1195 - HÁ ALGO MAIS... UM AMOR. UMA LUZ - XXXIV*

Eu vi você sendo levada pela Luz...
E sei que foi para um lugar legal.
Porque você sempre ajudou a tanta gente.
E você estava linda – brilhante como nunca.
E eu não tenho como dizer isso para sua família.
Porque eles não me acreditariam.
Talvez prefiram visitá-la num cemitério, onde você não está.
Ah, querida, eles nunca conheceram a sua canção direito.
O seu coração nunca foi deles, mas daqueles que você tanto ajudou.
Os mesmos que agora oram por você – com gratidão e carinho real.
E você merece... E sortudo é quem vai estar com você aí no Astral.
Aqui embaixo vão fazer missa de sétimo dia em sua intenção.
Mas você nunca ligou para rituais ou cerimônias de espécie alguma.
A sua religião sempre foi fazer o bem, sem olhar a quem.
Por isso, a Luz veio buscá-la... Porque o Céu conhece o seu coração.
Ou, talvez, os espíritos de Luz ficaram com saudades de você...
E vieram buscá-la, de volta para casa, lá em cima, no meio das estrelas.
Eu não sei como homenageá-la – e sequer fui ao enterro do seu corpo.
Porque eu vi você sendo levada para cima – e não para baixo da terra.
Ah, foram poucos os que escutaram a sua canção real – a do seu coração.
Aliás, eu estou escutando algumas canções agora mesmo – e pensando em você.
Então, aceite-as como minhas preces a você... De coração a coração.
E quando você puder, apareça, para batermos um papo, por entre os planos.
E quando eu puder, irei até você, fora do corpo, para dar-lhe aquele abraço.
Assim como você, eu não gosto de data marcada para algo do coração.
Então, vamos deixar isso em aberto... E que seja a Luz que nos guie.
Sabe?... o Grande Arquiteto Do Universo age de formas misteriosas e admiráveis.
Por isso, eu estou escrevendo... Com essas lindas canções rolando por aqui.
E, talvez, alguém que lhe ame leia essas linhas – e compreenda que há algo mais...
Um Amor. Uma Luz.
 
P.S.:
Querida, minha homenagem é essa:
Escrever que eu a vi sendo levada pela Luz.
E escutar essas lindas canções pensando em você.
Agora o Céu está mais brilhante.
Porque você está aí em cima.
É isso. Bons voos para você.
Até breve.
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – espiritualista que detesta tumbas e cerimoniais inócuos, mas que adora ver estrelas e voar junto com os espíritos para além da linha do horizonte...
São Paulo, 09 de março de 2012.
 
- Nota:
* Esse texto fará parte de um novo livro sobre vida após a morte que publicarei daqui a alguns meses (com diversos textos alusivos à temática da imortalidade da consciência).

Texto <1195><25/08/2012>

1195 - VIAGEM ASTRAL AO GANGES

Desperto fora do corpo (1) na terra do Senhor Shiva.
O sol desponta no horizonte e o Rio Ganges (2) está à minha frente... De suas águas emana uma aura dourada, fruto sutil da devoção milenar dos hindus.
Flutuo acima da aura do rio sagrado e percebo extrafisicamente o doce perfume de sândalo no ar. Sei que esse perfume sutil é exalado por seres invisíveis que ali se manifestam.
Serão espíritos? Devas? (3) Mestres extrafísicos?
Não os percebo, mas sei que estão ali, além da minha frequência espiritual.
Por intuição, sei que eles estão ali, exalando energias e perfumes curativos para os pobres e doentes que chegarão para o banho matinal no rio.
Os raios do sol nascente beijam as águas perante a minha percepção extrafísica. É como se a massa do rio se transformasse em ouro líquido.
Percebo a vibração de um mantra (4), ecoando espiritualmente pela extensão do rio: Om Shiva, Om Surya... Om Shiva, Om Surya... Om Shiva, Om Surya! (5)
Em instantes, uma onda de energia rosada invade a massa líquida, interpenetrando a ela e a mim, com um Amor incomensurável.
Sou tomado por uma plenitude indescritível... Meu corpo espiritual (6) brilha como nunca. Sinto-me como irmão do sol e filho de Shiva. Parece que minha alma foi permeada sutilmente por um AMOR MAIOR QUE GOVERNA A EXISTÊNCIA!
Sinto-me unido à compaixão dos grandes mestres pela humanidade.
Sou tomado por uma Força Superior, que me faz cantar, jorrando energia para a multidão de sofredores que já vem chegando à beira do rio.
Vibro conscientemente e vou cantando: Om Shiva, Om Surya, Om Krishna, Om Ramakrishna, Om Shankara, Om Devi, Om Jesus, Om Buda, Om Mani Padme Hum, Om, Om, Om...
Perco-me na imensidão desse Amor - e o rio vai ficando distante...
Desperto no corpo físico banhado de Amor.
Ainda ecoa em mim a vibração do rio, dos mantras e dos seres espirituais.
Levanto-me para o dia de trabalho. Sei dos problemas que o dia trará, mas, hoje, vou até eles contente. Estou cheio de Amor e cura.
Por isso, vou cantando mentalmente:
Om Shiva (7), Om Surya...  
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
(Texto extraído do livro “Viagem Espiritual – Vol. III” – Editora Univeresalista – 1998.)
 
