460 - GUARDEMOS O ENSINO

"Ponde vós estas palavras em vossos ouvidos." – Jesus (Lucas, 9:44.)

Muitos escutam a palavra do Cristo, entretanto, muito poucos são os que colocam a lição nos ouvidos.

Não se trata de registrar meros vocábulos e sim fixar apontamentos que devem palpitar no livro do coração.

Não se reportava Jesus à letra morta, mas ao verbo criador.

460 - SET-11

É muito fácil perverter a alma com drogas, erotismo exagerado, emoções desequilibradas e seduções variadas.

Porém, é muito difícil educar a alma com discernimento, compaixão, alegria, responsabilidade, doação de si mesmo, espiritualidade e paciência.

459 - TOQUE CONSCIENCIAL DE SANAT KHUM MAAT

Vocês se lembram de quando eram crianças e se sentiam seguros perto de seus pais?

Da mesma maneira, quando despertos para a ação do Inefável, invisível aos olhos da carne, mas visível à inteligência e ao coração, surge a verdadeira segurança, além das meras referências sensoriais.

459 - A FACE DE GHANDI

Centenas de turistas se aglomeravam para ver o lugar onde Ghandi fora assassinado. A chuva fina de agosto era cenário perfeito para que o guia explicasse com tristeza na voz, como e quando ocorreu o trágico evento que retirou do mundo esse homem.

Indianos e turistas de toda parte do mundo olhavam com atenção cada detalhe do lugar e ouviam a explicação do guia como se pudessem sentir, mesmo que por um instante, a figura de Ghandi naquele lugar.

460 - O PROFESSOR ASSEDIADOR

Acordei no meio da noite, sob um violento EV * que me sacudia todo. Antes que desse por mim, já estava desperto, num local descampado e cinzento, um tanto lúgubre, até. Mesmo assim, resolvi explorar os arredores. Mal havia começado a volitar por ali, quando, por detrás de um muro arruinado, vi surgir uma dantesca criatura, caminhando em minha direção. Seu corpo esverdeado e famélico emergia por entre trapos sujos, e os olhos, dois carvões incandescentes, brilhavam afundados nas fauces trágicas. Aproximava-se cada vez mais, brandindo um livro esfarrapado entre as mãos descarnadas. Fiquei hirto, gélido, apavorado. Tentei lembrar de mantras, mas não conseguia lembrar nem de meu nome. Pensei em mandar energia, raios laser, qualquer coisa, mas minhas mãos estavam coladas ao corpo. A criatura já estava bem próxima. Imobilizado como estava, achei que a única coisa que podia fazer no momento era tentar algum tipo de comunicação. Olhei o ensebado livro que o espectro trazia nas mãos: uma gramática da língua portuguesa.