1072 - CANTANDO NA ANANDA DE KRISHNA

(Cantando e Rindo com o Senhor dos Olhos de Lótus)
 
Por que tu sentes tanta pena de ti mesma?
Nada de fora pode te ferir realmente.
Só tu mesma podes cortar o teu coração, quando permites que tuas próprias emoções te machuquem.
E, também, quando tu permites que os maus pensamentos te dominem.
Tu és mais do que imaginas... E o Divino te conhece bem.
E a Luz do Universo pulsa em teu coração.
Tu não nasces nem morres; só entras e sais dos corpos perecíveis...
Porque tu te esqueces disso?
Nada te pertence... Nem teu corpo – nem mesmo tuas emoções e teus pensamentos.
Contudo, a Luz te acompanha...
E, mesmo nos momentos difíceis, tu tens recursos internos para transmutar teus estados de consciência.
Por isso canta, minha irmã!
Canta o nome de Krishna em teu coração.
Porque o Senhor dos Olhos de Lótus caminha contigo...
Canta com todo teu coração.
Não permitas que as coisas do mundo te firam – e nem tu mesmo o faças!
Porque, quem carrega o Eterno em si mesmo, não pode fazer por menos.
E quem veio das estrelas, precisa brilhar...
E tu vieste do Céu, minha irmã!
Então, nada de pena e nem de escuridão. E não te lamentes!
Porque o mesmo Poder que gerou as estrelas, também está em teu coração.
Não te esqueças disso! E, por favor, canta o nome de Krishna...
E não te lamentes mais... Porque o Céu anda contigo.
E quando tu ris, Krishna também ri junto.
E antes, quando tu choraste, era pura ilusão do teu ego.
Porque havia uma linda estrela prânica** pairando acima de tua cabeça.
E, enquanto tu choravas, ela te protegia no silêncio do Invisível.
E, pacientemente, Krishna esperava o momento de teu despertar.
Então, não te lamentes mais... E canta o nome do Senhor, com todo teu coração.
E não te iludas mais com o jogo das ilusões do mundo.
Vive como todo mundo, mas não sejas mais escrava do teu ego.
Porque ninguém jamais te feriu, em época alguma. Tu mesmo o fizeste!
Assim como, quem tentou te ferir, na verdade, machucou a si mesmo.
Portanto, não há desafetos em tua jornada.
E quem veio das estrelas, não pode carregar mágoas ou iludir-se com as coisas da escuridão... E não pode fazer por menos: precisa brilhar muito!
Ah, não te lamentes mais... O que passou, passou mesmo!
E o que fica, é Krishna rindo em teu coração.
Então, cante o nome d’Ele, minha irmã... E sejas feliz!
 
- Ananda*** - apenas um servidor de Krishna.
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Salvador, 24 de janeiro de 2011.)
 
- Notas:
* Esses escritos foram direcionados para uma amiga minha. E, como sempre acontece, o lance rolou no momento certo, com aquela atmosfera espiritual cheia de esclarecimento e carinho.
Obs.: como o conteúdo desses escritos pode fazer bem para outras pessoas, estou disponibilizando o texto em aberto para todos.
** Estrela Prânica - do sânscrito, prana - a força vital; a energia - no contexto iogue é a estrela espiritual, manifestação do plano divino. Para melhor compreensão sobre isso, sugiro ao leitor o texto "A Canção das Estrelas-Bebês", no seguinte endereço específico do site do IPPB: https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=2322 
*** Ananda - mentor extrafísico ligado às vibrações de Krishna. Trata-se de um dos amparadores espirituais que me orienta há muitos anos na jornada espiritual e humana.
Texto <1072><18/02/2011>

1072 - VIVER, APRENDER, SORRIR E SEGUIR...

