923 - ENSINAMENTOS DOS INICIADOS II

É necessário que os homens tomem consciência de suas escolhas e atos.
Que se liguem à luz e aos propósitos sadios e benéficos para a sua evolução.
Que trabalhem em prol dos magnos objetivos de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Que recusem os convites dos agentes das trevas coaguladas e suas ilusões.
Que honrem suas jornadas com estudo e trabalho correto, sem ilusões.
Que saibam discernir entre a ascese evolutiva e os arroubos do ego.
A natureza não dá saltos! Crescer demanda trabalho e esforço apropriado.
Ninguém galgará os planos celestiais usando de subterfúgios ou esquemas.
Ascensão espiritual nada tem a ver com arroubos místicos ou valores doutrinários.
Tem muito a ver com a forma com que a pessoa se manifesta e o que ela quer da vida.
É preciso estudar e trabalhar, com decisão e precisão; com discernimento e amor.
Sem dedicação e esforço na senda, espiritual e humana, não há mérito.
Viver apenas por viver não é bom ou ruim, é só jornada sem alma e sem fé.
Mas quem caminha com a Luz precisa ser responsável. Precisa SER!
E quem é iniciado nas artes espirituais não vacila, pois sabe que seu destino é forjado no valor dos seus propósitos.
Nos momentos de pressão, ele escora-se na prece silenciosa e busca o Alto.
Se precisar, ele chora, para aliviar seu coração. Mas é choro luminoso e digno.

* * *

Na hora do seu desenlace final da matéria, o iniciado é tomado no colo por seu hierofante (4).
Em espírito, ele é levado aos salões celestiais, na presença dos seus familiares e mentores extrafísicos.
E, lá, ele é avaliado por Maat (5), a deusa da justiça, que vê a verdade em seu coração.
Nada escapa ao Olho Divino, que conhece todas as coisas e todos os seres.
E Ela não olha a cor de sua pele nem sua doutrina, mas o bem que ele fez e sua luz.
Ela sabe que seus pensamentos, seus sentimentos e seus atos são suas testemunhas.
Tudo está gravado em seu corpo espiritual (6). Ele é o retrato vivo de uma vida.
Então, ela compara o peso dele (sua luz), com o peso de uma pena (sua justiça).
E o iniciado, surpreso, percebe que suas lágrimas aliviaram seu peso na subida.
Percebe que o bem que gerou no mundo fez bem para ele mesmo.
Mas também se surpreende ao ver suas falhas expostas e as dores que causou.
E ali, no salão dos espíritos, Maat determinará seu futuro, por seus atos.
Se ele permanecerá nos planos sutis, ou se descerá novamente à Terra, só Ela sabe.
Que os iniciados saibam disso, e se acautelem das mazelas do próprio ego.
Que continuem firmes na Luz, mesmo sob pressões, que são suas provas na carne.
Que não duvidem de seus potenciais nem reneguem a espiritualidade e o Alto.
Que estejam em guarda com as seduções dos agentes do mal e da dor.
Que nada os afaste do sol espiritual que norteia suas vidas e suas escolhas e atos.
Quem quer mais luz, que seja Luz! Que sejam fortes. Que saibam corrigir o rumo de suas jornadas. Que carreguem a bússola do bom senso na nau de seus destinos. Que sejam equânimes!
E que Maat os abençoe na travessia de mais uma existência na Terra.

O TODO ESTÁ EM TUDO!

- Sanat Khum Maat e Os Iniciados (7) –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges (8) – São Paulo, 05 de abril de 2009.)

- Nota de Wagner Borges: A primeira parte desses ensinamentos foi postada recentemente pelo site do IPPB – www.ippb.org.br – como envio de texto 919.
Esclareço aos leitores que sou apenas um servidor da Luz. Ou, melhor dizendo, estou tentando SER. Aos trancos e barrancos, vou fazendo o que vim fazer por aqui, que é esclarecer aos estudantes e trabalhadores espirituais sobre os mecanismos extrafísicos e os temas espirituais. Por isso, o pessoal legal do “Lado de Lá” me passa ensinamentos e mensagens sadias, para que eu repasse-as do “Lado de Cá”. E, assim, vou melhorando e aprendendo junto, como deve ser. Ou, melhor dizendo, SER!

