831 - CANTO PARA A MENINA DESCONHECIDA

- Por Wagner Borges -

Menina, no centro da noite, eu percebi o seu choro.
Mas não me preocupei, não.
É que vi uma cascata de luz em seus olhos.
Cada lágrima vertida dissolvia seu ego em luz.
Antigas dores foram embora, nas ondas dos sentimentos.
Você se lavou, de coração. O seu céu ficou limpo...
Agora, é hora de uma semeadura mais sábia.
As lições da vida preparam bem a terra do coração.
Muitas vezes, é preciso irrigá-las com as lágrimas.
Para que a plantação do amor cresça sadia.
Para que tudo floresça. Para que os anjos abençoem a colheita.
Para que você escute a canção perdida e reencontre a si mesma.
Sabe, igual aos xamãs de outrora, vou cantar para você.
Mesmo que você não saiba disso, o seu coração saberá.
De alguma maneira, que só o Grande Espírito sabe, a canção viaja...
E ela chega onde deve chegar, pois um vento secreto a carrega...
Sim, a brisa do espírito a visitará, talvez durante seu sono.
E você voará para fora do seu corpo, até o Grande Coração.
Então, lá no céu, você perceberá as coisas de outros jeitos e cores.
E reconhecerá as lições que tanto apertaram seu coração.
Você agradecerá às lágrimas vertidas e abraçará a sabedoria.
Sim, você compreenderá o que está além dos olhos e da mente.
E depois, quando voltar ao corpo, despertará melhor.
No centro da noite, eu canto para você, em silêncio, só com o coração.
Para que os anjos da colheita abençoem sua vida e seus vôos espirituais.
Para que você veja as cascatas de luz vertendo de seus olhos.
Para que você reencontre sua canção e, assim, a si mesma.
Para que tudo melhore, pela graça do Grande Espírito.

P.S.:

Menina, eu nem sei quem é você.
Só percebi o seu choro na calada da noite.
Então, o vento do espírito bateu aqui.
E me ordenou escrever essas linhas.
E tudo isso é por amor, mais do que imagina.
Um amor que faz cantar, em silêncio, no meio da noite.
Uma canção que só o coração escuta.
Um amor que só o Grande Espírito sabe.
Um amor que não se explica, só se sente...**

(Dedicado a você, menina desconhecida daqui, mas velha conhecida do Grande Espírito, Senhor de todas as vidas).

Paz e Luz.

São Paulo, 19 de fevereiro de 2008.

- Notas:
* Enquanto eu escrevia essas linhas, rolava aqui no som o belo CD. "Chronicles" - coletânea das melhores canções de Jon Anderson e Vangelis.
Sempre que escuto a música "Beside" (4ª faixa do CD), agradeço ao Grande Espírito, pela chance de ouvir tal maravilha. 
Obs.: Essa música também faz parte do CD. "The Friends of Mr. Cairo" - original do ano de 1981.
 ** Enquanto passava essas linhas a limpo, lembrei-me de uma linda prece do Cardeal Newman. Segue-se a mesma na seqüência.

 

CONDUZE-ME, DOCE LUZ

- Por Cardeal Newman -

Conduze-me, doce luz,
Através das trevas que me cercam,
Conduze-me sempre mais longe!

A noite é como uma tinta negra,
Estou longe de tua casa,
Conduze-me sempre mais longe!

Ampara meus passos,
Não peço para ver desde agora
Aquilo que devo ver mais adiante.
Basta, para mim, um único passo de cada vez.

Mas nem sempre fui assim,
Nem sempre rezei para que me conduzisses,
Cada vez mais longe...

Gostava de escolher, eu mesmo,
O meu caminho...
Mas, agora, conduze-me tu,
Sempre mais longe...

Fascinavam-me os dias de glória
E, apesar do medo,
O orgulho dominava minha vida.

Não te lembres mais dos anos já escoados...
Durante tanto tempo teu poder me abençoou;
Certamente ele saberá conduzir-me ainda,
Cada vez mais longe...

Pelo deserto, pelo pântano,
Sobre as rochas abruptas,
Pela força das torrentes,
Até que a noite tenha ido embora
E que venha a manhã sorridente.

Que esses rostos de anjo, que amei outrora,
E que perdi de vista durante muito tempo,
Voltem novamente a brilhar.

Conduze-me, doce luz,
Conduze-me tu,
Sempre mais longe...

- Nota: Cardeal John Henry Newman (1801-1890) - padre, filósofo e escritor inglês. 


Texto <831><21/02/2008>

830 - NAVEGANDO COM A LUZ E O DISCERNIMENTO

(Texto Postado na Lista do Grupo de Estudos e Assistência Espiritual do IPPB)

- Por Wagner Borges -

Olá, pessoal.
Separei, ainda agora, um texto antigo com a atmosfera legal do Mikael Aivanhov para remeter para um grupo de Portugal (são estudantes do trabalho dele e se correspondem comigo há anos). Ao lê-lo, notei que o mesmo apresenta tantos toques legais, que resolvi enviá-lo para vocês também.
Talvez a leitura desses escritos possa suscitar novas reflexões.
Vivemos em meio a um mar de ilusões e, para fazermos a longa travessia de mais uma vida por aqui e chegarmos ao porto do equilíbrio da consciência plena, precisamos de uma embarcação forte e blindada com o discernimento. Além disso, sem amor e alegria, nossa travessia se torna bem complicada.
Nossos rumos são determinados por nossas escolhas. E essas, são filhas de nossos pensamentos, sentimentos e energias. A nau viva em que navegamos possui a cor do que somos.
Somos capitães de nossas vidas! Para onde vamos, depende do que somos e pensamos.
A qualidade do que sentimos, depende do amor que cultivamos e do calor que imprimimos em nossos corações. A qualidade de nossas energias reflete bem o que está dentro de nós.
Por onde formos, sempre estaremos em companhia de nós mesmos, pois somos eternos.
Como ensinava o mestre Aivanhov, somos o futuro de nós mesmos. Então, para estarmos em boa companhia em tempos futuros, basta melhorarmos no momento presente.
Somos o nosso sonho mais lindo. Vamos realizá-lo!
Somos mais do que imaginamos e sequer temos noção do potencial sideral que carregamos em nossos corações. Não estamos aqui por acaso!
Mesmo navegando num mar revolto e cheio de perigos, podemos acender nossas luzes e perfurar as brumas de Maya (ilusão).
Podemos fazer uma travessia mais linda e consciente. Podemos vencer as marés cármicas, navegando pela vida com sabedoria e contentamento. E ainda podemos navegar juntos, como uma frota de luz, amparando uns aos outros, como faziam os iniciados espirituais de outrora, conscientes de que é possível navegar sozinhos, mas, também, sabedores de que as jornadas são melhores quando há outras naus no mesmo rumo.
Que esses rumos sejam os da consciência cósmica, onde o Grande Arquiteto Do Universo é o Capitão de todos.

