524 - LIVRE

Há momentos na vida em que os pequenos gestos e atitudes se tornam majoritários.

Um sorriso franco, um abraço apertado, uma palavra que leve o “sol” para dentro das pessoas. A imagem de uma flor, a fotografia de um filho, o olhar natural de um cão dócil, o colo sempre abençoado da mãe, entre tantas outras dádivas, passam a fazer mais efeito que as revistas de gente pelada, ou se a pessoa que você deseja liga ou não para você, ou se a celulite, os pneuzinhos e os fios brancos já estão aparentes.

Quando o amor permeia, ele varre todas as outras coisas e as coloca para baixo do tapete das emoções. O amor permanece. Sempre! Faz com que toda a monstruosidade verta em ternura.

Amar é atemporal, intransitivo, nunca se conjuga, ao contrário da paixão, que tem prazo de validade e contra-indicação.

As paixões moram no estômago. O amor conta as batidas do coração. A paixão é escrava. O amor é livre! As pessoas se libertam através dele. E por mais que estejamos escravizados, encarcerados por meio do ódio da raça humana, a fé, que é a certeza inabalável da esperança, sobrevive e nos mostra um caminho de perseverança, acompanhado de compaixão e sabedoria.

As fronteiras existem para demarcar o egoísmo. O amor rompe os limites do impossível.

Poder, dinheiro, sexo, tudo é transitório na vida. Um dia, tudo isso se cala e desta maneira se instala o vazio.

O amor pode ser calado, porém sempre grita sua liberdade de dentro para fora, e de fora para dentro. Você pode estar na escuridão, todavia o amor preenche o peito com as luzes do Universo. Você nunca está preso, você sempre se liberta quando tem amor!



P.S.: Esse texto foi inspirado numa foto do pai iraquiano que acolhe seu filho sob o jugo americano (ver a foto logo abaixo).


- Mauricio Santini -
São Paulo, 25 de maio de 2004.


Texto <524><28/05/2004>

524 - KRISHNA, O GHANSHAYAM II

Olá, Ghanshayam (1).

Em primeiro lugar, muito obrigado, por tudo.

Houve um tempo em que o meu coração se fechou espiritualmente, e deixei de respirar aquele sopro vital, luz do seu sopro sutil nos ares.

Passei vidas e vidas vedado pelo ego do poder, sem perceber que você é o poder real nos bastidores do meu viver.

Hoje eu sei que conhecimento não é sabedoria e que o amor é um estado de consciência que não se aprende fora de si mesmo.

Pensando em você agora, percebo que mesmo durante o meu período de cegueira espiritual, você permaneceu dentro do meu coração, pacientemente aguardando o momento do despertar consciencial.

Agora eu sei que você estava sorrindo o tempo todo dentro de mim.

Enquanto eu escorregava nas emoções pesadas, ao longo de várias vidas, você ria e esperava. Você sabia... E aguardava secretamente.

Enquanto isso, as repercussões cármicas do meu desequilíbrio me sacudiram intensamente, e as ilusões do poder ruíram fragorosamente à minha frente.

Caíram as escamas do orgulho que me bloqueava, e aí eu vi você sorrindo, e lembrei-me de um certo dia, há milhares de anos, onde você me disse:

“Vá, rapaz! Cumpre o seu Dharma! (2)

Então, sob os auspícios do Grande Irmão Tempo, aprendi a rir mais e a ser um instrumento a serviço da Espiritualidade, mesmo ainda portando velhas deficiências, junto com uma forte vontade de progredir e melhorar a cada dia, vida após vida.

Você riu em meu coração, e eu aprendi a rir também.

Você compreendeu os meus erros e me esperou secretamente, e em cima do seu exemplo eu estou aprendendo a compreender melhor os erros dos meus semelhantes.

Você me tratou com respeito e agora eu respeito a vida.

Você me amou, e por isso eu amo, mesmo sem saber como ou por quê.

Você me deu a chance de dissolver as repercussões cármicas com o trabalho espiritual, e agora eu tento trabalhar espiritualmente com dignidade.

Você me deu a mão incondicionalmente, e eu recuperei minha alma.

Pois é, meu amigo, houve um tempo em que eu esqueci de você.

Felizmente, você não me esqueceu, e agora eu penso em você enquanto dou risadas gostosas. E quando vejo alguma tragédia acontecendo, também penso em você abraçando invisivelmente o mundo com a sua ternura.

Agora eu sei, Ghanshayam!

Você nunca sai do coração espiritual dos seus trabalhadores.

Você ri e os transforma secretamente...

Agora eu sei, Krishna, que o meu coração é seu, sempre foi.

E o trabalho espiritual que realizo no mundo, também.

E quando as capas do egoísmo se soltaram do meu coração, você surgiu novamente e lembrou-me da lição esquecida:

“Vá, rapaz! Cumpre o seu Dharma!”

Agora eu sei, meu amigo.

Quando os nós do coração se dissolvem, é só o amor que nos leva... Forever! (3)



P.S.: Seja Jesus, Krishna Buda ou Maomé, o que importa é o amor que nos leva...

