512 - SETAS ESPIRITUAIS

Certa vez, Krishna disse a Arjuna:

- Narananda*, assim como o raio corta o céu escuro, que suas setas de luz varem a ignorância que encobre a mente dos homens.

Não se esqueça nunca: EU SOU A LUZ DO SEU TRABALHO!

Renuncie a qualquer mérito ou crítica e entregue o fruto do seu trabalho a MIM. Cumpra sua tarefa no mundo sob a minha benção.

Projete seu amor e irradie luz no caminho dos homens.

Remova os escolhos do ego de todos e caminhe cheio de amor.

Projete suas setas espirituais na alma do mundo.

E quando a ingratidão dos homens assediá-lo no caminho, lembre-se de que seu compromisso é comigo, o Senhor de seu trabalho e de sua vida.


- Os Iniciados** -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Extraído do livro “Viagem Espiritual III” – Ed. Universalista.)

* Narananda (do sânscrito): O homem que porta a Bem-Aventurança espiritual; é um dos nomes esotéricos de Arjuna, o arqueiro-discípulo de Krishna.

** Grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente. O grupo é composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos. Eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são "iniciados" em fazer o bem sem olhar a quem.

Texto <512><16/04/2004>

511 - O QUE SÃO NOSSOS SONHOS?

Todos nós sonhamos, apesar de muitas vezes não nos lembrarmos dos sonhos. Freud foi um dos grandes pesquisadores a respeito dos sonhos e explicou um conceito muito importante: quando a pessoa dorme sua mente subconsciente desperta. E quando acordamos, a mente consciente acorda e a subconsciente adormece. Freud também concluiu que durante o sonho todos os nossos desejos frustrados, emoções, pensamentos que não foram liberados durante o dia são libertados por nossa mente inconsciente. Isso são os nossos sonhos segundo Freud.

De acordo com a Kabbalah isso é verdade. Mas é verdade somente em um nível. Qual nível? Voltando um pouco no assunto do sono comentado anteriormente: se durante o dia a pessoa usa seu desejo de receber somente para si mesma, não faz restrição, não compartilha a Luz que recebe, ao dormir não permite que a alma se liberte. Fica cheia de frustração, de rancor; a alma está como que nadando, lutando nos pensamentos frustrados da mente, tentando livrar-se de todo esse turbilhão de pensamentos.
Mas a Kabbalah explica que há outros níveis de sonhos, que são os sonhos espirituais. Quando a pessoa usa o desejo de receber para compartilhar, durante o sono sua alma se eleva à dimensão da Sefirá de Biná, recebendo energia e mensagens desse nível de consciência de Biná. Essas mensagens são os sonhos espirituais, através dos quais recebemos muito conhecimento espiritual, podendo até mesmo receber mensagens proféticas do mundo superior. Por isso, segundo a Kabbalah existem três níveis de sonhos:

1º nível: Não tendo feito restrição, a alma fica presa; a alma pode até receber mensagens, mas por estar presa elas vêm obscuras, recebe mensagens misturadas, verdades e mentiras, e quando a pessoa desperta sente-se confusa, sabe que sonhou e passa dias tentando entender o sonho ou livrar-se dessa confusão. Os outros dois níveis são sonhos espirituais.

2º nível: São os sonhos repetitivos. Esse tipo de sonho pode ter uma mensagem que quer nos mostrar ou ensinar algo, às vezes até de nossas vidas passadas. Neste nível estão também os sonhos dos quais nos lembramos de maneira muito vívida, como se tivéssemos vivido mesmo esse sonho.

3º nível: São os sonhos proféticos. Já lemos ou ouvimos falar de Profetas que entraram em estado de transe e receberam profecias através de sonhos. São os sonhos de nível mais elevado.

Como podemos perceber, o sono ou os sonhos não são fenômenos isolados; a qualidade de nosso sono e de nossos sonhos está diretamente relacionada aos nossos pensamentos e ações durante o dia todo, todos os dias.


- Rabino Joseph Saltoun -


QUAL A IMPORTÂNCIA DO SONO?
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Quando falamos do sono entendemos que é uma necessidade física, assim como a alimentação, mas também uma necessidade espiritual e um processo pelo qual temos que passar. Pesquisas já concluíram que após 72 horas sem dormir, corre-se o risco de morrer. Por que é tão importante dormir?