Se nós, que estudamos assuntos espirituais, objetivando uma evolução consciencial, somos constantemente assolados por pensamentos negativos e emoções confusas, imagine aqueles que nem mesmo sabem disso.
Precisamos ter mais compreensão, lucidez e bom humor com as pessoas e também com nós mesmos. Afinal, vivemos no mesmo planeta, e apesar das diferenças de pontos de vista de cada um, somos filhos da mesma LUZ. Isto é, somos irmãos, se não em opiniões, pelo menos em essência espiritual.
Quando nossos corpos densos caírem, viveremos em corpo sutil em outros planos... E, mais além, ao longo da evolução, acessaremos estados de consciência pura em níveis extrafísicos sem forma, plenos de serenidade e amor real. Porém, nosso lugar no momento é a Terra. Mesmo que a experiência daqui seja dura, é o nosso lugar de aprendizado.
Vivenciar as experiências da vida e ainda acrescentar nelas boas doses de radicalismo e mau humor, é colocar mais peso nas provas diárias.
Baseado nisso, estudar assuntos espirituais, aumentar a compreensão e melhorar a lucidez e o bom humor são maneiras de melhorar nosso rendimento na escala terrestre.
Como dizia o mestre Aïvanhov*: “O verdadeiro espiritualista é aquele que sabe trabalhar sobre suas dificuldades para delas fazer pedras preciosas”.
Resumindo: é a nossa vez de viver, aprender, sorrir e seguir...
Então, vamos fazer valer a pena.
Sim, e que o Grande Arquiteto Do Universo nos inspire para o melhor.
 
- Wagner Borges -
São Paulo, 18 de fevereiro de 2011.
 
- Notas:
* Omraam Mikael Aivanhov (1900-1986) - mestre espiritualista búlgaro, que morou a maior parte de sua vida na França, onde fundou a Fraternidade Branca Universal (não confundir com a Fraternidade Branca do Himalaia). É um dos mentores espirituais dos trabalhos do IPPB.
Mais informações sobre o seu trabalho podem ser conseguidas em nosso site – www.ippb.org.br -, no seguinte endereço específico:
https://ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=6570&Itemid=258 – e também na coluna que contém as suas mensagens espiritualistas:
https://ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=9619&Itemid=259  
** Enquanto eu passava essas linhas a limpo, lembrei-me de um texto do inspirado padre Anthony de Melo. Segue-se o mesmo na sequência.
 
 
  
 
O SENHOR VISHNU
 
- Por Anthony de Mello –
 
O senhor Vishnu* estava tão farto das contínuas petições do seu devoto que, um dia, apareceu diante dele e lhe disse: “Decidi conceder-lhe as três coisas que você deseja pedir-me. Depois não voltarei a atendê-lo em mais nada.”
Cheio de alegria, o devoto fez o seu primeiro pedido sem pensar duas vezes. Pediu que sua mulher morresse, para que pudesse se casar com uma melhor. Seu pedido foi imediatamente atendido.
Mas, quando seus amigos e parentes se reuniram para o funeral e começaram a recordar-se das boas qualidades da finada esposa, o devoto caiu em si e conclui que havia sido um pouco precipitado. Agora reconhecia que havia sido absolutamente cego às virtudes da mulher. Por acaso, será que era mais fácil encontrar outra mulher tão boa como ela?
De maneira que, pediu ao Senhor que a ressuscitasse.
Com isso, só lhe restava um pedido a fazer. E estava decidido a não cometer um novo erro, porque, desta vez, não teria possibilidade de remediá-lo.
Pediu, então, conselho aos demais.
Alguns amigos o aconselharam a pedir a imortalidade. Mas, de que serviria a imortalidade – disseram-lhe os outros –, se não tinha saúde? E de que lhe serviria a saúde, se não tivesse dinheiro? E de lhe que serviria o dinheiro, se não tivesse amigos?...
Passaram-se os anos e ele não podia determinar o que deveria pedir: vida, saúde, riquezas, poder, ou amor?...
Por fim, suplicou ao Senhor: “Por favor, aconselha-me. O que devo pedir?”
O senhor riu ao ver os apuros do pobre homem, e lhe disse:
“Pede para que você seja capaz de contentar-se com tudo o que a vida lhe ofereça, seja lá o que for...”
 
