531 - RIOS DE LUZ

Há vários rios de luz correndo pela estrutura interna do Atman (1). São veias do divino transportando as ondas de Brahman (2).

Quem poderá impedir seu trânsito sutil rumo às águas do oceano de Brahman?

Que homem poderá seccionar as linhas sutis que obrigam-no a consecução de sua ação portentosa?

Que arma poderá represar a luz divina nas fibras espirituais do Ser?

O Atman é puro brilho! Não nasce nem morre. É indivisível, indestrutível, eterno. É luz imperecível!

Por ventura, alguém, em qualquer tempo, já enterrou ou cremou um Ser de luz?

Que cemitério ou crematório poderá conter os restos mortais daquele que é imortal?

Algum repositório poderá conter o Atman, pura essência de Brahman?

Os rios sutis estão cheios de lótus brilhantes. Quem navegará com a devida doçura por suas águas?

Quem jogará as redes do Amor para pescar o peixe do Samadhi? (3)

Atman, Um de Brahman!

Navegue com sabedoria.

Navegue com amor.

Navegue...

Pois os rios de sua própria essência sutil o conduzirão ao oceano da grande realização.

Os invólucros (4) densos nascem, crescem e morrem. Que tem o Atman com isso?

Essência sutil, é o que permanece. É o real!

Nunca ganha ou perde, apenas é!

Medite: "Inclino-me perante a Brahman, essência sutil de minha essência, eterna fonte de amor. Seja feita a sua vontade!"


- Um Sábio que ama vocês -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 07 de dezembro de 1998.)

- Nota de Wagner Borges (Escrita em 16 de junho de 2004): O mestre espiritual que me passou esses escritos é um dos rishis (sábios) que inspirou a compilação dos ensinamentos espirituais contidos nos Upanishads. Ele não quer nenhuma ostensividade em relação a sua pessoa, pois, segundo ele, o que importa é a qualidade da informação em si, e não o mensageiro que a leva. Ele é um dos amparadores anônimos que muito ajuda o mundo em seu silêncio operante e perene.
Guardei esse texto dele por anos, por considerá-lo complexo demais para uma leitura em aberto, sem dar a devida interpretação baseada nos Upanishads. Contudo, lendo-o hoje, senti vontade de postá-lo assim mesmo. Independente da linguagem e do conteúdo hinduísta das expressões, penso que fica claro para o leitor a idéia da imortalidade do espírito. A noção de que o espírito é divino, é Deus manifestado nos planos fenomênicos. O ensinamento oriundo dos Upanishads (essencial nos estudos de Vedanta): “O Atman é Brahman, Brahman é o Atman! Tudo é UM!”
Fica evidente no texto desse sábio aquela mesma inspiração que deu vida aos Upanishads há três mil anos, nas orlas das florestas da antiga Índia, onde os rishis ensinavam as verdades do espírito. Suas luzes sutis também permeiam esses escritos de agora, pois a fonte é a mesma.
Peço ao leitor atento, que releia o texto agora, com outros olhos, de coração aberto, para respirar o sopro vital do Eterno inserido nessas palavras de sabedoria. Para beber dessa fonte invisível que mana sabedoria em forma de letras, mas, que, em verdade, sacia a sede do espírito com as águas da divina percepção.
Que do país silencioso dos rishis, nas alturas etéreas da Bem-Aventurança, possa fluir ao leitor consciente as emanações serenas daqueles que velam secretamente pelos destinos da humanidade. Que, de espírito a espírito, além das palavras e dos condicionamentos, haja compreensão silenciosa.
OM BRAHMAN!

- Notas do sânscrito:
1. Atman: O espírito; A Centelha Divina; A Essência espiritual imperecível.
2. Brahman: O Supremo; O Todo; O Absoluto; Deus.
3. Samadhi: Expansão da consciência; Consciência cósmica.
4. Invólucros: Corpos; Envoltórios (em sânscrito: “Koshas”).