A pessoa trabalha o dia todo, tem inúmeras atividades e à noite está cansada e quer dormir, num processo que ocorre ao longo dos anos. Mas às vezes vemos que este processo não parece muito bem organizado, porque às vezes acordamos muito cansados, embora tenhamos dormido bastante.

Quando uma pessoa vai dormir, não só o corpo está cansado. A alma também está cansada do corpo, porque o corpo geralmente não colabora com a alma para que ela faça seu tikun, sua correção. Ao dormir, o corpo pode ser neutralizado e a alma, que não está limitada ao mundo físico, pode ter sua liberdade para elevar-se ao mundo espiritual, receber mais energia de vida e retornar ao corpo de manhã, quando então despertamos. Então por que nem sempre acordamos recarregados de energia?

Nossa consciência do corpo está ligada a Sefirá de Malchut (nosso mundo físico). Quando dormimos, nos desconectamos de Malchut e vamos para a Sefirá de Biná, uma dimensão cuja consciência é a de receber para compartilhar.

Segundo a Kabbalah, quando a pessoa acorda de manhã, a questão é: o que acorda? Qual nível de nossa consciência que desperta?

Nosso corpo desperta. Nosso corpo, enquanto não estiver corrigido, representa o aspecto do desejo de receber somente para si mesmo. Então quando a pessoa desperta de manhã é o ego, a consciência do corpo que desperta: ela imediatamente quer comer, receber, ter; todo esse processo de absorver coisas que é importante para a consciência do corpo. Mas precisamos saber que também existe a consciência da alma, e que essas duas forças são conflitantes quando despertamos.

Se a pessoa usa somente a consciência do corpo, seu desejo de receber somente para si mesma durante o dia todo, ela está recebendo muita Luz, muita energia, mas não faz restrição, não compartilha a energia que recebeu (compartilhar refere-se a tudo, amor, paciência, bens materiais etc.). Ao longo do tempo a alma vai ficando cansada, aprisionada pelas energias negativas do corpo e já não consegue se desconectar do corpo para entrar nesta outra dimensão de energia e se reabastecer. Aí a pessoa pode dormir o quanto quiser e sempre estará cansada.

Por isso, quando aprendemos a respeito do processo da vida e o compreendemos, entendemos que a Alma anseia pela consciência de Biná, pois é somente lá que ela pode receber a Luz do Mundo Infinito. Devemos ter em mente quando acordamos e observamos o mundo: o que queremos fazer hoje? Esse livre arbítrio nos é oferecido toda manhã.

- Rabino Joseph Saltoun -

- Nota de Wagner Borges: O Rabino Joseph Saltoun é o diretor do Centro de Estudos da Cabala em São Paulo. Para ver outros textos dele, por favor acesse sua coluna de Cabala no seguinte site: www.giselamarques.com.br

Texto <511><13/04/2004>

511 - NO JOGO DA VIDA...

Quem trapaceia no jogo da vida, sempre se ferra à frente.
Se não for na Terra, será no Astral.
Isso não é conceito para crença espiritualista.
É a verdade mais clara.
Aliás, a Dona Morte adora provar isso.
Na hora certa ela vem e marca o ponto.
E carrega o espírito para o encontro da verdade.
E aí, não adianta chorar desconsolado.
Ninguém é vítima!
Cada um é cada um, e sabe o que faz.
Desculpas esfarrapadas não valem.
E as energias revelam o que vai por dentro.
Elas mostram o saldo da vida, e o que se é.
Ah, quem trapaceia vai se dar mal!
Isso não é pôquer, é vida!
Quem blefa e finge de viver, se ferra.
Quem finge amar, detona o coração.
Quem foge da real, é estranho para si mesmo.
Quem maltrata os outros, merece um tranco.
E o Carma* adora fazer isso!
Burro é quem faz besteira.
E tem nego que parece inteligente fazendo muita.
E os espíritos vêem e sabem disso.
Ah, esses caras tão ferrados!
A Dona Morte vem por aí...
E ninguém sabe a hora.
Só se sabe que ela não falha na jogada.
Quem quiser, que continue trapaceando os outros.
Mas que não se engane: sua batata está assando.
E o Carma é o cozinheiro!

