970 - KRISHNA E VYASA – UMA HISTÓRIA DE AMOR

Eu vi o brilho de zilhões de sóis.
E outras humanidades vivendo além...
Ele tocava Sua flauta e mais sóis surgiam.
Ele dançava e o Multiverso desabrochava.
Ele brincava e ria com os devas***.
E era tanto amor, que eu não aguentei.
Então, pedi a Ele que me devolvesse ao corpo.
Ele riu e me disse: “Agora você sabe!”
E eu voltei a ser apenas um homem.
Com os sentidos do corpo limitando-me novamente.
Mas com a Luz d’Ele em mim.
Com a sabedoria estelar brilhando em mim.
Com o sorriso d’Ele me inspirando.
Com o Seu sopro vital me animando na jornada.
Com a certeza da imortalidade em meu Ser.
Com um Grande Amor em meu coração.
Com Krishna, o Senhor dos Olhos de Lótus, em mim.”

* * *

Foi assim que o sábio Vyasa me contou de sua paixão por Krishna e do que o inspirou a escrever o Mahabharata****. Segundo ele, o simples fato de alguém se concentrar no nome de Krishna já evoca uma bênção instantânea. E ele também me disse que bem-aventurados são todos aqueles que se esforçam por objetivos nobres e fazem o Bem sem olhar a quem.
Ele me disse essas coisas e, em seguida, voou para as estrelas. E eu fiquei olhando-o partir, admirado e lembrando-me de Krishna e do quanto devo ao Alto, por tudo.

P.S.:
Muitos rostos, muitos sonhos...
Em cada vida, novos aprendizados e expressões.
Tudo passa... Mas as lições ficam.
O espírito entra e sai dos corpos perecíveis.
E, assim, vivencia muitas coisas.
Acerta e erra; conhece e realiza; e segue...
Aprende a discernir entre o ilusório e o real.
Desperta seus potenciais latentes.
Amadurece e se realiza; e expande sua consciência.
Ah, só Deus conhece todas as canções.
E todos os corações.

OM!

Paz e Luz.

- Wagner Borges – sujeito com qualidades e defeitos, 48 anos de “encadernação”, espiritualista, pai da Helena e da Maria Luz, mestre de nada e discípulo de coisa alguma, que não segue nenhuma doutrina criada pelos homens da Terra, sejam elas orientais ou ocidentais, e que se sente honrado só de pensar em Krishna e na sabedoria dos rishis (sábios) da velha Índia.
São Paulo, 13 de outubro de 2009.

* Samadhi – do sânscrito - expansão da consciência; estado de consciência cósmica.
** OM – do sânscrito – a vibração do Todo que está em tudo; o verbo divino; a Primeira Luz; o Som da Criação. Trata-se do mantra mais importante da cosmogonia hinduísta clássica.
*** Devas – do sânscrito – divindades; seres celestes; anjos.
**** A história de Krishna é contada no “Bhagavad-Gita”, que é uma grande seção contida dentro de um épico maior, “O Mahabharata”, escrito pelo sábio Vyasa.
O Mahabharata é considerado como um dos maiores épicos da velha Índia, cheio daquela sabedoria espiritual que um dia desceu nas terras do Ganges.

Obs.: Sobre o sábio Vyasa, há vários textos dele postados na seção de textos periódicos do site do IPPB – www.ippb.org.br -, e também na minha coluna da revista online. Para procurá-los, basta entrar na seção de busca por palavras do site e clicar o nome dele. Daí, surgirão todos os textos dele já postados no site, e é só clicar em cima do título de cada um deles, para depois viajar na sabedoria de seus ensinamentos estelares.

Inclusive, sugiro aos leitores que acessem e leiam o texto “Viajando Espiritualmente com Vyasa” – postado pelo site do IPPB, em março de 2009, como texto 918. O mesmo pode ser acessado no seguinte endereço específico: https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=6378

Texto <970><21/10/2009>