715 - UM NOVO CÉU E UMA NOVA TERRA, NO CORAÇÃO RENOVADO

Nas asas da viagem extrafísica, em ESPÍRITO E VERDADE, para além da matéria, eu vi um Novo Céu e uma Nova Terra.
Parecia que o Céu e a Terra haviam se fundido no mesmo brilho.
Era a mesma luz... em espírito!
E isso era dentro do meu Coração, Lar do TODO!
Lembrei-me das palavras de Jesus:
“Na Casa do Pai há muitas moradas!”
Sim, e eu as vi no Céu do Coração, Terra espiritual, Lar-Luz....
Pois o TODO está em tudo!
Tudo é Ele! Tudo é Ele! Tudo é Ele!
Acima e abaixo; à direita e à esquerda; atrás e à frente; em tudo... é Ele!
Um Novo Céu e uma Nova Terra, tudo dentro da mesma luz, em mim...
E as palavras do meigo Rabi* ecoando das dobras secretas do meu ser:
“Na Casa do Pai há muitas moradas!”
Sim! Lá em cima, com as estrelas; no Astral, com os espíritos; no Céu, com as divindades; e aqui embaixo, em todos os seres e coisas; o mesmo UM, a mesma luz, O TODO que está em Tudo!
E eu descobri que, para ver um Novo Céu e uma Nova Terra, é necessário ter um Novo Coração. Para olhar com outros olhos e sentir de outros jeitos, em ESPÍRITO E VERDADE!
Um Novo Céu e uma Nova Terra, um Novo Coração; ou seja, um Novo Homem!
E, ainda lembrando os ensinamentos do sábio Rabi, que disse:
“Não cai um fio de cabelo que o Pai não saiba!”
Sim, é isso mesmo!
Pois o TODO está em tudo!
Afinal, tudo é Ele! Tudo é Ele! Tudo é Ele!

P.S.: Que os nossos corações sejam novos,
Para que a Luz e o Amor renovem nossas vidas,
Para que sejamos felizes, todos nós, em ESPÍRITO E VERDADE!

(Esses escritos são dedicados a Jesus, o meigo rabi, que um dia ensinou: “De que vale a um homem ganhar o mundo, se perder sua alma?”).

Paz e Luz.

– Wagner Borges –
(sujeito com qualidades e defeitos, carioca radicado em São Paulo, 44 anos de “encadernação”, discípulo de nada e mestre de coisa alguma, espiritualista consciente e que não segue doutrina alguma criada pelos homens da Terra, sejam elas orientais ou ocidentais).

São Paulo, 14 de julho de 2006.

Esse texto foi escrito de improviso no quadro de aula do salão do IPPB, diante das 250 pessoas presentes na palestra pública de toda sexta-feira.

* Rabi: mestre.
<Texto 715><26/07/2006>

714 - NAS ASAS DO GRANDE ESPÍRITO, SENHOR DE TODAS AS VIDAS

(Falando da Vida Após a Morte dos Animais)

