975 - NO ALTO DA MONTANHA, NA LUZ DA PRESENÇA III
“Escreva a canção dos velhos dias e fale da glória que habita o coração do homem.
Os homens ainda estão surdos de egoísmo e arrogância.
Por isso, a dor os visita constantemente, e eles pagam o preço de suas ilusões.
Eles choram suas perdas, mas não choram pela perda da luz de seus corações.
O tempo passa e os homens continuam sem a canção real, bêbados e perdidos.
O poeta cantou com alma, e os espíritos registraram a luz do seu momento.
As montanhas o ouviram e choraram, porque o amor estava no ar...
E, até hoje, elas choram... E alguns corações sentem um chamado secreto.
Sim, alguns corações iniciados na Luz, que não se deixam levar pelas luzes do mundo.
E que oram em silêncio, porque escutam uma canção sutil, cheia de glória.
O mundo não sabe, mas eles se sentem, mesmo à distância. Algo os une, em espírito.
E a força das montanhas surge dentro deles, ajudando-os em suas jornadas.
E uma nova energia viaja pelos seus chacras***, em nome da Presença.
Porque os espíritos das brumas guardaram a canção cheia de glória...
E, agora, eles finalmente a revelaram, e as montanhas sorriram novamente.
E ela estava dentro dos corações sensíveis ao Amor e a harmonia das esferas.
Ela sempre esteve guardada neles, bem longe do vazio existencial e da bebedeira.
O poeta já sabia disso; por isso, ele cantou com alma. E abriu seu coração...
Porque ele sentia um Grande Amor em todas as coisas; porque ele amava também.
Ah, as montanhas o veneraram... E ele agora mora contente, lá na Casa das Estrelas.
E, de lá, ele ri, pois sabe que alguns corações não estão mais tão surdos.
A dor partiu o egoísmo de muitos; e, agora, eles não estão mais bêbados.
Ah, a canção cheia de glória nunca foi de tempo algum! Ela sempre existiu.
Sim, ela sempre viajou dentro dos corações ligados à Luz do Espírito.
E, às vezes, algum poeta a reconhecia e cantava para as montanhas.
E, nos dias de hoje, alguns ainda cantam para elas, em seus corações.
O mundo não vê e não escuta o que é real, mas, mesmo assim, eles cantam.
Porque eles sabem que outros também sentem o mesmo chamado secreto.
Porque eles se sentem, de alguma maneira, em espírito e verdade.
Eles sabem. Eles cantam. E se encantam... Enquanto as montanhas riem, algures.
Sim, em seus corações, eles reconhecem o poeta e a glória, e se inspiram na Luz.”
No Amor.
Pela Presença****.
Paz e Luz.
- Wagner Borges – com o coração cheio de gratidão e alegria, escutando uma canção sutil, e repassando-a, aqui e agora, como deve ser.
São Paulo, 16 de outubro de 2009.
* As duas partes anteriores desse texto foram postadas recentemente pelo site do IPPB – www.ippb.org.br
** Devas – do sânscrito – divindades; seres celestes; anjos.
*** Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.
**** A Presença – metáfora celta para o Todo que está em tudo. Quando os antigos iniciados celtas admiravam os momentos mágicos do alvorecer e do crepúsculo, costumavam dizer: “Isso é um assombro!” E assim era para todas as coisas consideradas como manifestações grandiosas da Natureza e do ser humano. Ver o brilho dos olhos da pessoa amada, a beleza plácida da lua, a alegria do sorriso do filho, ou o desabrochar de uma flor eram eventos maravilhosos. Então, eles ousavam escutar os espíritos das brumas, que lhes ensinaram a valorizar o Dom da vida e a perceber a pulsação de uma PRESENÇA em tudo.
A partir daí, eles passaram a referir-se ao TODO QUE ESTÁ EM TUDO como a PRESENÇA que anima a Natureza e os seres. Se a luz da vida era um assombro de grandiosidade, maior ainda era a maravilha da PRESENÇA que gerava essa grandiosidade. Perceber essa PRESENÇA em tudo era um assombro! E saber que o sol, a lua, o ser amado, os filhos, as flores e a Natureza eram expressões maravilhosas dessa totalidade, levava os iniciados daquele contexto antigo da Europa a dizerem: “Que assombro!”
Hoje, inspirado pelos amigos invisíveis celtas, deixo registrado aqui nesses escritos o “terno assombro” que sinto ao meditar na PRESENÇA que está em tudo. E lembro-me dos ensinamentos herméticos inspirados no sábio estelar Hermes Trismegisto, que dizia no antigo Egito: “O TODO está em tudo! O Inefável é invisível aos olhos da carne, mas é visível à inteligência e ao coração.”
O TODO ou A PRESENÇA, tanto faz o nome que se dê. O que importa mesmo é a grandiosidade de se meditar nisso; essa mesma grandiosidade de pensar nos zilhões de sóis e nas miríades de seres espalhados pela vastidão interdimensional do Multiverso, e de se maravilhar ao se perceber como uma pequena partícula energética consciente e integrante dessa totalidade, e poder dizer de coração: “Caramba, que assombro!”
