1010 - PRÁTICA DE VISUALIZAÇÃO CRIATIVA PARA ALIVIAR O CORAÇÃO

1. Deitado, visualize uma esfera de luz dourada, flutuando por cima de seu peito.
2. Mantenha-se assim por cerca de um minuto.
3. A seguir, interpenetre o seu peito com a esfera e imagine que a luz dourada se espalha suavemente pelo coração, os pulmões, o fígado, o baço e o estômago.
4. Mergulhe seu sentimento na luz dourada e concentre-se firmemente, em pensamento, no centro do peito, com a seguinte frase: “EU SOU LUZ! OM... OM... OM!”*
5. Faça isso por cerca de cinco minutos e sinta-se bem.

(Prática baseada num ensinamento espiritual do Swami Sivananda**)

P.S.:
Não custa nada lembrar:
Solte-se mais.
Ria mais de si mesmo!

- Wagner Borges –
São Paulo, 22 de abril de 2010.

- Notas:
* OM – do sânscrito – a vibração do Todo em tudo; o Verbo Divino; a Primeira Luz (o Primeiro Amor); o mantra-semente de Brahma (na Cosmogonia hinduísta, O Criador).
** Swami Sivananda Saraswati (1887-1963) – médico, iogue e mestre espiritual hindu; autor de vários livros sobre Yoga e temas conscienciais correlacionados.
Para mais detalhes sobre ele, favor ver um extenso artigo que escrevi sobre sua presença espiritual e seu trabalho extrafísico atual. O mesmo está disponibilizado no site do IPPB – www.ippb.org.br -, no seguinte endereço específico: https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=2027
Finalizando esses escritos, deixo na sequência uma prece escrita por ele (extraída de uma de suas obras):



PRECE IOGUE

- Por Swami Sivananda -

Oh Senhor!
Se, respeitando as tuas regras, como apenas uma vez por dia e, apesar disso, a cólera, a inveja e o rancor não me saem do pensamento, então, é em vão que respeito tudo isso.
Se, visitando um templo, adoro Deus nas flores e rezo o Seu nome no rosário e, apesar disso, o egoísmo, a voluptuosidade e o apego continuam presentes nas minhas ações, então, a minha adoração é enganadora.
Se, recitando orações, freqüento a companhia dos santos e medito e, apesar disso, o orgulho e a arrogância não desaparecem da minha mente, então, as minhas práticas espirituais são artificiais.
Se, entrando em retiro, desenvolvo o desapego e guardo silêncio e, apesar disso, as emoções continuam na mente e não consigo esquecer-me do meu corpo, então, a minha austeridade é completamente vã.
Oh Senhor! Se a Ti oro, se repito o Teu Nome e se, apesar disso, o amor, a compaixão, a amizade e a felicidade não surgem na minha vida, então, a minha relação contigo nunca foi justa.


Texto <1010><27/04/2010>

1009 - PONDERAÇÕES CONSCIENCIAIS SOBRE A VIDA E A CONSCIÊNCIA

(Texto postado originalmente na lista interna do Grupo de Estudos e Assistência Espiritual do IPPB)

Ao longo da vida, passamos por muitas coisas.
As experiências se sucedem...
Boas ou ruins, elas fazem parte do viver.
Podemos sofrer vários reveses, traições e calúnias.
Também podemos aprender algo com isso, ou não.
Tudo depende de como enxergamos as coisas.
E isso está relacionado diretamente com a consciência que temos.
Diante de algo ruim, alguns odeiam; outros perdoam...
Alguns aprendem; outros desabam. Faz parte do jogo da vida.
Contudo, mesmo diante de situações complicadas, há sempre lições.
Então, que tal olharmos as situações e pessoas com outros olhos?
Com aqueles olhos do espírito, que todos nós somos, e que vêem algo a mais...
Para tirarmos lição de tudo, e crescermos... Sempre!

* * *

1009 - UMA PRECE AO MELHOR DO TEU SER II

Que o Sopro Vital do Eterno ilumine tua jornada.
Que o brilho das estrelas esteja em teu olhar.
Que tu escutes uma linda canção e te encantes com ela.
Ah, que tu sejas capaz de rir de ti mesmo.

Que todo teu conhecimento se transforme em sabedoria.
Que tuas atitudes dignifiquem tua senda...
Que tu sejas, cada vez mais, amado por teus amigos reais.
Ah, que um Grande Amor te encante e te encha de vida e alegria.