P.S.: Que, mesmo à distância, estejamos juntos, pelos mesmos ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Que, mesmo que ninguém entenda os motivos, sejamos felizes, só por estarmos vivos, aqui e agora.
Que jamais sejamos traidores de nossos sonhos mais lindos!
Que jamais envergonhemos a trilha espiritual por onde andamos e aprendemos tanto.
Que o amor seja o nosso mestre! Que a luz seja nossa companheira! Que despertemos!
E que saibamos valorizar as pessoas queridas, as oportunidades de estudo e trabalho espiritual, as companhias verdadeiras - físicas e extrafísicas -, os toques conscienciais que nos fazem crescer, os lugares que amamos, e os nossos sentimentos verdadeiros, aqueles que a mente não entende, mas que o coração compreende.
Possamos, simplesmente, SER!
Ter é circunstancial. Mas SER é fundamental.

* * *

Bom, vamos aos escritos. Acabei escrevendo além da conta, de improviso. Mas, deu vontade de escrever isso aqui para vocês, participantes de um grupo e companheiros de navegação, humana e espiritual.
Obs.: Enquanto eu digitava essas linhas, rolava aqui no som um CD do Marillion (banda inglesa de rock progressivo de que gosto muito). É o "This Strange Engines" - lançamento nacional, remasterizado - 1996. As músicas "One Fine Day" e "Estonia" são lindas (2ª e 4ª faixas do CD).

Um abraço.

São Paulo, 11 de fevereiro de 2008.

* * *


TOQUES ESPIRITUAIS DO MESTRE AIVANHOV

 Há alguns dias, vi o mestre Aivanhov*. Fazia muito tempo que eu não o via, pois ele tem trabalhado muito no Astral referente à Europa. Ele me disse:
"Pense no Cristo abraçando as multidões de sofredores dos caminhos do mundo e do Além..."
Ontem eu o vi novamente. Ele estava com uma expressão de intenso contentamento e seus olhos estavam coruscantes. Por diversas experiências anteriores, sei que esse brilho especial nos olhos denota grande grau de lucidez espiritual.
Na hora em que ele apareceu, eu estava assistindo a um documentário na televisão. Pensei em desligá-la e fazer um trabalho de energia para ver o que estava rolando. Porém, ele fez um gesto com a mão e disse-me que estava só de passagem, que estava visitando os amigos e compartilhando silenciosamente o seu contentamento espiritual.
Ele sorriu, e, em seguida, desapareceu na minha frente.
Lembrei-me do seu toque de dias atrás:
"Pense no Cristo abraçando as multidões de sofredores dos caminhos do mundo e do Além..."
Ainda agora, enquanto eu escutava o trabalho mais recente do músico e vocalista inglês Phil Collins** (estou de férias desde ontem), fechei os olhos para apreciar melhor as músicas.
Notei que o meu cérebro estava acelerado e que minhas energias estavam todas concentradas na cabeça. Isso é comum depois de uma temporada de muito trabalho, e muitas pessoas ficam assim por dias, até a mente processar que é época de descanso e renovação.
Consciente desse mecanismo, deslizei a atenção para dentro da região do baixo vente, entre o chacra umbilical e o chacra sexual***, para descansar a mente ali, no ponto que os japoneses chamam de "hara" (parte inferior da barriga, centro de gravidade do corpo) e que os taoístas chineses chamam de tan t'ien inferior ou "Ching" (o lugar da essência vital).
Esse deslizamento consciencial para o hara descansa a mente e faz com que o foco da atenção saia da cabeça e deixe de pressionar o cérebro com sua agitação.
Senti o prazer de descansar a mente em meio às forças vitais abundantes do
baixo ventre (área que muitas pessoas não gostam de trabalhar devido aos condicionamentos religiosos antiquados sobre a sexualidade)
A seguir, deslizei a atenção para o centro interno do peito. Percebi ali dentro uma massa de energia rosa se expandindo. Gradativamente, fui sendo tomado por uma sensação de suave contentamento. Então, lembrei-me de vários parentes e amigos, e emanei, do próprio peito, um monte de luz rosa em sua intenção, desejando paz e luz em suas vidas.
Nesse instante, percebi os pensamentos do mestre Aivanhov dentro do meu peito. Ele não estava espacialmente no meu ambiente, mas, à distância, sei lá em que plano extrafísico. No entanto, parecia que ele estava dentro do meu peito sorrindo. Daí, em meio àquela luz rosa maravilhosa, ele me disse o seguinte:
"Meu rapaz, bem-querer é compartilhamento de consciência, amor e brilho. Tocar os entes queridos com a essência interior equivale a ser amparador invisível deles. Compartilhar a luz d'alma dessa maneira enriquece os relacionamentos e equilibra as energias nos centros vitais. Visitar a alma dos amigos com toques silenciosos de paz e luz é o verdadeiro presente de amigo secreto."
Permaneci um tempinho nessa condição de contentamento íntimo, difícil de explicar por palavras. A seguir, vim aqui para o computador escrever o que rolou.

P.S.: Interessante. Agora, a minha expressão e o meu olhar estão cheios daquele contentamento e brilho que vi no mestre Aivanhov. Acho que ele agora deve estar visitando invisivelmente outros amigos por aí, e dizendo-lhes, no mais secreto da alma:
"Pensem no Cristo abraçando as multidões de sofredores dos caminhos do mundo e do Além..."

(Esses escritos são dedicados à Heleninha e à Maria Luz, minhas duas estrelinhas-filhas, e aos meus amigos daqui e de outros planos, desse e de outros orbes). 

Paz e Luz.

- Wagner Borges -

São Paulo, 20 de dezembro de 2002, às 18h

 

- Notas (escritas em 22 de dezembro de 2002.):

- Há um motivo para o envio desse texto especial. É que nessa época de festas natalinas e de fim de ano, muitas pessoas ficam tristes e isoladas, pois não tiveram condições de viajar para descansar, ou os parentes e amigos estão longe. Então, pensando nessas pessoas, resolvi enviar esse texto extra, contando da presença do mestre Aivanhov e de seu bom humor.

