853 - FALANDO DE EXTRATERRESTRES, RISADAS E ABRAÇOS

(Quando os Caras do Espaço Vêm Escutar Música com a Galera da Terra)

- Por Wagner Borges –
(Conferencista, escritor, radialista e consultor da revista UFO)

Saudações, meus amigos de jornada ufológica e consciencial.
Todos nós temos o sonho de um eventual contato extraterrestre e de singrarmos as estrelas e seus mistérios.
O universo exterior nos fascina e isso é compreensível.
Contudo, há um outro universo, tão vasto quanto desconhecido. E está dentro de nós mesmos.
É o universo de nossos corações, sutil e insondável, onde viajam incontáveis sentimentos.
A aventura de descobrir o que viaja dentro de nós é tão importante quanto as descobertas de fora.
E, de que adianta conhecermos as estrelas de fora, se nós não descobrirmos o que anima nossos propósitos, por dentro?
De que adianta conhecermos o infinito material, se o infinito espiritual for um desconhecido para nós?
De que adianta olharmos para o céu, se não vemos o caminho à nossa frente e trombamos com os fatos da vida cotidiana?
De que adianta vermos uma nave e mapearmos de onde ela veio, se nós não formos capazes de mapear nossos caminhos de vida e nem de acertarmos os vôos da nave de nossos corações?
De que adianta encontrar um extraterrestre, se nós não encontrarmos com nós mesmos?
De que adianta falarmos em contato sideral, se não falamos direito nem com nosso vizinho?
De que adianta buscarmos um mestre externo, terrestre ou extraterrestre, se não formos capazes nem de apreciar um pôr-do-sol?
De que adianta falarmos de multiversos, se não somos nem capazes de ver o brilho nos olhos da pessoa amada e nem consideramos que ela é um presente?
De que adianta procurarmos sons no universo, se não somos capazes nem de apreciar uma linda canção e de deixarmos o amor fluir em nós?
Quem sabe não é isso que outros povos do espaço vêm querendo nos dizer?
Que, primeiro, precisamos encontrar a nós mesmos, num contato maravilhoso e inesquecível.
Que a mesma luz que criou as estrelas é a mesma que habita em nossos corações
Que todo ser vivo é nosso próximo e que vale a pena na viver.
Que viver é um privilégio, na Terra ou no Espaço, pois ganhamos a chance de aprendermos tanta coisa...
Que amarmos e sermos amados por alguém é um presente!
Que, quando abraçamos nossos filhos, nossos pais e avós, isso é um evento fantástico!
Que, quando encontramos nossos amigos verdadeiros, isso é uma festa da natureza humana!
Certa vez, ouvi um viajante espiritual dizer que os povos das estrelas admiram muito uma coisa nos humanos: a nossa capacidade de sorrir.
E, talvez seja isso que eles vêm nos dizer, em suas naves reluzentes e interdimensionais:

“RIAM MAIS E ENCONTREM COM VOCÊS MESMOS, PARA QUE NÓS NOS ENCONTREMOS NO MESMO GRANDE CORAÇÃO DA VIDA.”

Sim, talvez eles estejam aqui mesmo, nos observando invisivelmente e torcendo para que nos toquemos de nossos potenciais adormecidos.
Ou, quem sabe, eles apenas estejam aqui pelas nossas risadas e por nossos abraços.
É provável que eles vejam a verdade que anda em nossos corações e o que nos anima na vida. E também devem saber de nossos desejos de singrar os espaços e de conhecer outros povos no infinito.
Talvez até mesmo percebam aquela velha sensação de nostalgia que temos secretamente, aquela saudade de algo indefinível, que remonta às estrelas...
De qualquer maneira, independente de tudo isso, precisamos viajar na nave de nossos corações, com amor e alegria na jornada da vida, da Terra ou do Espaço.
Vamos pesquisar o universo de fora e as inúmeras raças que habitam o infinito, mas, a partir do equilíbrio em nosso universo interno.
Para que, quando fizermos contato real com outros povos do universo, possamos mostrar a eles como amamos aos nossos filhos, nossos pais e avós, e nossos amigos verdadeiros.
Para que eles vejam nossas risadas simples e humanas.
Para que eles venham escutar nossas canções que encantam e embalam os corações sensíveis ao Bem.
Para que eles nos ensinem sobre as coisas estelares, enquanto nós os ensinamos a rir de um monte de coisas daqui mesmo.
Sim, quem sabe eles não estejam aqui, agora mesmo, nos observando interdimensionalmente e pensando na melhor maneira de se apresentar a todos nós da Terra?
Então, enquanto eles decidem quando e como querem aparecer, segundo seus parâmetros e diretrizes cósmicas, vamos escutando algumas canções de amor aqui mesmo, na boa e velha Terra, nossa Mãe a Amiga.
Afinal, de que adianta estudarmos temas interessantes e elevados, se nós não formos capazes de ser felizes com isso, aqui e agora?
De que adianta falarmos da luz das estrelas, se carregarmos ódio em nossos corações?
Meus amigos de jornada ufológica e consciencial, talvez haja naves voando aqui por cima, agora mesmo, imperceptíveis aos nossos sentidos, quem sabe?
Mas, o melhor nós já temos aqui dentro: nossas risadas e nossos abraços*.

