945 - CANTANDO COM O BUDA - POR ENTRE OS MUNDOS...
Eu ouvi uma canção... E vi Você abraçando o mundo em silêncio...
Vi miríades de seres viajando pelo Seu rastro de estrelas.
Eles não sabiam, mas Você estava junto com eles, em espírito.
Eles só viam uma luz no firmamento... A Sua Luz!
Alguns oravam, mesmo sem saber para quem; E algo os tocava...
Eles não viam o Seu Coração no coração deles!
E Você os abençoava na travessia por entre os mundos...
Eu ouvi uma canção... E algo me tocou também.
E ela era linda... E eu pensei em Você.
Se eu pudesse, teria me transformado nela, para ir por aí...
Para compartilhar o amor que veio junto.
Para abraçar o mundo junto com Você...
Eu ouvi uma canção... Com meu coração.
Foi como um chamado sutil, de espírito para espírito.
Sim, eu escutei Você me chamando na canção...
E eu voei com asas de luz no Seu rastro de estrelas.
E vi as correntes da ilusão partindo-se em muitos corações.
Eu ouvi uma canção... E, por aonde ela chegava, antigos males eram curados...
Magias milenares eram desfeitas no Seu abraço silencioso.
Ah, Buda!*, eu ouvi Sua canção ecoando nas dez direções...
Enquanto o Amor acontecia em muitos corações, por entre os mundos.
Enquanto a canção me levava... Para dentro do Seu Coração.
Para dentro do Amor que a tudo e a todos compreende...
Para dentro da Luz Serena...
Eu ouvi uma canção...
P.S.:
Ah, Gotama, o mundo dorme... E eu sou tão pequeno.
Mas, eu sinto Você; e aí, atrevo-me a abraçar a humanidade também.
E a assistência espiritual rola na noite dos homens...
Enquanto as lágrimas rolam serenamente pelo meu rosto.
Enquanto meu coração vira um lindo lótus azulado.
Enquanto o Seu rastro de estrelas segue por aí...
Enquanto a Luz faz o seu trabalho silencioso por entre os mundos...
E o Amor acontece...
Gratidão, só gratidão...
Om Mani Padme Hum!**
(Dedicado aos mentores espirituais ligados à atmosfera budista, que muito têm me ajudado ao longo dos anos com seus toques de sabedoria e compaixão. Aqui e agora, deixo um beijo para eles, sem manha e sem devoção cega, só gratidão...)
- Wagner Borges – sujeito com qualidades e defeitos, mestre de nada e discípulo de coisa alguma, 47 anos de “encadernação”, pai da Helena e da Maria Luz, e cidadão do universo, contente e cheio de gratidão, pelo simples fato de sentir-se pequeno diante do infinito de um Grande Amor.)
São Paulo, 07 de julho de 2009.
- Notas:
* Buda - do sânscrito - O Iluminado; Aquele que despertou! Palavra derivada de “Buddhi”, que significa “Iluminação Pura” ou “Inteligência Pura”. Ou seja, quem alcança o estado de Buddhi, torna-se um Buda, um ser iluminado e desperto.
É o nome dado a alguém que redescobre por si mesmo o Dharma, o caminho da libertação, após um longo período em que ele tenha sido esquecido pelo mundo. De acordo com a tradição, existe uma longa sequência de Budas que se estende ao passado distante.
O mais recente Buda (Sidharta Gautama, em sânscrito; ou Siddhattha Gotama, em pali), viveu na Índia no sexto século antes da era cristã. Era um jovem bem educado e rico, que abandonou sua família e herança real no auge da sua vida, em busca da verdadeira liberdade e do fim do sofrimento. Após sete anos de austeridades na floresta, ele redescobriu o "caminho do meio" e atingiu o seu objetivo, tornando se um Buda.
** Om Mani Padme Hum - do sânscrito - sua tradução literal é: "Salve a jóia no lótus". Esse é um mantra de evocação do boddhisattva da compaixão entre os budistas tibetanos e chineses. Om é a vibração do TODO. Mani é a "Jóia espiritual que mora no coração"; ou seja, é o próprio Ser, a essência divina. Padme / Lótus é o chacra cardíaco que envolve, energeticamente, essa jóia sutil. Hum é a vibração dessa compaixão do TODO vertendo a luz pelo chacra cardíaco em favor de todos os seres.
