876 - QUANDO EU ERA MEU
- Por Huberto Rohden -
Quando eu era ainda meu,
Não era de ninguém.
Era escravo de tudo que chamava "meu",
Porque o meu pequeno eu despertara,
Tirânico,
E meu grande EU dormia
O sono da ignorância.
Muitos objetos envolviam
O meu sujeito,
Assim como as grades do cárcere
Circundam o prisioneiro.
E eu chamava "meus"
Esses objetos em derredor.
Cuidava possuir esses objetos,
Mas era por eles possuído.
E eles me vedavam o egresso
Da prisão do meu ego
E o ingresso
Na liberdade do meu EU.
Não era de ninguém.
Era escravo de tudo que chamava "meu",
Porque o meu pequeno eu despertara,
Tirânico,
E meu grande EU dormia
O sono da ignorância.
Muitos objetos envolviam
O meu sujeito,
Assim como as grades do cárcere
Circundam o prisioneiro.
E eu chamava "meus"
Esses objetos em derredor.
Cuidava possuir esses objetos,
Mas era por eles possuído.
E eles me vedavam o egresso
Da prisão do meu ego
E o ingresso
Na liberdade do meu EU.
Nesse tempo não sabia eu
Que o grande EU
É o melhor amigo do pequeno ego,
E que o pequeno ego é o pior inimigo
Do grande Eu.
Jamais olhara para além das fronteiras
Do ego humano,
Esse objeto visível,
E por isto, ignorava, ignorantemente,
Meu EU divino,
Esse sujeito invisível.
Eu pertencia totalmente
A mim mesmo,
Ao meu ego conhecido,
E, por isto, era a minha vida estreita,
Como um casulo em que dormia
A borboleta do meu Cristo interno.
Que o grande EU
É o melhor amigo do pequeno ego,
E que o pequeno ego é o pior inimigo
Do grande Eu.
Jamais olhara para além das fronteiras
Do ego humano,
Esse objeto visível,
E por isto, ignorava, ignorantemente,
Meu EU divino,
Esse sujeito invisível.
Eu pertencia totalmente
A mim mesmo,
Ao meu ego conhecido,
E, por isto, era a minha vida estreita,
Como um casulo em que dormia
A borboleta do meu Cristo interno.
Finalmente, graças ao bafejo solar
Da graça,
Deixei de ser casulo inerte...
Rompi as paredes de seda do meu ego,
Porque empecilho me era hoje,
O que auxílio me fora ontem.
Expandi as asas na luminosa amplitude
Do amor universal,
Para cima,
Para os lados,
Para baixo,
Envolvendo em suave benquerença
Todos os mundos de Deus,
Depois que o Deus dos mundos
Me vitalizou com seu Amor...
Da graça,
Deixei de ser casulo inerte...
Rompi as paredes de seda do meu ego,
Porque empecilho me era hoje,
O que auxílio me fora ontem.
Expandi as asas na luminosa amplitude
Do amor universal,
Para cima,
Para os lados,
Para baixo,
Envolvendo em suave benquerença
Todos os mundos de Deus,
Depois que o Deus dos mundos
Me vitalizou com seu Amor...
- Texto extraído do inspirado livro “Escalando o Himalaia”, uma das grandes obras do genial filósofo brasileiro Huberto Rohden – Editora Martin Claret.
Obs.: Ver a coluna dedicada a Huberto Rohden em nosso site, na seção de Multimídia – www.ippb.org.br.
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Texto <876><03/09/2008>
