788 - NOITE FELIZ II – MÃOS AMIGAS...

(Projeções da Consciência e Amparo Espiritual)

Ao longo dos anos da sua vida, muitas vezes, em noites tristes, você dormiu entristecido com alguma situação. Durante o sono, mãos amigas o levaram para planos de luz e lá mergulharam você, em espírito, nas essências superiores, e você melhorou!

Posteriormente, ao retornar para o corpo adormecido, você não lembrou! No entanto, acordou melhor, com novos rumos e novas esperanças e ganhou forças para superar o momento.

Você nunca soube disso, nunca se lembrou e, por isso, jamais agradeceu àquelas mãos serenas e invisíveis que o ajudaram.

Outras vezes, você deitou sonhando com viagens espirituais maravilhosas nos planos superiores ou em outros orbes, e aquelas mãos amigas o levaram até regiões tenebrosas do Astral inferior e lhe ensinaram a projetar luz curativa a favor dos menos favorecidos.

Você esperava viajar pelas galáxias, mas aquelas mãos amigas o ensinaram que não há como alcançar as estrelas, sem primeiro viajar pela fraternidade do coração dos homens.

Outras vezes, você dormiu maldizendo a sua sorte e reclamando do seu destino. E aquelas mãos amigas o levaram até onde outras pessoas sofriam dores atrozes e lhe mostraram o que era o sofrimento mesmo. E você quedou, envergonhado de suas reclamações infantis e aceitou o fardo de carregar as experiências de que tanto precisa para crescer, mesmo aquelas pesadas.

Essas mãos amigas, que são as mãos dos mentores espirituais - amigos secretos e serenos -, vêm guiando todos nós durante o sono, dependendo da abertura de cada um, na sintonia da compaixão; e, quando é possível, esses mentores ensinam que eles também estão aprendendo e que extraem - haurem - forças invisíveis de mais além... de consciências mais avançadas, serenas e anônimas, magnânimas e generosas, que ajudam a humanidade em silêncio, sem aparecer; que ajudam os seres humanos na longa travessia das reencarnações, secretamente; seres maiores que falam de uma essência sutil, uma luz que brilha mais do que bilhões de sóis juntos e que mora no coração; chame essa luz de BUDA, ou de CRISTO, ou de KRISHNA, pois é a mesma luz, é a mesma compaixão, que, há muito tempo vem ajudando na evolução da humanidade, e nós não nos lembramos disso; e, por isso, jamais agradecemos.

E, assim como houve outras noites no passado, assim acontecerão outras noites no futuro, onde mãos invisíveis levarão você a outros níveis, para aprendizados profundos e para expansão da compaixão; então, no momento certo do despertar, você escutará uma canção dentro do seu coração, escutará um som secreto - como o de um sino -, e ele se propagará em todas as direções; e, mesmo longe, o som dessa luz e dessa compaixão será ouvido, de alguma maneira...

E, novas noites virão, e aquelas mãos invisíveis continuarão seu trabalho secreto em cada um de nós, mesmo que nós não saibamos, mesmo que não nos lembremos, mesmo que jamais agradeçamos; essa é a luz da compaixão, que trabalha sem esperar recompensa e que ama todos incondicionalmente; é essa luz que não se explica, só se sente, dentro do coração.

P.S.:

Esses escritos são a transcrição de uma gravação, realizada durante uma prática espiritual com a turma de 70 alunos do curso "Lótus Espirituais" - sobre chacras e ensinamentos conscienciais. Durante o lance, rolava no som um belo CD de canções budistas. Uma delas falava da compaixão - simbolizada pelo som do sino dentro do chacra cardíaco - se propagando pelo infinito e libertando a todos os seres das garras da ignorância.

Inspirado pelas canções e também percebendo várias presenças extrafísicas elevadas no ambiente, falei de improviso o que sentia brotando do coração. Por sorte, alguém da turma estava gravando tudo e me emprestou a fita depois.

Fica aqui registrado o agradecimento aos amparadores espirituais, que tanta ajuda dão aos homens, sem jamais esperar reconhecimento por isso. Que o Grande Arquiteto Do Universo os ilumine, cada vez mais.