Que nada e nem ninguém te desvie da rota do teu coração.
Que tu sintas a pulsação da vida universal em todas as coisas.
Que o ceticismo do mundo jamais congele tua consciência.
Ah, que tu renasças a cada instante, sempre agradecendo pelo dom da vida.

1008 - OS MESTRES E O DISCERNIMENTO ESPIRITUAL

- Por John Baines -

Há uma barreira muito forte que costuma afastar os levianos do estudo hermético: a ausência do atrativo exótico, que constitui um anseio seguro para pessoas ingênuas, que buscam a imagem chamativa, em detrimento da verdade intelectualmente discernida.
Deste modo, prestam toda a sua atenção aos supostos mestres que usam vestimentas insólitas e de cores chamativas, ou que usam turbantes e estranhas gemas. O sujeito de aparência comum passará seguramente inadvertido, ainda que seja um grande e genuíno mestre.

1008 - ESTRELA E CARNE NA SENDA DA LUZ

ESTRELA E CARNE NA SENDA DA LUZ
 
ESTRELA E CARNE NA SENDA DA LUZ
(Escalando as Escarpas íngremes do Ego)

Eu estou aqui...
De coração aberto
E mente lúcida.

Meu Pai é o Espaço.
Minha Mãe é a Terra.
E eu honro a ambos.

 

As estrelas são minhas irmãs.
E as montanhas também.
E a aurora e o crepúsculo...

O dia e a noite são meus professores.
O sol e a lua observam todos os meus atos.
E tudo que vive é meu próximo.

Eu vi a semeadura nos olhos dos meus pais.
E eu sou a colheita deles – e de todos os meus ancestrais.
E eu os honro com minha jornada...

Eu estou aqui...
Pela Força da Presença*.
Pelo Grande Amor que me faz viver.

Minha história é igual à de todos.
Nem no céu e nem nas campinas.
Mas dentro do coração.

Eu sei que sou visto e conhecido.
Porque a vida tem muitas direções...
E caminhos, planos e seres infinitos.

A Luz me conhece, por inteiro.
E só Ela pode dizer algo a meu respeito.
E o seu brilho está em meus olhos.

Eu estou aqui...
Em espírito e verdade, como me foi ensinado.
E não há arrogância em meus propósitos.

Eu emergi da noite dos tempos tristes.
E escalei as escarpas íngremes do meu ego.
Até sair do abismo de minha ignorância.

E forjei meu caráter na dor e nas brumas.
E pedi perdão com sinceridade e abertura.
E continuei a lutar, movendo-me para a Luz.

Então, recuperei minha jornada e meu brilho.
Porque lutei para vencer a mim mesmo.
E, finalmente, olhei novamente as estrelas.

E senti que eu era muito conhecido por elas.
E que nunca estivera sozinho realmente.
Porque o meu coração reconhecia novamente a Presença.

Eu estou aqui...
E minha fiadora é a Luz.
Sou estrela e carne na senda...

Outrora, eu achava que era meu.
Mas descobri que meu era só o orgulho.
E minhas tolices e meus medos, e também minha dor.

Ah, eu morri dentro de mim mesmo.
E renasci no mesmo instante.
E o meu corpo espiritual** resplandeceu.

Deixei o meu corpo na Terra...
E voei nas pradarias extrafísicas...
Junto com os espíritos das brumas.

E, depois, voltei bem consciente das coisas.
E saudei a natureza, as fontes e a floresta.
Abracei as árvores e senti a vida pulsando.

Ah, as escamas de minha ignorância tinham caído.
E eu percebia a Presença em todas as coisas.
Sim, até mesmo dentro do meu coração.

Eu estou aqui...
Com minhas qualidades e meus defeitos.
Contudo, não mais envergonhado de minha senda.

Hoje eu ando com passos firmes...
Porque não é mais a jornada do meu ego.
E eu vejo as marcas que deixo no mundo.

E sei que sou a colheita dos meus ancestrais.
E eu os respeito e amo... E agradeço.
E honro a Luz da qual faço parte.

Eu estou aqui...
Diante da assembléia dos sábios.
E unido aos meus irmãos de lides espirituais.

E reafirmo o meu compromisso com a Luz.
Porque eu não sou mais meu!
E o meu coração sente um Grande Amor.

E, por onde eu for, que eu semeie estrelas.
E que elas também iluminem a jornada de outros...
Sim, na Terra e além... Pela Luz.

Eu estou aqui...
E sou conhecido, em muitos planos.
O eu antigo e tolo se foi... Mas ficou a Luz.