- Notas:
1. Projeção da consciência – é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico.
Sinonímias: Viagem astral – Ocultismo.
Projeção astral – Teosofia.
Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz.
Experiência fora do corpo – Parapsicologia.
Viagem da alma – Eckancar.
Viagem espiritual – Espiritualismo.
Viagem fora do corpo – Diversos projetores extrafísicos e autores.
Emancipação da alma (ou desprendimento espiritual) – Espiritismo.
Arrebatamento espiritual - autores cristãos.
2. Ganges - o principal rio sagrado da I´ndia.
3. Devas – do sânscrito – divindades; seres celestes.
4. Mantra – do sânscrito – palavra oriunda de manas: mente; e tra: controle; liberação – Literalmente, significa "Controle ou liberação da mente".
Determinadas palavras evocam uma atmosfera superior que facilita a concentração da mente e a entrada em estados alterados de consciência. Os mantras são palavras dotadas de particular vibração espiritual, sintonizadas com padrões vibracionais elevados. São análogos às palavras-senhas iniciáticas que ligam os iniciados aos planos superiores.
Pode-se dizer que os mantras são as palavras de poder evocativas de energias superiores. Como as palavras são apenas a exteriorização dos pensamentos revestidos de ondas sonoras, pode-se dizer também que os mantras são expressões da própria mente sintonizada em outros planos de manifestação.
5. Surya – do sânscrito - é o Deus do Sol, adorado nos Vedas, as Escrituras Sagradas da Índia. Segundo a lenda, Surya banha-se todo pôr do sol nos sagrados rios Ganges e Yamuna. Ele é designado por numerosos epítetos, tais como: “Dina-kara” (Criador do dia), “Arha-pati” (Senhor do dia), “Loka-chakchus” (Olho do mundo), “Karma-Sakchî” (Testemunha dos atos dos homens), “Sahasra-Kirana” (Provido de mil raios), e “Graha-râja” (Rei das constelações).
6. Corpo espiritual - Cristianismo - Cor. I, cap. 15, vers. 44.
Sinonímias: Corpo astral - do latim, astrum - estrelado - expressão usada pelo grande iniciado alquimista Paracelso, no séc. 16, na Europa, e por diversos ocultistas e teosofistas posteriormente.
Perispírito - Espiritismo - Allan Kardec, séc. 19, na França.
Corpo de luz – Ocultismo.
Psicossoma - do grego, psique - alma; e soma, corpo. Significa literalmente "corpo da alma" - Expressão usada inicialmente pelo espírito André Luiz nas obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier e por Waldo Vieira, nas décadas de 1950-1960, que atualmente é mais usada pelos estudantes de Projeciologia.
7. Shiva - na cosmogonia hinduísta, o Divino é representado por três aspectos fenomênicos: Brahma - O Criador; Vishnu - O Preservador; e Shiva - O Transformador.
Shiva é o senhor de todas as transmutações na natureza, é o senhor das energias e de todo movimento vital. Em muitas representações simbólicas, Ele é representado como o "Nataraja", O Dançarino Divino que faz o universo vibrar e girar em sua eterna dança cósmica (que dilui as brumas da ilusão e faz ver o real). Por isso, algumas imagens o mostram dançando dentro de uma roda (o universo).
Eis alguns dos principais epítetos de Shiva:
- Tandava - do sânscrito - Dançarino dos crematórios e cemitérios.
- Shankara - do sânscrito - Dispensador de bênçãos.
- Rudra - do sânscrito - O Destruidor (do ego); O Curador da alma.
- Shamboo - do sânscrito - Senhor da alegria.
- Mahadeva - do sânscrito - Maha: Grande, Vasto, Imenso - Deva: Divindade, Ser Celestial. Logo, Mahadeva significa Grande Divindade; Grande Ser Celestial; Grande Deus.
Obs.: Om Namah Shivaya - do sânscrito - é um dos mantras evocativos de Shiva e Seu Poder de Transmutação. Para melhor compreensão sobre isso, ver as notas de rodapé da primeira parte desse texto, postada no site do IPPB no seguinte endereço específico: https://ippb.org.br/index.php?option=com_content&;view=article&id=10755:1151-viajando-nas-ondas-espirituais-de-shiva-rudra&catid=31:periodicos&Itemid=57 .
 