Pouco importa o nome do mestre interior, seja ele o anjo, o amparador extrafísico ou o mestre ascensionado. O que importa é o amor!

Importa rir mais, para diluir o ego dentro da espiritualidade lúcida e amorosa.

Ser feliz e rir com Krishna; amar com Jesus; meditar com o Buda; e voar com Maomé por esse mundão de Deus.



Paz e Luz.

P.S.: Esse texto foi escrito nos bastidores do programa “Dimensões” (Canal São Paulo – TVA), apresentado pela minha amiga Rosana Beni.
Enquanto o colega César Romão era entrevistado pela Rosana, eu aguardava nos estúdios da emissora, pois seria entrevistado logo na seqüência. E ali mesmo brotou a inspiração de fazer esses escritos, que, inclusive, foram lidos durante a entrevista.

(Esse texto é dedicado a minha amiga Rosana Beni, espiritualista batalhadora por climas melhores na existência, que usa a TV como veículo para transmitir ondas de positivismo e espiritualidade para o mundo.)


- Wagner Borges, espiritualista com qualidades e defeitos, que não segue nenhuma doutrina criada pelos homens da Terra, seja oriental ou ocidental, e que muitas vezes dá sorte do Invisível aportar algumas coisas legais em seu coração.
São Paulo, 18 de maio de 2004.

1. GHANSHAYAM (do sânscrito): "O Sempre Jovem"; É um dos epítetos de Krishna. É também um maravilhoso mantra a ser vibrado espiritualmente nos chacras.

2. Dharma (do sânscrito): Dever, Missão, Trabalho, Mérito, Programação existencial.

3. A primeira parte desse texto está postada em minha coluna na revista on line do site – www.ippb.org.br

4. Na noite do dia 26 de maio, logo após um estudo sobre alguns trechos escolhidos do Bhagavad Gita e um trabalho de irradiação energética para assistência extrafísica, junto com os 140 participantes do grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB, em que esse texto sobre Krishna foi lido antes pela turma, registrei no quadro de aula os seguintes escritos, que refletem um pouco do clima psíquico maravilhoso do momento:

“Krishna, somente os corações que escutam a música das esferas sutis é que te escutam.
Apenas os olhos cheios de Dharma brilhante é que te vêem.
Só os trabalhadores dedicados e justos é que te sentem.
No entanto, aqui estamos reunidos estudando o teu Dharma.
Por favor, leve os nossos melhores pensamentos, os nossos melhores sentimentos e as nossas melhores energias a favor dos infelizes de todos os lugares.
Não te vemos e nem te escutamos com os sentidos do corpo, mas já te sentimos um pouquinho.
Aqui estamos, no teu Dharma!
No silêncio, te sentimos.
E em nossos corações, nós te saudamos.
Krishna, Mestre dos Dharmas, Senhor dos trabalhos, e Eterno Companheiro de nossos espíritos.
OM GHANSHAYAM!

- Wagner Borges -

Texto <524><28/05/2004>

523 - REENCARNANDO

A vida momentânea inspira e torna-se presente na consciência antes do coração começar a bater no novo corpo, ainda no útero materno.

Algo estelar certifica que somos a divindade, e ela somos nós. As vidas humanas geradas pela Criação são fragmentos do universo expostos na imensidão.

Cada trecho da vida é a satisfação da manifestação.

Seres humanos lapidados através das encarnações, com sua importância universal, como as células estão para o corpo, como as gotas estão para o oceano; sem células não há corpos, sem gotas não há oceano, sem a conscientização da divindade em cada um de nós, não há União.

Una-se e medite na palavra do senhor: “Ajuda-te que eu te ajudarei”.

Vibre na realidade plena, e tenha certeza de sua divindade!

É o peito que brilha, é a lágrima que escorre. Jorro de luz inesgotável de quem ama e ajuda. É isso que ocorre com a vastidão do amor!

Nas vicissitudes dos passos, use o discernimento!

Metas foram criadas para serem atingidas; a nossa é a evolução eterna e serena por nossos esforços no sentimento elevado.

Estamos unidos, queiramos ou não...

E isso não é carma (1) sem salvação,

É dharma (2) para quem tem amor no coração.

Entusiasmo e satisfação, o céu no coração,

O espírito em devoção, à sabedoria e à Criação!


E lembremos:
Paredes de orgulho, cercadas de ingratidão
São paredes fechadas à luz da integração!
E se a roda de samsara (3),
Entender que o melhor é que permaneça nela,
Não interprete como sermão:
Desça e cresça!


- Afonso Jorge Cerri Santovito -
São Paulo, 20 de outubro de 2003.
(Esse texto veio como inspiração após um trabalho de irradiação de energias a favor de todos os seres.)

- Nota de Wagner Borges: Afonso é pesquisador espiritualista e orientador de um grupo de assistência espiritual, junto com sua mãe, médium espírita de longa data. Também participa do grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB. Para maiores detalhes sobre o seu trabalho, ver sua coluna na revista on line de nosso site – www.ippb.org.br


- Notas do texto:
1. Carma (do sânscrito “Karma”): Ação; Causa; É a lei de causa e efeito universal.
2. Dharma (do sânscrito): Dever; Mérito; Trabalho; Missão; Programação Existencial.
3. Samsara (do sânscrito): A roda compulsória da reencarnação.