- por Wagner Borges -

Enquanto eu meditava, preparando-me espiritualmente para realizar uma aula para o grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB, entrou no quarto um cachorro desencarnado, brincando, latindo e batendo o rabo alegremente.
Percebia o animal pelas vias da clarividência, de olhos fechados, diretamente na tela mental frontal interna (correspondente à área de ação do chacra frontal*).
O cão era um vira-lata normal, adulto, de pelo castanho-claro (mais claro do que castanho), muito alegre e ativo. Ele olhava para alguém à frente, que eu não via, com o qual ele brincava e corria em torno. Contudo, mesmo sem ver a entidade extrafísica no ambiente, eu sentia sua presença tranqüila e amistosa.
Admirado com a alegria do animal, morto na Terra, mas vivo em espírito, cheio de animação, pensei: “Alguém deve estar chorando a perda desse animal. Do jeitinho alegre que ele é, deve estar fazendo muita falta para os seus donos e entes-queridos.”
Então, o espírito em frente se comunicou telepaticamente comigo e me disse o seguinte: “O nome dele é Terry. E ele está muito bem tratado aqui!”
Nesse instante, o meu chacra frontal pulsou, cheio de luz branquinha fluorescente e eu o vi também.
Era um homem alto, de cabelos pretos muito grandes, à moda indígena da América do Norte. Estava vestido de calça lisa marrom-claro, com uma camisa esporte, tipo pólo (por dentro da calça). O cinto era preto. Seus olhos eram bem pretos, brilhantes, e a pele bem moreno-avermelhada. No conjunto, ele mais parecia um mestiço de branco com índio americano, moderno no jeito, mas com uma certa atmosfera ancestral xamânica.
Ele me olhou e riu e na seqüência pegou o cão no colo. O animal se mexia feliz junto dele, tentando lambê-lo todo tempo. Em torno dele havia uma aura amarelo-suave, que irradiava uma atmosfera de segurança e tranqüilidade à sua volta.
Enquanto acariciava o animal em seu colo, ele me olhou firmemente e com simpatia e me disse: “Já que você fala das coisas do espírito para os homens encarnados na Terra, então diga-lhes que até mesmo os animais têm assistência espiritual após o desenlace da matéria. Eles são cuidados e afagados com muito carinho. Há grupos de auxiliares astrais que cuidam especificamente deles em seus períodos extrafísicos. São espíritos dedicados ao bem-estar desses nossos irmãos menores na Natureza.
E mais: peça aqueles que gostam dos animais, que orem na sintonia desses benfeitores invisíveis; para que eles se associem sutilmente com eles, em espírito, na mesma bondade e amor por esses serzinhos tão queridos.
Nenhuma criatura é abandonada pelo Grande Espírito.
O Seu Amor é para todos!
A Sua Luz anima todas as luzes e seres.
Para Ele, todos são iguais na Natureza.
Homens e animais, vegetais e minerais, todos são Seus filhos.
Que aqueles que sofrem com a perda temporária de seu bichinho amado, seja ele qual for, rezem ao Grande Espírito, para confortar seus corações. Mas, que saibam, também, que há outros seres que amam os seus bichinhos, que seguirão cuidando deles nesse imenso universo do Grande Espírito, cheio de vida, em todos os planos.
O meu recado é só esse. Que Manitu** abençoe a sua jornada!”

P.S.: Agora, vou levar esses escritos e compartilhá-los com os meus companheiros de estudo e prática espiritual. Que a jornada deles também seja abençoada por Manitu, Senhor dos homens, dos animais*** e de tudo o mais que existe, seja lá onde ou como for.


Paz e Luz.

São Paulo, 12 de julho de 2006; às 19h50min.


- Notas:
* Chacra Frontal: centro energético situado no campo energético da testa e responsável pelos fenômenos de clarividência e percepção espiritual. Está ligado à glândula hipófise (pituitária).
** Manitu: designação que os índios algonquinos, da América do Norte, dão a uma força mágica não personificada, mas inerente a todas as coisas, pessoas, fenômenos naturais e atividades; O Todo; O Supremo; O grande Espírito; Deus.
*** Enquanto digitava essas linhas, lembrei-me de um outro texto que também fala da questão dos animais após o descarte do corpo denso. Segue-se o mesmo na seqüência.





CONTATOS INTERDIMENSIONAIS
(Verita e o Ancião dos Cavalos)

Ainda agora, durante um trabalho de energia aqui em meu quarto, percebi pela clarividência um velho índio desencarnado. Ele estava com um chapéu bem surrado e acariciava um cavalo. O animal estava preso em um estábulo e parecia ver o espírito. Pelo seu jeito, estava gostando do carinho que lhe era feito.
Mentalmente, saudei o velho índio. Ele fez um gesto com a mão direita e pediu-me para ficar quieto e esperar por uma visão do Grande Espírito (nome pelo qual vários povos indígenas chamam o Criador). Permaneci no mesmo estado tranqüilo em que estava e fiquei observando suas carícias no animal.
Em dado momento, deixei de percebê-los, e uma outra imagem se formou em minha tela mental. Dessa vez, era uma casinha simpática, rodeada por um belo gramado e circundada por belas montanhas verdejantes. Uma luz suave preenchia esse ambiente. A sensação era de paz e vitalidade, integrados na atmosfera daquele lugar. Bem no meio do gramado surgiu a minha amiga Verita (ela foi morar no plano extrafísico há três dias, aos 67 anos).

Ela sorriu para mim e disse:
“Diga para o pessoal que aqui é o meu lugar e que estou ótima. A vida aí na Terra é mata brava. Aqui é pura paz na relva.”

Ela me dizia isso mentalmente e rolava na grama igual criança.
Perguntei-lhe se havia recebido as vibrações que eu havia enviado em sua intenção ontem à noite.

