1098 - VIAJORES ESTELARES, FOGOS DE DEUS

 
Prezados companheiros de estudo, pela ação sutil dos amparadores, suaves aragens espirituais renovam suas energias e inspiram os nobres esforços do despertamento espiritual.
Vocês são viajantes estelares enredados pela "Mãe Natureza" em corpos densos para o progresso consciencial apropriado.
Mesmo em meio às provas terrestres, sua luz ainda é a mesma, plena expressão da consciência cósmica.
Crepita em seus corações aquela chama estelar. Muitas vezes, ela os faz sentirem saudades da liberdade interdimensional de outrora. Ela é o brilho das estrelas aninhado na câmara secreta de seus objetivos vitais. Ela acalanta seus esforços secretamente e diz, pelas vias da inspiração:
"Sigam confiantes na graça do Espírito... E o Amor guiará os seus rumos, pois só Ele transcende os pares de opostos da natureza e revela o UM de todos, pura consciência e plenitude.
Em meio às dificuldades, lembrem-se de que o fogo das estrelas aquece os seus corações e os enche de vida infinita.
O Supremo colocou-me em seus corações e ordenou-me que eu os aqueça espiritualmente. Estarei com vocês em cada prova, como uma sentinela estelar silenciosa, guarnecendo os seus passos na jornada infinita.
Viemos das estrelas e estamos participando da ascese evolutiva na Terra. Na hora certa, voltaremos à liberdade interdimensional.
Por enquanto, trabalhem e sigam confiantes, pois vocês são estrelas de Deus aprendendo a arte de amar."
 
- Os Iniciados** -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 09 de fevereiro de 2000.)
 
- Notas:
* Este texto foi direcionado para os 120 participantes do Grupo de Estudos e Assistência Espiritual do IPPB.
** Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente.
<>Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.


Texto <1098><01/06/2011>

1098 - CANÇÃO DE AMOR

 
Meus amigos,
Ainda há pouco eu cantei. Abri minha alma a Deus e cantei do mais profundo de meu ser. Pedi a inspiração dos Gandharvas* e entreguei-me à energia da canção. Cantei pelos bilhões de pobres, físicos e extrafísicos, que vivem neste planeta conturbado pela dor das emoções densas. Cantei pelos bilhões de miseráveis de todo jaez.
Usando a canção como médium (ou seria eu o médium da canção?), irradiei o amor e sorri. Contudo, um estranho fenômeno aconteceu: vi a canção fluir para os espiritualistas de vários lugares.
Na verdade, não entendi o motivo disso. Se a canção era para os pobres, por que ela foi direcionada para os espiritualistas?
Bom, apesar de não entender, continuei cantando. Em dado momento, surgiu um deva** a minha frente e disse-me o seguinte:
“Você cantou para os pobres e pediu nossa inspiração. Pois bem, estamos canalizando sua canção para os espiritualistas pobres de amor.
Eles precisam de muitas canções, pois têm fácil acesso às riquezas do conhecimento espiritual, mas estão pobres de discernimento. Veja seus olhos: não brilham em sintonia com as ideias espirituais que esposam.
Seus semblantes estão marcados pela inércia e muitos ainda portam os resquícios de antigas violências, praticadas em vidas anteriores. Alguns se consideram muito importantes e grandes, e por isso mesmo é que parecem tão pequenos.
Apesar de participarem de um estudo espiritual, seus corações estão apertados, pressionados por intuições discordantes. Muitos deles são capazes de urdir tramas mesquinhas ou de praticar vinganças atrozes. Eles são ricos de oportunidades reais de crescimento espiritual, mas estão pobres!
Falta-lhes brilho, amor e sorriso. Cante por eles, filho. E diga-lhes que os devas da música das esferas sempre estarão cantando PAZ E LUZ invisivelmente em seus corações”.
O deva me olhou por um instante e, a seguir, alçou voo cantando...
Milhares de bolas luminosas surgiram à sua volta e seguiram-no em seu voo. Lá de cima, ele novamente olhou para mim e, por mágica intuição, eu soube que ele estava levando uma esfera de luz para depositar em cada coração espiritualista.
Diante da canção luminosa do deva, minha canção ficou pequena. Todavia, continuo a cantar, pois essa é a minha riqueza. E ela tem brilho, amor e sorriso...
“E QUEM CANTA, OS SEUS MALES ESPANTA!”
 
