1029 - ANDANDO COM KRISHNA PELA SENDA DO ESPÍRITO*

(E respirando o Sopro Vital do Eterno na Jornada)

Certa vez, no templo das estrelas, Você me falou sobre o Darma** e a responsabilidade de manter a tocha do discernimento espiritual acesa na jornada.
Você me contou sobre o Amor Que Ama Sem Nome e o abraço silencioso da Luz em cada trabalhador da senda do espírito.
E me esclareceu sobre os ensinamentos conscienciais elevados e a assistência espiritual, em todos os planos.
O tempo passou, e a roda da vida girou e me levou para as vivências necessárias... E, por diversas vezes, eu me distanciei do que Você havia me ensinado.
E hoje, eu reconheço: o meu ego me cegou e me desviou da senda.
Por causa de minha arrogância, eu também me esqueci de Você.
Mas Você esperou o tempo certo chegar e me resgatou de mim mesmo.
E jamais me julgou. Pelo contrário, Você continuou me amando em silêncio.
Porque Você sabia que eu o tinha esquecido só na mente, mas não em espírito. E que eu havia guardado tudo dentro do meu coração.
E Você veio, me tirou do poço do orgulho e me abraçou; e rindo, me disse:
“Meu Coração está em seu coração. Sempre esteve. E sempre estará!
Que bom que você voltou. Vamos retomar a jornada, com passos de Luz.
Porque os Meus Passos estão nos seus passos...
Sua senda é Minha... E Minhas Mãos estão nas suas, para passes luminosos.
O seu sopro vital é Meu, porque Eu estou em seu coração.
E o seu trabalho também é Meu, porque eu lhe dei o Darma para isso.
Então, sabendo que nada lhe pertence, nem mesmo o seu corpo físico, entregue a Mim o fruto do seu trabalho e deixe que o Meu Coração fale ao seu coração...
E quando você estiver cansado e desgastado, pense em Mim. Respire-me...
E diante da tragédia e das dores do mundo, ore a Mim.
Lembre-se: o seu coração é Meu. E o Meu Amor também!”
E pela graça d’Ele, eu retornei dos escombros de mim mesmo.
O tempo passou, e a roda da vida girou outras vezes, mas eu nunca mais o esqueci. Porque eu passei a sentir o Coração d’Ele dentro do meu coração.
E o Darma d’Ele continua me impulsionando na senda, humana e espiritual.
E hoje eu sei que não mando em nada, nem em mim mesmo e que, a qualquer momento, eu posso ser arrebatado para fora do corpo definitivamente, na hora que Ele determinar.
Sim, hoje eu sei: eu não sou mais meu. Na verdade, nunca fui. Sempre fui d’Ele.
E quando eu errei, foi o meu ego detonando a jornada. Mas quando eu fiz algo bom, foi Ele em mim.
Sem a paciência e o cuidado d’Ele, eu teria me perdido nas ilusões do meu orgulho e de minhas emoções estranhas.
Ah, hoje eu sei: a senda espiritual é linda por causa d’Ele!
E eu agradeço a Ele, mais uma vez, por tudo. E respiro o Seu Sopro Vital...
E diante das dores e tragédias do mundo, eu penso n’Ele e oro a favor de todos, encarnados e desencarnados.
E o meu coração escuta o Coração d’Ele, como deve ser...
Ele, Krishna, o Senhor dos Olhos de Lótus, o Eterno Companheiro.

P.S.:
Quando o coração fala ao coração, não há mais nada a dizer.
É algo que não se explica, só se sente...
Em espírito e verdade, como deve ser...

Om Namo Bhagavate Vasudevaya!***

Paz e Luz.

- Wagner Borges –
São Paulo, 13 de julho de 2010.

