845 - CREMANDO AS TOLICES NO FOGO DO DISCERNIMENTO

(Resposta a pergunta de um leitor, preocupado se deveria mandar cremar seu corpo após sua morte)
 
- Por Wagner Borges –
 
Não se preocupe tanto com a eventual cremação do seu corpo.
Preocupe-se mais com a cremação do seu orgulho e de sua ignorância.
Queime suas tolices na fogueira do discernimento. E, depois, disperse as cinzas de suas ilusões no mar da vida...
Não será o tipo de morte – ou a transformação dos seus despojos densos -, que determinará a qualidade de seu viver, na Terra ou em qualquer outro plano de manifestação. Isso é determinado pelo que você pensa, sente e faz.
Fogo ou sete palmos abaixo do chão, nada disso tem a ver com a sua consciência imortal.
Não se prenda a nada disso!
Enterre apenas os seus medos e queime suas culpas.
Que fogo poderá queimar o eterno?
Que terra poderá cobrir o princípio imperecível?
Só o seu corpo poderá ser incinerado ou enterrado. Você, não!
Então, como estudante espiritual, por que você está tão preocupado com isso?
Seus estudos são só teóricos e não lhe dão certeza alguma?
Será que você nunca sentiu a pulsação do Eterno em seu coração?
Nunca sentiu o amor iluminando os seus dias?
Talvez você nunca tenha escutado o seu coração, só sua mente.
Por isso, sua luz ficou fraca e a dúvida capturou o seu raciocínio.
Eu não sei se você deve mandar cremar ou enterrar o seu corpo depois da morte. Aliás, o corpo é seu – e a dúvida também. Então, por que outro deve lhe dizer o que fazer?
O que sei é que se deve prestar atenção à vida e ao momento presente.
Cremar ou enterrar? Sei lá. O que isso tem a ver com sua consciência?
Você não é o corpo. Desde o momento em que você cair fora dele definitivamente, o planeta o absorverá de volta, de uma maneira ou de outra.
 Seja “in natura”, ou “flambado”, os seus elementos físicos serão transformados pela alquimia planetária. Na natureza, nada se perde, tudo se transforma!
Enquanto vivo no corpo, cuide bem dele, pois é seu parceiro de viagem terrestre. Mas, depois que sair dele, pense em outros planos de manifestação e decole para o infinito, sem medo.
Por enquanto, que tal viver o agora?
Queime a sua ânsia e enterre os seus dramas.
E, um dia, na hora certa que o Alto determinar, caia fora do corpo e voe bem alto, como espírito livre... E deixe o corpo ser transformado em paz, seja no seio da terra ou purificado pelo fogo.
De toda maneira, ele voltará a fazer parte dos elementos planetários.
Assim como você voltará para as estrelas e aos espaços livres, em seu corpo de luz, podendo até mesmo brincar com os devas* do fogo, por aí...
Você é filho do Eterno e carrega o fogo estelar em seu próprio Ser.
Com a luz do sol em seus olhos, queime seus medos. E ilumine sua vida, aqui e agora!
Seja feliz, com corpo ou sem corpo, na Terra ou no Espaço.
Em qualquer lugar ou condição, o que vale é o que você pensa, sente e realiza. É o que você é. É o que faz consigo mesmo. O que importa é sua consciência!
Cremação ou enterro? Sei lá, tanto faz.
O importante é ser feliz**.
Então, seja.
 
Paz e Luz.
 
Jundiaí, 19 de fevereiro de 2008.
 
- Notas:
* Devas – do sânscrito – seres celestiais; divindades; anjos.
** Enquanto respondia essa carta, lembrei-me de um texto do grupo extrafísico da Companhia do Amor. Acho que ele complementa bem esses escritos. Por isso estou postando-o na seqüência.
 
