896 - MIL FLORES

- Por Frank -
 
No corpo do homem há mil portais que dão acesso ao Criador.
Se hoje usamos sete portões principais*, é por mérito do Divino Amor, que flui por meio das nossas criações, trabalhos terrenos de aprendiz de preservador.
Mas, se existem portais nos homens, não existirão também nos animais?
Existem, sim, senhor! Há portais que já não usamos mais, mas que são totalmente ativos nos animais, e há tantos outros adormecidos, tal como no homem, que são portais esquecidos, esperando o momento certo de serem abertos, explorados, capacitados e desenvolvidos.
Mil flores, meus amigos, por todo o jardim do nosso corpo.
Se, no mundo de baixo, há os portais da emoção, da criação e da terra; não haveria, também, em cada pé, portais da firmeza? E, em cada joelho, portais da humildade?
Se, no mundo de cima, há os portais do amor, da comunicação e da visão; não haveria, também, os portais da leveza nos ombros? Da cura, nas mãos, e do escutar, nos ouvidos?
Sim, há mil portais coloridos, mas ainda escondidos. Mil flores ocultas, esperando o nosso momento de descobrimento, de despertar e abrir cada esfera, para aprender a usar o portal das mil luzes, a flor das mil pétalas**, que conduz às estrelas cadentes do Divino Infinito, para a comunhão com a Mãe Terra, passando por nosso coração.
 
- Nota de Wagner Borges: Frank é o pseudônimo do nosso amigo Francisco de Oliveira, participante do grupo de estudos do IPPB e da lista Voadores. Depois de vários anos morando em Londres, ele voltou a residir em São Paulo, em fevereiro de 2005.
Ele escreve textos muito inspirados e nos autorizou a postagem desses escritos.
Há diversos textos dele postados em sua coluna da revista on line de nosso site e em nossa seção de textos periódicos, em meio aos diversos textos já enviados anteriormente. www.ippb.org.br – Outros textos podem ser acessados diretamente em seu blog na Internet: http://cronicasdofrank.blogspot.com.
 

- Notas do Texto:
* Sete portões – metáfora para os sete chacras.
Obs.: Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e têm como função principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
  Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.
** Portal das mil luzes – metáfora para o chacra coronário, no topo da cabeça.
Obs.: Chacra Coronário - é o centro de força situado no topo da cabeça, por onde entram as energias celestes. É o chacra responsável pela expansão da consciência e pela captação das idéias elevadas. É também chamado de chacra da coroa. Em sânscrito o seu nome é “sahashara”, o lótus das mil pétalas. Está ligado à glândula pineal.
Obs.: a pineal é a glândula mais alta do sistema endócrino, situada bem no centro da cabeça, logo abaixo dos dois hemisférios cerebrais. Essa glândula está ligada ao chacra coronário, que, por sua vez, se abre no topo da cabeça, mas tem a sua raiz energética situada dentro dela. Devido a essa ligação sutil, a pineal - também chamada de “epífise” - é o ponto de ligação das energias superiores no corpo denso e, por extensão, tem muita importância nos fenômenos anímico-mediúnicos, incluindo nisso as projeções da consciência para fora do corpo físico.


Texto <896><18/11/2008>

896 - A CANÇÃO DA ALMA LIVRE

(Solos de Guitarra no Infinito)

 
Aqui, acima do mundo, na fronteira com o céu,
Eu escuto um chamado espiritual.
É como um sussurro em meu coração,
Que me diz para seguir a luz...
 
Como um solo de guitarra, eu deslizo por trilhas sutis,
Para além da linha do horizonte...
Por onde vou, deixo um rastro de luz,
Enquanto meu coração canta a liberdade.
 
Dizem que há um lugar no céu
Mais lindo que tudo.
É para lá que eu vou deslizando...
Como um solo de guitarra.
 
Vôo contente, rumo à Casa das estrelas,
Para mostrar minha música aos espíritos.
Sempre sonhei com o infinito...
E, agora, sou alma livre, voando feliz.
 
Penso na minha família que ficou na Terra.
Faço uma prece por eles, que mais parece uma canção.
Espero que eles também façam suas preces como canções,
E que escutem um solo de guitarra em minha homenagem.
 
Eles não me vêem, mas estou feliz.
Tudo é como deve ser!
No tempo certo, nos reencontraremos na luz...
Assim como, agora, reencontro as estrelas.
 
Dizem que há um lugar no céu
Onde Deus escuta música.
É para lá que eu vou, deslizando...
Como um solo de guitarra.
 