- Notas:
* Esses escritos foram feitos no Espaço Origens, no bairro do Brooklin, em São Paulo, um pouco antes de eu iniciar uma aula sobre as experiências fora do corpo para um grupo de 35 alunos.
Mesmo trabalhando nessa área há tantos anos, ainda me sinto honrado de estar vertendo esclarecimentos conscienciais no mundo. E sei que o maior beneficiado com isso sou eu mesmo. Porque, ao realizar isso, eu sei que é Ele em mim. Porque o meu coração escuta o Coração d’Ele, que me diz: “Vive, ama, estuda, trabalha, aprende, compartilhe o Darma e siga feliz...”
Às vezes, alguém me pergunta porque eu continuo fazendo esse trabalho e o que me motiva na senda espiritual. E a única resposta que tenho é essa: “Esse trabalho não é meu, é de Krishna. Eu sou só veículo. E estou feliz assim. Eu caminho pela senda d’Ele. Ou melhor, a senda é Ele. E só Ele é que sabe quantos passos eu vou dar nessa jornada...”
Oxalá eu seja digno de ter os passos d’Ele nos meus passos, sempre na Luz.
** Darma – do sânscrito “Dharma” – dever, missão, programação existencial, mérito, bênção, ação virtuosa, meta elevada, conduta sadia, atitude correta, motivação para o que for positivo e de acordo com o bem comum.
*** Om Namo Bhagavate Vasudevaya - do sânscrito - é um dos mantras de evocação de Krishna. OM é a vibração interdimensional que interpenetra a tudo e a todos.
NAMO: Saudação ou reverência ao poder divino.
BHAGAVATE: Respeito ao Senhor.
VASUDEVAYA: Vasudeva é o nome da família carnal que criou Krishna. O Ya acrescentado no final significa a característica ativa (masculina) do mantra. Quando alguém faz esse mantra completo, evoca Krishna como homem que também viveu aqui na Terra e sabe das dificuldades enfrentadas por todos.
Obs.: Sobre esse mantra, favor ver o texto “Surfando nas Ondas da Consciência Feliz – Om Namo Bhagavate Vasudevaya”, postado no site do IPPB – www.ippb.org.br -, no seguinte endereço específico:
https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=3897


Texto <1029><05/08/2010>

1028 - IDADES – III*

(Toques de Maturidade Consciencial)

Tudo passa! E a vida sempre segue...
E o envelhecimento do corpo carnal é inevitável.
Faz parte do processo de aprendizado da Terra.
Então, é preciso aceitar e lidar bem com o fato.
No entanto, muitos de vocês se revoltam com isso.
E reclamam muito, como se o tempo fosse escutá-los...
E não percebem a riqueza da experiência adquirida na carne.
Se fosse possível, vários de vocês voltariam no tempo.
Mesmo pagando o preço de perder tudo o que vivenciaram.
E o que vocês são hoje, é fruto do que vocês já viveram.
Suas rugas não são suas inimigas; só atestam que tudo passa...
E os seus cabelos brancos são testemunhas de quantas coisas?
Ah, meus filhos, não se deixem levar pelas ilusões do mundo.
Vocês são espíritos cheios de luz. Só estão na carne por um tempo.
E o tempo passa, sim, mesmo que vocês não queiram.
Então, olhem a sabedoria que fica. E valorizem o que é da consciência.
Porque é isso que vocês levarão para além do trânsito da morte...
E diante do Senhor, que resultado vocês apresentarão, extraído do labor da vida?
Mostrarão a Ele a cor da pele do corpo e dos olhos, e ancas e seios?
Mas, como fazer isso sem o corpo carnal? E, sem consciência, como será isso?
No plano espiritual só interessa o que o espírito é; o que pensou, sentiu e fez.
E é aí que a experiência de vida conta muito, pois está baseada no que se aprendeu.
Ah, meus filhos, muitos de vocês abençoarão as lágrimas derramadas tantas vezes.
E agradecerão o tempo das rugas e dos cabelos brancos, pela experiência adquirida.
Portanto, não se lamentem. Pensem nos valores estimados, tantas vezes testados.
Vocês já passaram por tantas coisas... E agora, é hora da colheita da sabedoria.
Muitos partem do plano físico na juventude. Mas, vocês foram premiados!
O Senhor lhes deu a oportunidade de aprender algo mais na Terra.
Os modismos e ritmos passam – e as ilusões também. O que fica é valor adquirido.
E é isso que se leva para além da vida carnal... A sabedoria de ter feito o melhor.
Não reclamem mais! Porque, o que importa é o caráter e o valor da consciência.
Cuidem bem do corpo, que é o envoltório que a Terra lhes emprestou, por um tempo.
Porém, cuidem muito mais do que pensam e fazem no mundo; e curem suas emoções.
Suas rugas não são um problema; mas suas emoções doentias são – e seus apegos.
E os seus cabelos brancos estão na cabeça, mas não pensam e nem aprontam nada.
Então, rugas e cabelos brancos não são problemas. E o tempo não é culpado de nada.
Envelhecer no corpo pode ser uma bênção, principalmente para quem quer crescer...
Permite o tempo da colheita das vivências e suas inerentes reflexões.
E mesmo que a velhice acarrete limitações na carne, há sempre algo para saber...
E no caso de doenças, considerem as vidas pregressas e o seu tempo de consecução.
E também o tempo de colheita das repercussões cármicas** - de antes, e de agora.
Meus filhos, valorizem mais a experiência da maturidade na carne e cresçam muito.
Se vocês não possuem mais o vigor da juventude, então, compensem com sabedoria.
Vocês já passaram por muitas coisas... E agora é hora de usar a experiência.
Depois de tantas coisas, que tal perdoar os outros – e se perdoar também?
O tempo passa... E as mágoas também. Deixem as coisas pesadas para trás...
Ah, não valorizem mais as coisas ruins do passado, pois tudo passa!
Não esperem a morte para fazer isso diante do Senhor. Façam isso agora mesmo!
Muitos estão só envelhecendo, sem sabedoria alguma. E suas rugas são vazias.
Entretanto, outros estão crescendo em caráter e consciência. E com amor e alegria.
Oxalá cada um aproveite bem o seu tempo de vida, seja lá qual for.
Porque tudo passa, mas a sabedoria fica. E o espírito é eterno.
Que o tempo de colheita de suas vidas seja rico e sereno, sempre na Luz.
E que o Senhor abençoe o campo de semeadura de seus pensamentos e ações.