Esse mantra é mais conhecido como o "mantra da compaixão". É um dos mantras mais poderosos que conheço. Pode ser concentrado, mentalmente, dentro do peito – como se a voz mental estivesse reverberando ali –, ou dentro de qualquer um dos chacras que a pessoa desejar ativar. No entanto, o melhor lugar para ele é realmente o chacra cardíaco, pois o que chega ali é distribuído para todo o corpo, pela circulação do sangue comandada pelo coração, e também a todos os outros chacras do corpo energético.
O chacra frontal, na testa, também é excelente para a prática desse mantra, pois o que chega nele é distribuído ao longo da coluna pelos nádis – condutos sutis de transporte energético pelo sistema –, e comunicado a todos os outros chacras abaixo dele. Esse é o motivo pelo qual vários mestres iogues sempre aconselham aos seus discípulos iniciar alguma prática bioenergética por ele.
Um livro excelente sobre isso é o do pesquisador iogue japonês Hiroshi Motoyama, "Teoria dos Chacras", pela Editora Pensamento.
Eis alguns CDs maravilhosos que contêm esse mantra:
- Laíze, com a participação de Áurio Corrá nos teclados e arranjos - CD. "OM", pela Gravadora Alquimusic – Brasil - A segunda faixa desse disco é um canto de amor e faz um bem enorme ao chacra cardíaco. É amor em forma de ondas sonoras.
- CD. "Tibetan Incantations - The Meditative Sound of Buddhist Chants", pela Gravadora Music Club, Série 50050 – England - A segunda faixa é de uma profunda alegria e melhora o humor do ouvinte. É alegria em forma de ondas sonoras. A terceira música é o mantra Om Mani Padme Hum cantado à capela pelos monges tibetanos. Esse álbum tem 74 minutos de música.
- CD. "Six-Word Mantra of Avalokitesvara - The Avalokitesvara Boddhisattva Dharma Door Vol. ll", pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2109 – EUA - Esse CD foi feito por músicos chineses e direcionado para a cura de órgãos internos pelo mantra Om Mani Padme Hum. Entretanto, como a pronúncia é chinesa, o mantra fica Om Mani Pa Me Hung. Seu efeito é bem forte. Nesse trabalho, o lance é mais de energia do que de amor. É vitalidade em ondas sonoras.
- Beijing Central Juvenile Chorus - CD. "Wingsong of The Lotus World", pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2152 – E.U.A. - Esse disco é cantado por um coro juvenil chinês. Aqui o Avalokitesvara, criador do mantra Om Mani Padme Hum – representado pelos chineses na figura da Deusa da compaixão "Kuan-Yin" –, é reverenciado em um belo canto que encanta o coração do ouvinte sensível. Esse disco é paz em ondas sonoras.
- Buedi Siebert – CD. “Om Mani Padme Hum”, pela Gravadora Real Music, Série RM – 4040 – E.U.A. – Esse CD contém diversas versões do mantra Om mani Padme Hum. É excelente para momentos de prece, práticas meditativas, práticas de Ioga e momentos de inspiração e conexão espiritual.
- Fan Li-bin – CD. “Sound From the Cosmos”, pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2112 – E.U.A. – Nesse trabalho de fortes vibrações, Fan Li-bin, vocalista nascido em Taiwan e exímio praticante de mantras, procurou realizar uma conexão espiritual do mantra Om Mani Padme Hum com os chacras. Aqui a pronúncia do mantra é cantada como Om Ma Ni Pa Mei Hum.
- Craig Pruess – CD. “Sacred Chants of Buddha”, pela Gravadora Heaven on Earth Music, Série HOEM – 12 – England – A terceira faixa deste CD é uma versão do mantra Om Mani Padme Hum elaborada para profundo relaxamento psicofísico.
Obs.: Enquanto digitava essas linhas, lembrei-me de um texto que minha amiga Rachel, moradora do Rio de Janeiro, espiritualista e mulher batalhadora dos bons ideais, enviou-me hoje. Trata-se de uma mensagem do mentor espiritual Emmanuel, recebida espiritualmente pelo querido Francisco Cândido Xavier. Então, concluo esses escritos com esse texto inspirado, e agradeço a Rachel pelo envio do mesmo.
COMEÇAR DE NOVO...
Erros passados, tristezas contraídas, lágrimas choradas, desajustes crônicos!...
