918 - VIAJANDO ESPIRITUALMENTE COM VYASA
Você jamais me pressionou ou quis impor nada. Pelo contrário, sempre foi cordial.
Mesmo quando eu merecia uma bronca, você esclareceu-me com tranquilidade.
E eu aprendi a ler no seu olhar silencioso. Aprendi que a força vem do equilíbrio.
Você falou-me de uma estrela longínqua, de onde você veio há muito tempo.
Explicou-me o significado da força de Rama e do sorriso de Krishna.
E pediu-me para visualizar a estrela prânica sobre minha cabeça.
Você ensinou-me a arte de ficar em silêncio, nas asas da meditação.
Explicou-me sobre a força e proteção espiritual de Ganesha.
Falou-me do Darma e da responsabilidade que vem com o conhecimento.
Você veio, leve e gentil, e encheu meu lar de serenidade e compreensão.
Falou-me da gratidão e admiração que os rishis têm por Brahman.
Exortou-me a orar por todos os homens, sem julgar ninguém.
Você iniciou-me nas vibrações de Hamsa, e falou-me dos vôos espirituais.
Ensinou-me a amar e respeitar a arte das viagens espirituais conscientes.
E pediu-me para, cada vez mais, falar aos homens sobre esse potencial.
Você ensinou-me a respeitar a cada chacra como um portal espiritual.
Falou-me das artes da cura e da riqueza que é encher as mãos de luz.
E exortou-me a respeitar a todos, principalmente os que sabem menos na senda.
Você me viu reencarnar e crescer, e velou secretamente pelo meu sono.
E, às vezes, quando eu era criança, via uma linda estrela sobre meu berço.
Eu não sabia, é claro, que você estava ali, invisivelmente cuidando de mim.
Você nunca me disse que era a luz de nada; sempre falou-me da Luz de Krishna.
Mas eu vi a luz das estrelas em seu semblante; eu vi o amor raiando em seu olhar.
E, só de pensar em você, os meus olhos também brilham, de gratidão e respeito.
Você projetou um campo de luz azulada em torno de mim.
E pediu-me para abrir meu coração, com humildade, e orar a Krishna e Rama.
Explicou-me que grandes assistências espirituais são feitas de silêncio e amor.
Você contou-me que Rama flechou o coração de Sita com uma seta de luz.
E que Krishna acertou o coração de Radha com uma flecha de amor.
E que você também foi flechado, pelos dois, com a seta da espiritualidade.
Você caminha com honra, meu amigo. E eu tento seguir o seu exemplo...
Ah, quem me dera ter a sua serenidade... Mas, estou aprendendo.
Se Krishna e Rama flecharam o seu coração, o meu também foi flechado, por você.
Você é como um padrinho espiritual dos escritores das coisas do espírito.
E sua inspiração faz o vento do espírito entrar nas palavras escritas.
E o pó da morte é levado, varrido pelo esclarecimento consciencial.
Você trabalha nos bastidores do Darma e não gosta de personalismos.
Por isso, raramente aparece. Mas, aqui e agora, eu quero registrar sua presença.
Sim, e agradecê-lo, por velar pelo meu sono. Por me amar. Por me fazer escrever.
Você mostrou-me sua estrela longínqua, e disse-me: “Um dia, nós iremos para lá!
Mas, primeiro, o cumprimento do Darma na Terra. Antes, o trabalho de luz.
Por Krishna. Por Rama. Pelo Eterno. Pelo amor que flechou nossos corações.”
Você, então, olhou-me nos olhos, e eu vi o amor que o move há tanto tempo.
Eu vi o sorriso de Krishna em seu olhar, e a força e honra de Rama em sua aura.
Eu vi sua saudade de casa, meu amigo. E o seu esforço para estar aqui, pelo Darma.
Em lugar de sua estrela, lhe deram um cara como eu, para você cuidar e inspirar.
Será que Krishna e Rama lhe pregaram uma peça? Ou tem algo bom rolando aqui?
Oxalá, valha a pena para você. Porque, para mim, está valendo muito ter você aqui.
Você veio e falou-me do valor da gratidão e da honra na senda, espiritual e humana.
Ensinou-me que a grandeza está nas coisas simples e que humildade não humilha.
O que faz isso é o orgulho. E, quem não agradece, rebaixa a si mesmo.