- Ninguém vive sozinho. Há muitos outros planos e dimensões cheias de consciências tão vivas e participantes do universo igual a todos nós aqui da
Terra.
O universo é infinito, mas dentro de cada ser humano também há multiversos
incomensuráveis, plenos de pensamentos, sentimentos e energias. Há vida pulsando, dentro e fora de cada um de nós.
A plantinha recebendo a luz do sol e o orvalho da madrugada, o filhote mamando a seiva vital de sua mãe, a flor desabrochando e saudando a vida, o golfinho brincando nas ondas do mar, as crianças brincando na praça, os namorados trocando carícias, os olhos de alguém brilhando, o poeta inspirado, a canção viajando pelo ar, o bebê que acabou de chegar ao mundo, a lembrança de alguém valoroso, a ascensão espiritual daqueles que viajam para fora do corpo definitivamente, o toque espiritual silencioso na caverna secreta do coração, e o sorriso dos amparadores espirituais no peito cor de rosa são expressões dessa vida que canta no infinito de nós mesmos e do universo.
Somos muito mais do que percebemos e aparentamos. Somos a luz das estrelas revestida de corpo denso. Somos a essência imortal do Grande Arquiteto Do
Universo. Somos eternos aprendizes da arte da vida.
Por muitas vidas, pintamos quadros trevosos sob o comando do nosso egoísmo. Porém, lentamente, inspirados pelo AMOR QUE AMA SEM NOME, estamos aprendendo a pintar telas coloridas sob o comando da Espiritualidade Maior.
Em alguns momentos de perda e solidão, parece que tudo fica opaco e sem objetivo. Então, deixamos de perceber essa vida pulsante, dentro e fora de nós.
Porém, em nenhum instante a vida desistiu de nós. Há muitos seres espirituais que nos amam, incondicionalmente, em outros planos. Não é possível percebê-los pelos sentidos limitados da carne, mas é possível senti-los no coração espiritual.
Por isso, há milhares de anos nas terras quentes do Egito, inspirado pelas estrelas, o sábio Toth (Hermes Trismegistro) ensinou um profundo conceito hermético aos iniciados daquela época:
"O INEFÁVEL É INVISÍVEL AOS OLHOS DA CARNE, MAS É VISÍVEL À INTELIGÊNCIA E AO CORAÇÃO."
Sim, é esse Inefável que mantém os inumeráveis sóis suspensos na tapeçaria sideral do infinito e que, com apenas um pensamento, dá vida aos multiversos; mas que, também, está dentro de nossos corações e dá vida aos multiversos interiores que habitam nossos pensamentos e sentimentos.
Como é possível pintarmos quadros opacos carregando cores infinitas em nós mesmos? Como é possível falarmos de perda se a luz estelar continua brilhando dentro de nós?

- Sei lá o porquê, mas me lembro agora de uma narrativa espiritual do sábio Sanat Khum Maat**** sobre a Mãe Divina levantando o véu da ignorância do iniciado em prova nas câmaras secretas e dizendo-lhe:
"Ó discípulo! Não há morte! Carregas o sol dentro de ti. Tu és filho das estrelas e herdeiro de um tesouro luminoso dentro de ti mesmo.
Renuncia aos desejos de poder mundano, e almeja a ascensão de tua consciência aos templos secretos do saber. O teu antigo eu jaz sob o pó das estradas das muitas vidas perdidas ao sabor das trevas de teu ego.
Vem! A iniciação te fez justo. Sobe as escadas luminosas e entra no átrio dos justos que não temem a vida e a morte, apenas vivem.
Tu nunca mais estarás sozinho. Por onde seguires, os mestres secretos te acompanharão. Tu não te lembrarás disso com a mente, mas teu coração saberá.
Ele te guiará nas muitas jornadas de aprendizado à frente. Ele também te lembrará de que é preciso fazer o bem aos teus irmãos de jornada terrestre.
Tu és um iniciado. Podes andar e voar entre mundos. Por onde seguires, entre os homens e os espíritos, faz o bem."
Também me lembro de Jesus dizendo aos discípulos no Monte Tabor:
"Ergue-te! E não temas! O Senhor abençoa os justos do caminho. Ele sabe o que se passa no coração de cada homem."
Sei lá por que escrevi tudo isso agora. Contudo, sei que muitos compreenderão em seus corações.

- Finalizando esses escritos extras, lembro-me de um ensinamento do mestre Vyasa*****, a quem devo muito por tudo o que tem me ensinado ao longo do tempo:
"Visualize um estrela de cinco pontas por cima de sua cabeça na hora da
meditação. Essa estrela é azul celeste. Medite nisso.
A seguir, visualize que brota uma cascata de luz dourada do centro da estrela e verte sobre a sua cabeça e o seu corpo. Sinta-se preenchido por essa luz dourada e pense que todas as dores e mágoas possam ser lavadas pela luz.
Por favor, seja feliz."

- Novamente me lembro de um ensinamento de Sanat Khum Maat - aqui revestido com minhas palavras a partir do que ouvi dele mesmo em certa ocasião
extrafísica:
"Nunca traia os seus votos espirituais. Nunca permita que o seu ego obstrua a luz do sol de seu coração. Nunca cometa atos maldosos, mesmo que alguém tenha lhe feito mal. A trilha iniciática não é para covardes. Agüentar a luz do espírito pulsando conscientemente dentro de si mesmo é tarefa portentosa. Só aqueles que estiverem imbuídos de amor desinteressado de honras terrestres é que suportarão a tarefa do esclarecimento espiritual no mundo dos homens cegos à paz.
Só aqueles que portarem em seus objetivos os valores espirituais sinceros e desprovidos de arrogância é que atravessarão o mar das existências seriadas com serenidade e equanimidade.
Trabalhar sob a égide da luz espiritual em prol da paz é tarefa magna para todos aqueles que já superaram os desejos pelas luzes ilusórias do mundo. É tarefa para quem já percebe a luz do Espírito Supremo nos olhos de cada ser."

- Nesses dias de festas de miragem e de consumo cego, envio esses escritos extras (em nome de todos os amigos, físicos e extrafísicos, que colaboram em nosso site, nesse trabalho de esclarecimento e assistência espiritual pela Internet), pensando principalmente nas pessoas que estejam se sentindo solitárias.
Penso que o toque espiritual do mestre Aivanhov já diz tudo:
"Pensem no Cristo abraçando as multidões de sofredores dos caminhos do mundo e do Além..."******

 

