459 - AS ESTRELAS

Todas as estrelas são minha amigas!
E eu posso contemplá-las
das dunas do meu peito ainda tão deserto...
Pois que cintila, à meia luz,
o espetáculo destes múltiplos versos.
As contas e as gotas de luz
vão salpicadas na mansidão do meu peito.

458 - MÁTAJI, AMPARADORA-ANANDA II

Mátaji, ainda agora senti a passagem final de uma pessoa. Senti o desligamento do corpo de alguém no centro de meu coração.

Como de outras vezes, sei que isso é devido ao processo de assistência espiritual invisível promovido pelos amparadores extrafísicos. Sei que minhas energias foram usadas para facilitar o desprendimento de um espírito para fora do seu corpo desativado.

O que não sei é de quem se trata, onde e como aconteceu o lance.

No entanto, isso não impede que eu sinta as repercussões psíquicas do lance em andamento. Não impede que eu sinta o desligamento do cordão de prata dele, em meu coração, e também as suas emoções afloradas nesse momento.

Então, lembrei-me de você, a querida mentora que socorre os aflitos que o mundo não vê. A querida amparadora que abre os portais interdimensionais e projeta os passageiros desencarnados para os seus destinos de viagem extrafísica.

Bastou lembrar-me de você, e o chacra frontal começou a pulsar cheio de luz branca fluorescente pacífica. E também surgiram as lágrimas quietinhas deslizando pelo rosto em sua silenciosa manifestação. As lágrimas compartilhadas com alguém que não conheço e que está voltando para a casa espiritual hoje.

Alguém que chora, não de dor, mas de emoção pela libertação final e o reencontro com as consciências espirituais amigas.

Alguém que agora olha as estrelas no céu e vê mais do que o seu brilho material.

Mátaji, também senti a firmeza e lucidez do amparador extrafísico desse espírito. Senti a sua presença dando o suporte espiritual adequado para a passagem dele aos níveis extrafísicos sadios.

E novamente fui tomado pela admiração sincera e sadia ao ver o serviço anônimo desses amparadores que tanto ajudam a humanidade no Invisível.

Ninguém está sozinho, mesmo que saia do corpo definitivamente em um lugar ermo, mesmo que isolado de tudo e de todos.

O amparo espiritual é incondicional e universalista.

E ele se apresenta mais amplamente nas manifestações silenciosas que o mundo desconhece, muitas vezes numa reunião espiritual em grupo, outras vezes durante a meditação quietinha de alguém, ou mesmo nas irradiações energéticas feitas por trabalhadores anônimos e independentes, que de seus lares emanam eflúvios sadios para o bem da humanidade.

É, os amparadores não buscam reconhecimento de nada, pois a maior parte das pessoas ignora sua presença, e só lembram deles quando as coisas apertam, ou quando querem pedir algo ao Invisível.

É assim com você também, não é, querida?

Quietinha você vem ajudando espiritualmente a humanidade e servindo aos desígnios superiores. São poucos os que percebem a sua ação benfeitora.

Aqui e agora, enquanto um espírito volta para casa com seu amigo espiritual, registro a minha admiração pelo seu trabalho secreto no mundo e agradeço a você e aos amparadores extrafísicos por todas as lições que tenho recebido e pelos exemplos de atividade benfeitora que tenho participado.

Também agradeço pelas lágrimas quietinhas que sempre rolam quando me lembro de você, como agora, nessa madrugada silenciosa da grande metrópole dolorida de violência e poluição, o templo de aço e concreto onde a vida me colocou para aprender e trabalhar dignamente.

Mesmo em meio ao caos urbano, sinto-me abraçado por você e sinto o seu perfume espiritual. E sei que nada pode impedir o encontro dos corações que se comunicam interdimensionalmente na mesma sintonia espiritual.

Gostaria de compartilhar com outras pessoas essa sintonia, mas como passar em palavras esse sentimento que viaja no silêncio?

Como passar para as pessoas as sensações psicofísicas do desprendimento final de alguém desconhecido assistido por seu amparador, e ao mesmo tempo ser invadido por uma onda de compaixão e vida?

