870 - RECADO ESPIRITUAL DE UM LAVADOR DE PÉS FELIZ

(Texto postado originalmente na lista do grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB)

 
Se precisar lavar os seus pés, lavarei, simplesmente.
Se precisar tocar o sino dentro do seu coração, tocarei rindo.
Se precisar expandir a abertura do seu chacra da coroa (1), farei isso, com prazer.
Em qualquer situação, estou sempre agradecido aquele Poder Maior que ilumina o meu coração.
Há muito tempo que despersonalizei minha consciência de qualquer noção de ganho ou de perda.
Neste vasto universo de Brahman (2), quem é dono de alguma coisa?
Os antigos rishis (3) cantavam a glória desse Poder Supremo e ensinavam a arte de revelar o espírito imperecível na casa do coração, morada do Eterno. Eles percebiam o Supremo na simples folha de uma árvore caída no solo ou na luz do Sol. E seus olhos brilhavam de doçura na visão do Brahman em tudo.
Esses mestres realizados na consciência cósmica nunca estimularam qualquer idolatria ou devoção cega a qualquer princípio. Ao ver Brahman em tudo, sabiam que não era mais necessário adorá-lo em algum lugar em particular, pois Ele estava em todos os lugares.
Por isso aconselhavam os discípulos a sempre buscá-lo na cidade secreta do coração. Expandindo o amor no centro peitoral, poderiam, então, perceber o Amor Supremo em tudo.
Você também sabe disso: quando o amor ascende do coração ao centro frontal, faz os olhos brilharem com doçura imperecível.
Ainda há pouco você ponderava sobre a confusão que muitas pessoas fazem nos estudos espirituais e o clima de competição e discussão que elas carregam sem perceber, e as obsessões extrafísicas compatíveis com esse tipo de comportamento. Pois a resposta para isso é óbvia: falta de amor e excesso de intelectualismo barato.
Pondere sobre isso: enquanto os pandits (4) discursavam sobre os versículos dos tomos religiosos e os doutores de toda espécie discutiam suas teorias, os rishis estavam realizando Brahman no silêncio e olhando a tudo e todos com amor. Quietinhos, eles tocavam a muitos corações na imensidão da vida. As suas vibrações ainda são presentes e tocam os corações sintonizados à luz espiritual.
Pondere mais: mesmo nos corações mais empedernidos pelo ódio, o brilho de Brahman está lá inspirando e aguardando o momento do despertar. Isso é inexorável. Todos estão destinados ao despertar da consciência cósmica. Tolos são os que lutam contra o progresso e não percebem que sempre pertenceram ao Amor.
Quando os véus da discórdia se dissolverem, por obra e graça do Amor, os olhos brilharão muito. E eles perceberão Brahman na relva verdinha, na lua clarinha, no prana (5) rico de vida solar e neles mesmos.
Conte aos seus companheiros de estudo sobre a glória de Brahman neles mesmos.
Medite e cante com eles sobre os raios do Supremo que iluminam e encantam os olhos cheios de doçura. Leve-os à sintonia da compaixão e às suaves vibrações dos rishis que ajudam a humanidade anonimamente. Viaje com eles nas ondas da serenidade consciente.
A Espiritualidade lúcida é semelhante ao brilho da aurora. Lentamente ela dilui as trevas da ignorância e anuncia a chegada do Sol do samadhi (6).
Amigo, vá trabalhar e compartilhe com os seus irmãos de estudo e práticas espirituais os raios da bem-aventurança que os rishis projetaram em seu coração. Conte sobre a glória de Brahman neles mesmos para que seus olhos sejam possuídos pela doçura imperecível.
 
P.S.: Diga aos seus colegas que sou apenas um lavador de pés feliz.
 
Om Tat Sat (7).
 
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 12 de junho de 2002).   
 
- Nota de Wagner Borges: O amparador extrafísico (8) que me passou esse recado espiritual (direcionado para os cem participantes do grupo do IPPB) trabalha nas vibrações do sábio Agasthya, um antigo rishi ligado aos processos de cura na velha Índia. Aliás, o simples ato de pensar em seu nome - que é um verdadeiro mantra curativo -, já é uma poderosa evocação de proteção e energização de curadores, terapeutas e médicos, do corpo e do espírito.
Fica aqui a sugestão para pessoas que trabalham na área de cura se lembrarem das vibrações maravilhosas desse grande sábio espiritual, curador de consciências e harmonizador de corações. 
 
