1052 - DE VOLTA PARA CASA, LÁ EM CIMA, NO MEIO DAS ESTRELAS...

(Falando de Vida Após a Morte)

 

Jamais, em época nenhuma, algum espírito foi enterrado.

O que fica embaixo da terra é só o corpo.

E, mesmo nos casos de grande apego aos despojos, o lance é outro.

O espírito não fica dentro do corpo; o que rola é uma ilusão de seus sentidos.

Pela identificação doentia com o corpo, ele estaciona no cemitério.

Porque não sabe para onde ir. Tem medo de perder o corpo.

E, no entanto, já perdeu. E os seus pensamentos o ligam ao lugar.

Mas, sua casa real não é na tumba tal, nunca foi...

Sua casa é o infinito, de onde veio, e para onde vai...

E a bússola é o seu coração, que ele dificilmente consulta.

Por isso, ele raramente olha para o Céu – e nem pensa no Eterno.

Porque sua consciência já era assim durante a vida carnal.

Nada lhe importava, somente o jogo dos sentidos e as coisas da carne.

E, mesmo em corpo espiritual, ele age como se fosse com o corpo físico.

Em lugar de voar, ele anda; em vez de olhar para cima, ele olha para baixo.

E, sob o efeito de tal ilusão, ele sequer percebe suas reais condições.

E também não capta os bons pensamentos dos espíritos de luz.

E, mesmo que os visse, ele não aceitaria suas orientações.

Porque todo espírito apegado é turrão! E precisa ralar um pouco para se abrir.

Por isso, o plano espiritual deixa que ele fique por ali, até o momento adequado.

Eles sabem que, de alguma maneira, ele enjoará de tal condição.

Quando o vazio dentro dele apertar, ele olhará para o Céu e se lembrará de Deus.

A sua teimosia cederá diante do infinito, e ele finalmente capitulará.

Ah, ele se lembrará das estrelas! E daquela Luz Maior, que é sua origem.

Então, primeiro, ele escutará o seu coração; e, depois, refletirá. E algo acontecerá...

Até lá, os espíritos de luz velarão silenciosamente por ele.

E, quando ele se abrir, mãos de luz o arrebatarão de volta para casa.

Porque o seu lugar não é em tumba alguma; mas, lá em cima, no meio das estrelas.

Aliás, sempre foi... E sempre será!

 

Paz e Luz.

 

- Wagner Borges –

São Paulo, 26 de outubro de 2010.


Texto <1052><05/11/2010>

1052 - RAMANA MAHARISHI - UM GIGANTE-MENINO NAS FLORES DO ETERNO – IV*

Nas ondas espirituais, eu o vejo, mais uma vez.

Ele está numa região extrafísica muito densa.

À sua frente, está uma massa de energia escura.

Parece uma enorme gosma cheia de tentáculos escuros.

Eu olho aquilo, abismado, pois sei que é uma coisa criada no mal.

Sim, aquilo é uma massa de maldade criada por mentes tenebrosas.

Mas ele caminha tranquilamente para a frente... E os seus olhos brilham de amor.

E a massa vai recuando, agitada, guinchando, e diminuindo, temerosa da luz dele.

Ele avança e movimenta suas mãos, aplicando passes energéticos suaves.

Eu olho e fico admirado, pois, mais do que energia, eu vejo amor fluindo de suas mãos.

E vejo, também, pairando por cima dele, a imagem de uma grande estrela prânica**.

Então, ele me vê, por entre os planos... E o seu doce olhar me enche de amor.

E eu percebo que ele está me dando a chance de ver a ação do amor dissolvendo as trevas.

No seu olhar silencioso, ele fala ao meu coração, e eu me sinto tão pequeno.

Porque, ele está trabalhando ali, no meio de um plano pesado e, mesmo assim, ainda me vê.

E me olha, como só o amor olha... Amando incondicionalmente, nas ondas espirituais.

E eu recebo e agradeço o seu carinho (que é muito mais do que mereço).

