1181 - HÁ ALGO MAIS... UM AMOR. UMA LUZ - XXXVII*

(Coisa Celeste... Admirável, Como o Amor e a Vida)
 
Coisa celeste...
Que desce no coração.
Quando a gente aquieta a mente.
Que fala sem som algum...
Na linguagem do Amor.
 
Coisa celeste...
Em Espírito e Verdade.
Que faz ver além...
A trilha luminosa dos anjos.
 
Coisa celeste...
Que encanta a gente.
Com toques serenos da Casa das Estrelas...
Nas luzes do coração.
 
Coisa celeste...
Que não se explica, só se sente.
Sim, admirável, como o Amor e a Vida.
Como ver os espíritos voando além...
Bem vivos!
 
Coisa celeste...
Que está brilhando nos olhos de quem ama.
Que viaja no bojo de uma linda canção...
Como uma Luz dentro da música.
E que só é percebida pelo coração.
 
Coisa celeste...
Que dá asas às preces que voam além...
Viajando para o Grande Coração doTodo.
Sim, que voam nas ondas da União!
Como Setas de Luz guiando a jornada...
 
Coisa celeste...
Que ilumina a senda...
E faz a gente ver estrelas.
Que alegra o coração...
E faz a gente rir à toa.
 
Coisa celeste...
Que ensina a gente a jamais desistir da Luz.
Que não liga para o que o materialismo do mundo grita.
Que faz a gente escutar a voz dos espíritos, algures...
 
Coisa celeste...
Sim, que desce no coração.      
E faz a gente viver, aqui e além...
Que faz a Vida acontecer em todos os planos.
E que diz: “Há algo mais... Um Amor. Uma Luz.”
 
P.S.:
Coisa celeste...
Dentro da gente.
Que não se explica, só se sente.
Como o Amor, que não acaba na morte do corpo.
E que faz a gente sentir a alegria daqueles que nos amam.
Mesmo que eles estejam vivendo em outros planos da Vida Universal.
Sim, coisa celeste... Que faz a gente viver, amar, sorrir e seguir, sempre vivos...
 
(Dedicado a você, mãe que chora a perda de sua filha amada.
Ah, querida, você me pediu para lhe dizer algo sobre ela.
E, quando conversamos, eu lhe falei da alegria que senti.
Porque eu soube que ela tinha se libertado do casulo carnal danificado...
Sim, eu não me esqueci de você – e nem dela. Mas não tenho mais o que lhe dizer.
E eu não posso provar-lhe que a vi, linda e rindo, algures...
Só posso dedicar-lhe essas linhas cheias de alegria e vida.
Só posso falar-lhe dessa coisa celeste que desceu aqui...
E me fez pensar em você, que é mãe querida e dedicada.
Então, por favor, receba esses escritos em seu coração.
A mensagem de sua filha se resume numa palavra: ALEGRIA.
É o que ela é! E é o que eu lhe disse antes: ela voou de volta para casa.
E eu sei que, quando você ler essas linhas, o seu coração de mãe exultará!
Porque há algo mais... Um Amor. Uma Luz.
Que a alegria dela viaje junto com esses escritos, em Espírito e Verdade**.)
 
Alegria.
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – rindo à toa no meio da madrugada, por causa de alguma coisa celeste que desceu e ordenou: “escreve de todo coração, em Espírito e Verdade”.
São Paulo, 28 de maio de 2012.
 
- Notas:
* Esse texto fará parte de um novo livro sobre vida após a morte que publicarei daqui a alguns meses (com diversos textos alusivos à temática da imortalidade da consciência).
** Enquanto eu passava essas linhas a limpo, rolava aqui no meu som a linda canção “Angel”- do vocalista do pop inglês Robbie Williams. A mesma pode ser acessada no site do Youtube, no seguinte endereço específico:
E aqui uma versão ao vivo da mesma música (onde o Robbie Williams faz um dueto com a vocalista inglesa Joss Stone):
“Angels” - Joss Stone & Robbie Williams http://www.youtube.com/watch?v=v_JQC8O3rFw&;feature=related  
Obs.: E eu gosto também de uma linda versão dele para um dos clássicos do Frank Sinatra, “My Way”, apresentada num show ao vivo (onde ele se emociona ao cantá-la). O endereço dela no Youtube é o seguinte:
Robbie Williams – “My Way” - Live At Royal Albert Hall, London – 2001 http://www.youtube.com/watch?v=XYLOAay_2MQ&;feature=related     