Texto <531><25/06/2004>

531 - CURA ESTELAR

1
Ego inchado,
Experiências mil,
Carma* agindo,
Consciência refletindo.

2
Ação deletéria,
Obsessão em curso,
Carma agindo,
Novo grupo familiar.

3
Ebulição emocional,
Discernimento detonado,
Carma agindo,
Ligações perigosas.

4
Consciência operosa,
Cura interior,
Repercussões interdimensionais,
Amizades infinitas.

5
Discernimento e amor,
(Sol nas almas),
Luz em curso,
Expansão da consciência.

6
Estrelas no coração,
Coração no Universo,
UNIÃO!
O TODO em tudo!

7
Abra as portas do coração.
Ilumine a consciência.
Liberte-se da dor do ego.
As estrelas estão com saudades.


Paz e Luz.


- Wagner Borges -
São Paulo, 18 de junho de 2004.

* Carma (do sânscrito “Karma”): É a Lei de Causa e Efeito Universal.

Texto <531><25/06/2004>

531 - ALIMENTO NO AR

(Um Relato Projetivo de Assistência Extrafísica)

Fui dormir pensando em ajudar. Como tantas outras noites, eu pensei em auxiliar; lembrei-me do que está ocorrendo no Iraque e visualizei que estaria por lá para dar uma força, uma luz ou qualquer outra coisa que eu pudesse estar fazendo fora do corpo para ajudar.

Entre o fechar dos olhos no corpo e o abrir de olhos astrais (1), percebi entre nuances de sonhos que estava num lugar de muito sofrimento e dor. Mas não era o Iraque, eu estava na África.

Havia centenas de corpos pelo chão e eu sabia que aquela gente tinha morrido de fome.

Na hora, lembro que fiquei surpreso, pois em minha cabeça ninguém mais morria de fome na África, mas a pessoa ao meu lado, ou devo dizer “a voz astral que falava comigo” mentalmente, foi me explicando que nada exatamente tinha mudado, porém eu estava lá para ajudar e ela me pediu para me concentrar numa palavra como mantra : “MAYA” (2).

Ela me explicou que toda vez que eu estivesse perdendo o controle, ou profundamente comovido emocionalmente pelo que estivesse vendo, eu me concentrasse nessa palavra, para manter a lucidez e lembrar-me que tudo aquilo não era exatamente o que parecia, e que eu precisava ir além daquela cortina de morte e enxergar vida, se eu quisesse realmente auxiliar.

Então, vi um rapaz negro no chão, e eu sabia de alguma forma que ele era jovem, mas aparentava ser muito mais velho com sua pele enrugada no rosto e o corpo esquelético. Ele estava mais morto que vivo, apenas uma pequena luz na sua nuca (3) parecia ligá-lo a sua existência na Terra. Para a minha surpresa, ele estava sorrindo; o que me trouxe a idéia que talvez ele estivesse nos vendo e soubesse que logo seu sofrimento estaria acabado.

Preparei-me, pensando que teria que ajudar o rapaz a sair do corpo de vez, como já havia feito tantas vezes antes, mas o meu guia disse que eu não projetaria minha energia no rapaz, e sim naquilo que ele estava vendo, pois era a única coisa que o mantinha vivo.

Inicialmente, eu não entendi, mas acabei me dando conta do que o guia falava e para o que exatamente o rapaz estava sorrindo: havia imagens de comida flutuando no ar, ao seu redor.

Morrendo de fome, ele tinha criado formas mentais de alimentos no astral, e ali entre a fronteira da vida e da morte, de alguma forma ele podia ver o que tinha criado e estendia o braço para pegar o alimento, sem conseguir.

O seu esforço para conseguir alcançar aquela comida imaginária era tanto, que era a única coisa que o mantinha ligado à Terra.

Não levou muito tempo para que eu conseguisse limpar aquelas imagens, e tão logo o alimento se esvaiu no ar, o rapaz fechou os olhos e a luz na sua nuca apagou.

