873 - UM GRANDE AMOR NUM PEQUENO CORAÇÃO

(Quando se Sente o Coração do Todo na Flama Espiritual)

- Por Wagner Borges -
 
Quando o homem eleva sua consciência acima do intelecto e das emoções, percebe a existência de um Grande Amor que permeia a tudo e a todos.
Esse Amor está presente todo o tempo, mas um véu de egoísmo se interpõe entre o coração e Ele. E é este véu que impede o divino potencial de florescer no Ser.
Então, por favor, deslize sua consciência para dentro do coração espiritual. Se quiser, coloque uma das mãos no peito, e peça ao Grande Amor que lhe ajude a remover este véu, para que você possa percebê-lo dentro de você mesmo e, por extensão, também no coração de todos os outros homens.
Pense numa Luz Perene, Amor sem forma, apenas Consciência, que é sentimento puro se propagando silenciosamente...
Que você seja canal dessa Luz - que o seu coração seja médium deste Grande Amor entre os homens.
Que os seus medos possam ser removidos. Que os seus bloqueios possam ser trabalhados de forma consciente. Que esse Amor possa ser representado por uma grande luz cor-de-rosa. Uma massa de energia rosada, interpenetrante, em seu coração.
Que você, com sua mão no peito, represente a todos os homens.
Que esse Grande Amor possa abrir as portas das divinas possibilidades que cada um carrega em seu próprio peito.
Há um fogo celeste em seu coração. É como uma acha de fogo espiritual que vem aquecer seu coração e abrir os caminhos.
Imagine que, entre sua mão e o seu peito, existe uma chama. Ela está envolvida numa esfera luminosa (ou, se preferir, num triângulo, entre sua mão e o peito).
Pense que o Grande Amor está em você e, também, nos outros. E que, assim, volte ao Todo que o gerou. E do Todo, novamente ao seu coração, num eterno ciclo de Amor infinito...
Vai e volta, vem e vai... Sempre existindo...
E que essa chama possa iluminar os seus caminhos. E que você pense nisso, no Amor mais lindo de todos, entre sua mão e seu coração.
Que você peça a Ele que haja benefícios para outras pessoas, sejam aquelas que vivem com você, e além...
Que esse Grande Amor seja lembrado e reverenciado todos os dias, na quietude do seu coração, no mais profundo do seu Ser.
Que você jamais se esqueça de diariamente lembrar-se dessa chama espiritual no centro de seu Ser. E que todo dia ela aumente um pouco mais e abra novos caminhos.
É isso aí: um Grande Amor, e uma chama secreta e sutil, em seu coração.
Lembre-se, lembre-se, lembre-se... O Todo* está em tudo!.
 
P.S.: Esses escritos são a transcrição da gravação de uma prática espiritual realizada com a turma de 100 alunos do Grupo de Estudos e Assistência Espiritual do IPPB.
 
Paz e Luz.
São Paulo, 14 de março de 2007.
 
- Nota:
* O TODO - expressão hermética para designar o Poder Absoluto que está em tudo. O Supremo, O Grande Arquiteto Do Universo, Deus, O amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.

