884 - UM GRANDE AMOR NUM PEQUENO CORAÇÃO II

(Namorando a Luz, com Prazer!)

 
Tem um Grande Amor aqui.
Sem nome e sem forma.
Só compreensão serena.
Está aqui! Bem no meio do coração.
Não sei explicar como ou por que.
Veio sem aviso. Possuiu-me.
Como uma canção florescendo...
Como um solo de guitarra viajante.
Como um beijo secreto do Eterno.
Como um toque estelar no espírito.
Como dar as mãos ao Ancião dos Dias.
Como namorar a Luz.
Como uma dádiva sem preço.
Como um raio de sol no frio.
Como a beleza da aurora.
Como a ternura do entardecer.
Como a lágrima terna do poeta.
Como o brilho dos olhos de quem ama.
Como a alegria de reconhecer um amigo.
Como o prazer de sentir a aura cheia de luz clarinha.
Como o abraço em quem a gente gosta muito.
Como encher alguém querido de luz.
Como saber sentir outro coração, com o coração.
Como sentir a atmosfera da noite fria e chuvosa.
Enquanto um sol de amor arde no peito.
Como escrever sem saber por que.
Talvez, para compartilhar um Grande Amor...
Que não cabe num pequeno coração.
Que está aqui. Mas também nessas linhas.
Que talvez toque outros corações.
E que eles sejam maiores do que o meu coração.
Para que outras canções sejam feitas.
Bem melhores.
Para que haja mais Luz!
Para todos nós sermos presentes.
Nesse Grande Amor, que não se explica.
Só se sente... Só se sente... Só se sente...
 
P.S.: Está aqui! Bem no meio do coração.
No meio da noite, o peito virou sol.
E eu não sei mais o que escrever.
Pois, quando o coração fala ao coração...
Não há mais nada a dizer.
Quem compreende isso, em seu coração, realmente compreende...
 
- Esses escritos são dedicados aos enamorados da Luz, de todos os lugares e condições. Eles também foram possuídos por um Grande Amor. E, agora, eles sabem: “Corações sentem corações, mesmo a distância. E se reconhecem. Como a Luz reconhece a Luz; como o Amor chama o Amor.”
E quem, neste mundo, poderá explicar isso?
Só se sente... Só se sente... Só se sente...   
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges (seu colega de evolução, mais espiritualista do que nunca, com um sol no peito e o olhar no infinito, sempre na Luz!)** 
 
Curitiba, 15 de agosto de 2008.
 
- Notas:
* A primeira parte desse texto foi postada pelo site do IPPB como texto número, e pode ser acessada no seguinte endereço específico:
** Esses escritos foram postados primeiro na lista interna do Grupo de Estudos e Assistência Espiritual do IPPB, junto com algumas palavras aos participantes do mesmo. Segue-se essa mensagem logo abaixo.
 
“Meus amigos, tenho enviado vários textos por esses dias.
Desculpem-me pelo excesso,
Mas sou impelido a escrever em profusão.
É muita coisa para segurar sozinho.
É muita areia para o meu caminhão.
É muita Luz!
Por isso, compartilho.
Não é por causa de minhas filhas, que tanto amo.
Também não é por causa de alguma mulher amada.
O Grande Amor que desce aqui é por Ele mesmo.
Sou só um pequeno veículo.
Ele chega. E eu escrevo.
Ele é a Causa. Sou só seu efeito.
Ele sabe tudo. Eu só tento fazer o melhor possível.
Ele é um Sol. Eu sou só centelha.
Ele é a alegria perene. Eu sou só um cara que ri muito.
Ele realmente vale a pena! Eu só escrevo.
Ele é o presente. Eu só entrego o pacote.
Ele é o Pai-Mãe de vocês. Eu só sou o cara que não deixa vocês se esquecerem disso.
Então, desculpem-me pelo excesso no envio dos escritos.
É Ele que faz tudo isso acontecer. Eu só escrevo e compartilho, como deve ser...
Como Paramahamsa Ramakrishna ensinava, “sem amor, ninguém segue...”
QUE ESSE GRANDE AMOR ILUMINE O DIA DE VOCÊS!
 
Um Abraço.
- Wagner Borges (rindo sozinho, no meio da madrugada chuvosa e fria de Curitiba, feliz com sei lá o que, sentindo algo que enche o quarto de luz serena e convida espiritualmente para ir para a cama, para namorar a Luz, lá no extrafísico, fora do corpo, como deve ser...)   


Texto <884><02/10/2008>