833 - RECUPERANDO O JARDIM...

(Unindo Espírito e Coração - Luz e Amor)

- Por Wagner Borges -

Quando o orgulho e a teimosia, que são da mente, bloqueiam o coração, tudo fica escuro. Surge um gosto amargo no peito, filho da tristeza.
O espírito e o coração não se encontram mais, pois a mente está entre ambos, cortando a união. Então, a fumaça intoxica o jardim interno e as pragas se instalam.
A mente não vê, mas as sombras estão ali.
Por fora, tudo parece certo. Mas, por dentro, o jardim está murcho.
Contudo, a mente não presta atenção em coisas assim; seus interesses são outros, mesmo ao custo de carregar a tristeza e perder a luz. Realizando, sim, mas sem brilho.
Com a mente no comando, pode-se até ganhar o mundo e realizar sonhos.
Porém, com as sombras apertando o peito e roubando a luz do espírito.
Quando o espírito e o coração não estão juntos, a mente prevalece e as sombras fazem sua morada.
A obsessão espiritual é assim: as sombras de fora sempre procuram as de dentro.
É por isso que Jesus ensinava: "Orai e vigiai, para não cairdes em tentação!"
Esse ensinamento é vital para se fazer a longa travessia das existências seriadas na Terra - com equilíbrio e contentamento.
Para viver no mundo e se realizar, mas com a luz no comando do espírito.
E com o amor alegrando a jornada e fazendo a aurora surgir nos olhos.
Usando a mente, e não sendo usado por ela.
Realizando - com brilho.
Sem sombras - com amor.
Recuperando o jardim...

P.S.: Esses escritos são a transcrição do que ouvi espiritualmente de um dos amparadores extrafísicos*, durante um trabalho de irradiação energética a favor da humanidade, realizado aqui em casa, no silêncio do Amor Que Ama Sem Nome.**

Paz e Luz.

São Paulo, 22 de fevereiro de 2008.

- Notas:
* Amparadores extrafísicos - entidades extrafísicas e positivas que ajudam o projetor nas suas experiências extracorpóreas; mentores extrafísicos; mestres extrafísicos; companheiros espirituais; protetores astrais; auxiliares invisíveis; guardiões astrais; guias espirituais; benfeitores espirituais.
** Para enriquecer a compreensão dos leitores sobre esses escritos, posto, na seqüência, dois textos pertinentes ao tema ventilado, ambos extraídos do meu livro "Falando de Espiritualidade" - publicado pela Editora Pensamento.

 

ESPANTANDO AS SOMBRAS

- Por Wagner Borges -

Há sombras sentadas na janela do seu ego. Elas assediam sua mente, drenam suas energias e espetam seus sentimentos. Elas habitam em você mesmo, atraindo, por sintonia, as péssimas vibrações e certas entidades extrafísicas que se aproveitam dos detritos psíquicos deixados por elas em seu viver.
Essas sombras são cinco e são muito queridas ao seu ego. Embora você não perceba, elas fazem parte de sua vida íntima mais do que ninguém. Estão tão aderidas à sua psique* que você nem percebe os danos que elas causam em seu ser. Parece até que elas fazem parte de você, mas isso não é verdade. Elas são parasitas de seus melhores potenciais e são elas que detonam seus melhores projetos.
Essas cinco sombras que moram em seu ego são a sua miséria interna, a sua pobreza espiritual. Elas são piores do que as doenças físicas e os problemas de relacionamento humano. Elas são o seu pior carma**, pois estão dentro de sua alma, corroendo seus sonhos e suas habilidades. São assaltantes espirituais, verdadeiras espoliadoras de sua luz interna. Sabotam-no por dentro, sem que você note, pois são exímias mestras em camuflagem emocional. Fazem-no pensar que os outros é que são os causadores de seu desequilíbrio interno.
Essas sombras machucam e confundem o seu emocional, levando o seu discernimento para o buraco.
Quem são essas sombras, afinal?
São seus velhos amigos de sempre (acompanham-no há tantas vidas):

Arrogância.
Egoísmo.
Tristeza.
Ódio.
Falta de espiritualidade.