Texto <1195><25/08/2012>

1194 - A AURORA DA CRIANÇA NO CÉU DO CORAÇÃO

(Rindo com Krishna na Consciência Cósmica)
 
Você desceu, e tudo mudou.
Porque o Azul do Céu veio junto...
E os Seus pés de lótus abençoaram os caminhos do mundo.
Ah, Krishna, com Você veio aquela alegria, que só o coração é que compreende... Porque, quando o Amor reencontra o Amor, o que mais pode ser dito?
Você veio como a aurora da consciência cósmica, para erradicar a escuridão da ignorância que apertava cruelmente a alma da humanidade.
E Você veio rindo e brincando - e ensinando a arte de ser feliz.
Ah, Você veio por Amor, e tudo mudou...
E, hoje, o meu coração me disse:
“Cara, escreva algo em homenagem ao Senhor dos Olhos de Lótus!”
Então, eu pensei em Você, não como um mestre, mas, sim, como uma criança divina. E não senti vontade de ajoelhar-me ou de fazer qualquer tipo de adoração ou oblação em Seu Nome, não!
O que senti foi um toque de Amor descendo em mim... E a vontade de abraçar silenciosamente o mundo, em Espírito e Verdade.
Senti-me criança também.
Sim, criança diante do infinito, com o brilho das estrelas nos olhos... E, agora, está tudo azulado por aqui.
Ah, meu Amigo de Sempre, raiou a aurora da consciência cósmica em meu coração.
Porque eu pensei em Você!
E a criança dentro de mim está rindo, como deve ser.
Então, eu fico por aqui... Porque aprendi com Você que, quando o coração fala ao coração, não há mais nada a dizer.
Krishna, valeu!
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 10 de agosto de 2012.