Texto <975><10/11/2009>
Os homens ainda estão surdos de egoísmo e arrogância.
Por isso, a dor os visita constantemente, e eles pagam o preço de suas ilusões.
Eles choram suas perdas, mas não choram pela perda da luz de seus corações.
O tempo passa e os homens continuam sem a canção real, bêbados e perdidos.
O poeta cantou com alma, e os espíritos registraram a luz do seu momento.
As montanhas o ouviram e choraram, porque o amor estava no ar...
E, até hoje, elas choram... E alguns corações sentem um chamado secreto.
Sim, alguns corações iniciados na Luz, que não se deixam levar pelas luzes do mundo.
E que oram em silêncio, porque escutam uma canção sutil, cheia de glória.
O mundo não sabe, mas eles se sentem, mesmo à distância. Algo os une, em espírito.
E a força das montanhas surge dentro deles, ajudando-os em suas jornadas.
E uma nova energia viaja pelos seus chacras***, em nome da Presença.
Porque os espíritos das brumas guardaram a canção cheia de glória...
E, agora, eles finalmente a revelaram, e as montanhas sorriram novamente.
E ela estava dentro dos corações sensíveis ao Amor e a harmonia das esferas.
Ela sempre esteve guardada neles, bem longe do vazio existencial e da bebedeira.
O poeta já sabia disso; por isso, ele cantou com alma. E abriu seu coração...
Porque ele sentia um Grande Amor em todas as coisas; porque ele amava também.
Ah, as montanhas o veneraram... E ele agora mora contente, lá na Casa das Estrelas.
E, de lá, ele ri, pois sabe que alguns corações não estão mais tão surdos.
A dor partiu o egoísmo de muitos; e, agora, eles não estão mais bêbados.
Ah, a canção cheia de glória nunca foi de tempo algum! Ela sempre existiu.
Sim, ela sempre viajou dentro dos corações ligados à Luz do Espírito.
E, às vezes, algum poeta a reconhecia e cantava para as montanhas.
E, nos dias de hoje, alguns ainda cantam para elas, em seus corações.
O mundo não vê e não escuta o que é real, mas, mesmo assim, eles cantam.
Porque eles sabem que outros também sentem o mesmo chamado secreto.
Porque eles se sentem, de alguma maneira, em espírito e verdade.
Eles sabem. Eles cantam. E se encantam... Enquanto as montanhas riem, algures.
Sim, em seus corações, eles reconhecem o poeta e a glória, e se inspiram na Luz.”
No Amor.
Pela Presença****.
Paz e Luz.
- Wagner Borges – com o coração cheio de gratidão e alegria, escutando uma canção sutil, e repassando-a, aqui e agora, como deve ser.
São Paulo, 16 de outubro de 2009.
* As duas partes anteriores desse texto foram postadas recentemente pelo site do IPPB – www.ippb.org.br
** Devas – do sânscrito – divindades; seres celestes; anjos.
*** Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.
**** A Presença – metáfora celta para o Todo que está em tudo. Quando os antigos iniciados celtas admiravam os momentos mágicos do alvorecer e do crepúsculo, costumavam dizer: “Isso é um assombro!” E assim era para todas as coisas consideradas como manifestações grandiosas da Natureza e do ser humano. Ver o brilho dos olhos da pessoa amada, a beleza plácida da lua, a alegria do sorriso do filho, ou o desabrochar de uma flor eram eventos maravilhosos. Então, eles ousavam escutar os espíritos das brumas, que lhes ensinaram a valorizar o Dom da vida e a perceber a pulsação de uma PRESENÇA em tudo.
A partir daí, eles passaram a referir-se ao TODO QUE ESTÁ EM TUDO como a PRESENÇA que anima a Natureza e os seres. Se a luz da vida era um assombro de grandiosidade, maior ainda era a maravilha da PRESENÇA que gerava essa grandiosidade. Perceber essa PRESENÇA em tudo era um assombro! E saber que o sol, a lua, o ser amado, os filhos, as flores e a Natureza eram expressões maravilhosas dessa totalidade, levava os iniciados daquele contexto antigo da Europa a dizerem: “Que assombro!”
Hoje, inspirado pelos amigos invisíveis celtas, deixo registrado aqui nesses escritos o “terno assombro” que sinto ao meditar na PRESENÇA que está em tudo. E lembro-me dos ensinamentos herméticos inspirados no sábio estelar Hermes Trismegisto, que dizia no antigo Egito: “O TODO está em tudo! O Inefável é invisível aos olhos da carne, mas é visível à inteligência e ao coração.”
O TODO ou A PRESENÇA, tanto faz o nome que se dê. O que importa mesmo é a grandiosidade de se meditar nisso; essa mesma grandiosidade de pensar nos zilhões de sóis e nas miríades de seres espalhados pela vastidão interdimensional do Multiverso, e de se maravilhar ao se perceber como uma pequena partícula energética consciente e integrante dessa totalidade, e poder dizer de coração: “Caramba, que assombro!”
Texto <975><10/11/2009>