P.S.:
Meus filhos, orem mais ao Senhor da Vida.
Não se liguem em situações negativas.
Não se deixem levar pelas aparências.
Não traiam o próprio coração.
Façam o Bem.
Na Luz.
No Amor.

- O Ancião*** –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 13 de julho de 2010.)

- Notas:
* As duas primeiras partes desse texto podem ser acessadas no site do IPPB – www.ippb.org.br -, no seguinte endereço específico: https://ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=7384&catid=31:periodicos&Itemid=57
** Cármicas – do sânscrito Karma: ação, causa - toda ação gera uma reação correspondente; toda causa gera o seu efeito correspondente. A esse mecanismo universal os hindus chamaram carma. Suas repercussões na vida dos seres e seus atos podem ser denominados de consequências cármicas.
*** O Ancião é um sábio mentor espiritual que tive a honra de conhecer recentemente e que tem me ensinado várias coisas. Ele é um admirador dos ensinamentos de Jesus, Buda, Pitágoras e Sócrates. E rindo, me disse apenas isso: “Cresça, rapaz!”
Obs.: Enquanto eu digitava essas linhas, lembrei-me de um texto antigo, que pode acrescentar algo mais nesses escritos de hoje. Posto o mesmo na sequência.

 

CORAÇÃO, SINTONIA, RUMOS E ELEVAÇÕES...

Amigo buscador, ouça a voz sutil do coração.
Mergulhe no mais profundo de sua alma e ligue-se à essência divina que mora na câmara secreta do chacra cardíaco*.
Não desdenhe o chamado secreto de sua própria divindade.
Atravesse o mar das lamentações do ego e chegue até as praias da inspiração.
Sucessivas vagas de amor chegam ali. Elas vêm, pelos portais espirituais, beijar as praias de sua vida íntima.
Por que você hesita em seguir o chamado sutil?
Tem medo do encontro consigo mesmo?

* * *

Sabe, muitas almas conhecem seu sofrimento nas lides da carne.
Elas conhecem os recônditos de suas aspirações e torcem por você.
Elas beijam o seu coração, sem que você perceba.
Inspiram muitos dos seus pensamentos e sentimentos, mas respeitam o seu livre arbítrio e suas decisões.
Elas o amam.

