1144 - TORNE-SE UM LAGO

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.
- Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.
- Ruim - disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago; então, o velho disse:
- Beba um pouco dessa água.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
- Qual é o gosto?
- Bom! - disse o rapaz.
- Você sente o gosto do sal? - perguntou o Mestre.
- Não! - disse o jovem.
O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:
- A dor na vida de uma pessoa é inevitável. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Então, quando você sofrer, a única coisa que você deve fazer é aumentar a percepção das coisas boas que você tem na vida.
Deixe de ser um copo. Torne-se um lago.

Texto <1144><25/01/2012>

1143 - NAS ASAS DO IRMÃO TEMPO - V*

(Quando a Coluna Celeste Desce Sobre a Jornada...)
 
Não permita que nada nem ninguém - desse mundo, ou de outros planos -, bloqueie o seu progresso consciencial.
Porque a sua jornada nunca é fora de você mesmo, é sempre dentro do seu coração... E os seus passos revelam os seus pensamentos e sentimentos.
Ou seja, os seus atos refletem o seu caráter!
E só o Grande Arquiteto Do Universo é que sabe o que você é verdadeiramente.
A energia que se irradia de sua aura** é você mesmo em forma de Luz exteriorizada.
Então, jamais permita que climas psíquicos trevosos se instalem em sua mente... Porque os agentes da luz coagulada*** detestam a felicidade e a paz de espírito de alguém (e gostam de se conectar invisivelmente no campo energético dos incautos que se deixam levar pelo lado sombrio...)
Eles detestam a Luz que emana do coração, pela graça do Amor... Porque, sob a claridade, suas ações torpes são reveladas e combatidas.
Portanto, a Luz de cada um é a sua expressão consciencial.
E é na Luz que o estudante espiritual deve se fiar...
Porque a Luz reconhece a Luz. E o Amor chama o Amor!
E, por isso, o Céu projeta uma coluna de Luz sobre os trabalhadores dedicados e generosos. O Alto os protege, de formas admiráveis...
Porque o Grande Arquiteto Do Universo habita em seus corações... E Ele os conhece e sabe do seu real valor.
E onde a Luz está, o Céu também está, pois o semelhante atrai o semelhante.
E o que o Pai Celestial acende no Céu da existência, de todos os planos, também se acende no céu do coração do homem.
E quando Jesus ensinou sobre o "orai e vigiai", Ele sabia que, quando o coração do homem se abre para o Amor, a Luz do Céu desce sobre sua jornada.
Ah, é na Luz que o homem é feliz... E é o Amor que enriquece sua vida.
E o Pai celestial sabe quem é quem. E só Ele é que conhece o tempo de cada um.
Portanto, como ensinavam os antigos iniciados das tradições herméticas de outrora, "quem quer mais Luz, que já seja Luz!"
Porque, a jornada nunca será fora de você, mas, sim, dentro do seu coração.
 
P.S.:
Esses escritos foram inspirados nos ensinamentos do grupo extrafísico dos Iniciados****.
 
Paz e Luz.
 
Wagner Borges - mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 12 de dezembro de 2011.
 
- Notas:
* Esse texto foi escrito um pouco antes do início de uma aula com a turma do curso "Coisas da Alma", no Espaço Origens, no bairro do Brooklin.
Obs.: As quatro partes anteriores desse texto estão postadas no site do IPPB - www.ippb.org.br -, e podem ser acessadas nos seguintes endereços específicos:
** Aura - do latim, aura - sopro de ar - halo luminoso de distintas cores que envolve o corpo físico e que reflete, energeticamente, o que o indivíduo pensa, sente e vivencia no seu mundo íntimo; psicosfera; campo energético.
*** Agentes da luz coagulada - espíritos malvados; magos trevosos; obsessores espirituais; verdugos extrafísicos.
**** Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente.
Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são "iniciados" em fazer o bem, sem olhar a quem.
 