Às vezes, acreditas que todas as bênçãos jazem extintas, que todas as portas se mostram cerradas à necessária renovação!...
Esqueces-te, porém, de que a própria sabedoria da vida determina que o dia se refaça cada amanhã.
Começar de novo é o processo da Natureza, desde a semente singela ao gigante solar.
Se experimentaste o peso do desengano, nada te obriga a permanecer sob a corrente do desencanto. Reinicia a construção de teus ideais, em bases mais sólidas, e torna ao calor da experiência, a fim de acalentá-los em plenitude de forças novas.
O fracasso visitou-nos em algum tentame de elevação, mas isso não é motivo para desgosto e auto-piedade, porquanto, frequentemente, o malogro de nossos anseios significa ordem do Alto para mudança de rumo, e começar de novo é o caminho para o êxito desejado.
Temos sido desatentos, diante dos outros, cultivando indiferença ou ingratidão; no entanto, é perfeitamente possível refazer atitudes e começar de novo a plantação da simpatia, oferecendo bondade e compreensão àqueles que nos cercam.
Teremos perdido afeições que supúnhamos inalteráveis; todavia, não será justo, por isso, que venhamos a cair em desânimo.
O tempo nos permite começar de novo, na procura das nossas afinidades autênticas, aquelas afinidades suscetíveis de insuflar-nos coragem para suportar as provações do caminho e assegurar-nos o contentamento de viver.
Desfaçamo-nos de pensamentos amargos, das cargas de angústia, dos ressentimentos que nos alcancem e das mágoas requentadas no peito! Descerremos as janelas da alma para que o sol do entendimento nos higienize e reaqueça a casa íntima.
Tudo na vida pode ser começado de novo para que a lei do progresso e de aperfeiçoamento se cumpra em todas as direções.
Efetivamente, em muitas ocasiões, quando desprezamos as oportunidades e tarefas que nos são concedidas na Obra do Senhor, voltamos tarde a fim de revisá-las e reassumi-las, mas nunca tarde demais.
- Emmanuel -
(Texto extraído do livro "Alma e Coração" - pelo espírito Emmanuel – recebido espiritualmente por Francisco Cândido Xavier – Edição da FEB – Federação Espírita Brasileira.)
Texto <945><18/07/2009>
Vi miríades de seres viajando pelo Seu rastro de estrelas.
Eles não sabiam, mas Você estava junto com eles, em espírito.
Eles só viam uma luz no firmamento... A Sua Luz!
Alguns oravam, mesmo sem saber para quem; E algo os tocava...
Eles não viam o Seu Coração no coração deles!
E Você os abençoava na travessia por entre os mundos...
Eu ouvi uma canção... E algo me tocou também.
E ela era linda... E eu pensei em Você.
Se eu pudesse, teria me transformado nela, para ir por aí...
Para compartilhar o amor que veio junto.
Para abraçar o mundo junto com Você...
Eu ouvi uma canção... Com meu coração.
Foi como um chamado sutil, de espírito para espírito.
Sim, eu escutei Você me chamando na canção...
E eu voei com asas de luz no Seu rastro de estrelas.
E vi as correntes da ilusão partindo-se em muitos corações.
Eu ouvi uma canção... E, por aonde ela chegava, antigos males eram curados...
Magias milenares eram desfeitas no Seu abraço silencioso.
Ah, Buda!*, eu ouvi Sua canção ecoando nas dez direções...
Enquanto o Amor acontecia em muitos corações, por entre os mundos.
Enquanto a canção me levava... Para dentro do Seu Coração.
Para dentro do Amor que a tudo e a todos compreende...
Para dentro da Luz Serena...
Eu ouvi uma canção...
P.S.:
Ah, Gotama, o mundo dorme... E eu sou tão pequeno.
Mas, eu sinto Você; e aí, atrevo-me a abraçar a humanidade também.
E a assistência espiritual rola na noite dos homens...
Enquanto as lágrimas rolam serenamente pelo meu rosto.
Enquanto meu coração vira um lindo lótus azulado.
Enquanto o Seu rastro de estrelas segue por aí...
Enquanto a Luz faz o seu trabalho silencioso por entre os mundos...
E o Amor acontece...
Gratidão, só gratidão...
