443 - A MISTERIOSA LUZINHA AZUL NÃO-IDENTIFICADA

Era só mais um exercício energético: só uma questão de mexer um pouco com as energias, equilibrar os chacras, sentir-se bem e quem sabe, de quebra, compartilhar essa sensação com alguém.

Coloquei um CD bacana no estéreo e deixei a vela acesa iluminando parcialmente o quarto. Sentei na cama, ignorando aquela vontade enorme de "deitar, fingir que faz o exercício e dormir", que sempre bate quando faço qualquer exercício perto da hora de dormir, enquanto a música ecoava pelo quarto. Meu corpo foi relaxando e a respiração calma e normal foi levando-me além do blá, blá, blá dos pensamentos.

Nesse ritmo fui fazendo um exercício simples de banho de energia pelos chacras como se uma cachoeira dourada caísse no topo da cabeça e fosse descendo pelo corpo, banhando-me e ativando chacra por chacra.

Segui tentando sentir o exercício , mas parecia faltar algo. Estava meio seco, meio automático. E comecei a me perguntar se isso ocorrera porque eu tinha pulado a parte de elevar meus pensamentos e pensar em algo maior e bacana para embalar o exercício.

Mas que duvida mais besta, sô! Afinal o exercício em si já era uma elevação de pensamentos, energias e ações; eu não precisava fazer uma ligação "interplanetal" para Saint Germain ou Buda antes de fazer o exercício, ou tinha?

Parecia que sim! Eu não conseguia mais me concentrar nos chacras ou em coisa alguma. Daí, então, resolvi recomeçar o exercício e fazê-lo passo a passo só para ver a diferença. Voltei o CD para o começo, concentrei-me na respiração tranqüila, não-forçada e comecei a pensar que talvez, de alguma forma, aquela prática iria ajudar a humanidade, e me peguei pensando em Bábaji e outros tantos caras que amam o mundo em silêncio. Comecei a perceber uma luzinha azul surgindo e desaparecendo na minha tela mental. Continuei pensando em Jesus e na estátua dourada de Buda, mas a luzinha continuava aparecendo. Achei que era apenas a cor do chacra, pois já fazia algum tempo em que conseguia enxergar as cores de alguns chacras, mas essa luzinha era diferente: ela mudava de forma e emitia uma sensação de abraço de mãe, de carinho amigo, de cuidado de amada, sei lá, é difícil descrever, mas era como se ela falasse em forma de querer bem.

Fui tentando focar a atenção nela, mas ela fugia mais e mais. E quando acabei desistindo, ela voltou a aparecer e começou a crescer tanto, que minha tela mental se expandiu e me vi como uma formiga dentro do Maracanã, sendo que o estádio inteiro era aquela luzinha azul que emanava carinho.

Não me perguntem como, mas mergulhei nela e fiquei só sentindo aquele amor gratuito e sincero, e com essa sensação acabei apagando.

Quando abri os olhos já era de manhã, e apesar de não ter tido nenhuma lembrança de experiência fora do corpo ou coisa parecida, eu tinha acordado com um sorriso daqueles bem bobo de quem acabou de chegar de um encontro com aquela gata e vai pintar um namoro...

Enquanto eu lembrava da sensação de carinho com a luzinha azul, veio por inspiração os seguintes escritos:

"Elevar os pensamentos ou entrar em sintonia com as altas esferas espirituais antes de uma prática energética não é uma obrigação, mas apenas um convite para um trabalho em conjunto, onde você abraça o mundo recebendo e doando amor. Não se trata de forçar uma conexão com algum mestre das altas esferas, e sim se comunicar com o próprio coração pensando em alguém ou em algo que lhe faça sorrir, mesmo sem mexer os lábios.

Fazer uma prece sem tesão, repetir um mantra sem coração ou fazer um exercício frio e automático lhe leva sempre ao mesmo lugar: o banco vazio de uma praça no meio da noite. Porém tudo o que você faz com amor, eleva sua vibração a um certo ponto onde nenhuma onda negativa ou sintonia ruim alcança o seu campo de energia, ajudando-lhe a desempenhar seja qual for a sua ação, de maneira mais lúcida e equilibrada. Então você se descobre deitado na grama verdinha de um parque num belo dia de sol, tomando um banho de prana * e feliz da vida apenas por estar vivo.


- Frank -
Londres, 01 de Julho 2003.

* Prana (do sânscrito): Sopro vital, Energia.

Texto <443><10/07/2003>

443 - COMPREENSÃO

Aprender tem sido a nossa maior ocupação na vida, e mesmo quando não queremos aprender, aprendemos. Acordamos e pronto, aprendemos mais alguma coisa, e até mesmo dormindo podemos aprender.

Mas será que sabemos o quanto já aprendemos?

442 - O AMOR E A ETERNIDADE

- por Luciana Rocha -

Amor e Eternidade.

Quem surgiu primeiro?

Parece que os dois nasceram juntos, de uma peça só, um dia separados por um lapso de Maya (Ilusão).

A partir daí começou a confusão.

O Amor procurava a Eternidade para sobreviver.

A Eternidade procurava o Amor para ter uma razão de ser.

O tempo passou, os dois enfraqueceram e começaram até a duvidar da existência um do outro.

Cansados do passageiro, passaram a se achar mortais.

E foi mediante tanta confusão, que um dia o destino resolveu cruzar o caminho dos dois novamente.

Neste instante o tempo parou, deu espaço à Eternidade.

O Amor sentindo a sua presença, pode tocá-la e descobriu seu poder sem fim.

Mediante tanta sintonia, um não conseguia mais esquecer o outro,

Quando separados, sentiam-se juntos, quando juntos, sentiam-se unos.

E estando unos, sentiam-se eternos.


São Paulo, 17 de junho de 2003.

Luciana é nossa amiga e escreve textos inspirados. Ela é professora de Ioga e espiritualista. Há outros textos seus na coluna de convidados da revista on line de nosso site, e também na seção de textos periódicos enviados pelo site.

Texto <442><07/07/2003>

442 - AZUL E DOURADO

É azul e dourado!
Cores dissolvedoras de bloqueios, e purificadoras de vida.
No céu azul, está o ar dourado: micro-partículas de Deus, como fogos, pulsando por todo o lado, a toda hora, alimentando a vida das pessoas.

442 - O PROJETOR AZUL E DOURADO VI

O projetor azul e dourado despertou projetado fora do corpo nos planos sutis, em frente a uma cascata de energia azul. Ali também estavam centenas de outros projetores e projetoras, de diversos lugares do mundo, bem lúcidos quanto à sua condição projetiva. Todos ali tinham sido convocados àquelas paragens luminosas por um mestre extrafísico que lhes daria algumas orientações em relação à iniciação espiritual e aos trabalhos projetivos.

Bem no meio da cascata azulada surgiu uma passagem retangular dourada. Dela emergiu um senhor calvo e de barbas brancas, vestido com uma túnica branca no estilo grego da época do sábio Sócrates. Sua figura emanava aquela atmosfera respeitável dos antigos hierofantes ** dos mistérios gregos, mestres das iniciações espirituais herdadas dos antigos hermetistas egípcios em tempos idos.