego rindo não sei do quê.

E vem uma terceira flor rosada no centro do peito.
E me vejo a sentir as ondas espirituais do céu chegando no coração.
E os olhos brilham vendo algo sem ver, em meio ao rosa.

E uma quarta flor rosada floresce no meio do alto da cabeça.
E me vejo a sentir uma coluna de luz rosa descendo do céu do Amor.
No céu da mente e no céu do coração.
E tudo fica rosado, a mente, o coração e o corpo!

E me vejo a pensar, nesse amor que não sei explicar, só sentir!
E me pego tentando escrever sobre o rosa-amor que desceu aqui.
E que apenas me ordenou:
"Vive, cresce, ama, ri e segue..."

Paz e Luz.

- Wagner Borges -
São Paulo, 29 de março de 2003.

Notas:

1. Esses escritos foram feitos de improviso no quadro de aula do salão do IPPB, diante da turma de 88 alunos do curso de Bioenergia, Aura e Chacras. Se o leitor prestar bem atenção, perceberá que se trata de uma visualização criativa para equilíbrio dos chacras frontal, umbilical, cardíaco e coronário.
Logo após a turma copiar o que escrevi no quadro, realizamos, juntos, essa visualização e o efeito foi muito legal para todos.
Registro aqui a presença dos amparadores da equipe extrafísica de Ramatís, que me intuíram a respeito dessa prática iogue.

2. Enquanto digitava essas linhas, lembrei-me do que um amparador extrafísico comentou, ao fim de uma reunião no IPPB, três dias antes:
"Amor em ação, luz nas mãos.
Mente aberta, idéias arejadas.
Coração limpo de ódio, alma acesa.
Na voz do silêncio, o som de Deus!"

3. A prática de visualização de flores nos chacras é uma prática ancestral dos iogues hindus. Para enriquecer o tema, reproduzo logo abaixo um trecho que traduzi de um clássico hinduísta contendo uma prática ensinada por Krishna.


BAKTI-YOGA

Sentado em posição cômoda, com o corpo ereto, coloque suas mãos sobre os quadris e direcione os seus olhos para a ponta do nariz. Pratique o pranayama, aspiração, retenção e expiração, para purificação dos nervos.
Depois, concentre os sentidos e a mente com grande paciência e perseverança.
Medite sobre a palavra OM, recitando-a em seu interior como se fosse o contínuo repique de uma campainha. Pratique o pranayama unido ao OM dez vezes ao dia, e assim obterás o controle do prana.
Imagine um lótus dentro de seu coração, com as pétalas apontando para baixo, e correndo por ele o sushumna. Agora pense que as pétalas apontam para cima e que a flor está completa. Veja, no coração da flor, o sol, a lua e o fogo, um dentro do outro. Depois, trate de ver dentro do fogo a forma benigna de seu Ishtam. Medite sobre ele como a Causa Suprema do universo, e por último, sobre a unidade do Ser com Deus, a única existência.
Com tal mente o homem pode perceber a minha presença no interior dele mesmo. Tudo é luz!

- Krishna –
(Texto extraído do livro "Srimad Bhagavatan – As Sagradas Escrituras Védicas" – Ed. Edicomunicacion – Espanha).


Notas:

Esse texto está contido no capítulo XI do Srimad Bhagavatan, uma das obras clássicas do Hinduísmo de cerca de 2000 a.C. - Trata-se de uma série de lições e práticas espirituais passadas por Krishna ao seu discípulo-arqueiro Arjuna.

Obs. Segue-se abaixo a explicação sobre alguns termos do sânscrito usados nessa tradução:

- Bakti - Bhakti - devoção.

- Pranayama - prática respiratória para o domínio bioenergético. É o quarto passo na senda dos oito aforismos preconizados por Patanjali, o grande codificador do Yoga.

- OM - O Verbo Divino - também conhecido como Pranava ou Shabda -, a vibração do Todo em tudo.

- Prana - sopro vital; energia.

- Sushumna – é o nádi - conduto sutil de transporte de energia pelo corpo energético - central que passa pelo centro da coluna e pelas raízes dos chacras, verdadeira avenida vibracional por onde ascende a kundalini nos processos de ascensão espiritual.

- Ishtam – é o Ser Divino escolhido como alvo mental da meditação do aspirante espiritual.


Texto <761><14/03/2007>