- Notas do Texto:
1. Maya – do sânscrito - ilusão; tudo aquilo que é mutável, que está sujeito à transformação por diferenciação.
2. Formas-pensamento - Formações mentais modeladas e organizadas pelo pensamento e a imaginação.
3. Aura – do latim, aura - sopro de ar – halo luminoso de distintas cores que envolve o corpo físico e que reflete, energeticamente, o que o indivíduo pensa, sente e vivencia no seu mundo íntimo; psicosfera; campo energético.
4. Hierofante: na tradição hermética é o "mestre iniciador", aquele que submete os neófitos (calouros) às provas iniciáticas.
5. Maat - a Deusa da Justiça na cosmogonia egípcia clássica.
Para melhor compreensão sobre a natureza de Maat e suas correlações com os ensinamentos espirituais, favor ver os textos “Maat” e “Olho de Maat”, nos seguintes endereços específicos do site do IPPB – www.ippb.org.br: https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=250.
https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=471.
6. Corpo espiritual - Cristianismo - Cor. I, cap. 15, vers. 44.
Sinonímias: Corpo astral - do latim, astrum - estrelado - expressão usada pelo grande iniciado alquimista Paracelso, no séc. 16, na Europa, e por diversos ocultistas e teosofistas posteriormente.
Perispírito - Espiritismo - Allan Kardec, séc. 19, na França.
Corpo de luz – Ocultismo.
Psicossoma - do grego, psique - alma; e soma, corpo. Significa literalmente "corpo da alma" - Expressão usada inicialmente pelo espírito André Luiz nas obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier e por Waldo Vieira, nas décadas de 1950-1960, que atualmente é mais usada pelos estudantes de Projeciologia.
7. Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente.
Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.
Para saber mais sobre o mestre extrafísico Sanat Khum Maat, ver o texto 139 - postado pelo site do IPPB em 1999, e onde revelo alguns detalhes sobre sua presença espiritual -, no seguinte endereço específico: https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=3194.
Há outros textos dele postados na seção de textos periódicos do site enviados semanalmente - www.ippb.org.br - Devido à profundidade de seus apontamentos, é um dos mentores mais queridos dos leitores, que, frequentemente, enviam e-mails pedindo mais textos de sua autoria espiritual.
Obs.: A coletânea de textos espirituais de Sanat Khum Maat está publicada em meu oitavo livro: "Ensinamentos Extrafísicos e Projetivos", lançado pela Editora Madras, em 2005 - o livro pode ser encontrado nas livrarias e também pode ser adquirido diretamente no IPPB - ou por telefone - e ser enviado pelo correio.
8. Enquanto passava essas linhas a limpo, lembrei-me de um texto que apresenta fortes correspondências com esses escritos de hoje. Segue-se o mesmo na sequência.