Texto <873><22/08/2008>

872 - A ALQUIMIA DO AMOR

O ser humano é presa fácil do emaranhado de suas emoções mal-resolvidas e, por isso, facilmente perde de vista o amor. Sua teimosia se disfarça de amor próprio e leva-o para o labirinto afetivo. Em decorrência disso, ir de encontro às paredes emocionais sem saída é líquido e certo.
Logo, é correto dizer que as pessoas costumam desvalorizar o amor real e, em contrapartida, passam a valorizar as emoções viscosas em seu lugar. Porém, tudo tem um preço: o amor cura e limpa os resquícios emocionais, pois ele é pura transformação. Talvez esse seja o motivo das pessoas desgastarem o amor em seus corações: inconscientemente elas têm medo da alquimia interior causada pelo sentimento profundo.
Por isso, é mais fácil deixar-se levar emocionalmente e daí estacionar em velhos dramas de auto-afirmação distorcida. E esse é o caminho mais fácil, pois já foi trilhado tantas vezes no passado, é mais familiar e confortável, apesar de sempre apresentar, posteriormente, os inevitáveis efeitos colaterais de não se sentir completo afetivamente.
Se o amor tem a capacidade de transformar, as emoções fazem exatamente o contrário: prendem os pensamentos nos poços da autoculpa e jogam a auto-estima para o fundo.
E é aí que mora o perigo invisível: muitos espíritos desencarnados também estão mal-resolvidos emocionalmente após a perda do corpo físico e sentem-se atraídos, inconscientemente, para o perímetro energético das pessoas encarnadas que estejam na mesma sintonia. Eles costumam aderir espiritualmente à aura do pulmão, área que reflete a tristeza no corpo e que apresenta uma atmosfera acinzentada em decorrência das energias não fluírem corretamente, por causa do bloqueio emocional correspondente.
Muitas vezes, principalmente quando a causa da distorção emocional está radicada em situações encrencadas de vidas passadas, forma-se uma massa escura na boca posterior do chacra cardíaco*, e isso acarreta um bloqueio na capacidade de sentir limpamente os sentimentos e usufruir da troca afetiva sadia. Pode-se dizer que a pessoa troca as energias rosadas do amor pela massa pesada e escura que carrega sem perceber. Alguns amparadores extrafísicos** chamam isso de "fumaça consciencial".
Acho a expressão bastante apropriada, pois a pessoa não consegue ver claramente para onde suas emoções a estão levando e a quantidade de "fuligem psíquica" aderida em suas costas.
Esse é o preço que as emoções densas cobram a quem lhes dá passagem: sempre há uma fumaça impedindo a visão correta do amor verdadeiro. As pessoas não percebem, mas estão pagando um pedágio emocional caro demais para rodarem nas pistas turbulentas e cheias de buracos de suas emoções distorcidas.
Naqueles casos em que lhes seja possível, os amparadores sempre tentam ajudar a desbloquear essas emoções escuras, seja por intermédio de intervenções espirituais efetuadas no corpo espiritual durante o sono da pessoa, quando ela está projetada temporariamente*** para fora do seu corpo físico, de forma inconsciente geralmente, ou seja utilizando-se das energias de alguém próximo para isso ou intuindo-a de que o desconforto que sente é fruto de algo que não anda bem em seu íntimo. 
Porém, os amparadores não fazem milagres e o seu auxílio sempre tem um limite: o livre-arbítrio da pessoa. Para que eles possam auxiliar efetivamente, é preciso que a pessoa em questão esteja pré-disposta para mudar alguma coisa em suas posturas emocionais. De que adianta tentar ajudar a alguém que não quer crescer? 
Espantar as moscas (as energias escuras e os espíritos atrelados nelas) e não fechar a ferida (as coisas mal-resolvidas) não adianta nada. No dia seguinte, novas moscas surgirão atraídas pela ferida ainda aberta e o processo deletério continuará.
De que adianta combater o efeito sem anular as causas que lhe são correspondentes?
Os espíritos pesados são atraídos pelas energias escuras na aura da pessoa. Por sua vez, essas são apenas efeitos das emoções doentes, a causa real do problema.
 Portanto, a cura chama-se transformação! E é o amor que transforma e faz transcender os limites primários de manifestação.
Esse é o motivo que leva às pessoas a temerem o amor profundo: É QUE ELE TRANSMUTA O ÓDIO EM PERDÃO E FAZ O CORAÇÃO ESPIRITUAL TORNAR-SE UM SOL.
E poucas pessoas são capazes de agüentar um sol de amor brilhando em seus corações. Poucas são capazes de serem felizes aqui e agora, sem os dramas do passado atormentando o presente.
E por que o instante atual é chamado de presente?
É porque ele é isso mesmo: um presente. É a oportunidade de curar-se do passado e seguir em frente corajosamente para realizar os sonhos sadios na vida que chama.
A vida e o momento são sempre presentes! Mas é preciso ter coragem para receber o presente limpamente.
Da mesma forma, há pessoas que também são presentes da vida: aqueles que amamos e que nos amam, da Terra, de outros orbes e dos planos extrafísicos. Mas é preciso saber reconhecer o presente e ter a coragem de recebê-lo completamente, sem nenhuma fumaça psíquica agarrada nos abraços e beijos.
É preciso limpar a área e deixar o coração espiritual cheio de energias rosadas para receber o presente.
Amar é uma dádiva! Amar é ser um sol! Amar é estar presente!
Sim, o amor é o grande mestre alquimista: só ele é capaz de transformar as sombras do passado em flores douradas, e os olhos outrora opacos em duas estrelinhas brilhando muito nos caminhos da vida que chama, aqui e agora... forever!
 