Texto <1181><16/06/2012>

1181 - VÉSPERA DE FINADOS

 
- Por Huberto Rohden -
 
Há tempo, muito tempo, que a idéia de morrer
Me deixa indiferente,
Sem arrepios de terror.
Hoje, porém, à vista de túmulos floridos,
Acometeu-me estranho pavor.
O que há de terrível no morrer não é morte em si.
É a idéia glacial de não mais ser amado
Pelos entes que amamos,
E que nos amavam, aqui na Terra...
Por quanto tempo eles recordarão de mim,
Após a minha partida?...
Por um mês?
Por um ano?
Por um decênio?...
No princípio, flores e lágrimas...
Depois, ainda umas reminiscências...
E, por fim, a vasta solidão
Do esquecimento...
O gélido nirvana
Do vácuo...
Não ser mais amado pelos que amamos,
Que morte horrível!
Não mais banhar-se carinhosamente
Nas pupilas de um ente querido,
Não mais ouvir o timbre da sua voz,
Não mais sentir o afago da sua mão,
Nem as pulsações do seu coração.
Que morte amaríssima, essa!
Entretanto, algo me diz e garante
Que não vou morrer essa morte mortífera...
Algo me faz adivinhar e entressentir
Que há um amor mais forte que a morte...
Que encontrarei, no Além,
Um tépido ninho de afeição,
Uma família que não me fez,
Mas que eu fiz...
Foi a família material que me fez
Mas sou eu que faço a minha família espiritual...
Não é o parentesco dos corpos que me interessa,
Interessa-me a afinidade das almas.
E essa afinidade espiritual é obra minha,
Eminentemente minha...
Eternamente minha.
É eterna como eu mesmo...
Sei que essa família que eu fiz não morre para mim,
Porque os seus membros são da "comunhão dos santos",
Envoltos e permeados de vida eterna,
De amor imortal...
 
- Nota de Wagner Borges: Esse texto foi selecionado daquele que é considerado o melhor trabalho de Rohden: “Escalando o Himalaia”.
Sobre Huberto Rohden, favor ver sua coluna no site do IPPB, no seguinte endereço específico: https://ippb.org.br/index.php?option=com_content&;view=article&id=6571&Itemid=182   
 

Texto <1181><16/06/2012>

1180 - HÁ ALGO MAIS... UMA LUZ. UM AMOR - XV*

 
Às vezes, eu fecho os olhos e vejo uma luz.
E o meu lar é dentro dela.
E isso é em meu próprio coração.
Eu nunca estive em Roma, Paris, Londres ou New York.
Mas já viajei por outros planos...
E me conheci, em espírito**.
 
Ah, eu já vi muitas coisas, aqui e além...
E, entre a Terra e o Céu, vivi outro tanto.
E me peguei rindo para valer!
 
Na verdade, vi a impressão digital de Deus nas estrelas.
E o melhor: também vi isso no coração de cada Ser.
E fiquei admirado demais!
 
Porque o universo é a pele viva do Grande Espírito.
E isso não tem mistério. É simples.
Mas só o coração é quem compreende...
 
Às vezes, eu olho e não vejo o mundo.
Porque continuo vendo a mesma Luz...
E, junto com Ela, sinto algo mais... Um Amor.
 
Ah, eu nunca fui ao Oriente.
Mas, os meus chacras*** estão brilhando tanto.
Porque o Amor me fez viajar além...
 
Eu também voei por cima de muitos cemitérios...
Mas nada vi além da saudade impregnada nas tumbas.
Porque os espíritos estavam em outros planos...
 
E eles sempre me pediram para eu escrever sobre a vida.
E eu sempre escrevi... E me admirei mais ainda.
Porque a saudade era nada diante do Amor.
 