Texto <1143><21/01/2012>

1143 - MAIS UMA ORAÇÃO DA PRESENÇA - III*

(Com Alma Celta e Coração Lindo)
 
Que você jamais se esqueça de quem realmente é... Um espírito!
Que você não se iluda com a aparência das coisas - e saiba ver com o coração.
Que você se sinta grato diante do infinito - e se admire ao ver um pôr de sol.
Que você jamais se esqueça das pessoas que lhe ajudaram em alguma coisa.
Que você ore por todos aqueles que sequer sabem orar - e que isso seja lindo!
Que você jamais deixe de apreciar uma linda canção - e ser grato por isso.
Que você abrace uma árvore e a chame de irmã querida.
Que você compreenda: viver é mais do que só viver... É também pensar e sentir.
Que você seja encantado(a) por um Grande Amor - e saiba que é um presente.
Que nada roube a Luz do seu coração - e que sua trilha seja honrada e linda.
Que você olhe seus filhos como estrelinhas - e seus pais e avós também!
Que você jamais seja um canal de violência - e, pelo contrário, trabalhe pela Paz.
Que você passeie e brinque com seu cão - e agradeça à Presença pelo presente.
Que você saiba extrair lições de cada revés - e jamais perca a fé na jornada...
Que você se sinta honrado(a) de um Grande Amor viajar em seu pequeno coração.
Que você não tenha medo do mundo espiritual - pois é de onde você veio.
Que você não veja a cor da pele de ninguém, mas, sim, a cor da Luz em cada Ser.
Que você se esqueça das ofensas - mas não se esqueça de ser feliz.
Que você transborde de júbilo - só por existir. E que o seu peito seja um sol!
Que você seja maduro(a) e responsável - mas sem abafar a sua criança interior.
Que você seja capaz de aguentar o Poder da Luz transformando sua consciência.
Que você assuma sua espiritualidade - seja lá qual for... E ria muito.
Que você respeite os que sabem menos - porque conhecimento não é sabedoria!
Que você seja um grande curador(a) - primeiro, de si mesmo -, e abrace o mundo.
Que você jamais traia a si mesmo(a) - porque sua força está em seu caráter.
Que você agradeça aos seus amigos espirituais - que lhe ajudam em silêncio.
Que você, por onde for, seja um presente... E que a Presença sempre lhe abençoe.
Que você seja digno de acolher um Grande Amor em seu pequeno coração.
Que você, simplesmente, seja feliz.
Que você sinta o Oran Mor** em seu coração...
 
P.S.:
O Vento do Espírito Supremo sopra por onde quer...
Ele vai e vem - e nenhum homem da Terra controla isso.
Ah, Ele varre a poeira do ego e areja as consciências.
E felizes são os corações por onde Ele passa...
 
(Dedicado a Presença***).
 
Gratidão.
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges - admirado... E cada vez menor diante do infinito.
São Paulo, 06 de janeiro de 2012.
 