Há quase dois mil anos, Jesus deu a melhor técnica para combater essas sombras: "ORAI E VIGIAI!"
Parece que, daquela época para cá, nós ainda não aprendemos isso direito - muito embora vários mestres tenham ensinado a mesma coisa com outras palavras. Talvez os homens de hoje não valorizem bem esse ensinamento de Jesus por considerá-lo muito antigo ou muito envolvido em parâmetros religiosos bolorentos.
Baseado nisso, sugiro uma nova abordagem do "ORAI E VIGIAI". É apenas uma tentativa de mostrar essa técnica de outra maneira. Talvez assim os homens de hoje entendam melhor a magnitude desse ensinamento de Jesus. Usando o dinamismo dos tempos modernos, vamos direto à questão:

 

TÉCNICA DE COMBATE ÀS CINCO SOMBRAS DO EGO
(Baseada no "ORAI E VIGIAI")

MELHORE SEU DISCERNIMENTO:
Estude, medite, trabalhe, esforce-se mais espiritualmente.

AUMENTE SUA COMPAIXÃO POR TODOS OS SERES:
Elimine os preconceitos, de qualquer espécie; não seja radical em coisa alguma, abra a mente, dissolva as melecas emocionais (medo, ciúme, raivinhas, mal entendidos e coisinhas mal resolvidas), liberte-se das culpas e repressões do passado, irradie amor profundo por todos os seres (terrestres, extraterrestres, encarnados, desencarnados, animais, vegetais, minerais, qualquer um em qualquer lugar), amplie a alegria e espiritualize seus sentimentos.

TIRE AS CINCO SOMBRAS DE SUA JANELA E COLOQUE NO LUGAR OS TRÊS BONS:

Bom senso.
Bom estudo.
Bom humor.

A vida está difícil, mas com as cinco sombras agarradas em seu ego, tudo fica mais pesado. Avalie o que você está lendo aqui e sinta-se à vontade para sorrir e desintoxicar sua vida.

FIQUE BEM!

P.S.: O fato de ter escrito esse texto não significa que eu já tenha vencido as minhas cinco sombras. Contudo, estou trabalhando e progredindo. Também estou alegre de ser espiritualista, e isso conta muito.

(Texto extraído do livro "Falando de Espiritualidade" - Wagner Borges - Editora Pensamento - 2002). 

- Notas:
* Psique - do grego - alma.
** Carma - do sânscrito "Karma" - ação; causa - é a lei universal de causa e efeito - Tudo aquilo que pensamos, sentimos e fazemos são movimentações vibracionais nos planos mental, astral e físico, gerando causas que inexoravelmente apresentam seus efeitos correspondentes no universo interdimensional. Logo, obviamente não há efeito sem causa, e os efeitos procuram naturalmente as suas causas correspondentes. A isso os antigos hindus chamaram de carma.

  

O RECADO DO SOL

- Por Wagner Borges -

O capturador de mau humor surgiu diante da pessoa amargurada e lhe disse: Venho trazer-lhe um recado do Sol:

"Alma querida, dissolva os venenosos gases da raiva que estão envolvendo seu fígado, estômago e coração. Liberte-se das emoções pegajosas de outrora. Conscientize-se do momento presente e das amplas possibilidades de crescimento que se apresentam. O passado se foi e o futuro a espera. Mas o presente está aqui e o brilho é agora! E você está bem no centro desse momento.
Basta visualizar meu brilho em seus olhos e, mesmo nas trevas profundas, você perceberá a vida pulsando e a esperança chamando para novos tempos.
Deixe de lado os temores e pense em mim como a luz de seus propósitos e o calor de seus sentimentos. Renove seu brilho, minha amiga, e expulse as sombras de seu coração. Encha de novas cores seus pensamentos e abra novas rotas no mapa de sua existência.
Eu a saúdo!"

O capturador de mau humor terminou de dar o recado do sol e transformou-se em pura luz. De sua irradiação surgiu uma onda de energia rosa, amor puro que interpenetrou o peito daquela pessoa e libertou seu coração.
Então, ela percebeu que as ondas cinzentas do passado estavam bloqueando a sua percepção das cores do presente. Seus olhos brilharam e ela sorriu, livre das dores do passado e do peso da mágoa.
O capturador de mau humor, pura-luz-sorriso, flutuou à sua frente e disse-lhe, ternamente:

"O maior presente que o sol dá as pessoas é o próprio momento presente, em que elas podem corrigir os desequilíbrios e seguir em frente, sempre evoluindo, rumo à luz espiritual."