* * *

Na caverna de seu coração há um tesouro de luz.
Tome posse dele!
Devido aos anseios de seu ego, às vezes, você parece miserável e parece um deserdado espiritual.
Por que você não usa parte da riqueza espiritual que o "Pai-Mãe" celestial depositou em seu coração?
Não reclame de suas dificuldades. Elas são suas melhores professoras.
Sem elas, o seu ego já teria assumido total controle de sua vida.
Entre no coração e medite!
Tome posse de seu tesouro de luz e faça sua alma brilhar muito!

* * *

Escute a canção sutil chamando-lhe.
As cordas da vina do amor estão vibrando dentro de seu coração.
Você não quer viajar na música do "Grande Concertista Cósmico"?
Escute-a... E cresça!

* * *

Irmão buscador, as pétalas da inspiração estão com você.
Compartilhe-as com seus irmãos de caminhada.
Trilhe a senda da simplicidade e seja sereno e equânime em seus propósitos vitais.
Seja iniciado na arte da compreensão.

* * *

Os mestres da sabedoria estão agora nas praias de seu coração.
Eles estão chegando nas ondas do amor e reunindo-se sob o “sol do samadhi”**.
Eles escutaram a canção de seu coração e vieram saudá-lo.
Vá ter com eles e aprenda a arte da paciência!

* * *

Irmão espiritual, dissolva as turbulências do ego nas turbinas do discernimento.
Trabalhe com afinco e desprendimento, sem alarde.
As medalhas de mérito do mundo um dia enferrujam.
Porém, o galardão da paz íntima sempre brilhará no peito da consciência operosa e generosa.
Seja justo e amigo.

* * *

Irmão leitor, viajamos com você por estes escritos espirituais na direção da iniciação da compreensão e da luz.
Nossos objetivos são semelhantes: expandimos a consciência pelas muitas moradas do "Pai-Mãe" universal e comungamos com as estrelas e seres na faixa do amor.
Viajamos juntos na “Nave-Mãe-Terra” pela imensidão de miríades de planos, experimentando a multiplicidade das experiências que nos levam às asceses evolutivas compatíveis com nossos esforços e objetivos.
Na Terra, ou no Espaço Espiritual da Vida, estamos seguindo no mesmo rumo...
Os caminhos espirituais são numerosos, mas o Grande Arquiteto Do Universo é um só!
Em qualquer lugar, tempo ou situação, estamos todos viajando no coração do Amor Supremo.

* * *

Irmão consciencial, não se esqueça de que "o semelhante atrai o semelhante".
Busque e achará, semeie e colherá, pois a cada um segundo suas obras!
Siga a senda do coração e amplie seu nível de consciência.

* * *

Desde as esferas espirituais até as praias de seu coração, do átimo de um segundo até o infinito dos tempos, da pura consciência ao corpo mais denso, do universo ao grão de areia, e destes escritos ao seu entendimento, PAZ E LUZ!

- Ramatís e "Os Iniciados"*** -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 21 de maio de 1999.)

- Notas:
* Chacra Cardíaco - é o centro de força responsável pela energização do sistema cardiorrespiratório. É considerado o canal de movimentação dos sentimentos. Por isso é o chacra mais afetado pelo desequilíbrio emocional. Bem desenvolvido, torna-se um canal de amor para o trabalho de assistência espiritual. Está ligado à glândula timo. O seu nome em sânscrito é “Anahata”, o inviolável, o invicto, o som sutil do espírito imperecível.
Obs.: Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e têm como função principal a absorção de energia - prana, chi -, do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.
** Samadhi – do sânscrito - expansão da consciência; estado de consciência cósmica.
*** Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente.
Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.
**** Enquanto eu passava a limpo essas linhas, rolava aqui no som um CD do Rick Wakeman, o mago inglês dos teclados do rock progressivo. Trata-se do CD. “No Expense Spared” – Importado – England.
Obs.: A música “Children of Chernobyl” – faixa 11 – é maravilhosa. Penso que é uma das músicas mais bonitas da carreira do grande tecladista do Yes.


Texto <1028><03/08/2010>

1027 - BUDA – DO CARVÃO AO DIAMANTE...

