958 - FLOATING IN THE NIGHT

(Uma Canção... Em Espírito e Verdade)

Eu olho as nuvens lá fora, e vejo algo se desenhando...
É a letra de uma canção, tecida na atmosfera noturna.
Ela fala de um Grande Amor nas entrelinhas da vida.
E eu, encantado, registro sua letra com atenção.
Sim, eu vejo algo além... Com as percepções do espírito
E por isso me admiro muito e escrevo, com alegria.
Então, que a canção ganhe vida nestas linhas, como deve ser.
Porque um Grande Amor flutua na noite...

* * *

958 - QUANDO A LUZ ME CHAMA...

(E o Coração Me Ordena Escrever)

Meu amigo, escrever não é fácil.
E escrever bem, é mais raro ainda.
E digo-lhe, com sinceridade:
Não sou eu que escrevo, não.
É o meu coração.
Eu sou médium dele.
E ele é médium do amor.
E o amor é médium do Todo.
Que está em tudo!

957 - GENTE, GENTE... TUDO PASSARIM! III

Saudade não tem fim...
É algo assim, assim.
Bate forte no peito;
Ressoa forte na alma.

Ah, o coração da gente é passarim.
Ele sente, e ninguém explica.
Quer voar pelas estrelas...
Mas, primeiro, precisa aprender a amar.

957 - DOIS POEMAS DE TAGORE

Meu Rei, houve um tempo em que eu não estava pronto para Ti.
Todavia, sem que eu pedisse,
Entraste em meu coração como um desconhecido qualquer,
E marcaste os momentos fugazes da minha vida com Teu selo de eternidade.

957 - MEU REI!

(Cantando em Meu Coração)

Ó, Meu Rei!
Eu sou pequeno e não sei muito do infinito.
Mas Você é o Todo, e está em tudo.
E eu não sei dos seus desígnios supremos.

Mas o meu coração compreende, por alguma intuição.
Porque eu escuto uma canção, bem aqui dentro.
Será a mesma que o sábio Tagore* escutava em seu coração?
E que o fazia sentir-se igual criança-estrela?