- Nota de Wagner Borges: Anthony de Mello (Bombaim, 4 de Setembro de 1931 — Nova York, 2 de Junho de 1987) foi um padre jesuíta e psicoterapeuta que se tornou conhecido por seus escritos sobre espiritualidade em que mesclava a doutrina judaico-cristã aos conceitos orientais do Budismo e do Hinduísmo. Muitos de seus contos portam aquela atmosfera da sabedoria oriental, em que os ensinamentos de Buda, Krishna, e Lao-Tzé se fundem numa síntese maravilhosa com os ensinamentos de Jesus. E por essa abordagem universalista, muitos de seus escritos inspirados são citados e reproduzidos por diversos autores, seja em livros ou pela Internet.
Esse texto sobre Vishnu e os pedidos do devoto encerra uma grande lição: o ser humano não sabe o que quer realmente!
Talvez, lendo esse conto inspirado, nós possamos agradecer mais ao Senhor da vida, em lugar de ficar enchendo o seu saco divino com nossos pedidos mesquinhos e nossas ilusões sensoriais.
 
- Nota do texto:
* Vishnu - do sânscrito - literalmente, é o "Todo-Interpenetrante". Na trimurti hinduísta, Vishnu é um dos aspectos do Divino (Brahma, Vishnu e Shiva). É o Senhor do Amor que viaja no coração espiritual de todos os seres. Ele também é conhecido como Narayana, o protetor divino, e o seu mantra mais conhecido é Om Namo Naraya Naya. O seu bija-mantra (mantra semente) é "Hari Om".
Texto <1072><18/02/2011>

1071 - POR TUDO O QUE SOMOS - E SEREMOS...

Pelos valores espirituais que esposamos...
Pelo Poder Maior que nos trouxe até aqui, hoje...
Pelos amparadores extrafísicos que nos guiam na senda...
Por nossos sonhos e nossas melhores aspirações conscienciais...
Vamos fazer valer a pena!

Pelas energias de nossos chacras ativados por um Bem Maior...
Pelo brilho das estrelas em nossos olhos...
Por nossos corações e pelo Amor mais lindo de todos...
Vamos fazer valer a pena!

Pelos voos de nossos espíritos...
Pelos Magnos Ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade...
Por nossos ancestrais e por nossos filhos...
Pelo amor que sentimos...
Vamos fazer valer a pena!

Por tudo o que somos - e seremos...
Pelos nossos melhores potenciais...
Pela Força do Divino em nós...
Pela Luz que anima os nossos corações...
Vamos fazer valer a pena!

Por nossos amigos reais - que são irmãos de jornada...
Por nossos animais de estimação - também irmãos de jornada...
Por aqueles que amamos - e que nos honram com seu amor...
Vamos fazer valer a pena!

Por estarmos aqui, em espírito e verdade...
Por obra e graça de um Grande Amor, que nos arrebatou...
Por causa d'Ele, o Grande Arquiteto Do Universo...
Ah, vamos fazer valer a pena!

P.S.:
Somos espíritos!
E, por todas as nossas relações,
Na Terra, ou no Astral,
Dentro ou fora do corpo,
Vamos fazer valer a pena!
Porque, quando a alma não é pequena, tudo vale a pena!
E viver vale muito...
Então, vamos fazer valer a pena!
E que assim seja!**

(Dedicado aos meus amigos da cidade de Salvador, a bela capital baiana, terra dos Orixás e do Axé, onde sou sempre muito bem recebido.)

Paz e Luz.

- Wagner Borges - neófito da vida e do Todo...
Salvador, 21 de janeiro de 2011.

- Notas:
* Escrevi esse texto dentro de um carro, enquanto me dirigia para o auditório do Hotel Vila Velha, no Corredor da Vitória, em Salvador, onde estava realizando o curso "A Energia dos Animais". Sob a inspiração do Alto, fiz esses escritos de impulso. E, embora o texto tenha sido direcionado para a turma do curso, penso que sua leitura será útil para outros grupos de estudantes espirituais. Então, estou disponibilizando-o em aberto para todos. E peço ao Alto que permeie essas linhas com aquela Luz Maior, para benefício de todos os leitores.
** Enquanto eu passava essas linhas a limpo, rolava aqui no som o belo CD "Dream Maker" - do tecladista new age inglês Philip Chapman - Importado - England.
Trata-se de um trabalho muito inspirado, excelente para relaxamento, massagem, meditação e momentos de prece e recolhimento.