Ela disse:
“Claro! Um dos espíritos hindus da turma do Ramatís (ela era apaixonada pelo espírito Ramatís) trouxe-me ontem um buquê de flores e disse-me que elas eram a expressão de suas energias em minha intenção. Adorei, Wagner. Agora, não se esqueça de ligar e avisar o pessoal de que estou muito bem aqui nesse lugar.”

Ela se afastou rindo, em meio àquele ambiente maravilhoso.
Não vi outros espíritos por lá, mas por intuição sabia que havia uma consciência extrafísica avançada invisível a nós, superintendendo aquele nosso contato.

A seguir, a imagem do lugar se diluiu e voltei a ver o índio e o cavalo. Ele me olhou nos olhos e disse:
“Sou o ancião dos cavalos. Estou por aqui desde os velhos dias. Já vi muita, muita coisa mesmo. Mas, o que mais me encanta é a simplicidade da vida. Como a natureza ensina!... Perceber a luz do Grande Espírito na grama e nas estrelas. Fazer carinho nesse soberbo animal e admirar a doçura de seus olhos. Por sua inocência, ele me vê e sabe o quanto o amo. Se os homens soubessem o quanto os animais vêem espíritos... Para eles isso é natural; estão sem travas psíquicas e nem acumulam as mágoas que entorpecem o coração. São eles, a natureza e sua inocência.
Ainda agora, você percebeu certos efeitos energéticos no céu e parou para refletir em seu significado. Fez muito bem em meditar. O vento e a água (havia uma atmosfera de vento úmido dentro do quarto) deram de presente a você a imagem de sua amiga no outro lado da vida. Ela agora está onde sempre desejou estar! Avise seus amigos e diga-lhes de sua felicidade no novo lugar.
Também diga às pessoas que amam os animais, que as mãos espirituais do ancião dos cavalos estão sempre cheias de luz e prontas para trabalhar a favor da cura dos bichinhos do Grande Espírito. A arrogância dos homens é tão grande que nem lhes ocorre o pensamento de que os animais também têm seus protetores espirituais.
Aproveitando que você é um irmão que escreve, dê um recado desse amigo dos bichos aos homens: ‘Diga-lhes que silenciem o ego e seus tormentos e escutem as mensagens do vento e da chuva. Eles cantam e comunicam verdades sublimes aos corações receptivos. O Grande Espírito toca sua canção em qualquer canto, mas só os animais e os homens de coração aberto é que percebem suas doces harmonias’.
Fique na luz, meu irmão!
O ancião dos cavalos irá agora passear pelos campos do Grande Espírito e aprender com os elementos da natureza as artes da cura espiritual. Veremo-nos outras vezes, em um desses cantos da irmã chuva ou em uma das mensagens do irmão vento.
Paz em seu coração! E também para os seus leitores.”

- Ancião dos Cavalos -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges; São Paulo, 13 de dezembro de 1998).


Texto <714><22/07/2006>

714 - BRINQUEDOS CHEIOS DE LUZ

(Um Recado do Espírito Serginho)

- por Emílio Cid -

- Texto Postado Originalmente na Lista do Grupo de Estudos e Assistência Espiritual do IPPB.

Em todo o mundo existem crianças em situação de risco nas ruas. Seus pais às vezes parecem mais infantis do que elas próprias, são adultos alcoólatras, irresponsáveis e agressivos que na maioria das vezes obrigam as crianças a irem às ruas, aos semáforos para pedir dinheiro. Muitas delas apanham em casa se não chegam com uma determinada quantia. Para essas crianças, ser adulto significa ser malvado, ser ruim, e por isso elas não esperam grande coisa do futuro.
Para essas crianças é muito importante um contato com pessoas adultas boas. Pessoas como nós, que tentam seguir um bom caminho.
Tudo falta para essas crianças: dinheiro, comida, educação, medicamentos, orientação, carinho, compreensão e amor. Mas como toda criança, o que elas mais querem é brincar.
Por isso peço a vocês que comprem um brinquedo baratinho. Segurem esse brinquedo em suas mãos e dêem um passe nele, imantando-o com tudo aquilo que você tem de melhor, enchendo o brinquedo de LUZ.
Depois de fazer isso com muito carinho e paciência, pegue o brinquedo e dê a uma criança que você encontrar na rua.
Ela vai se sentir surpresa por estar ganhando um brinquedo de um desconhecido, mas vai ficar muito contente com ele, não apenas pelo valor material do brinquedo, mas também pelo carinho e pela luz que você colocou nele.
Você, pela lei da ação e reação, sentirá seu coração se encher de alegria por ver a alegria daquela criança.