Lembro-me de minha namorada, e faço uma prece por ela,
Para que ela encontre alguém melhor do que eu;
Para que ela também seja muito feliz,
Como estou feliz agora, voando na luz.
 
Ah, tomara que meus amigos se lembrem de mim,
Escutando um solo de guitarra e rindo...
E fazendo suas namoradas felizes.
Faço uma prece e torço por eles.
 
Dizem que, para Deus, a eternidade é só um momento.
E, nesse momento, eu vou para Ele, deslizando...
Como um solo de guitarra,
Como alma livre e feliz.
 
Eu sempre sonhei com o infinito.
Eu sempre viajei no solo de guitarra.
Eu sempre quis voar pelas estrelas.
E, agora, é hora de fazer tudo isso, deslizando...
 
Que meus pais, minha namorada e meus amigos
Parem de se lamentar e chorar.
Tudo é como deve ser!
Eu prefiro que eles escutem um solo de guitarra por mim.
 
Nada sei sobre o tempo e a eternidade,
Mas acho que Deus me explicará.
Então, vou até o lugar lindo onde Ele está.
Deslizando... Como um solo de guitarra.
 
Vou nessa!
Na fé.
Na luz.
Feliz.
 
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 30 de Outubro de 2008.)
 
- Nota de Wagner Borges: Esses escritos são a transcrição das idéias de um rapaz desencarnado. Ele me disse tudo isso enquanto eu estava projetado para fora do corpo*, durante o sono, e me pediu que eu lesse sua mensagem em meu programa Viagem Espiritual**.
Segundo ele, a mesma chegaria a quem de direito, além de beneficiar outras pessoas em condições semelhantes. Então, fiz isso e, agora, estou disponibilizando-a em aberto para todos.
Em tempo: não tenho a mínima idéia de quem seja o cara e nem quem seja sua família. E isso não é mesmo importante. O que vale é o conteúdo dos escritos e sua intenção, que é a de passar algo bom para pessoas que perderam entes queridos e precisam de uma palavra legal e de estímulo, até mesmo para assimilarem a perda (temporária) e continuarem suas vidas com gosto e alegria.
 
- Notas do Texto:
* Projeção da consciência – é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico.
Sinonímias: Viagem astral – Ocultismo.
Projeção astral – Teosofia.
Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz.
Experiência fora do corpo – Parapsicologia.
Viagem da alma – Eckancar.
Viagem espiritual – Espiritualismo.
Viagem fora do corpo – Diversos projetores extrafísicos e autores.
Emancipação da alma (ou desprendimento espiritual) – Espiritismo.
Arrebatamento espiritual - autores cristãos.
** O programa Viagem Espiritual é apresentado todas às quintas-feiras, das 19h às 20h, na Rádio Mundial de São Paulo – 95.7 FM.
Obs.: Enquanto eu finalizava estas notas, lembrei-me de um texto que tem uma sinergia legal com esses escritos de hoje. Segue-se o mesmo logo abaixo.
 
 
 
 
AURORA
 
 - Por Wagner Borges -
 
Quando o amor é um estado de consciência, tudo se transforma.
A treva da ausência se torna presença!
A solidão escura e fria se torna alvorada.
E os olhos ganham o brilho do amanhecer.
O espaço se abre na luz de um novo despertar.
Então, o coração toca suavemente o Multiverso.
Sem sair do lugar, ele beija o infinito.
(A magia do amor transformou sua dor em luz).
 
O tempo dança à sua frente, como por encanto.
(As dores de outrora se foram; ficou o amor).
Do fundo do abismo brotou a luz!
E o que era apego e prisão, tornou-se estrela.
Quem ama mesmo, não arrasta correntes.
Pois a luz do amanhecer, no brilho do olhar, nada pesa.
E o nascer do sol não faz barulho algum!
A luz é presente do amor. É graça. É vôo sutil.
Quem se permite perder a graça, embaça a visão.
Quando o coração não reconhece o presente, perde as asas.
Quem dá abrigo à treva, perde o amanhecer nos olhos.
Quem carrega correntes, perde o vôo sutil.
Cada dia é um presente, que só se sente vivendo...
Quem ama, compreende e reconhece o presente.
E vive contente, para voar melhor, com graça.
Seu coração sabe que a luz não pesa nada.
Na aurora do despertar da consciência, tudo é PRESENÇA!*
A magia do amor é pura alquimia interior: transmuta a velha dor em luz renovada.
E o milagre acontece: a solidão escura e fria se torna alvorada!
 