- Notas do Texto:
* Omraam Mikael Aivanhov (1900-1986): mestre espiritualista búlgaro, que  morou a maior parte de  sua vida na França, onde fundou a Fraternidade Branca Universal - www.fbu.org (não confundir com a Fraternidade Branca do Himalaia, dos mestres, que se situa em planos sutis). É um dos mentores espirituais dos trabalhos do IPPB.
Maiores informações sobre o seu trabalho podem ser conseguidas em nosso site - www.ippb.org.br - Basta entrar na seção de busca por palavras do site e clicar o seu nome. Daí, surgirão diversos textos dele postados em várias seções do site, e aí é só mergulhar em seus escritos e se fartar de ler textos excelentes e cheios de sabedoria espiritual e humana.
Obs.: Na seção de Amparadores extrafísicos, há uma coluna específica do Mestre Aivanhov (do lado esquerdo, bem no final da página principal do site).
** O CD do Phil Collins é o "Testify" (lançamento nacional) - É um trabalho que segue o padrão comercial de seus discos anteriores. Nada que lembre o maravilhoso trabalho dele na época de ouro do Genesis. Porém, como trabalho pop sem muitas pretensões de virtuosismo musical, torna-se interessante de ouvir, sobretudo porque o Phil Collins continua cantando muito. As músicas "Its Not Too Late" e "The Least You Can Do" (sexta e oitava do CD) são muito bonitas.
*** Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
Os principais chacras são sete - que estão conectados com as sete glândulas que compõe o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico. Suas características básicas são as seguintes:
- Chacra Coronário - é o centro de força situado no topo da cabeça, por onde entram as energias celestes. É o chacra responsável pela expansão da consciência e pela captação das idéias elevadas. É também chamado de chacra da coroa. Em sânscrito o seu nome é "sahashara", o lótus das mil pétalas. Está ligado à glândula pineal.
Obs.: a  pineal é a glândula mais alta do sistema endócrino, situada bem no centro da cabeça, logo abaixo dos dois hemisférios cerebrais. Essa glândula está ligada ao chacra coronário, que, por sua vez, se abre no topo da cabeça, mas tem a sua raiz energética situada dentro dela. Devido a essa ligação sutil, a pineal - também chamada de "epífise" - é o ponto de ligação das energias superiores no corpo denso e, por extensão, tem muita importância nos fenômenos anímico-mediúnicos, incluindo nisso as projeções da consciência para fora do corpo físico.
- Chacra Frontal - é o centro de força situado na área da glabela, no espaço espiritual interno da testa. Está ligado à glândula hipófise - pituitária - e tem relação direta com os diversos fenômenos de clarividência, intuição e percepções parapsíquicas. É o chacra da aprendizagem e do conhecimento. Em sânscrito ele é conhecido como "Ajna", o centro de comando.
- Chacra Laríngeo - é o centro de força situado em frente da garganta. É o responsável pela energização da boca, garganta e órgãos respiratórios. Está ligado à glândula tireóide. Bem desenvolvido, facilita a psicofonia e a clariaudiência. É considerado também como um filtro energético que bloqueia as energias emocionais, para que elas não cheguem até os chacras da cabeça. É o chacra responsável pela expressão criativa - comunicação - do ser humano no mundo. O seu nome em sânscrito é "Vishudda", o purificador.
- Chacra Cardíaco - é o centro de força responsável pela energização do sistema cárdio-respiratório. É considerado o canal de movimentação dos sentimentos. Por isso é o chacra mais afetado pelo desequilíbrio emocional. Bem desenvolvido, torna-se um canal de amor para o trabalho de assistência espiritual. Está ligado à glândula timo. O seu nome em sânscrito é "Anahata", o inviolável, o invicto, o som sutil do espírito imperecível.
- Chacra Umbilical - é o centro de força abdominal, responsável pela energização do sistema digestório. Está ligado à glândula pâncreas. É considerado o chacra das emoções inferiores. Quando está bloqueado, causa enjôo, medo ou irritação. Bem desenvolvido, facilita a percepção das energias ambientais. É chamado em sânscrito de "Manipura", a cidade das jóias.
- Chacra Sexual - é o centro de força responsável pela energização dos órgãos sexuais. Está ligado às gônadas - glândulas de reprodução - testículos no homem; ovários na mulher. Quando está bloqueado, causa impotência sexual ou desânimo. Quando super-excitado, causa intenso desejo sexual. Bem desenvolvido, estimula o melhor funcionamento dos outros chacras e ajuda no despertar da kundalini. É o chacra da troca sexual e da alegria. O seu nome em sânscrito é "Swadhistana", a morada do eu - ou morada do sol; ou a morada do prazer.
- Chacra Básico - é o centro de força situado na área da base da coluna. É o responsável pela absorção da energia telúrica e pelo estímulo direto da energia no corpo e na circulação do sangue. Está ligado às glândulas supra-renais e tem relação direta com os fenômenos bionergéticos e parapsíquicos oriundos da ativação da kundalini. O seu nome em sânscrito é "Muladhara", a base e fundamento do corpo.
**** Para saber mais sobre o amparador extrafísico Sanat Khum Maat, ver o texto 139 - postado pelo site do IPPB em 1999, e onde revelo alguns detalhes sobre sua presença espiritual -, no seguinte endereço específico: http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=3194.
Há outros textos dele postados na seção de textos periódicos do site enviados semanalmente - www.ippb.org.br - Devido à profundidade de seus apontamentos, é um dos mentores mais queridos dos leitores, que, freqüentemente, enviam e-mails pedindo mais textos de sua autoria espiritual. 
Obs.: A coletânea de textos espirituais de Sanat Khum Maat está publicada em meu oitavo livro: "Ensinamentos Extrafísicos e Projetivos", lançado pela Editora Madras, em 2005 - o livro pode ser encontrado nas livrarias e também pode ser adquirido diretamente no IPPB - ou por telefone - e ser enviado pelo correio.
***** Vyasa é um iogue extrafísico que me orienta há muitas vidas. É um sábio espiritual que usa o nome iniciático do grande Vyasadeva, autor do Mahabharata, célebre épico da antiguidade hindu. Os seus ensinamentos sempre priorizam o bom senso e o discernimento em todas as situações. Ele mesmo é um mestre sereno e sempre ensina que Brahman ( O Absoluto, O Supremo, Deus) é o fim da saudade do amor.
****** Obviamente que não está se falando aqui do Jesus histórico mitificado pelas diversas doutrinas cristãs, mas da "Força Crística", poderosa onda de amor que abraça os homens incondicionalmente.
Também é bom ressaltar que alguém pode muito bem amar a Jesus, e não ser cristão; amar o Buda, e não ser budista; amar a Krishna, e não ser hinduísta.
Para amar não é preciso de doutrina ou de livros pesados e carregados de dogmas absurdos, basta ter coração. Basta ser o que se é: um espírito imortal cheio de coisas para aprender na eternidade.
O AMOR QUE GERA A VIDA está em todos os corações. Independe de cultura, raça, sexo ou doutrina.
Qual é a doutrina criada pelos homens da Terra que poderá se proclamar a única detentora do Amor que anima os sóis e os corações na imensidão interdimensional?
Para amar, basta o amor. E isso não se aprende em nenhuma doutrina da Terra.
Contudo, o coração sabe, sem que ninguém lhe ensine, que o Amor abraça as multidões de desvalidos dos caminhos da Terra e do Além...
Muitas vezes, os iniciados se referiam a esse Amor incondicional chamando-o de Cristo ou de Força Crística.
Na verdade, para o coração que pulsa na sintonia do Eterno, tanto faz o nome que se dê ao Amor. O importante é amar. O resto são palavras e doutrinas limitadas pelos sentidos humanos, que não refletem em nada a magnitude da vida, pois a medida da percepção dos homens da Terra não é a medida dos multiversos que vivem na mente cósmica do Pai-Mãe de todos.
E Jesus ensinou isso, dizendo que "Na casa do Pai há muitas moradas!"
Obs.: Finalizando esses escritos extras, não resisto e deixo logo abaixo três pequenos textos do mestre Aivanhov extraídos do primeiro volume da série de livros "Viagem Espiritual":

 

O AMOR DA VIDA

Quando se ama alguém profundamente, fazemos tudo para que a criatura amada seja muito feliz.
Qualquer sacrifício é válido para vermos o nosso amor contente.
Assim também é a vida conosco. Por mais que queiramos fugir, de todas as maneiras, lá está ela, presente em todos os instantes, transbordante de amor, a nos contar poemas maravilhosos, a nos fazer juras de amor eterno e a clamar para que nos casemos com ela.
Parece que, em priscas eras, ela prometeu ao Criador que não nos abandonaria nunca, que tudo faria para que nós crescêssemos e fôssemos felizes.
Ela quer cumprir sua promessa. Vamos deixar?
Que tal marcar logo a data do casamento?
A eternidade nos espera como testemunha desse amor sempre vivo.

- Mikhael Aivanhov -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - Texto extraído do livro "Viagem Espiritual Vol. 1" - editora Universalista - 1993).