- Esses escritos são dedicados aos meus amigos Ademar Gevaer, Marco Antonio Petit e Rafael Cury**, pesquisadores valorosos da Ufologia brasileira e amigos de tantos congressos e de tantas risadas e abraços ao longo dos anos. Assim como as estrelas brilham lá em cima, que seus corações brilhem aqui embaixo, naquela sintonia espiritual que vem do Todo, que está em tudo.
Paz e Luz.
Curitiba, 22 de maio de 2008.

- Notas:
* Ademar Gevaerd é o diretor da Revista UFO, e Marco Antonio Petit e Rafael Cury são co-editores da mesma. 
** Esses escritos foram lidos durante o XI Encontro Internacional “Diálogo com o Universo” – 36º Congresso Brasileiro de Ufologia Científica, realizado em Curitiba, do qual participei mais uma vez como um dos conferencistas. Enquanto eu lia o texto para a turma de 250 pessoas presentes ao evento, deixei tocando de fundo, como trilha sonora, uma coletânea de músicas do excelente vocalista americano Steve Perry (que durante muitos anos cantou na banda de pop\rock Journey).
Obs.: Esse texto será publicado numa das próximas edições da Revista UFO.

Texto <853><27/05/2008>

852 - PASSOS DA ALMA

- Por Frank -
Dou um passo para frente, volto duas casas para trás.
Lembro-me, por um segundo, da minha casa na praia do infinito e, logo depois, tudo se vai numa onda, vira lembrança de sonho ou promessa de político.
O que há com essa tal de Espiritualidade? Que força é essa que me impede de lembrar?
Até parece conspiração. Desconfio que deva haver Homens de Preto apagando a minha memória, logo depois que eu vislumbro um pedacinho da vastidão do universo; só assim para explicar porque aquela lembrança de projeção da consciência*, que era tão forte e real ontem à noite, agora mais parece devaneio ou ilusão criada por reações químicas provocadas por falta de oxigênio no cérebro; mas eu sei que, se forçar um pouquinho a memória e a mente racional não atrapalhar, conseguirei até lembrar da cor das asas e da euforia de voar pela Rua do Carmo, meio torto, meio caindo; sentindo uma extrema sensação de liberdade e familiaridade.
Um pequeno passo da alma e um gigantesco salto para o ego.
Sou leve, sou folha ao vento. Sou Fernão Capelo Gaivota, sou pássaro preto.
Livre da gaiola, abraçando o mundo. O céu convida para a dança e eu bailo pelo ar.
Queria planar assim por horas, mas caio do "cavalo astral" e abro os olhos no corpo físico.
A lembrança ainda está aqui, deitada na cama, entre eu e minha mulher.
- Auri, voei de novo! - acordo a esposa. Ela ouve, será que escuta?
- Claro! - diz ela - Se for voar de novo, não se esqueça de fechar a janela, está frio!

São Paulo, 13 de maio de 2008.