Eu não lembro muito mais depois disso, mas eu recordo bem as palavras do Guia em minha cabeça, antes que eu acordasse:

“Guerra ocorre todos os dias, não só no Iraque, mas ali mesmo na África, em Diadema, na Rocinha ou em qualquer outro lugar onde alguém morre por falta daquilo que temos de sobra e ainda não aprendemos a compartilhar: o Amor.”


- Frank -
Londres, 25 de Abril de 2004.

Notas de Wagner Borges: Frank é o pseudônimo do nosso amigo Francisco, participante do grupo de estudos do IPPB e da lista Voadores, que atualmente mora em Londres. Ele escreve textos muito inspirados e nos autorizou a postagem desses escritos. Há diversos textos dele postados em sua coluna da revista on line de nosso site, e em nossa seção de textos projetivos e espiritualistas em meio aos diversos textos já enviados anteriormente – www.ippb.org.br

Peço permissão ao Frank para inserir três notas explicativas em cima das expressões usadas em seu relato projetivo.

1. Esse estado transacional é típico dos estados alterados de consciência, onde o foco da consciência troca de centro, dos sentidos físicos para os sentidos astrais (parapercepções do psicossoma). É chamado pela Medicina de estado hipnagógico (de hipnagogia), limítrofe entre a vigília e o sono. Quando ocorre na volta do sono para a vigília, é chamado de estado hipnopômpico (de hipnopompia). Ambos são estados alterados da consciência e tem muito a ver com diversas visões e sensações decorrentes de sintomas projetivos ou parapsíquicos.

2. Maya (do sânscrito): Ilusão.

3. É na base da nuca que fica conectado o principal filamento do cordão de prata, elo de ligação vibracional entre o corpo espiritual e o corpo físico, ramificado vibracionalmente para dentro da cabeça e tendo o seu ponto de conexão na glândula pineal (epífise), bem no centro do crânio, logo abaixo dos dois hemisférios cerebrais.

Sobre isso, ver o capítulo específico sobre a localização do cordão de prata nos corpos no meu livro “Viagem Espiritual II” – Ed. Universalista.

OBS. O livro está disponibilizado para leitura gratuita em nosso site – www.ippb.org.br

Texto <531><25/06/2004>

530 - ENSINAMENTOS ESPIRITUAIS DE SANAT KHUM MAAT

(PROJEÇÃO DA CONSCIÊNCIA, MATURIDADE CONSCIENCIAL E DICAS PSICOFÍSICAS)

1. Dias de tempestade não são bons ou ruins, são apenas o jogo climático da natureza e seus procedimentos de limpeza atmosférica. Porém, aquelas tempestades de mau humor que assolam o coração são nefastas e antinaturais.

Essas não são da natureza, são do ego, e não limpam a atmosfera emocional onde ocorrem, pelo contrário, sobrecarregam o fígado e deixam os olhos congestionados de confusão.


2. Não é na calada da noite que os assédios espirituais ocorrem. Eles acontecem simplesmente por sintonia, na calada sombria dos sentimentos nefastos que se escondem nos corações que não são dignos.

Há pessoas carregando calabouços cheios de ódio e intriga no próprio coração.

3. Quem se utiliza suas capacidades parapsíquicas para obter domínio sobre os outros e manipulá-los, ou mesmo para praticar assédios interdimensionais, é um tolo! Pois enquanto pratica os seus desmandos, já está em ligação direta com os seres trevosos que também gostam de tais coisas negativas. E eles têm mais experiência nisso, e fatalmente acabarão por manipular o tolo que lhes der guarida por sintonia de propósitos.

Quem semear confusão e desmandos, principalmente na seara espiritual, colherá espiritualmente o fel que projetar no mundo.


4. Os amparadores trabalham sob o prisma da Cosmoética (1). Por isso, não julgam o comportamento de ninguém. Contudo, isso não significa que eles não estejam atentos ao que as pessoas fazem. Eles sabem o que se passa no mais íntimo de cada um, e procuram olhar aquilo que seja sadio, mas não costumam compactuar com a leviandade e as tolices que percebem.

