787 - LUZ – O FIM DO SOFRIMENTO

(Voando Pelo Céu do Coração com os Budas e Boddhisattvas)

 

"Acho que a verdade que um homem descobriu, ou a luz que projetou sobre algum ponto obscuro, pode, um dia, tocar outro ser pensante, comovê-lo, alegrá-lo e consolá-lo; é a ele que falamos, como nos falaram outros espíritos semelhantes, e que nos consolaram a nós próprios neste deserto da vida..."

- Schopenhauer -

 

"Certa vez, o Buda ensinou:

‘Abaixo da iluminação, só há dor!'

Nos momentos de provas acerbas, lembre-se disso.

Quando sentir a dor do mundo em seu coração, pense nisso.

Acima da dor, há luz, muita luz.

Mas é preciso transcender e ver além...

É preciso ver com o olho do coração.

Para cada ser há uma canção.

Para cada prova, uma lição.

Para cada coração, um Buda.

Ninguém morre; o ser espiritual bóia na luz.

Ninguém é jovem ou velho; o espírito não tem idade.

Ao ver a dor da perda de alguém, medite no Buda.

Pense no iluminado abraçando todos os seres sencientes.

Sinta a jóia da compaixão brilhando em seu peito.

Visualize o céu de seu coração cheio de Budas e Boddhisattvas.

No invisível, que os homens ignoram, eles agem compassivamente.

No silêncio, eles abençoam e seguem...

Atreva-se a voar com eles nas ondas da paz! Brilhe junto!

Pense nos seres que sofrem e entregue a dor deles aos Budas.

Eles são médicos da alma e recolherão a dor.

Eles a transformarão em luz."

 

P.S.: Essas palavras amigas me foram passadas espiritualmente, enquanto eu meditava na dor daqueles que perderam entes queridos - e projetava pensamentos e energias benéficas a favor de todos -, pelas vias da mentalização positiva e silenciosa.

Elas vieram sutilmente, pelas vias psíquicas, cheias de carinho e paz profunda. Entraram pelo meu chacra do topo da cabeça e desceram direto ao coração. Ao mesmo tempo, eu via mentalmente - na tela mental interna frontal, sede do chacra da testa - uma massa de luz dourada brilhante. Dentro dela havia uma presença espiritual, serena e amorosa. Foi ela que me passou esse pequeno recado luminoso. Também me pediu para escrever e repassar esses toques amigos livremente - para levar leveza e luzes sutis às pessoas -, e para não revelar detalhes sobre sua manifestação.

Então, aqui estão grafadas suas palavras inspiradas, em nome dos Budas e Boddhisattvas, médicos serenos da alma e amigos espirituais de todos.

Que suas luzes sutis inspirem todos nós.

 Om Mani Padme Hum!

 Paz e Luz.

 - Wagner Borges - sujeito com qualidades e defeitos, 45 anos de "encadernação", carioca radicado em São Paulo há 18 anos, que não segue nenhuma doutrina criada pelos homens da Terra; mestre de nada e discípulo de coisa alguma, e eterno neófito da vida e do TODO.

 

Notas:

 Para enriquecer e facilitar a compreensão dos leitores, deixo na seqüência a explicação detalhada dos termos em sânscrito usados no texto. Vamos lá.

* Om Mani Padme Hum - do sânscrito - sua tradução literal é "Salve a jóia no lótus". Este é um mantra de evocação do boddhisattva da compaixão entre os budistas tibetanos e chineses. Om é a vibração do TODO. Mani é a Jóia espiritual que mora no coração, ou seja, é o próprio Espírito, a essência divina. Padme - ou Lótus - é o chacra cardíaco que envolve, energeticamente, essa jóia sutil. Hum é a vibração dessa compaixão do TODO vertendo a luz pelo chacra cardíaco em favor de todos os seres.

Esse mantra é mais conhecido como o "mantra da compaixão". É um dos mantras mais poderosos que conheço. Pode ser concentrado, mentalmente, dentro do peito - como se a voz mental estivesse reverberando ali -, ou dentro de qualquer um dos chacras que a pessoa desejar ativar. No entanto, o melhor lugar para ele é, realmente, o chacra cardíaco, pois o que chega ali é distribuído para todo o corpo, pela circulação do sangue comandada pelo coração e também a todos os outros chacras do corpo energético.