Texto <1071><16/02/2011>

1071 - MANTRAS E DISTORÇÕES

- Por Frank -

Ele foi para a Índia para pesquisar os mantras e cantos devocionais.
Aprendeu que os mantras* eram formados por sons sutis, recebidos no Astral, para abrir certos portais; compreendeu que os cantos, se entoados adequadamente, poderiam levar o fiel aos planos celestiais.
Estudou muito, mais não quis se aprofundar, pois tinha outros planos. E, quando voltasse, ele mesmo criaria uma banda que tocasse as canções e a melodia que tanto o encantara naquele país. E, assim o fez!
Como ele não tinha estudado a fundo, usou os sons que conseguia lembrar e o que não se recordava, adaptou à sua maneira ao som local.
No início, o som parecia quase o mesmo, ele só mudou uma sílaba aqui, outra palavra lá - nada, em sua opinião, que pudesse alterar as portas que aquelas melodias divinas abriam -, nem mudar a sintonia que aquelas palavras celestiais provocavam dentro de quem as entoava.
E fez, assim, do seu som, uma cópia distorcida; e, quanto mais tempo foi passando, mais diferente do original os seus cantos foram ficando.
O povo que ouvia, por não conhecer o original, repetia o canto e, cada vez mais, o mesmo ia se modificando e os levando a diferentes portais.
Os estudantes dos cantos hindus e do sânscrito tentaram lhe avisar: "Cuidado! Esses cantos devem ser entoados da forma correta. Eles foram recebidos lá nos planos mais sutis, e não podem ser alterados; precisam ser cantados com a harmonia certa, pois, do contrário, eles podem levá-lo para planos que parecem ser os mesmos dos cantos originais, mas que não passam de mundos distorcidos, cópias enganosas do real"
Porém, já era tarde; ele não quis mudar o que fizera, e a forma como ele modificara os sons originais permaneceu. O que foi uma pena, pois, se usasse a sua criatividade para estudar mais a fundo os sons originais, ele poderia não só abrir as mesmas portas, mas, também, conhecer os lugares de onde nasce a fonte dos mantras e das canções devocionais, e voltar de lá, com o seu próprio canto e fazer a sua própria música.

Há diversos textos dele postados em sua coluna da revista online de nosso site e em nossa seção de textos periódicos, em meio aos diversos textos já enviados anteriormente. www.ippb.org.br - Outros textos podem ser acessados diretamente em seu blog na Internet: http://cronicasdofrank.blogspot.com

- Nota do Texto:
* Mantra - do sânscrito - palavra oriunda de manas: mente; e tra: controle; liberação - Literalmente, significa "Controle ou liberação da mente".
Determinadas palavras evocam uma atmosfera superior que facilita a concentração da mente e a entrada em estados alterados de consciência. Os mantras são palavras dotadas de particular vibração espiritual, sintonizadas com padrões vibracionais elevados. São análogos às palavras-senhas iniciáticas que ligam os iniciados aos planos superiores.
Pode-se dizer que os mantras são as palavras de poder evocativas de energias superiores. Como as palavras são apenas a exteriorização dos pensamentos revestidos de ondas sonoras, pode-se dizer também que os mantras são expressões da própria mente sintonizada em outros planos de manifestação.