Eles sempre aproveitam o que for positivo nas atitudes das pessoas, e deixam o lixo psíquico delas para o tempo e a Lei do Carma acertarem.


5. Visualize uma coluna de luz branca brilhante descendo do Alto sobre sua cabeça. Pense num oceano de serenidade espiritual desaguando sobre você.

Sintonize as "águas etéreas", fonte de cura e inspiração. Por meio da coluna luminosa, e ligados ao coração que labora com dignidade e compaixão, os devas (2) aportarão os eflúvios balsâmicos e curadores da alma. Eles são os guardiões dos templos de cura no Astral superior e nos níveis do plano mental.

Pense nisso: as águas etéreas cheias daquela serenidade que não é desse mundo, mas que são oferecidas a todos aqueles que sintonizam com os valores mais altos da consciência.

As colunas brilhantes são avenidas interdimensionais para os devas.


6. Muitas pessoas procuram os fenômenos parapsíquicos espalhafatosos, mas o amparo espiritual é sempre sutil e de acordo com os méritos de cada um.


7. O projetor consciente não é só aquele que busca a lucidez extrafísica durante os seus bordejos extrafísicos, mas aquele que busca ser útil com essa lucidez.


8. Sair do corpo é algo natural, mas também é natural que o medo do desconhecido se apresente nos momentos mais inoportunos das vivências espirituais. A razão recomenda que, mediante o estudo ponderado e amoroso da espiritualidade, o desconhecido se transforme em conhecimento, e o medo em amor. Logo, o conhecimento aliado ao amor alçará o projetor aos planos da sabedoria.


9. A dignidade não está na postura altiva do corpo, mas no brilho que emana do coração e projeta-se pelos olhos. Esse brilho é portentoso, muito embora no plano físico raros o percebam.


10. Serenidade e modéstia são as companheiras fiéis dos sábios.


11. As saídas do corpo e a mediunidade precisam ser temperadas com altas doses de maturidade, amor e boa vontade de evoluir. Essas não são áreas de estudo para pessoas presas a objetivos mundanos e posturas pulsilânimes.

Quem trafegar por essas áreas sem o embasamento espiritual compatível com os valores mais elevados, certamente padecerá de intrusões psíquicas indesejáveis. Porém, que aqueles que estudam seriamente tais temas sintam-se cada vez mais estimulados em seus estudos e trabalhos, pois nunca lhes faltará o amparo sutil justo.

12. Mentes obtusas não suportam objetivos magnos. E sentem-se afetadas por questionamentos profundos. Como defesa do ego inferior, costumam projetar fortes camadas de leviandade e ironias cáusticas para permanecerem impermeáveis aos chamados do despertar superior.

13. O justo é o justo! A cada um de acordo com os seus procedimentos.

14. Visualize uma gema azulada brilhante incrustada dentro da testa (chacra frontal). Projete os raios azulados dessa gema para baixo, como um poderoso feixe brilhante que irradia para dentro do corpo, desde a testa até os pés.

Pense no TODO! Sinta-se ligado ao Supremo Hierofante (3), o mestre de todos.

15. Os grupos de pessoas que se reúnem para práticas espirituais voltadas para o bem da humanidade, independente de suas linhas de trabalho, são muito úteis no contexto geral da humanidade, pois formam bolsões luminosos (egrégoras) (4) que são utilizados pelos amparadores ligados aquele trabalho em seus diversos processos de assistência invisível.

16. A virtude de um sábio não vem da adoração cega que os discípulos e simpatizantes fazem a ele, mas de sua capacidade de irradiar amor e serenidade para o bem de todos os seres. Um mestre não pertence ao seu grupo de discípulos nem a alguma linha espiritual específica, pois ele é igual a um sol consciencial, e a sua luz é para todos. Pena que a cegueira dos seguidores não permita a eles o discernimento e o universalismo para compartilharem o bem que receberam com aqueles que nunca tiveram a mesma oportunidade de aprendizado espiritual (5).