São Vicente, 21 de junho de 2006.

- Nota: Esse texto foi recebido mediunicamente em uma projeção astral ou, melhor dizendo, em um sonho. Eu estava sonhando que participava de uma sessão mediúnica. O orientador dessa sessão era um projetor muito conhecido nosso.
Em um determinado momento, o orientador perguntou quem gostaria de dar a palavra, e eu me ofereci para começar. Não sabia direito o que iria acontecer.
Então, aproximou-se uma entidade chamada Serginho, que pelo modo de falar e de agir, e também pela maneira como foi recebida, era conhecida de longa data do orientador da sessão. Houve um envolvimento muito forte durante a mensagem, e em seguida eu acordei com uma lembrança muito vivida da experiência.
Não sei se foi sonho, não sei se foi uma projeção extrafísica, não sei se foi uma comunicação real ou minha simples imaginação, mas, por via das dúvidas, vou seguir o tal conselho, e espero que vocês gostem da mensagem.

Abraços a todos.

- Nota de Wagner Borges: Emílio Cid é meu amigo e faz parte do grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB. Ele mora em São Vicente, cidade da baixada santista. É espiritualista e professor de Esperanto.
Emílio é um dos amparadores encarnados do site do IPPB. É ele que converte as gravações do programa Viagem Espiritual e as disponibiliza na seção Rádio IPPB.
Para mais detalhes sobre o seu trabalho com o esperanto, favor acessar o seguinte endereço na Internet: http://www.tejo.org/uea/Emilio_Cid

Texto <714><22/07/2006>

713 - VOANDO ESPIRITUALMENTE NAS ONDAS DA SERENIDADE

(O Chamado dos Sábios Espirituais da Morada do Dragão)

Amigo, é hora de voar espiritualmente.
Lá da Montanha sagrada de Kun Lun, lar dos sábios taoístas, ecoa um chamado secreto. O seu eco sutil atravessa as distâncias e evoca o Chi que cura o espírito.
Escute o seu coração, pois ele ouviu o eco além dos ruídos do mundo.
Alguém disse: “Lá da Morada do Dragão, os mestres chamam os viajantes extrafísicos. É hora do encontro, além do corpo, em meio às estrelas, filhas do Todo.”
No silêncio da noite, curve sua cabeça e agradeça a quem lhe concedeu a dança da vida nas ondas do Chi. Aquele Poder, que não pode ser definido pelo homem: o Tao!
Pense no sorriso sereno dos sábios e apenas solte-se na noite, deslizando...
Medite no olhar lúcido e brilhante dos amigos espirituais... e encontre-os!
Enquanto o seu corpo adormece, você atende ao chamado da Morada do Dragão.
Como a música que se propaga pelo ar, você segue os ventos do espírito...
Como os sábios ensinam, monte no dragão de Chi e voe livremente.
Com modéstia, aprenda os ensinamentos daqueles que são serenos e livres.
Pondere sobre o amor incondicional que eles emanam naturalmente.
E observe a alegria deles, despojados das peias do egoísmo e da arrogância.
Eles riem com o olhar e conhecem profundamente cada viajante espiritual.
Pelos nove mundos siderais eles viajam ensinando as artes da serenidade.
E são eles que agora chamam, lá das montanhas sagradas de Kun Lun.
É hora de voar, para aprender e trabalhar, em espírito, nas ondas do Chi...
Na Morada do Dragão, todos sabem quem é o verdadeiro Poder do Universo:
O TAO!

P.S.: Amigo, seja como a música: apenas solte-se pelo ar, serenamente...
No silêncio da noite, aprenda com os sábios as artes da paz-ciência.
E não se esqueça de agradecer a quem lhe concedeu a graça de dançar no Chi.
Os sábios ensinam: “Nos nove mundos siderais, sábio é o TAO, UM de todos.”

- Tao-Chi –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 27 de junho de 2006).