- Notas:
* As duas partes anteriores desse texto foram postadas no site do IPPB, e podem ser acessadas nos seguintes endereços específicos:
** Oran Mor, traduzido como "A Grande Melodia", é o que existe de mais próximo sobre o mito da criação celta. Diz-se que o Oran Mor começou no silêncio, quando nada existia ainda. Depois a canção começou. A vida foi tocada na existência, e a melodia continuou desde então, para aqueles que a ouvem...
*** A Presença - metáfora celta para o Todo que está em tudo.
Quando os antigos iniciados celtas admiravam os momentos mágicos do alvorecer e do crepúsculo, costumavam dizer: "Isso é um assombro!" - E assim era para todas as coisas consideradas como manifestações grandiosas da Natureza e do ser humano.
Ver o brilho dos olhos da pessoa amada, a beleza plácida da lua, a alegria do sorriso do filho, ou o desabrochar de uma flor eram eventos maravilhosos. Então, eles ousavam escutar os espíritos das brumas, que lhes ensinaram a valorizar o Dom da vida e a perceber a pulsação de uma PRESENÇA em tudo.
A partir daí, eles passaram a referir-se ao TODO QUE ESTÁ EM TUDO como a PRESENÇA que anima a Natureza e os seres. Se a luz da vida era um assombro de grandiosidade, maior ainda era a maravilha da PRESENÇA que gerava essa grandiosidade.
Perceber essa PRESENÇA em tudo era um assombro! E saber que o sol, a lua, o ser amado, os filhos, as flores e a Natureza eram expressões maravilhosas dessa totalidade, levava os iniciados daquele contexto antigo da Europa a dizerem: "Que assombro!"
Hoje, inspirado pelos amigos invisíveis celtas, deixo registrado aqui nesses escritos o "terno assombro" que sinto ao meditar na PRESENÇA que está em tudo. E lembro-me dos ensinamentos herméticos inspirados no sábio estelar Hermes Trismegistro, que dizia no antigo Egito: "O TODO está em tudo! O Inefável é invisível aos olhos da carne, mas é visível à inteligência e ao coração."
O TODO ou A PRESENÇA, tanto faz o nome que se dê. O que importa mesmo é a grandiosidade de se meditar nisso; essa mesma grandiosidade de pensar nos zilhões de sóis e nas miríades de seres espalhados pela vastidão interdimensional do Multiverso, e de se maravilhar ao se perceber como uma pequena partícula energética consciente e integrante dessa totalidade, e poder dizer de coração: "Caramba, que assombro!"
Obs.: Enquanto eu digitava essas linhas, rolava aqui no som o CD "Walking in Avalon" - do vocalista do pop americano Christopher Cross (a música "Hunger" - terceira faixa do disco -, é linda demais. Inclusive, a mesma pode ser acessada no site do Youtube, no seguinte endereço específico: http://www.youtube.com/watch?v=fkmrMWlOFco 
Finalizo esses escritos com a poesia de Fernando Pessoa, o grande poeta português:
"Para ser grande, sê inteiro.
Nada teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és no mínimo que fazes.
Assim, em cada lago a lua toda brilha...
Porque alta vive."
 

Texto <1143><21/01/2012>

1142 - NO SEIO DE GAIA – MÃE, AMIGA E PROFESSORA...

(Cantando com os Curumins a Honra de Viver na Terra)
 
Ó, Mãe Terra!
Um dia, eu a olhei lá do Espaço.
E o Grande Espírito me disse:
“Criança estelar, Ela o espera. Honre-a com sua presença!”
E, por obra e graça d’Ele, eu vim até Você.
Sim, eu vim de bem longe... E a Luz das estrelas veio comigo.
E Você me recebeu como filho, muitas vezes...
Eu entrei e saí dos seus corpos de argila – aprendendo e evoluindo.
E Você me acolheu em seu colo cálido – e Sua Natureza me abraçou.
Ah, querida, quantas vezes eu nadei em suas águas e comi dos seus frutos?
E, hoje, enquanto Você turbilhona pelo espaço, eu estou aqui, mais uma vez.
E espero estar honrando-a, em mais essa jornada pelo seu chão...
Muitos a consideram como uma prisão; mas, eu, não. Você é minha Mãe!
E estar aqui é uma honra... Porque eu reconheço a Sua Energia em mim.
 
Ó, Gaia!
Quantas vezes eu mergulhei em Seu Seio e me nutri de Sua Força Vital?
E quantas vidas eu levei para reconhecê-la – e agradecê-la, de coração?
Ah, eu lhe devo muito... E só posso honrá-la brilhando muito em seu corpo.
Os seus espíritos da natureza me conhecem, porque já voamos juntos...
Desde a cadeia dos Himalaias até os céus do Brasil; da Ásia à Amazônia.
E os curumins me ensinaram a simplicidade de cantar para Você.
E eu ensinei para eles a dança das estrelas – e, juntos, nós a reverenciamos.
E eles me disseram: “Escreve algo para Ela!”
Então, Mãe, aqui estão essas linhas. Com honra na jornada... E Luz nos olhos.
 
Ó, Mãe Terra!
Muito obrigado, mais uma vez***.
 
(Dedicado aos meus amigos curumins.)
 