- Notas do sânscrito:
1. Chacra da Coroa (ou Chacra Coronário) – é o centro de força situado no topo da cabeça, por onde entram as energias celestes. É o chacra responsável pela expansão da consciência e pela captação das idéias elevadas. Em sânscrito o seu nome é “sahashara”, o lótus das mil pétalas. Está ligado à glândula pineal.
Obs.: a  pineal é a glândula mais alta do sistema endócrino, situada bem no centro da cabeça, logo abaixo dos dois hemisférios cerebrais. Essa glândula está ligada ao chacra coronário, que, por sua vez, se abre no topo da cabeça, mas tem a sua raiz energética situada dentro dela. Devido a essa ligação sutil, a pineal - também chamada de “epífise” - é o ponto de ligação das energias superiores no corpo denso e, por extensão, tem muita importância nos fenômenos anímico-mediúnicos, incluindo nisso as projeções da consciência para fora do corpo físico.
2. Brahman - O Supremo, O Grande Arquiteto Do Universo, Deus, O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-Lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.
3. Rishis - sábios espirituais; mestres da velha Índia; mentores dos Upanishads.
4. Pandits – os eruditos e estudiosos dos livros sagrados da antiga Índia.
5. Prana – sopro vital; força vital; energia.
6. Samadhi – expansão da consciência; estado de consciência cósmica.
7. Om Tat Sat - tríplice designação de Brahman. É um mantra evocativo dos três aspectos do divino na cosmogonia hinduísta: Brahma, Vishnu e Shiva. É muito usado por vedantistas - seguidores do Vedanta -, um dos seis principais sistemas filosóficos da Índia. Pode ser usado como um mantra ativador dos chacras e também pode ocasionar estados alterados de consciência profundos durante a meditação.
8. Entidade extrafísica e positiva que ajuda o projetor nas suas experiências extracorpóreas; mentor extrafísico; mestre extrafísico; companheiro espiritual; protetor astral; auxiliar invisível; guardião astral; guia espiritual; benfeitor espiritual.

Texto <870><30/07/2008>

870 - NO CORAÇÃO DAS COISAS DO ESPÍRITO II

(Ou Quando as Coisas do Espírito Falam ao Coração)
 
Há coisas que as palavras não dizem.
Há sentimentos que voam na noite, como setas de fogo...
De coração a coração, iluminando os céus.
De espírito a espírito, por entre os planos da vida e além da mente.
 
Há coisas que os sentidos não percebem.
Algumas delas, muito boas. Outras, nem tanto.
As boas iluminam a consciência e abrem caminhos...
As outras tapam o discernimento e escurecem o coração.
 
Há coisas que os homens fazem a si mesmos, sem noção do perigo.
Como deixar o próprio espírito entorpecido e o coração seco.
Como viajar pela vida sem pensar e sem sentir, perdido em suas dores.
Como “viver sem viver”, automaticamente, sem vitalidade na jornada.
 
Há coisas que ninguém diz, mas todos sentem, de alguma maneira.
Faixas escuras que apertam o coração incauto e angustiado.
Pensamentos intrusos que invadem a mente com idéias negativas.
E energias estranhas que chegam, sorrateiramente, e roubam o bom humor.
 
Há coisas obscuras rondando a aura** dos homens, e muitos sofrem com isso.
No entanto, há aqueles que vêem e sentem o invisível diretamente.
E se escoram na Luz, para iluminar a consciência e abrir os caminhos...
Ligam-se ao Alto, em espírito e verdade, para seguir em frente...
 
Há coisas que a mente não entende, pois transcendem o seu limite.
Mas alguns sabem voar nas asas da prece, para além das estrelas.
Sabem unir seu pequeno coração ao Grande Coração do Eterno.
Sabem que viver não é só viver, é muito mais do que isso.
 
Há coisas que ninguém explica, mas muitos sentem.
Como caminhar com um grande amor num pequeno coração.
Como valorizar a vida, rir de uma piada e ver o Eterno nisso.
Como se sentir gente, mesmo sendo espírito.
 