Paz e Luz.

- Wagner Borges -

Salvador, 30 de janeiro de 2007.

 

Notas:

* O primeiro texto está postado na seção de textos periódicos do site do IPPB - www.ippb.org.br - É o texto 760, postado em março de 2007.

* Amparador - entidade extrafísica e positiva que ajuda o projetor nas suas experiências extracorpóreas; mentor extrafísico; mestre extrafísico; companheiro espiritual; protetor astral; auxiliar invisível; guardião astral; guia espiritual.

* Projeção da consciência - é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico.

Sinonímias: Viagem astral - Ocultismo. / Projeção astral - Teosofia. / Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz. / Experiência fora do corpo - Parapsicologia. / Viagem da alma - Eckancar. / Desdobramento, Desprendimento espiritual ou Emancipação da alma - Espiritismo.

* Nota sobre a canção budista: A bela canção budista que nós estávamos ouvindo no momento da inspiração dessas palavras, aqui transcritas, chama-se "The End of Suffering", de autoria do monge budista Thich Nhat Hanh; cantada por Phap Niem, e musicada pelo tecladista americano Gary Malkin.

Essa canção está inserida num CD chamado "Namaste" - é a oitava música do disco, que é uma coletânea de música New Age com mantras lançada na América pela gravadora Real Music. Trata-se de uma canção emocionante, daquelas de derreter o coração nas ondas da compaixão universal.

Para mais informações sobre o CD, favor entrar no site da própria gravadora: www.realmusic.com.

Como a canção é muito linda - mas está cantada segundo a letra original do monge budista, que é vietnamita -, procurei a tradução da letra para o Inglês e, em seguida, pedi aos meus amigos Ricardo e Sheila Smith, professores e exímios tradutores, que traduzissem a mesma para o português.

Segue-se abaixo a canção em inglês e, na seqüência, a tradução para o Português. Agradeço aos meus amigos pela gentileza de traduzir a letra. Vamos lá!

* * *

THE END OF SUFFERING

(Words by Thich Nhat Hanh; singing by Phap Niem, and music by Gary Malkin)

May the sound of this Bell penetrate deep into the cosmos

Even in the darkest spots living beings are able to hear it clearly

So that all suffering in them ceases, understanding comes to their heart

And they transcend the path of sorrow and death.

 

The universal dharma door is already open

The sound of the rising tide is heard clearly

The miracle happens

A beautiful child appears in the heart of the Lotus flower

One single drop of this compassionate water is enough to bring back the refreshing Spring to our mountains and rivers.

 

Listening to the Bell I feel the afflictions in me begin to dissolve

My mind calm, my Body relaxed

A smile is Born on my lips

Following the sound of the Bell, my breath brings me back to the safe island of mindfulness

In the garden of my heart, the flowers of peace bloom beautifully.

 

 

O FIM DO SOFRIMENTO

Que o som deste Sino adentre fundo no Cosmo

Mesmo nos pontos mais negros os seres vivos serão capazes de ouvi-lo claramente

E assim que todo o sofrimento neles cesse, a compreensão chegue em seus corações

E eles transcendam o caminho da tristeza e morte.

 

A porta do dharma universal está bem aberta

O som da maré crescente é claramente ouvido

O milagre acontece

Uma bela criança surge no coração da flor de Lótus

Uma simples gota desta água de compaixão é suficiente para trazer de volta a refrescante Primavera de nossas montanhas e rios.

 

Ouvindo o Sino, sinto que as aflições em mim começam a se dissolver

Minha mente se acalma, meu Corpo relaxa

Um sorriso nasce em meus lábios

Seguindo o som do Sino, minha respiração me leva de volta à ilha segura da conscientização

No jardim de meu coração, as flores da paz desabrocham belas.



Texto <788><27/06/2007>

787 - LUZ – O FIM DO SOFRIMENTO

(Voando Pelo Céu do Coração com os Budas e Boddhisattvas)

 

"Acho que a verdade que um homem descobriu, ou a luz que projetou sobre algum ponto obscuro, pode, um dia, tocar outro ser pensante, comovê-lo, alegrá-lo e consolá-lo; é a ele que falamos, como nos falaram outros espíritos semelhantes, e que nos consolaram a nós próprios neste deserto da vida..."