- Nota de Wagner Borges: Frank é o pseudônimo do nosso amigo Francisco de Oliveira, participante do grupo de estudos do IPPB e da lista Voadores. Depois de vários anos morando em Londres, ele voltou a residir em São Paulo, em fevereiro de 2005.
Ele escreve textos muito inspirados e nos autorizou a postagem desses escritos.
Há diversos textos dele postados em sua coluna da revista on line de nosso site e em nossa seção de textos periódicos, em meio aos diversos textos já enviados anteriormente. www.ippb.org.br – Outros textos podem ser acessados diretamente em seu blog na Internet: http://cronicasdofrank.blogspot.com

- Nota do Texto:
* Projeção da consciência – é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico.
Sinonímias: Viagem astral – Ocultismo.
Projeção astral – Teosofia.
Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz.
Experiência fora do corpo – Parapsicologia.
Viagem da alma – Eckancar.
Viagem espiritual – Espiritualismo.
Viagem fora do corpo – Diversos projetores extrafísicos e autores.
Emancipação da alma (ou desprendimento espiritual) – Espiritismo.
Arrebatamento espiritual - autores cristãos.

Texto <852><19/05/2008>

852 - A CANÇÃO VITAL DO GRANDE ESPÍRITO

(Respeitando o Mistério do Ser – Aqui e Lá, Lá e Aqui!)

Ó, Grande Espírito, Pai Primeiro de todos nós!
Você criou o Céu, a Terra e o Homem.
As estrelas, os mundos e a humanidade são irmãos.
A vida flui do centro do seu Ser.
É o Seu Pensamento que sustenta as miríades de sóis no espaço infinito.
É o Seu Sentimento que anima todos os corações.
É o Seu Sopro Vital que respiramos... Vivemos em Sua Luz.
É o Seu Brilho que vemos refletido no olhar de quem amamos.
Sabemos que nossas canções são ecos de Sua Grande Canção Vital.
Nossos filhos são Seus filhos. E nós e nossos ancestrais, também!
Quando a terra treme e os ventos fortes levantam as águas, os homens gemem de medo.
Os seus corações estão ressecados, por isso eles tanto temem.
Porém, nós honramos a Você, Pai primeiro de todos nós!
Pois sabemos que há um propósito maior em Seus Desígnios.
Há muito tempo que escutamos Sua Grande Canção Vital, em nossos corações.
Por isso, sabemos que o espírito voa para fora da carne no momento final.
Ó, Grande Ser, sabemos que a morte do corpo não destrói o filho de Sua Luz!
Compreendemos que o Seu Grande Mistério continua em outros planos da vida.
Então, honramos aos espíritos que partem, em Seu Nome.
Assim como honramos aos que chegam para mais uma existência entre nós,
Oramos pelos que partem e pelos que chegam, sempre respeitando o Seu mistério em cada ser.
Aprendemos isso apenas prestando atenção no Seu Brilho, refletido no olhar de quem amamos.
Nossos pais nos ensinaram e, por sua vez, nós ensinamos aos nossos filhos.
Respeitamos a todos os seres, da Terra e do Espaço, homens e espíritos.
Respeitando a existência dos outros, nós honramos a Você, que é o poder em cada ser.
Não tememos a morte, porque não tememos a vida!
Respeitamos o Seu Mistério e compreendemos o nosso papel na existência.
Viemos viver no mundo por Seus Desígnios.
Vivendo e respeitando a todos, honramos a Você, nosso Pai Primeiro, Senhor da vida.
Valorizamos a vida, porque vemos Você em cada coisa. Por isso, não tememos a morte.
Sabemos que é Você mesmo em cada espírito, em outros planos, além, também cheios de vida...
É Você, aqui. É Você, lá. É Você, em tudo!*

P.S.:
Que os espíritos que partem – e os que chegam –, sejam honrados, não com choro e desespero, mas com respeito e consciência.
Que, em lugar de cair nas valas da dor, os pensamentos se elevem em prece ao Grande Espírito, pelo bem de todos**.

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Jundiaí, 13 de maio de 2008.)***

Paz e Luz.