Texto <1071><16/02/2011>

1070 - CONVERSANDO COM UM CAVALEIRO DO AMOR – II

(Ponderações de um Mestre da Cura Espiritual)

Você me pergunta se sou feliz?
E eu lhe digo que sim.
Porque felicidade é um estado de consciência.
E eu continuo fazendo o que gosto...
Continuo no trabalho de cura que Jesus me orientou.
E, hoje, atendo aos doentes do coração, carentes de espírito.
E sigo o mesmo princípio: é o amor que cura.
E continuo recomendando o remédio adequado: a prece.
Para os casos do corpo, a Medicina dos homens tem sua grandeza.
Mas, para as dores do coração, causadas pelas emoções, o recurso é outro.
A arte da Taumaturgia faz o espírito ligar-se ao Poder de Cura Universal.
E, interligado à Fonte Imanente, suas energias se restauram consideravelmente.
No momento em que o Ser realiza a prece, a Luz Celeste desce sobre ele.
E, de maneira que só o Divino conhece, o Céu opera seus milagres no homem.
Há uma nutrição psíquica em seus centros vitais, e sua aura se fortalece.
No entanto, tal ação sutil só é eficaz se o Ser opera com humildade verdadeira.
Se os seus sentimentos são desprovidos de espírito, sua prece não terá força real.
E, se os seus pensamentos não forem justos, não haverá a ressonância adequada.
E eu lhe digo, meu amigo, os curadores sérios e dedicados não são arrogantes.
Porque eles sabem que são emissários da Luz Celeste, de onde vem o Poder Real.
E, também, porque, ao se ligarem ao Céu, eles curam suas próprias mazelas.
E eles sabem que Jesus é o Grande Curador. Por isso, eles oram e se realizam.
E ninguém de fora saberá o que se passa em seus corações...
E essa é a felicidade do taumaturgo: ser canal de cura mediante a arte da prece.
Por isso sou feliz, meu caro. Jesus me deu a chance de ser seu servidor.
E eu sou eternamente grato a Ele. Por ter me aceitado, mesmo com minhas mazelas.
Ele é o verdadeiro médico da alma. E eu sou o pequeno enfermeiro, a Seu Serviço.
E, quantas vezes, quando fui vítima de calúnias, Ele me cobriu com seu manto de luz.
Enquanto eu orava, uma coluna de luz descia sobre mim. E o meu coração sorria...
Porque eu via pairando sobre mim, e me protegendo, a figura de uma pomba dourada.
Então, eu pensava nos meus acusadores, e também orava por eles. E me realizava...
E, assim, sob a égide de Jesus, eu fui aprendendo a arte da Taumaturgia.
E eu lhe digo que sou feliz, por isso. Porque continuo nessa linda arte do espírito.
E ainda me emociono muito quando consigo ajudar alguém. Chego a chorar...
E, no meu tempo na Terra, poucos sabiam disso. Eu chorava no silêncio da prece.
Porque eu sentia Jesus, em espírito, no meu próprio espírito. E em minhas mãos.
E eu não aguentava tanto Amor em minhas células. Eu sentia o infinito em mim.
E os poros do meu corpo pareciam pequenas estrelas. E Ele, a Luz delas.
E eu chegava, às vezes, a ver o Seu semblante refletido no rosto dos doentes.
Assim como Ele estava em mim, também estava neles. E sua Luz se propagava...
E eu via o Seu semblante até mesmos nos espíritos perversos. E como Ele os amava.
E, também para mim, não havia diferenças: eu orava para os homens e os espíritos.
E tentei explicar para os meus contemporâneos que a grande magia é a do Amor.
E que o perdão transmuta as energias e alivia o coração. E que o Poder vem do Céu.
E se, hoje, você e seus companheiros se realizarem na prece, eu estarei junto.
E pedirei a Jesus que envie a pomba dourada sobre a egrégora** da reunião.
E que as luzes da cura se propaguem pelo mundo, a favor de todos...
Se Jesus assim permitir, eu estarei de mãos dadas com vocês, na força do espírito.
E, se você me vir, não estranhe se esse antigo cruzado estiver chorando.
Porque, outrora, eu empunhei espadas e manchei minhas mãos de sangue e dor.
Até Jesus me mostrar que a força não estava na violência, mas, no Amor.
E, desde então, minhas mãos se lavaram na Luz da Cura. Porque Ele me deu a chance.
E eu jamais me esquecerei disso. E sempre trabalharei em Seu Nome.
Por isso, não estranhe o choro desse velho cavaleiro, que hoje é enfermeiro, na Luz.
Sim, enfermeiro de Jesus, o médico da alma. Apenas um taumaturgo feliz.
Meu jovem, que a reunião de hoje seja auspiciosa, em Nome de Jesus.
Fique na Paz e na Glória d'Ele... E que assim seja!***

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 06 de outubro de 2010.)