- Schopenhauer -

 

"Certa vez, o Buda ensinou:

‘Abaixo da iluminação, só há dor!'

Nos momentos de provas acerbas, lembre-se disso.

Quando sentir a dor do mundo em seu coração, pense nisso.

Acima da dor, há luz, muita luz.

Mas é preciso transcender e ver além...

É preciso ver com o olho do coração.

Para cada ser há uma canção.

Para cada prova, uma lição.

Para cada coração, um Buda.

Ninguém morre; o ser espiritual bóia na luz.

Ninguém é jovem ou velho; o espírito não tem idade.

Ao ver a dor da perda de alguém, medite no Buda.

Pense no iluminado abraçando todos os seres sencientes.

Sinta a jóia da compaixão brilhando em seu peito.

Visualize o céu de seu coração cheio de Budas e Boddhisattvas.

No invisível, que os homens ignoram, eles agem compassivamente.

No silêncio, eles abençoam e seguem...

Atreva-se a voar com eles nas ondas da paz! Brilhe junto!

Pense nos seres que sofrem e entregue a dor deles aos Budas.

Eles são médicos da alma e recolherão a dor.

Eles a transformarão em luz."

 

P.S.: Essas palavras amigas me foram passadas espiritualmente, enquanto eu meditava na dor daqueles que perderam entes queridos - e projetava pensamentos e energias benéficas a favor de todos -, pelas vias da mentalização positiva e silenciosa.

Elas vieram sutilmente, pelas vias psíquicas, cheias de carinho e paz profunda. Entraram pelo meu chacra do topo da cabeça e desceram direto ao coração. Ao mesmo tempo, eu via mentalmente - na tela mental interna frontal, sede do chacra da testa - uma massa de luz dourada brilhante. Dentro dela havia uma presença espiritual, serena e amorosa. Foi ela que me passou esse pequeno recado luminoso. Também me pediu para escrever e repassar esses toques amigos livremente - para levar leveza e luzes sutis às pessoas -, e para não revelar detalhes sobre sua manifestação.

Então, aqui estão grafadas suas palavras inspiradas, em nome dos Budas e Boddhisattvas, médicos serenos da alma e amigos espirituais de todos.

Que suas luzes sutis inspirem todos nós.

 Om Mani Padme Hum!

 Paz e Luz.

 - Wagner Borges - sujeito com qualidades e defeitos, 45 anos de "encadernação", carioca radicado em São Paulo há 18 anos, que não segue nenhuma doutrina criada pelos homens da Terra; mestre de nada e discípulo de coisa alguma, e eterno neófito da vida e do TODO.

 

Notas:

 Para enriquecer e facilitar a compreensão dos leitores, deixo na seqüência a explicação detalhada dos termos em sânscrito usados no texto. Vamos lá.

* Om Mani Padme Hum - do sânscrito - sua tradução literal é "Salve a jóia no lótus". Este é um mantra de evocação do boddhisattva da compaixão entre os budistas tibetanos e chineses. Om é a vibração do TODO. Mani é a Jóia espiritual que mora no coração, ou seja, é o próprio Espírito, a essência divina. Padme - ou Lótus - é o chacra cardíaco que envolve, energeticamente, essa jóia sutil. Hum é a vibração dessa compaixão do TODO vertendo a luz pelo chacra cardíaco em favor de todos os seres.

Esse mantra é mais conhecido como o "mantra da compaixão". É um dos mantras mais poderosos que conheço. Pode ser concentrado, mentalmente, dentro do peito - como se a voz mental estivesse reverberando ali -, ou dentro de qualquer um dos chacras que a pessoa desejar ativar. No entanto, o melhor lugar para ele é, realmente, o chacra cardíaco, pois o que chega ali é distribuído para todo o corpo, pela circulação do sangue comandada pelo coração e também a todos os outros chacras do corpo energético.