(Uma Viagem Espiritual nas Asas da Sabedoria)

 Certa vez, um aspirante espiritual se projetou para fora do seu corpo físico (1) nas asas do sono. Ele voou até um templo extrafísico de que ouvira falar. O mesmo se situava no Astral, por cima de sua contraparte física, em determinado rincão isolado.
Ali, bem na entrada do lugar, ele foi recebido por um dos monges extrafísicos que presta assistência espiritual naquele sítio, sob os auspícios das vibrações compassivas e serenas do Buda (2).
O seu objetivo era conseguir as bênçãos para empreender uma jornada espiritual, pois ele desejava ardentemente se afastar do mundo e se dedicar ao caminho do Buda.
Contudo, mais do que suas intenções, o monge leu a verdade que estava em seu coração. E viu que ele não estava preparado para tal jornada e que só estava enganando a si mesmo e tentando fugir da vida.
Então, ele disse ao aspirante:
“De que adianta você querer jejuar, se continuar comendo emoções grossas?
De que adianta você querer se isolar do mundo, se sua mente continuar povoada por milhões de pensamentos desencontrados?
De que adianta você cantar o nome de grandes mestres espirituais, se não seguir os ensinamentos deles e nem respeitar os seus semelhantes?
De que adianta você falar de amor, se seu coração continuar medíocre e raso?
De que adianta você falar de perdão, se não conseguir vencer nem a mais simples provocação?
De que adianta você falar de universalismo, se sua postura for radical e fechada?
De que adianta você falar do Buda, se suas atitudes não forem búdicas?
De que adianta você acender incenso, se a fumaça do seu destempero emocional poluir o ambiente em torno?
De que adianta você falar em paz, se, com frequência, estiver propenso para uma briga?
De que adianta você almejar a Luz, se seu coração estiver escuro e sem amor?
De que adianta você desejar grandes realizações espirituais, se suas atitudes forem pequenas e egoístas?
De que adianta você querer doar suas coisas materiais, se suas emoções antigas e estranhas ainda permanecerem em sua consciência?
De que adianta você gostar do Buda, se não conseguir vê-lo no coração dos outros?
De que adianta você se afastar de seus entes queridos, se o seu ego continuar robusto?
De que adianta você guardar voto de silêncio, se seus pensamentos agitados e suas emoções mesquinhas continuarem ‘conversando internamente’ sem seu controle?
De que adianta você renegar o mundo, se o inferno estiver dentro do seu coração?
De que adianta você orar ou praticar mantras (3), se isso for apenas por condicionamento religioso ou mera fuga da realidade?
De que adianta você dizer que tudo é ilusão, se esse conceito também é uma ilusão?
De que adianta você fechar o seu semblante, se rir é uma dádiva?
De que adianta você vestir um manto de renúncia, se não renunciar ao seu ego?
De que adianta você cantar o mantra “Om Mani Padme Hum”, se não for capaz de ouvir a canção da vida expressando-se nos outros corações?
De que adianta você recitar o mantra “Om Tare Tutare Ture Sohá” (4), se suas mágoas impedirem a linda Tara de morar em seu Ser?
De que adianta você voar para fora do seu corpo e vir espiritualmente até aqui, se, dentro da matéria, sequer consegue flutuar acima de seu egoísmo?
De que adianta você desenvolver sua mente, se seu coração estiver triste?
De que adianta você dominar chacras (5) e poderes psíquicos, se não tiver sabedoria para lidar com eles?
De que adianta você gostar do Buda, se não for para rir mais e ver o amor fluindo em todos os corações?
De que adianta você falar de estado búdico, se tal realização não for acompanhada de atitudes compatíveis e pertinentes no seio do mundo?
De que adianta você vir aqui atrás do Buda, se O Iluminado está abraçando secretamente os infelizes do caminho, agora mesmo, em vários planos de causalidade?
De que adianta você falar de coração, sem ser de coração?”
E diante da estupefação do aspirante, o monge olhou-o carinhosamente. Os seus olhos eram duas estrelinhas de amor. E, rindo, como só as crianças sabem fazer, ele arrematou, dizendo-lhe, de coração a coração:
“Volte para o seu corpo, na Luz.
E se pergunte o por que de estar reencarnado...
Vale mais ser você mesmo, melhorando dia-a-dia, vida após a vida...
Há um Buda em seu coração. Só precisa despertá-lo!
Mas, advirto-o: Ele gosta de risadas.
Então, ria mais e flua junto com a própria existência...
Pratique a compaixão, naturalmente.
Veja o Buda em cada Ser.
Ame. Dê flores em nome do Iluminado.
O Buda é um Sol de Amor. Brilhe junto.
E, por favor, seja você mesmo, sempre melhorando...
Compaixão é consciência.”