- Notas:
* A primeira parte desse texto foi postada no envio anterior (texto 1069).
** Egrégora - do grego "Egregorien", que significa "velar", "cuidar" - é a atmosfera coletiva plasmada espiritualmente num certo ambiente, decorrente do somatório dos pensamentos, sentimentos e energias de um grupo de pessoas voltado para a produção de climas virtuosos no mundo.
É a atmosfera psíquica resultante da reunião de grupos voltados para trabalhos e estudos baseados na LUZ. Pode-se dizer que toda reunião de pessoas para a prática do Bem e da Virtude - independentemente de linha espiritual - forma uma egrégora específica, uma verdadeira entidade coletiva luminosa, à qual se agregam várias outras consciências extrafísicas alinhadas com aquela sintonia espiritual para um trabalho interconsciencial.
Provavelmente foi por isso que Jesus ensinou: "Onde houver dois ou mais em meu nome, aí eu estarei."
Muitos dizem que não se deve misturar egrégoras de trabalhos diferentes, porém, quando o Amor se manifesta, desaparece qualquer ideologia doutrinária, e só fica o que interessa: a LUZ.
No dia em que os homens despertarem para climas mais universalistas e cosmoéticos, com certeza esse mundo será melhor de viver.
Viva a LUZ, pouco importa o nome, o grupo ou a doutrina que fale dela. E viva os mentores espirituais que ajudam a todos, independentemente de credo, raça ou cultura esposada.
*** Da primeira vez, eu transcrevi o que ele me disse fora do corpo. Mas, dessa feita, ele apareceu aqui no meu apartamento e me concedeu esse segundo bate-papo espiritual. Então, eu escrevi o que ele me disse, para registrar os seus apontamentos conscienciais. E, depois, ele cumpriu o prometido e foi até a reunião do Grupo de Estudos e Assistência Espiritual do IPPB (que, atualmente, tem 140 participantes), deixando a todos nós com uma energia e contentamento fantásticos.
Esclareço, ainda, que não declino o seu nome aqui para evitar polêmicas desnecessárias com quem quer que seja. Acho que o conteúdo do que ele disse é o mais importante e sua qualidade consciencial está exposta no nível de suas informações.
De qualquer forma, reproduzo logo abaixo um texto - postado no ano de 2003 -, onde eu narro um encontro com um ocultista amigo dele. E, nas notas de rodapé do mesmo, eu explico mais sobre isso. E, aí, deixo a cargo da inteligência e sensibilidade do leitor a tarefa de deduzir quem é o cara. Mas, o importante é o conteúdo dos textos. E, acima de tudo, o Grande Autor de tudo é o Grande Arquiteto Do Universo, Senhor de todas as coisas e seres.

 

CONVERSANDO COM UM TAUMATURGO ASTRAL

No mais profundo da meditação, ele surgiu à minha frente.
Sorriu e saudou-me simpaticamente. Os seus olhos faiscavam.
Era a primeira vez que eu o via nessa vida.
Depois de tanto estudar o seu trabalho por anos, agora ele estava ali, de frente.
Houve vezes em que pensei que ele estivesse reencarnado atualmente.
Mas ali estava ele bem à minha frente, o médico ocultista e taumaturgo (1) que tanto admiro, pela sua firmeza de caráter e por sua bondade.
O mago da primeira hora, amigo do mestre Phyllipe De Lion (2).
Perguntei-lhe algumas coisas sobre magia e taumaturgia.
Ele respondeu-me mentalmente o seguinte:

"A sabedoria verte a Luz. O trabalho é a grandeza.
O Amor é o elã vital que une essas duas maravilhas.
O sábio conhece e aceita isso.
E torna-se veículo dos mananciais curativos ocultos e projeta os seus benefícios secretamente para o bem de todos os homens, animais, plantas e minerais. Obra no mundo com modéstia e simpatia.
É taumaturgo de fé inabalável.
Jamais reclama, pois sabe que o espírito do Cristo abraça o seu coração.
As luzes do mundo não o atraem, pois ele sabe que elas são transitórias.
O sábio não é forte porque domina fenômenos de magia ostensivos.
Ele é forte porque ama! Sente-se bem orando e curando secretamente.
Sabe que suas energias emanadas são direcionadas pelos anjos da cura para quem realmente precisa delas.
Quando caluniado pela ignorância de alguém, ele apenas silencia e ora.
Ele sabe da transitoriedade das coisas dos homens e de como suas emoções são comandadas por tolas superstições e pelos condicionamentos.
Ele possui a sabedoria do ancião que aprendeu muito na vida, mas sorri igual criança levada.
Nos olhos desse sábio eu vi o brilho do amor de Cristo.
Com ele aprendi que a grande magia é ser veículo do Amor incondicional.
Certa vez, enquanto conversávamos sobre cura e elevação da consciência, ele me disse:

'Jamais busque o poder da magia pela força. Os portões espirituais não se abrem sob as arremetidas da arrogância. Porém, eles se abrem facilmente sob as suaves vibrações do buscador amoroso que quer servir ao Grande Plano de Regeneração da humanidade.
Carregue em seu coração o objetivo de servir à humanidade com a luz.
Certamente que os seus contemporâneos não notarão a sua luz acesa em meio ao cipoal cinzento das emoções humanas que lhes tolhe a percepção maior, mas o Cristo em seu coração estará muito contente.
É a Ele que você deve reportar-se espiritualmente.
E algum dia, quando a confusão se instalar em seu caminho, recolha-se e ore em silêncio ao Senhor. Ele é o Grande Taumaturgo!
Nós somos apenas os seus veículos no mundo.
Ele é o Grande Acionador da consciência.
Permaneça ligado a Ele.
LUZ, TRABALHO E AMOR!
Esse foi o mantra que Ele me deu.
Agora estou repassando-o para você.
Ilumine, trabalhe e ame.
O Cristo que está em mim saúda o Cristo que está em você!'

Da forma como ele me ensinou, abracei o Cristo que abraça o mundo.
Muitos de meus contemporâneos não me entenderam.
Eles pensaram que eu havia abraçado o Cristo que as religiões abraçam.
No entanto, eu estava mais hermetista do que antes, pois sabia que carregava uma riqueza secreta no coração.
Eu havia redescoberto o templo do amor em mim mesmo, e o Cristo era o meu hierofante maior (3).
Por causa disso, minhas faculdades espirituais se ampliaram consideravelmente, principalmente a segunda vista (clarividência) e a capacidade de ler na luz astral com clareza (4).
E, quanto mais eu via, mais era possuído pelo Amor incondicional.
Pois eu via o espírito do Cristo abraçando o mundo no passado, no presente e no futuro.
E eu, o iniciado, me senti neófito (5) diante de tanta grandeza.
Foi o Mestre Phyllipe De Lion que me abriu a consciência para isso.
Por isso sou eternamente grato a ele.
O Amor é a magia. A magia é o Amor.
Quem opera sob esse princípio torna-se senhor, não dos elementos astrais, mas, senhor de si mesmo.
O ensinamento hermetista da analogia dos contrários demonstra isso claramente: entre os opostos sempre há o meio equilibrante.
O pensamento é a luz sutil, os elementos são a luz condensada.
Entre o sutil (Céu) e o denso (Terra), o amor é o equilíbrio.
Entre a cabeça e o ventre, o coração é o equilíbrio.
O coração é o templo do amor. A Grande iniciação ocorre dentro dele.
O Cristo é o Hierofante supremo. O mago responsável é seu servidor.
Na senda iniciática (que prepara o iniciado para compartilhar a luz no sendeiro da vida cotidiana, o verdadeiro campo de prova prática), o que conta é o bem que se pratica.
O iniciado é lúcido, e não se permite ser prisioneiro de barreiras idiomáticas, raciais, religiosas, sexuais ou culturais, pois ele vê o mesmo TODO em tudo.
Para ele todos os homens carregam a luz divina em seus corações.
Por isso, ele abraça a alma do mundo sob o influxo superior do Cristo.
Ele sabe que ele mesmo, todos os seres, o mundo e o próprio Cristo são expressões do mesmo TODO.
Maravilhado com o que vê, a Grandeza do TODO na menor partícula e no cerne do Cosmo, ele se sente agraciado com um estado de consciência amoroso em si mesmo.
Em silêncio, ele ora agradecido ao Cristo pela oportunidade de servir.
E se lembra do mantra: LUZ, TRABALHO E AMOR.
Espero ter contribuído um pouco na elucidação dos aspectos esotéricos que você me apresentou.
Fique na Paz!"