Você veio e, novamente, pediu-me para pensar em Rama e Krishna.
Eu pensei, e o amor encheu meu coração de gratidão, a eles, e também a você.
E, agora, tem uma grande estrela pairando aqui em cima de minha cabeça.
Ah, Vyasa, que lindo presente você me deixou.
Eu vou deitar-me visualizando-a e pensando em Rama e Krishna.
Para que a minha viagem espiritual seja honrada e de acordo com a Luz.
P.S.:
Que Rama e Krishna fortaleçam, cada vez mais, os estudantes espirituais que estagiam e trabalham por climas melhores entre os homens de todos os lugares.
Que o momento de você voltar para a sua longínqua estrela esteja bem próximo, meu amigo. E que eu seja digno do seu esforço, para, quando você for, me levar junto.
E aí, vamos levar o sorriso de Krishna e a força e honra de Rama para outros lugares do universo, no Darma.
Vyasa, vamos flechar outros corações com as setas da espiritualidade, por aí...
OM!
Gratidão e Serenidade.
Esclarecimento e assistência espiritual.
Paz e Luz.
- Wagner Borges – pequena folha espiritualista ao sabor do Vento do Eterno...
São Paulo, 16 de março de 2009.
- Notas do sânscrito:
* Rama e Krishna - na cosmogonia hinduísta, Rama e Krishna são reverenciados como mestres (respectivamente, sétimo e oitavo avatares de Vishnu, o Divino Preservador da vida universal). A história de Rama (e de sua consorte Sita) é narrada no “Ramayana”, escrito pelo rishi Valmiki. E a história de Krishna (e de sua amada Radha) é contada no “Bhagavad-Gita”, que é uma grande seção contida dentro de um épico maior, “O Mahabharata”, escrito pelo sábio Vyasa.
Tanto o Ramayana quanto o Mahabharata são considerados dois dos maiores épicos da velha Índia, cheios daquela sabedoria espiritual do rishis.
* OM – do sânscrito – o grande mantra do Hinduísmo. O verbo divino. A vibração do Todo, que está em tudo.
* Vyasa - do sânscrito - sobre o sábio Vyasa, há vários textos dele postados na seção de textos periódicos do site do IPPB – www.ippb.org.br -, e também na minha coluna da revista on line. Para procurá-los, basta entrar na seção de busca por palavras do site e clicar o nome dele. Daí, surgirão todos os textos dele já postados no site, e é só clicar em cima do título de cada um deles, para depois viajar na sabedoria de seus ensinamentos estelares.
* Darma – do sânscrito “Dharma” – dever, missão, programação existencial, mérito, bênção, ação virtuosa, meta elevada, conduta sadia, atitude correta, motivação para o que for positivo e de acordo com o bem comum.
* Brahman – do sânscrito - O Supremo, O Grande Arquiteto Do Universo, Deus, O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-Lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.
* Ganesha – do sânscrito - divindade hindu, filho do Deus Shiva, ligada à proteção espiritual e à remoção dos obstáculos. Foi o escrivão de Vyasa na confecção do épico "Mahabharata".
* Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.
* Hamsa – do sânscrito – cisne Divino; cisne de Brahma; cisne de Deus.
Obs.: Para enriquecimento desses escritos, deixo dois textos na sequência, um sobre o Hamsa (que trata de uma visualização com o mantra Hamsa, para indução de experiências fora do corpo), e o outro sobre o sábio mentor Vyasa.
Isso deixa esse envio de texto bem extenso, mas, vale a pena ler esses dois textos adicionais. Em tempo de tanta ilusão sensorial e de materialismo exacerbado, faz muito bem ao coração ler escritos assim. Faz-nos lembrar do Eterno em nós mesmos.
A CANÇÃO DE HAMSA
(Resposta a um e-mail de um amigo que é pesquisador de Projeciologia).
Olá, meu amigo! Tudo bom com você?
Ainda agora, lembrei-me de sua pergunta de ontem sobre a projeção da consciência. Pensei até em respondê-la agora, porém, há algumas horas que estou sentindo vontade de escrever uma canção.
Quem sabe a sua resposta não está nessas linhas, que escreverei agora, sem nenhum planejamento e somente sob o comando do coração?
Às vezes, esclarece-se mais por meio de uma canção ou poema do que por meio de um argumento técnico.