PS. Ah, aí na Terra tem muita gente bem vestida de corpo, mas mal vestida de alma. As energias denunciam o que cada um é por dentro. E os espíritos da Cia. do Amor vêem tudinho.
Tem nego com a carteira cheia e coração vazio.
Tem espiritualista cheio de panca, mas sem brilho no que faz.
Tem muita fofoca e nego invejoso demais...
E tem o Carma traçando a galera!
Pois é, avisar, a gente avisa, mas têm muitas coisas que só mesmo a Dona Morte é que poderá provar. E ela virá, com certeza!
Quem não ferra os outros, não se preocupe, pois será só uma viagem tranqüila e acompanhada por muitos caras espirituais legais.
O aviso aqui é bem claro: quem trapaceia, tá ferrado!

“Aqui de Cima, dizendo a verdade na cara, sem mais delongas, como manda o figurino, a Cia. do Amor se despede e pede aos leitores inteligentes que não se enganem: FAÇAM O BEM, E NÃO LIGUEM PARA OS QUE DIZEM O CONTRÁRIO. DEIXEM ESSE PESSOAL SE VIRAR COM O CARMA.”


- Cia. do Amor – A Turma dos Poetas em Flor** -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - Salvador, 05 de abril de 2004.)

* Carma (do sânscrito): Ação; Causa; É a lei de causa e efeito universal.

** A Cia. do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me passam textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria, são poetas e muito bem-humorados. Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou luzinhas piscando em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas comuns, apenas vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas encarnadas saibam que não existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor.
Os seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.
Para maiores detalhes sobre o trabalho dessa turma maravilhosa, ver o livro “Cia. do Amor – A Turma dos Poetas em Flor” (Edição independente publicada por Wagner Borges), e sua coluna na revista on line do site do IPPB: www.ippb.org.br

Texto <511><13/04/2004>

510 - A LIÇÃO DO RIO

E o rio corre sozinho.
Vai seguindo seu caminho.
Não necessita ser empurrado.
Pára um pouquinho no remanso.
Apressa-se nas cachoeiras.
Desliza de mansinho nas baixadas.
Precipita-se nas cascatas.
Mas, no meio de tudo isso vai seguindo seu caminho.
Sabe que há um ponto de chegada.
Sabe que seu destino é para frente.
O rio não sabe recuar.
Seu caminho é seguir em frente.
É vitorioso, abraçando outros rios, vai chegando no mar.
O mar é sua realização.
É chegar ao ponto final.
É ter feito a caminhada.
É ter realizado totalmente seu destino.
A vida da gente deve ser levada do jeito do rio.
Deixar que corra como deve correr.
Sem apressar e sem represar.
Sem ter medo da calmaria e sem evitar as cachoeiras.
Correr do jeito do rio, na liberdade do leito da vida, sabendo que há um ponto de chegada.
A vida é como o rio.
Por que apressar?
Por que correr se não há necessidade?
Por que empurrar a vida?
Por que chegar antes de se partir?
Toda natureza não tem pressa.
Vai seguindo seu caminho.
Assim é a árvore, assim são os animais.
Tudo o que é apressado perde o gosto e o sentido.
A fruta forçada a amadurecer antes do tempo perde o gosto.
Tudo tem seu ritmo.
Tudo tem seu tempo.
E então, por que apressar a vida da gente?
Desejo ser um rio.
Livre dos empurrões dos outros e dos meus próprios.
Livre das poluições alheias e das minhas.
Rio original, limpo e livre.
Rio que escolheu seu próprio caminho.
Rio que sabe que tem um ponto de chegada.
Sabe que o tempo não interessa.
Não interessa ter nascido a mil ou a um quilômetro do mar.
Importante é chegar ao mar.
Importante é dizer "cheguei".
E porque cheguei, estou realizado.
A gente deveria dizer: não apresse o rio, ele anda sozinho.
Assim deve-se dizer a si mesmo e aos outros: não apresse a vida, ela anda sozinha.
Deixe-a seguir seu caminho normal.
Interessa saber que há um ponto de chegada e saber que se vai chegar lá.
É bom viver do jeito do rio!

"Se não houver frutos, valeu a beleza das flores;
Se não houver flores, valeu a sombra das folhas;
Se não houver folhas, valeu a intenção da semente."