Om Mani Padme Hum!**
(Dedicado aos mentores espirituais ligados à atmosfera budista, que muito têm me ajudado ao longo dos anos com seus toques de sabedoria e compaixão. Aqui e agora, deixo um beijo para eles, sem manha e sem devoção cega, só gratidão...)
- Wagner Borges – sujeito com qualidades e defeitos, mestre de nada e discípulo de coisa alguma, 47 anos de “encadernação”, pai da Helena e da Maria Luz, e cidadão do universo, contente e cheio de gratidão, pelo simples fato de sentir-se pequeno diante do infinito de um Grande Amor.)
São Paulo, 07 de julho de 2009.
- Notas:
* Buda - do sânscrito - O Iluminado; Aquele que despertou! Palavra derivada de “Buddhi”, que significa “Iluminação Pura” ou “Inteligência Pura”. Ou seja, quem alcança o estado de Buddhi, torna-se um Buda, um ser iluminado e desperto.
É o nome dado a alguém que redescobre por si mesmo o Dharma, o caminho da libertação, após um longo período em que ele tenha sido esquecido pelo mundo. De acordo com a tradição, existe uma longa sequência de Budas que se estende ao passado distante.
O mais recente Buda (Sidharta Gautama, em sânscrito; ou Siddhattha Gotama, em pali), viveu na Índia no sexto século antes da era cristã. Era um jovem bem educado e rico, que abandonou sua família e herança real no auge da sua vida, em busca da verdadeira liberdade e do fim do sofrimento. Após sete anos de austeridades na floresta, ele redescobriu o "caminho do meio" e atingiu o seu objetivo, tornando se um Buda.
** Om Mani Padme Hum - do sânscrito - sua tradução literal é: "Salve a jóia no lótus". Esse é um mantra de evocação do boddhisattva da compaixão entre os budistas tibetanos e chineses. Om é a vibração do TODO. Mani é a "Jóia espiritual que mora no coração"; ou seja, é o próprio Ser, a essência divina. Padme / Lótus é o chacra cardíaco que envolve, energeticamente, essa jóia sutil. Hum é a vibração dessa compaixão do TODO vertendo a luz pelo chacra cardíaco em favor de todos os seres.
Esse mantra é mais conhecido como o "mantra da compaixão". É um dos mantras mais poderosos que conheço. Pode ser concentrado, mentalmente, dentro do peito – como se a voz mental estivesse reverberando ali –, ou dentro de qualquer um dos chacras que a pessoa desejar ativar. No entanto, o melhor lugar para ele é realmente o chacra cardíaco, pois o que chega ali é distribuído para todo o corpo, pela circulação do sangue comandada pelo coração, e também a todos os outros chacras do corpo energético.
O chacra frontal, na testa, também é excelente para a prática desse mantra, pois o que chega nele é distribuído ao longo da coluna pelos nádis – condutos sutis de transporte energético pelo sistema –, e comunicado a todos os outros chacras abaixo dele. Esse é o motivo pelo qual vários mestres iogues sempre aconselham aos seus discípulos iniciar alguma prática bioenergética por ele.
Um livro excelente sobre isso é o do pesquisador iogue japonês Hiroshi Motoyama, "Teoria dos Chacras", pela Editora Pensamento.
Eis alguns CDs maravilhosos que contêm esse mantra:
- Laíze, com a participação de Áurio Corrá nos teclados e arranjos - CD. "OM", pela Gravadora Alquimusic – Brasil - A segunda faixa desse disco é um canto de amor e faz um bem enorme ao chacra cardíaco. É amor em forma de ondas sonoras.
- CD. "Tibetan Incantations - The Meditative Sound of Buddhist Chants", pela Gravadora Music Club, Série 50050 – England - A segunda faixa é de uma profunda alegria e melhora o humor do ouvinte. É alegria em forma de ondas sonoras. A terceira música é o mantra Om Mani Padme Hum cantado à capela pelos monges tibetanos. Esse álbum tem 74 minutos de música.
- CD. "Six-Word Mantra of Avalokitesvara - The Avalokitesvara Boddhisattva Dharma Door Vol. ll", pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2109 – EUA - Esse CD foi feito por músicos chineses e direcionado para a cura de órgãos internos pelo mantra Om Mani Padme Hum. Entretanto, como a pronúncia é chinesa, o mantra fica Om Mani Pa Me Hung. Seu efeito é bem forte. Nesse trabalho, o lance é mais de energia do que de amor. É vitalidade em ondas sonoras.