Quem sabe se essa não é a canção de sua alma?
Quem sabe onde começa a viagem e termina a canção?
* * *
O cisne chegou e suas asas tocaram o meu coração.
Ele disse: "Hey, vamos voar além das montanhas!
Largue o fardo das angústias, livre-se das tristezas, voe...
Você se esqueceu da lição?
Retome o canto em seu coração:
Hamsa, Hamsa, Hamsa...
Lembre-se das águas do lago da serenidade.
Você sente-se perdido na Terra, com saudades,
Mas, as estrelas estão dentro de você.
Elas cantam em seu coração:
Hamsa, Hamsa, Hamsa...
Você fechou suas asas sob a ação do medo e
Patinou num chão de trevas.
Pensa que não consegue mais voar, mas é só abrir as asas
E viajar na canção.
Olhe lá, o sol do samadhi** vem surgindo.
Venha, vamos voar, além das montanhas,
Com os nossos pares.
Eles também cantam:
Hamsa, Hamsa, Hamsa..."
* * *
Aí está a sua resposta!
Hamsa é o cisne de Brahma.
Representa o veículo divino.
Habita o lago da serenidade e leva o espírito ao samadhi.
Ajuda-o a atravessar o turbulento mar da existência.
Nade com ele pelas ondas cármicas e inspire sua travessia sob o comando do discernimento e do amor.
Como técnica projetiva, sugiro a você que durma com o nome de Hamsa repetido mentalmente dentro do seu coração, como um japa (repetição de um mantra) viajando pelo centro de sua alma.
Nada de pressa! Apenas concentre-se suavemente e com paciência.
Entre no sono assim, todas as noites...
Se conseguir sintonizar-se bem nessa atmosfera espiritual de Hamsa, você sentirá uma certa alegria interna e experimentará um contentamento generoso. Talvez, surjam algumas lembranças e uma certa sensação de reconhecimento espiritual em relação a isso.
Mas, não se preocupe muito com detalhes. Faça!
O resultado efetivo lhe mostrará o quanto seu intelecto mal orientado vem bloqueando suas capacidades parapsíquicas inatas.
Você perceberá o essencial: bilhões de técnicas projetivas e esquemas diversos poderão ajudá-lo, mas só o amor brilhando em seu coração e uma imensa vontade de crescer, não por ego, e sim por consciência, é que farão seu vôo acontecer novamente.
Há algumas práticas respiratórias baseadas no Hamsa, mas fica difícil explicá-las aqui por e-mail. Por enquanto, vá fazendo assim e trabalhe com paciência.
Em tempo: mude essa sua cara de intelectual arrogante. Troque essa armação quadrada de seus óculos ou use lentes de contato.
Você parece um professor de Química que eu tinha e que era chato prá caramba!
Arranje uma namorada, aprenda a tocar algum instrumento, faça amigos, aprenda a rir mais, inclusive de si mesmo.
Continue estudando com afinco, mas pegue leve.
Já tem pesquisadores bitolados demais na praça, cada um com seus esquemas e radicalismos.
Pesquise muito, mas seja feliz!
Conheço você há muitos anos (ou seria há muitas vidas?), e sei que, por trás dessa sua carranca de pesquisador, há um cara muito legal e cheio de bons propósitos. Deixe esse cara sair!
P.S.:
Estou esperando chegar o novo disco do Gandalf, "Into The Light". Quando chegar, lhe aviso, ok.?
Vou reproduzir esses escritos pela internet. Eles poderão ser úteis para outras pessoas que estão estudando a projeção da consciência*** e temas espirituais. Naturalmente, que preservarei seu nome e e-mail. Se alguém perguntar-me, direi que você é o projeciólogo Hamsa. He he he he he he...
Paz e luz para você!
- Wagner Borges -
São Paulo, 17 de agosto de 2000.
Notas:
* Hamsa - do sânscrito - cisne Divino; cisne de Brahma; cisne de Deus.
** Samadhi - do sânscrito - expansão da consciência; consciência cósmica.
*** Projeção da consciência – é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico.
Sinonímias: Viagem astral – Ocultismo.
Projeção astral – Teosofia.
Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz.
Experiência fora do corpo – Parapsicologia.
Viagem da alma – Eckancar.
Viagem espiritual – Espiritualismo.
