909 - AMOR – O SOPRO VITAL REAL
O amor não encontra o amor.
Na verdade, reencontra.
Há um reconhecimento natural.
Não se explica; simplesmente é!
Quando um coração respira outro coração,
O Céu se abre... E algo acontece.
A luz chama a luz, na mesma canção.
Então, os dois corações tornam-se um só!
O amor é o sopro vital real.
Permite que dois seres respirem juntos.
Parece sonho, mas é real.
É luz na luz, de coração a coração.
O amor não reclama e jamais se exaspera.
Sua canção é linda!
E ele sabe que, às vezes, ela não é ouvida.
Mas, ele compreende...
Quem ama, sabe.
Compreende, e respira...
Pois, assim como a luz chama a luz,
O amor reencontra o amor.
O amor faz a luz transbordar do coração...
E tudo vira sol!
Isso não se explica, simplesmente é!
Só se sente...
P.S.: Quando o poeta escreveu “que tudo vale a pena, quando a alma não é pequena”, acho que ele queria dizer que um Grande Amor passou pelo seu pequeno coração.
E ele se encantou e içou as velas de sua nau espiritual, pois sentiu que as ondas desse sentimento lindo o levariam para além do Bojador...
Por isso, ele também escreveu que “navegar é preciso...”
Sim, ele sabia das coisas que só o coração conhece.
Acho que ele navegava num oceano de amor.
E, hasteada no alto do mastro principal de sua embarcação astral, tremulava, ao vento, a bandeira verde da esperança.
Nela estava escrito: “Vive, ama, aprende, trabalha, ri, compreende, e segue...”
Sim, ele estava certo: “Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena!”
E eu me atrevo a complementá-lo: “Só é pequena a alma que não ama!”
Ah, grande poeta luso, além de navegar, amar é preciso...
Antes de tudo surgir, em meio às energias primordiais, e antes do vir a ser do homem, o amor era.
Quem ama, sabe.
(Dedicado a Fernando Pessoa, o grande poeta português, e a Manjushri, o Bodhisattva** da sabedoria e da compreensão.)
Amor e Compreensão.
Paz e Luz.
- Wagner Borges – pequeno coração nas ondas de um Grande Amor...
São Paulo, 07 de fevereiro de 2009.
- Notas:
* Escrevi essas linhas enquanto ouvia o CD. M6, da banda inglesa de pop/rock Mike and Mechanics - liderada por Mike Rutherford, baixista do Genesis. A música 'Dreamland' – 13ª faixa do CD – é maravilhosa.
** Boddhisattvas – do sânscrito – são aqueles seres bondosos que estão perto de tornarem-se Budas ou Iluminados. Para facilitar a explicação, podemos dizer que eles são canais espirituais ou avatares conscientes do amor de todos os Budas.
Dentro do contexto do Budismo Tibetano, o Bodhisattva da sabedoria é chamado de Manjushri.
Obs.: Para melhor compreensão desses escritos, deixo na seqüência um texto correlacionado, postado pelo site do IPPB – www.ippb.org.br – em agosto de 2008.
UMA VIAGEM ESPIRITUAL ALÉM DO BOJADOR...
(Tudo Vale a Pena, Se a Alma Não é Pequena)
- Por Wagner Borges -
Ó, Grande Universo!
Para onde miro o meu olhar...
Mesmo com as nuvens de chuva à frente,
Eu vejo sua tapeçaria sideral.
Como vejo outras esferas,
Invisíveis aos olhos da carne,
Mas visíveis à inteligência
E sensíveis ao coração.
Na noite chuvosa, bóio no ar,
Por entre os planos, em espírito.
Olho admirado para o zimbório celeste,
E vejo a obra luminosa do Grande Tecedor,
Fonte Imanente de todas as estrelas e seres.
Então, lembro-me de outras visões, de outrora...
Visitas espirituais às estrelas, com os sábios.