 
 
 
POMARES CONSCIENCIAIS
 
Cada um deve assumir integralmente a sua própria vida. De nada vale a confiança se ela não for alicerçada pela maturidade espiritual íntima.
Cada um dá o que tem e exterioriza em sua vida aquilo que já mora em seu próprio íntimo. Cada um é o que é e as frutas verdes são chamadas assim exatamente por não serem maduras. Qual é a característica da fruta verde? Ela é dura e o seu sabor não é agradável ao paladar.
Na Espiritualidade é a mesma coisa: há pessoas duras e há pessoas maduras penduradas na mesma árvore da vida. Os seus sabores são diferentes e diretamente proporcionais ao seu estado natural. Algumas delas são bastante ácidas, outras são macias e saborosas.
No imenso pomar da Criação, onde a árvore divina está plantada por obra e graça do AMOR, as pessoas e as frutas têm o seu tempo. Cabe a cada um perceber o que segue em seu íntimo e qual é o seu tempo e o seu sabor.
Azedo ou suave? Duro ou macio? Amargo ou doce?
Cada um é o que é...
O discernimento sempre apontará para as frutas maduras e indicará as melhores para o consumo. Isso porque, além das frutas verdes, também há as frutas podres e bichadas. Na vida espiritual é a mesma coisa: a lucidez consciencial sempre priorizará o que for melhor.
Até mesmo pelo fato de que pessoas verdes ou estragadas podem fazer muito mal a quem consumi-las. Ainda mais se estiverem "bichadas" pelo egoísmo.
As pessoas verdes receberão a assistência do Dr. Tempo para amadurecerem.
As pessoas estragadas receberão a ajuda do Dr. Carma*, que as derrubará no chão para que sejam absorvidas e posteriormente frutifiquem novamente à frente. As pessoas maduras farão o seu papel e alimentarão as outras, pois o seu sabor é excelente.
Azedo ou suave? Duro ou macio? Amargo ou doce?
Cada um é o que é... Mas o Dr. Tempo e o Dr. Carma estão de olho!
Enquanto isso, as pessoas maduras serão colhidas no momento certo e viajarão nas cestas divinas e conhecerão novas árvores nos pomares divinos.
Cada um é o que é...
 
- Companhia do Amor** –
A Turma dos Poetas em Flor.
 
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 06 de junho de 2001).
 
- Nota de Wagner Borges: Há momentos em que cada um de nós apresenta facetas variadas de nossa personalidade transitória no mundo. Dependendo das circunstâncias, podemos ser verdes, estragados ou maduros. Com tantas vidas desperdiçadas ao longo do tempo e muitas tolices projetadas em nossos caminhos, é hora de amadurecermos. E o primeiro passo é pensarmos nisso.
O vento da experiência sacode as folhas e os galhos da árvore de nossas vidas. Podemos balançar muito, mas se o discernimento guiar o nosso rumo, não cairemos no chão. E, no momento certo, estaremos passeando por aí, em alguma cesta entre as estrelas e pomares do Cosmo.
Em algum momento, estaremos rindo com as estrelas e agradecendo ao Grande Arquiteto Do Universo, o dono de todos os pomares, por todas as chances de crescimento.
Por enquanto, ainda balançando muito, possamos rir por aqui mesmo entre os frutos e homens da Terra.
O tempo fará o seu serviço e as estrelas estão nos esperando... Forever!
 
- Notas do Texto:
* Carma - do sânscrito “Karma” - ação; causa – é a lei universal de causa e efeito - Tudo aquilo que pensamos, sentimos e fazemos são movimentações vibracionais nos planos mental, astral e físico, gerando causas que inexoravelmente apresentam seus efeitos correspondentes no universo interdimensional. Logo, obviamente não há efeito sem causa, e os efeitos procuram naturalmente as suas causas correspondentes. A isso os antigos hindus chamaram de carma.
** A Companhia do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me passam textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria, são poetas e muito bem humorados. Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou luzinhas piscando em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas comuns, apenas vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas encarnadas saibam que não existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor.
Os seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.
Para mais detalhes sobre o trabalho dessa turma maravilhosa, ver os livros "Companhia do Amor - A Turma dos Poetas em Flor – Volumes 1 e 2" - Edição independente - Wagner Borges, e sua coluna no site do IPPB (que é uma das seções mais visitadas no site): www.ippb.org.br  


