820 - MAU HUMOR

- Por Frank -

 Hoje não consegui lutar contra ele. Quando vi, ele já havia me dominado.
Não há técnica que eu consiga usar, além do fato de saber que é passageiro e, se eu ficar bem quietinho, não contaminarei ninguém com ele e poderei reagir.
Já me senti assim antes e já o derrotei. Ele fica nas sombras aguardando o meu deslize. Semelhante a um parasita, ele está sempre por perto, colado, tentando me seduzir, querendo que eu o ouça, para que ele sugue minhas forças, meu entusiasmo e meu riso.
Por algum tempo, achei que ele fosse externo, mas já percebi que ele é parte de mim - e toda pessoa o carrega consigo.
Mesmo sabendo que ele é natural, não o deixo tomar conta da minha vontade e sigo lutando todos os dias, para que ele não assuma o controle, nem mesmo por alguns minutos, porque já percebi, também, que ele não faz mal só para mim, como também para todos ao meu redor.
O dia ainda não acabou e, embora ele esteja no controle desde o momento que  acordei, estou ciente de que, apesar de ele ter me dominado, eu ainda posso fazer algo a respeito. Afinal, ele pode ser parte de mim, mas quem o controla sou eu.
A reação está a caminho... há um sorriso na próxima esquina.

São Paulo, 27 de abril de 2007.

- P.S.: Ninguém é obrigado a estar sempre de bom humor, afinal, a vida é difícil e não conseguimos mesmo rir de tudo o tempo inteiro, mas há pessoas que não conseguem lutar contra o mau humor e esse passa a ser, realmente, um mal que precisa ser tratado, pois acaba prejudicando a sua vida e, em alguns casos, acaba levando as pessoas a um quadro crônico de depressão e transtorno persistente do humor.
Vivo dizendo para a minha esposa que um dos motivos por que estou casado com ela há tanto tempo é o fato de ela sempre estar de bom humor. Um dia, enquanto dizia isso, pela enésima vez, ela sorriu e disse: "Frank, eu também fico de mau humor. A diferença é que você não tem nada a ver com isso e não vou contaminá-lo com algo que posso trabalhar em mim mesma e transformar."
Ponto para ela!

São Paulo, 27 de abril de 2007.

 

- Nota de Wagner Borges: Frank é o pseudônimo do nosso amigo Francisco de Oliveira, participante do grupo de estudos do IPPB e da lista Voadores. Depois de vários anos morando em Londres, ele voltou a residir em São Paulo, em fevereiro de 2005.
Ele escreve textos muito inspirados e nos autorizou a postagem desses escritos.  Há diversos textos dele postados em sua coluna da revista on line de nosso site e em nossa seção de textos periódicos, em meio aos diversos textos já enviados anteriormente. www.ippb.org.br - Outros textos podem ser acessados diretamente em seu blog na Internet: http://cronicasdofrank.blogspot.com


Texto <820><24/10/2007>

 

820 - NO OCEANO DO GRANDE ANÔNIMO

- Por Wagner Borges -

Quando o lótus do coração se abre, tudo muda.
Antigas dores são curadas na florescência do Ser na luz.
O pequeno eu se curva ao Grande Imanente que permeia a tudo.
Então, o Grande Amor faz a canção da alma acontecer, naquela inspiração que homem algum poderá perceber com os sentidos da carne.
A gota do pequeno eu da personalidade se funde no oceano do Grande Anônimo.
E aí, as pequenas coisas da vida se tornam eventos extraordinários, plenos de contentamento.
Ver uma florzinha na beira da estrada se torna um momento maravilhoso.
Assistir um pôr-do-sol é um deleite...
Rir sem compromisso, igual criança arteira, é tornar-se uno com Krishna!
Ver o Supremo em tudo e amar a vida é tornar-se uno com Jesus!
Pensar na paz e na fraternidade é tornar-se uno com o Buda!
Ah, o coração que se abre na luz do Grande Amor, jamais será o mesmo!
Ele escuta a canção do Grande Anônimo e se encanta com a pequena flor, o pôr-do-sol e o sorriso.
Ele compreende o sorriso de Krishna, o amor de Jesus, e a serenidade de Buda...
Ele sabe que o tempo das mágoas e das dores se foi...
Ele sente o abraço do Inefável!
Ele escuta as vozes dos espíritos no vento da vida, que sempre falam da imortalidade da consciência.
Ele não vê vácuo algum, em nada, mas a plenitude do Todo em tudo!
Não há vacuidade nem idéia de morte em seus caminhos...
Ele vê o mesmo Imanente Invisível em cada olhar e em cada flor.
Ele sabe que o Supremo vive em cada ser, moço ou velho, alto ou baixo, branco ou negro.
Isso porque ele escuta a canção em seu coração...
Isso porque o seu pequeno eu se curvou ao Grande Anônimo e mergulhou no oceano de estrelas.
E quem poderá compreender tal coisa, a não ser alguém que também abriu o lótus do coração e diluiu suas mágoas e dores no abraço secreto do Supremo?
Talvez, alguém que também escute as vozes dos espíritos de luz no vento da vida, que sopra por onde quer...
Talvez, apenas alguém que ame a vida...
Ou, aquele que também se admira com o pôr-do-sol, o sorriso e a florzinha na beira da estrada...
Ou, simplesmente, alguém que consegue sentir, de coração, a luz secreta que viaja nas linhas de um texto...