Viagens a outras esferas, com os hierofantes*.
Para além, muito além do olhar... Iniciações!
E valeu a pena? Sim!
Tudo vale a pena se a alma não é pequena.
(O grande poeta lusitano também voava pelo céu)
Quem quer viajar para além do físico,
Tem que passar além da dor.
Além do medo, com o coração aceso.
Além do corpo, em espírito.
Além das nuvens de chuva, olhando as estrelas.
Além das emoções, seguindo o amor...
Além do horizonte, vendo o Ancião dos Dias,
O Grande Tecedor de estrelas e seres.
Sim, tudo vale a pena.
Principalmente se a alma não é pequena.
Fernando Pessoa sabia disso.
Ele também viajou para além do Bojador**,
Em espírito, e viu o oceano de estrelas.
E se encantou...
P.S.: Hoje, novamente olho e vejo, além das nuvens de chuva.
Vejo as estrelas, com o coração. E sinto um grande amor.
E me encanto, como o genial poeta português.
Assim como ele e os iniciados de todos os tempos,
Eu também quero voar e ir além do Bojador...
Em espírito, no oceano de estrelas.
E vale a pena, sim. Pois, se a alma não é pequena,
É porque o amor é grande.
Então, mesmo com as nuvens de chuva à frente,
Que o amor aconteça e faça ver estrelas.
(Esses escritos são dedicados ao sábio grego Pitágoras, mestre das esferas sutis; a Hermes Trismegistro, o sábio estelar e padrinho secreto dos iniciados; e a Fernando Pessoa, o genial poeta português e grande viajante espiritual.)
Paz e Luz.
São Paulo, 07 de agosto de 2008.
- Notas:
* Hierofantes - dentro do contexto das iniciações esotéricas da antiguidade, eram os mestres que testavam os neófitos (calouros) nas provas iniciáticas.
** Em Portugal, o Cabo do Bojador tem o significado do último limite do homem e do seu mundo. Os poetas sempre se referem a ele.
Texto <909><11/02/2009>
Na verdade, reencontra.
Há um reconhecimento natural.
Não se explica; simplesmente é!
Quando um coração respira outro coração,
O Céu se abre... E algo acontece.
A luz chama a luz, na mesma canção.
Então, os dois corações tornam-se um só!
O amor é o sopro vital real.
Permite que dois seres respirem juntos.
Parece sonho, mas é real.
É luz na luz, de coração a coração.
O amor não reclama e jamais se exaspera.
Sua canção é linda!
E ele sabe que, às vezes, ela não é ouvida.
Mas, ele compreende...
Quem ama, sabe.
Compreende, e respira...
Pois, assim como a luz chama a luz,
O amor reencontra o amor.
O amor faz a luz transbordar do coração...
E tudo vira sol!
Isso não se explica, simplesmente é!
Só se sente...
P.S.: Quando o poeta escreveu “que tudo vale a pena, quando a alma não é pequena”, acho que ele queria dizer que um Grande Amor passou pelo seu pequeno coração.
E ele se encantou e içou as velas de sua nau espiritual, pois sentiu que as ondas desse sentimento lindo o levariam para além do Bojador...
Por isso, ele também escreveu que “navegar é preciso...”
Sim, ele sabia das coisas que só o coração conhece.
Acho que ele navegava num oceano de amor.
E, hasteada no alto do mastro principal de sua embarcação astral, tremulava, ao vento, a bandeira verde da esperança.
Nela estava escrito: “Vive, ama, aprende, trabalha, ri, compreende, e segue...”
Sim, ele estava certo: “Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena!”
E eu me atrevo a complementá-lo: “Só é pequena a alma que não ama!”
Ah, grande poeta luso, além de navegar, amar é preciso...
Antes de tudo surgir, em meio às energias primordiais, e antes do vir a ser do homem, o amor era.
Quem ama, sabe.