E ele segue em frente, serenamente... Limpando as fossas umbralinas, por amor.

E eu fico aqui, admirado, me sentindo bem pequeno, porque é amor demais para mim.

Fico quietinho, grato a ele, pela atenção e carinho, e penso no infinito...

Então, surge uma estrela prânica pairando acima de mim. E eu sei que é um presente dele.

E aí, mais do que nunca, eu me sinto uma criança diante do infinito...

Porque eu sei que sou apenas uma pequena chama inflamada pelo fogo do Espírito Universal.

E o que vejo e sinto espiritualmente é muito maior do que o que eu acho e sou.

E, quando o coração fala ao coração, não há mais nada a dizer...

E ele, Ramana Maharishi, mais uma vez, falou ao meu coração, só com o seu doce olhar.

 

P.S.:

Ah, Ramana!***

Como posso lhe agradecer?

Essa estrela aqui em cima não tem preço.

E eu espero sempre ser digno do seu olhar.

Porque só um coração amoroso reconhece o amor.

E só a luz reconhece a luz...

E eu sei da responsabilidade disso.

E ver você trabalhando só me faz querer melhorar também.

E eu fico me perguntando, como você aguenta tanto amor em seu coração?

Porque, só o pouco que sinto já me arrebata, e eu fico quedado e admirado.

E eu fico aqui, pensando nas pessoas que amo e nos grandes amigos que tenho.

E também penso no Rama, o meu cachorrinho.

Sim, eu fico aqui, pensando e sentindo...

Esse amor, que não se explica, só se sente.

Meu querido Ramana, muito obrigado.

E que o seu doce olhar esteja nessas linhas...

Abençoando a quem lê-las.

 

Paz e Luz.

 

- Wagner Borges – cada vez menor diante de um Grande Amor.

Caxias do Sul, 01 de novembro de 2010.

 

- Notas:

* As três partes anteriores desse texto estão postadas no site do IPPB – www.ippb.org.br -, e podem ser acessadas nos seguintes endereços específicos:

Parte I: https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=6448

Parte II: https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=6468 

Parte III: https://ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=7380&catid=31:periodicos&Itemid=57 

** Estrela Prânica - do sânscrito, prana - a força vital; a energia - no contexto iogue é a estrela espiritual, manifestação do plano divino. Para melhor compreensão sobre isso, sugiro ao leitor ler o texto "A Canção das Estrelas-Bebês", no seguinte endereço específico do site do IPPB: https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=2322

*** Bhagavan Sri Râmana Mahârshi (30 de dezembro de 1878 — 14 de abril de 1950), mestre de Advaita Vedanta e homem santo do sul da Índia. Considerado um dos maiores sábios de todos os tempos, tornou-se conhecido no Ocidente especialmente através do livro "A Índia Secreta", do jornalista e escritor inglês Paul Brunton, que retratou os ensinamentos de Ramana, transmitidos, na maioria das vezes, em silêncio absoluto, aos seus discípulos.

Shri Ramana Maharshi foi o grande representante da sabedoria milenar da Índia no século XX. Isso não significa que ele foi um acadêmico que sabia de cor e salteado os textos sagrados da religião, mas sim que viveu e mesmo personificou, à perfeição, tal sabedoria. Na verdade, ele não escreveu nenhum livro. Ensinava o jnana, “via do conhecimento espiritual” mais puro. Ao mesmo tempo, ressaltava que as outras duas outras grandes vias espirituais, a do karma (das ações) e da bhakti (devoção) estavam contidas no jnana.

Obs.: Carl Gustav Jung escreveu um extenso texto sobre Ramana Maharshi, que pode ser acessado no excelente site www.vedanta.pro.br, no seguinte endereço específico:

http://www.vedanta.pro.br/?p=514

Há uma foto de Ramana Maharishi (com aquele olhar especial e cheio de amor) postada no site do IPPB, no seguinte endereço específico: https://ippb.org.br/imagens/Ramana.jpg 

 


Texto <1052><05/11/2010>

1051 - CLARA, CLARINHA... ESTRELINHA DOS ORIXÁS

(Uma Homenagem a Clara Nunes, Guerreira da Luz)
 
Clara, Clarinha...
Que desceu nas terras do Brasil,
Para cantar a Fé e a Luz.
 