Viagem fora do corpo – Diversos projetores extrafísicos e autores.
Emancipação da alma (ou desprendimento espiritual) – Espiritismo.
Arrebatamento espiritual - autores cristãos.
A MISSÃO DE VYASA
O sábio Angari disse a Sry Vyasa :
“Vá à Terra e limpe o pó da mágoa da alma dos homens.
Leve a mensagem cósmica de Krishna.
Ensine as verdades da alma e eduque-os na “luz-amor-sabedoria” de Brahman**.
Viaje com eles no trabalho espiritual e toque suas mentes com a varinha do discernimento. Incinere seus egos e mostre-lhes a amplitude de um sorriso.
Descongestione os seus chacras e aponte as virtudes do prana ***, circulando livremente por suas auras e seus corpos.
Mergulhe com eles nas ondas da Espiritualidade e ensine-lhes a ver Brahman em todos os seres e coisas.
Diga-lhes que as hostes espirituais de Krishna estão trabalhando, e que a luz do coração equilibrado na paz da alma só aumentará.
Viaje com eles, invisivelmente, Vyasa, e seja o mentor-jnana**** das boas idéias no caminho espiritual”.
E, desse momento em diante, o sábio Vyasa desceu dos planos sutis e veio à Terra ensinar o “EU SOU BRAHMAN” a todos os que buscam a luz espiritual.
Que os trabalhadores espiritualistas lembrem-se disso e que, nos momentos de perturbação espiritual, concentrem-se em “VYASA” e no Amor de Brahman.
OM TAT SAT!*****
- Os Iniciados****** –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Texto extraído do livro “Viagem Espiritual III” – Editora Universalista – 1998).
- Notas:
* Vyasa - do sânscrito – sábio mentor espiritual.
** Brahman - do sânscrito - O Supremo, O Absoluto, Deus, O Grande Arquiteto Do Universo, O Todo Que Está em Tudo!
*** Prana - do sânscrito - sopro vital, força vital, energia.
**** Jnana - do sânscrito - conhecimento espiritual.
***** Om Tat Sat - do sânscrito - tríplice designação de Brahman, O Supremo. Como mantra, pode ser usado na concentração e ativação dos chacras.
****** Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente.
Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.
Texto <918><25/03/2009>
Mesmo quando eu merecia uma bronca, você esclareceu-me com tranquilidade.
E eu aprendi a ler no seu olhar silencioso. Aprendi que a força vem do equilíbrio.
Você falou-me de uma estrela longínqua, de onde você veio há muito tempo.
Explicou-me o significado da força de Rama e do sorriso de Krishna.
E pediu-me para visualizar a estrela prânica sobre minha cabeça.
Você ensinou-me a arte de ficar em silêncio, nas asas da meditação.
Explicou-me sobre a força e proteção espiritual de Ganesha.
Falou-me do Darma e da responsabilidade que vem com o conhecimento.
Você veio, leve e gentil, e encheu meu lar de serenidade e compreensão.
Falou-me da gratidão e admiração que os rishis têm por Brahman.
Exortou-me a orar por todos os homens, sem julgar ninguém.
Você iniciou-me nas vibrações de Hamsa, e falou-me dos vôos espirituais.
Ensinou-me a amar e respeitar a arte das viagens espirituais conscientes.
E pediu-me para, cada vez mais, falar aos homens sobre esse potencial.
Você ensinou-me a respeitar a cada chacra como um portal espiritual.
Falou-me das artes da cura e da riqueza que é encher as mãos de luz.
E exortou-me a respeitar a todos, principalmente os que sabem menos na senda.
Você me viu reencarnar e crescer, e velou secretamente pelo meu sono.
E, às vezes, quando eu era criança, via uma linda estrela sobre meu berço.
Eu não sabia, é claro, que você estava ali, invisivelmente cuidando de mim.
Você nunca me disse que era a luz de nada; sempre falou-me da Luz de Krishna.
Mas eu vi a luz das estrelas em seu semblante; eu vi o amor raiando em seu olhar.
E, só de pensar em você, os meus olhos também brilham, de gratidão e respeito.
Você projetou um campo de luz azulada em torno de mim.
E pediu-me para abrir meu coração, com humildade, e orar a Krishna e Rama.
Explicou-me que grandes assistências espirituais são feitas de silêncio e amor.