- Notas de Wagner Borges:
* Esses escritos me foram passados espiritualmente por duas entidades ligadas às vibrações da natureza e da espiritualidade dos povos indígenas. São dois xamãs extrafísicos. Um deles é um ancião e tem uma expressão serena e cheia daquela atmosfera da sabedoria xamânica. O outro é mais moço, com aparência de um homem de cerca de trinta e cinco anos, cheio de vitalidade e alegria. É discípulo do mais velho. Ambos me pediram discrição quanto a detalhes pessoais deles.
Segundo eles, suas personalidades não são importantes. E a sabedoria vem do Grande Espírito, o Grande Xamã de todas as tribos e o Verdadeiro Poder que mora dentro dos corações.
** Enquanto os homens estiverem presos apenas aos parâmetros limitados dos cinco sentidos do corpo físico, continuarão a não valorizar o dom da vida e a chorar seus mortos como perdas definitivas.
Terremotos e vendavais causam muitos estragos e vários problemas correlacionados à destruição física. Porém, há outras tragédias correlacionadas, dentro do próprio homem, igualmente destrutivas.
Há terremotos de dúvidas abalando os alicerces da fé dentro dos corações.
Há vendavais de raiva e de ignorância açoitando o equilíbrio interno.
E há maremotos de medo e de angústia arrasando o discernimento de muita gente.
Sim, é o vazio existencial, dentro do próprio homem, o causador da grande tragédia: não valorizar o dom da vida e nem ver o Grande Espírito em tudo.
Quem escuta a Grande Canção, sabe que a consciência espiritual é imperecível; não nasce nem morre, apenas entra e sai dos corpos perecíveis.
Viva a vida, em todos os planos de manifestação!
O Todo está em tudo!
E a vida segue... aqui e lá, lá e aqui, como deve ser...
*** Enquanto passava essas linhas a limpo, lembrei-me de um outro texto que recebi de um xamã extrafísico. Devido à sua ressonância com as idéias contidas aqui, estou reproduzindo-o na seqüência.

 

FILHOS DE MANITU

Certa vez, Águia Dourada, o homem da magia, reuniu toda tribo e ensinou a arte do vôo da vida.
Disse ele: "O corpo do homem pertence à terra. Mas seu espírito é filho do vento. Seus sentimentos se assemelham ao movimento das águas. O brilho de seus olhos é o fogo de seus objetivos. O Grande Espírito deu-lhe a eterna força vital. Por isso, nem a morte ou ser algum pode danificá-lo.
Seja pelas asas do sono ou pela ação da morte, o corpo fica passivo. Mas o espírito segue com o vento, além das montanhas. São as viagens à casa de Manitu, além das estrelas, nas pradarias do céu.
Ouçam, meus irmãos: que seus corpos honrem a terra, mãe da humanidade. Que seus sentimentos bons tenham a profundidade e a vastidão dos oceanos. Que o fogo de seus objetivos nunca se apague. Que a força do irmão vento possa impulsioná-los às terras extrafísicas.
O tempo passará e muitas coisas acontecerão à frente, mas ninguém conseguirá apagar a luz do Grande Espírito. Nenhuma força do universo pode alterar os desígnios de Manitu.
Olhem dentro do próprio coração e não temam o mal. Nossos corpos voltarão à terra, mas nossos espíritos irão à casa de Manitu. Mas um dia voltaremos com novos corpos e expressões diferentes. Os próprios homens brancos nos receberão como parentes reencarnados. Outros receberão nossas forças espirituais em seus trabalhos; serão herdeiros de nossas tradições. Viveremos sempre, meus irmãos! Este é o dom que Manitu nos deu: somos imortais! Nenhum canhão despedaçará nossos espíritos.
Ouçam o uivo do coiote transportado pelo vento do deserto. Nossas crianças ficam com medo, mas nós, os homens adultos, sabemos que é apenas o uivo do coiote. Esta também é a diferença entre o tolo e o sábio. O primeiro se assusta fácil com as dificuldades. O segundo sabe que são só provas do caminho, uivos da vida, mesmo.
Voltaremos, meus irmãos, como irmãos, filhos de Manitu. E esses homens de amanhã portarão nossa mensagem. Serão os Águias-Douradas do futuro. Seus corpos continuarão sendo da terra, mas seus espíritos voarão com o vento, pois é esse o desígnio de Manitu."
O tempo passou... E estamos vivos! Canalizamos as forças da natureza para os bons trabalhos espirituais dos homens de todas as raças. Somos irmãos. E essa é nossa missão, pois são os desígnios de Manitu.