17. Um projetor sadio é uma jóia incrustada na pele do mundo. Mas ele tem a noção correta de que a maior parte do seu brilho vem do aporte silencioso dos amparadores que assistem o seu trabalho. Ele sabe que nunca está sozinho, e sabe que não sabe tudo. E tem consciência de que a projeção espiritual é apenas mais uma ferramenta parapsíquica para o seu crescimento, mas não a única. Por isso, ele estuda de tudo, com a mente aberta e o coração generoso.

O projetor sadio sabe que é apenas um ser humano comum, com o mesmo potencial de todos os outros seres humanos, mas também sabe que carrega uma jóia secreta dentro de seu coração. Em seu brilho está a sua riqueza maior.

18. Arrogância é doença! Mas o tempo e o Carma (6) curam tudo!

19. Os olhos têm a mesma natureza do sol: o brilho.

20. O despertar da consciência é semelhante ao nascer de uma estrela.

21. Os sábios são Supernovas de amor e serenidade. Do firmamento, no céu da consciência, além do alcance dos olhares levianos, eles irradiam aquele brilho estelar no centro dos corações. Felizes são aqueles que percebem esse brilho.

22. O projetor sadio é uma jóia consciente. Os sábios são supernovas conscienciais. Que portentoso é quando o brilho dos sábios-estrelas reflete-se na jóia-coração do projetor e irradia para o mundo a maravilha da assistência espiritual invisível.

23. Os defeitos alheios não são da alçada de um espiritualista consciente, que sabe que isso é da alçada do tempo e do Carma. Porém, ele sabe que os seus defeitos são de sua total alçada e atenção!

24. Para caminhar em segurança pelos caminhos espinhosos do mundo, que tal calçar as botas do bom senso? (7)

25. Só o Grande Hierofante sabe tudo, pois o TODO está em tudo!


Paz e Luz.


- Sanat Khum Maat (8) -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 10 de março de 2003.)

- Notas de Wagner Borges:

1. Cosmoética: Ética espiritual, Código de ética cósmico baseado nos valores imperecíveis da consciência.


2. Devas (do sânscrito): Seres celestiais, Anjos.


3. Hierofante: Nas iniciações esotéricas do antigo Egito, era o mestre iniciador que submetia os neófitos às provas iniciáticas que aferiam o real valor do candidato.

4. Egrégora (do grego “Egregorien”, que significar “velar”, “cuidar”): É a atmosfera coletiva plasmada espiritualmente num certo ambiente, decorrente do somatório dos pensamentos, sentimentos e energias de um grupo de pessoas voltado para a produção de climas virtuosos no mundo.

É a atmosfera psíquica resultante da reunião de grupos voltados para trabalhos e estudos baseados na LUZ. Pode-se dizer que toda reunião de pessoas para a prática do Bem e da Virtude (independente de linha espiritual) forma uma egrégora específica, uma verdadeira entidade coletiva luminosa, a qual se agregam várias outras consciências extrafísicas alinhadas com aquela sintonia espiritual para um trabalho interdimensional.

Provavelmente foi por isso que Jesus ensinou: "Onde houver dois ou mais em meu nome, aí eu estarei".

Muitos dizem que não se deve misturar egrégoras de trabalhos diferentes, porém, quando o Amor se manifesta, desaparece qualquer ideologia doutrinária, e só fica o que interessa: a LUZ.

No dia em que os homens despertarem para climas mais universalistas e cosmoéticos, com certeza, este mundo será melhor de viver.

Viva a LUZ, pouco importa o nome, o grupo ou a doutrina que fale dela. E viva os mentores espirituais que ajudam a todos, independente de credo, raça ou cultura esposada.


5. O adorador cego padece de um sério problema consciencial: é que enquanto ele pratica sua adoração exagerada, a sua devoção faz brotar estranhas emoções em seus centros vitais, e aí a sua lucidez e capacidade de discernimento sofrem uma queda de qualidade. O resultado disso é que com o nível de lucidez entupido de emoções densas ele já não tem mais capacidade de compreender os ensinamentos passados pelo seu mestre com tanto carinho.

