960 - DIAS DE SOMBRA

Coincidentemente, há dias que se caracterizam pela sucessão de ocorrências desagradáveis. Nada parece dar certo. Todas as atividades se confundem, e os fatos se apresentam deprimentes, perturbadores. A cada nova tentativa de ação, outros insucessos ocorrem, como se os fenômenos naturais transcorressem de forma contrária. Nessas ocasiões as contrariedades aumentam, e o pessimismo se instala nas mentes e nas emoções, levando-as a lembranças negativas com presságios deprimentes.

960 - RAMANA MAHARISHI – UM GIGANTE-MENINO NAS FLORES DO ETERNO II

Ah, Ramana!**
Quantas coisas em seu olhar...
O despertar da consciência;
E aquela Paz, que não é desse mundo.
E eu vejo você, em espírito.
Pois os meus olhos não vêem além...

Então, vejo-o com o coração.
Enquanto um Grande Amor me chama...
E eu penso nas dores da humanidade.

959 - PAZ E LUZ – NAS GRAÇAS DO PAPAI DO CÉU

Ah, Meu Pai!
Ilumine essa gente.
Que anda no mundo igual zumbi;
Anestesiada para valer;
Escorada na própria cegueira.
Sem coração e amor.
Sem paz na alma.

Ó, Senhor, abençoe essa gente!
Que perdeu a própria canção;
Que vive sem pensar e sentir;
Que renega a si mesma;
Como se nem tivesse alma.

959 - VIAJANDO ESPIRITUALMENTE COM O GUARDIÃO SABARÁ

(Nas Curvas do Rio da Vida, Lavando a Alma do Mundo...)

Eu escuto um chamado na chuva...
E o vento varre minhas energias.
Então, eu vejo um guardião espiritual.
E ele gira e dança, e me diz:
“Escreva, irmão.
Em nome de Nosso Pai!
E agradeça à chuva, em seu coração.
E que o vento da vida seja seu amigo.
Você sabe: as estrelas também cantam.
E os espíritos escutam... E descem com a chuva.
Para limpar o que os homens não vêem.
Para exonerar as maldades ocultas que assolam o mundo.
Para varrer o chão dos malefícios.
Escreva, enquanto eu balanço a aroeira*.
É Nosso Pai do Céu que dá a vida.
E quem é humilde, agradece.”
Admirado, olho a chuva e agradeço, e penso:
“Esse espírito desceu com a chuva.
Veio lá de cima, das estrelas.
Para cantar aqui, em meu coração.
Veio com humildade, em nome de Deus.
Então, que a alma do cancioneiro fale!
E que eu seja digno de escrever.
Sim, ele com a aroeira, e eu com a caneta.
E Deus olhando por nós.”

* * *

958 - CAMINHOS MENTAIS

Na mente em desalinho, a lucidez e a fantasia misturam-se, produzindo verdadeiros “dragões psíquicos” (também chamados de “elementos artificiais” ou simplesmente de “formas-pensamento negativas”), que confundem o entendimento do pensador incauto que os gerou.
No nível mental, o pensamento manifesta-se, trazendo em seu bojo os recalques e as amarguras que trafegam nas vias turbulentas da mente atormentada.