- HENFIL -


Texto <510><08/04/2004>

510 - MÁTAJI, AMPARADORA-ANANDA III

(NAS ÁGUAS DA FELICIDADE)


Meus irmãos amados,

Já passou a fase das ilusões inglórias.

É hora do mergulho profundo nas águas da sabedoria.

É momento de tocar o centro de si mesmo.

Tocar com amor no coração.

Tocar com a luz a estrutura do corpo.

Vencer a si mesmo, reconhecer-se divino e detentor dos altos potenciais cósmicos.

É hora de fluir com as águas curativas que dimanam do eterno manancial do espírito. Nadar para frente, nas corredeiras do progresso. Banhar-se no líquido da vida pulsante.

Beber da água do espírito!

Renascer de si mesmo no parto da bem-aventurança!

Reunir o espírito com o coração, a luz com o corpo, o eterno no transitório, na corrente das águas da união!

É momento de sentir a plenitude espiritual nos toques sutis das águas felizes.

A Mãe das águas da felicidade lhes trouxe um presente. Aceitem de bom grado, e renovem-se!

Já passou o tempo das ilusões inglórias. É momento de seguir a correnteza...

Pois o oceano da consciência maior está à espera de todos.

Nas águas da felicidade, sintam-se renovados, limpos de mente e coração, para os mergulhos profundos na sabedoria.

- Mátaji* -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 02 de dezembro de 2003.)

- Nota de Wagner Borges:

Esses escritos foram passados por Mátaji durante uma prática de visualização e ativação dos chacras com a turma de 40 alunos do curso Om Sattva – fase 27, no IPPB. Enquanto o pessoal realizava a prática deitado sob uma luz azulada suave, eu recebia esses escritos no quadro de aula.

Em meio ao exercício, como sempre, rolava uma grande assistência espiritual. Os amparadores trouxeram vários espíritos em estado lastimável para serem tratados energeticamente. E pediram para que eu sugerisse ao grupo uma visualização das águas correntes ** (cachoeiras, fontes, oceanos) como forma de evocar as energias da Mãe Divina. Feito isso, o ambiente foi invadido por energias brancas fluorescentes e pintou um clima espiritual maravilhoso, que ajudou não somente aos espíritos doentes, mas também a todos nós que estávamos trabalhando ali.

Em meio a isso, vi uma amparadora amorosa flutuando no ar e emanando energias quietinha. Era ela, Mátaji, uma das mentoras da Krya Yoga, irmã de Bábaji e benfeitora anônima do mundo.

Captei em seu olhar sereno e terno a mensagem que rapidamente escrevi no quadro de aula, ali mesmo no escuro azulado da sala, enquanto o pessoal ainda estava deitado nos colchonetes.


- Notas:

* Mátaji (do sânscrito): É a irmã do mestre Bábaji. Como seu irmão, ela também ajuda a humanidade invisivelmente. Trata-se de uma iogue que vela secretamente pelo mundo. Trabalha na freqüência espiritual da Mãe Divina. Resumindo: ela é pura compaixão silenciosa.

Em Krya-Yoga, o seu mantra evocativo é: Om Krya Mátaji Namah (pronuncia-se exatamente como está escrito).

Sugiro aos leitores que concentrem mentalmente esse mantra dentro do chacra cardíaco por alguns minutos enquanto elevam os pensamentos ao Amor Maior que Gera a Vida. Meditem suavemente nele e abram o coração às vibrações da compaixão incondicional. E pensem no bem de toda a humanidade, física e extrafísica. Se houver a sintonia adequada, talvez ela chegue nas dobras sutis do coração espiritual e realize o milagre do amor viajando serenamente nas praias das consciências que laboram na espiritualidade, e que mesmo vivendo dias tão tumultuados na Terra, ainda são capazes de abrir suas freqüências às ondas do amor silencioso.

Para maiores detalhes sobre essa mentora maravilhosa, ver os dois textos anteriores na minha seção da revista on line – www.ippb.org.br

** No dia seguinte, o Maurício Santini (colunista de nosso site) enviou-me um texto atribuído ao Henfil, que fala justamente sobre as águas. No entanto, ele ainda não tinha lido esse texto da Mátaji. São aquelas Sincronicidades...

Reproduzo na seqüência o texto do grande cartunista Henfil, que hoje mora do “lado de Lá”, nas águas do Rio Eterno.
continua

Texto <510><08/04/2004>