(Dedicado a Huberto Rohden e Sry Aurobindo).

São Paulo, 20 de outubro de 2007.


Texto <820><24/10/2007>

819 - NA COLUNA DE LUZ COM O RABI III

(Quando a Estrela Brilhou no Deserto)

 No centro do olho espiritual, eu vejo uma poderosa irradiação de luz rosada.
No meio dela, um ser resplandecente. É um deva**.
Só vejo seus olhos e a silhueta de sua cabeça luminosa, dentro de uma coluna de luz cor de vinho.
Ele nada me diz, mas eu o compreendo pelo olhar cheio de amor.
Em meu coração, eu sei o que ele quer.
De espírito a espírito, no silêncio inter-planos, eu aceito.
Sim, eu aceito, mais uma vez, escrever algo sobre um grande amor.
Sob a luz dele, deixo a caneta correr pelo papel, para escrever algo sobre Jesus.
Na verdade, quem escreve é o meu coração.
Eu sou apenas o médium, interpenetrado por um grande amor, que não pode ser explicado, só sentido, em espírito e verdade.
Que esse amor viaje nesses escritos e inspire outros corações, por esse mundão de Deus. E que eu seja digno de escrever sobre ele.

 * * *

 Quando Jesus veio à Terra, tudo mudou.
Os homens não viram, mas velhas correntes foram partidas.
Miríades de seres atormentados, ainda ligados à atmosfera planetária, desde a derrocada de civilizações antigas, presos em seus apegos e dramas, foram arrebatados por uma luz intensa.
Ah, quantas magias antigas e contendas invisíveis foram dissolvidas na luz silenciosa que Ele irradiava... Nem os seus discípulos sabiam disso!
E, quando Ele os observava, parecia que suaves raios celestes beijavam seus corações.
Seus olhos eram da cor do mel, mas, para eles, o céu inteiro estava dentro deles.
Muitas vezes, eles o viram retirar-se para a solidão dos montes ou do deserto.
Eles sabiam que Ele orava ao Pai Celestial pelo bem dos homens de todas as raças, nos quais Ele via o potencial divino florescendo lentamente.
O que eles não sabiam, era que Ele também orava pelos espíritos infelizes e quebrava as correntes psíquicas que os prendiam ao orbe e aos homens.
Enquanto Ele orava, o seu coração se tornava um sol.
Sim, Ele era a estrela que brilhava no meio do deserto e iluminava homens e espíritos, no mesmo amor.
As testemunhas desses momentos maravilhosos eram os devas, que, do invisível, a tudo observavam, embevecidos, a arte de transformar as viscosas vibrações do ódio em suaves irradiações de amor e libertação.    
Enquanto Ele canalizava o grande amor, por entre os diversos planos de manifestação, formava-se uma coluna de luz - da cor de vinho - sobre sua cabeça.
Ele estava ligado aos planos superiores.
Por isso, ensinava que "a mesma luz ligada no Céu, também seria religada na Terra".
No meio daquela coluna amorosa, miríades de espíritos doloridos eram levados pelos devas aos templos extrafísicos de cura.
Ah, os homens não sabiam disso, mas os devas estavam lá!
E, agora, nas luzes do século XXI, um deles está aqui, no meio de uma coluna de luz - de cor de vinho - projetando na minha tela mental interna frontal, essas imagens do doce rabi*** libertando os espíritos e abençoando os homens.
Ao mesmo tempo, eu choro, porque não agüento essa onda cheia de amor, que me faz ser criança novamente e viajar na pureza d'Ele.
Esse choro silencioso do espírito, que limpa as energias e faz querer tudo de bom para todos.
Ah, quantas vezes ele verteu esse choro, enquanto abençoava a todos...
Quantas vezes suas lágrimas se transformaram em pétalas de luz e fizeram os espíritos doentes flutuarem nelas, levando-os para novos rumos, para aquela Consciência Cósmica, que jamais julga alguém, só ama em silêncio.
Ele os conhecia. Compreendia a todos.
Na luz, Ele os abraçava, e tudo mudava...
E hoje, em meio às lágrimas e à visão espiritual dada pelo deva, eu registro, nessas linhas, a ação desse grande amor.
E que isso sirva para inspirar outros corações, algures...
Que a luz suave do rabi acompanhe esses escritos!