P.S.: O poeta celta cantou:
“Na luz eu me curei.
Na luz eu dancei e cantei.
Na luz eu reconheci o presente.
Na luz eu morri e renasci.
Na luz eu limpei o olhar.
Na luz eu vim; nela eu estou; nela eu vou...
Na luz, na luz, na luz... do amor!”
 
(Quem compreende, em seu coração a compreende...)
 
São Paulo, 26 de agosto de 2006.
 
- Nota:
* Quando os antigos iniciados celtas admiravam os momentos mágicos do alvorecer e do crepúsculo, costumavam dizer: “Isso é um assombro!” E assim era para todas as coisas consideradas como manifestações grandiosas da Natureza e do ser humano.
Ver o brilho dos olhos da pessoa amada, a beleza plácida da lua, a alegria do sorriso do filho, ou o desabrochar de uma flor eram eventos maravilhosos.
Então, eles ousavam escutar os espíritos das brumas, que lhes ensinaram a valorizar o Dom da vida e a perceber a pulsação de uma PRESENÇA em tudo.
A partir daí, eles passaram a referir-se ao TODO QUE ESTÁ EM TUDO como a PRESENÇA que anima a Natureza e os seres.
Se a luz da vida era um assombro de grandiosidade, maior ainda era a maravilha da PRESENÇA que gerava essa grandiosidade.
Perceber essa PRESENÇA em tudo era um assombro! E saber que o sol, a lua, o ser amado, os filhos, as flores e a Natureza eram expressões maravilhosas dessa totalidade, levava os iniciados daquele contexto antigo da Europa a dizerem: “Que assombro!”
Hoje, inspirado pelos amigos invisíveis celtas, deixo registrado aqui nesses escritos o “terno assombro” que sinto ao meditar na PRESENÇA que está em tudo.
E lembro-me dos ensinamentos herméticos inspirados no sábio estelar Hermes Trismegisto, que dizia no antigo Egito: “O TODO está em tudo! O Inefável é invisível aos olhos da carne, mas é visível à inteligência e ao coração.”
O TODO ou A PRESENÇA, tanto faz o nome que se dê.
O que importa mesmo é a grandiosidade de se meditar nisso; essa mesma grandiosidade de pensar nos zilhões de sóis e nas miríades de seres espalhados pela vastidão interdimensional do Multiverso, e de se maravilhar ao se perceber como uma pequena partícula energética consciente e integrante dessa totalidade, e poder dizer de coração: “Caramba, que assombro!”
 


Texto <896><18/11/2008>

895 - LÚCIDO

- Por Frank -
 
O dourado solar acordou-me naquela manhã com a ternura que o despertador nunca usou. Despertei diferente, era a mesma pessoa, mas era gente mais lúcida.
Com o sono, se foi a confusão habitual que povoa o reino da minha vigília.
Eu estava lúcido, desperto, atento, focado, estava perto. Minha mente não estava presente no futuro, nem perdida no passado; eu era imediato, o que me deu uma sensação maravilhosa de estar acordado.
Percebi a conexão sutil e suave das coisas; notei pequenos detalhes que passariam despercebidos e que, além da ilusão de vivermos separados, há um laço que nos une, peito a peito, chacra a chacra*, e nos conduz, cada um no seu lado.
Estando lúcido, consegui sentir, nitidamente, que passo boa parte do tempo dormindo. Sou uma espécie de sonâmbulo, esbarrando em outros sonâmbulos nesse mundo de sonhos.
Estando desperto, meus olhos enxergavam, com nitidez, a linguagem do mundo ao meu redor. Vi as coisas falando comigo, cada uma com um significado que fazia grande sentido para a minha caminhada. Percebi Deus cochichando no ouvido do outro, que nem percebia isso, falando comigo e dizendo a coisa certa, bem no momento em que preciso escutar.
Que pena que, amanhã, acordarei dormindo...
 
São Paulo, 24 de Outubro de 2008.
 
- Nota de Wagner Borges: Frank é o pseudônimo do nosso amigo Francisco de Oliveira, participante do grupo de estudos do IPPB e da lista Voadores. Depois de vários anos morando em Londres, ele voltou a residir em São Paulo, em fevereiro de 2005.
Ele escreve textos muito inspirados e nos autorizou a postagem desses escritos.
Há diversos textos dele postados em sua coluna da revista online de nosso site e em nossa seção de textos periódicos, em meio aos diversos textos já enviados anteriormente. www.ippb.org.br – Outros textos podem ser acessados diretamente em seu blog na Internet: http://cronicasdofrank.blogspot.com
 
- Nota do Texto:
*Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.