P.S.: Não sei o motivo real de ter escrito tudo isso. Só sei que me sentei e comecei a digitar, enquanto rolava no som o belo CD**** de baladas celtas "Celtic Magic". Talvez esses escritos possam ser úteis para reflexão de alguém (inclusive, eu mesmo).
Enquanto eu escrevia, lembrei-me tanto de Jesus e de seus ensinamentos sobre o amor, o perdão, a espiritualidade, e de que "na casa do Pai há muitas moradas", e "de que adianta a uma pessoa ganhar o mundo, se ela perder a sua alma?"
Ele sempre esteve certo no que ensinava. Mas sempre houve muita fumaça consciencial (nosso egoísmo, nossa ingratidão, nossa religião, nossa teimosia e nossas energias cinzentas) impedindo a visão correta dos homens em cima de seus ensinamentos.
Jesus sempre foi um grande alquimista espiritual. E o amor sempre foi a sua pedra filosofal. E a sua tarefa sempre foi clara: TRANSFORMAR O HOMEM DE FERRO, ENFERRUJADO DE EGOÍSMO, NO HOMEM DOURADO, CÓSMICO E RADIANTE, INICIADO NA LUZ.
Ele ensinou "o amai-vos uns aos outros", não por motivos religiosos, mas porque o amor transmuta e cura as dores do coração. Porque o amor é uma dádiva!
Por isso, eu que não sou cristão e nem sigo nenhuma religião feita pelos homens da Terra, dedico essas linhas a Jesus, mestre do amor e grande alquimista da alma.
 
Paz e Luz.
- Wagner Borges -
(Ser humano com qualidades e defeitos e fã incondicional dos grandes alquimistas da alma que ajudam a humanidade invisivelmente)
 
São Paulo, 12 de março de 2002.
 
- Notas:
* Chacra Cardíaco - é o centro de força responsável pela energização do sistema cardiorrespiratório. É considerado o canal de movimentação dos sentimentos. Por isso é o chacra mais afetado pelo desequilíbrio emocional. Bem desenvolvido, torna-se um canal de amor para o trabalho de assistência espiritual. Está ligado à glândula timo. O seu nome em sânscrito é “Anahata”, o inviolável, o invicto, o som sutil do espírito imperecível.
Obs.: Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
  Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.
** Amparador extrafísico – entidade extrafísica e positiva que ajuda o projetor nas suas experiências extracorpóreas; mentor extrafísico; mestre extrafísico; companheiro espiritual; protetor astral; auxiliar invisível; guardião astral; guia espiritual; benfeitor espiritual.
*** Projeção da consciência – é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico.
Sinonímias:
Viagem astral – Ocultismo.
Projeção astral – Teosofia.
Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz.
Experiência fora do corpo – Parapsicologia.
Viagem da alma – Eckancar.
Viagem espiritual – Espiritualismo.
Viagem fora do corpo – Diversos projetores extrafísicos e autores.
Emancipação da alma (ou desprendimento espiritual) – Espiritismo. Arrebatamento espiritual - autores cristãos.
**** Esse CD é uma coletânea de baladas celtas belíssimas. As músicas "Ready For The Storm", "Where Are You", e “Dark Iniseoghain” (3ª, 9ª, e 13ª faixas do CD) são maravilhosas e derretem de amor o chacra cardíaco. Esse CD foi lançado no Brasil pela gravadora Paradoxx há alguns anos e pode ser encontrado nas boas lojas de disco que tenham uma sessão de música New Age ou World Music.
***** Finalizando esses escritos, lembrei-me de uma bela canção cantada pelo menino americano Billy Gillman (CD "Dare To Dream"). Segue-se abaixo a letra traduzida para o português e, na seqüência, a letra no original, em inglês.
(Agradecimentos a Sheila Smith, pela tradução, e a Carlos Alberto Moro, por ter conseguido a letra original).
 