Você contou-me que Rama flechou o coração de Sita com uma seta de luz.
E que Krishna acertou o coração de Radha com uma flecha de amor.
E que você também foi flechado, pelos dois, com a seta da espiritualidade.
Você caminha com honra, meu amigo. E eu tento seguir o seu exemplo...
Ah, quem me dera ter a sua serenidade... Mas, estou aprendendo.
Se Krishna e Rama flecharam o seu coração, o meu também foi flechado, por você.
Você é como um padrinho espiritual dos escritores das coisas do espírito.
E sua inspiração faz o vento do espírito entrar nas palavras escritas.
E o pó da morte é levado, varrido pelo esclarecimento consciencial.
Você trabalha nos bastidores do Darma e não gosta de personalismos.
Por isso, raramente aparece. Mas, aqui e agora, eu quero registrar sua presença.
Sim, e agradecê-lo, por velar pelo meu sono. Por me amar. Por me fazer escrever.
Você mostrou-me sua estrela longínqua, e disse-me: “Um dia, nós iremos para lá!
Mas, primeiro, o cumprimento do Darma na Terra. Antes, o trabalho de luz.
Por Krishna. Por Rama. Pelo Eterno. Pelo amor que flechou nossos corações.”
Você, então, olhou-me nos olhos, e eu vi o amor que o move há tanto tempo.
Eu vi o sorriso de Krishna em seu olhar, e a força e honra de Rama em sua aura.
Eu vi sua saudade de casa, meu amigo. E o seu esforço para estar aqui, pelo Darma.
Em lugar de sua estrela, lhe deram um cara como eu, para você cuidar e inspirar.
Será que Krishna e Rama lhe pregaram uma peça? Ou tem algo bom rolando aqui?
Oxalá, valha a pena para você. Porque, para mim, está valendo muito ter você aqui.
Você veio e falou-me do valor da gratidão e da honra na senda, espiritual e humana.
Ensinou-me que a grandeza está nas coisas simples e que humildade não humilha.
O que faz isso é o orgulho. E, quem não agradece, rebaixa a si mesmo.
Você veio e, novamente, pediu-me para pensar em Rama e Krishna.
Eu pensei, e o amor encheu meu coração de gratidão, a eles, e também a você.
E, agora, tem uma grande estrela pairando aqui em cima de minha cabeça.
Ah, Vyasa, que lindo presente você me deixou.
Eu vou deitar-me visualizando-a e pensando em Rama e Krishna.
Para que a minha viagem espiritual seja honrada e de acordo com a Luz.
P.S.:
Que Rama e Krishna fortaleçam, cada vez mais, os estudantes espirituais que estagiam e trabalham por climas melhores entre os homens de todos os lugares.
Que o momento de você voltar para a sua longínqua estrela esteja bem próximo, meu amigo. E que eu seja digno do seu esforço, para, quando você for, me levar junto.
E aí, vamos levar o sorriso de Krishna e a força e honra de Rama para outros lugares do universo, no Darma.
Vyasa, vamos flechar outros corações com as setas da espiritualidade, por aí...
OM!
Gratidão e Serenidade.
Esclarecimento e assistência espiritual.
Paz e Luz.
- Wagner Borges – pequena folha espiritualista ao sabor do Vento do Eterno...
São Paulo, 16 de março de 2009.
- Notas do sânscrito:
* Rama e Krishna - na cosmogonia hinduísta, Rama e Krishna são reverenciados como mestres (respectivamente, sétimo e oitavo avatares de Vishnu, o Divino Preservador da vida universal). A história de Rama (e de sua consorte Sita) é narrada no “Ramayana”, escrito pelo rishi Valmiki. E a história de Krishna (e de sua amada Radha) é contada no “Bhagavad-Gita”, que é uma grande seção contida dentro de um épico maior, “O Mahabharata”, escrito pelo sábio Vyasa.
Tanto o Ramayana quanto o Mahabharata são considerados dois dos maiores épicos da velha Índia, cheios daquela sabedoria espiritual do rishis.
* OM – do sânscrito – o grande mantra do Hinduísmo. O verbo divino. A vibração do Todo, que está em tudo.