Texto <895><14/11/2008>

895 - SMARA, SMARA...

(Iniciados e Trilhas Espirituais)

 
Se tu és capaz de olhar o cadáver de alguém querido, com serenidade e compreensão, sabedor de que a viagem dele e a tua continuam em planos diferentes...
Se tu sabes que a Mãe Natureza recicla todos os corpos e os transforma continuamente...
Se teu coração te diz que o teu amor está nas Mãos do Ancião dos Dias...
Se tu sentes um Grande Amor, mesmos sem poder explicá-lo...
Se tu sabes ler no coração dos outros, o que eles mesmos não sabem...
Se tu sentes o Grande Espírito operando sutilmente em ti...
Se já caíste e levantaste tantas vezes e, mesmo assim, tu continuas lutando pelos objetivos que te movem o viver...
Se tu caminhas pela vida sem te iludir com as coisas transitórias do mundo...
Se tu és capaz de ver a luz das estrelas num grão de areia...
Se tu perdoas, aos outros e a ti mesmo, e segues em frente sem mágoas...
Se tu enches tua aura de luz branca e abraças o mundo em silêncio...
Se tu sabes que o Todo está em todas as trilhas...
Se teu riso e teu choro são limpos de coração...
Se tu morres e renasces a cada dia, com os olhos brilhando na senda...
Se teu beijo é sincero e o teu amor é lindo...
Se tua luz não é ilusória, mas vem do teu próprio espírito, que estuda e trabalha e se esforça em melhorar...
Se tu não deixas o ódio fazer guarida em teu coração...
Se, a cada dia, tu vences a ti mesmo, mais um pouco...
Se tu honras os ensinamentos dos mestres, não com adoração cega, mas com atitudes corretas entre os homens...
Se tu agradeces pelo dom da vida...
Se tu valorizas o teu corpo carnal como a um vaso sagrado emprestado pela Mãe Terra, para tua evolução...
Se tu oras em silêncio no templo secreto do coração...
Se tu irradias luz para os sofredores de todos os lugares...
Se os seres de luz te respeitam porque tu és esforçado na senda...
Se tu honras os teus ancestrais com uma vida honesta e criativa...
Se, mesmo em meio às pressões do mundo, tu ainda ergues o olhar para o infinito com ânimo de viver...
Se, como curador espiritual, tu sabes que és apenas um canal da sabedoria universal...
Se tu sabes que o invisível se revela no visível...
Se tu sabes que o inefável é invisível aos olhos da carne, mas é visível à inteligência e ao coração...
Se tu sabes que és centelha viva do infinito...
Se tu sabes que guardiões espirituais acompanham teus passos na senda...
Se tu laboras em tua vida em prol dos magnos ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade...
Se os teus passos são justos e tuas mãos luminosas...
E se tu respiras o Sopro Vital do Eterno, com teu pequeno coração sentindo a pulsação do Grande Coração do Todo em tudo...
Então, tu podes ser reconhecido como iniciado nas luzes do espírito pelos mestres e guardiões da senda secreta e invisível.
Sim, iniciado, porque em teu coração e em teus olhos habita o brilho do Eterno Ancião dos Dias, que faz e desfaz universos inteiros com um simples aceno de suas Mãos.
Teu hierofante (1) é Ele, só Ele... O Grande Espírito, o Todo que está em tudo!
 
P.S.: Confia no eterno, em ti mesmo.
Continua firme na senda; ela é em teu coração.
Honra tua jornada; pratica o bem.
Jamais traias teus pensamentos.
Tuas escolhas geram teu destino.
Teus chacras (2) são pequenos templos espirituais.
Compreende: tua arrogância só te humilha!
Não uses máscaras; sê tu mesmo, sempre.
Mesmo que ninguém entenda o porquê, sê feliz.
Smara, Smara... (3)
 
Paz e Luz.
 
(Dedicado aos sábios espirituais Vyasa e Sry Aurobindo).
 
- Texto inspirado espiritualmente por Sanat Khum Maat e o Grupo dos Iniciados (4).
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma, agradecido ao Grande Arquiteto Do Universo, por tudo (5).
 
São Paulo, 12 de novembro de 2008.
 