P.S.:
Paraíso e inferno são portáteis; cada um carrega o seu dentro do próprio coração.
E de que adianta estudar temas espirituais, se não for para ser feliz, aqui e agora?
Fugir do mundo não significa fugir de si mesmo.
A natureza não dá saltos e ninguém evolui de uma hora para outra.
O carvão leva muito tempo, sob pressão, até tornar-se diamante.
Da mesma forma, leva muito tempo para o homem tornar-se Buda.
E haja pressão em cima, até que o ego se transforme em lótus espiritual.
Da escuridão para a Luz. Do egoísmo para o Amor. Da ignorância para a sabedoria.

(E eu não sei mais nada do aspirante, ou se ele gostou de ouvir o que o monge lhe disse. E, talvez, ele tenha voltado para o corpo e nem lembrado de nada. Mas deve ter acordado com um gosto amargo na boca. Porque a verdade pode ser dura como o diamante, e cortar fundo as ilusões do ego.
De toda forma, tenho a sensação de que esses escritos chegarão até ele e o lembrarão de alguma coisa. E, se ele tiver assimilado o ensinamento do bondoso monge, provavelmente dará uma risada gostosa, como só as crianças sabem fazer.
Quem sabe os caminhos do coração e o momento do despertar de um Buda?
Do lodo para a Luz... Sempre melhorando.)

Om Mani Padme Hum! (6)

Gratidão e Alegria.
Paz e Luz.

- Wagner Borges – pequeno carvão, mas rindo muito, principalmente de si mesmo...
São Paulo, 29 de junho de 2010.