Há coisas que são consideradas do “Além”, mas que estão por aqui mesmo.
Elas falam, não com palavras, mas com a força da vida, que jamais acaba na morte.
E há coisas daqui, que, muitas vezes, viajam ao “Além”, fora do corpo...
Viagens espirituais, que poucos conhecem, mas muitos fazem, mesmo sem lembrar.
 
Há coisas que bloqueiam a felicidade e chamam a dor e o vazio.
Como o ódio e o desejo de vingança, que permitem às faixas escuras apertar o coração.
Como perder a própria canção no imenso concerto da vida universal.
Como entorpecer o espírito com fortes doses de arrogância.
 
Há coisas que são simples, mas de grande efeito no céu do coração.
Como orar e vigiar, ligado ao Alto, preenchendo a aura de luz, pela força da vontade.
Como meditar nas palavras de Jesus, profundo conhecedor do coração dos homens:
“De que adianta a uma pessoa ganhar o mundo, se ela perder sua alma?”
 
Há coisas luminosas que chegam de mansinho, no centro do coração espiritual.
Presenças sutis e amorosas, que falam das coisas do céu aos homens de boa vontade.
Que falam de outros planos e estimulam as ações sadias e a valorização da vida.
Elas falam de um Grande Amor que está em tudo!
 
Há coisas que as palavras não dizem.
Setas de fogo varam a escuridão da noite, por entre os planos da vida...
E os corações se encontram, aqui e além, no Grande Coração do Ancião dos Dias.
Não há morte. A chama da vida está em todos os planos. E o Todo está em tudo!
 
Há coisas tão grandiosas na Luz, que não há palavras que as descrevam com justiça.
Quem escuta a canção do Eterno em seu próprio coração, sabe disso.
O espírito reconhece o espírito. Assim como o Amor reconhece o Amor, e chama a Luz.
Mas, como muitos já sabem, isso não se explica, só se sente, só se sente, só se sente...
 
P.S.: Às vezes, o Céu fala aos homens por meio de outros homens.
Em outras, diretamente ao coração. Ou ainda, pela música***, ou pelos sonhos, durante o sono.
E, para muitos, pelas meditações, ou pelas viagens espirituais para fora do corpo físico****.
De todo modo, a mensagem é sempre a mesma, para todos:
“VIVE, AMA, COMPREENDE, SORRI E SEGUE...”
 
(Essas linhas são dedicadas a todos aqueles que se atrevem a viver carregando um Grande Amor em seus pequenos corações, e que jamais se perdem espiritualmente, pois escutam a canção do Eterno, mesmo em meio aos percalços e ruídos do mundo. A todos esses, de todas as linhas e lugares, que se atrevem a falar das coisas da Luz, mesmo em meio às diversas pressões e incompreensões, tudo de bom, em nome do Grande Arquiteto Do Universo).   
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges –
(Sujeito com qualidades e defeitos, 46 anos de “encadernação”, pai de duas estrelinhas, Helena e Maria Luz; carioca radicado em São Paulo há 20 anos, mestre de nada e discípulo de coisa alguma, aprendiz da vida, e mais espiritualista do que nunca, graças a Deus!) 
 
São Paulo, 21 de julho de 2008.
 
- Notas:
* A primeira parte desses escritos foi postada como texto 860 pelo site do IPPB – www.ippb.org.br – e pode ser acessada no seguinte endereço específico: http://br.groups.yahoo.com/group/ippb/interrupt?st=2&m=1&done=%2Fgroup%2Fippb%2Fmessage%2F852.   
** Aura – do latim, aura - sopro de ar – halo luminoso de distintas cores que envolve o corpo físico e que reflete, energeticamente, o que o indivíduo pensa, sente e vivencia no seu mundo íntimo; psicosfera; campo energético.
*** Enquanto eu escrevia essas linhas, rolava no som aqui de casa o CD. “Medicine Woman III” – trabalho xamânico/new age do músico inglês Medwyn Goodall – Importado – Inglaterra.
Obs.: A música “Faith”, segunda faixa do CD, é maravilhosa.
**** Projeção da consciência – é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico.
Sinonímias: Viagem astral – Ocultismo.
Projeção astral – Teosofia.
Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz.
Experiência fora do corpo – Parapsicologia.
Viagem da alma – Eckancar.
Viagem espiritual – Espiritualismo.
Viagem fora do corpo – Diversos projetores extrafísicos e autores.
Emancipação da alma (ou desprendimento espiritual) – Espiritismo.
Arrebatamento espiritual - autores cristãos.