Logo a seguir, ele voou de volta para o Sol, pois sua missão estava cumprida.

(Este texto é dedicado ao mestre Omraam Mikhael Aivanhov*, um grande capturador de mau humor e amante do Sol)

(Texto extraído do livro "Falando de Espiritualidade" - Wagner Borges - Editora Pensamento - 2002).

- Nota:
* Omraam Mikael Aivanhov (1900-1986): mestre espiritualista búlgaro, que  morou a maior parte de  sua vida na França, onde fundou a Fraternidade Branca Universal - www.fbu.org (não confundir com a Fraternidade Branca do Himalaia, dos mestres, que se situa em planos sutis). É um dos mentores espirituais dos trabalhos do IPPB.
Mais informações sobre o seu trabalho podem ser conseguidas em nosso site - www.ippb.org.br - Basta entrar na seção de busca por palavras do site e clicar o seu nome. Daí surgirão diversos textos dele postados em várias seções do site, e aí é só mergulhar em seus escritos e se fartar de ler textos excelentes e cheios de sabedoria espiritual e humana.
Obs.: Na seção de Amparadores extrafísicos, há uma coluna específica do Mestre Aivanhov (do lado esquerdo, bem no final da página principal do site)


Texto <833><28/02/2008>

832 - ESPIANDO O INFINITO

- Por Frank -
 
Era uma noite, como outra qualquer, quando espiei o infinito.
Eram 23h55min, quando fui para a cama, fiz minhas preces, agradeci ao Todo pelo tudo que eu tinha e olhei para a minha companheira que estava deitada ao meu lado.
No vai e vem da segunda respiração, justamente quando achei que a falta de sono me tocara, fui lançado para fora de mim.
Estava dentro e fora, de tal maneira que observava o mundo e, ao mesmo tempo, sentia meu corpo em profundo relaxamento na cama. Não tive medo, pois já experimentara isso tudo antes, porém, dessa vez, era mais que perfeito; todas as sensações vinham ao mesmo tempo, de forma equilibrada, e eu podia sentir essa familiaridade, tão comum como quando você encontra, depois de muito tempo, um amigo do peito.
Minha consciência não tinha forma, apenas me fazia presente e atravessava paredes e árvores; concreto e céu. Como se observasse à velha São Paulo da janela de um trem, via seus prédios passando por mim, como se o cenário estivesse em movimento, e não eu.
Vi pessoas, na calada da noite, ainda indo para casa e notei os animais noturnos que saem de suas tocas e enchem a noite de sons e vida. Num vôo de sonhos, que era mais real que a última lembrança que tinha. Percebi que jamais conseguiria explicar essa experiência sem parecer loucura ou imaginação.
Tão rápido quanto fui, voltei; e abri os olhos assustado, por me dar conta que não mais que dois minutos haviam se passado, enquanto eu jurava que estava fora por horas.
Eram 23h57min, quando tentei falar e explicar o ocorrido para a minha companheira, que me olhava confusa, mas não consegui. Não tinha palavras e, sem conseguir me expressar, vi luzes explodindo na minha testa. Eram como fogos de artifício numa festa-surpresa de virada de ano, em que eu era o único convidado.
Fiquei quieto, observando aquele show de cores, tentei ao máximo não deixar a mente atrapalhar com perguntas, pois o importante era o que eu experimentava e não entender a razão pela qual sentia aquilo. E, justamente quando comecei a sorrir, curtindo o espetáculo como se fosse criança, é que vi o infinito.
Percebi o toque gentil do vento nos meus ouvidos, como se quisesse me contar algo; tentando ouvir, escutei algo que só posso descrever como canto do infinito.
Choviam estrelas na minha cama, quando segurei a eternidade em minhas mãos.
Mexi os dedos e toquei a própria manifestação. Era como se tudo fosse maleável; como se tudo pudesse ser moldado para a nossa própria satisfação.
Ouvi conversas, descobri segredos, tive insights que dariam mil livros, ou ainda, milhares de canções. Sabia que não conseguiria assimilar tudo aquilo; e desejei ardentemente guardar tudo o que sentia no meu coração. Era como se eu sonhasse que achara um baú cheio de ouro e soubesse que não conseguiria levá-lo comigo (no despertar, o sonho viraria areia escorrendo pelas mãos).
Não sabia o que ocorreria em seguida e isso era fantástico; foi então que percebi que, todas as vezes em que nos deixamos levar pela vida, sem nos preocuparmos com o que há escondido na próxima esquina, tudo vira festa, cada passo se torna uma conquista. Cada experiência, um presente; cada pessoa, uma vida a ser descoberta e vivida.
O infinito não é o espaço sem fim, nem muito menos o alcance do brilho das estrelas; o infinito se reflete no olhar do vizinho, do amigo, do filho; no meu caso, nos olhos da pessoa que mais amava.
Era 23h58min, quando percebi os olhos mais cintilantes que já vi. Não eram estrelas, era apenas o olhar de minha parceira de jornada, que, em silêncio, observava as idas e vindas do companheiro, nessas viagens para o infinito, que começam e terminam dentro de um olhar.