- Notas:
1. Buda - do sânscrito - O Iluminado; Aquele que despertou! Palavra derivada de “Buddhi”, que significa “Iluminação Pura” ou “Inteligência Pura”. Ou seja, quem alcança o estado de Buddhi, torna-se um Buda, um ser iluminado e desperto.
2. Projeção da consciência – é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico.
Sinonímias: Viagem astral – Ocultismo.
Projeção astral – Teosofia.
Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz.
Experiência fora do corpo – Parapsicologia.
Viagem da alma – Eckancar.
Viagem espiritual – Espiritualismo.
Viagem fora do corpo – Diversos projetores extrafísicos e autores.
Emancipação da alma (ou desprendimento espiritual) – Espiritismo.
Arrebatamento espiritual - autores cristãos.
3. Mantra – do sânscrito – palavra oriunda de manas: mente; e tra: controle; liberação – Literalmente, significa "Controle ou liberação da mente".
Determinadas palavras evocam uma atmosfera superior que facilita a concentração da mente e a entrada em estados alterados de consciência. Os mantras são palavras dotadas de particular vibração espiritual, sintonizadas com padrões vibracionais elevados. São análogos às palavras-senhas iniciáticas que ligam os iniciados aos planos superiores.
Pode-se dizer que os mantras são as palavras de poder evocativas de energias superiores. Como as palavras são apenas a exteriorização dos pensamentos revestidos de ondas sonoras, pode-se dizer também que os mantras são expressões da própria mente sintonizada em outros planos de manifestação.
4. Dentro do contexto do Budismo Tibetano, há três Bodhisatvas muito queridos pelos devotos: Manjushri, o Senhor da Sabedoria; Avalokitesvara, o Senhor da Compaixão (criador do mantra da compaixão: Om Mani Padme Hum); e Tara, a Senhora da cura, da energia e da alegria (cujo mantra é Om Tare Tutare Ture Sohá).
Para mais detalhes sobre Tara e seu mantra, favor ver o texto “Nas Vibrações Lindas da Mãe Tara”, postado no site do IPPB no seguinte endereço específico: https://ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=7406&catid=31:periodicos&Itemid=57
5. Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energia - prana, chi -, do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.
6. Om Mani Padme Hum - do sânscrito - sua tradução literal é: "Salve a jóia no lótus". Esse é um mantra de evocação do boddhisattva da compaixão entre os budistas tibetanos e chineses. Om é a vibração do TODO. Mani é a "Jóia espiritual que mora no coração"; ou seja, é o próprio Ser, a essência divina. Padme (Lótus) é o chacra cardíaco que envolve, energeticamente, essa jóia sutil. Hum é a vibração dessa compaixão do TODO vertendo a luz pelo chacra cardíaco em favor de todos os seres.
Esse mantra é mais conhecido como o "mantra da compaixão". É um dos mantras mais poderosos que conheço. Pode ser concentrado, mentalmente, dentro do peito – como se a voz mental estivesse reverberando ali –, ou dentro de qualquer um dos chacras que a pessoa desejar ativar. No entanto, o melhor lugar para ele é realmente o chacra cardíaco, pois o que chega ali é distribuído para todo o corpo, pela circulação do sangue comandada pelo coração, e também a todos os outros chacras do corpo energético.
O chacra frontal, na testa, também é excelente para a prática desse mantra, pois o que chega nele é distribuído ao longo da coluna pelos nádis – condutos sutis de transporte energético pelo sistema –, e comunicado a todos os outros chacras abaixo dele. Esse é o motivo pelo qual vários mestres iogues sempre aconselham aos seus discípulos iniciar alguma prática bioenergética por ele.
Um livro excelente sobre isso é o “Teoria dos Chacras”, do pesquisador iogue japonês Hiroshi Motoyama – publicado no Brasil pela Editora Pensamento.
Eis alguns CDs maravilhosos que contêm esse mantra:
- Laíze, com a participação de Áurio Corrá nos teclados e arranjos - CD. "OM", pela Gravadora Alquimusic – Brasil - A segunda faixa desse disco é um canto de amor e faz um bem enorme ao chacra cardíaco. É amor em forma de ondas sonoras.
- CD. "Tibetan Incantations - The Meditative Sound of Buddhist Chants", pela Gravadora Music Club, Série 50050 – England - A segunda faixa é de uma profunda alegria e melhora o humor do ouvinte. É alegria em forma de ondas sonoras. A terceira música é o mantra Om Mani Padme Hum cantado a capela pelos monges tibetanos. Esse álbum tem 74 minutos de música.
- CD. "Six-Word Mantra of Avalokitesvara - The Avalokitesvara Boddhisattva Dharma Door Vol. ll", pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2109 – E.U.A. - Esse CD foi feito por músicos chineses e direcionado para a cura de órgãos internos pelo mantra Om Mani Padme Hum. Entretanto, como a pronúncia é chinesa, o mantra fica Om Mani Pa Me Hung. Seu efeito é bem forte. Nesse trabalho, o lance é mais de energia do que de amor. É vitalidade em ondas sonoras.
- Beijing Central Juvenile Chorus - CD. "Wingsong of The Lotus World", pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2152 – E.U.A. - Esse disco é cantado por um coro juvenil chinês. Aqui o Avalokitesvara, criador do mantra Om Mani Padme Hum – representado pelos chineses na figura da Deusa da compaixão "Kuan-Yin" –, é reverenciado em um belo canto que encanta o coração do ouvinte sensível. Esse disco é paz em ondas sonoras.
- Buedi Siebert – CD. “Om Mani Padme Hum”, pela Gravadora Real Music, Série RM – 4040 – E.U.A. – Esse CD contém diversas versões do mantra Om mani Padme Hum. É excelente para momentos de prece, práticas meditativas, práticas de Ioga e momentos de inspiração e conexão espiritual.
- Fan Li-bin – CD. “Sound From the Cosmos”, pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2112 – E.U.A. – Nesse trabalho de fortes vibrações, Fan Li-bin, vocalista nascido em Taiwan e exímio praticante de mantras, procurou realizar uma conexão espiritual do mantra Om Mani Padme Hum com os chacras. Aqui a pronúncia do mantra é cantada como Om Ma Ni Pa Mei Hum.
- Craig Pruess – CD. “Sacred Chants of Buddha”, pela Gravadora Heaven on Earth Music, Série HOEM – 12 – England – A terceira faixa deste CD é uma versão do mantra Om Mani Padme Hum elaborada para profundo relaxamento psicofísico.