(Dedicado a Fernando Pessoa, o grande poeta português, e a Manjushri, o Bodhisattva** da sabedoria e da compreensão.)
Amor e Compreensão.
Paz e Luz.
- Wagner Borges – pequeno coração nas ondas de um Grande Amor...
São Paulo, 07 de fevereiro de 2009.
- Notas:
* Escrevi essas linhas enquanto ouvia o CD. M6, da banda inglesa de pop/rock Mike and Mechanics - liderada por Mike Rutherford, baixista do Genesis. A música 'Dreamland' – 13ª faixa do CD – é maravilhosa.
** Boddhisattvas – do sânscrito – são aqueles seres bondosos que estão perto de tornarem-se Budas ou Iluminados. Para facilitar a explicação, podemos dizer que eles são canais espirituais ou avatares conscientes do amor de todos os Budas.
Dentro do contexto do Budismo Tibetano, o Bodhisattva da sabedoria é chamado de Manjushri.
Obs.: Para melhor compreensão desses escritos, deixo na seqüência um texto correlacionado, postado pelo site do IPPB – www.ippb.org.br – em agosto de 2008.
UMA VIAGEM ESPIRITUAL ALÉM DO BOJADOR...
(Tudo Vale a Pena, Se a Alma Não é Pequena)
- Por Wagner Borges -
Ó, Grande Universo!
Para onde miro o meu olhar...
Mesmo com as nuvens de chuva à frente,
Eu vejo sua tapeçaria sideral.
Como vejo outras esferas,
Invisíveis aos olhos da carne,
Mas visíveis à inteligência
E sensíveis ao coração.
Na noite chuvosa, bóio no ar,
Por entre os planos, em espírito.
Olho admirado para o zimbório celeste,
E vejo a obra luminosa do Grande Tecedor,
Fonte Imanente de todas as estrelas e seres.
Então, lembro-me de outras visões, de outrora...
Visitas espirituais às estrelas, com os sábios.
Viagens a outras esferas, com os hierofantes*.
Para além, muito além do olhar... Iniciações!
E valeu a pena? Sim!
Tudo vale a pena se a alma não é pequena.
(O grande poeta lusitano também voava pelo céu)
Quem quer viajar para além do físico,
Tem que passar além da dor.
Além do medo, com o coração aceso.
Além do corpo, em espírito.
Além das nuvens de chuva, olhando as estrelas.
Além das emoções, seguindo o amor...
Além do horizonte, vendo o Ancião dos Dias,
O Grande Tecedor de estrelas e seres.
Sim, tudo vale a pena.
Principalmente se a alma não é pequena.
Fernando Pessoa sabia disso.
Ele também viajou para além do Bojador**,
Em espírito, e viu o oceano de estrelas.
E se encantou...
P.S.: Hoje, novamente olho e vejo, além das nuvens de chuva.
Vejo as estrelas, com o coração. E sinto um grande amor.
E me encanto, como o genial poeta português.
Assim como ele e os iniciados de todos os tempos,
Eu também quero voar e ir além do Bojador...
Em espírito, no oceano de estrelas.
E vale a pena, sim. Pois, se a alma não é pequena,
É porque o amor é grande.
Então, mesmo com as nuvens de chuva à frente,
Que o amor aconteça e faça ver estrelas.
(Esses escritos são dedicados ao sábio grego Pitágoras, mestre das esferas sutis; a Hermes Trismegistro, o sábio estelar e padrinho secreto dos iniciados; e a Fernando Pessoa, o genial poeta português e grande viajante espiritual.)
Paz e Luz.
São Paulo, 07 de agosto de 2008.
- Notas:
* Hierofantes - dentro do contexto das iniciações esotéricas da antiguidade, eram os mestres que testavam os neófitos (calouros) nas provas iniciáticas.
** Em Portugal, o Cabo do Bojador tem o significado do último limite do homem e do seu mundo. Os poetas sempre se referem a ele.
Texto <909><11/02/2009>