- Notas:
1. Hierofante – dentro das tradições herméticas de outrora, era o mestre que testava os neófitos – calouros – nos processos iniciáticos
2. Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
  Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.
3. Smara, Smara – do sânscrito – “lembre-se, lembre-se sempre!”
4. Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente.
Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.
Para saber mais sobre o amparador extrafísico Sanat Khum Maat, ver o texto 139 - postado pelo site do IPPB em 1999, e onde revelo alguns detalhes sobre sua presença espiritual -, no seguinte endereço específico: https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=3194.
Há outros textos dele postados na seção de textos periódicos do site enviados semanalmente - www.ippb.org.br - Devido à profundidade de seus apontamentos, é um dos mentores mais queridos dos leitores, que, freqüentemente, enviam e-mails pedindo mais textos de sua autoria espiritual. 
Obs.: A coletânea de textos espirituais de Sanat Khum Maat está publicada em meu oitavo livro: "Ensinamentos Extrafísicos e Projetivos", lançado pela Editora Madras, em 2005 - o livro pode ser encontrado nas livrarias e também pode ser adquirido diretamente no IPPB - ou por telefone - e ser enviado pelo correio.
5. Para melhor compreensão desses escritos, favor ver o texto “No Fogo do Espírito – Face a Face com o Invisível”, postado pelo site do IPPB – www.ippb.org.br -, no seguinte endereço específico: https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=5533.
Obs.: Finalizando essas notas, deixo na seqüência um texto inspirado de Huberto Rohden, grande místico universalista, a quem tanto admiro.


INQUIETUDE METAFÍSICA
 
- Por Huberto Rohden -
 
Se existe o centro para o qual gravita a pedra solta no espaço -
Se existe o sol que a planta adivinha em plena escuridão.
Se existem zonas banhadas de luz e calor que, de veementes saudades, enchem as aves migratórias - por que não existiria, algures, esse grande astro por que minh’alma suspira?
Por que não cantaria, para além desses mares visíveis, o invisível país da minha grande nostalgia? Por que não?
Seria o homem, rei e coroa da criação, a única desarmonia no meio dessa universal sinfonia da Natureza?
Um caos de desordem em pleno cosmos de ordem?
Não atingiria ele jamais a meta das suas saudades?
Seria ele mais infeliz que a pedra, a planta, o animal?
Seria ele um eterno Tântalo ludibriado pela miragem duma felicidade quimérica?
Seriam as mais nobres aspirações de minh'alma eternamente burladas por um gênio perverso e cruel?
E teria esse tirano o nome de Deus?
Quem poderia crer coisa tão incrível?
Que inteligência abrasar tamanho absurdo?
Creio, Senhor, na imortalidade, porque creio no teu amor!
Creio na vida eterna, porque creio na ordem dos teus mundos!
Creio no mundo futuro, porque creio na harmonia do teu Universo!
Para além de todos os enigmas e paradoxos da vida presente, existem uma solução e uma verdade eterna...
Após a noite deste mundo que nos desorienta, despontará a alvorada dum dia que iluminará os nossos caminhos.
 
* * *
 
Continua, pois, Centro eterno, a atrair o meu coração, que inquieto está até que ache quietação em ti...
Continua, ó Sol divino, a encher-me de veemente heliotropismo o espírito, para que, no meio das trevas procure a tua grande claridade...
Continua, ó tépida Primavera, a chamar das regiões polares a avezinha nostálgica de minh'alma, que só na zona tropical do teu amor encontra paz e vida eterna...
Só em ti, meu Centro, meu Sol, minha Primavera, sucederá à dolorosa inquietude do meu espírito a inefável quietude de todo o meu ser...
 
(Texto extraído do livro "De Alma Para Alma" - do genial filósofo brasileiro Huberto Rohden – Editora Martin Claret.
 
Obs.: Ver a coluna dedicada a Huberto Rohden em nosso site, na seção de Multimídia – www.ippb.org.br.
 


Texto <895><14/11/2008>

894 - ESTRELAS NOS OLHOS – FOGO DO ESPÍRITO II

No centro da noite eu escuto um sussurro em meu coração.
Algo invisível desce do céu e me convoca para escrever.
Tranqüilo, atendo ao chamado e abro minha mente ao Alto.
Então, uma luz entra em mim... Como um Fogo do Espírito.
E eu, mesmo no mundo, me torno médium da atmosfera celeste.
Não sei como ou por que; só sei que é preciso escrever...
E que palavras serão essas, que só o céu sabe dizer?
E que amor é esse, que nada diz, mas tudo transforma?
E que fogo é esse, que ama, mas não abrasa?
E essa luz, que ilumina sem ofuscar e diz tanto, sem falar?
Ah, poeta! O fogo do céu está aqui.
E eu não sou mestre de nada, nem de mim mesmo; sou só betume.
Mesmo assim, entrego-me ao Grande Amor, como você fez.
E que Ele guie minhas mãos e meu coração, como um lírio do campo.
Como a sarça ardente iluminando a noite escura dos homens.
 