O chacra frontal, na testa, também é excelente para a prática desse mantra , pois o que chega nele é distribuído ao longo da coluna pelos nadis - condutos sutis de transporte energético pelo sistema -, e comunicado a todos os outros chacras abaixo dele. Esse é o motivo pelo qual vários mestres iogues sempre aconselham aos seus discípulos iniciar alguma prática bioenergética por ele.

Um livro excelente sobre isso é o do pesquisador iogue japonês Hiroshi Motoyama, "Teoria dos Chacras", editado em português pela Editora Pensamento.

* Buda - do sânscrito - O Iluminado; Aquele que despertou! Palavra derivada de "Buddhi", que significa "Iluminação Pura" ou "Inteligência Pura". Ou seja, quem alcança o estado de Buddhi, torna-se um Buda, um ser iluminado e desperto.

* Boddhisattvas - do sânscrito - são aqueles seres bondosos que estão perto de tornarem-se Budas ou Iluminados. Para facilitar a explicação, podemos dizer que eles são canais espirituais ou avatares conscientes do amor de todos os Budas.

* Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energia - prana , chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.

Os principais chacras, que estão conectados com as sete glândulas que compõe o sistema endócrino, são sete: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.

Nesse texto dos Budas estão descritos três chacras específicos:

- Chacra Coronário - é o centro de força situado no topo da cabeça, por onde entram as energias celestes. É o chacra responsável pela expansão da consciência e pela captação das idéias elevadas. É também chamado de chacra da coroa. Em sânscrito, o seu nome é Sahashara, o lótus das mil pétalas. Está ligado à glândula pineal.

Obs.: A pineal é a glândula mais alta do sistema endócrino, situada bem no centro da cabeça, logo abaixo dos dois hemisférios cerebrais. Essa glândula está ligada ao chacra coronário, que, por sua vez, se abre no topo da cabeça, mas tem a sua raiz energética situada dentro dela. Devido a essa ligação sutil, a pineal - também chamada de epífise - é o ponto de ligação das energias superiores no corpo denso e, por extensão, tem muita importância nos fenômenos anímico-mediúnicos, incluindo nisso as projeções da consciência para fora do corpo físico.

- Chacra Frontal - é o centro de força situado na área da glabela, no espaço espiritual interno da testa. Está ligado à glândula hipófise - pituitária - e tem relação direta com os diversos fenômenos de clarividência, intuição e percepções parapsíquicas. É o chacra da aprendizagem e do conhecimento. Em sânscrito, ele é conhecido como Ajna, o centro de comando.

- Chacra Cardíaco - é o centro de força responsável pela energização do sistema cárdio-respiratório. É considerado o canal de movimentação dos sentimentos. Por isso, é o chacra mais afetado pelo desequilíbrio emocional. Bem desenvolvido, torna-se um canal de amor para o trabalho de assistência espiritual. Está ligado à glândula timo. O seu nome em sânscrito é Anahata , o inviolável, o invicto, o som sutil do espírito imperecível.

* Enquanto finalizava estas notas, lembrei-me de um poema de Fernando Pessoa, o grande poeta português, gênio da escrita, e iniciado nas artes secretas do coração espiritual.

 

NÃO SEI SE É SONHO

Não sei se é sonho, se realidade,

Se uma mistura de sonho e vida,

Aquela terra de suavidade

Que na ilha extrema do sol se olvida.

É a que ansiamos. Ali, ali

A vida é jovem e o amor sorri.

 

Talvez palmares inexistentes,

Áleas longínquas sem poder ser.

Sombra ou sossego dêem aos crentes

De que essa terra se pode ter.

Felizes, nós? Ah, talvez, talvez,

Naquela terra, daquela vez.

 

Mas já sonhada se desvirtua,

Só de pensá-la cansou pensar,

Sob os palmares, à luz da lua,

Sente-se o frio de haver luar.

Ah, nessa terra também, também

O mal não cessa, não dura o bem.

 

Não é com ilhas do fim do mundo,

Nem com palmares de sonho ou não,

Que cura a alma seu mal profundo,

Que o bem nos entra no coração.