São Paulo, 19 de fevereiro de 2008.

- Nota de Wagner Borges:

Frank é o pseudônimo do nosso amigo Francisco de Oliveira, participante do grupo de estudos do IPPB e da lista Voadores. Depois de vários anos morando em Londres, ele voltou a residir em São Paulo, em fevereiro de 2005.
Ele escreve textos muito inspirados e nos autorizou a postagem desses escritos.
Há diversos textos dele postados em sua coluna da revista on line de nosso site e em nossa seção de textos periódicos, em meio aos diversos textos já enviados anteriormente. www.ippb.org.br - Outros textos podem ser acessados diretamente em seu blog na Internet: http://cronicasdofrank.blogspot.com


Texto <832><25/02/2008>

832 - ESTRELAS ESPIRITUAIS NA TERRA

- Por Wagner Borges -

Aqui na Terra, nós parecemos crianças perdidas e choronas.
No entanto, somos mais do que imaginamos.
Pulsa, em nossos corações, o fogo estelar.
Somos viajantes espirituais e pertencemos ao infinito...
Não fomos jogados aleatoriamente no orbe.
Estamos aqui porque precisamos aprender muitas lições de vida.
Mas, em nenhum momento, deixamos de ser nós mesmos, espíritos eternos.
Não estamos perdidos! Um Poder Maior nos colocou aqui.
Viemos das estrelas, mas estamos humanos, neste momento.
Há uma sabedoria secreta nisso, um mistério em nós mesmos.
Às vezes, lembramo-nos espontaneamente dos espaços livres e da luz estelar, e sentimos uma saudade inexplicável.
Saudade de algo que a inteligência não entende, mas que o coração sabe.
Enquanto uma parte de nós escuta os ruídos do mundo, outra parte nossa, interna e sutil, escuta os ecos da canção universal.
No bulício do mundo dos sentidos, uma parte de nós escuta algo, em espírito.
Dentro de nós, na câmara secreta do coração, há uma luz sutil que nos guia em todas as jornadas, na Terra e em todos os planos.
Ela nos lembra de nossos propósitos e nos diz que estar aqui é muito importante.
Ela nos inspira a honrarmos a vida com nossa presença.
Não estamos perdidos! Somos um lindo sonho em forma humana.
Viemos das estrelas para iluminar o corpo de argila.
Estamos aqui por um Bem Maior. Trouxemos a luz do eterno para o transitório.
Precisamos resgatar o que somos!
Não podemos fugir de nós mesmos - nem negar nossa verdadeira natureza.
Somos cidadãos siderais! Não somos brancos, amarelos, vermelhos ou negros.
Somos da raça da luz! Não temos idade. Somos mais do que sabemos.
Somos viajantes espirituais e nosso lugar é em todo lugar.
Todo ser vivo é nosso próximo! Somos irmãos de tudo.
E, quando nos conscientizamos da luz eterna que somos, nada é capaz de impedir a irradiação sadia de nossos pensamentos e sentimentos.
Parecemos crianças choronas, mas somos centelhas espirituais do Grande Amor.
Somos partes de um lindo sonho do Todo.
Não nascemos nem morremos, apenas entramos e saímos dos corpos perecíveis.
Não podemos ser enterrados ou cremados!
Que elemento transitório do mundo poderia destruir o sopro vital do eterno?
A verdade é essa: entramos e saímos dos corpos de argila, vida após vida...
Não estamos perdidos! Que alegria! Uma parte de nós sabe.
Há compreensão intuitiva. Há sabedoria interna. Há amor. Há luz.
Tudo isso dentro de nós.
E isso não se explica, só se sente...