Em lugar de aprender e evoluir, como seu mestre fez com tanto sacrifício, o discípulo cego só desenvolveu a capacidade de se atolar emocionalmente. Isso não é devoção sadia, é enrosco psíquico mesmo!

Com o coração sujo, de que adianta alguém fazer preces ou cantar mantras? Mais vale aquele que fez da sua boa atitude diária a sua prece, e de suas palavras generosas os seus mantras.

Só é mestre quem domina a si mesmo.


6. Carma (do sânscrito): É a lei de causa e efeito universal.


7. Para enriquecer estes escritos, deixo aqui dois toques dos espíritos da Cia do Amor:

“Quem gosta de trapacear os outros, cuidado! O Carma não gosta de jogar pôquer, e ele nunca blefa!”

“Pratique o Karatê do bom senso. Dê um golpe nos seus medos e defeitos.”

8. Para saber mais sobre o amparador extrafísico Sanat Khum Maat, ver os seus textos (que devido a profundidade de seus apontamentos, é um dos amparadores mais queridos dos leitores, que frequentemente enviam e-mails pedindo mais textos de sua autoria espiritual), postados na seção de textos periódicos do site (www.ippb.org.br): 111, 138, 139, 203, 231, 337, 353, 357, 369, 371, 373, 411, 418, 463, 470, 478, 482, 490 e 530.

Para dar mais detalhes sobre o seu trabalho, reproduzo na seqüência o texto 138 (postado pelo site em 1999), onde revelo alguns detalhes sobre sua presença espiritual.

continua

Texto <530><22/06/2004>

529 - O MAIOR POEMA DE AMOR

- Por Mauricio Santini -

Quando voltei ao mundo, minha mãe banhou-me com água e sândalo e logo depois, acomodou-me no meu berço de palha e feno. Confesso que naquele momento senti o frio de estar aqui de novo, apesar de todo acalanto. Fazia tempo que eu não chorava tanto! Fazia tempo que eu não sentia o alento, o sustentável sopro de vida na Terra! Imagino-me numa manjedoura, onde os meus pais zelavam pelos meus sonhos! Daí vieram os reis e os magos, e toda uma sorte de oferendas - o incenso, que materializava o espírito do fogo e trazia o odor das brisas mais suaves do Jordão, a mirra, que untava o meu corpo infantil feito a argila que se molda à terra e o ouro, que trazia a alquimia do meu espírito já liberto. Acredito eu ser Jesus e que o Cristo habita dentro de mim! Creio, piamente, ser aquela estrela vespertina que guia os passos daqueles homens que buscam a Plenitude da Alma.
Quando novamente voltei ao mundo, minha mãe pariu-me nas matas sagradas de Kapilavastu e eu surgi por entre as figueiras. Pisava os meus pés descalços sobre o tapete das flores de lótus, que se abriam para saudar a natureza em mim manifestada. Eu era o pequeno príncipe no imenso jardim do Senhor, Soberano, coberto de glórias e de louvores. Acredito eu ser Gautama e que o Buda habita dentro de mim!
Creio trilhar pelos caminhos do meio e assim, peregrino das minhas andanças, faço jorrar equilíbrio aos homens. Dedilho o alaúde do Senhor, com as cordas afinadas pela natureza divina.
Quando, mais uma vez, voltei ao mundo, os meus pais me deitaram sobre macias almofadas de linho branco. E a minha pele, como por encanto, tingiu-se de um azul profundo feito o oceano. Recordo-me que podia eu ver as estrelas no céu da boca da minha mãe e ainda posso sentir aquele gosto de manteiga que escorria pelos meus dedos. Acredito eu ser Krishna e que o Senhor Vishnu (1) habita dentro de mim. Creio espalhar ternura e suavidade as gopis (2), raças que o Senhor Brahma manifestou. Sou eu que toco a Sublime Canção e espalho harmonia aos quatro cantos do mundo.
Jesus, Maria e José.
Gautama, Maia e Sudodhana.
Krishna, Yasoda e Vasudeva.
Eu, Mamãe e Papai!
Sou todos eles e eles são todos em mim! Eu, que um dia fui semente, torno-me árvore frondosa. E a minha copa está voltada aos céus! Sou a árvore dos bons frutos, capaz de alimentar meus irmãos de esperança e fé! Eu deito a seiva vital aos que necessitam. Eu sorvo seus pensamentos poluentes e sórdidos e os jogo no fogo da purificação. As minhas folhas verdejantes liberam bálsamos aos que ainda trafegam pelo duro caminho de Samsara (3). A minha sombra serve de remanso aos cansados e aos que passam por mim e aos que ficam por mim. As folhas secas, jazidas no chão, são caídas pelo tempo e o Bom Pastor ara o terreno por mim. Os troncos e os caules são fortes e resistem às tempestades. Eu sou a Árvore da Vida!
Eu me curvo ao Universo. Todos os homens são deuses e eu me curvo a eles, como os súditos se curvam aos reis, como os bambus se curvam ao sopro dos ventos. Porém, curvo-me a mim mesmo e me congratulo a cada dia que renasço. Sou um barco que desliza mansamente por rios de candura e por mares tão bravios.
Posso acreditar eu ser Deus! Assim, posso tornar as ervas amargas em jarras de leite e mel. Posso espalhar-me de amor à humanidade, como as nuvens se espargem pelos céus. Posso ser a Casa do Senhor, que tem as portas e as janelas abertas ao infinito! Posso decorar meu interior com flores do campo e ornamentos do paraíso. Posso salpicar meu teto de estrelas e ainda acender todas as luzes pelas manhãs, e também quando chegam as noites mais lúcidas.
Posso eu ser compaixão, na essência divina de quando eu perdôo. Posso eu ser o Poeta Divino que tece poesias em letras de fogo e as borda pelas mãos do Grande Artesão! Posso ser eu o maior poema de amor que o Universo já escreveu. E assim, Eu Sou! E que assim, Todos Sejam!