É em nós que é tudo. É ali, ali,

Que a vida é jovem e o amor sorri.

 

- Fernando Pessoa -



Texto <787><22/06/2007>

786 - BRAHMAN – MAIS DO QUE ISSO!

Por favor, não confunda as coisas.

Deus não é o que sua mente limitada concebe.

Nem é o que os religiosos dizem.

Ele é mais do que os homens imaginam!

Deus não é gentil.

Um homem pode ser gentil.

Deus é mais do isso!

Não adianta buscá-Lo no paraíso.

Nem na Terra, ou no templo.

Ele não é espaço, é pura consciência.

Ou melhor, é mais do que isso!

Não diga que Ele é o infinito

Ou que é eterno.

Ele é mais do isso!

Não chore ou ria por Ele.

Ele está além das emoções.

Chame-O de incognoscível ou incomensurável,

Tanto faz.

Ele é mais do que isso!

Se procurá-Lo em seu coração, talvez O ache.

Se não encontrá-Lo, paciência.

E, mesmo assim, Ele não é a busca nem o buscador.

Ele é mais do que isso!

Se quiser, diga que Ele é o amor universal.

Contudo, isso é só mais uma palavra criada pelos homens.

Ele é mais do que isso!

Deus é, e só Ele é que sabe o que é!

Então, quando quiser falar D'Ele,

Só diga o essencial:

"Ele é mais do que isso!"

Om Brahman!*

Paz e Luz.

- Wagner Borges -

São Paulo, 12 de junho de 2007.

Nota:

* Brahman - do sânscrito - O Supremo; O Absoluto; Deus; O Grande Arquiteto Do Universo; O Grande Espírito; O Todo que está em tudo!


Texto <786><20/06/2007>

786 - VALEU, MEU QUERIDO AMPARADOR!

Amigo, quando o vento era forte, você me segurou.

Quando o frio era intenso, você me deu sua mão e me aqueceu.

Quando tudo era cinzento, você surgiu com sua aura brilhante e colorida e clareou tudo.

Quando eu me esqueci de viver, você me fez olhar para a vida e apreciar o valor das coisas.

Quando eu me perdi, você veio e me resgatou das garras da tristeza.

Quando eu desanimei, você me aplicou passes energéticos reanimadores.

Quando eu pedi, você rezou junto comigo.

Quando eu chorei, você me abraçou em silêncio, sem nada perguntar.

Você nunca me julgou nem tentou me doutrinar de alguma maneira.

Pelo contrário, você sempre me ensinou a ser livre e pensar por mim mesmo.

E o melhor exemplo disso sempre foi você mesmo.

Sabe, nunca vi você de semblante triste; nada disso, você sempre estava alegre.

Na verdade, houve uma exceção nisso. Foi quando eu tentei endeusar você.

Aí você ficou bem bravo e me deu a maior bronca, mas foi só por um instante.

Você se lembra disso? E do que me disse na ocasião? Foi algo assim:

"Não sou santo nem anjo, sou só seu amigo!"

Logo depois, você riu e me abraçou. E me fez pensar...

Com o passar do tempo, tomei consciência de muitas coisas.

E constatei o que você sempre me ensinou: sem estar integrado comigo mesmo, jamais estaria integrado com a vida.

Com isso em mente, trabalhei em cima da fenda psíquica que detectara dentro de mim.

Finalmente, preenchi a falha e me achei, e me encantei.

Descobri uma luz maravilhosa em meu coração e me senti mais vivo do que nunca.

E fiz o que você sempre havia me sugerido: segui em frente com a vida...

Hoje, enquanto eu escutava uma linda música, lembrei-me de você.

Então, senti imediatamente uma onda de alegria chegando no meu coração.

Até tive vontade de dançar, mas, como você bem sabe, isso não é do meu feitio.

Cara, muito obrigado por ter me ajudado nas horas difíceis, quando a solidão era grande.

Sei que você não é mestre, santo ou anjo, e nem gosta que o tratem dessa forma.

Contudo, considero você bem mais do que apenas meu querido amigo.