Que cantou com a bênção dos Orixás...
Porque o seu coração era d’Eles.
Ah, linda mineira, de alma africana.
 
Linda estrela, de voz maravilhosa,
Que cantava a glória das três raças.
Ah, dançarina dos Orixás!
 
Clara, Clarinha...
Que voltou para casa, lá em cima,
Porque não era do mundo, era estrelinha.
 
Que voz! Que ginga! Que Axé!
Quem cantava, era você mesma?
Ou eram os Orixás, em você?
 
Ah, menina dos deuses!
Você deve estar cantando no Céu...
Mas deixou saudades aqui na Terra.
 
E, hoje, eu acordei lembrando-me de uma canção.
Uma das suas – ou dos Orixás?
E senti uma saudade doce, como um rio dentro de mim.
 
Sim, uma saudade com sabor de estrela.
E a visão de alguém cantando e dançando no Céu.
Uma saudade de você, Clarinha.
 
Sabe?... Quando você cantava aqui, eu era criança.
Mas o meu pai adorava a sua música - e se encantava...
E ele tinha você em alta conta – como mulher de fibra.
 
E, hoje, lembrando-me de você, eu também me lembro dele.
Que está bem velhinho, mas ainda apaixonado pela música.
E escrevo sobre você, não só pelo que senti, mas também por ele.
 
E não questiono o que senti, porque sempre escuto meu coração.
Assim como você fazia em nome dos Orixás.
E, hoje, além do meu pai, eu também me encanto com o seu canto.
 
Porque era canto de dor e alegria, bem humano e brejeiro.
Canto de alma, vindo do coração; ou, melhor dizendo, dos Orixás.
Sim, canto de fé! Das três raças num só país.
 
Clara, Clarinha...
Algum Poder Maior me despertou no meio da madrugada.
Para escrever algo sobre você – e alegrar o meu pai.
 
E eu sei de muitos outros que apreciam sua música e sua fé.
Gente que você inspirou com sua fibra de guerreira de Iansã.
E eu acho que você inspirava até mesmo os Orixás.
 
Sabe?... Eu fecho os olhos e ainda vejo você dançando em meio às estrelas.
E sinto um perfume espiritual descendo aqui, bem no meu coração.
E sei que é uma bênção dos Orixás – e eu agradeço ao Céu por isso.
 
Ah, Clarinha de Meu Deus – e dos deuses no Astral do Brasil!
A Força Espiritual que você passava em suas canções está aqui, agora.
E é como um perfume sutil que viaja por essas linhas...
 
Sim, como uma bênção secreta levando alegria a outros corações...
E, talvez, levando uma doce saudade aos seus fãs, e aos seus irmãos de Fé.
E, assim, talvez eles orem aos Orixás, pelo bem de todos os seres.
 
E eu não sei por que fui escolhido para escrever sobre você.
Eu, que gosto de rock e não sigo doutrina alguma, seja ocidental ou oriental.
Mas, quem disse que os Orixás ligam para isso? Eles veem o Amor no coração.
 
Esse Amor que você cantou tão bem... Como guerreira da Luz.
Que também está aqui, me fazendo escrever essas linhas.
Que me acordou, no meio da madrugada, por obra de um Poder Maior.
 
Ah, Clara, Clarinha...
Que hoje canta e dança no Céu, encantando até mesmo os Orixás.
Obrigado, querida. Por sua música. Pela sua Fé. Pela sua fibra.
 
Axé!*
 
 (Dedicado a Clara Nunes** – e aos seus fãs e irmãos de fé.)
 