Texto <870><30/07/2008>

869 - UMA VIAGEM ESPIRITUAL NA LUZ DE KRISHNA

(Quando o Amor Fecunda a Tapeçaria Sideral)

 
Foi ali, fora do corpo*, além da percepção dos sentidos, que eu vi os Seus olhos de lótus.
O amor estava no ar, acima do mundo dos homens.
Embaixo, os cadáveres dos soldados e o cheiro da violência exalando em torno.
Pairando, por cima dos corpos, em espírito, eles se entreolhavam confusos.
Não sentiam dor alguma, mas o medo os esmagava de encontro a eles mesmos.
O vazio interno era pior do que mil bombas estourando em seus corações.
No entanto, Ele estava ali com suas hostes de trabalhadores extrafísicos.
E, quando Ele tocou Sua flauta, tudo mudou e o céu se abriu na luz.
Uma imensa coluna de luz azulada desceu sobre eles. Dentro dela, a cura espiritual.
Elevados no ar, os soldados choraram. Sobre eles, pétalas douradas e a música d’Ele.
E eu chorei junto com eles... Aquele choro de libertação, quando se vê a luz do espírito.
Enquanto eles entravam na luz, Ele olhou para baixo e também abençoou os que ficaram.
Vendo o Amor Maior em ação, fiquei ali, paralisado, diante de tal grandeza.
Então, Ele me olhou e o som de sua flauta me atravessou por inteiro.
Milhares de pétalas de luz desceram sobre o topo de minha cabeça.
E eu mergulhei no estado de samadhi**, por obra e graça d’Ele.
Em meio à luz, que era tudo, o Seu olhar, por entre as inumeráveis estrelas e mundos.
E a compreensão do amor mais lindo de todos permeou todo meu ser.
Num mar de serenidade, Ele preenchia o universo de amor.
E o som de Sua flauta fecundava a tapeçaria sideral de vida e plenitude.
Miríades de seres viajavam em seu Grande Coração Cósmico.
E foi ali que Ele levou os soldados da Terra, para outras canções...
Eles estavam de volta à casa, no céu do coração d’Ele.
E eu, flutuando na luz, vi a felicidade deles, além do mundo dos homens.
Enquanto Ele dizia, em meu coração: “O espírito é eterno. Não nasce nem morre, apenas entra e sai dos corpos perecíveis. Felizes são aqueles que sabem disso. E agora, volte à Terra e escreva aos homens sobre a luz do eterno, que arma alguma pode destruir. E deixe que a estrela prânica*** guie os propósitos de sua vida, e também fale do brilho dela aos seus companheiros de estudo e jornada espiritual.”
Deslizando na música d’Ele, voltei ao corpo material, cheio daquela luz estelar.
E, agora, tento fazer o impossível: grafar a luz d’Ele em palavras.
E, mais ainda, carregar o grande amor de Krishna em meu pequeno coração.
 
PS: Sim, foi ali no Astral que eu vi os Seus olhos de lótus.
Quando o céu se abriu, por entre os planos, na luz do amor...
Essa luz, que também está em todos os corações.
Esse amor que levou os soldados de volta para casa.
E aquele som de flauta, que, até agora, ainda escuto dentro de mim.
Ah, Krishna, que missão difícil você me deu: escrever sobre as coisas do espírito.
Ainda mais no mundo dos homens tristes e esquecidos de sua verdadeira natureza estelar.
E como carregar o Seu amor nesse meu pequeno coração?
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges –
(Sujeito com qualidades e defeitos, 46 anos de “encadernação”, mestre de nada e discípulo de coisa alguma, que não segue nenhuma doutrina criada pelos homens da Terra, sejam elas orientais ou ocidentais, e que tenta fazer o que o céu ordenou: escrever sobre a luz, mesmo sem ser iluminado.)
 
São Paulo, 09 de julho de 2008.
 