 
MEU TEMPO NA TERRA
 
Meu tempo na Terra
Longo como possa parecer
É apenas um momento
Dentro do grande esquema das coisas
 
Um breve refrão
Da canção infinita da vida
Cantada somente uma vez
E logo nós partimos
 
Meu tempo na Terra
Cada alento que eu respiro
É uma chance a mais para compartilhar meu amor
Com aqueles ao meu redor
 
Nós chegamos e partimos
Como estrelas cadentes
A verdade seja dita,
É somente isso que somos
 
Quanto mais eu souber
Mais posso ver
Quanto mais velho eu ficar
Mais eu acredito
 
Não é a longevidade da vida
Nem a profundidade da cova
Ao final seremos avaliados
Pelo amor que doamos
 
Portanto meu tempo na Terra
Depende do destino
Mas tudo o que acontece
No espaço de ponta a ponta
 
Depende de mim
E as escolhas que encaro
Para melhor ou para pior
São minhas para serem feitas
 
Quanto mais eu sei
Mais posso ver
Quanto mais velho eu ficar
Mais eu acredito
 
Não é a longevidade da vida
Ou a profundidade da cova
No final seremos avaliados
Pelo amor que doamos
 
Portanto, o meu tempo na Terra
Será bem aproveitado
E quando eu deixar este mundo
Não deixarei arrependimentos
Viverei e amarei
 
Por tudo que vale a pena
Até terminar de viver
Meu tempo na Terra
Até terminar de viver o meu tempo na Terra
 
 
"My Time On Earth"
(Written by: T. Conners, D. Vincet Williams, A. Hughes).
 
My time on Earth
Long as it seems
Is just a moment
In the grande scheme of things
 
A short refrain
Of life’s endless song
Sung only once
And then we’re gone
 
My time on Earth
Each breath I breathe
Is one more chance to share my love
With those around me
 
We come and go
Like shooting stars
The truth be known,
That’s all we are
 
The more that I know
The more I can see
The older I grow
The more I believe
 
It’s not the length of the life
Or the depth of the grave
In the end we’ll be measured
By the love that we gave
 
So my time on Earth
On fate depends
But all that happens
In the space from end to end
 
Depends on me
And choices I face
For better or worse
They’re mine to make
 
The more that I know
The more I can see
The older I grow
The more I believe
 
It’s not the length of the life
Or the depth of the grave
In the end we’ll be measured
By the love that we gave
 
So my time on Earth
Will be well spent
And when I leave this world
I’ll leave with no regrets
 
I’ll live and love
For all its worth
‘Till I live out
My time on Earth
‘Till I live out my time on Earth

Texto <872><01/08/2008>

872 - ALGUMAS PALAVRAS NA LUZ

(Postado na Lista Interna do Grupo de Estudos do IPPB na Internet)
 
Pessoal, passei a limpo um texto antigo. É um dos escritos mais importantes que já fiz (e que ser humano da Terra, plano das emoções manifestadas na carne, pode se considerar fora do conteúdo dos toques conscienciais aqui inseridos?).
Às vezes, lendo um texto desses, de que eu nem me lembrava, entre tantos outros escritos, fico agradecido a um Poder Maior que me permite estar aqui para escrever coisas assim.
E, pergunto novamente: Quem é humilde - e forte, por isso mesmo -, o suficiente, para reconhecer os véus escuros que prendem o seu divino potencial e mudar algo, dentro do coração, para fazer os olhos brilharem muito, mesmo em tempos fortes de Maya?
Quem é capaz de perdoar realmente e fazer uma nova canção de vida?
Quem consegue reconhecer a Luz e fazer jus a Ela?
Quem consegue ser gente, mesmo sendo espírito?
E quem reconhece ser um espírito, aqui e agora, mesmo no meio de tanta gente?
Quem é capaz de carregar um grande amor num pequeno coração humano?
Quem chama a Luz, a não ser a própria luz, por semelhança?
Então, como dizem os sábios espirituais, "quem quer mais Luz, que seja Luz!"
E, quem compreenderá isso, a não ser alguém que também busca essa Luz?
O que, no mundo, ninguém vê, o Céu lê nas entrelinhas do coração, e compreende...
Que, pela Luz que cada um irradia em torno de si mesmo, aparece a verdade de cada um.
Que os grandes ladrões da Luz do coração são os pensamentos negativos e o orgulho.
Que não adianta andar no mundo com pose de campeão, se, por dentro, a Luz é pequena.
Que grandes vôos exigem asas fortes e disciplina, e não ter medo de altura.
Que só ganha altura quem larga o peso. E só encontra a Luz, quem quer a Luz, realmente.
E, quem compreende isso, a não ser alguém da Luz? Talvez, Alguém Maior, que tudo sabe.
Alguém que compreende as canções e as entrelinhas do coração... O Amor Que Ama Sem Nome, O Profundo, O Supremo, O Todo que está em tudo!
Que, às vezes, fala aos homens por meio de outros homens, na mesma Luz.
Outras vezes, Ele fala direto ao coração ou no cerne da canção.
Mas, nesse mundo de Maya*, quem escuta? Quem compreende?
E quem é forte para carregar a Luz das estrelas num pequeno coração?
Quem é capaz de mudar a canção do egocentrismo pela canção da consciência cósmica?
E de carregar o sol na cara, mesmo em meio à escuridão e o materialismo exacerbado?
E, ao mesmo tempo, ser professor e médico da própria alma?
A Luz chama a Luz. Quem quer mais Luz, que seja Luz!
Quem compreende isso, em seu coração, realmente compreende...
 