Texto <1026><13/07/2010>

1027 - UPLOAD

- Por Frank -
Quero estabelecer uma conexão
Que não caia.
Subir o meu coração
Em vibrações,
Através da banda larga
Da compaixão...
Só para lembrar
Que sempre
Estive interligado
Com a rede do amor.
E, por mais que eu tenha
A ilusão de que estou desconectado,
Basta um pensamento,
Para eu ser elevado
À Casa do Criador.
São Paulo, 06 de julho de 2010.

- Nota de Wagner Borges: Frank é o pseudônimo do nosso amigo Francisco de Oliveira, participante do grupo de estudos do IPPB e da lista Voadores. Depois de vários anos morando em Londres, ele voltou a residir em São Paulo, em fevereiro de 2005.
Ele escreve textos muito inspirados e nos autorizou a postagem desses escritos.
Há diversos textos dele postados em sua coluna da revista online de nosso site e em nossa seção de textos periódicos, em meio aos diversos textos já enviados anteriormente. www.ippb.org.br – Outros textos podem ser acessados diretamente em seu blog na Internet: http://cronicasdofrank.blogspot.com


Texto <1027><13/07/2010>

1026 - A BÊNÇÃO DO DIA – UM PRESENTE

Você me pergunta sobre os dias que virão...
Mas eu não sei coisa alguma sobre isso.
Porque não sou missionário nem profeta de nada.
E me interessa mais o momento presente.
E, agora mesmo, tenho a bênção de mais um dia à frente...
E ele está cheio de aprendizados e vivências.
O futuro se realizará, inexoravelmente, como deve ser.
Se será feliz, ou não, isso dependerá de sua própria consciência.
E também da forma como você levar sua vida.
Porém, se você se preocupar com o futuro, perderá a lição de agora.
Não aproveitará o momento presente, e isso será uma tragédia.
Então, deixe o amanhã... Para amanhã! E aproveite a bênção do dia de hoje.
Sim, para valorizar a vida, crescer e ser feliz, do jeito que der.
Quanto a profecias, essas ou aquelas, eu nada sei.
Nem sei separar o joio do trigo e nem quem é escolhido da Nova Era.
Não levo jeito para ser juiz da conduta alheia. E mal dou conta de mim mesmo.
Logo, não tenho nenhuma revelação bombástica e nem sei de grandes mistérios.
Só sei da bênção desse dia lindo à minha frente... E é nele que eu vou crescer mais.
Para que, amanhã, eu esteja bem, para o que der e vier.
Desculpe-me, mas o dia de hoje é mais valioso do que qualquer profecia.
E nenhum calendário, de procedência alguma, vale mais do que a sua consciência.
O amanhã ainda não existe, pelo menos nesse plano físico onde vivemos.
Mas o aqui e agora são reais. E estão diante de nós, cheios de lições.
E que o amanhã venha, do jeito que for, e nos encontre bem felizes.
Porque é o que nós somos hoje que levaremos para o amanhã.
Então, vamos ser felizes, aqui e agora, para levarmos isso para o futuro.
E isso não depende de profecia alguma. Só depende de nós mesmos.
Como diz o ditado popular, “o futuro a Deus pertence!”
Mas, o presente é nosso. E é uma bênção para quem adora a vida, aqui e além...

 - Wagner Borges –
Curitiba, 04 de junho de 2010.

 - Nota:
* Esses escritos são a resposta a um e-mail, onde uma pessoa me questionava, mais uma vez, dos motivos pelos quais eu não escrevo sobre profecias, calendário maia, astro chupão, apocalipse, fim dos tempos e outros temas correlacionados.


Texto <1026><06/07/2010>