1179 - NAS ONDAS ESPIRITUAIS DA MÚSICA QUE CURA

(Um Testemunho de Luz e Renovação Consciencial)
 
Enquanto eu trabalhava na correção de alguns textos, surgiu um espírito aqui no ambiente e me disse que estava incumbido por outros de narrar o seu caso, como uma espécie de testemunho sadio. Educadamente, pelas vias telepáticas, ele me perguntou se eu estava disponível para grafar o seu recado.
Então, parei o que estava fazendo e sentei-me em frente ao note-book para registrar a narrativa dele. Os escritos abaixo são o registro disso.
 
                       * * *
 
“Vivi tudo o que eu quis. Tive muito poder e dinheiro.
Mas me afundei na lama de minha arrogância.
Hoje eu vejo o quanto podia ter feito de bom, e não fiz.
Fiquei enredado na ilusão de que podia fazer o que bem entendesse.
Ter dinheiro era bom, mas eu não soube trabalhar direito com isso.
E o poder me cegou. Eu não conseguia ver nada além dos meus interesses imediatos.
Fiz muitas pessoas chorarem. Era odiado, mas não me importava com o que diziam. Considerava os outros como seres menores e inconvenientes.
Hoje vejo que eu era o inconveniente. Era medíocre e arrogante. Pequeno era eu!
Coloquei a máscara do poder e me fiz de reizinho. Mas eu era um safado de marca maior! Falar isso dói, mas é necessário. Eu não valia nada! Mas disfarçava bem...
Até que a morte me arrebatou subitamente do corpo, e eu me vi nu, diante da verdade.
Desvestido da matéria, eu era só podridão. Nem eu me agüentava, de tão horrível.
Vaguei nas trevas de minhas próprias ilusões, criadas por minha mente terrível.
Flutuei à deriva, sem conseguir olhar para o que me tornara.
Eu tinha vergonha de ser visto. Por isso me isolei de tudo, perdido em meu próprio abismo. Fiquei muito tempo assim, remoendo as emoções e lambendo as feridas; chorei muito.
Não culpei a ninguém, pois eu sabia o que tinha feito; minha raiva era comigo mesmo. Preferia ficar naquele lugar tenebroso, do que ser visto daquele jeito!
O infortúnio era meu. A queda era minha. E eu estava horroroso!
Eu parecia um animal e vivia como tal. Do antigo luxo, só restou o meu cheiro fétido.
Mesmo assim, alguns seres luminosos me visitavam no meu estranho burgo escuro. Eles me convidavam para ir com eles, mas eu os repudiava veementemente! 
No fundo, eu queria ir, mas sentia imensa vergonha. Por isso gritava com eles.
Vez por outra, eles sempre voltavam. E, com imensa paciência, tentavam falar comigo.
E eu continuava na revolta, cada vez mais irritadiço e sujo, miserável mesmo.
Eu, que antes me vestia luxuosamente, agora andava em andrajos e estava cheio de  feridas.
Eu, que gostava de ser bajulado e aclamado, agora estava reduzido a farrapos. Ali, no abismo criado pelas minhas culpas, eu quase enlouqueci.
Mas os seres de luz não tinham me esquecido. Só estavam esperando uma chance... Sem que eu percebesse como ela havia se iniciado, escutei uma música maravilhosa. Fiquei encantado. Nunca havia ouvido nada igual. Era emocionante!
Saí do meu burgo e fui atrás da origem dela. Nada mais me interessava, só ela.
E os seres de luz me disseram: ‘Venha com o nosso grupo. Vamos para a música que cura!’
Eu fui com eles e encontrei outra realidade. Eles me ensinaram a encontrar paz na música. Com o tempo, melhorei muito. Sou o mesmo, mas com outra perspectiva da vida.
Ainda sofro alguns efeitos de minhas sandices de outrora, mas agora sei administrá-las. Não fujo mais, enfrento o que sou! Ou melhor, o que fui e o que fiz; não me escondo mais.
Não sou demônio nem pretendo virar anjo; sou eu mesmo, tentando acertar de outro jeito. Sei que errei muito, e talvez alguns nem me perdoem. Mas vou acertar as coisas!
Não peço crédito a ninguém; só peço paciência. E compreendo os que não me perdoam. Eles foram machucados demais. Mas não tenho como mudar o passado.
Só posso mudar o meu presente, a todo instante. Para melhorar à frente...
Os seres de luz me ensinaram a não carregar culpas, pois elas bloqueiam qualquer cura.
Aprendi com eles a extrair lições dos erros, para me recuperar e seguir em frente... Ainda preciso aprender um monte de outras coisas, mas a minha velha arrogância se foi.
Não posso dizer que sou outro, pois ainda carrego várias mazelas, mas estou melhorando. E agradeço aos seres de luz que me apoiaram, sem julgamento algum. E aquela música...
Foram eles que me pediram para vir até aqui contar um pouco da minha história.
Segundo eles, você repassa informações espirituais para os homens da Terra.
E, quando cheguei aqui, você estava ouvindo uma música*. Só isso já me emocionou muito. E que música! Feliz de quem pode apreciar tal maravilha. Que riqueza!
Agora que cumpri minha tarefa, é hora de ir embora. Fique com a música.”
 