P.S.:
Daqui a pouco irá amanhecer...
E eu fico aqui pensando nos desígnios celestes.
E no quanto todos nós somos guiados invisivelmente.
E, também me pergunto sobre algo mais:
“Como pode um pequeno coração aguentar um Grande Amor?”
Talvez, cantando e dançando. Ou, escrevendo e deixando ir...
E, assim, compartilhando bênçãos secretas e invisíveis.
Ah, quanto mais eu vejo o infinito, menor eu me sinto.
E, diante de tal grandeza, eu me encanto, agradeço, e oro.
E, enquanto a Clarinha canta e dança no Céu, eu escrevo, aqui embaixo.
E os Orixás continuam abençoando todos, no silêncio de um Grande Amor...
Porque, no Céu ou na Terra, é só o Amor que nos leva...***
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – sujeito com qualidades e defeitos, espiritualista consciente, 49 anos de “encadernação”, pai da Helena e da Maria Luz, mestre de nada e discípulo de coisa alguma, sempre na Fé e na Luz...
São Paulo, 17 de outubro de 2010.
 
- Notas:
* Axé - mantra afro-brasileiro, muito usado no Candomblé e em algumas linhas de Umbanda. Significa “vibração positiva”.
** Clara Francisca Gonçalves Pinheiro, conhecida como Clara Nunes (Paraopeba, 12 de agosto de 1943 — Rio de Janeiro, 02 de abril de 1983), foi uma cantora brasileira, considerada uma das maiores intérpretes do país. Pesquisadora da música popular brasileira, de seus ritmos e de seu folclore, Clara também viajou várias vezes para a África, representando o Brasil. Conhecedora das danças e das tradições afro-brasileiras, ela se converteu à umbanda. Clara Nunes seria uma das cantoras que mais gravaria canções dos compositores da Portela, sua escola do coração. Também foi a primeira cantora brasileira a vender mais de 100 mil cópias, derrubando um tabu segundo o qual mulheres não vendiam disco.
(Trecho de biografia extraída do site do Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Clara_Nunes).
*** Seguem-se abaixo cinco links do Youtube para vídeos da Clara Nunes
http://www.youtube.com/watch?v=ESswdhON3aw  
http://www.youtube.com/watch?v=VtOBrmd3lG8&feature=related 
http://www.youtube.com/watch?v=T8rJUaO3Spc&feature=related 
http://www.youtube.com/watch?v=lBqJfSqQMY0 
http://www.youtube.com/watch?v=qrrHEFKC3p4&feature=related 
 
Obs.: Enquanto eu passava essas linhas a limpo, lembrei-me de um texto do meu amigo Frank, que complementará esses escritos de hoje de forma magistral. Segue-se o mesmo logo abaixo.
 
 
 
 
 
SINCRETISMO
 
- Por Frank -
 
- Ou o senhor é uma coisa ou outra.
- Não posso ser todas?
- Não! É preciso manter uma linha. Ou o senhor come a hóstia ou toma chá.
- Eu não ganharia mais em sabedoria e tolerância se ouvisse o pastor e o pai de santo?
- Não! O senhor, por um acaso, conhece algum flamenguista-tricolor ou um corintiano- palmeirense? Não, senhor. Precisamos ser firmes com o que acreditamos, ainda mais com o sagrado. Não se brinca com isso.
- É que gosto do Pai Nosso e de cantar Hare Krishna...
- Sacrilégio! Se o senhor tivesse mesmo uma fé, já teria escolhido um lado. Não pode ficar assim na ponte, não, senhor. Não pode misturar.
- É que eu pensava que tudo que é misturado é mais bonito. Olha essa cor morena, tão brasileira e tão bonita. Fruto da mistura.
- Essa mistura pode. Mistura em religião não pode, não.
- Mas o Catolicismo não nasceu da mistura do Judaísmo e das lições de Jesus?
- Sim, mas é diferente.
- Sim, isso mesmo. Diferentes credos originando um ao outro. Olha o Islamismo, eles até reconhecem Jesus e Abraão.
- Por isso não pode misturar, senhor. Daqui a pouco o senhor vai dizer que tem mais muçulmano no mundo que cristão.
- E tem mesmo! Além de hindus, budistas, umbandistas, e uma série de "istas", até aqueles que se dizem espiritualistas e pregam o sincretismo, a união de todas as religiões, como se fosse uma só.
- Espiritismo é outra coisa.
- Eu disse espiritualismo.
- A mesma coisa. Não dá para falar aleluia e axé ao mesmo tempo, senhor. É uma coisa ou outra.
- Vou seguir o seu conselho. Chega de mistura. Vai que eu perco o juízo com tanta religião. Já pensou se eu chamo por Jesus e me aparece o Buda?
- Isso mesmo, eu sabia que o senhor tinha juízo.
- Mas ouvir rock e samba, pode?*
 