P.S.:
Escrevi essas linhas nessa noite de natal.
Com o Rama, o meu cachorrinho, aninhado nos meus pés.
E vi, em seus olhos, o brilho da vida – a Força Vital da Mãe Terra.
Lá fora, aconteceu o brilho dos fogos - e o cheiro acre da pólvora no ar.
E, aqui, dentro do meu lar na cidade, eu vi outros brilhos - secretos.
Eu vi a Luz verde dos curumins.
E, eles me disseram: “ama, ri, trabalha, escreve, ensina, aprende, vive e segue...”
Nessa noite de natal, a minha ceia foi com eles e o Rama – e foi farta... de Luz.
 
Gratidão.
Alegria.
E Vida.
 
- Wagner Borges – pequeno espírito aprendendo a honrar as trilhas de Gaia...
São Paulo, 25 de dezembro de 2011.
 
- Notas:
* Gaia – Deusa Grega da Terra; A Mãe Terra.
** Curumim - é uma palavra de origem tupi, e designa, de modo geral, as crianças indígenas.
*** Enquanto eu escrevia essas linhas, rolava aqui no som o belo CD “Unplugged” - do Rod Stewart, um dos grandes vocalistas do pop inglês. E eu adoro a versão acústica da música “People Get Ready” – oitava faixa do disco. Além, é claro, da linda canção “Maggie May” – quinta faixa do disco.
Obs.: O Ron Wood, guitarrista dos Rolling Stones e grande amigo de Rod Stewart, toca em várias das músicas do disco.
 

Texto <1142><17/01/2012>

1142 - SOL NASCENTE – II*

(Conversando com Dois Espíritos Japoneses)
 
Amigos, o Coração do Buda** não é oriental ou ocidental.
Porque o Amor não tem fronteiras...
E a maior honra não está em matar ou morrer por algum ideal, mas, em trabalhar em prol da Paz... E nenhum imperador desse mundo é Senhor do Céu!
Portanto, só o Todo é que pode decidir sobre o mérito de cada Ser.
E a Terra do Sol Nascente é onde o astro-rei se levanta na linha do horizonte... E isso é em todos os lugares – a cada amanhecer.
Sabe?... Eu vejo vocês como meus irmãos... Porque, outrora, eu também fui japonês. E a Ilha de Edo mora em meu coração... Assim como a Luz do Buda.
Mais do que isso ou aquilo, todos nós somos cidadãos do universo. E a nossa pátria real é no centro do Grande Coração do Eterno.
Sim, somos irmãos... E o Sol Nascente é de todos os seres.
Sabe?... Eu vi o Espírito do Buda abraçando a Alma do Povo Japonês.
Parecia um enorme Sol alaranjado sobre os céus do Japão. E a sua Luz era só Compaixão Serena...
Então, eu me lembrei dos kamikazes japoneses – e de Hiroshima e Nagazaki -, e orei pelos meus irmãos japoneses.
E também me lembrei daqueles que passaram pelo doloroso resgate cármico dos terremotos e tsunamis em terras nipônicas. E orei mais ainda...
Contudo, mais do que o sofrimento deles, eu senti o Amor do Buda guiando-os... Porque o Sol d’Ele estava iluminando suas jornadas por entre os planos.
Ah, meus amigos, o Grande Sol Nascente é o do Amor.
E eu agradeço a vocês pela visita e pela atenção.
Que os nossos corações também sejam pequenos sóis de Amor.
 
P.S.:
Eu penso nos rapazes kamikazes da época da Segunda Guerra Mundial – e em suas famílias -, e vejo os pés dourados do Buda.
Eu penso em Hiroshima e Nagazaki, e vejo surgir uma linda flor de lótus azul – plasmada espiritualmente pelos mentores espirituais em homenagem ao povo japonês.
Eu penso nas vítimas dos terremotos e tsunamis, e vejo o Sol do Buda brilhando nos céus do Japão.
Eu penso na Alma do Povo Japonês – incluindo os seus descendentes que moram em outros países -, e oro em silêncio.
Sim, eu penso nos meus irmãos japoneses, encarnados e desencarnados, e vejo uma Luz maravilhosa... Então, eu agradeço ao Buda, enquanto o meu coração canta “Om Mani Padme Hum”...***
 
(Com respeito e admiração pelo Povo Japonês – de outrora e de hoje.)
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – cidadão do universo.
São Paulo, 02 de dezembro de 2011.
 