Texto <845><13/04/2008>

844 - BUSQUEMOS A LUZ

- Por Emmanuel -
 
Procura a idéia pelo valor que te é próprio.
Quando a moeda comum te vem às mãos, não indagas de onde proveio. Ignoras se procede da casa de um homem justo ou injusto, se esteve, antes, a serviço de um santo ou de um malfeitor.
Conhecendo-lhe a importância, sabes conservá-la ou utilizá-la, com senso prático, porque aprendeste a perceber nela o selo da autoridade que te orienta a luta humana.
O dinheiro é uma representação do poder aquisitivo do governo temporal a que te submetes e, por isso, não lhe discutes a origem, respeitando-o e aproveitando-o, na altura das possibilidades com que se apresenta.
Na mesma base, surgem as idéias renovadoras e edificantes.
Por que exigir sejam elas subscritas, em sua exposição, por nossos parentes ou amigos particulares, a fim de que produzam o efeito salutar que esperamos delas em nós e ao redor de nós?
Toda página consoladora e instrutiva é dádiva do Alto.
Não importa que os pensamentos nela corporificados tenham vindo por intermédio do espírito de nossos pais terrestres ou de nossos filhos na carne, de nossos afeiçoados ou de nossos companheiros.
O essencial é o proveito que nos possa oferecer.
O dinheiro com que adquires o pão de hoje pode ter passado ontem pelas mãos do teu adversário maior, mas não deixa de ser uma bênção para a garantia de tua sustentação, pelo valor de que se reveste.
Assim também, a mensagem de qualquer procedência, que nos induza ao bem ou à verdade, é sempre valiosa e santa em seus fundamentos, porque, usando-a em nossa alma e em nossa experiência, podemos adquirir os talentos eternos da sabedoria e do amor, por tratar-se de recurso salvador nascido da infinita misericórdia de nosso Pai Celestial.
Busquemos a luz onde se encontre e a treva não nos alcançará.
 
(Recebido espiritualmente por Francisco Cândido Xavier - Texto extraído do livro "Fonte Viva" - Editora da Federação Espírita Brasileira - FEB).

Texto <844><08/04/2008>

844 - O EU REAL – ALÉM DAS APARÊNCIAS

(Experiências Fora do Corpo e Lembranças Extrafísicas)
 
- Por Wagner Borges -
 
Você, que desceu à Terra para mais uma experiência no corpo, jamais deixou de ser um cidadão do universo. Sua verdadeira natureza não é desse ou daquele lugar, mas do infinito. Sua casa é no coração do Todo e tudo que vive é seu próximo.
Você pode lembrar-se de muitas vidas, em diversos lugares, mas você é uma consciência espiritual, que não nasce nem morre, só entra e sai dos corpos perecíveis.
Você tem cara de gente, mas o seu rosto espiritual tem a cara da luz.
Você deita o corpo físico no leito, diariamente, mas não fica dentro dele, mesmo que nem saiba disso. Enquanto a natureza faz o seu trabalho de regeneração do veículo denso, você, o eu real, se desprende para fora dele e viaja com o corpo sutil pelos planos extrafísicos, encontra seus amigos astrais e realiza atividades de estudo e trabalho, naquelas moradas além da Terra. E, quando volta ao corpo, nem se lembra disso.
No entanto, dentro ou fora do corpo, é você mesmo o tempo todo.
Quando você rememora vivências de outras vidas na carne, isso ainda é um evento menor. Na verdade, você precisa se lembrar mesmo é de algo a mais, além das lembranças de vidas passadas – muitas vezes, cheias de condicionamentos limitantes e coisas mal-resolvidas. Você precisa se lembrar das cidades astrais e dos sítios extrafísicos, para perceber que veio de outros planos e que é um SER DE LUZ, um viajante eterno, e que nada pode limitar o seu progresso ou condicioná-lo a este ou àquele corpo - ou àquela vida ou situação específica.
Você carrega o fogo estelar em seu peito. Você não é branco, negro, amarelo ou vermelho. Você é da raça da LUZ! Você é parceiro das estrelas, sempre foi...
No momento, você está hospedado num corpo denso emprestado pela Mãe Terra. Então, agradeça-a pela oportunidade de aprender algo bom enquanto na carne. E trate corretamente o veículo de argila que Ela lhe emprestou. Tenha respeito e admiração por quem o recebe e o ajuda em sua evolução.
Porém, jamais se esqueça de sua verdadeira natureza espiritual.
Mantenha os pés no chão, mas permaneça ligado ao Alto, de onde vem suas melhores inspirações. Respeite o caminho terrestre, por onde for, mas não perca o brilho estelar dos seus olhos, nem deixe as coisas do mundo bloquearem sua luz.
Da mesma forma que o barco pode entrar no rio, mas o rio não pode entrar nele – pois afundaria –, entre no mundo, mas não deixe as coisas do mundo afundarem o seu barco espiritual e afogarem a sua lucidez. Viva o que tem que ser vivido, mas sem perder o discernimento e a luz do espírito por causa disso.
Você é mais do que imagina. E, se concentrar melhor sua atenção, desbloqueará diversos de seus potencias adormecidos. Se resolver melhorar, melhorará!
Mas nada acontece da noite para o dia. Tudo demanda esforço e paciência, e a ansiedade com qualquer resultado a curto prazo, com certeza, envenenará seus melhores propósitos. Apenas estude e trabalhe da melhor forma possível, sem preocupações com resultados ou condições. O seu esforço correto o levará a prestar atenção em algo a mais, na vida e em você mesmo. E isso é um tipo de melhoria.
Você é um cidadão do universo. Sempre foi, e sempre será...
Lembre-se disso!*
 