P.S.: No meio da luz rosada, no silêncio do olhar de um deva, eu fico quietinho, tímido igual criança pequena, diante de um grande amor, que não sei explicar, só sentir, em espírito e verdade. Se só uma fração disso me deixa admirado, pois é muita coisa para o meu coração agüentar - é muita areia para o meu caminhão -, fico imaginando o que caras tão legais como Jesus, Krishna, Buda e outros amigos da humanidade sentiam em silêncio. Eles ancoravam o amor mais lindo que existe.
Fico pensando naquele misterioso poder que gera a vida, "O Amor Que Ama Sem Nome". E me lembro das palavras de Shankara****, que um dia homenageou as consciências elevadas que ajudam à humanidade, dizendo o seguinte:
"Há almas boas, tranqüilas e magnânimas, que, como a primavera, fazem o bem a todos. São almas livres, que ajudam a todos na travessia das existências seriadas. E fazem isso, apenas por sua própria bondade, sem nada esperar. E são elas que ensinam que há uma luz maior do que bilhões de sóis juntos, que é a essência da alma; essa é a luz que mora no coração."

Valeu Rabi!
Om Jesus Om!

- Wagner Borges - sujeito com qualidades e defeitos, que não é cristão nem segue nenhuma doutrina criada pelos homens da Terra, e que sempre agradece ao Grande Arquiteto Do Universo, por tudo.

Paz e Luz.
Florianópolis, 18 de setembro de 2007.

- Notas:
* Para melhor entendimento desses escritos, sugiro ao leitor ler os dois textos anteriores - postados na seção de textos periódicos do site do IPPB - números 404 e 576 - nos seguintes endereços específicos:
Texto 404:http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=1956. 
Texto 576:http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=3569.
** Devas - do sânscrito - divindades; seres celestes; anjos.
*** Rabi - mestre.
**** Shankara - sábio hindu do século 9 d.C. - autor do clássico hinduísta "Viveka Chuda Mani".
Obs.: Enquanto digitava essas linhas, lembrei-me da sabedoria de Sry Aurobindo. Então, posto na seqüência um de seus belos textos.

 