                                               * * *
 
Casos como esse, servem para esclarecer as condições extrafísicas após o descarte definitivo do corpo denso. Também evidenciam que a mente é capaz de plasmar realidades alternativas em volta de cada ser, sempre refletindo tudo aquilo que está no íntimo da própria pessoa.
Por isso os amparadores extrafísicos** organizam a passagem de informações para o plano físico. O objetivo é esclarecer e demonstrar que sempre é possível se renovar e quebrar paradigmas desgastados e ganhar novo brilho diante da vida, seja em que plano de manifestação for.
Na Terra, ou no Astral, precisamos ser felizes.
Como dizem os espíritos da Companhia do Amor***, “todo tempo é tempo de crescer!”
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges -
(Texto extraído do livro “Companhia do Amor – A Turma dos Poetas em Flor - II” – Edição Independente – 2006.)
 
- Notas:
* O CD que eu estava ouvindo era o “Walking in Harmony”, lindo trabalho instrumental do músico new age inglês Brian Carter – Gravadora Word Music – England (importado). Esse trabalho é uma viagem sonora cheia de teclados e solos de guitarra muito inspirados.
** Amparadores Extrafísicos – mentores espirituais; guardiões astrais; guias espirituais; seres de luz; aliados extrafísicos; benfeitores extrafísicos; protetores astrais; auxiliares invisíveis.
*** A Companhia do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me passam textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria, são poetas e muito bem humorados. Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou luzinhas piscando em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas comuns, apenas vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas encarnadas saibam que não existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor. Os seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.
Para mais detalhes sobre o trabalho dessa turma maravilhosa, ver os livros "Companhia do Amor - A Turma dos Poetas em Flor – Volumes 1 e 2" - Edição independente - Wagner Borges -, e sua coluna no site do IPPB (que é uma das seções mais visitadas no site): www.ippb.org.br.  

Texto <1179><05/06/2012>

1179 - GAIVOTA - VOANDO COM OS ESPÍRITOS, ALÉM...

Gaivota, gaivota, que conhece o céu e o mar...
Revele-me o que o vento lhe ensinou.
Aquilo que os pescadores não viram,
E que o velho do mar cantou.
 
A sabedoria do coração que sente e sonha...
A fé que move montanhas e abre caminhos.
O Amor que a tudo transforma...
 
Ah, gaivota, você viu o azul do céu bem de perto.
E você riu e agradeceu à Grande Gaivota Criadora.
E você também viu os espíritos subindo nos raios de sol.
E outros mais descendo nas gotinhas de chuva.
E junto com eles, você cantou...
 
E lá, na linha do horizonte, você bordejou contente.
Porque o vento levou-a em seu ventre...
E os espíritos lhe falaram de outras paragens, além...
 
Ah, gaivota, os seus pais e irmãos não morreram.
E nem os seus amigos... E o velho do mar também não.
Eles voaram para outras paragens, no ventre da Luz.
 