São Paulo, 13 de abril de 2008.
 
- Nota de Wagner Borges: Frank é o pseudônimo do nosso amigo Francisco de Oliveira, participante do grupo de estudos do IPPB e da lista Voadores. Depois de vários anos morando em Londres, ele voltou a residir em São Paulo, em fevereiro de 2005.
Ele escreve textos muito inspirados e nos autorizou a postagem desses escritos.
Há diversos textos dele postados em sua coluna da revista on line de nosso site e em nossa seção de textos periódicos, em meio aos diversos textos já enviados anteriormente. www.ippb.org.br – Outros textos podem ser acessados diretamente em seu blog na Internet: http://cronicasdofrank.blogspot.com 
 
- Nota do autor:
* Segue-se abaixo um samba do Martinho da Vila, que complementa o texto acima. O que seria do meu gosto musical, se eu só gostasse de rock e não aproveitasse o melhor que há no samba?
 
 
 
 

SINCRETISMO RELIGIOSO
(Letra de Martinho da Vila)
 
Saravá, rapaziada! Saravá!
Axé pra mulherada brasileira! - Axé!
Êta, povo brasileiro! Miscigenado,
Ecumênico e religiosamente sincretizado.
Ave, ó, ecumenismo! Ave!
Então vamos fazer uma saudação ecumênica.
Vamos? Vamos!
Aleluia, aleluia!
Shalom, shalom!
Al Salam Alaikum! Alaikum Al Salam!
Mucuiu nu Zambi! Mucuiu!
Ê, ô, todos os povos são filhos do Senhor!
Deus está em todo lugar. Nas mãos que criam, nas bocas que cantam,
Nos corpos que dançam, nas relações amorosas, no lazer sadio,
No trabalho honesto.
Onde está Deus? Em todo lugar!
Olorum, Jeová, Oxalá, Alah, N`Zambi. . . Jesus!
E o Espírito Santo? É Deus!
Salve, sincretismo religioso! Salve!
Quem é Omulu, gente? São Lázaro!
Iansã? Santa Bárbara!
Ogum? São Jorge!
Xangô? São Jerônimo!
Oxossi? São Sebastião!
Aioká, Inaê, Kianda! Iemanjá!
Viva a Nossa Senhora Aparecida! Padroeira do Brasil!
Iemanjá, Iemanjá, Iemanjá, Iemanjá...
São Cosme, Damião, Doum, Crispim, Crispiniano, Radiema. . .
É tudo Erê. Ibeijada.
Salve as crianças! Salve!
Axé pra todo mundo, axé!
Muito axé, muito axé!
Muito axé, pra todo mundo, axé!
Muito axé, muito axé!
Muito axé, pra todo mundo axé...
Energia, Saravá, Aleluia, Shalom,
Amandla, caninambo! Banzai!
Na fé de Zambi. Na paz do Senhor, Amém!

Texto <1051><30/10/2010>

1050 - FALANDO DE ILUSÕES E QUERELAS, NA LATA!

(E Descendo a Lenha na Arrogância – em Nome do Papai do Céu)

 

Quem diz que tudo é Maya e, por isso, nega a vida, já caiu na própria armadilha do que fala. Porque negar a Vida também é Maya*.

E renegar o corpo é tolice maior ainda.

Com o perdão do trocadilho, “achar que tudo é ilusão, é um tipo de ilusão”.