A SABEDORIA DE SRY AUROBINDO

...Levanta teus olhos em direção ao Sol.
Ele está lá nesse maravilhoso coração de vida, luz e esplendor.
Observa, à noite, as inúmeras constelações cintilando como outras tantas fogueiras solenes do Eterno no silêncio ilimitado, que não é nenhum vazio, mas pulsa com a presença de uma única existência calma e tremenda.
Olha lá Órion, com sua espada e cinto brilhando como brilhou aos antepassados Arianos há dez mil anos atrás, no começo da era Ariana, Sirius no seu esplendor, Lyra percorrendo bilhões de milhas no oceano do espaço.
Lembra-te que estes mundos inumeráveis, a maior parte deles mais poderosos que o nosso próprio, estão girando com velocidade indescritível ao aceno desse Ancião dos Dias, a quem ninguém, exceto Ele, conhece e, contudo, são milhões de vezes mais antigos que teu Himalaia, mais firmes que as raízes de tuas colinas e assim permanecerão até que Ele, à sua mercê, sacuda-os como folhas murchas da eterna árvore do Universo.
Imagina a perpetuidade do Tempo, considera a incomensurabilidade do Espaço; e, então, lembra-te que, quando estes mundos ainda não existiam, Ele era ainda o Mesmo.
Observa que, além de Lyra, Ele está. E no longínquo Espaço onde as estrelas do Cruzeiro do Sul não podem ser vistas, ainda assim, Ele lá está.
E, então, volta à Terra e considera quem é este Ele. Ele está bem perto de ti.
Repara naquele homem idoso que passa perto de ti, abatido e curvado, apoiado em seu bastão?
Imaginas tu que é Deus quem está passando?
Há uma criança rindo e correndo ao sol.
Podes tu ouvi-lo nesse riso?
Não, Ele está ainda mais próximo de ti.
Ele está em ti, Ele é tu mesmo.
És tu quem arde lá longe, a milhares de milhas de distância, nas infinitas extensões do Espaço, és tu que caminhas com passos confiantes sobre os turbulentos vagalhões do mar etérico.
És tu quem colocou as estrelas em seus lugares e teceu o colar de sóis, não com mãos, mas por este Yoga, esta Vontade silenciosa, impessoal e inativa, que te colocou hoje aqui, ouvindo a ti mesmo em mim.
Olha para cima, oh filho do Ioga antigo, e não sejas mais medroso e cético; não temas, não duvides, não lamentes, porque em teu aparente corpo está Aquele que pode criar e destruir mundos com um sopro.

 - Sry Aurobindo* -
- Texto extraído do inspirado livro "Sabedoria de Sry Aurobindo", lançado no Brasil pela Editora Shakti.

 - Nota:
* Sry Aurobindo - Aurobindo Ghose - Índia, 1872-1950 - foi um dos maiores mestres da Índia. O seu trabalho tornou-se conhecido como "O Yoga Integral", porque, como ele dizia, "Toda vida é Yoga". Para mais detalhes sobre os seus escritos inspirados, ver o excelente livro "Sabedoria de Sry Aurobindo" - Editora Shakti, e o site da Casa Aurobindo no Brasil: http://br.geocities.com/casa_sri_aurobindo/ 


Texto <819><19/10/2007>

818 - RISOS E ILUMINACÃO

- Por Wagner Borges -

A árvore Bo.
Estou sentado embaixo dela.
Suas folhas caem 
Bem no centro de minha cabeça.
O amor entra em mim
E desce até o coração.
Dentro dele surge o Buda.
Ele está sentado, e apenas me diz:
"Olá. Seja bem-vindo. Mi casa és su casa.
Conte-me uma piada!"
Eu conto.
Ele ri.
Então, tenho certeza.
É Ele mesmo. 
Pois, se não fosse o Buda,
Ele não riria.
Daí, rimos juntos, 
Na mesma Luz.
Om Mani Padme Hum!

Curitiba, 12 de setembro de 2007.

- Notas:
* Om Mani Padme Hum - do sânscrito - sua tradução literal é: "Salve a jóia no lótus". Esse é um mantra de evocação do boddhisattva da compaixão entre os budistas tibetanos e chineses. Om é a vibração do TODO. Mani é a "Jóia espiritual que mora no coração", ou seja, é o próprio espírito, a essência divina. Lótus é o chacra cardíaco que envolve, energeticamente, essa jóia sutil. Hum é a vibração dessa compaixão do TODO vertendo a luz pelo chacra cardíaco em favor de todos os seres.
Esse mantra é mais conhecido como o "mantra da compaixão". É um dos mantras mais poderosos que conheço. Pode ser concentrado, mentalmente, dentro do peito - como se a voz mental estivesse reverberando ali -, ou dentro de qualquer um dos chacras que a pessoa desejar ativar. No entanto, o melhor lugar para ele é realmente o chacra cardíaco, pois o que chega ali é distribuído para todo o corpo, pela circulação do sangue comandada pelo coração, e também a todos os outros chacras do corpo energético.
O chacra frontal, na testa, também  é excelente para a prática desse mantra, pois o que chega nele é distribuído ao longo da coluna pelos nádis - condutos sutis de transporte energético pelo sistema -, e  comunicado a todos os outros chacras abaixo dele. Esse é motivo pelo qual vários mestres iogues sempre aconselham aos seus discípulos iniciar alguma prática bioenergética por ele.
Um livro excelente sobre isso é o do pesquisador iogue japonês Hiroshi Motoyama, "Teoria dos Chacras", pela Editora Pensamento.
Eis alguns CDs maravilhosos que contêm esse mantra:

 

- Laíze, com a participação de Áurio Corrá nos teclados e arranjos. Cd. "OM", pela gravadora Alquimusic. A segunda faixa desse disco é um canto de amor e faz um bem enorme ao chacra cardíaco. É amor em forma de ondas sonoras.
- Cd. "Tibetan Incantations - The Meditative Sound of Buddhist Chants", pela gravadora Music Club, Série 50050. A segunda faixa é de uma profunda alegria e melhora o humor do ouvinte. É alegria em forma de ondas sonoras. A terceira música é o mantra Om Mani Padme Hum cantado a capela pelos monges tibetanos. Esse álbum tem 74 minutos de música.
- Cd. "Six-Word Mantra of Avalokitesvara - The Avalokitesvara Boddhisattva Dharma Door Vol. ll", pela gravadora Wind Records, Série TCD - 2109. Esse cd foi feito por músicos chineses e direcionado para a cura de órgãos internos pelo mantra Om Mani Padme Hum. Entretanto, como a pronúncia é chinesa, o mantra fica Om Mani Pa Me Hung. Seu efeito é bem forte. Nesse trabalho, o lance é mais de energia do que de amor. É vitalidade em ondas sonoras.
- Beijing Central Juvenile Chorus, Cd. "Wingsong of The Lotus World", pela gravadora Wind Records, Série TCD - 2152. Esse disco é cantado por um coro juvenil chinês. Aqui o bodhisattva Avalokitesvara, criador do mantra Om Mani Padme Hum - representado pelos chineses na figura da Deusa da compaixão "Kuan-Yin" -, é reverenciado em um belo canto que encanta o coração do ouvinte sensível. Esse disco é paz em ondas sonoras.

 

* Buda - do sânscrito - O Iluminado; Aquele que despertou! Palavra derivada de "Buddhi", que significa "Iluminação Pura" ou "Inteligência Pura". Ou seja, quem alcança o estado de Buddhi, torna-se um Buda, um ser iluminado e desperto.
Bodhisattvas - do sânscrito - são aqueles seres bondosos que estão perto de tornarem-se Budas ou Iluminados. Para facilitar a explicação, podemos dizer que eles são canais espirituais ou avatares conscientes do amor de todos os Budas.
* Árvore Bo ou Bodhi - O motivo da espécie Fícus religiosa chamar-se árvore Bodhi é o Buda ter realizado seu completo despertar ao pé de uma árvore desse tipo. Bodhi significa "estar desperto ou livre". Hoje, o lugar onde o Buda se iluminou chama-se Bodhi Gaya, onde foi construído um grande templo para celebrar seu despertar. A árvore Bodhi se ergue bonita e exuberante, embora seja apenas uma neta da árvore que havia ali na época do Buda.


Texto <818><16/10/2007>

818 - VIDA – A MAGIA QUE ESTÁ EM TODOS OS PLANOS III

(O Ioga da Vida, da Alegria, da Dança e da Imortalidade da Consciência)

 As consciências espirituais elevadas não têm nenhum interesse em doutrinar ou provar algo para quem se esqueceu da própria natureza espiritual.
O interesse é outro: fazer pensar e exercitar o discernimento.
Ao longo da vida, na hora certa, quando a morte bater seu martelo, os véus da dúvida se erguerão e o palco da vida eterna será revelado...
É necessário acabar com a ignorância e a tristeza das pessoas, e isso não é tarefa fácil. Por isso o Céu deu a música aos homens: para alegrar seus corações e liquidar suas lamentações.
Lamúrias não fazem viver; só jogam o clima para baixo. Birras e muxoxos não mudam a vida de ninguém, mas rebaixam a qualidade e degradam o homem.
Para voar, é preciso olhar para cima e ter a coragem de bater asas, para ganhar o espaço... Também é preciso largar todo peso do coração e respirar livre de mágoas e confusões.
Para escutar a música da vida, é necessário tirar a cera do ouvido do ego.
E, para dançar com a luz, é necessário desamarrar os pés e soltar o medo, para realizar passos melhores na existência.