Você é um das canções de Deus. Felizmente, Ele o enviou para maravilhar minha vida.

Eu escutei sua canção libertária, de coração, e despertei. E, agora, também canto igual.

No vento frio, quando tudo fica estranho e a luz é pouca, eu canto para aquecer os outros.

Eu estendo a mão e seguro alguém sofrido, e o abraço em silêncio, sem julgar nada.

Aprendi isso com você, cara. Muito obrigado, por tudo.

Valeu, meu querido amparador!

P.S.: Fiz esses escritos dentro de um táxi, enquanto ia buscar minha filha caçula no bairro do Morumbi. Eu estava com os originais do livro "Na Luz de Krishna", corrigindo-os, pois precisava entregá-los na gráfica naquele dia. Durante o trajeto de carro, eu escutava um CD da maravilhosa vocalista americana Lean Rimes. Então, subitamente, esses escritos chegaram em minha mente.

Inspirado, comecei a escrever nas próprias páginas dos originais do livro que corrigia. O resultado é esse texto, que ofereço aos amparadores de todas as linhas espirituais.

Deixo aqui registrada toda minha admiração e respeito por esses amigos extrafísicos tão legais; esses caras, "do lado de lá", que não se esqueceram da gente, "do lado de cá", e que operam invisivelmente - e incondicionalmente - a favor do bem de todos os seres, sem jamais julgar alguém.

Paz e Luz.

- Wagner Borges - sujeito com qualidades e defeitos, 45 anos de "encadernação", espiritualista que não segue nenhuma doutrina criada pelos homens da Terra, e que se sente honrado de escrever algo sobre as consciências espirituais sadias que abraçam invisivelmente a humanidade.

São Paulo, 25 de maio de 2007.

Notas:

* Amparador Extrafísico - guia espiritual; mentor extrafísico; protetor astral; benfeitor espiritual; aliado extrafísico; amigo espiritual.

* O CD da Leanm Rimes é o "The Best" - coletânea de grandes sucessos dela -, lançado aqui no Brasil e cheio de baladas bem legais.

* O livro "Na Luz de Krishna" já está rodando na gráfica e será lançado no início de julho no IPPB. Oportunamente avisarei por e-mail a todos.


Texto <786><20/06/2007>

785 - QUANDO O AMOR DESPERTA A CONSCIÊNCIA, TUDO MUDA!

- por Wagner Borges -

 Ninguém escapa do Amor. Mesmo naqueles espíritos empedernidos no ódio e na teimosia, ele opera sutilmente na casa secreta do coração. Docemente, com grande habilidade, o Amor faz sua morada silenciosa no ser.

O Amor é inevitável! Ele não vem. Já está!

Ao longo das eras, inexoravelmente, sob a ação de muitas experiências e suas repercussões cármicas, todos os seres o encontrarão em si mesmos. Mesmo no seio das trevas conscienciais, ele está!

Silenciosamente, nos bastidores conscienciais, ele opera pacientemente, pois sabe que as coisas mudam, e sempre há chances de eterno recomeço e aprendizado.

Sim, todos estão destinados ao Amor. E não há como alguém mensurar a magnitude do seu poder de transformação no ser. Só se sabe que, quando o Amor é percebido, tudo muda! E nada mais será como antes. E isso não tem tempo ou lugar.

No passado, no presente ou no futuro, no infinito do tempo - Eons? Tempo algum? Quem sabe? -, é o Amor que sempre dá as cartas e bate o jogo.

Ninguém o vê, e, nos momentos de crise - que também suscitam mudanças de paradigmas antigos e desgastados e permite novos aprendizados -, muitos se fecham e até mesmo o negam solenemente. Contudo, ele é paciente e sabe que tudo muda.

Eles surfam no infinito e no céu dos corações, docemente, com grande habilidade. Não há como detê-lo!

Ele conhece tudo e, inexoravelmente, será percebido no momento certo do despertar de cada um. E, quando alguém o descobre viajando pelo céu de seu coração, passa a vê-lo nos demais também. Então tudo muda, e nada mais será como antes.