(Esses escritos são dedicados a Francisco de Assis e a Mataji - mentora espiritual dos iogues e trabalhadores espirituais).

Paz e Luz.

São Paulo, 13 de fevereiro de 2008.

- Nota:

Esse texto foi escrito um pouco antes de uma reunião com a turma do grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB.


Texto <832><25/02/2008>

831 - NA PRESENÇA DO ETERNO

- Por Tchan Khan Pa* -

Morre e vive Naquilo!
Confia!
Possa a tua alma brilhar com a infinita luz e suprema paz.
Ó, imortalidade suprema, em ti sempre morei!
Tua alegria enche aquilo que resta da minh'alma,
Incendeia aquilo que resta no meu coração
E em mim encorpa a felicidade de um relâmpago eterno.
Ó, vida imensa e infinita!
Esplendor eterno e radiante!
O meu único lar...
Eu sou a divindade das coisas!
Sob esse espesso manto de matéria,
Sou a chama silenciosa e anônima,
Que de todos é desconhecida
E que brilha no coração das trevas externas!
No perpétuo ressurgir da minha infinita visão
Não mais existem véus, nem trevas, nem luz.
Ó, inominável infinito! O Eterno que não tem qualquer atributo
É a minha única morada, o meu único Estado Natural.
É nessa unidade que vejo uma infinidade de seres e coisas,
Dissolvidos numa essência igual à pura água,
Que da pura água surgem.
Na plenitude transluminosa de uma infinita realidade
Para sempre sou transfigurado,
Assim como a todas as coisas transfiguro,
Em virtude do eterno relâmpago que sou.
Eu sou... Para sempre sou...
Aquilo que era... Aquilo que é... Aquilo que será...
Eu sou... Para sempre sou...
A bênção infinita dos eternos ritmos.
O universo acalenta e acelera os corações de todas as coisas...
Eu sou... Para sempre sou...
No meu refúgio último, que é, também,
O refúgio de todas as coisas.
Alegria! Harmonia!
O êxtase do mundo!

- Nota:
* Tchan Khan Pa - antigo poeta budista tibetano.


Texto <831><21/02/2008>

831 - BRAHMAN - A PRESENÇA SERENA E PORTENTOSA

- Por Wagner Borges -

Há uma essência espiritual em cada coração.
Por isso, os rishis da antiga Índia falavam do lótus que habita a caverna secreta do coração.
Eles sentiam essa essência. Eles reconheciam sua presença. Eles se apaixonaram por ela.
Eles cantaram o Supremo. Eles reverenciaram o Absoluto.
Ah, eles percebiam o Todo em tudo!
Nas pétalas da flor do lótus, o orvalho sereno d'Ele.
Em cada respiração, o Sopro Vital do Eterno.
Nos chacras**, a luz infinita...
Em cada coração, a essência perene, imperecível, lar da alegria e da inspiração.
Os rishis*** estavam certos: É Ele em tudo.
Quem O compreende, em seu coração, compreende...
Então, tudo vira canção. E nela, também, Ele.
Tudo é Ele... Tudo é Ele... Tudo é Ele! 

P.S.:

O vento do Eterno sopra as cinzas dos propósitos mortos do ego dos homens sem fé.
Muito além das ilusões sensoriais, pulsa a plenitude de uma Presença Serena e Portentosa.
Não se pode vê-la ou tocá-la com os sentidos do corpo.
Contudo, pode-se senti-la dentro do lótus do coração.
Sim, pode-se senti-la, em espírito e verdade.
E isso não se explica, só se sente...

(Dedicado ao Todo que está em tudo).

OM.
Paz e Luz.

- Curitiba, 22 de novembro de 2007.

- Notas:
* Brahman - do sânscrito - O Supremo, O Absoluto, O Eterno, O Grande Arquiteto Do Universo, O Grande Espírito, Deus, O Todo que está em tudo.
** Chacras - do sânscrito -
*** Rishis - do sânscrito - sábios espirituais; mentores dos Upanishads.


Texto <831><21/02/2008>