Se o Papai do Céu está em todas as coisas, Ele não está somente dentro dos corações, mas, também, no próprio coração da Vida.

Se o Divino é Puro Espírito, Ele interpenetra a tudo o que é denso, seja corpo ou pedra; espírito ou madeira; sábio ou idiota.

A ilusão real está em não perceber isso.

O espaço sideral e um simples átomo; o urso comilão e o asceta; o iniciado e o profano; o materialista e o espiritualista; o iogue e o troglodita; tudo é Luz.

A ilusão não está nas coisas da criação, mas, sim, no apego a elas e na arrogância de se sentir superior aos outros seres.

E também é ilusão não ser feliz e ficar de semblante amarrado e criticando tudo.

Alguns caras radicais, sem pé nem cabeça e tortinhos demais, não suportam ver alguém feliz – e esse tipo de postura não é um tipo de ilusão?

Que espiritualidade é essa que abomina o riso?

Não, não! Essa galera está bem equivocada.

Se até o Papai do Céu ri – pois, se Ele criou a tudo, também criou as risadas -, imagine os homens da Terra...

Negar a vida não está com nada!

Assim como negar o espírito é uma furada monumental.

O corpo não é impuro; é simplesmente um pedacinho vivo da Natureza e faz parte da mesma Luz que está em tudo.

Entretanto, o coração dessa gente que nega as coisas do mundo está bem sujo.

Porque sua arrogância já toldou seu Amor e sua Inteligência.

Falando claro: essa galera padece de “frieira psíquica”.

Por isso estão sempre constritos e bicudos. E como pode ser isso?

Alguém que não ri pode falar de evolução espiritual?

Se nega a Vida, também nega a si mesmo – e ao Papai do Céu, que é quem mais ri no universo.

Maya é essa gente chata pra dedéu e metida a besta!

De que adianta não comer isso ou aquilo, se continua a comer irritação em todo momento?

E alguns até flexibilizam bem os movimentos do corpo, mas não são capazes de flexibilizar suas emoções e posturas mentais radicais.

São capazes de “plantar bananeiras incríveis”, mas – novamente com o perdão do trocadilho -, “se embananam bastante” diante das coisas simples da existência.

Ô gente insossa!

Se pudessem, iriam morar em algum recanto do Himalaia, não por Amor à espiritualidade, mas para fugir das lutas e aprendizados do mundo.

E, com essa postura, o máximo que conseguem é transformar o próprio coração numa caverna escura e sem compaixão.

E, mais honrado e espiritualizado é quem vê o Divino em tudo, inclusive, no coração dos outros, e na vida comum... Porque, mesmo passando pelas dificuldades do cotidiano, ainda assim, se lembra do Papai do Céu – e valoriza a Vida e ri bastante...

Esses são os verdadeiros gurus: encontraram felicidade só pelo fato de simplesmente existirem. E, em cada respirada que dão, honram a Vida, neles mesmos.

Podem até falar do espírito, mas não negam o corpo. E alguns até sonham em visitar o Himalaia, mas, para encher as cavernas geladas de risadas bem quentes e gostosas.

São Budas do mundo. E como são gratos ao Papai do Céu, só pelo fato de existirem, são contentes e desprendidos de tolices e querelas sem nexo.

E, assim, realizam o próprio espírito. E suas risadas ecoam de estrela em estrela...

O mantra de hoje é só esse aqui: Om Rir Om!**

 

P.S.:

Maya? Que nada!

Viver é o lance.

E o Papai do Céu é o Cara!

E nós aprendemos algo com Ele:

“Rir é um santo remédio...

E cura até ilusão.”

 

Um abraço a todos os leitores.

(Sejam inteligentes, criativos, amorosos e alegres).

A Companhia do Amor vai nessa...

 

- Companhia do Amor*** –

A Turma dos Poetas em Flor.

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Curitiba, 04 de setembro de 2010.)

 

- Notas:

* Maya – do sânscrito – ilusão; tudo aquilo que é mutável, que está sujeito à transformação por diferenciação.