- Black-white Snow** -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Texto extraído do livro "Falando de Espiritualidade" – Editora Pensamento - 2002).

- Notas:
* Manitu: designação que os índios algonquinos, da América do Norte, dão a uma força mágica não personificada, mas inerente a todas às coisas, pessoas, fenômenos naturais e atividades. Ou seja, O Grande Espírito.
** Black-White Snow – do inglês – "neve branca e preta". Esse é o nome indígena do xamã extrafísico que me passou esses escritos.

Texto <852><19/05/2008>

851 - MESTRE DE SI MESMO

- Por Frank -

Encontrei o Equilíbrio quando trilhava o Caminho do Meio.
Ele era um sujeito tranqüilo, sorridente, com os olhos brilhantes e andava com tanta confiança, que fiquei desconfiado; seria esse sujeito alguém real em que eu poderia me tornar?
Já havia trilhado outros caminhos e estava meio decepcionado.
Certa vez, trilhei o Caminho da Negação e encontrei o Cético.
Convincente e seguro, ele me ensinou o poder do questionamento e como as pessoas acreditam em qualquer coisa, transformando-as em verdade absoluta, como certas lendas e contos populares que são passados, de geração para geração.
Achei que ele tinha razão, mas aí deixei esse caminho, quando percebi que o Cético duvidava de tudo, menos do seu próprio ceticismo.
Outra vez, trilhei o Caminho do Exagero e encontrei o Fanático.
Ele aparentava estar em felicidade plena, mas falava de Deus com um estranho brilho no olhar, que me dava medo. Dizia que Deus estava em tudo e que só o que precisávamos era do amor, o que me deixou mais confiante; mas, quando ele tentou me convencer a ser seu discípulo, para que eu tivesse acesso às grandes verdades do universo e me tornasse um escolhido a embarcar na caravana do próximo Messias, caí fora do barco o mais rápido que pude e voltei à minha busca.
Desiludido, pensei em desistir de procurar, até que encontrei o Equilíbrio e, por ele ser tão simples e, até certo ponto, familiar, desconfiei que não fosse real.
Eu estava enganado. Satisfeito, perguntei se poderia caminhar com ele.
- Claro! - ele respondeu - Mas você está disposto a caminhar com suas próprias pernas e a pagar o preço?
- Preço?
- Isso mesmo. O preço de enxergar e compreender que estamos manifestados como seres humanos e, como tais, devemos aceitar as nossas limitações. Precisamos aprender a questionar certas coisas e aceitar outras, como parecem ser, mesmo que elas não possuam nenhuma lógica aparente.
A mente humana é limitada e, por mais que se consiga efetuar cálculos avançados, quando o assunto é o coração ou a espiritualidade, mal sabemos a tabuada. E, ainda assim, quando aprendemos a somar um pouco e descobrimos que um mais um é igual ao infinito, esse resultado não é a verdade absoluta do universo coletivo; pelo contrário, essa soma nada mais é do que a SUA versão da verdade.
Por isso é perigoso evangelizar o mundo com as nossas experiências, pois, cedo ou tarde, descobrimos que, por mais que passemos toda a vida tentando ser mestre dos outros, só conseguiremos, se tivermos sucesso, ser mestres de nós mesmos.

São Paulo, 09 de maio de 2008.

Frank é o pseudônimo do nosso amigo Francisco de Oliveira, participante do grupo de estudos do IPPB e da lista Voadores. Depois de vários anos morando em Londres, ele voltou a residir em São Paulo, em fevereiro de 2005. Ele escreve textos muito inspirados e nos autorizou a postagem desses escritos. Há diversos textos dele postados em sua coluna da revista on line de nosso site e em nossa seção de textos periódicos, em meio aos diversos textos já enviados anteriormente. www.ippb.org.br – Outros textos podem ser acessados diretamente em seu blog na Internet: http://cronicasdofrank.blogspot.com