- Notas:
* Escrevi essas linhas após ter visto em meu quarto dois rapazes japoneses desencarnados - trajados à moda japonesa antiga. Eles seguravam uma caixa quadrada embalada em um tipo de papel vermelho, cheio de caracteres japoneses. E dentro dela havia uma luz intensa, que atravessava o papel. Era como um pequeno sol dentro de uma caixa embrulhada com papel fino avermelhado.
Então, eles me saudaram e me disseram que dentro daquela caixa estavam os nomes de muitos rapazes que tinham sido kamikazes durante a Segunda Guerra Mundial. E que eles dois trabalhavam numa equipe extrafisca de auxílio a esses pessoal do lado de lá. Também me explicaram que muitos desses rapazes estavam reencarnados em vários lugares do mundo e continuavam recebendo a assistência invisível do grupo deles.
E, para minha surpresa, me pediram que eu escrevesse sobre isso, porque, segundo eles, seria uma forma de confortar muitas famílias japonesas e seus descendentes.
E eu fiz isso, de todo coração, nessas linhas aqui grafadas.
E me senti honrado pelos meus irmãos japoneses.
Obs.: Enquanto eu escrevia essas linhas, rolava aqui no som um belo trabalho da banda “Bruce Hornsby e The Range” (projeto do vocalista e tecladista americano Bruce Hornsby). Trata-se do CD “Scenes From the Southside” – de 1988. As músicas “The Valley Road” e “The Show Goes on” (2ª e 5ª músicas do CD, respectivamente) são muito bonitas. Inclusive, ambas podem ser acessadas no site do Youtube, nos seguintes endereços específicos:
Em tempo: A primeira parte desse texto está postada no site do IPPB e pode ser acessada no seguinte endereço específico: https://ippb.org.br/index.php?option=com_content&;amp;view=article&amp;id=10318:1078-sol-nascente&amp;catid=31:periodicos&amp;Itemid=57   
** Buda - do sânscrito - O Iluminado; Aquele que despertou! Palavra derivada de “Buddhi”, que significa “Iluminação Pura” ou “Inteligência Pura”. Ou seja, quem alcança o estado de Buddhi, torna-se um Buda, um Ser iluminado e desperto.
*** Om Mani Padme Hum - do sânscrito - sua tradução literal é: "Salve a joia no lótus". Esse é um mantra de evocação do boddhisattva da compaixão entre os budistas tibetanos e chineses. Om é a vibração do TODO. Mani é a "Joia espiritual que mora no coração"; ou seja, é o próprio Ser, a essência divina. Padme / Lótus é o chacra cardíaco que envolve, energeticamente, essa joia sutil. Hum é a vibração dessa compaixão do TODO vertendo a luz pelo chacra cardíaco em favor de todos os seres.
Esse mantra é mais conhecido como o "mantra da compaixão". É um dos mantras mais poderosos que conheço. Pode ser concentrado, mentalmente, dentro do peito – como se a voz mental estivesse reverberando ali –, ou dentro de qualquer um dos chacras que a pessoa desejar ativar. No entanto, o melhor lugar para ele é realmente o chacra cardíaco, pois o que chega ali é distribuído para todo o corpo, pela circulação do sangue comandada pelo coração, e também a todos os outros chacras do corpo energético.
O chacra frontal, na testa, também é excelente para a prática desse mantra, pois o que chega nele é distribuído ao longo da coluna pelos nádis – condutos sutis de transporte energético pelo sistema –, e comunicado a todos os outros chacras abaixo dele. Esse é o motivo pelo qual vários mestres iogues sempre aconselham aos seus discípulos iniciar alguma prática bioenergética por ele.
Um livro excelente sobre isso é o do pesquisador iogue japonês Hiroshi Motoyama, "Teoria dos Chacras", lançado no Brasil pela Editora Pensamento.