Como falar para as pessoas de que apesar das aparências das coisas caóticas e de tantos dramas rolando por aqui, há consciências espirituais aportando ajuda invisível em silêncio?

Como falar desse abraço que você dá e dessa saudade que me faz chorar quietinho, no âmago da madrugada, esse choro de compaixão enquanto alguém decola de volta para casa?

E como descrever esses pequenos flocos energéticos cheios de paz que enchem a sala do meu apartamento nesse instante?

Ah, minha amiga-irmã-amparadora, tomara que pelo menos um pouco do seu perfume espiritual possa viajar junto com esses escritos até o coração dos leitores. Que de alguma maneira eles também sejam abraçados e ganhem novas forças para superar as adversidades e continuarem tentando tocar o barco da vida com dignidade, mesmo que ninguém entenda o porque deles insistirem na melhoria de suas consciências.

Mátaji, querida, muito obrigado pela paciência e pelos toques de melhoria consciencial.


Om Krya Mataji Namah!


Paz e Luz.

- Wagner Borges -
São Paulo, 26 de agosto de 2003, às 02h39min

* Segue abaixo o primeiro texto, já postado pelo nosso site no ano passado, e que esclarece algumas coisas sobre Mátaji:
LINK para acessar um Texto:
continua

Texto <458><29/08/2003>

458 - MANHÃ DOS 40

Na manhã dos meus 40 anos penso na vaidade dos homens.
Dos que vivem pelo corpo e não no corpo.
Dos que malham seus músculos e os deixam rígidos, todavia suas almas são moles e "brocham" nos momentos que a natureza
apaga suas luzes.

Dos que pintam o rosto, mas não colorem a aura de dourado e azul.
Dos que tingem o cabelo de dourado, mas jamais tornam suas idéias
brilhantes.

Dos que fazem flexões, porém nunca reflexões!
Dos que levantam pesos, mas deixam de aliviar suas cargas.

E na plena manhã dos meus 40, eu tive uma bruta certeza.
Que a vida humana na Terra parece uma viagem de férias!
Onde seguem, os turistas, inconscientes, pagando seus pedágios.

Rumam aos oceanos da estupidez e, literalmente, descem as serras.
Passam protetor solar fator 20, todavia queimam, duramente, a pele da aura.
Tiram suas vestes, oferecem a carne, mas deixam sua alma a descoberto.

A vaidade se vai na idade.
Quando se descobre que é preciso se descobrir afinal.
Quando se percebe que é necessário percepção.
Quando se sente que não amamos o suficiente.
Quando se toca que é tempo de se tocar.
Quando se aprende que, definitivamente, passamos de ano, mas somos reprovados por faltas e por provas.

E na plena manhã dos meus 40, eu já não tenho mais certeza de nada.
Deixo de apagar as velinhas para acender uma luz,
que o meu coração cisma em acender cada vez que eu busco a imortalidade.
Eu não faço anos, os anos é que me fazem!


- Maurício Santini -
São Paulo, 21 de agosto de 2003.

PS: Poema dedicado ao meu amigo Marcus Viana.

Texto <458><29/08/2003>

457 - OLHOS ESPIRITUAIS II

Irmão, há muitos olhos espirituais observando tua labuta.

Eles te acompanham dos planos da alma e sabem dos teus labores.

São olhos amorosos que te amam incondicionalmente.

Quando tu estás cansado, eles velam por ti.

Quando tu te alegras, eles também se alegram.

Eles te conhecem profundamente, há muitas vidas.

Tuas viagens espirituais são monitoradas por eles.

456 - A DIFÍCIL TAREFA DE FAZER UM BUDA DAR RISADAS

As bandeirinhas coloridas contrastam com o céu azul da praça do "Buda que tudo vê". Depois de vinte minutos de caminhada do centro de Katmandu até ali, Auri (minha esposa) e eu chegamos no topo do monte, onde o famoso templo dos olhos do Buda que tudo vê observa a cidade lá embaixo, todos os peregrinos, devotos e turistas que vão até ali orar ou apenas tirar umas fotos do templo do mestre da paz.