- Notas:
* Projeção da consciência – é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico.
Sinonímias: Viagem astral – Ocultismo.
Projeção astral – Teosofia.
Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz.
Experiência fora do corpo – Parapsicologia.
Viagem da alma – Eckancar.
Viagem espiritual – Espiritualismo.
Viagem fora do corpo – Diversos projetores extrafísicos e autores.
Emancipação da alma (ou desprendimento espiritual) – Espiritismo.
Arrebatamento espiritual - autores cristãos.
** Samadhi – do sânscrito – expansão da consciência; estado de consciência cósmica.
*** Estrela Prânica – do sânscrito, prana – sopro vital; energia; força vital.
No contexto iogue é a estrela espiritual, manifestação do plano divino. Para melhor compreensão sobre isso, sugiro ao leitor ler o texto “A Canção das Estrelas-Bebês”, no seguinte endereço específico do site do IPPB: https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=2322.

Texto <869><26/07/2008>

869 - TEMPLO DA ALMA - ORNAMENTOS E CHACRAS

- por Wagner Borges-
 
De que vale um templo todo ornamentado, se o mesmo estiver vazio de amor?
O que vale é o calor humano, são as presenças reunidas sob os mesmos objetivos luminosos.
Corações unidos pelos propósitos de Liberdade, Igualdade e Fraternidade são focos luminosos que se fundem na mesma luz universal, no Grande Coração do Todo.
Almas irmanadas no Amor e na Luz são como sóis iluminando os espaços, físicos e extrafísicos.
Não são as estátuas, os ornamentos, ou os rituais e graus de passagem iniciáticos que enchem de luz os templos.
A egrégora* surge da fusão dos corações iluminados pelo Amor.
O Todo está em tudo, mas, principalmente, nos corações...
Estátuas, símbolos e ornamentos podem ter coisas boas impregnadas neles, e podem ser úteis para ancorar energias com vários propósitos psicofísicos, mas quem ama é o homem!
É do seu coração que o Amor se irradia. E é nos seus olhos que brilha a luz.
O verdadeiro templo espiritual é onde a alma está!
E o que ela ama recebe o brilho do eterno.
Para além das paredes de um templo, está o templo da vida, que é em todos os lugares.
Pois o Todo** está em tudo!
 
P.S.: Os verdadeiros ornamentos espirituais brilham no próprio homem: são os seus chacras!***
E eles refletem o que a alma pensa, sente e realiza no mundo.
São brilhantes quando os pensamentos são esclarecidos.
São lindos quando os sentimentos são generosos.
São como pequenos sóis nos atos sadios.
E o Todo está neles, naturalmente.
Felizes são aqueles que sabem disso!
 
Paz e Luz!
 
Jundiaí – 15 de julho de 2008.
 
- Notas:
* Egrégora - do grego “Egregorien”, que significa “velar”, “cuidar” - é a atmosfera coletiva plasmada espiritualmente num certo ambiente, decorrente do somatório dos pensamentos, sentimentos e energias de um grupo de pessoas voltado para a produção de climas virtuosos no mundo.
É a atmosfera psíquica resultante da reunião de grupos voltados para trabalhos e estudos baseados na LUZ. Pode-se dizer que toda reunião de pessoas para a prática do Bem e da Virtude - independentemente de linha espiritual - forma uma egrégora específica, uma verdadeira entidade coletiva luminosa, à qual se agregam várias outras consciências extrafísicas alinhadas com aquela sintonia espiritual para um trabalho interconsciencial.
Provavelmente foi por isso que Jesus ensinou: "Onde houver dois ou mais em meu nome, aí eu estarei."
Muitos dizem que não se deve misturar egrégoras de trabalhos diferentes, porém, quando o Amor se manifesta, desaparece qualquer ideologia doutrinária, e só fica o que interessa: a LUZ.
No dia em que os homens despertarem para climas mais universalistas e cosmoéticos, com certeza esse mundo será melhor de viver.
Viva a LUZ, pouco importa o nome, o grupo ou a doutrina que fale dela. E viva os mentores espirituais que ajudam a todos, independentemente de credo, raça ou cultura esposada.
** O TODO: expressão hermética para designar o Poder Absoluto que está em tudo. O Supremo, O Grande Arquiteto Do Universo, Deus, O amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.
*** Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.