Eis alguns CDs maravilhosos que contêm esse mantra:
- Laíze, com a participação de Áurio Corrá nos teclados e arranjos - CD. "OM", pela Gravadora Alquimusic – Brasil - A segunda faixa desse disco é um canto de amor e faz um bem enorme ao chacra cardíaco. É amor em forma de ondas sonoras.
- CD. "Tibetan Incantations - The Meditative Sound of Buddhist Chants", pela Gravadora Music Club, Série 50050 – England - A segunda faixa é de uma profunda alegria e melhora o humor do ouvinte. É alegria em forma de ondas sonoras. A terceira música é o mantra Om Mani Padme Hum cantado a cappella pelos monges tibetanos. Esse álbum tem 74 minutos de música.
- CD. "Six-Word Mantra of Avalokitesvara - The Avalokitesvara Boddhisattva Dharma Door Vol. ll", pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2109 – E.U.A. - Esse CD foi feito por músicos chineses e direcionado para a cura de órgãos internos pelo mantra Om Mani Padme Hum. Entretanto, como a pronúncia é chinesa, o mantra fica Om Mani Pa Me Hung. Seu efeito é bem forte. Nesse trabalho, o lance é mais de energia do que de amor. É vitalidade em ondas sonoras.
- Beijing Central Juvenile Chorus - CD. "Wingsong of The Lotus World", pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2152 – E.U.A. - Esse disco é cantado por um coro juvenil chinês. Aqui o Avalokitesvara, criador do mantra Om Mani Padme Hum – representado pelos chineses na figura da Deusa da compaixão "Kuan-Yin" –, é reverenciado em um belo canto que encanta o coração do ouvinte sensível. Esse disco é paz em ondas sonoras.
- Buedi Siebert – CD. “Om Mani Padme Hum”, pela Gravadora Real Music, Série RM – 4040 – E.U.A. – Esse CD contém diversas versões do mantra Om mani Padme Hum. É excelente para momentos de prece, práticas meditativas, práticas de Ioga e momentos de inspiração e conexão espiritual.
- Fan Li-bin – CD. “Sound From the Cosmos”, pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2112 – E.U.A. – Nesse trabalho de fortes vibrações, Fan Li-bin, vocalista nascido em Taiwan e exímio praticante de mantras, procurou realizar uma conexão espiritual do mantra Om Mani Padme Hum com os chacras. Aqui a pronúncia do mantra é cantada como Om Ma Ni Pa Mei Hum.
- Craig Pruess – CD. “Sacred Chants of Buddha”, pela Gravadora Heaven on Earth Music, Série HOEM – 12 – England – A terceira faixa deste CD é uma versão do mantra Om Mani Padme Hum elaborada para profundo relaxamento psicofísico.
Obs.: Finalizando esses escritos, deixo na sequência a letra de uma linda canção de Gilberto Gil, de 1988, que homenageia o Japão.
 

DO JAPÃO
 
- Gilberto Gil -
 
Do Japão
Quero uma máquina de filmar sonhos
Pra registrar nas noites de verão
Meu corpo astral leve, feliz, risonho
Voando alto como um gavião
Que filme dentro de minha cabeça
Todo pensamento raro que eu mereça
Toda ilusão a cores que apareça
Toda beleza de sonhar em vão
 
Do Japão
Quero também um trem-bala-de-coco
Pra atravessar túneis do dissabor
Quero um microcomputador barroco
Que seja louco e desprograme a dor
Visitar um templo zen-desbundista
Conversar com um samurai futurista
Que me dê pistas sobre o sol-nascente
Que me oriente sobre o novo amor
 
Do Japão
Quero uma gueixa que em poucos minutos
Da minha queixa faça uma paixão
Descubra novos sentimentos brutos
E, enfeitiçada, tome um avião
E a gente vá viver num outro mundo
Pra lá do Terceiro ou Quarto ou Quinto Mundo
Onde a rainha seja uma açucena
E a divindade, a pena do pavão. 
 

Texto <1142><17/01/2012>