Eu não fui ao Egito e nem pisei na poeira do deserto.
Porque eu viajei além... E preferi o pó das estrelas.
E os hierofantes**** estavam nos templos celestes.
 
Ah, eu conheci sábios que nem sabiam que eram sábios.
Era gente que perdoava e transformava a dor em Luz.
E eles eram simples e oravam em silêncio.
 
E, sem que soubessem, eu aprendi muito com eles.
E agradeci ao Grande Arquiteto Do Universo, por tê-los conhecido.
Porque, na integridade de suas atitudes, eu vi o Fogo do Espírito.
 
Eu não subi as escadarias de templo algum.
Porque eu fiz isso no templo de mim mesmo.
E, em meu coração, as escadas eram de pura luz.
 
E eu não fiz oferendas e nem regateei com o meu ego.
Pelo contrário, prometi vencer a mim mesmo.
E aprendi a rir do meu próprio ridículo.
 
Eu nunca fui a Cantão ou a Pequim.
Mas já voei muito com espíritos chineses.
E eles me disseram que o riso faz o Chi***** circular melhor.
 
E também não sei tocar instrumento musical algum.
Mas já escutei música em outros planos...
E sei que o Todo é o Grande Concertista Cósmico.
 
Sim, às vezes eu vejo além... E continuo me admirando.
Porque, se saudade não tem idade, o Amor também não.
Então, fico igual criança diante do Infinito...
 
Às vezes, eu vejo uma Luz... E escrevo o que sinto.
Outras vezes, escrevo o que os espíritos me pedem.
E, em ambos os casos, eu agradeço ao Todo******, por tudo.
 
P.S.:
Mais do que as palavras, o Amor.
Mais do que as ilusões, a Luz.
Mais do que as tumbas, os Espíritos.
Mais do que o meu ego, a Consciência Cósmica.
Mais do que tudo, o Grande Espírito.
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – criancinha do Todo olhando o infinito – e admirando-se cada vez mais...
 
- Notas:
* Esse texto fará parte de um novo livro sobre vida após a morte que publicarei daqui a alguns meses (com diversos textos alusivos à temática da imortalidade da consciência).
** Projeção da consciência – é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico.
Sinonímias: Viagem astral – Ocultismo.
Projeção astral – Teosofia.
Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz.
Experiência fora do corpo – Parapsicologia.
Viagem da alma – Eckancar.
Viagem espiritual – Espiritualismo.
Viagem fora do corpo – Diversos projetores extrafísicos e autores.
Emancipação da alma (ou desprendimento espiritual) – Espiritismo.
Arrebatamento espiritual - autores cristãos.
***Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energia - prana, chi -, do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.
**** Hierofantes - dentro das tradições herméticas de outrora, eram os mestres que testavam os neófitos - calouros - nos processos iniciáticos.
***** Chi - do chinês - força vital, energia.
Dentro dos ensinamentos taoístas, a força vital é polarizada na natureza das coisas em dois aspectos fenomênicos: o Yin e o Yang, as alternâncias do Chi, as polaridades da energia.
****** O Todo - expressão hermética para designar o Poder Absoluto que está em tudo. O Supremo, O Grande Arquiteto Do Universo, Deus, O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.