- Beijing Central Juvenile Chorus - CD. "Wingsong of The Lotus World", pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2152 – E.U.A. - Esse disco é cantado por um coro juvenil chinês. Aqui o Avalokitesvara, criador do mantra Om Mani Padme Hum – representado pelos chineses na figura da Deusa da compaixão "Kuan-Yin" –, é reverenciado em um belo canto que encanta o coração do ouvinte sensível. Esse disco é paz em ondas sonoras.
- Buedi Siebert – CD. “Om Mani Padme Hum”, pela Gravadora Real Music, Série RM – 4040 – E.U.A. – Esse CD contém diversas versões do mantra Om mani Padme Hum. É excelente para momentos de prece, práticas meditativas, práticas de Ioga e momentos de inspiração e conexão espiritual.
- Fan Li-bin – CD. “Sound From the Cosmos”, pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2112 – E.U.A. – Nesse trabalho de fortes vibrações, Fan Li-bin, vocalista nascido em Taiwan e exímio praticante de mantras, procurou realizar uma conexão espiritual do mantra Om Mani Padme Hum com os chacras. Aqui a pronúncia do mantra é cantada como Om Ma Ni Pa Mei Hum.
- Craig Pruess – CD. “Sacred Chants of Buddha”, pela Gravadora Heaven on Earth Music, Série HOEM – 12 – England – A terceira faixa deste CD é uma versão do mantra Om Mani Padme Hum elaborada para profundo relaxamento psicofísico.
Obs.: Enquanto digitava essas linhas, lembrei-me de um texto que minha amiga Rachel, moradora do Rio de Janeiro, espiritualista e mulher batalhadora dos bons ideais, enviou-me hoje. Trata-se de uma mensagem do mentor espiritual Emmanuel, recebida espiritualmente pelo querido Francisco Cândido Xavier. Então, concluo esses escritos com esse texto inspirado, e agradeço a Rachel pelo envio do mesmo.
COMEÇAR DE NOVO...
Erros passados, tristezas contraídas, lágrimas choradas, desajustes crônicos!...
Às vezes, acreditas que todas as bênçãos jazem extintas, que todas as portas se mostram cerradas à necessária renovação!...
Esqueces-te, porém, de que a própria sabedoria da vida determina que o dia se refaça cada amanhã.
Começar de novo é o processo da Natureza, desde a semente singela ao gigante solar.
Se experimentaste o peso do desengano, nada te obriga a permanecer sob a corrente do desencanto. Reinicia a construção de teus ideais, em bases mais sólidas, e torna ao calor da experiência, a fim de acalentá-los em plenitude de forças novas.
O fracasso visitou-nos em algum tentame de elevação, mas isso não é motivo para desgosto e auto-piedade, porquanto, frequentemente, o malogro de nossos anseios significa ordem do Alto para mudança de rumo, e começar de novo é o caminho para o êxito desejado.
Temos sido desatentos, diante dos outros, cultivando indiferença ou ingratidão; no entanto, é perfeitamente possível refazer atitudes e começar de novo a plantação da simpatia, oferecendo bondade e compreensão àqueles que nos cercam.
Teremos perdido afeições que supúnhamos inalteráveis; todavia, não será justo, por isso, que venhamos a cair em desânimo.
O tempo nos permite começar de novo, na procura das nossas afinidades autênticas, aquelas afinidades suscetíveis de insuflar-nos coragem para suportar as provações do caminho e assegurar-nos o contentamento de viver.
Desfaçamo-nos de pensamentos amargos, das cargas de angústia, dos ressentimentos que nos alcancem e das mágoas requentadas no peito! Descerremos as janelas da alma para que o sol do entendimento nos higienize e reaqueça a casa íntima.
Tudo na vida pode ser começado de novo para que a lei do progresso e de aperfeiçoamento se cumpra em todas as direções.
Efetivamente, em muitas ocasiões, quando desprezamos as oportunidades e tarefas que nos são concedidas na Obra do Senhor, voltamos tarde a fim de revisá-las e reassumi-las, mas nunca tarde demais.
- Emmanuel -
(Texto extraído do livro "Alma e Coração" - pelo espírito Emmanuel – recebido espiritualmente por Francisco Cândido Xavier – Edição da FEB – Federação Espírita Brasileira.)
Texto <945><18/07/2009>