- Notas:
* Tao-Chi: Equipe extrafísica de amparadores ligados à egrégora (atmosfera espiritual) do Taoísmo. Originalmente eram duas equipes: a equipe Tao e a equipe Chi. Posteriormente, as duas equipes se fundiram numa só: Tao-Chi.
Esse grupo me passa ensinamentos oriundos do Taoísmo adaptados à realidade ocidental e aos estudos espirituais modernos, notadamente sobre as projeções da consciência e os estudos de Bioenergia.
São exímios manipuladores de energia e ajudam muitos projetores.
* Nove mundos siderais (nove mundos celestiais, nove mundos espirituais): isto é uma antiga metáfora taoísta para os nove planetas em órbita do Sol. Pode ser considerado também como uma metáfora para os várias planos extrafísicos.
* Chi (do chinês): força vital, energia.
Dentro dos ensinamentos taoístas, a força vital é polarizada na natureza das coisas em dois aspectos fenomênicos: o Yin e o Yang, as alternâncias do Chi, as polaridades da energia.
* Tao (do chinês): "O Caminho"; "a essência de tudo"; "O Todo". Na verdade, o TAO não pode ser descrito ou explicado por palavras humanas. Por isso, deixo a cargo do sábio Lao-Tzé uma explicação mais apropriada:

"Há algo natural e perfeito, existente antes de Céu e Terra.
Imóvel e insondável, permanece só e sem modificação.
Está em toda parte e nunca se esgota.
Pode-se considerá-lo a Mãe de tudo.
Não conhecendo seu nome, chamo-o TAO.
Obrigado a dar-lhe um nome, o chamaria Transcendente."

- Lao Tzé - in "Tao Te King" – China, Século VI a.C.

* Sobre a expressão “Morada do Dragão”, fantástica metáfora espiritual criada pelos sábios chineses de outrora, lembrei-me da apresentação que o meu amigo, o jornalista e escritor Marco Antonio Coutinho (autor do livro “Além do Corpo” – Editora Mauad, e um dos pesquisadores mais sérios do país sobre as saídas do corpo), fez para a página de abertura de seu site sobre experiências fora do corpo, que ele chama carinhosamente de Morada do Dragão.
Penso que o Marco Antonio pegou bem o espírito da coisa; ou, melhor dizendo, o espírito do dragão.
Segue-se a mesma logo abaixo:
“O nosso mestre de cerimônias é o Dragão. Como um réptil, ele percorre caminhos, conhecedor dos mais íntimos segredos da terra. Como um ser alado, eleva-se para novas e reveladoras comunhões celestes. Assim somos nós. Ou podemos ser... E assim, espero, serão nossos encontros.
Este espaço é dedicado ao padrinho Vento, e apresentado pelo Dragão. Para que todos nós possamos estar juntos e crescer, amparados pela força protetora de nossa Amizade.”
Coragem e Paz,
Marco Antonio Coutinho.
Site na Internet: http://www.marco.antonio.nom.br

* Para melhor compreensão dos leitores em cima dos temas taoístas abordados, reproduzo na seqüência uma outra mensagem do grupo extrafísico do Tao-Chi, publicada originalmente no meu livro”Viagem Espiritual Vol. III”.





TAO-CHI

Nos nove mundos celestiais nasce aquele que dá o sopro e o movimento vital a todos os seres, formados e não formados.
É chamado simplesmente de “CHI”.
É gerado pelo “TAO”.
Está dentro e está fora.
É e não é; é vazio e cheio.
É raso e profundo.
É dois e é Um.
Está no Sol e na Lua.
Mora na alma e no corpo.
Movimenta as mãos e os pés.
Tonifica o cérebro e a base da coluna.
É branco e preto.
Não é visível, mas cria o que é visível.
É água e fogo, terra e ar.
Quem sabe manipular o CHI, no corpo e na alma, é rico de consciência.
Encanta a si mesmo e brilha sem precedentes.
Olha o Sol e a Lua e vê a si mesmo brilhando.
Nos nove mundos gerados pelo TAO, o CHI é a maior riqueza de todos.