- Marcos, da Companhia do Amor*** –
A Turma dos Poetas em Flor.
 
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - Texto extraído do livro “Viagem Espiritual III” – Ed. Universalista – 1998.)
 
- Notas:
* Gandharvas - do sânscrito - cantores celestes. Nos Vedas, estas divindades revelam aos mortais os arcanos do Céu e da Terra e a ciência esotérica. São os devas da música.
** Deva - do sânscrito - divindade; ser celestial; anjo; ser resplandescente.
*** A Companhia do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me passam textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria, são poetas e muito bem humorados. Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou luzinhas piscando em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas comuns, apenas vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas encarnadas saibam que não existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor.
Os seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.
Para mais detalhes sobre o trabalho dessa turma maravilhosa, ver os livros "Companhia do Amor - A Turma dos Poetas em Flor – Volumes 1 e 2" - Edição independente - Wagner Borges, e sua coluna no site do IPPB (que é uma das seções mais visitadas no site): www.ippb.org.br
 


Texto <1098><01/06/2011>

1097 - HOMENS-LIVROS

- Por Wagner Borges -
 
O Universo é uma imensa livraria. A Terra é apenas uma de suas estantes. Somos os livros colocados nela.
Da mesma maneira que as pessoas compram livros, apenas pela beleza da capa, sem pesquisarem o índice e conteúdo do mesmo, muitas pessoas avaliam os outros pela aparência externa, pela capa física, sem considerarem a parte interna.
Outras procuram livros com títulos bombásticos, sensacionalistas, histórias de terror ou romances profundos.
Também é assim com as pessoas: há aquelas que buscam sensacionalismos baratos, dramas alheios ou apenas um romance profundo ou rasteiro.
Somos homens-livros lendo uns aos outros. Podemos ficar só na capa ou aprofundarmos nossa leitura até as páginas vivas do coração.
A capa pode ser interessante, mas é no conteúdo que brilha a essência do texto.
O corpo pode ter uma bela plástica, mas é o espírito que dá brilho aos olhos.
Também podemos ler nas páginas experientes da vida muitos textos de sabedoria.
Depende do que estamos buscando na estante.
Podemos ver em cada homem-livro um texto-espírito impresso nas linhas do corpo.
Deus colocou sua assinatura divina ali, nas páginas do coração, mas só quem lê o interior descobre isso.
Só quem vence a ilusão da capa e mergulha nas páginas da vida íntima de alguém, descobre seu real valor, humano e espiritual.
Que todos nós possamos ser bons leitores conscientes. Que nas páginas de nossos corações, possamos ler uma história de amor profundo.
Que em nossos espíritos possamos ler uma história imortal.
E que, sendo homens-livros, nós possamos ser leitura interessante e criativa nas várias estantes da livraria-universo, pois somos homens-livros, forever!
A capa amassa e as folhas podem rasgar. Mas, ninguém amassa ou rasga as ideias e sentimentos de uma consciência imortal.
O que não foi bem escrito em uma vida, poderá ser bem escrito mais à frente, em uma próxima existência, ou além...
Mas, com toda certeza, será publicado pela editora da vida, na estante terrestre ou em qualquer outra estante por aí...
 
P.S.:
Há homens-livros de várias capas e cores, mas Deus é o editor de todos eles.
 
(Este texto é dedicado aqueles homens-livros que sabem ler nas entrelinhas do brilho dos olhos e na luz de um sorriso a graça da vida em todos os planos.)
 
(Texto extraído do livro “Falando de Espiritualidade – Editora Pensamento – 2002.)


