806 - VIVEKA – O DISCERNIMENTO CONSCIENCIAL II

- Por Wagner Borges -

 

Tão certa quanto as estações do ano e a luz do coração, assim é a evolução do homem.

Assim como a pequena gota de orvalho desliza pela superfície das pétalas da flor de lótus para, finalmente, se soltar no espaço em direção ao solo, também o espírito rola pela superfície das pétalas da flor de lótus do coração do Todo, rumo ao infinito...

 Isso é certo!

O Ser ruma para a Consciência Cósmica, mesmo sem perceber. Isso está no coração de cada criatura! E não há palavras que possam desvendar o grande mistério tecido pelo Supremo no cerne do espírito.

Levantar o véu da ignorância é preciso! Para descobrir o tesouro de luz que há no templo secreto do Ser. Para soltar-se conscientemente pelo infinito...

Há um discernimento que mora na jóia secreta do coração. É pura bem-aventurança!

Quando, pelo discernimento espiritual, o Ser percebe a jóia que é, dissolvem-se os nós das dúvidas e surge o som do supremo: OM!

Isso é certo!

Assim como é inevitável o encontro do Ser com a Consciência Cósmica. Tão certo quanto o amor do Divino que permeia tudo e todos.

No jardim do coração espiritual, brilha a jóia do discernimento supremo. Encontrá-la é preciso! Ou melhor, reencontrá-la e, assim, reencontrar-se consigo mesmo e com todos os seres - todos jóias do Supremo -, no jardim do coração espiritual de Brahman, o Senhor de todas as jóias.

E ser feliz... OM!

 São Paulo, 18 de agosto de 2007.

  

Notas do sânscrito:

 * Viveka - do sânscrito - discernimento espiritual.

* OM - do sânscrito - é a vibração do Todo que está em tudo; dentro do contexto hindu, é o mantra da criação, o verbo divino, a palavra de poder do Supremo.

* Brahman - do sânscrito - O Supremo, O Grande Arquiteto Do Universo, Deus, O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-Lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.

Obs.: A primeira parte desse texto está postada na seção de textos periódicos do site do IPPB - é o texto 776.


Texto <806><29/08/2007>