Paz e Luz.
 
(Texto extraído do livro “Flama Espiritual” – Wagner Borges – Edição Independente – 2007).
 
Obs.: Como essa é uma edição independente, o livro só é vendido no IPPB - podendo ser pedido pelo telefone – (11) 6163-5381 e (11) 6915-7351 - e remetido pelo correio, com os custos adicionais da remessa. 
 
- Nota:
* Enquanto digitava essas linhas, lembrei-me de um texto que apresenta fortes correspondências com esses escritos. Segue-se o mesmo na seqüência.
 
 
 
 
O TODO – INSPIRAÇÃO NAS VIAGENS ESPIRITUAIS
 
Antes de mais nada, saudações a todos os estudantes das experiências fora do corpo.
Este é um tema que merece muita atenção, lucidez e objetividade na abordagem. Trata-se de um estudo sobre uma das maiores aberturas que o espírito enredado na carne pode conseguir durante o seu estágio de aprendizado na Terra.
Por conseguinte, pode-se dizer que tal abertura propicia inúmeras possibilidades e cada estudante buscará aquilo que for de encontro às suas próprias características e tendências.
Por isso, os antigos mestres e hierofantes* espirituais sempre aconselhavam seus pupilos e aprendizes a buscarem objetivos elevados e aspirações sublimes. Dentro da disciplina aplicada no contexto iniciático de seus estudos, esses professores da consciência ensinavam a seus pupilos a arte dos grandes vôos espirituais. Primavam pelos valores éticos e universalistas na abordagem das viagens espirituais para fora da matéria densa.
Além da postura responsável, eles também falavam de uma alegria e de um amor que surgem como estados de consciência dentro do coração, que serve sob os desígnios do Grande Anônimo. Falavam de uma luz que brilha mais do que bilhões de sóis juntos, pura essência divina animando cada ser, sutilmente na casa do coração, sede do espírito.
E quando eles falavam do “Todo que está em tudo”, os seus olhos brilhavam tanto... Então, os seus pupilos notavam que os seus professores também eram pupilos de consciências mais vastas, sediadas algures, na imensidão interdimensional da vida.
E, acima de tudo, O Todo**, O Supremo Hierofante de todos os seres.
Quantas vezes, naqueles momentos de inspiração profunda, os alunos perceberam que os seus mestres se colocavam, durante uma instrução, sob o efeito de uma luz suprema que vertia sobre eles trazendo as inspirações celestes e sublimes. Nesses momentos, as lágrimas desciam, sob efeito do amor, operando as sutis transformações no coração e na mente.
E ali, no cerne das iniciações espirituais - muitas delas, fora do corpo, em grupo - realizadas com os amparadores que davam assistência àqueles trabalhos, os alunos aprendiam a valorizar as aberturas de consciência e as possibilidades de descerrarem novos horizontes, sempre em nome da luz.
Essa mesma luz que brilha no coração.
Essa mesma luz que ama e sorri, e que inspira as viagens espirituais profundas, e que sempre afirma, dentro do próprio ser, a sua imortalidade perene.
Sim, essa mesma luz que faz o estudante espiritual voar sorrindo e tranqüilo, consciente de suas possibilidades, contente consigo mesmo, agradecido pela abertura e sonhando com O Todo, seu verdadeiro Hierofante, a Causa de sua vida, o Amor de seu amor, a Luz de sua luz, o Sol Criador de todos os sóis...
O Todo, sua inspiração nas viagens espirituais.
 