Texto <1097><25/05/2011>

1097 - E ME VEJO A PENSAR... – III

 
E me vejo a pensar...
Nas coisas que o Vento do Espírito traz...
E que só o coração sabe.
 
E me vejo a pensar...
Naqueles que hoje moram no Astral,
E que estão bem vivos!
 
E me vejo a pensar...
Nos sentimentos que viajam, algures...
E que tocam outros corações.
 
E me vejo a pensar...
No sorriso de Krishna, que me diz:
“Ninguém morre, pois o espírito é imperecível!”
 
E me vejo a pensar...
Naqueles que tombaram vítimas da violência,
E que também estão bem vivos, algures...
 
E me vejo a pensar...
Nos que não são capazes de amar,
E que, por isso, renegam a si mesmos.
 
E me vejo a pensar...
Naquelas Grandes Almas, que velam pelo mundo em silêncio,
E que nada esperam, só amam incondicionalmente...
 
E me vejo a pensar...
Naquilo que não vejo e só sinto...
E no que viaja além dos meus sentidos.
 
E me vejo a pensar...
Naquela Paz, que não é desse mundo.
E aí, lembro-me de Jesus.
 
E me vejo a pensar...
Naquele Amor, que não se explica...
Só se sente.
 
E me vejo a pensar...
Em você, que aqui me lê,
E que também sente algo mais...
 
E me vejo a pensar...
Em você, que, hoje, aqui está,
E que é meu irmão de jornada.
 
E me vejo a pensar...
Nos espíritos que aqui também estão,
E que também são nossos irmãos.
 
E me vejo a pensar...
Que há algo mais... Um amor. Uma luz.
E que é como um Sol espiritual.
 
E me vejo a pensar...
Nos bilhões de seres humanos desse lindo planeta azulado,
E que também são nossos irmãos de jornada.
 
E me vejo a pensar...
No Buda dentro do meu coração,
Que é o mesmo Buda dentro do seu coração.
 
E me vejo a pensar...
Que as palavras são tão limitadas para falar da Luz...
Assim como, nós somos crianças dentro do infinito.
 
E me vejo a pensar...
Naqueles que já partiram, e hoje moram lá em cima...
E que também estão aqui!
 
E me vejo a pensar...
Que neles, e em nós, está o mesmo Sopro Vital do Eterno...
Porque há algo mais... Um Amor. Uma Luz.
 
E me vejo a pensar...
Que tudo vale a pena, quando a alma não é pequena.
E eu não sei mais o que dizer...
 
E me vejo a pensar...
Que o Grande Arquiteto Do Universo também está aqui.
E que, quando o coração fala ao coração, não há mais nada há dizer**.
 
(Esses escritos são dedicados aos que continuam perseverando na jornada espiritual, com todo coração, e que se sentem ligados a um Grande Amor, que não se explica... Só se sente.)
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma,
São Paulo, 13 de maio de 2011.
 
- Nota:
* As duas primeiras partes desse texto podem ser acessadas no site do IPPB – www.ippb.org.br -, nos seguintes endereços específicos:
** Esse texto foi feito um pouco antes do início de uma aula do curso de “Autodefesa Psíquica - Obsessão e Desobsessão Espiritual”, realizado no IPPB (com a presença de 200 pessoas). Enquanto o pessoal chegava ao salão, eu escrevia junto a uma mesa, e deixava fluir o impulso espiritual que me movia naquele momento. E o resultado são esses escritos, que, mesmo direcionados para o público presente, podem ser úteis também para outros estudantes espirituais. Então, estou disponibilizando-os em aberto para todos.
Obs.: Enquanto eu passava essas linhas a limpo, lembrei-me de um texto muito legal da escritora Adriana Falcão, sobre os sentimentos. Então, posto o mesmo na sequência.
 