* Vyasa - do sânscrito - sobre o sábio Vyasa, há vários textos dele postados na seção de textos periódicos do site do IPPB – www.ippb.org.br -, e também na minha coluna da revista on line. Para procurá-los, basta entrar na seção de busca por palavras do site e clicar o nome dele. Daí, surgirão todos os textos dele já postados no site, e é só clicar em cima do título de cada um deles, para depois viajar na sabedoria de seus ensinamentos estelares.
* Darma – do sânscrito “Dharma” – dever, missão, programação existencial, mérito, bênção, ação virtuosa, meta elevada, conduta sadia, atitude correta, motivação para o que for positivo e de acordo com o bem comum.
* Brahman – do sânscrito - O Supremo, O Grande Arquiteto Do Universo, Deus, O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-Lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.
* Ganesha – do sânscrito - divindade hindu, filho do Deus Shiva, ligada à proteção espiritual e à remoção dos obstáculos. Foi o escrivão de Vyasa na confecção do épico "Mahabharata".
* Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.
* Hamsa – do sânscrito – cisne Divino; cisne de Brahma; cisne de Deus.
Obs.: Para enriquecimento desses escritos, deixo dois textos na sequência, um sobre o Hamsa (que trata de uma visualização com o mantra Hamsa, para indução de experiências fora do corpo), e o outro sobre o sábio mentor Vyasa.
Isso deixa esse envio de texto bem extenso, mas, vale a pena ler esses dois textos adicionais. Em tempo de tanta ilusão sensorial e de materialismo exacerbado, faz muito bem ao coração ler escritos assim. Faz-nos lembrar do Eterno em nós mesmos.
A CANÇÃO DE HAMSA
(Resposta a um e-mail de um amigo que é pesquisador de Projeciologia).
Olá, meu amigo! Tudo bom com você?
Ainda agora, lembrei-me de sua pergunta de ontem sobre a projeção da consciência. Pensei até em respondê-la agora, porém, há algumas horas que estou sentindo vontade de escrever uma canção.
Quem sabe a sua resposta não está nessas linhas, que escreverei agora, sem nenhum planejamento e somente sob o comando do coração?
Às vezes, esclarece-se mais por meio de uma canção ou poema do que por meio de um argumento técnico.
Quem sabe se essa não é a canção de sua alma?
Quem sabe onde começa a viagem e termina a canção?
* * *
O cisne chegou e suas asas tocaram o meu coração.
Ele disse: "Hey, vamos voar além das montanhas!
Largue o fardo das angústias, livre-se das tristezas, voe...
Você se esqueceu da lição?
Retome o canto em seu coração:
Hamsa, Hamsa, Hamsa...
Lembre-se das águas do lago da serenidade.
Você sente-se perdido na Terra, com saudades,
Mas, as estrelas estão dentro de você.
Elas cantam em seu coração:
Hamsa, Hamsa, Hamsa...
Você fechou suas asas sob a ação do medo e
Patinou num chão de trevas.
Pensa que não consegue mais voar, mas é só abrir as asas
E viajar na canção.
Olhe lá, o sol do samadhi** vem surgindo.
Venha, vamos voar, além das montanhas,
Com os nossos pares.
Eles também cantam:
Hamsa, Hamsa, Hamsa..."
* * *
Aí está a sua resposta!
Hamsa é o cisne de Brahma.
Representa o veículo divino.
Habita o lago da serenidade e leva o espírito ao samadhi.
Ajuda-o a atravessar o turbulento mar da existência.
Nade com ele pelas ondas cármicas e inspire sua travessia sob o comando do discernimento e do amor.
Como técnica projetiva, sugiro a você que durma com o nome de Hamsa repetido mentalmente dentro do seu coração, como um japa (repetição de um mantra) viajando pelo centro de sua alma.
Nada de pressa! Apenas concentre-se suavemente e com paciência.
Entre no sono assim, todas as noites...
Se conseguir sintonizar-se bem nessa atmosfera espiritual de Hamsa, você sentirá uma certa alegria interna e experimentará um contentamento generoso. Talvez, surjam algumas lembranças e uma certa sensação de reconhecimento espiritual em relação a isso.
Mas, não se preocupe muito com detalhes. Faça!
O resultado efetivo lhe mostrará o quanto seu intelecto mal orientado vem bloqueando suas capacidades parapsíquicas inatas.