** Mantra – do sânscrito – palavra oriunda de manas: mente; e tra: controle; liberação – Literalmente, significa "Controle ou liberação da mente".

Determinadas palavras evocam uma atmosfera superior que facilita a concentração da mente e a entrada em estados alterados de consciência. Os mantras são palavras dotadas de particular vibração espiritual, sintonizadas com padrões vibracionais elevados. São análogos às palavras-senhas iniciáticas que ligam os iniciados aos planos superiores.

Pode-se dizer que os mantras são as palavras de poder evocativas de energias superiores. Como as palavras são apenas a exteriorização dos pensamentos revestidos de ondas sonoras, pode-se dizer também que os mantras são expressões da própria mente sintonizada em outros planos de manifestação.

Obs.: na cosmogonia hinduísta clássica, o Om é o maior dos mantras. Significa o Verbo Divino; aquela vibração universal que está em todas as coisas; a Primeira Luz; o Som do Divino.

*** A Companhia do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me passam textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria, são poetas e muito bem humorados. Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou luzinhas piscando em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas comuns, apenas vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas encarnadas saibam que não existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor.

Os seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.

Para mais detalhes sobre o trabalho dessa turma maravilhosa, ver os livros "Companhia do Amor - A Turma dos Poetas em Flor – Volumes 1 e 2" - Edição independente - Wagner Borges, e sua coluna no site do IPPB (que é uma das seções mais visitadas no site): www.ippb.org.br.  


Texto <1050><26/10/2010>

1050 - NÃO ESTAMOS SOZINHOS!

Por que os meus olhos teimam em ver o que o meu coração já sentiu?

Por que sinto que nossa origem é extraterrestre e que outros olhos estão nos observando e também nos sentindo com o coração?

Será que eles também choram de saudade?

Olho para as estrelas e penso nas naves invisíveis que se movimentam interdimensionalmente e são motivadas por razões que só os seus tripulantes sabem.

Penso nos povos de outros orbes que nos visitam em suas naves fantásticas e, ao mesmo tempo, lembro-me das diversas guerras em andamento no nosso planeta no momento.

Pergunto-me se os visitantes espaciais estão vendo isso e se não nos consideram meio loucos?

Talvez haja um plano cósmico em andamento e nós estamos inseridos nele, mas ainda não sabemos. Ou talvez os nossos visitantes sejam mais parecidos e próximos de nós do que jamais imaginamos dentro de nossa cegueira interdimensional temporária.

Quem sabe se, no fundo dos mares, no interior da Terra, ou mesmo sob as calotas polares, não há diversas colônias ou bases extraterrestres monitorando invisivelmente o progresso da humanidade terrestre?

Lembro-me de Jesus ensinando, "Na Casa do Pai há muitas moradas".

Será que Ele também estava sentindo saudades?

Também me lembro do sábio grego Pitágoras, ensinando sobre as esferas espirituais, e do místico e sensitivo sueco Swedenborg relatando, no século 18, que via, fora do corpo, seres de outros lugares.

Será que eles também estavam com saudades?

Meus olhos querem ver, mas o meu coração já sabe e não precisa de provas externas para comprovar o que ele já intuiu e sentiu: somos visitados por irmãos estelares há muito tempo e há uma ordem cósmica guiando os passos de raças mais jovens e imaturas nos orbes mais densos.

Iludidos pelos cinco sentidos convencionais e presos a paradigmas materiais e imediatistas, não percebemos a imensa trama cósmica em que estamos inseridos e também não percebemos que fazemos parte da imensa família sideral.

Cegos e meio-loucos por causa do isolamento em relação aos nossos irmãos espaciais, pensamos e fazemos coisas estranhas e não conseguimos a paz tão almejada.

Saudades, saudades, saudades... Os olhos querem ver, mas o coração já sabe:

NÃO ESTAMOS SOZINHOS!

 

Paz e Luz.

 

- Wagner Borges -

São Paulo, 28 de maio de 2002.


Texto <1050><26/10/2010>