Olhe o momento mágico do crepúsculo, e veja além...
Veja as primeiras estrelas surgindo no firmamento.
É para lá que eles foram, todos bem vivos.
Sim, para a Casa das Estrelas, no ventre do Todo.
 
Ah, gaivota, escute o seu coração.
Nada é mais precioso; e o amor faz voar bem alto.
Continue a cantar e rir, como o vento lhe ensinou.
E outras gaivotas também compreenderão...
 
Sim, continue voando pelos céus da Grande Gaivota Criadora...
Siga cantando e rindo com os espíritos... E vendo estrelas.
E seus pais, irmãos e amigos também cantarão junto, além...
 
Gaivota, gaivota, que conhece o céu e o mar...
 
(Dedicado aos pais, irmãos e amigos que hoje moram nas estrelas, no ventre do Todo.)
 
P.S.:
Há almas boas, tranquilas e magnânimas, que, como a primavera, fazem bem a todos. Elas ajudam silenciosamente aos homens na longa travessia das existências seriadas. Fazem isso apenas por sua bondade. E sempre ensinam que há uma luz que brilha mais do que bilhões de sóis juntos e que é a essência da alma.
Essa é a luz que mora no coração.
Então, que essa luz ilumine esses escritos, para que eles cumpram sua função no mundo e inspirem outras gaivotas a pensar no Eterno que está em tudo.
 
Amor e Alegria.
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – pequena gaivota encarnada... Voando e aprendendo com o vento do Espírito Supremo.
 
- Nota:
* Para enriquecimento desses escritos, deixo na sequência dois links do Youtube – um com um texto meu, e o outro contendo um lindo poema do grande mestre sufi Rumi.
“Uma Oração da Presença” – Wagner Borges 
“Te direi em Segredo” – Rumi 

Texto <1179><05/06/2012>

1178 - GENTE, GENTE... TUDO PASSARIM! - IV*

(Gente-Gaivota, da Cor da Luz)
       
Ah, essa gente que é passarim!
Que voa sem avião...
A bordo de um Grande Amor.
 
Que voa fora do corpo...
Para além da linha do horizonte...
Como gaivotas de Luz.
 
Essa gente de olhos brilhantes...
Que vislumbra o infinito e as estrelas.
E que diz: “Para o alto e avante!”
 
Essa gente, contente com suas asas de Luz.
Que sabe da essência espiritual em seus corações.
E que é apaixonada pela Vida (em todos os planos).
 
Ah, essa gente-gaivota!
Que jamais nega a Força do Espírito.
Que olha a Vida como o Amor olha.
 
Essa gente, que fala do Eterno, mesmo no temporário.
Que, diante da dor de uma tragédia, ora em silêncio.
Porque sabe que a Vida continua...
 
É gente que olha para as tumbas e só vê corpos vazios.
Mas que olha para cima e vê o Astral cheio de gente viva.
E não se veste de luto, pois tem a Luz no olhar...
 
Essa gente, que não suporta preconceitos e racismo.
Porque sabe que a matéria é energia condensada (luz compactada).
E, por isso, sempre diz: “Qualquer um é da raça da Luz!”
Ah, essa gente-gaivota!
Que voa por aí... Sempre em nome da Luz.
É gente que viaja no Coração do Todo**.
 
P.S.:
A Vida vai e vem...
Na Terra e além.
E a gente também.
Porque voar é preciso...
(Dedicado a toda gente que estuda e pratica, com Discernimento e Amor, essa maravilhosa arte das experiências fora do corpo***.)
 