 
 
 
 
OS SENTIMENTOS
 
- Por Adriana Falcão -
 
Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.
Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.
Angústia é um nó apertado bem no meio do sossego.
Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento.
Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que devia querer outra coisa.
Certeza é quando a ideia cansa de procurar e para.
Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.
Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que não exista.
Vergonha é um pano preto que você quer para se cobrir naquela hora.
Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja.
Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.
Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar um recado.
Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.
Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.
Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.
Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta aos outros.
Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas geralmente não podia.
Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.
Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.
Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.
Paixão é quando, apesar da palavra “perigo”, o desejo chega e entra.
Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado.
Não... Amor é um exagero... Também não. Um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?
Talvez porque não tenha sentido, talvez porque não tenha explicação.
Esse negócio de amor, não sei explicar...
 
 
- Nota de Wagner Borges: Adriana Falcão nasceu no Rio, em 1960, mas passou boa parte de sua vida em Recife. O sotaque e a vocação para o humor não negam seu lado pernambucano. Foi lá que ela se formou em Arquitetura, profissão que nunca exerceu, casou-se com João Falcão e teve três filhas, Tatiana, Clarice e Isabel.
Roteirista da TV Globo, escreve para séries como Comédias da Vida Privada e A Grande Família, além de roteiros para cinema.

Texto <1097><25/05/2011>

1096 - RESPIRANDO COM AS ALMAS LIVRES – III

Um grande Amor bate às portas de nosso Ser, todo tempo...
Vamos deixa-lo entrar em nossos corações?
Ele não é homem ou mulher, nem filho ou pai.
Na verdade, as pessoas é que são veículos dele.
E também a natureza e a vida...
Ah, vamos deixa-lo entrar?...
Vamos respirar pensando que o ar está permeado de prana...**
E ele é amarelo brilhante.
Então, vamos respirar essa vitalidade?
E vamos nos lembrar daquelas almas tranquilas e magnânimas...***
Que, como a primavera, fazem a bem a todos.
Pois elas ajudam aos homens na longa travessia das várias vidas.
E fazem isso invisivelmente, sem nada esperar.
Ah, elas fazem isso somente por sua própria bondade.
Nada julgam, apenas amam... Em silêncio.
E elas também são veículos do Grande Amor.
E seus corações pulsam junto com a própria vida universal.
Porque elas percebem a pulsação do Grande Coração do Todo, em tudo.
Vamos respirar a Luz? E agradecer o dom da vida?
E, independentemente das coisas que hoje aconteceram, vamos pensar na Paz?
E, apesar do cansaço e de tantas outras coisas, vamos pensar em algo melhor?
A Luz. Um Grande Amor. E as almas serenas e livres...
E os nossos corações cheios de gratidão, por estarmos aqui.
Pela vida e pelas chances de aprendermos tantas coisas.
Vamos respirar em Paz, com gratidão?...
E vamos abrir as portas de nossos corações para o Todo.
E que tudo melhore...
 
P.S.:
Ah, vamos pensar naquelas grandes almas.
Porque elas estão aqui, operando espiritualmente, em silêncio...
Invisíveis aos nossos olhos físicos, mas visíveis aos nossos corações.
E elas sempre dizem: “Sem Amor, ninguém segue...”
Então, vamos pensar e sentir esse Amor, que é CONSCIÊNCIA.
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges –
São Paulo, 18 de maio de 2011.
 
- Notas:
* As duas partes anteriores desse texto podem ser acessadas diretamente no site do IPPB – www.ippb.org.br -, no seguinte endereço específico:
https://ippb.org.br/textos/10145-1044-respirando-com-as-almas-livres-ii.html
 
** Prana – do sânscrito – sopro vital; força vital; energia.
*** “Há almas boas, tranquilas e magnânimas,
Que, como a primavera, fazem bem a todos.
E que, depois de haverem cruzado esse espantoso oceano
Do nascimento e da morte,
Ajudam outros a cruzá-lo também.
Tudo isso sem nenhum motivo particular,
Mas somente por sua própria natureza bondosa."
- in Shankara; Índia, Séc. 9 d.C. –

Texto <1096><25/05/2011>