Segue-se abaixo o texto, atualizado e com as notas de rodapé adicionadas.
 
Um abraço a todos.
Wagner Borges - seu colega de evolução.
São Paulo, 31 de julho de 2008.
 
- Nota:
* Maya – do sânscrito - ilusão; tudo aquilo que é mutável, que está sujeito à transformação por diferenciação.

Texto <872><01/08/2008>

871 - O PACTO

- Por Frank -
 
Todos os dias, eu travo uma batalha com o Senhor do Sono quando tento meditar.
Não importa o quão alto meu mantra OM* possa ficar, pois, mais areia nos meus olhos ele faz questão de jogar.
A vida é uma corrida contra o tempo. Não maldigo, pago o preço das descidas e subidas, sempre tentando encontrar um caminho do meio, entre ganhar o pão e viajar com a alma. Nessa eterna batalha entre a luz e a escuridão, vou tocando a minha vida na Terra, sem luxo, mas sempre desejando algo melhor. Sei que há prosperidade para todos que ousam trabalhar, contudo, ao chegar em casa, depois dos grãos de cada dia, não consigo meditar, caio no sono.
Antes, eu conseguia fazer a meditação dos sete chacras** e até canalizar energia para a multidão. Hoje em dia, basta fechar os olhos para acordar no dia seguinte, com aquela cara de: Dãaa!!!
Então, certa noite, depois de mil tentativas, finalmente vi o Senhor do Sono chegando. Eu fingi que não o vi, fiz de conta que ia me entregar ao reino de Morpheus, mas, antes que ele jogasse sua areia pelo ar, criei coragem e lhe falei:
 
“Senhor do Sono, não me leve a mal. Eu o respeito, mas preciso muito meditar. Sei que é sagrado, e é dever da alma, deixar o corpo repousar, mas preciso apenas de dez minutos para meditar e, juro, depois disso, você pode me levar!”
 
Difícil descrever a cara de surpresa do Senhor do Sono - mas, talvez, pelo respeito ou pela ousadia do meu pedido -, ele deixou-me trabalhar e, por dez minutos, ajustei o motor da aura***, calibrei cada chacra com carinho e estacionei o veículo do corpo na cama. Só me lembro que, no dia seguinte, despertei com aquela sensação maravilhosa de sono tranqüilo e de viagem gostosa pré-despertar.
Na noite seguinte, renovei o pacto e, desde então, tenho conseguido meditar, mas sempre com muito esforço e disciplina, para não deixar o Senhor do Sono me apagar.
Corro o risco de deixá-lo nervoso (ele parece meio pavio curto), mas tenho um compromisso com os leitores e vou compartilhá-lo: se você tem dificuldades em permanecer acordado quando tenta meditar, faça também um pacto com o Senhor do Sono, e não vá dormir sem antes se limpar.
 

São Paulo, 30 de julho de 2008.
 