P.S.: Enquanto o seu corpo físico dorme, você, em espírito, alça vôo para outros planos e realidades conscienciais. Ou seja, você dá uma volta em sua casa real, o plano extrafísico, seu lugar de origem antes desta vida atual. E aí, você encontra os seus afetos extrafísicos, amigos dessa e de outras jornadas, todos muito vivos, também em espírito. O resultado disso é uma profusão de abraços altamente energéticos, verdadeira festa da vida em outros planos de consciência. Essa é uma das riquezas das experiências fora do corpo: elas levam o espírito projetado para fora do corpo diretamente ao plano espiritual, sem intermediários, e lhe provam, cabalmente, a existência da consciência além da matéria. O resultado disso é óbvio: desaparece o medo da morte e seu terror, e fica no lugar uma grande alegria, por reconhecer-se como consciência imperecível e participante da existência cósmica.
Agradeço aos amparadores extrafísicos do grupo dos Iniciados*** pela inspiração e apoio nesses escritos projetivos.
 
- Wagner Borges -
São Paulo, 02 de julho de 2005.
 
- Notas:
* Hierofante - dentro do contexto das iniciações esotéricas da antiguidade, era o mestre que testava o neófito – calouro – nas provas iniciáticas.
** Quando se afirma que o Supremo é o Grande Hierofante, é no sentido de que Ele é o Supremo iniciador de todos os seres, pois está em tudo! Ele é o Primeiro Amor; A Primeira Luz, Fonte de toda vida; simplesmente o TODO que está em tudo.
*** Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente. Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.



Texto <844><08/04/2008>

843 - A FLOR, O CRIADOR E O FOCO

- Por Frank -
 
De todas as possibilidades possíveis, Ele criou a flor.
Como conseguiu se concentrar?
Como conseguiu formar a flor, tendo à disposição milhares de outras idéias?
Como conseguiu dedicar tanto carinho e perfeição para a flor, e também para aquela estrela, que Ele acabou de fazer nascer?
Ele é o cara!
Porque entre a criação de uma estrela e a formação da flor, Ele ainda olha e sorri para mim.
O Rei da concentração e da criação.
Entre tudo aquilo que Ele tem para fazer, ainda arruma tempo para falar comigo.
Não diz nada e fala tudo.
Sorriso! Existe comunicação mais exata?
Se o sorriso fosse um número, seria infinito...
Queria ter escrito algo quando O vi, mas, no momento em que mais precisei, não havia caneta nem papel comigo.
Por que será que, nos momentos mais belos das nossas vidas, não carregamos com a gente uma máquina fotográfica, um gravador ou uma caneta? Piada divina!
Ele realmente é o cara!
E, quem sou eu?
De todas as possibilidades, escolhi criar quem eu sou.
Como consegui me concentrar?
Como consegui formar meu caráter, tendo à disposição milhares de outros personagens?
Da mesma forma que Deus criou a flor: Foco!
Contudo, entre trancos, vidas e barrancos - todos sabem -, é difícil manter o foco.
Impossível se concentrar. Será?
Temos todas as possibilidades de nos tornarmos quem quisermos...
Ou fazer se tornar realidade todos os sonhos possíveis.
Mas por que demoramos tanto?
Ou por que, às vezes, temos a impressão de que nunca chegaremos lá?
Falta de foco! Por isso não somos o cara!
Não dedicamos carinho aos nossos projetos. Falta amor e dedicação.
Por isso nossas vidas são imperfeitas.
Não estamos trabalhando com aquilo com que viemos aqui para fazer, pois perdemos o foco.
E se, em lugar de todo aquele tempo gasto com picuinhas, tivéssemos nos dedicado totalmente ao grande projeto das nossas vidas?
Onde estaríamos agora?
Será que já não teríamos criado a nossa flor?
 
São Paulo, 30 de março de 2008.
 