- Wagner Borges – aprendendo a ser gente...
São Paulo, 14 de maio de 2012.
- Notas:
* As três partes anteriores desse texto estão postadas no site do IPPB, nos seguintes endereços específicos:
Parte I -
Parte II -
Parte III -
** Enquanto eu escrevia esse texto, rolava aqui no meu som a canção “Send Me An Angel” - da banda de rock alemã Scorpions.
Links do Youtube para quem quiser ouvir essa linda balada do Scorpions:
- Send Me An Angel (versão original – 1991):
- Send me an angel (versão ao vivo - legendada – HD):
*** Projeção da consciência – é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico.
Sinonímias: Viagem astral – Ocultismo.
Projeção astral – Teosofia.
Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz.
Experiência fora do corpo – Parapsicologia.
Viagem da alma – Eckancar.
Viagem espiritual – Espiritualismo.
Viagem fora do corpo – Diversos projetores extrafísicos e autores.
Emancipação da alma (ou desprendimento espiritual) – Espiritismo.
Arrebatamento espiritual - autores cristãos.
Obs.: Enquanto eu passava essas linhas a limpo, lembrei-me de um texto postado no ano de 2009 (numa noite que, como a de hoje, também chovia e fazia frio aqui em São Paulo). Talvez, por isso, senti uma certa sinergia entre aqueles escritos e os de hoje. Então, seguindo a intuição (que sempre têm algum motivo que a intelecto desconhece), deixo na sequência esse texto de três anos atrás.
 

VIAJANDO ESPIRITUALMENTE COM O GUARDIÃO SABARÁ
(Nas Curvas do Rio da Vida, Lavando a Alma do Mundo...)
 
Eu escuto um chamado na chuva...
E o vento varre minhas energias.
Então, eu vejo um guardião espiritual.
E ele gira e dança, e me diz:
“Escreva, irmão.
Em nome de Nosso Pai!
E agradeça à chuva, em seu coração.
E que o vento da vida seja seu amigo.
Você sabe: as estrelas também cantam.
E os espíritos escutam... E descem com a chuva.
Para limpar o que os homens não veem.
Para exonerar as maldades ocultas que assolam o mundo.
Para varrer o chão dos malefícios.
Escreva, enquanto eu balanço a aroeira*.
É Nosso Pai do Céu que dá a vida.
E quem é humilde, agradece.”
Admirado, olho a chuva e agradeço, e penso:
“Esse espírito desceu com a chuva.
Veio lá de cima, das estrelas.
Para cantar aqui, em meu coração.
Veio com humildade, em nome de Deus.
Então, que a alma do cancioneiro fale!
E que eu seja digno de escrever.
Sim, ele com a aroeira, e eu com a caneta.
E Deus olhando por nós.”
 
                * * *
 
É noite funda.
A chuva cai na cidade.
E eu me lembro das curvas do rio.
Ah, que saudades do sertão!
Onde me criei solto...
Olhando as noites estreladas.
Onde Meu Pai me botou para viver.
 
A boa nova da terra recebendo a chuva,
Dançando na noite dos homens.
Para quem vê e compreende,
As águas limpam a alma do mundo.
Tiram a secura do coração.
Quem é humilde, agradece.
 
Ah, Meu Pai do Céu!
O fogo das estrelas desceu em meu coração.
E eu me vi limpando a alma dos homens.
Mas eu queria mesmo é estar no sertão.
Lá nas curvas do rio... No silêncio da noite.
 
O vento da vida me levou...
E a chuva me trouxe, no escuro da cidade.
Para eu cantar a luz das estrelas no chão.
Para espantar a maldade lá para longe.
 
Ah, Meu Pai do Céu!
Eu danço com a aroeira, limpando tudo.
Enquanto os homens dormem, eu varro...
Eu não faço isso por eles, mas, pelas estrelas.
Eu queria mesmo é cantar nas curvas do rio.
No entanto, estou aqui na cidade, em Seu Nome.
 
A chuva me trouxe, na canção da noite.
E eu giro e danço, e a aroeira vai limpando tudo;
Enquanto a água da chuva lava o asfalto...
E o fogo das estrelas queima o chão!
 
Em meu peito, a saudade do sertão.
Mas, nessa noite, as curvas do rio são aqui.
E com humildade, eu agradeço.
Ao Meu pai do Céu!
Às estrelas.
À chuva.
 