P.S.: Texto dedicado a Wagner Borges, que busca resgatar os Cristos, os Budas e os Vishnus que habitam em todos nós.

São Paulo, 11 de junho de 2004.

- Nota de Wagner Borges:

Mauricio Santini é jornalista, escritor, poeta e espiritualista. É meu amigo há muitos anos, e sempre me emociono com os seus textos brilhantes e cheios daquele algo a mais que só os grandes escritores e poetas possuem.
Para ver outros textos dele, basta entrar em sua coluna na revista on line de nosso site (www.ippb.org.br)
OBS. Agradeço ao Mauricio pela dedicatória, e confesso que me emocionei muito ao ler um poema de tal profundidade e cheio do perfume espiritual exalado pelos grandes poetas-iniciados de todos os tempos.
Oxalá, todos nós possamos deixar florescer em nossas vidas esses grandes mestres que habitam secretamente em nossos corações. Que eles e nós sejamos UM!
E que esse UM entoe a canção do TODO que está em tudo.
Nas notas da flauta de Krishna, aquela alegria.
No olhar de Jesus, aquele amor incondicional.
No silêncio do Buda, aquela luz do equilíbrio.
Na senda do eterno, todos nós.
No maior dos poemas de amor, Deus!
E assim a canção eterna segue...
Levando vida a cada canto
Nesse doce encanto
Do canto divino em nós:
OM!
Tudo de Bom!

- Notas do sânscrito:

1. Vishnu: O Divino Preservador da vida e Protetor do Universo na cosmogonia hinduísta. O Senhor do Amor, que se manifesta nos avatares (como Rama e Krishna) que reencarnam na Terra para espalhar a boa nova do espírito entre os homens.

2. Gopis: As pastoras amigas de Krishna.

3. Samsara: A Roda reencarnatória compulsória. A roda da lei que gira o espírito pelas várias vidas, até que ele se liberte da ilusão e vença os ciclos vitais, tornando-se livre e não necessitando mais reencarnar nos mundos densos de forma obrigatória.

Texto <529><18/06/2004>