* * *

Os Nove Mundos Siderais lhe pedem:
Tenha coragem para viver e morrer; e viver sempre.
Tenha coragem de amar e servir; de enfrentar as ilusões; de querer ser sábio e simples; de encher-se de luz e de banhar de amor todos os seres.
Os Nove Mundos Extrafísicos lhe pedem:
Tenha coragem de ser honesto consigo mesmo e com todos; tenha coragem de se abrir à vida, sem medos e sem barreiras emocionais; tenha coragem de ser música em si mesmo e de irradiar o “SOM FELIZ”.
O vento sopra, o fogo queima, o mar se move, tudo vive, pois o TAO a tudo provê.
A essência das coisas criadas é o CHI manifestado.
Os grandes sábios sempre souberam dessa verdade sem precedentes.
Intuídos por um amor sublime, descobriram o caminho do TAO.
Renunciaram ao ego destruidor e realizaram o TAO em si mesmos.
Externamente eram quietos, internamente amavam a tudo e a todos.
Faziam da não-ação a maior ação. Não se exasperavam perante as provações; não se incomodavam se não fossem amados. Por isso, o TAO os abençoou.
Hoje, vivem livres de matéria, soltos na natureza espiritual, plenos de CHI e cheios de amor.
Estamos lhes convidando a trabalharem conosco.
Venham ao TAO-CHI e sejam bem-vindos.
Serenidade, ponderação e consciência.
Amor puro no trabalho.
Servir sem aparecer.
Doar a si mesmo.
Fluir com a vida.
Ter coragem de viver.
Ver o melhor lado das pessoas.
Esquecer as ofensas.
Ter vergonha de ser medíocre.
Ter disciplina.
Ter moderação nas atividades e nos hábitos adquiridos.
Usar a saudade como trampolim para crescer e amar mais e melhor.
Sorrir mais e rir de si mesmo.
Não tolerar o mau em si mesmo.
Não admitir idéias mesquinhas.
O caminho para o TAO é o seguinte: só segue firme quem é firme!
Nós esperamos de vocês atitudes corretas e boa vontade de crescer.
Sigam qualquer caminho bom, pois todos eles darão no TAO supremo e benfeitor de todos.
Escolham uma hora adequada e posicionem-se com boa vontade.
Concentrem-se em TAO-CHI e fiquem ricos.
Durmam com TAO-CHI na mente.
Sonhem com TAO-CHI e nos encontrem no CHI extrafísico.
Tenham confiança, paciência e perseverança.

- Tao-Chi -

* Enquanto passava essas linhas a limpo, pensei em enriquecê-las com algum texto taoísta. Daí fui até o site da Sociedade Taoísta do Brasil e encontrei um ótimo texto do sacerdote taoísta Vitor Nascimento, onde ele fala sobre os aspectos espirituais da Montanha Sagrada de Kun Lun no contexto chinês.
Segue-se o mesmo abaixo.





RETORNAR AO KUN LUN

“Subir a Montanha Sagrada Kun Lun, na China, significa elevar-se espiritualmente.”

- por Vitor Nascimento -

Desde os tempos imemoriais, muitas sociedades tradicionais consideravam que a existência humana só era possível graças a uma comunicação permanente com o mundo celestial.
Esta comunicação era garantida pela existência de aberturas (no alto e embaixo), através das quais colunas ou pilares cósmicos sustentavam e ao mesmo tempo faziam a ligação entre o “nosso” mundo, o que estava acima e o que estava abaixo dele.
Aquelas sociedades consideravam que este eixo (axis mundi) que liga e sustenta o Céu e a Terra possuía uma característica importante: ele se situava no centro do mundo. Mas esse mundo, sagrado por excelência, não era uma mera fantasia, pois para aquelas sociedades, era o sagrado que propiciava o verdadeiro sentido da realidade, isto é, viver o mais próximo possível dos locais das manifestações dos mestres ou divindades, repetir seus gestos, suas palavras, praticar seus ensinamentos; tudo isso fazia com que aquelas pessoas pudessem viver em uma atmosfera impregnada de realidade. Portanto, a manutenção daquela ligação era imprescindível para a existência dos “dez mil seres” (tudo que existe).
Existem algumas imagens que exprimem a ligação com o mundo celestial além da coluna (ou pilar). Entre elas estão a escada, a árvore (ou tronco) e a montanha.
Muitas culturas falam de Montanhas Sagradas que se situam no “centro do mundo”, como o Meru na Índia, o Harabereizati no Irã, o Gerizim na Palestina, o Kun Lun na China, entre tantas outras.
Da mesma forma, muito templos se espelham no simbolismo da Montanha Sagrada, e assim possuem em seus nomes termos que se referem àquela imagem: Templo da Montanha, do Monte ou da Nuvem (que encobre as montanhas), como é o caso do Monastério da Nuvem Branca em Beijing.
Subir a montanha Sagrada significa elevar-se espiritualmente, ao mesmo tempo em que representa também uma viagem ao centro (do mundo). E, se entendermos o centro como origem, então a busca pela Montanha Sagrada significa também o Caminho do Retorno, o retorno à origem, ao Tao.