P.S.:
Quem é do bem, que se afaste das trevas.
Mandinga não acende o coração de ninguém.
O Amor, sim.
E a grande magia é a do Nosso Pai do Céu:
Aquela que dá a vida.
Na Luz, o ódio não tem vez.
Quem opera na magia, que a oriente para o Bem.
Na “gira da vida”, os espíritos também cantam.
Eles descem em nome do Pai de todos.
Quem é do Bem, que faça por onde.
Pois o fogo das estrelas também queima o chão dos homens.
 
(Dedicado aos guardiões secretos, que protegem os homens e varrem os malefícios para bem longe, com as energias da aroeira, sempre na Fé, em nome do Pai do Céu.)
 
- Sabará
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 04 de setembro de 2009.)
 
- Nota de Wagner Borges: Agradeço a presença desse guardião e a energia boa que ele trouxe. E me sinto honrado de transcrever o seu recado espiritual.
A chuva continua caindo lá fora, e eu me pego pensando naqueles que bloquearam a luz espiritual em seus corações e se deixaram levar pelas luzes transitórias do mundo, permitindo, assim, a presença das trevas em suas vidas.
E também me lembro de Jesus e de sua clara observação aos homens de boa vontade, quando ele dizia: “De que adianta a uma pessoa ganhar o mundo, se ela perder sua alma?”
Em dias de grande vazio existencial e de materialismo exacerbado, é um bálsamo ver um guardião espiritual desses, que trabalha nos bastidores extrafísicos, com simplicidade e modéstia, e que ainda me agradeceu por eu ter escrito o que ele pediu.
Oxalá o seu recado chegue aos corações que precisam recuperar sua luz espiritual e a fé no Todo, que está em tudo.
E eu fico aqui, admirado, como sempre, com o meu lar cheio de luz e o meu coração cheio de alegria.
A chuva continua caindo na madrugada da grande metrópole de aço e concreto, e eu sou só gratidão...
Paz e Luz.
 
- Nota do Texto:
* A aroeira do sertão é uma árvore com altura de 6-14m, com tronco de 20-25 cm, tendo seu campo nativo desde o Ceará (caatinga) até o estado do Pará e Mato Grosso do Sul, sendo mais frequente no nordeste do país, oeste dos estados da BA, MG, SP e sul dos estados MS, MT e GO. Além de várias aplicações fitoterápicas, também é considerada uma árvore com propriedades de limpeza psicofísica e descarrego de energias pesadas. 

Texto <1178><01/06/2012>

1178 - VIAGEM À CASA DOS SÁBIOS

Na casa dos nove sóis moram os nove sábios do Tao.
Cada um deles é mestre em alguma das virtudes celestiais.
São conhecidos como:

1. O Sábio do Contentamento;
2. O Sábio da Compaixão;
3. O Sábio da Simplicidade;
4. O Sábio da Vitalidade;
5. O Sábio da Lucidez;
6. O Sábio da Harmonia;
7. O Sábio da Volição;  
8. O Sábio da Sutileza;
9. O Sábio da Serenidade.

Quem desejar viajar para fora do corpo, com LUCIDEZ e ALEGRIA CELESTIAL, que busque, no silêncio da joia do coração, os nove sábios, e aprenda com eles as virtudes do Tao.

- Tao-Chi*–
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – texto extrído do livro “Viagem Espiritual - Vol. III” – Editora Universalista – 1998.)

- Nota:
* Tao-Chi: Equipe extrafísica de amparadores ligados à atmosfera espiritual do Taoísmo. Originalmente eram duas equipes: a equipe Tao e a equipe Chi. Posteriormente, as duas equipes se fundiram numa só: Tao-Chi.
Esse grupo me passa ensinamentos oriundos do Taoísmo adaptados à realidade ocidental e aos estudos espirituais modernos, notadamente sobre as projeções da consciência – experiências fora do corpo - e os estudos de Bioenergia.
São exímios manipuladores de energia e ajudam a muitos projetores extrafísicos.
Obs.: Tao - do chinês - "O Caminho"; "a essência de tudo"; "O Todo".
Na verdade, o Tao não pode ser descrito ou explicado por palavras humanas. Por isso, deixo a cargo do sábio Lao-Tzé uma explicação mais apropriada:
"Há algo natural e perfeito, existente antes de Céu e Terra.
Imóvel e insondável, permanece só e sem modificação.
Está em toda parte e nunca se esgota.
Pode-se considerá-lo a Mãe de tudo.
Não conhecendo seu nome, chamo-o Tao.
Obrigado a dar-lhe um nome, o chamaria Transcendente."
- Lao Tzé - in "Tao Te Ching" – China; Século VI a.C.
(Chi - do chinês - força vital, energia.
Dentro dos ensinamentos taoístas, a força vital é polarizada na natureza das coisas em dois aspectos fenomênicos: o Yin e o Yang, as alternâncias do Chi, as polaridades da energia.)