* * *

O universo inteiro é Ioga!
Respire o eterno. Valorize a vida.
Não tenha medo de ser feliz.
Expanda sua consciência e beije as estrelas.
Voe, para além de seus limites...
Encontre com o amor em seu coração.
Sinta que todos os seres vivem no mesmo sopro vital do eterno.
Toda vida é Ioga! Tudo é energia! Respire e sorria...
Pense que seus chacras são estrelas. Brilhe como nunca.
Faça como o botão de flor: abra-se para a vida.
E jamais deixe que alguém tire seu sorriso e roube a festa da vida em seu coração. Não deixe que ninguém se apodere de sua vontade - e nem se apodere da vontade alheia.
Cada um gera seu próprio efeito. Cada vida tem seu direito de existir e seu sentido próprio. Cada ser é único em sua expressão, assim como a própria existência é sagrada.
Valorize o fato de você existir! Aprecie o milagre de sua existência.
Por favor, olhe para cima e voe... 
Por amor, viva e deixe viver...
Pela luz, sinta-se vivo e contente...
Pelo eterno, aprecie o milagre...
Por você mesmo, como espírito, faça o melhor acontecer...

* * *

Vida é Ioga!
Respire e agradeça.
Por favor, faça direito: viva!
Em tudo e por tudo, seja feliz.  
E saiba que os seus amores que moram nas comunidades espirituais, também se sentirão felizes.
Sim, eles o aguardam em outros planos, naquelas moradas astrais, e torcem por você. Eles sabem que vida é Ioga! E que o Eterno é o Grande Iogue. 
Ele é a respiração de tudo que respira!
Respire-O. Aspire-O.
Escute a música Dele em seu coração.
Voe... voe... voe... 
OM.

- Wagner Borges -
São Paulo, 23 de setembro de 2007.

- Nota de Wagner Borges: Esse texto foi recebido durante uma apresentação de música mediúnica no IPPB, com o médium Irineu Gasparetto. Enquanto os espíritos passavam as músicas por ele, eu escrevia - inspirado pelo grupo de amparadores extrafísicos da Companhia do Amor -, dentro do mesmo clima extrafísico.
Essa apresentação aconteceu no contexto de um evento espiritualista realizado no IPPB - "IV Encontro Espiritualidade 4 X 1" -, com a participação de quatro comunicadores da Rádio Mundial de São Paulo - 95.7 FM: eu mesmo, Moisés Ezagui - projetor astral e pesquisador das experiências fora do corpo -, Evaldo Ribeiro - radialista e conferencista -, e Irineu Gasparetto - médium, palestrante, filho de Zíbia Gasparetto e irmão de Luis Antônio Gasparetto.
Essa mensagem veio como um presente para as centenas de pessoas que assistiam ao evento e contribuíam com seu carinho e energia positiva. E deixou todos com uma atmosfera elevada e alegre.
Agradeço muito a essa galera da Cia. do Amor, pela alegria, o amor e a energia que eles sempre trazem em suas manifestações interplanos.  

 

- Notas:
* As duas primeiras partes desse texto estão postadas na seção de textos periódicos do site do IPPB - textos 742 e 762 -, e podem ser acessadas no seguinte endereço específico: http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=5009
* Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
  Os principais chacras são sete - que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.
* Ioga - do sânscrito Yoga - união.
* A Cia. do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me passam textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria, são poetas e muito bem humorados. Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou luzinhas piscando em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas comuns, apenas vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas encarnadas saibam que não existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor.
Os seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.
Para mais detalhes sobre o trabalho dessa turma maravilhosa, ver os livros "Cia. do Amor - A Turma dos Poetas em Flor - Volumes 1 e 2" - Edição independente - Wagner Borges, e sua coluna no site do IPPB - que é uma das seções mais visitadas: www.ippb.org.br.    


Texto <818><16/10/2007>