O MONTE KUN LUN

O Kun Lun é uma das Montanhas Sagradas mais importantes da China. Não se sabe o sentido do termo Kun Lun, que a julgar pelo ideograma é anterior à escrita chinesa. Existe o Kun Lun no nível físico: trata-se de uma cadeia de montanhas na região leste da China e que faz parte do conjunto montanhoso dos Himalaias.
O nome da montanha “física” foi dado em homenagem à Montanha Sagrada. Em relação a esta última, conta a tradição taoísta que, quando as cinco forças criativas do universo revelaram seus conhecimentos, criaram assim a ordem no Universo, e nesse momento ergueu-se de um imenso oceano o Monte Kun Lun, que foi assim descrito: “Era uma ilha gigantesca e íngreme, cercada por fortíssimas ondas de nove quebras; sustentava um grande tronco no alto do qual havia um continente (...).”
O Monte Kun Lun inteiro é chamado de “Cidade Inferior do Rei de Jade”, pois representa o mundo material que é governado por ele. O Rei de Jade simboliza a consciência universal. Ainda segundo a tradição, o Kun Lun é a morada de todos os deuses: “Todos os homens sagrados, imortais do mundo sob o Céu, têm seu governo no alto do Monte Kun Lun, no continente da coluna.” Dizem que esta coluna seria feita de bronze polido, com um diâmetro de cerca de três mil léguas e sua altura chegaria aos céus. O Monte Kun Lun Sagrado é entendido como sendo uma escada que conduz ao Céu, já que se trata de uma montanha feita de infinitas dimensões. Existe um Monte Kun Lun acima do outro: quando se consegue entrar no primeiro nível da montanha ainda tem o segundo, terceiro, quarto níveis, e assim sucessivamente. Seguindo o caminho do Monte Kun Lun chega-se à mais alta hierarquia espiritual.
Por isso o Kun Lun é considerado pelo taoísmo como o símbolo da Montanha Sagrada que conduz o praticante à realização da grande obra espiritual.
Antigamente havia uma fotografia em nosso templo, na Sociedade Taoísta do Brasil, do Mestre Liu da Ordem da Espada, da Escola da Tradição dos Imortais Kun Lun (Escola Kun Lun). Mestre Liu queria subir o Monte Kun Lun Sagrado, e para isso buscou uma entrada a partir da montanha “física”. Ele foi para lá e em estado de meditação profunda fez três tentativas para entrar. Na primeira e na segunda não obteve sucesso, mas na terceira conseguiu.
Ao entrar, viu-se em uma grande montanha, com uma grande floresta, diferente do lugar em que estava. Lá encontrou seus mestres e o Patriarca de sua Escola lhe esperando. De lá, ele e um dos mestres começaram a subida da montanha, que era muito alta, e assim levaram dias, semanas para subir. Durante o caminho, o mestre ia explicando a seu discípulo o que era, e o que significava cada lugar, cada planta, animal, rocha, riacho e fonte que encontravam. Havia árvores, animais e toda uma natureza desconhecida da humanidade.
Em um dado momento, chegaram a um lugar em que havia uma árvore frondosa, gigantesca, e sob ela, já envolvido pelo cipó, um velhinho sentado em estado meditativo. Sua barba e cabelos longos cobriam o chão. Nesse momento o mestre de Liu disse-lhe: “Não fique aí parado, feche os olhos, ajoelhe-se e reverencie”.
O mestre depois explicou: “aquele em meditação é o nosso patriarca, o primeiro corpo do nosso patriarca, ou seja, ele saiu do mundo físico e entrou no mundo do Kun Lun espiritual. De lá, meditou de novo, transcendeu de novo, criou outro corpo e foi para o outro Monte Kun Lun, deixando o corpo parado lá, em meditação, há centenas de milhares de anos. Ele não está mais naquele corpo, está em outro nível do Kun Lun, mas tem que reverenciar, pois é o primeiro corpo ascencionado do patriarca da Linhagem Kun Lun.”
Portanto, o Patriraca já havia seguido para o segundo ou terceiro nível do Kun Lun, e o Mestre Liu estava ligado ao primeiro nível.
Conta-se que aos 95 anos de idade, Mestre Liu reuniu algumas pessoas entre discípulos e iniciados e falou: “Vou retornar ao Kun Lun”. Então ele se sentou e simplesmente “desligou-se” - o espírito dele foi pelo menos para o primeiro nível e lá deve estar continuando o seu trabalho espiritual para poder ascender aos outros níveis.
A Tradição Taoísta propicia ao praticante caminhos para a realização espiritual e o Kun Lun representa o estágio mais elevado dessa realização. Sua grande altura, forma íngreme e as fortes ondas, indicam que o acesso não é fácil, mas que, com trabalho, torna-se uma condição possível e segura de se atingir, porém, é preciso “dar a partida” com simplicidade, afetividade e humildade. Se o Caminho começa debaixo dos pés, como diz Lao Tsé, então vamos começar, ou melhor, vamos “Retornar ao Kun Lun”.