 

PEQUENO RECADO REENCARNATÓRIO

No departamento reencarnatório da Espiritualidade está bem visível, para que todo espírito reencarnante leia com atenção antes de entrar no útero, a seguinte inscrição em fogo, numa imensa placa espiritual:
"O CORPO HUMANO É UM MENINO TRAVESSO
QUE A EVOLUÇÃO DEU-LHE,
ATRAVÉS DA REENCARNAÇÃO,
PARA QUE VOCÊ,
O ESPÍRITO IMORTAL E SENHOR DAS AÇÕES,
EDUQUE-O ATRAVÉS DO DISCERNIMENTO.
POR ISSO, AJA DIREITO!"

- Mikhael Aivanhov -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - Texto extraído do livro "Viagem Espiritual Vol. 1" - editora Universalista - 1993).

  

ESPIRITUALIDADE

O maior presente que um ser humano pode ganhar de um espírito desencarnado é a oportunidade de participar de um trabalho espiritualista, pois enquanto a pessoa está trabalhando com amor, não há tempo de estar se comprometendo com os valores mundanos que o mundo tanto adora.
Pode ser que, enquanto ele participa de um trabalho espiritualista, que é baseado na compreensão, haja incompreensão por parte de seus congêneres humanos.
Isso é típico do mundo dos humanos.
No fundo, a incompreensão é apenas a manifestação inconsciente da carência de valores maiores na consciência.

* * *

As únicas armas que um espiritualista pode possuir são a luz e o saber.
Luz para enfrentar as trevas.
Saber para enfrentar a ignorância.
Do somatório da luz com o saber nasce o bom espiritualista:
- Luminoso porque ama.
- Sábio porque estuda e trabalha, sempre.

- Mikhael Aivanhov -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - Texto extraído do livro "Viagem Espiritual Vol. 1" - editora Universalista - 1993).


Texto <830><14/02/2008>

829 - A VISITA

- Por Clair Nery Cardoso -

Seu andar calmo e rosto plácido destoavam do movimento naquela hora. Era dezembro e as pessoas, preocupadas com as compras de fim de ano, atropelavam-se na movimentada rua do centro da cidade. Levou alguns encontrões de pedestres, que gostariam que ele não estivesse em seu caminho, e buzinadas por ter o desplante de estar no meio da rua quando o sinal abriu.

Aproximou-se de um mendigo e disse-lhe algumas palavras de consolo, recebeu um olhar amável, que durou até ele perceber que não ganharia esmola. Ao afastar-se ouviu um xingamento.
Entrou em uma loja e viu pessoas que, quanto mais abriam a carteira, mais fechavam seus corações. Procuravam, talvez, compensar uma coisa com outra. Na seção de televisores ficou um bom tempo assistindo às notícias de crimes brutais e guerras sem sentido.

Foi a uma igreja escolhida ao acaso, poderia ser qualquer uma, ele não tinha religião. Ficou parado na porta ouvindo as últimas palavras do culto que estava terminando. Em seguida, notou, nas pessoas que saíam, a mesma irritação das que estavam fora. Havia apenas uma diferença, estas últimas achavam que já haviam feito sua obrigação.

Saiu e voltou a andar na calçada. Do outro lado da rua percebeu alguém que andava calmamente e sorria para ele. Aguardou até que atravessasse e deu um abraço no amigo.

- Esperava alguma mudança? - o outro perguntou.

- Sempre esperamos. Plantamos todas as sementes, mas, salvo algumas exceções, infelizmente estão demorando a germinar.

- É verdade. Lembra dos outros lugares? Havia alguns onde o progresso exterior era acompanhado por uma melhoria nos padrões éticos e de convívio, mas sempre existem aqueles mais difíceis - terras áridas que demoram mais. Foi bem impressionante o progresso dos últimos cem anos, mas ele perde força e até põe em risco o planeta se não houver, em contrapartida, um crescimento interior.

- E a reunião, está preparada?

- Sim, mas pelo jeito o diagnóstico de todos os participantes será o mesmo da última reunião, feita quando estes seres ainda deslocavam-se em lombo de animais ou movidos pelo vento. Ainda não estão preparados.

- É verdade. Eles não entenderam quase nada ainda.

- E sem esta compreensão fica muito difícil perceberem-se como fragmentos do Pai. Criam religiões com complicados rituais, prendem-se a detalhes, brigam por eles e esquecem o essencial.

- Mas, apesar de tudo, as sementes que deixamos são suficientes, o restante cabe a eles.

- Sim, vai demorar mais um tempo, mas eles chegarão lá.

- Os que foram para o Oriente estão prontos?

- Sim, já retornaram para a nave.

- Então vamos, Krishna?

- Já que me chama pelo nome que ganhei neste mundo, vamos Nazareno...

- Mais uma coisa, no próximo mundo que descermos em missão, que tal se você ficar com a cruz e eu com as flechas?

Curitiba; verão de 2007.

- Nota de Wagner Borges:

Clair Nery Cardoso mora em Curitiba e é nosso amigo há anos. É escritor (co-autor do livro de contos "Proibido Ler de Gravata") e estudante de temas espirituais.


Texto <829><18/02/2008>

829 - RAMAKRISHNA - UMA HISTÓRIA DE AMOR

(Um Depoimento Extrafísico Sobre o Mestre da Simplicidade)