- Nota de Wagner Borges: Frank é o pseudônimo do nosso amigo Francisco de Oliveira, participante do grupo de estudos do IPPB e da lista Voadores. Depois de vários anos morando em Londres, ele voltou a residir em São Paulo, em fevereiro de 2005.
Ele escreve textos muito inspirados e nos autorizou a postagem desses escritos.
Há diversos textos dele postados em sua coluna da revista on line de nosso site e em nossa seção de textos periódicos, em meio aos diversos textos já enviados anteriormente. www.ippb.org.br – Outros textos podem ser acessados diretamente em seu blog na Internet: http://cronicasdofrank.blogspot.com

Texto <843><03/04/2008>

843 - VIAJANDO ESPIRITUALMENTE NAS RISADAS CURATIVAS II

(Quando os Budas Riem e Curam as Feridas dos Corações)
 
- Por Wagner Borges -
 
Amigo, desperte e ria!
Alaya – a Alma Universal – está chamando-o...
Escute o chamado, em seu coração:
“Om Mani Padme Hum... Om Mani Padme Hum...”
 
Lembre-se do ensinamento: “Os Budas riem!”
Na luz... Na luz... Na luz... O despertar.
Do grande coração de todos os Budas, direto ao seu coração:
“Salve a jóia no lótus!”
 
Por favor, acompanhe os Budas: Sorria!
Tudo passa. Tudo é lição. Conhecimento não é sabedoria.
Observe. Pondere. Medite. Ore. Compreenda. Desperte!
Cante com os Budas: “Paz, Peace, Shanti...”
 
Compreenda: violência é doença. Livre-se disso!
Abra o lótus do coração e revele o brilho da jóia.
Na luz da compaixão, vibre a favor de todos.
Os Budas operam nessa mesma luz, serenamente...
 
Enquanto os homens se agitam, os Budas agem em silêncio.
A luz não grita! Compaixão não é doutrina. Alegria não condena.
Quem está desperto, compreende...
E, quem compreende, não julga, apenas respeita e ama.
 
Compreenda: você também é Buda!
Então, abra o lótus do coração e ria...
Revele o brilho da jóia e cante contente:
“Om Mani Padme Hum... Om Mani Padme Hum...”
 
- Wagner Borges – sujeito com qualidades e defeitos, 46 anos de “encadernação”, que não é budista nem segue nenhuma doutrina criada pelos homens da Terra, e que dá uma grande sorte de, às vezes, pegar uma carona nas energias maravilhosas dos Budas e Bodhisattvas.
São Paulo, 29 de setembro de 2007.
 
 
- Nota:
* Para melhor compreensão desses escritos, reproduzo sua primeira parte na seqüência.
 
 
 
VIAJANDO ESPIRITUALMENTE NAS RISADAS CURATIVAS
(Quando os Budas Riem e Curam as Feridas dos Corações)
 
- Por Wagner Borges -
 
O riso é um poderoso agente terapêutico.
Quando alguém está bem, em paz consigo mesmo, o riso transborda naturalmente, como estado de consciência, e o seu rosto se ilumina com mil brilhos.
Quando o lótus espiritual do coração se abre na divina compaixão, o resultado é uma profusão de luz e risadas maravilhosas.
Contentamento é estado de consciência interno e nada tem a ver com coisas fora de si mesmo. É luz feliz brotando das pétalas do lótus e irradiando a compaixão para todos.
É isso que o mantra OM MANI PADME HUM (1) representa!
Compaixão não é sisudez e silêncio não é isolamento do mundo.
Os Budas e Boddhisattvas (2) riem no silêncio entre os pensamentos dos homens. E eles gostam de cantar a compaixão por entre as batidas dos corações. Eles são puros como as gotinhas de orvalho deslizando pelas pétalas do lótus, e o som de suas risadas sadias viaja nas dez direções, levando cura e alegria para outros corações...
Eles sabem que a alegria cura e quebra as correntes do ódio, abrindo novos caminhos e regenerando vidas em inúmeros planos de manifestação.
Até as estrelas gostam de escutar essas risadas curativas e brilham mais por isso. Então, elas também cantam, lá no céu, para todos os corações:
“OM MANI PADME HUM... OM MANI PADME HUM... OM MANI PADME HUM...”
 
P.S.: Esses escritos foram feitos dentro dos estúdios da Rádio Mundial de São Paulo, durante a apresentação do meu programa “Viagem Espiritual” (3), onde eu explicava justamente sobre o significado espiritual do mantra Om Mani Padme Hum. Na verdade, fui inspirado por um amparador extrafísico ligado à atmosfera espiritual dos ensinamentos do Buda. Trata-se de um espírito dotado de alto bom humor e muito sorridente. Ficar perto dele é um privilégio. Faz gostar mais ainda de viver.
 