INICIADOS PELO TEMPO

Antigamente, nós éramos fortes. Estávamos repletos de ensinamentos transcendentais e praticávamos as artes espirituais.
Vivíamos de acordo com os preceitos iniciáticos e não nos interessava o caminho das multidões desprovidas dos atributos da Iluminação.
Eles estavam perdidos no emaranhado de suas emoções e suas vidas eram limitadas.
Mas, nós éramos privilegiados e o grande arcano nos abraçava e revelava a luz além das ilusões.
Éramos iniciados e nossa ventura estava no estudo das artes espirituais.
Porém, havia em nós um grande problema a ser solucionado e do qual não nos dávamos conta, muito embora os mestres já houvessem nos advertido por várias vezes a esse respeito.
A questão era: quanto maior o acesso às verdades da alma, maior a responsabilidade. Quanto mais profundo o grau iniciático, maior o respeito por quem sabe menos e mais ainda por aqueles que rondam a vida perdidos na noite da ignorância.
Por várias vezes, nós fomos advertidos e esclarecidos quanto a isso, mas não adiantou.
Nossa sede de conhecimento era maior do que o nosso coração.
Nossas mentes ansiavam por mais ensinamentos e práticas, pois o mistério nos fascinava e precisávamos passar pelos portais iniciáticos de acesso aos níveis superiores.
Não percebíamos que o intelecto e a vontade sem o alicerce do amor para sustentá-los não resistiriam às sabotagens internas de nossos egos.
Como não corrigíamos esse problema, os mestres deixaram a dura tarefa desse ensinamento para o "Mestre Tempo" acertar.
Eles sabiam que seus discípulos arrogantes reencarnariam muitas vezes e que as verdadeiras iniciações seriam realizadas no campo da própria vida, templo de todos, e que as experiências mais importantes seriam em meio às pessoas comuns.
Como sempre, eles estavam certos.
O tempo cobrou seu preço e a roda de samsara (1) capturou-nos em seu giro probatório.
Mergulhamos na ciranda reencarnatória e fomos aprendendo na marra as lições da modéstia e do respeito aos outros.
Caminhamos no meio da multidão e sentimos seus dramas.
Percebemos a dor do vazio espiritual e choramos de saudade da época em que vivíamos sob aquela atmosfera espiritual de outrora.
Nós, os iniciados de outrora, estávamos vivendo no meio da multidão de profanos e aprendendo com eles a arte da humildade.
Para a vida, nós não éramos iniciados, éramos apenas um grupo de pessoas que teve acesso aos conhecimentos espirituais e apenas aumentou o ego do conhecimento e não o amor que liberta e leva à plena sabedoria, muito além dos graus iniciáticos.
No meio do povo, aprendemos, vida após vida, que sem amor ninguém segue...
Que as maiores iniciações ocorrem mesmo é no "Templo do Coração".
Que os ensinamentos espirituais precisam ser aplicados na prática do viver diário e que o campo de provas é a própria existência.
Que os grandes iniciados não almejam o desenvolvimento dos poderes parapsíquicos, mas apenas servir ao Grande Plano de Progresso das Muitas Humanidades.
Que os mestres nos acompanham invisivelmente e nos inspiram pensamentos e sentimentos benéficos.
Que todo homem é nosso irmão e parceiro de evolução.
Que todos merecem nosso respeito porque carregam o divino dentro do coração, mesmo que não saibam disso.
O tempo nos ensinou bem o valor das lágrimas vertidas no cadinho da experiência regeneradora.
Hoje somos fortes realmente, por amor!
O véu de Maya (2) foi erguido e nós vimos o PAI-MÃE de todos brilhando em cada ser.
Percebemos o TODO em tudo!
O Amor é maior do que os nossos graus iniciáticos.
O TODO é o Hierofante (3) de todos os seres. Somos seus eternos neófitos.
E a multidão que caminha na noite da ignorância é nossa irmã e precisa apenas do nosso serviço de esclarecimento espiritual, não de nossa arrogância e desprezo.
Estamos no campo de provas da Terra, mas, pela ação do Tempo e do Amor, somados à paciência de nossos mestres invisíveis.
Não ambicionamos mais nenhum grau iniciático, apenas queremos aumentar o grau de compaixão e servir aos ditames da Luz.
Apenas corrigindo o início desse texto, não éramos fortes realmente, éramos só ambiciosos.
Hoje somos fortes de verdade, por Amor!
E todos os homens, profanos ou iniciados, são nossos irmãos de caminhada.
E o TODO está em Tudo!
P.S.: Esse texto é dedicado a Ramatís, sábio mentor espiritual, para quem, um dia, logo no início da década de 1960, Paramahansa Ramakrishna entregou-me extrafisicamente e disse-lhe: "Esse menino reencarnará no Brasil. Tome conta dele para mim e inspire-o na jornada espiritual pela crosta da Terra. Você será o seu tutor espiritual."
Quero registrar aqui e agora meu respeito e admiração por esse mestre extrafísico que tanto tem me ajudado na tarefa do esclarecimento espiritual e me inspirado a escrever as verdades da alma aqui nas terras do Brasil.
Obs.: Enquanto eu escrevia esse texto, o mestre extrafísico Sanat Khum Maat (ver texto 268 no site do IPPB) estava presente em meu ambiente inspirando-me espiritualmente.

- Wagner Borges -
São Paulo, 31 de março de 2001.

- Notas:
1. Samsara (do sânscrito): "Roda reencarnatória compulsória".
2. Maya (do sânscrito): "Ilusão".
3. Hierofante: Na tradição hermética é o "mestre iniciador", aquele que submete os neófitos (calouros) as provas iniciáticas.


Texto <923><15/04/2009>