E diante de todos, sábios e irmãos de senda,
Eu peço perdão pelas minhas falhas.
E me alegro com as qualidades e vislumbres de algo melhor.

Ah, eu olho essa reunião e percebo a Presença...
No olhar de cada um, dentro e fora do corpo.
E vejo a Luz de um Grande Amor.

Eu estou aqui...
De mente e coração abertos.
Em espírito e verdade; estrela e carne.

Eu sou a colheita dos meus ancestrais.
Tenho qualidades e defeitos, e minha trilha é honrada.
E não há ódio em meus propósitos.

E, por onde eu for, realizarei o meu melhor.
E que, na hora das provas retificadoras, a Espiritualidade me guie.
Porque a colheita que eu sou agora é da Luz.

Eu estou aqui...
Nas lides do mundo, junto com meus irmãos.
E sei que sou conhecido – e eles também.

Então, diante da assembléia do Invisível Imanente,
Em espírito e verdade, como me foi ensinado, eu digo:
“É hora de semear estrelas na senda... E que a colheita seja luminosa!”

Eu estou aqui...
E os espíritos das brumas são minhas testemunhas.
E a Luz é minha fiadora – e dos meus irmãos também.

Ah, eu estou aqui...
Pela Força da Presença.
E por um Grande Amor.

(Dedicado aos 120 participantes do Grupo de Estudos e Assistência Espiritual do IPPB.)

Com Gratidão.
Paz e Luz.

- Wagner Borges - sujeito com qualidades e defeitos, mestre de nada e discípulo de coisa alguma, tentando semear estrelas na senda, pela Luz.
São Paulo, 24 de fevereiro de 2010.
 
- Notas:
* A Presença - metáfora celta para o Todo que está em tudo.
Quando os antigos iniciados celtas admiravam os momentos mágicos do alvorecer e do crepúsculo, costumavam dizer: “Isso é um assombro!” - E assim era para todas as coisas consideradas como manifestações grandiosas da Natureza e do ser humano.
Ver o brilho dos olhos da pessoa amada, a beleza plácida da lua, a alegria do sorriso do filho, ou o desabrochar de uma flor eram eventos maravilhosos. Então, eles ousavam escutar os espíritos das brumas, que lhes ensinaram a valorizar o Dom da vida e a perceber a pulsação de uma PRESENÇA em tudo.
A partir daí, eles passaram a referir-se ao TODO QUE ESTÁ EM TUDO como a PRESENÇA que anima a Natureza e os seres. Se a luz da vida era um assombro de grandiosidade, maior ainda era a maravilha da PRESENÇA que gerava essa grandiosidade.
Perceber essa PRESENÇA em tudo era um assombro! E saber que o sol, a lua, o ser amado, os filhos, as flores e a Natureza eram expressões maravilhosas dessa totalidade, levava os iniciados daquele contexto antigo da Europa a dizerem: “Que assombro!”
Hoje, inspirado pelos amigos invisíveis celtas, deixo registrado aqui nesses escritos o “terno assombro” que sinto ao meditar na PRESENÇA que está em tudo. E lembro-me dos ensinamentos herméticos inspirados no sábio estelar Hermes Trismegisto, que dizia no antigo Egito: “O TODO está em tudo! O Inefável é invisível aos olhos da carne, mas é visível à inteligência e ao coração.”
O TODO ou A PRESENÇA, tanto faz o nome que se dê. O que importa mesmo é a grandiosidade de se meditar nisso; essa mesma grandiosidade de pensar nos zilhões de sóis e nas miríades de seres espalhados pela vastidão interdimensional do Multiverso, e de se maravilhar ao se perceber como uma pequena partícula energética consciente e integrante dessa totalidade, e poder dizer de coração: “Caramba, que assombro!”
** Corpo espiritual - Cristianismo - Cor. I, cap. 15, vers. 44.
Sinonímias: Corpo astral - do latim, astrum - estrelado - expressão usada pelo grande iniciado alquimista Paracelso, no séc. 16, na Europa, e por diversos ocultistas e teosofistas posteriormente.
Perispírito - Espiritismo - Allan Kardec, séc. 19, na França.
Corpo de luz - Ocultismo.
Psicossoma - do grego, psique - alma; e soma, corpo. Significa literalmente "corpo da alma" - Expressão usada inicialmente pelo espírito André Luiz nas obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier e por Waldo Vieira, nas décadas de 1950-1960, que atualmente é mais usada pelos estudantes de Projeciologia.

Texto <20/04/2010>