Texto <1180><13/06/2012>

1180 - DANÇA DAS FERAS - II*

 
Lá fora, na floresta da vida, os tigres rugem, e por isso você treme de medo de viver. No entanto, há uma outra floresta, dentro de você mesmo.
Em lugar das árvores e da vegetação densa, essa floresta é constituída de seus pensamentos, sentimentos e energias conscienciais.
Escondidas dentro da mata de dentro, à espreita, estão outras feras.
São os tigres do ego, violentíssimos e famintos.
Há os tigres de fora, e os tigres de dentro.
Qual deles você teme mais?
Para lidar com as feras de fora**, basta se precaver e cercar o perímetro de sua vida com a devida segurança. Porém, o que fazer com as feras de dentro?
Os tigres de fora podem devorar o seu corpo, mas, ainda assim você viverá, em espírito. Entretanto, os tigres do seu ego podem devorar o seu espírito, por dentro e constantemente, despedaçando o seu equilíbrio superior.
Como enfrentá-los? O que fazer por dentro de si mesmo?
É Krishna, o Senhor dos olhos de lótus, quem dá a seguinte receita aos homens:
1. Com o discernimento a toda, corte as garras das feras!
2. Com o bom senso, serrilhe as presas delas.
3. Com o amor e a sabedoria integrados em si mesmo, amanse as feras de dentro!
4. Se não é possível matar as feras interiores, nesse momento de sua vida, então domestique-as, com inteligência!
5. Deixe as feras calmas, tornando-se sereno também!
6. Não permita que o seu espírito seja mordido novamente. Amanse as feras em você mesmo!
7. As feras gostam de violência. Não permita que os seus pensamentos e emoções violentas sejam alimento para elas!
8. Há feras espreitando os seus caminhos, de dentro e de fora. O remédio é o mesmo, para ambos os caminhos: discernimento a toda!
 
- Wagner Borges - ser humano normal, com defeitos e qualidades, também sujeito a violência das feras de dentro, mas, tentando enfrentá-las, com inteligência e criatividade - e, seguindo o conselho de Krishna, com o discernimento a toda!
 
P.S.:
Esses escritos foram feitos de improviso no quadro de aula, durante uma palestra no IPPB, com cerca de 250 pessoas presentes.
 
- Notas:
* O primeiro texto está postado no site do IPPB e pode ser acessado no seguinte endereço específico:
 https://ippb.org.br/index.php?option=com_content&;view=article&id=3259&catid=31:periodicos&Itemid=57
** Naturalmente, as feras de fora têm sua própria natureza; não são boas ou más, são apenas expressões da vida em seu ciclo animal, e precisam ser respeitadas, assim como todas as formas de vida e seus ambientes vitais.

Texto <1180><13/06/2012>

1179 - PRANA* - VIAJANDO NO SOPRO VITAL DO ETERNO...

Enquanto você respira, sinta o Eterno...
Mais do que o ar, aspire também o Amor que dá a vida.
O sopro vital permeia a tudo e a todos...
Vida é prana. E você se movimenta por isso.
Ah, não respire sem sentir Brahman!**
Aspire-O... Expire-O... E abrace o mundo.
O seu coração bate por causa do prana.
E suas palavras também são prana.
O riso de alguém – e o brilho nos olhos... Prana.
O que chega – e o que parte... Prana.
O espírito que voa livre... Prana.
Os seus avós, os seus pais – e os seus filhos... Prana.
Ah, você pensa - e o prana se desdobra além... Ligando-o a tudo.
E aquela música linda... É o prana viajando pelo ar.
E o seu olhar para os seres amados também está cheio de prana...
Você não é feito(a) só de ossos, carne e aparência, não mesmo.
Você é feito de prana, por inteiro; e seguirá assim, algures...
Aliás, você sempre foi assim: expressão do Eterno no transitório.
E, por onde você for, será por causa do sopro vital do Supremo.
Porque vida é movimento; e movimento é prana.
Na Terra, ou em outros planos da vida universal, tudo é prana.
Então, não respire só com o corpo de carne, mas, também, em espírito.
Porque respirar está além do ato em si... Representa vida!
E vida é prana. E, mesmo além, os espíritos respiram a vida universal.
E eles não mais precisam de pulmões para isso, pois usam os seus chacras***.
E haurem o prana diretamente do seio da vida – e seguem... sempre vivos.
 
P.S.:
Ah, o que me faz escrever essas linhas é o prana...
E é ele que faz você as ler.
Então, vivemos juntos, na mesma essência vital.
E nos movimentamos... E amamos.
Pois o sopro vital do Eterno está em nós – e em tudo.
Ah, Brahman é a respiração de tudo que respira!”.
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – respirando o Eterno...
São Paulo, 22 de maio de 2012.
 
- Notas:
* Prana – do sânscrito – sopro vital; força vital; energia.
** Brahman – do sânscrito - O Supremo; O Grande Arquiteto Do Universo; Deus; O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência, além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-Lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.
*** Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e têm como função principal a absorção de energia - prana, chi -, do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico. 

Texto <1179><05/06/2012>