A minha história com Ramakrishna* é um épico de amor. Pelo menos, para mim.
Eu sempre fui um sujeito soturno e complicado. Carregava uma grande amargura dentro do coração, desde pequeno.
Eu não sabia os motivos disso, só sabia que era bem refratário a me abrir afetivamente com alguém. Isso me entristecia, pois, no fundo, eu era igual a todo mundo e só queria amar e ser amado.
Por causa dessa acidez emocional, eu padecia freqüentemente de problemas gástricos. A acidez do meu estômago era medonha, refletindo bem a minha complicação emocional. Passei pela vida enclausurado numa carapaça psíquica que eu mesmo criei.
Posso dizer que, apesar de ser um sujeito taciturno e meio arredio, não fiz o mal para ninguém. Mas fiz mal para mim mesmo.
Não amei nem deixei ninguém me amar. Enclausurei-me de tal maneira, que, mesmo que desejasse, não poderia escapar das barreiras psíquicas que criei.
Vivi assim, trancado e ruminando minhas emoções.
Envelhecido precocemente, sem brilho e sem vontade de viver, fui definhando lentamente numa autocomiseração humilhante. Sozinho e amargurado, entreguei-me nos braços da morte, esperançoso de não mais existir e certo de que meu suplício terminaria na cova escura da não existência. 
Ledo engano meu!  Vi-me fora do meu corpo, tão vivo quanto antes, raciocinando e sentindo normalmente. E as malditas emoções não me largavam.
E o pior: eu continuava dentro de minha prisão psíquica. Estava fora do corpo e do mundo dos homens, mas continuava prisioneiro da velha acidez emocional.
Para minha surpresa, passei a golfar freqüentemente um líquido viscoso. Minha boca ficava cheia de espuma ácida e isso me incomodava muito.
Para piorar meu quadro, quanto mais eu me irritava com aquilo, mais golfadas corrosivas aconteciam. Não sei por quanto tempo fiquei nessas condições. Perdi-me dentro de mim mesmo.
Por vezes, sentia que seres de luz tentavam me ajudar, mas eu fugia deles e me embrenhava ainda mais em minha selva emocional interior. Eu não tinha como receber a ajuda deles, pois me acostumara a não aceitar amor de ninguém. Continuava impermeável aos sentimentos dos outros. Na verdade, nem eu mesmo me amava.
Fiquei assim por tempo indeterminado, gravitando em torno de emoções desencontradas e golfando meus dramas no meio da espuma ácida.
Todavia, como eu saberia posteriormente, tudo tem seu tempo e há leis maiores governando a existência dos homens, mesmo que eles não tenham noção disso.
Muitas causas geradas em vidas pregressas se desdobram em efeitos que se apresentam na vida atual do espírito, como dificuldades psíquicas ou físicas.
O espírito é o mesmo, sempre! Mudam-se os corpos e os lugares, mas toda causa gera seu efeito correspondente, e todo efeito busca sua causa.
Meus problemas emocionais tinham origem em atitudes nada recomendáveis, realizadas em vidas anteriores. Tudo isso eu só saberia depois.
Porém, naquele momento terrível, ainda perdido, não sabia de nada disso e só me arrastava nas fossas abissais do meu esgoto emocional.
Pois foi nesse momento que a figura de Ramakrishna entrou na rota de minha existência. Ele surgiu num clarão de luz, repentinamente. Não sei como minhas barreiras foram rompidas, mas ali estava ele, dentro do meu reduto psíquico.
Tentei expulsá-lo e xinguei-o violentamente. Contudo, além de ele não ligar, ainda me abraçou e me encheu de luz.
Gritei, para dizer-lhe que eu não merecia o amor de ninguém e que não adiantaria nada tentar me ajudar. No entanto, ele era impermeável à minha acidez e continuava abraçado comigo.
Então, sem que eu compreendesse como, senti uma onda de serenidade e contentamento me preenchendo completamente. Pela primeira vez, em tanto tempo, eu me senti íntegro e feliz. Eu estava em casa e consciente de que havia um amor magnânimo permeando a existência.
O abraço de Ramakrihsna abriu as comportas do meu ser e as águas do amor universal irrigaram o meu deserto afetivo. A cheia do amor me inundou de bem-aventurança!
Foi nesse momento crucial de minha existência que o mestre da simplicidade me libertou da amargura. Apoiado nele, soltei-me da lama emocional e flutuei rumo à luz...
Lentamente, fui caindo num sono reparador. Mas ainda escutei ele me dizer:
"Meu filho, é hora de voltar para o Grande Coração. O que passou, passou! É hora de voltar a sonhar e brincar. Recupere sua auto-estima e seja muito feliz."
Posteriormente, despertei num lugar extrafísico muito aprazível. Ali, fui tratado com respeito e carinho por amigos espirituais dedicados, que ajudaram em minha recuperação. Foram eles que me contaram quem era Ramakrishna e a sorte que eu dera por ele ter cruzado o meu caminho.
Com o tempo, senti-me bem e apto a ser útil em alguma coisa. Passei a ajudar a outros espíritos que padeciam dos mesmos problemas que eu tivera.
A minha história com Ramakrishna é essa. Ele me libertou de mim mesmo. E me disse: "Seja muito feliz!"
Ele transformou o meu deserto de dentro em pomar de luz. E as frutas dele são aquelas da bem-aventurança.

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - Salvador, 17 de janeiro de 2008).

- Nota:

Colhi o depoimento desse espírito durante uma experiência fora do corpo**. Depois, quando voltei ao físico, anotei rapidamente tudo o que ele me disse.
Seguindo uma orientação espiritual, estou preparando uma seleção de textos relativos à atividade de ajuda invisível à humanidade patrocinada por Paramahamsa Ramakrishna e sua equipe de amparadores extrafísicos. Esse material será transformado em mais um livro e publicado oportunamente. Por isso, o plano espiritual tem me facilitado a captação de idéias extrafísicas a esse respeito.

- Notas:
* Paramahamsa Ramakrishna: mestre iogue que viveu na Índia do século XIX e que é considerado, até hoje, um dos maiores mestres espirituais surgidos na terra do Ganges. Para se ter uma idéia de sua influência espiritual, posso citar que grandes mestres da Índia do século XX se referiram a ele com muito respeito e admiração, dentre eles o Mahatma Ghandi, Paramahamsa Yogananda e Rabindranath Tagore.
** Experiência Fora do Corpo - ou Projeção da consciência - é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico.
Sinonímias: viagem astral - Ocultismo; projeção astral - Teosofia; projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz; viagem da alma - Eckancar; desdobramento, desprendimento espiritual ou emancipação da alma - Espiritismo; arrebatamento espiritual - autores cristãos.


Texto <829><18/02/2008>

828 - NO FOGO DO ESPÍRITO - FACE A FACE COM O INVISÍVEL

Face a face com o invisível, todo homem chora.
Diante do olho onipresente do Todo, não há sombras.
O iniciado espiritual sabe disso. A dor o ensinou, por muitas vezes.
Quando o seu ego era grande, tempestades corretivas o açoitaram.
Maat*, com grande generosidade, curvou seus joelhos no sal e no sangue.
E ele chorou nas areias quentes do antigo Egito, sem que os deuses o ouvissem.
No cadinho da experiência, sua arrogância foi solvida no fogo do espírito.
E, na grande hora de sua ascese, a Mãe Ísis** o guiou pelos túneis escuros.
Ela trouxe acesa a tocha do amor e sorriu para ele, enchendo-o de graça.
Depois, na presença dos hierofantes***, ele aprendeu a servir à Luz.
Ali, ele abriu seu coração e chorou, mais uma vez, renascido em si mesmo.
Mas suas lágrimas eram libertárias. Eram lágrimas de agradecimento.
Sim, todo homem chora diante do olho da verdade. E seu orgulho se cala!

* * *

Em muitos vôos para fora de seu corpo físico, ele viu verdades e foi testado.
Enquanto seu corpo repousava, em espírito ele era iniciado nos templos sutis.
Ele viu muitas sombras, dentro e fora de si mesmo. Mas trabalhou firme!
Em silêncio, ele orava e se fiava na Luz. Ele se lembrava da graça de Ísis.
Só de pensar na Grande Mãe, seu coração se enternecia. Ela era o seu sol!
Ele aprendeu a seguir os ditames do Alto e seguiu em frente, pela Luz...
Às portas do infinito, em seu próprio coração, ele dissolveu-se num lindo amor.
Ele não era mais seu, era da Luz! E em sua fronte brilhava uma estrela espiritual.
Admirado, ele agradeceu, mais uma vez, à Mãe Ísis, pelo presente brilhante.
Ele sabia que, por onde fosse, a estrela o guiaria e protegeria.

* * *

Sim, todo homem chora diante do olho espiritual. Tudo se revela na Luz!
Mas o iniciado espiritual sabe algo que o vulgo desconhece: é choro libertário.
Ele sabe que o egoísmo e o orgulho levam aos caminhos da dor.
Por isso, segue firme na trilha espiritual que escolheu servir, sem se desviar.
Em sua bagagem consciencial, ele carrega o discernimento e a simplicidade.
Em seu coração, a tocha do amor, acesa pela Mãe Ísis.
Em sua fronte, uma linda estrela.
Por onde ele for, ela o guiará, como deve ser. 