Texto <869><26/07/2008>

868 - VIAGEM ESPIRITUAL - ASAS DO ESPÍRITO

Você, o espírito imperecível, possui asas espirituais, para poder voar pela Grandeza do Universo. À noite, quando o seu corpo físico repousa no leito, você anseia em “bater essas asas”.
Sem ao menos chacoalhar o esqueleto, você inicia seu vôo livre na imensidão dos Sítios Celestiais. Enfim, livre das limitações da carne e dos açoites dos pensamentos agitados, você realiza vôos   magníficos, levando consigo a sua lucidez, sentinela  de  plantão. Solto das rédeas férreas da ilusão  terrena, você  faz  sua  ronda estelar extrafísica.
Não mais preso ao duplo, e muito menos no ambiente domiciliar, você se solta ao máximo  possível, em busca de se revigorar no seio celeste das moradas do PAI-Mãe de todos, envergando as   asas do conhecimento sutilizado e redirecionando seus vôos, ora em busca de sua essência, ora em  busca  de velhos conhecidos espirituais, de mestres e amigos de jornada.
Outras aves espirituais, também livres do casulo carnal, juntam-se a você nos mesmos vôos  astrais, reconhecendo irmãos de jornada terrena. Velhos conhecidos de outrora, no Oriente, hoje voam   juntos, sedentos de liberdade e da atmosfera sutilizada, onde  o espírito se revigora.
Todos são portadores de asas espirituais, mas muitos permitem que seus vôos sejam podados pelo medo e pelo orgulho (acorrentados e sufocados pelas coisas do ego?).
Pássaros antes livres, hoje mendigam por segundos de liberdade. Mesmo que o sono, cúmplice  das viagens do espírito, o liberte temporariamente da prisão do corpo físico, sua lucidez é travada pelas sentinelas do ego. E, quando retorna ao seu casulo físico, muito pouco, ou quase nada, desperta em seu mundo interior.
Viajantes espirituais, de planos diversos, densos ou sutilizados, voltam a vivenciar a libertação  das amarras psíquicas, num conflito diário entre a personalidade manifestada no plano físico e o espírito, entre o mundo terreno e o mundo extrafísico.
É preciso coragem para que os viajantes espirituais possam revelar a Boa Nova que os espera pacientemente.  Para deixarem os leitos de enfermidade psíquica, conectando-se à essência celeste.
É PRECISO CONFIANÇA ESPIRITUAL! Para transcender os limites...
A comunhão espiritual nunca deixou de ser selada entre o PAI-MÃE e o viajante espiritual. É um elo indestrutível pelo tempo, ou pela forja das existências vivenciadas por todos na roda das   reencarnações.
Saborear o vôo livre de sua essência sagrada - O ESPIRITO em direção ao PAI-MÃE - é como  ser criança nutrindo-se no colo materno.
Permita que o seu desprendimento espiritual, temporário e diário, possa renovar sua consciência.
É do seu livre-arbítrio. É seu direito.
VOCÊ É O ESPÍRITO!
 
(Recebido espiritualmente por Marco Antonio Ribeiro).
 
P.S.: Essa é uma mensagem de chamamento dos mentores extrafísicos aos viajantes espirituais do presente. O tempo passa rapidamente, e para onde estamos indo nesse ciclo pesado de reencarnações,  ainda necessárias?
Senti que sou um prisioneiro, não do sistema, mas, pior, de mim mesmo.
 
Cajamar – interior de São Paulo-, 30 de junho de 2008.    
 
- Nota de Wagner Borges: Marco Antonio mora em Cajamar, cidadezinha do interior paulista, perto de Jundiaí. É espiritualista e pesquisa os temas espirituais de maneira universalista, tendo admiração pelos ensinamentos do mentor Ramatís.
 
- Nota do Texto:
* Projeção da consciência – é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico.
Sinonímias: Viagem astral – Ocultismo.
Projeção astral – Teosofia.
Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz.
Experiência fora do corpo – Parapsicologia.
Viagem da alma – Eckancar.
Viagem espiritual – Espiritualismo.
Viagem fora do corpo – Diversos projetores extrafísicos e autores.
Emancipação da alma (ou desprendimento espiritual) – Espiritismo.
Arrebatamento espiritual - autores cristãos.
 

Texto <868><23/07/2008>