Texto <851><15/05/2008>

851 - VIAJANDO NAS LUZES DA FONTE IMANENTE E CRIADORA

Que a Grande Fonte Criadora abençoe esse trabalho.
Que o Grande Sol de Amor dissolva os nós do egoísmo em todos os corações.
Que a Luz dissolva os males que afligem os homens e ilumine os caminhos...
Todos nós, encarnados e desencarnados, terrestres e extraterrestres, somos irmãos e companheiros de esperança. Vivemos no mesmo Coração Universal.
Somos centelhas vivas da Fonte Criadora e Imanente.
Temos o mesmo potencial das estrelas em nossas células.
Aqui, juntos, com a permissão do Alto, nos tornamos emissários da Grande Cura.
Tornamos-nos enfermeiros e médicos da consciência, verdadeiros terapeutas do infinito, interligados no mesmo Grande Coração.
Quem cura é a Fonte Criadora e Imanente, que nos permite participar desse trabalho como agentes colaboradores.
E, assim, vamos operando com respeito, atuando invisivelmente nos bastidores do trabalho.
Com modéstia e compreensão, vamos libertando os espíritos infelizes que andam junto com as pessoas encarnadas e sugando suas energias.
Eles também precisam de ajuda! Eles também são nossos irmãos!
E a Fonte Criadora e Imanente os quer de volta à Luz.
A cura deles e dos homens encarnados está radicada na mesma base: o Amor Imanente.
E este mora em todos os corações.
O Amor cura! É nele que tudo se transforma.
 
Paz e Luz a todos.
 
- Os Iniciados* –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Curitiba, 02 de maio de 2008).
 
 
P.S.:
Esses escritos foram recebidos enquanto eu participava de um trabalho de cura junto com a Dra. Mônica Medeiros**, o Dr. Américo Canhoto e mais um grupo de médiuns e sensitivos espiritualistas.
O lance rolou durante o IV Fórum Espírita de Curitiba, onde nós estávamos como palestrantes do mesmo. Aproveitando um espaço na agenda do evento, a Dra. Mônica atendeu mediunicamente a várias pessoas com problemas diversos – físicos e psíquicos. E me convidou para participar como doador de energia. Então, fiquei num canto da sala exteriorizando energias e com o pensamento elevado a favor do bem de todos.
Em determinado momento, desceu uma enorme bola de luz alaranjada (que depois ficou rosada, azulada e, finalmente, branca como a luz do sol) à minha frente. Via a mesma por clarividência, ao mesmo tempo em que percebia um forte campo energético formado dentro do ambiente.
Daí, tive a intuição de pegar um caderno para anotar os detalhes dos bastidores psíquicos. Sentia claramente que os mentores espirituais do trabalho queriam que eu registrasse os lances extrafísicos, até mesmo para dar mais subsídios e confiança aos médiuns envolvidos em tal tarefa.
Logo depois, surgiu um dos amparadores*** do grupo dos Iniciados e me passou esses escritos, além de me mostrar diversos espíritos desencarnados enfermos que estavam sendo atendidos paralelamente, no duplo extrafísico da sala.
Agradeço a Dra. Mônica e ao Dr. Américo Canhoto pelo convite para participar de seu trabalho de cura e, também, aos mentores espirituais responsáveis pelo mesmo.
 
 
- Notas:
* Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente. Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.
** Dra. Mônica Medeiros - Médica cirurgiã formada pela Unicamp, com mestrado na University of Illinois at Chicago; atua como médium, mestra reikiana e presta auxílio a pessoas, entidades carentes e animais em sofrimento, através da ONG Árvore da Vida. É fundadora e presidente da Casa do Consolador, entidade filantrópica espiritualista e universalista - http://www.casadoconsolador.com.br.  
Dr. Américo Canhoto - Médico da família, pesquisador, educador, escritor e orador espírita, colaborador e participante do Grupo Espírita Dr. Eduardo Monteiro, em São Bernardo do Campo; também é colaborador do Centro Espírita Francisco de Assis; é autor dos livros “Saúde ou Doença: A Escolha é Sua”, “Chegando À Casa Espírita”, “Quem Ama, Cuida”, “A Reforma Íntima Começa no Berço”, e seu mais recente lançamento: “Pequenos Descuidos: Grandes Problemas”.
*** Amparadores extrafísicos – entidades extrafísicas e positivas que ajudam o projetor nas suas experiências extracorpóreas; mentores extrafísicos; mestres extrafísicos; companheiros espirituais; protetores astrais; auxiliares invisíveis; guardiões astrais; guias espirituais; benfeitores espirituais.

Texto <851><15/05/2008>