Texto <1178><01/06/2012>

 

1177 - BRAHMAN* - UMA OFERENDA DE LUZ NO CÉU DO CORAÇÃO

(Quando as Lágrimas se Transformam em Estrelas)
 
Eu gostaria de Te ofertar algo...
Mas, Tu és o Senhor de tudo.
Então, me recolhi na prece.
E foste Tu que me deste algo...
Deste-me a Paz que não é desse mundo.
 
Ah, Senhor!
Que lágrimas são essas...
Que se transformam em estrelas no céu do meu coração?
Que lavam minha alma no Teu Ser...
E me ensinam a sentir a vida em todos os cantos.
 
Eu queria Te esperar, mas o cansaço chegou.
E minhas pálpebras pesaram.
Então, sonhei que Te encontrava.
E isso era no meu coração. 
 
Ah, como eu gostaria de Te ofertar algo...
Talvez, uma guirlanda de flores (ou de estrelas).
Mas, só tenho essas palavras lavadas na Luz do Espírito.
E essas lágrimas virando estrelas...
 
Além, muito além do meu sonho...
Eu Te encontrei no azul do céu do coração.
Foi nas asas da prece.
Então, os grilhões do meu ego se partiram.
 
Ah, Amado!
Eu só tenho esses escritos em Tua homenagem.
E esse pequeno coração fremindo num Grande Amor...
E esse “sol brilhando na noite”.
E as lágrimas virando estrelas...
 
P.S.:
É noite, Meu Senhor!
Mas já raiou o Sol do Amor no centro do meu peito.
E, junto com ele, aquela Paz, que não é desse mundo.
E só Tu me conheces por inteiro.
Sim, só Tu conheces o Poder que faz as lágrimas virarem estrelas...
 
(Quem explica o toque silencioso do Amor?
Ou o abraço da Luz no cerne do Ser?
Ou os sentimentos sublimes de uma linda canção?**
Ah, tem coisas que só o coração é que compreende...
Coisas que não se explicam, só se sentem.
E que só o Todo conhece por inteiro.)
 
De alma para alma – de coração a coração.
 
(Dedicado a Rabindranath Tagore, Ramana Maharishi, Paramahamsa Ramakrishna, Sarada Devi, Kalil Gibran, Huberto Rohden, Jalad Din Rumi, Kabir, e Mataji.)
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 08 de maio de 2012.
 
- Notas:
* Brahman – do sânscrito - O Supremo; O Grande Arquiteto Do Universo; Deus; O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência, além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-Lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.
** Enquanto eu escrevia essas linhas, rolava aqui no som uma coletânea de músicas do grande maestro, compositor e tecladista americano Jimmy Webb. Então, deixo na sequencia os links do Youtube para três lindas canções dele.
- “The Highwayman” (em dueto com o músico inglês Paddy McAloon - líder e vocalista da banda Prefab Sprout) - http://www.youtube.com/watch?v=LhZA8GuZ1SI
- “Wheres the Playground Susie?” (em dueto com o vocalista e guitarrista americano Glen Campbell – seu grande parceiro em muitas canções) -
- Medley de três canções: "Witchita Lineman", "Only One Life" and "The Moon's A Harsh Mistress" (em dueto com a vocalista americana Linda Ronstadt) -
  

Texto <1177><25/05/2012>