P.S.: Alguns escritos, lidos no momento certo, são capazes de verter o sublime.
Então, na caverna secreta do coração, algo acontece. Algo sutil. Algo lindo.
É leve como a pluma de Maat e doce como a graça da Mãe Ísis.
É como um toque da Luz no silêncio. Faz lembrar alguma coisa boa.
Faz o espírito fremir na sintonia do Eterno, além das palavras.
Faz sentir que há outros sentindo as mesmas coisas, por esse mundão de Deus...
Faz sentir ligações invisíveis, forjadas no fogo do espírito, além do vulgo.
E quem de fora poderá compreender isso?
Dentro de si mesmo, há uma certeza brilhando: há algo a mais em cada ser.
Viver é mais do que só respirar, comer, beber, dormir, copular e, um dia, morrer.
Quando o véu das ilusões é erguido, o que se vê é o infinito imanente...
Face a face com o olho da verdade, o invisível se revela e a consciência desperta.
E quem passará incólume diante desse fogo da transformação,
Quando todo homem chora, ao ver o divino em si mesmo?
Quem compreende isso, o compreende.
Parafraseando os mestres da velha Índia, também exclamo, de coração:
"Levante-se e não se detenha mais, até alcançar a meta!"

(Caros leitores, agora, ao apagar das luzes desses escritos, eu entro em meu coração, e vejo vocês, desconhecidos e, ao mesmo tempo, tão conhecidos, de alguma maneira que só Deus sabe. E fico contente por isso. Com este colóquio sutil, humano e espiritual, por entre os planos e dimensões, feito do fogo do espírito e sob a ação da Luz e os auspícios do Alto).   

- Esses escritos são dedicados a todas as pessoas que batalham por climas melhores na existência, de todos os lugares, que, mesmo com dificuldades, ainda "respiram e aspiram" os valores de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Essas pessoas da Luz, que sabem que a grande iniciação é fazer o bem sem olhar a quem. Elas sabem que o templo real é no próprio coração. 
A elas, em espírito e verdade, as bênçãos do Grande Arquiteto Do Universo.

Paz e Luz.

- Wagner Borges - sujeito com qualidades e defeitos, 46 anos de "encadernação", discípulo de nada e mestre de coisa alguma, eterno neófito do Todo, a quem agradece, por tudo.

São Paulo, 07 de fevereiro de 2008.

 

- Notas:
* Maat - a deusa da justiça na cosmogonia egípcia antiga.
  Obs.: Para maiores detalhes sobre Maat, favor ver esses dois textos: "Maat" e "Olhos de Maat" -, postados no site do IPPB, nos seguintes endereços específicos:
http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=250.
http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=471.
** Ísis - a Grande Mãe na cosmogonia egípcia antiga, esposa de Osíris e Mãe de Hórus. A madrinha dos iniciados aos grandes arcanos.
*** Hierofantes - dentro das tradições herméticas de outrora, eram o mestres que testavam os neófitos - calouros - nos processos iniciáticos

Obs.: Deixo na seqüência dois textos antigos que apresentam fortes correspondências com esses escritos de hoje e que, lidos em conjunto, poderão enriquecer a compreensão das idéias aqui expostas. 

  

NEÓFITOS DA VIDA - FILHOS DO MESMO TODO

O que tem de gente acendendo vela para o santo e ao mesmo tempo fulminando os adversários com pensamentos daninhos é uma enormidade.
A ignorância das realidades da vida espiritual torna as pessoas ridículas em suas práticas espirituais.
Muitos querem desenvolver fenômenos incríveis, mas são medrosos e têm medo do que supostamente gostariam de ver. Querem ver o Além, mas têm medo de olhar para si próprios e verificar a quantidade de coisas ruins que moureja em seu íntimo.
Quando alguém lhes fala de valores elevados, irritam-se facilmente. Preferem a superficialidade tão comum aos que trafegam nas vias espirituais cheios de leviandade.
O que os move no caminho espiritual são seus desejos egoístas e a ânsia por poderes psíquicos. Não querem crescer, querem poderes.
Não almejam o amor e nem a claridade de quem galga os degraus de luz com atitudes dignas no seio do mundo comum.
Querem ser iniciados nos arcanos espirituais, mas seus pensamentos são vulgares e suas emoções são mais mundanas do que os que nada sabem desses assuntos. São mais profanos do que os profanos comuns, pois têm o acesso ao conhecimento que liberta, mas portam-se equivocadamente em relação aos objetivos de suas buscas espirituais. São profanos de luxo!
Exigem técnicas especiais para o desenvolvimento dos poderes psíquicos, mas não portam a paciência necessária para a colheita dos resultados.
Não têm disciplina para perseverar e estão sempre em busca de alguma fórmula espiritual milagrosa que lhes abra as percepções ou de algum exercício infalível.
Raramente ponderam sobre as responsabilidades inerentes a esses estudos e práticas.
Quanto maior o conhecimento, maior a responsabilidade.
Carregam duas bolsas em suas atividades (humanas e astrais): uma na mente e a outra no coração.
A bolsa mental está repleta de condicionamentos e arrogância.
A bolsa do coração está lotada de mágoas e egoísmo.
Muitas vezes, os espíritos infelizes os assediam cutucando justamente essas bolsas. Costumam agarrar-se a elas e acompanham essas pessoas, aonde elas vão.
Não precisa abrir a clarividência para ver esses espíritos e nem sair do corpo para encontrá-los. Basta olhar dentro das bolsas!
O encontro consigo mesmo é amargo e doce. Todo iniciado nos arcanos espirituais sabe disso na prática, pois já chorou muito pisando os vários espinhos psíquicos espalhados pelas pistas de sua própria alma. Trilhou becos obscuros e trilhas perigosas em si mesmo, onde sua única lanterna era seu discernimento e seu amor pela luz.
Munido de grande respeito pelos objetivos colimados e sempre caminhando com modéstia e responsabilidade, encontrou a GRANDE LUZ em si mesmo. Permitiu-se ser possuído por um amor transbordante. O véu de Ísis foi erguido no templo de sua alma e o manto da ilusão dissolveu-se.
No profundo amargor de suas provas, ele percebeu a doce presença do INEFÁVEL guiando seus passos.
Em silêncio, ele curvou a cabeça e prometeu servir aos ditames da LUZ e lutar tenazmente contra a ignorância.
Prometeu servir a humanidade da forma que lhe for possível e ser canal da ESPIRITUALIDADE a favor do progresso de todos os seres.
Seu grau iniciático está presente em suas atitudes diárias: é incapaz de fazer o mal a alguém.
Seu trabalho é preciso: sabe por onde anda e como executar sua tarefa no mundo.
Seu mestre é o AMOR.
Sua ordem é a do BEM.
Seu arcano é simples: trabalhar na LUZ.
Os buscadores levianos querem os poderes, não o trabalho. O iniciado quer o trabalho, não o ego.
Na óbvia diferença entre os objetivos dos dois fica evidenciada a qualidade da viagem espiritual de cada um.
No cadinho da experiência, a vida fará ocorrer a grande alquimia: transformará, pelas vias das experiências diárias e comuns, os corações de ferro em corações dourados de ouro espiritual, peneirado nas areias iniciáticas da própria alma.
Para os levianos de plantão, um recado: a ânsia pelos poderes parapsíquicos talvez revele reminiscências inconscientes de antigas experiências com magia trevosa em vidas passadas. Nesse caso, a natureza bloqueou, na vida atual, alguns desses potenciais, como forma de proteger esses incautos que geraram péssimas causas no passado.
Só há uma forma de lidar com isso e desbloquear esses potenciais: usá-los com a nítida finalidade de amadurecimento e como expressão da alma que labuta pela melhoria de todos os seres. Fazer o BEM sem olhar a quem e munir-se de muita paciência na jornada da vida. Transformar o trevoso de ontem no radiante de hoje.
E, acima de tudo, esvaziar as bolsas da mente e do coração e colocar, no seu lugar, o discernimento e a fraternidade em ação.
Ninguém é perfeito e a trilha ascensional é íngreme. Mas, o esforço vale a pena!
O prêmio não é nenhum poder ou mestrado espiritual. É apenas um estado de alegria íntima independente de circunstâncias exteriores.
É aquele brilho nos olhos de quem trabalha dignamente.
É aquela LUZ no coração que nada pode apagar.
É um agradecimento contínuo ao INEFÁVEL que lhe permitiu ascensionar, mesmo em meio a tantas encrencas diárias.
É aquela sensação de imortalidade enchendo sua consciência de confiança e esperança no melhor para todos.
Aos iniciados de plantão, um recado: quanto mais profundo o grau iniciático, mais forte será a sensação de que se é um eterno neófito* da vida e do GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO.