* * *
Jesus era lindo como uma manhã ensolarada.
Como um pedacinho do céu entre os homens.
Veio de forma simples e generosa, no seu natural.
Ele calçava sandálias, mas deixava pegadas de estrelas.
Seu sorriso era franco e seu olhar tinha o brilho do Espírito.
Mais do que na aparência, Ele olhava o coração dos homens.
Ele via a luz de cada um, sem máscaras, em espírito e verdade.
E tudo compreendia. A todos amava. As crianças e os animais o adoravam.
E, Ele mesmo, parecia uma criança, sem malícia, e cheio de lindos sonhos.
Ah, Ele gostava de tomar banho de chuva e brincar com os espíritos da natureza.
O vento o atendia, e Ele girava, dançando e cantando na língua dos devas.
E quem diria que ali estava um pedacinho do céu em forma de homem?
E como Ele agüentava tanto amor em seu coração?
Ah, poeta! Você, com seus grandes olhos, pode me ensinar sobre isso?
Você, que tanto amou, e enxergou na noite o que poucos viram.
Sei que palavras não dizem muito disso, por isso olho em seus olhos.
Mesmo em planos diferentes, eu vejo você, pois também enxergo na noite.
E em seu olhar, eu vejo o d’Ele, olhando a nós dois, no mesmo amor.
E o pó de estrelas cai entre nós, por obra e graça d’Ele...
E os homens não vêem; muitos choram, por dentro, perdidos na noite das ilusões.
E aqui, no centro da noite, o doce olhar d’Ele é sarça ardente em nós.
E eu não sei mais o que dizer, meu amigo. Só vejo os seus olhos brilhando na noite...
E o olhar d’Ele no seu, no silêncio que diz tudo, dentro do coração.
Ah, poeta, grande místico! O amor fez os seus olhos se tornarem sóis.
E eu, aqui na Terra, vejo o seu brilho por entre os planos, por obra e graça d’Ele.
E o olhar d’Ele no seu, no silêncio que diz tudo, dentro do coração.
O pó de estrelas cai... E eu escrevo. E meus pensamentos abraçam o mundo, por Ele.
Pois eu vejo na noite... O olhar d’Ele no seu olhar e, agora, também no meu.
E tudo vira pó de estrelas... Sim, homens e espíritos, tudo pó de estrelas, d’Ele.
E, talvez, só os lírios do campo é que compreendam isso...
Quando o olhar de Jesus desce sobre o olhar do homem, tudo muda!
A noite escura vira sol e o grande poeta ri, por entre os planos.
E nós nos olhamos, e só vemos o olhar do Rabi, rindo junto e dizendo, mais uma vez:
“Olhai os lírios do campo...”
 
P.S.: Ah, poeta! Meu lar virou sol da meia-noite.
O Fogo do Espírito desceu aqui; e eu sou apenas betume.
Você passou silenciosamente por isso, tantas vezes... E, agora, é a minha vez.
Então, me diga: “Como um pequeno betume agüenta um Grande Amor em seu coração? E que fogo é esse, que arde sem abrasar e faz pensar no Todo que está em tudo?”
E, se as palavras não dizem muito sobre isso, então, deixe-me apenas olhar em seus olhos, de espírito a espírito, para aprender sobre a arte de olhar a vida com o olhar de Jesus, e ver o Divino em cada ser.
 
(Dedicado a Khalil Gibran**). 
 
- Wagner Borges – betume no fogo do espírito.
 
São Paulo, 08 de novembro de 2008.
 
- Notas:
* A primeira parte desse texto está postada no site do IPPB – www.ippb.org.br –, no seguinte endereço específico: https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=5641.
** Khalil Gibran (1883-1931) - ensaísta filosófico, romancista, poeta e pintor americano de origem libanesa, Gibran - cujo nome completo em árabe era Jubran Khalil Jubran - produziu uma obra literária marcada pelo misticismo oriental, que alcançou popularidade em todo o mundo. Suas obras mais conhecidas são: "O Profeta" e "Jesus - O Filho do Homem".

Texto <894><12/11/2008>