* * *

Contente da vida, vim correndo aqui para o computador para registrar tudo o que ele disse. Inclusive, ele ainda está aqui em casa até agora.
Espero que os seus toques espirituais sejam úteis para outras pessoas, assim como estão sendo úteis para o meu próprio aprendizado.

Paz e Luz.

P.S.:
Não vou revelar aqui o nome desse ocultista, não porque ele tenha me pedido segredo, mas porque o mais importante é o conteúdo das ideias passadas por ele. Além do mais, ao passar o nome de alguém conhecido e que tenha deixado algum trabalho em andamento na Terra, sempre aparecem os discípulos furiosos comigo porque acham que os seus mestres só podem passar mensagens para eles. E esse pessoal costuma vir cheio de ataques (o que prova que não são iniciados responsáveis, mas sim pessoas irascíveis e sujeitas às emoções mais mesquinhas), e com acusações de que eu estou revelando coisas que não devia, e que tal assunto só deveria ser passado dentro de um contexto iniciático apropriado. Inclusive, já fui ameaçado de que o carma iria "me fritar" porque eu estaria falando demais.
Bom, deixo que a lucidez de cada um lhe diga se o conteúdo aqui exposto é baseado nos princípios da Espiritualidade Maior.
Nunca fui iniciado dentro de alguma linha espiritual aqui da Terra, mas deixo a critério do leitor inteligente questionar se é possível para alguém que sai do corpo desde a adolescência ser iniciado em templos extrafísicos durante o sono, principalmente se tal pessoa tiver o compromisso de veicular temas espirituais, em meio à população, de forma aberta, como exigem os tempos atuais.
Eu poderia me poupar de muitas incompreensões se apenas escrevesse como texto meu mesmo, camuflando a verdadeira autoria espiritual. Porém, não faz parte do meu jeito de ser a covardia. Por isso, quando o texto é meu, sempre coloco o meu nome, e quando o texto tem autoria espiritual, da qual sou o canal interplanos (médium), sempre evidencio isto, seja colocando a referência correta, ou apenas citando que o mesmo é de origem extrafísica.
E deixo o tempo passar, sabendo que o carma irá "me fritar", mas só se eu não passar a informação espiritual para frente e de forma aberta.
Quanto aos discípulos, de quem quer seja, a resposta que tenho para dar é apenas esta: LUZ, TRABALHO E AMOR!

- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 29 de julho de 2003.

- Notas:
1. Taumaturgo: É aquele que pratica a Taumaturgia (também chamada de Teurgia), que, no contexto exotérico (aberto), é a arte de operar milagres. Porém, no contexto esotérico (fechado, hermético) é a arte de ser canal das potencias celestes para a cura dos homens e a transformação da consciência (alquimia interior).
2. Phyllipe De Lion: grande taumaturgo francês do século 19.
3. Hierofante: o mestre iniciador que submetia os neófitos às provas iniciáticas nas iniciações antigas.
4. Clarividência - do latim, clarus - claro; videre, ver - é a faculdade perceptiva que permite ao indivíduo adquirir informações acerca de objetos, eventos psíquicos, cenas e coisas, físicas ou extrafísicas, através da percepção parapsíquica de imagens ou quadros mentais.
5. Neófito: calouro; iniciante.


Texto <1070><11/02/2011>