PAZ E LUZ.

P.S.: Escrevi esse texto sob a orientação de um amparador extrafísico, amigo de longa data, que não quer nada ostensivo em relação à sua presença.

(Dedico esses escritos ao Pai Joaquim de Aruanda, amigo extrafísico ligado às vibrações da Umbanda, e ao sábio espiritual Boghanata, mestre de Krya Yoga que me ensinou várias práticas fora do corpo).

- Wagner Borges - aprendiz da arte de viver e que também acha que piadas são esotéricas para as pessoas irritadas, que nunca as entendem e ainda acham o cúmulo alguém ser espiritualista e alegre ao mesmo tempo.

São Paulo, 07 de outubro de 2000.

- Nota:
* Neófito - calouro, iniciante, aprendiz.

 

ASSIM FLORESCERÃO TUAS ROSAS...

- por Huiracocha -

Busca o ESSENCIAL.
Sabes tu o que é o ESSENCIAL, querido leitor?
Escuta... Todas as coisas da Natureza, tudo o que vês, todas as formas condensadas, e ainda aquelas que tua pobre retina não divisa, têm um ponto essencial, uma substância íntima, um espírito alado, sutil, pelo qual vivem e se desenvolvem.
Para além disso, todo o resto é secundário. Não inútil, porque a inutilidade não existe dentro da Magna Obra do Universo. São meios, veículos, portadores, se queres o essencial.
O meio é perecível; pertence à nossa Terra.
O essencial é eterno; pertence ao céu do nosso espírito.
Busca, portanto, o ESSENCIAL!
Se, para isso, tu aceitas as sete regras seguintes, aprendendo-as e praticando-as, tua cruz será mais leve, e a rosa te emprestará o seu sagrado perfume.

1. Leva, em todos os teus atos, uma meta. Em todas as coisas, um fim. E que estes sejam o de descobrir o ESSENCIAL. Presta toda tua atenção nisso e toma por instrumentos o útil e o nobre, o bom e o belo, para consegui-lo, e não desistas diante dos obstáculos que se interponham.
ASSIM FLORESCERÃO AS ROSAS SOBRE TUA CRUZ.

2. Alegra-te! Que o contentamento e a alegria rebordem por todos os poros de tua alma, até pelas mínimas impressões, e te encham de prazer íntimo. Tua essência é divina, e Deus está em tudo o que existe. Percebe o ESSENCIAL, ainda que presente no menor dos organismos.
ASSIM FLORESCERÃO AS ROSAS SOBRE TUA CRUZ.

3. Aprende a respeitar a opinião sincera dos demais. Se discordares, expõe a tua opinião, com bom senso e respeito, porém sem nunca desprezar a dos outros. O ESSENCIAL, o divino, também fala pelos demais homens, e é só questão de evolução que se aproxime, mais ou menos, da verdade.
ASSIM FLORESCERÃO AS ROSAS SOBRE TUA CRUZ.

4. Sai diariamente ao ar livre e admira a Natureza. Alegra-te e regozija-te com o sol, o céu, o ambiente, as flores e o pequeno inseto que se arrasta sobre a terra. Observa que a divindade está em tudo o que existe e, em aberto, está o ESSENCIAL.
ASSIM FLORESCERÃO AS ROSAS SOBRE TUA CRUZ.

5. Sê fiel para os teus amigos, e assim terás amigos fiéis, porque tu estás dentro deles. Ainda que sejas uma entidade separada e individualizada, não és mais do que expressão e expansão do Divino. Medita nisso, e ajusta o teu comportamento a essa compreensão; busca ali o ESSENCIAL.
ASSIM FLORESCERÃO AS ROSAS SOBRE TUA CRUZ.

6. Relaciona-te com todas as pessoas; porém, dá preferência àquelas que saibam mais do que tu, para extrair deles a substância do que têm aprendido. Então, tu os conhecerás e os amará, e tua observação te fará ver que são como tu mesmo; porém, que o ESSENCIAL é o que sabem, e que tu não sabes.
ASSIM FLORESCERÃO AS ROSAS SOBRE TUA CRUZ.

7. Concentra-te todos os dias. Observa se tua atenção tem ficado apenas em coisas secundárias. Realiza sempre um exame de consciência e responde a ti mesmo. Se não te foi possível estar atento ao ESSENCIAL, cuida de emendar-te, para buscar todos os dias essa essência divina, que está em tudo o que existe. Assim, tu progredirás e serás feliz.
ASSIM FLORESCERÃO AS ROSAS SOBRE TUA CRUZ.

(Texto extraído do livro "Rosa Esotérica" - Editorial Kier - Argentina - Traduzido e adaptado por Wagner Borges e Simone Schumacher).

- Nota de Wagner Borges: Huiracocha é o pseudônimo do ocultista alemão Arnold Krumm-Heller (1876-1949). O seu livro "Rosa Esotérica" é um clássico da literatura ocultista da primeira metade do século 20. Ele mudou-se muito jovem da Alemanha para o México. Posteriormente, mudou-se para o Chile. Viajou muito e foi muito considerado nos meios ocultistas de sua época, não somente na América do Sul, mas também na Europa. Fez parte de muitos grupos esotéricos; foi maçom e rosa-cruz. Seus escritos místicos são muito inspirados. Ver outros textos dele - "Tua Pedra" (texto 664), e "Teu Ritmo" (texto 674), na seção de textos periódicos de nosso site - www.ippb.org.br.


Texto <828><12/02/2008>