(Texto extraído do Jornal Tao do Taoísmo - Número 14 – disponível para leitura no site da Sociedade Taoísta do Brasil, no seguinte endereço específico: http://www.taoismo.org.br/stb/modules/dokuwiki/doku.php?id=retornar_ao_kun_lun).

- Nota de Wagner Borges: Vitor Nascimento, autor desse artigo, é professor e sacerdote Taoísta, além de Geólogo e Geógrafo.
O site da Sociedade Taoísta do Brasil apresenta diversos textos oriundos dos ensinamentos ancestrais dos sábios chineses – www.taosimo.org.br


Texto <713><18/07/2006>

712 - NO SOLO COLO DA TERRA!

- por Maurício Santini -

A Terra se resfria e o mar se levanta, invade e alastra o vírus para toda a humanidade. Nascem os maremotos.
Quem mandou pegar a friagem dos corações sem ardência?
A Terra gripa e a coriza forma as enchentes. Foi um golpe de vento que trouxe as bactérias da irresponsabilidade.
Quem mandou o homem jogar o lixo dos seus pensamentos pelas alamedas do seu próprio destino? Entopem os bueiros da alma e vazam suas veias de aflições.
A Terra tem calafrios e treme de frio e de medo. Um tremor de terra sacode o corpo. Vem o terremoto.
Quem mandou as emoções pesadas tomarem conta da raça humana?

A Terra sofre de ansiedade e uma ânsia vem à boca. A Mãe tem enjôos freqüentes e vomita suas esperas pelos filhos pródigos que nunca vêm.

Dá aquele solavanco na barriga e surgem assim os tsunamis.
Jatos e ondas de tristeza varrem as areias. As vidas se afundam na própria inconsciência.
A Terra é alérgica à poeira das idéias mais sórdidas. Brotam as erupções na derme do planeta, os vulcões eclodem suas lavas.
Quem mandou contaminarmos a mente com mentiras?
Os vendavais são sopros ofegantes de uma Terra com falta de ar!
Sobra a ignorância e devasta-se a natureza.
Os temporais são lágrimas de desabafo de uma Terra com falta de fogo divino, de luz, órfã de Pai Sol.
Oh, Pai! Vem a aridez, a secura, o deserto dos corações e a Terra racha sua pele.
Daí surgem as lacunas e as fendas!
Seus cabelos secos queimam-se com a falta de lucidez dos que andam sobre seu couro. E mais uma floresta é crestada, mais folhas jazem pelo chão.
Oh, Mãe quanto tempo mais nos resta para deitar no teu solo colo?
Quantas vezes mais poderemos encostar nossos sonhos sobre teus bancos de areia?
E beber das fontes cândidas do oceano da tua sabedoria?
Mãe-Terra, berço e acalanto!
Embala-me na esperança dos bons ventos.
Nutra-me do leite e do mel da tua doçura.
Deixa-me beijar teu rosto, acarinhar teu corpo, ser teu filho verdadeiro e fiel.
Plantarei árvores da vida pela vida.
Regarei as plantas dos meus pés.
Cultivarei as raízes do bem.
Dançarei na chuva e sentirei o toque sereno das águas nas mãos.
Incensarei os ares com pensamentos mais felizes.
Andarei sobre tuas costas como um viajante de luz.
E assim, ao levar o candeeiro à escuridão, possa ser eu o filho que mais te ama e que se protege na infância; o ser humano que te protege na velhice e o eterno homem grato por você ainda existir!
Benção, Mãe.

- Nota de Wagner Borges:
Mauricio Santini é jornalista, escritor, poeta e espiritualista. É meu amigo há muitos anos, e sempre me emociono com os seus textos brilhantes e cheios de daquele algo a mais que só os grandes escritores e poetas possuem. Para ver outros textos dele, é só entrar em sua coluna na revista on line de nosso site - www.ippb.org.br

Texto <712><14/07/2006>