- Nota de Wagner Borges: Frank é o pseudônimo do nosso amigo Francisco de Oliveira, participante do grupo de estudos do IPPB e da lista Voadores. Depois de vários anos morando em Londres, ele voltou a residir em São Paulo, em fevereiro de 2005.
Ele escreve textos muito inspirados e nos autorizou a postagem desses escritos.
Há diversos textos dele postados em sua coluna da revista on line de nosso site e em nossa seção de textos periódicos, em meio aos diversos textos já enviados anteriormente. www.ippb.org.br – Outros textos podem ser acessados diretamente em seu blog na Internet: http://cronicasdofrank.blogspot.com
 
- Notas do Texto:
 
* OM – do sânscrito – o mantra mais importante na cosmogonia hinduísta clássica. O Verbo Divino; o som da criação; a vibração do Todo em todas as coisas.
Obs.: Mantra – do sânscrito – palavra oriunda de Manas: Mente; e Tra: Controle; liberação – Literalmente, significa "Controle ou liberação da mente".
Determinadas palavras evocam uma atmosfera superior que facilita a concentração da mente e a entrada em estados alterados de consciência. Os mantras são palavras dotadas de particular vibração espiritual, sintonizadas com padrões vibracionais elevados. São análogos às palavras-senha iniciáticas que ligam os iniciados aos planos superiores.
Pode-se dizer que os mantras são as palavras de poder evocativas de energias superiores. Como as palavras são apenas a exteriorização dos pensamentos revestidos de ondas sonoras, pode-se dizer também que os mantras são expressões da própria mente sintonizada em outros planos de manifestação.
** Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.
*** Aura – do latim, aura - sopro de ar – halo luminoso de distintas cores que envolve o corpo físico e que reflete, energeticamente, o que o indivíduo pensa, sente e vivencia no seu mundo íntimo; psicosfera; campo energético.

Texto <871><01/08/2008>

871 - VIAJANDO NAS ONDAS DA GRATIDÃO COM O RABI

(Quando a Cheia do Amor Transborda do Eterno ao Coração dos Homens)

 
Rabi*, mais uma vez, obrigado pela Luz que chegou aqui.
Não tenho palavras para agradecê-Lo por tantas coisas boas e por tanta paciência comigo em todos esses anos.
Eu senti e vi a ação invisível de Suas hostes de benfeitores extrafísicos.
Sabe?, Você tocou meu coração, por muitas vezes. Mas nem sempre eu senti o toque!
Em outras vezes, eu não tinha maturidade para compreender o que rolava.
Só sei que algo mudava!
Às vezes, revoltado, eu negava o Céu em mim mesmo.
Muitas vezes, tentei congelar o amor e secar a fonte dos meus sentimentos.
Porém, como apagar o brilho de uma estrela no coração?
Como bloquear um sol de amor incondicional?
Como evitar a explosão da Luz erradicando as trevas do meu peito?
Bobo, tentei frear Sua ação transformadora em mim.
No entanto, minhas comportas emocionais ruíram fragorosamente, e a cheia do Amor me inundou completamente.
Então, eu vi Você rindo dentro de mim. E Você me disse, ternamente:
 
“Se o Amor remove montanhas, imagine o que ele pode fazer dentro de um homem?
Medite na cheia da Luz do Amor transbordando de seu coração, e agradeça ao Pai celestial por todas as dádivas. Tudo emana d’Ele.
Ele é o verdadeiro Poder. É a Fonte Imanente.
A Grande Riqueza, que os homens esquecidos não percebem, é a Luz d’Ele no coração.
Preenchido do Amor d’Ele, compartilhe-O com seus irmãos de viagem espiritual, de aprendizados, provas e aspirações.
Bem-Aventurados os que conseguem ver o Amor d’Ele em todos os corações.
Felizes e serenos são aqueles que transcenderam as noções egoísticas de “eu” e de “meu”, e que viajam pelos mundos transbordantes de Amor e abençoando aos viajantes caídos do caminho e aos pequenos e esquecidos.
Bem-Aventurados os que são capazes de perdoar e recomeçar...
Na cheia da Luz do Amor, o coração canta o Divino.
Ricos são os que escutam tal maravilha, e agradecem em nome do senhor de todos os mundos e seres.”
 
Jesus, amigo dos homens, outrora eu não escutava essa canção maravilhosa, mas, agora, meu coração escuta, e agradece, por tudo.
Hoje, mais uma vez, eu senti e vi o invisível imanente.
E a cheia do Amor novamente aconteceu.
Então, permita-me compartilhar um pouco dela com as pessoas aqui presentes, encarnados e desencarnados, terrestres e extraterrestres.
Permita-me dizer a todos, com alegria, que sua Luz chegou aqui e foi percebida com respeito e agradecimento.
E que, depois de tantos “eus” e “meus”, agora eu sei que tudo é d’Ele, O Grande Arquiteto Do Universo, senhor de todos os mundos e seres.
Tudo é Ele! Tudo é Ele! Tudo é Ele!
O Todo** está em tudo.
 