Um jorro contínuo de bem-aventurança percorrerá todas as fibras de seu ser, dos pés à cabeça, iluminando todos os seus chacras. E energias maravilhosas serão exteriorizadas silenciosamente de sua aura para todos.

Esse é o destino de todos os homens, de todos os lugares. Mesmo que eles ainda não saibam disso e se permitam pensar e agir egoisticamente, o Amor estará neles.

Quem descobre isso, mesmo que de forma parcial e ainda sem ter despertado plenamente, é tomado de grande assombro. Sente que um pouco desse Amor é mais do que tudo já experimentado antes. Percebe que até mesmo os espíritos empedernidos nas trevas conscienciais sentem um pouco disso em si mesmos. Por isso, eles lutam tanto contra o despertar da consciência; têm medo das inevitáveis transformações que o Amor causa nos corações. Sabem que as paredes trevosas que construíram em torno de si mesmos não conseguirão impedir o "big-bang consciencial" de acontecer. Têm medo de que apenas uma centelha desse Amor se torne uma super-nova no céu de seus corações. Então, como autodefesa, dizem-se das trevas. Porém, como todos os seres, eles são do Amor.

Sim, sentir um pouco desse Amor já vale tudo! Faz pensar que mesmo quem carrega trevas nas intenções e nos atos, também carrega um tesouro secreto no coração. Faz pensar que todos os homens são irmãos, mesmo que a maioria ainda não perceba isso adequadamente. Não importa! O despertar é inevitável, e o Amor é paciente.

Lá no meio das trevas do ego está surgindo uma super-nova consciencial. Feliz daquele que já viu essa luz amorosa eclodindo perenemente em seu coração.

Como ensinava o mestre Ramakrishna: "Sem Amor ninguém segue..."

 P.S.: Escrevi essas linhas por inspiração de um Amor sutil que não se explica, só se sente... Não sei como ou por quê. Só senti e escrevi!

Talvez outros também se sintam contentes ao ler essas linhas. E, aí, mais super-novas brilharão em seus corações.

 São Paulo, 23 de maio de 2007.

  

Notas:

 * Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energia - prana , chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.

Os principais chacras, que estão conectados com as sete glândulas que compõe o sistema endócrino, são sete: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.

 * Cármicas - do sânscrito "Karma": "Ação", "Causa" - toda ação gera uma reação correspondente; toda causa gera o seu efeito correspondente. A esse mecanismo universal, os hindus chamaram "carma". Suas repercussões na vida dos seres e seus atos podem ser denominados de conseqüências cármicas.

 * Enquanto passava a limpo esse material, lembrei-me de um texto inspirado, que pode acrescentar algo bem legal nesses escritos. O seu autor é um ocultista anônimo, iniciado nas artes do espírito e do coração. Vamos à luz de seus escritos.

  

RETA MEMÓRIA

 - por S. G. E.: -

 

Esqueçamos as coisas tristes que nos vexaram e humilharam,

As esperanças que, embora há muito acalentadas, nos foram negadas;

Esqueçamos.

 

Esqueçamos as pequenas banalidades que nos atormentaram,

Os erros maiores que por vezes ainda nos pungem;

O orgulho com que algum soberbo nos desdenhou;

Esqueçamos.

 

Esqueçamos as faltas e falhas de nosso irmão,

O ceder às tentações que o assediam

E que ele, quiçá, embora inúteis sejam as mágoas,

Não pode esquecer.

 

Mas bênçãos múltiplas, e passados merecimentos,

Palavras amáveis e atos caridosos - uma multidão incontável,

O pecado vencido, a retidão triunfante,

Recordemos sempre.

 

O sacrifício do amor, o generoso dar,

Quando os amigos eram poucos, o aperto de mão quente e forte,

A fragrância de cada vida de santo viver,

Recordemos sempre.

 

Todas as coisas que foram boas, verdadeiras e graciosas,

Todo bem que haja triunfado sobre o mal,

Tudo quanto o amor de Deus ou do homem haja tornado precioso,

Recordemos sempre.



Texto <785><15/06/2007>