Texto <523><25/05/2004>

523 - O AMOR DA VIDA

Quando se ama alguém profundamente, fazemos tudo para que a criatura amada seja muito feliz. Qualquer sacrifício é válido para vermos o nosso amor contente.

Assim também é a vida conosco. Por mais que queiramos fugir, de todas as maneiras, lá está ela, presente em todos os instantes, transbordante de amor, a nos contar poemas maravilhosos, a nos fazer juras de amor eterno e a clamar para que nos casemos com ela.

Parece que, em priscas eras, ela prometeu ao Criador que não nos abandonaria nunca, que tudo faria para que nós crescêssemos e fôssemos felizes.

Ela quer cumprir sua promessa. Vamos deixar? Que tal marcar logo a data do casamento?

A eternidade nos espera como testemunha desse amor sempre vivo.


- Omraam Mikhael Aivanhov* -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Extraído do livro “Viagem Espiritual” – Ed. Universalista – 1993.)

- Nota de Wagner Borges: Maiores informações sobre o trabalho desse querido amigo espiritual podem ser acessadas em nosso site, na seção de amparadores.
Há diversos textos dele já postados anteriormente no site. Os mesmos podem ser acessados da seguinte maneira: basta entrar na seção de busca do site e digitar apenas o nome Aivanhov. Na seqüência surgirão os textos dele na tela, por ordem de postagem e ano.

Texto <523><25/05/2004>

523 - FAZENDO JUS E BOTANDO A CASA MENTAL EM ORDEM (É SIMPLES ASSIM!)

Há momento para tudo.
Na hora de descansar, descanse.
Na hora de trabalhar, trabalhe.
É simples assim.
Se você deixar, a sua mente
Se agita e fica louca.
Na hora do descanso ela trabalha.
Na hora do trabalho ela descansa.
Ô Danadinha!
Por isso, fique esperto... E desperto.
Espete a danada com o discernimento.
Mude o padrão mental com a vontade.
Não caia na inércia, dê duro nela!
Concentre-se... Medite... Flutue...
Corte os pensamentos intrusos,
Que são como cometas mentais errantes.
Encha o centro da testa com luz branca.
Vamos, firmeza nisso!
Siga para o centro do alto da cabeça, e ative-o.
Pense num vórtice energético entrando nele.
Faça essa energia fluir até o meio da testa,
Fazendo a luz branca dali pulsar ativamente.
Isso não tem mistério. É simples assim.
Faça a mesma coisa nos outros centros:
Garganta, peito, umbigo, ventre, e base da coluna.
Isso limpa a área vibracional.
É que a energia segue o pensamento,
E aí o lance acontece certinho.
O resultado é o alinhamento das energias,
Na boa, simples assim.
Sentado, em pé ou deitado, faça!
Depois é só deslizar na luz...

P.S.: Celebre a vida e agradeça ao Papai do Céu pela luz.
Você merece ser feliz. Faça acontecer. Faça jus ao seu espírito.
Não aceite idéias ruins. Reaja! Pense na luz.
Equilibre a mente... Trabalhe... Descanse... Medite...
No momento certo.
Faça a sua vida valer a pena.
Faça JUS ao seu espírito, e ligue-se
Em espírito... Aos espíritos do bem,
Nas graças de Oxalá.

(Esse texto é dedicado aos abnegados protetores espirituais da Umbanda, que não fogem da raia, seguram o tranco, e desmancham as mazelas dos homens e dos espíritos tinhosos nas tortuosas vielas invisíveis da crosta terrestre, sempre em nome da caridade, sempre em nome de Oxalá.)

- Um Amparador Extrafísico Anônimo –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 21 de maio de 2004, às 05h12min.)

- Nota de Wagner Borges: O amparador espiritual que me passou mediunicamente essas linhas quer permanecer anônimo, por motivos pessoais dele mesmo.

O objetivo desse texto é passar algumas vibrações invisíveis aos amigos do JUS – Jornal de Umbanda Sagrada*, editado com muita raça pelo amigo Alexandre Cumino e outros colaboradores da senda espiritual. Por isso o trocadilho com a expressão “fazer JUS”, inserida no texto de forma simbólica e correlacionada com as idéias expostas.
Não sei o motivo real desses escritos, só estou repassando-os, na certeza de que os mentores espirituais fazem JUS a quem merece e comparece nas lidas espirituais de ajuda a humanidade.
Que cada um receba da vida aquilo que já estiver em seu coração.
Paz e Luz a todos.

* O Jornal de Umbanda Sagrada (mensal) é distribuído gratuitamente em vários espaços alternativos e grupos espiritualistas de São Paulo, incluindo o próprio IPPB (que recebe 300 exemplares mensalmente e os distribui nas palestras públicas e no grupo de estudo e assistência espiritual).
O site do JUS é www.jornaldeumbandasagrada.com.br

Texto <523><25/05/2004>