O chacra frontal, na testa, também é excelente para a prática desse mantra , pois o que chega nele é distribuído ao longo da coluna pelos nadis - condutos sutis de transporte energético pelo sistema -, e comunicado a todos os outros chacras abaixo dele. Esse é o motivo pelo qual vários mestres iogues sempre aconselham aos seus discípulos iniciar alguma prática bioenergética por ele.

Um livro excelente sobre isso é o do pesquisador iogue japonês Hiroshi Motoyama, "Teoria dos Chacras", editado em português pela Editora Pensamento.

* Buda - do sânscrito - O Iluminado; Aquele que despertou! Palavra derivada de "Buddhi", que significa "Iluminação Pura" ou "Inteligência Pura". Ou seja, quem alcança o estado de Buddhi, torna-se um Buda, um ser iluminado e desperto.

* Boddhisattvas - do sânscrito - são aqueles seres bondosos que estão perto de tornarem-se Budas ou Iluminados. Para facilitar a explicação, podemos dizer que eles são canais espirituais ou avatares conscientes do amor de todos os Budas.

* Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energia - prana , chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.

Os principais chacras, que estão conectados com as sete glândulas que compõe o sistema endócrino, são sete: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.

Nesse texto dos Budas estão descritos três chacras específicos:

- Chacra Coronário - é o centro de força situado no topo da cabeça, por onde entram as energias celestes. É o chacra responsável pela expansão da consciência e pela captação das idéias elevadas. É também chamado de chacra da coroa. Em sânscrito, o seu nome é Sahashara, o lótus das mil pétalas. Está ligado à glândula pineal.

Obs.: A pineal é a glândula mais alta do sistema endócrino, situada bem no centro da cabeça, logo abaixo dos dois hemisférios cerebrais. Essa glândula está ligada ao chacra coronário, que, por sua vez, se abre no topo da cabeça, mas tem a sua raiz energética situada dentro dela. Devido a essa ligação sutil, a pineal - também chamada de epífise - é o ponto de ligação das energias superiores no corpo denso e, por extensão, tem muita importância nos fenômenos anímico-mediúnicos, incluindo nisso as projeções da consciência para fora do corpo físico.

- Chacra Frontal - é o centro de força situado na área da glabela, no espaço espiritual interno da testa. Está ligado à glândula hipófise - pituitária - e tem relação direta com os diversos fenômenos de clarividência, intuição e percepções parapsíquicas. É o chacra da aprendizagem e do conhecimento. Em sânscrito, ele é conhecido como Ajna, o centro de comando.

- Chacra Cardíaco - é o centro de força responsável pela energização do sistema cárdio-respiratório. É considerado o canal de movimentação dos sentimentos. Por isso, é o chacra mais afetado pelo desequilíbrio emocional. Bem desenvolvido, torna-se um canal de amor para o trabalho de assistência espiritual. Está ligado à glândula timo. O seu nome em sânscrito é Anahata , o inviolável, o invicto, o som sutil do espírito imperecível.

* Enquanto finalizava estas notas, lembrei-me de um poema de Fernando Pessoa, o grande poeta português, gênio da escrita, e iniciado nas artes secretas do coração espiritual.

 

NÃO SEI SE É SONHO

Não sei se é sonho, se realidade,

Se uma mistura de sonho e vida,

Aquela terra de suavidade

Que na ilha extrema do sol se olvida.

É a que ansiamos. Ali, ali

A vida é jovem e o amor sorri.

 

Talvez palmares inexistentes,

Áleas longínquas sem poder ser.

Sombra ou sossego dêem aos crentes

De que essa terra se pode ter.

Felizes, nós? Ah, talvez, talvez,

Naquela terra, daquela vez.

 

Mas já sonhada se desvirtua,

Só de pensá-la cansou pensar,

Sob os palmares, à luz da lua,

Sente-se o frio de haver luar.

Ah, nessa terra também, também

O mal não cessa, não dura o bem.

 

Não é com ilhas do fim do mundo,

Nem com palmares de sonho ou não,

Que cura a alma seu mal profundo,

Que o bem nos entra no coração.

É em nós que é tudo. É ali, ali,

Que a vida é jovem e o amor sorri.

 

- Fernando Pessoa -



Texto <787><22/06/2007>