São Paulo, 07 de dezembro de 2006.
 
- Notas:
1. Om Mani Padme Hum - do sânscrito - sua tradução literal é: "Salve a jóia no lótus". Esse é um mantra de evocação do boddhisattva da compaixão entre os budistas tibetanos e chineses. Om é a vibração do TODO. Mani é a "Jóia espiritual que mora no coração", ou seja, é o próprio espírito, a essência divina. Lótus é o chacra cardíaco que envolve, energeticamente, essa jóia sutil. Hum é a vibração dessa compaixão do TODO vertendo a luz pelo chacra cardíaco em favor de todos os seres.
Esse mantra é mais conhecido como o "mantra da compaixão". É um dos mantras mais poderosos que conheço. Pode ser concentrado, mentalmente, dentro do peito – como se a voz mental estivesse reverberando ali –, ou dentro de qualquer um dos chacras que a pessoa desejar ativar. No entanto, o melhor lugar para ele é realmente o chacra cardíaco, pois o que chega ali é distribuído para todo o corpo, pela circulação do sangue comandada pelo coração, e também a todos os outros chacras do corpo energético.
O chacra frontal, na testa, também é excelente para a prática desse mantra, pois o que chega nele é distribuído ao longo da coluna pelos nádis – condutos sutis de transporte energético pelo sistema –, e comunicado a todos os outros chacras abaixo dele. Esse é o motivo pelo qual vários mestres iogues sempre aconselham aos seus discípulos iniciar alguma prática bioenergética por ele.
Um livro excelente sobre isso é o do pesquisador iogue japonês Hiroshi Motoyama, "Teoria dos Chacras", pela Editora Pensamento.
Eis alguns CDs maravilhosos que contêm esse mantra:
 
- Laíze, com a participação de Áurio Corrá nos teclados e arranjos. Cd. "OM", pela gravadora Alquimusic. A segunda faixa desse disco é um canto de amor e faz um bem enorme ao chacra cardíaco. É amor em forma de ondas sonoras.
- Cd. "Tibetan Incantations - The Meditative Sound of Buddhist Chants", pela gravadora Music Club, Série 50050. A segunda faixa é de uma profunda alegria e melhora o humor do ouvinte. É alegria em forma de ondas sonoras. A terceira música é o mantra Om Mani Padme Hum cantado à capela pelos monges tibetanos. Esse álbum tem 74 minutos de música.
- Cd. "Six-Word Mantra of Avalokitesvara - The Avalokitesvara Boddhisattva Dharma Door Vol. ll", pela gravadora Wind Records, Série TCD - 2109. Esse cd foi feito por músicos chineses e direcionado para a cura de órgãos internos pelo mantra Om Mani Padme Hum. Entretanto, como a pronúncia é chinesa, o mantra fica Om Mani Pa Me Hung. Seu efeito é bem forte. Nesse trabalho, o lance é mais de energia do que de amor. É vitalidade em ondas sonoras.
- Beijing Central Juvenile Chorus, Cd. "Wingsong of The Lotus World", pela gravadora Wind Records, Série TCD - 2152. Esse disco é cantado por um coro juvenil chinês. Aqui o bodhisattva Avalokitesvara, criador do mantra Om Mani Padme Hum – representado pelos chineses na figura da Deusa da compaixão "Kuan-Yin" –, é reverenciado em um belo canto que encanta o coração do ouvinte sensível. Esse disco é paz em ondas sonoras.
2. Buda - do sânscrito - O Iluminado; Aquele que despertou! Palavra derivada de “Buddhi”, que significa “Iluminação Pura” ou “Inteligência Pura”. Ou seja, quem alcança o estado de Buddhi, torna-se um Buda, um ser iluminado e desperto.
Bodhisattvas – do sânscrito – são aqueles seres bondosos que estão perto de tornarem-se Budas ou Iluminados. Para facilitar a explicação, podemos dizer que eles são canais espirituais ou avatares conscientes do amor de todos os Budas.
3. O programa “Viagem Espiritual” é apresentado todas as quintas-feiras na Rádio Mundial de São Paulo – 95.7 FM – das 19h às 20h.
Obs.: Ver a seção Rádio IPPB, que contém as gravações de vários programas, na coluna de Multimídia do site do IPPB – www.ippb.org.br


Texto <843><03/04/2008>