Texto <1194><22/08/2012>

1194 - MEDITAÇÃO SOBRE COMO TRANSFORMAR O SOFRIMENTO EM COMPAIXÃO

- Por Jack Kornfield -
 
O coração humano tem a extraordinária capacidade de assumir os sofrimentos da vida e transformá-los em um grande fluxo de compaixão. O dom de personagens como Buda, Jesus, a Virgem Maria e Kuan Yin, a Santa da Misericórdia, é proclamar o poder desse coração terno e misericordioso em face de todos os sofrimentos do mundo.
Quando seu coração está receptivo e exposto, dentro de você se inicia o despertar desse fluxo de compaixão. A compaixão surge quando você permite que seu coração seja tocado pela dor e dificuldade de outra pessoa.
O cultivo dessa qualidade pode ser realizado através da meditação tradicional para a prática da compaixão e para a transformação do sofrimento no fogo do coração.
Sente-se tranquilamente, concentrado e quieto, respire com suavidade e sinta o seu corpo, as batidas do seu coração, a energia vital dentro de você. Sinta o modo como entesoura a sua própria vida e se resguarda do sofrimento.
Depois traga à mente uma pessoa próxima, a quem você ama com ternura. Imagine essa pessoa, imagine a si mesmo cuidando dela. Observe como você a toma no seu coração.
Conscientize-se do sofrimento dela e daquilo que ela considera sofrimento nesta vida. Sinta como o seu coração se abre naturalmente, movendo-se em direção a ela para desejar-lhe o bem, dar-lhe conforto, compartilhar sua dor e responder-lhe com compaixão.
Essa é a resposta natural do coração.
Ao lado dessa resposta, comece ativamente a desejar o bem a essa pessoa querida, envolvendo-as no seu coração compassivo e recitando frases tradicionais: “Espero que você esteja livre da dor e do sofrimento; quero que você esteja em paz”.
Continue a recitar essas preces durante alguns minutos.
Ao aprender a sentir um cuidado por essa pessoa próxima e amada, você poderá estender sua compaixão aos outros conhecidos, um a um. Aos poucos, poderá ampliar sua compaixão, incluindo seus vizinhos, depois aqueles que vivem mais distantes e, finalmente, abraçando a irmandade de todos os seres.
Abra-se para sentir como a beleza de cada ser lhe traz alegria; como o sofrimento de um ser faz você chorar. Sinta a sua sincera conexão com a totalidade da vida e suas criaturas; sinta que você se comove diante de seus sofrimentos e os envolve com compaixão.
Agora deixe seu coração transformar os sofrimentos do mundo. Sinta sua respiração na área do coração, como se você inspirasse e expirasse suavemente com o coração. Sinta a bondade de seu coração e imagine que, a cada respiração, você pode inspirar dor e expirar compaixão.
Comece a inspirar o sofrimento de todos os seres vivos. A cada inspiração, deixe que seus sofrimentos toquem o seu coração e transforme-os em compaixão. A cada expiração, deseje o bem a todos os seres e evolva-os em seu coração cuidadoso e misericordioso.
Ao respirar, visualize seu coração como um fogo purificador que pode receber as dores do mundo e transforma-las na luz e no calor da compaixão.
Esta é uma poderosa meditação que exige certa prática.
Seja carinhoso consigo mesmo. Deixe o fogo de seu coração arder suavemente em seu peito. Inspire o sofrimento dos famintos. Inspire os sofrimentos das vítimas da guerra. Inspire os sofrimentos da ignorância... E, a cada expiração, imagine todos os seres vivos, do mundo inteiro, e expire o bálsamo da compaixão.
Com cada suave inspiração, permita, repetidamente, que os sofrimentos de todas as formas de vida toquem o seu coração. Com cada expiração, estenda, repetidamente, a misericórdia e a cura da compaixão.
Como a Mãe do mundo, traga o mundo para dentro do seu coração, convidando a todos os seres a tocá-lo em cada inspiração e envolvendo compassivamente todos os seres em cada expiração.
Depois de algum tempo, sente-se quieto e deixe sua respiração e seu coração repousarem naturalmente, como um centro de compaixão em meio ao mundo.
 
(Texto extraído do livro “Um Caminho com o Coração” - Editora Cultrix.) 

Texto <1194><22/08/2012>

 

1193 - HÁ ALGO MAIS... UM AMOR. UMA LUZ. - XLII*

Nas terras do meu coração há uma canção secreta.
E eu sei que os anjos da aurora a escutam.
Eles vêm deslizando pelas trilhas coloridas do arco-íris – igual a crianças do Eterno -, felizes, nas ondas daqueles sentimentos celestes que só os seres de Luz é que conhecem.
Ah, eu olho e vejo a Luz beijando o alto das montanhas em linda comunhão silenciosa... E eu também vejo outros irmãos, vindos de outras esferas – na sintonia da mesma canção.
E eles riem comigo, e me dizem, em Espírito e Verdade, que, além das montanhas há outros que sentem as mesmas vibrações espirituais.
E eu seu disso, pois sonho com eles há muito tempo...
Em meu coração eu vejo o que os meus olhos físicos não veem: Algo mais... Um Amor. Uma Luz.
E eu sei que além, muito além, naquelas “Terras do Céu”, há outros olhando a Luz beijando o alto das montanhas. E eles também escutam a canção secreta em seus corações.
Ah, eles não morreram!
E os seus sentimentos atravessam as distâncias – e dizem muito aos que percebem algo mais, algures...
Eles falam que o Amor liga as consciências, mesmo por entre os planos, e que as montanhas, da Terra e do Céu, são irmãs, feitas na mesma forja estelar do Coração do Todo.
Sim, eles falam de outros sítios, além, pois na Casa das Estrelas há muitas moradas... E, por isso, sempre falam de imortalidade do espírito e vida perene.
E afirmam que tudo tem seu tempo, e que, no momento adequado, o véu da saudade e da dor será rompido pelos clarões do discernimento espiritual aliado aos bons atos praticados durante a existência terrestre.
Ah, as montanhas estão lindas, porque há algo mais beijando-as... Um Amor. Uma Luz.
E quem ama, sabe que há outras Terras no Céu – e outras montanhas, algures... Sim, quem ama, sabe.
 
Paz e Luz.
 
Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 07 de agosto de 2012.
 
- Nota:
* Esse texto fará parte de um novo livro sobre vida após a morte que publicarei daqui a alguns meses (com diversos textos alusivos à temática da imortalidade da consciência).

Texto <1193><17/08/2012>