Você perceberá o essencial: bilhões de técnicas projetivas e esquemas diversos poderão ajudá-lo, mas só o amor brilhando em seu coração e uma imensa vontade de crescer, não por ego, e sim por consciência, é que farão seu vôo acontecer novamente.
Há algumas práticas respiratórias baseadas no Hamsa, mas fica difícil explicá-las aqui por e-mail. Por enquanto, vá fazendo assim e trabalhe com paciência.
Em tempo: mude essa sua cara de intelectual arrogante. Troque essa armação quadrada de seus óculos ou use lentes de contato.
Você parece um professor de Química que eu tinha e que era chato prá caramba!
Arranje uma namorada, aprenda a tocar algum instrumento, faça amigos, aprenda a rir mais, inclusive de si mesmo.
Continue estudando com afinco, mas pegue leve.
Já tem pesquisadores bitolados demais na praça, cada um com seus esquemas e radicalismos.
Pesquise muito, mas seja feliz!
Conheço você há muitos anos (ou seria há muitas vidas?), e sei que, por trás dessa sua carranca de pesquisador, há um cara muito legal e cheio de bons propósitos. Deixe esse cara sair!
P.S.:
Estou esperando chegar o novo disco do Gandalf, "Into The Light". Quando chegar, lhe aviso, ok.?
Vou reproduzir esses escritos pela internet. Eles poderão ser úteis para outras pessoas que estão estudando a projeção da consciência*** e temas espirituais. Naturalmente, que preservarei seu nome e e-mail. Se alguém perguntar-me, direi que você é o projeciólogo Hamsa. He he he he he he...
Paz e luz para você!
- Wagner Borges -
São Paulo, 17 de agosto de 2000.
Notas:
* Hamsa - do sânscrito - cisne Divino; cisne de Brahma; cisne de Deus.
** Samadhi - do sânscrito - expansão da consciência; consciência cósmica.
*** Projeção da consciência – é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico.
Sinonímias: Viagem astral – Ocultismo.
Projeção astral – Teosofia.
Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz.
Experiência fora do corpo – Parapsicologia.
Viagem da alma – Eckancar.
Viagem espiritual – Espiritualismo.
Viagem fora do corpo – Diversos projetores extrafísicos e autores.
Emancipação da alma (ou desprendimento espiritual) – Espiritismo.
Arrebatamento espiritual - autores cristãos.
A MISSÃO DE VYASA
O sábio Angari disse a Sry Vyasa :
“Vá à Terra e limpe o pó da mágoa da alma dos homens.
Leve a mensagem cósmica de Krishna.
Ensine as verdades da alma e eduque-os na “luz-amor-sabedoria” de Brahman**.
Viaje com eles no trabalho espiritual e toque suas mentes com a varinha do discernimento. Incinere seus egos e mostre-lhes a amplitude de um sorriso.
Descongestione os seus chacras e aponte as virtudes do prana ***, circulando livremente por suas auras e seus corpos.
Mergulhe com eles nas ondas da Espiritualidade e ensine-lhes a ver Brahman em todos os seres e coisas.
Diga-lhes que as hostes espirituais de Krishna estão trabalhando, e que a luz do coração equilibrado na paz da alma só aumentará.
Viaje com eles, invisivelmente, Vyasa, e seja o mentor-jnana**** das boas idéias no caminho espiritual”.
E, desse momento em diante, o sábio Vyasa desceu dos planos sutis e veio à Terra ensinar o “EU SOU BRAHMAN” a todos os que buscam a luz espiritual.
Que os trabalhadores espiritualistas lembrem-se disso e que, nos momentos de perturbação espiritual, concentrem-se em “VYASA” e no Amor de Brahman.
OM TAT SAT!*****
- Os Iniciados****** –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Texto extraído do livro “Viagem Espiritual III” – Editora Universalista – 1998).
- Notas:
* Vyasa - do sânscrito – sábio mentor espiritual.
** Brahman - do sânscrito - O Supremo, O Absoluto, Deus, O Grande Arquiteto Do Universo, O Todo Que Está em Tudo!
*** Prana - do sânscrito - sopro vital, força vital, energia.
**** Jnana - do sânscrito - conhecimento espiritual.
***** Om Tat Sat - do sânscrito - tríplice designação de Brahman, O Supremo. Como mantra, pode ser usado na concentração e ativação dos chacras.
****** Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente.
Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.
Texto <918><25/03/2009>