P.S.: Esses escritos foram feitos enquanto eu estava no IPPB, pouco antes de uma palestra pública sobre as experiências fora do corpo, para tomar uma sessão de acupuntura, pois machuquei o meu braço e o mesmo estava doendo muito, além de eu estar com o sono e o apetite alterados por causa do remédio antiinflamatório que vinha tomando (até emagreci essa semana, por não conseguir me alimentar bem, fora a sonolência absurda).
O acupunturista me atendeu gratuitamente, e fez com tanto coração e admiração, que o efeito das agulhas foi intenso e rápido, trazendo-me alívio e leveza física.
Um pouco antes de ele chegar, peguei um livro contendo o essencial dos ensinamentos de Jesus e li algumas partes (o livro é  “Jesus - Ensinamentos Essenciais”, de Anthony Duncan, publicado no Brasil pela editora Cultrix). E aí desceu uma inspiração celeste em meu coração e a vontade de escrever um agradecimento ao Alto, mesmo depois de dias doloridos e solitários, isolado em casa e sem poder deitar ou levantar direito por causa da dor na hora dos movimentos, e sem comer adequadamente (coisa que solta minha sensibilidade de forma absurda. Quanto mais baixo o meu metabolismo, mais eu vejo os outros planos e a energia das pessoas).
E eu falei para o Vítor: “Cara, está descendo um texto em meu coração. Bastou ler um trechinho de Jesus para ligar-me ao Alto. Pena que o acupunturista está chegando agora e não há tempo para escrever. Vamos ver se depois da sessão eu ainda consigo essa mesma inspiração.”
Após a sessão, fechei os olhos e ergui os pensamentos ao Alto, na intenção daquele homem simples e amoroso que havia me atendido com admiração e respeito. Agradeci a ajuda que me havia sido dada e me senti fortalecido.
Faltando dez minutos para o início da palestra (como sempre, cheia e com muito falatório e agitação das pessoas – cerca de 200 pessoas), sentei-me junto à mesa do salão e resolvi escrever. Fechei os olhos e abri o coração, pedindo para, mais uma vez, ser aquele canal espiritual e humano sadio, a favor de todos. E aí o texto desceu inteiro em meu coração, e eu fiquei novamente cheio daquela gratidão que dinheiro nenhum do mundo paga e que poucos compreendem.
De fundo, tocava uma linda música do Jon Anderson, vocalista do Yes (“Watching the Flags That Fly”).
Depois, pedi ao pessoal para fechar os olhos e li o texto para todos. Nem precisa dizer que a choradeira foi geral (não aquele choro vagabundo das emoções medíocres, mas o choro que alivia o coração e eleva o espírito). E ficou um clima maravilhoso no salão.
Agora estou digitando os escritos, que são até bem simples, mas estão cheios daquela luz que não é daqui, mas que é capaz de renovar as energias da consciência e tocar outros corações na mesma harmonia e encantamento.
Bom, aqui está o texto. É um presente de luz, para quem souber captar o espírito que viaja junto com as palavras.
 
Paz e Luz.
Agradecimento e Admiração.
 
(Esses escritos são dedicados aos meus amigos Vítor Hugo França, Karla Bruscatto, Cristina Puriquima, Eberrart, Ana Lahis Tano, Wesley alquimista, Ana Matsui, Thaís Nemoto Matsui, Fernanda Lopes, Cláudia Oreone, Maria de Fátima, de Salvador, Leo e Marisa, de Jundiaí, e Vítor acupunturista.
Que a Luz do Rabi irradie o Grande Amor em seus caminhos, sempre...)
 
- Wagner Borges –
(sujeito com qualidades e defeitos, espiritualista que não segue nenhuma doutrina criada pelos homens da Terra, sejam elas orientais ou ocidentais; mestre de nada e discípulo de coisa alguma, cheio de gratidão, por tudo).
 
São Paulo, 27 de julho de 2008.
 
- Notas:
* Rabi – mestre.
** O TODO - expressão hermética para designar o Poder Absoluto que está em tudo. O Supremo, O Grande Arquiteto Do Universo, Deus, O amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.

Texto <871><01/08/2008>