419 - O RISO E A PROJEÇÃO ASTRAL

Nesta experiência, a projetora Mônica Allan percebe a importância do riso e da alegria para uma vida em harmonia.

As 22h30min – Deitada em decúbito dorsal (barriga para cima), começo a relaxar o corpo, preparando-me para a saída do corpo físico. Concentro-me na região do plexo solar (controlado pelo chacra umbilical, dois dedos acima do umbigo), onde as emoções grosseiras normalmente prendem o corpo mais sutil. Uso a técnica taoísta chinesa de deixar sair um vapor nessa região transformando emoções grossas em energia sutil.

Fixo a mente com o comando “Projetar OM” e mantenho, firmemente, a determinação de sair do corpo físico para ser útil à equipe espiritual dos amparadores, de alguma forma. Sinto o estado vibracional varrendo o meu corpo físico inteiro. Passo a concentrar-me no chacra frontal (bem no meio da parte interna da testa), dissolvendo a tensões e soltando a cabeça extrafísica. Olho mentalmente a aparência do psicossoma (corpo astral, perispírito, corpo espiritual) e testo o velho aforismo: “Você é o que você pensa”. Ainda não estou totalmente solta, mas é impressionante, como a aparência do psicossoma muda de acordo com o pensamento. Enfim, passo pelo “ponto-morto”, ou seja, tenho um breve apagão para deslocar de vez para fora do corpo físico. Recupero a lucidez já flutuando sobre ele. Que fantástico que é a projeção lúcida!

Quanta gente incrédula mudaria a postura do dia-a-dia só de ver os seus próprios pensamentos e emoções refletidos no psicossoma. Não vejo ninguém da equipe, mas percebo um portal interdimensional e sinto que sou aguardada do outro lado.

Entro pelo portal e saio num ambiente comparável a um grande auditório universitário. É uma conferência para milhares de pessoas (comparável a um show no Maracanã, por exemplo, pela quantidade de gente reunida ali, mas na forma de um cone).

A GRANDE REUNIÃO

O clima é de silêncio absoluto. Incrível o respeito e o clima, mesmo com tanta gente reunida. Percebo um dos amparadores da equipe extrafísica flutuando ali. Olho com mais atenção e, então, vejo que em planos mais sutis, um monte de gente está trabalhando. Chineses, hindus, ocidentais, negros ou bolas de luz, todos os amparadores estão buscando a unificação através da compaixão. São ondas de amor criando um fluxo contínuo de uma energia que se manifesta branquinha, e que logo se transforma em tantos tons e cores maravilhosas. Percebo cidades astrais inteiras relacionadas com aquele trabalho ali. Continuo sem saber que conferência é essa, até que alguém, que já estava ali na frente, se é que posso falar assim, se dirige ao centro do palco e começa a entoar sons. Primeiro o mantra OM (por três vezes), e depois outros mantras que não me são familiares. Então, toda essa vibração começa a quebrar a racionalidade das mentes ali reunidas e, como se fosse uma enorme bolha de sabão, surge um imenso bolsão ener
gético envolvendo a cada um ali presente. Percebo na minha mente a mudança do subconsciente e das imagens cotidianas infelizes, arraigadas, que se transformam em cenas felizes, de risos e risadas. Uma profunda limpeza mental através dos sons e do amor.

O rosa com dourado predomina entre as matizes de cores do bolsão energético. Um ambiente feliz a partir das pessoas felizes surge dessa essência divina. “A mente é uma só; o coração, também. Seja feliz e o planeta será feliz!”, diz o amparador na minha mente.

“OMMMMMMMMM!”

UNIÃO ESPIRITUAL

As imagens começam a sumir... Tudo vibrando numa energia única e diversa de felicidade pelo planeta, pelo universo, e por todos os seres. Quando acordei hoje cedo, não lembrava dessa projeção. Sentia uma forte motivação de ser feliz, de estar bem. Sentia que viver não é uma obrigação, e ajudar é uma questão de sentir amor.

O mundo, como nosso corpo astral, é o que queremos que ele seja – o que se pensa dele. Vim para o computador, mexi com os meus chacras buscando uma boa sintonia espiritual. As imagens da projeção foram surgindo, e fui escrevendo sobre essa experiência maravilhosa.

E muito bom saber que a vida não é aquele “prato feito do dia”, que as notícias acham que é. Sei que muitos não lembram quase nada do que vivem fora do corpo, mas podem sentir a atmosfera de como acordam e do que vai por dentro. Vale a pena tentar lembrar o que é real, através da escrita, do gravador, do papo bacana, da meditação, dos desbloqueios, e do trabalho energético com os chacras. A gratidão que a gente sente é indescritível!

Torço para que os leitores também queiram descobrir. Para que todos queiram viver num mundo que ri, que é feliz – sendo feliz e rindo. Deixem sua mente cantar com o coração para o Universo. Descubram nas projeções astrais o quanto rir e ser feliz, inclusive no plano físico, faz diferença na vida de todos.


Monica Allan é participante do grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB. É a coordenadora da Oficina dó Riso. Para maiores detalhes sobre o seu trabalho, ver a sua coluna na revista on-line de nosso site: www ippb.org.br

(Extraído da revista Cristã de Espiritismo 23, páginas 58-59)

Texto <419><11/04/2003>

419 - ASPECTOS DA MÃE

- Por T. M. P. Mahadeva -

Chamar Deus de Mãe Divina não é mais equivocado do que chamá-lo Pai Divino. Desde o ponto de vista empírico, são necessários o macho e a fêmea para explicar criação do mundo. O shakta* põe ênfase sobre a feminilidade porque, enquanto a parte masculina da procriação é fugaz e momentânea, a feminina é mais permanente e íntima.

419 - PARVATI, A MÃE DOS VIAJANTES ESPIRITUAIS

Foi nas ondas serenas do samadhi que eu a encontrei.
Ela surgiu nimbada de luz à minha frente, em meio às estrelas cintilantes.
Ela nada disse, mas pelo seu olhar fui possuído por uma onda de doçura.
Fiquei paralisado, enquanto as ondas de amor varriam o meu corpo espiritual.
Um turbilhão de cores suaves envolveu-me completamente.
No silêncio da luz, Ela abençoou-me incondicionalmente.

418 - MEDITA II

Amigo (a), levanta a cabeça.
Brahman ** quer ter contigo.
Entra em teu coração,
E nutre tua alma na Luz.

Pensa Naquele Amor incomensurável,
Fonte de tua vida, senhor de teu ser.
Fecha os olhos e mergulha...
As respostas estão em ti mesmo.

418 - SOMBRA E LUZ

Mergulhado nas trevas de minhas encrencas emocionais, o amor que, um dia me deram, foi a única luz para me guiar até o meu verdadeiro Eu.

Era bem difícil encarar o rumo que a minha vida estava tomando. Então, culpei a todos ao meu redor por ter caído no buraco que eu mesmo cavara, perdendo assim todas as pessoas que se importavam e nutriam real sentimento por mim.

Mas como poderia compartilhar e entender algo que eu nem sabia que possuía?

Fácil foi xingar e afastar a todos que tentaram apontar e avisar que havia algo errado comigo. Mas finalmente o auto-questionamento bateu à porta e não consegui afastá-lo, descobrindo que tinha assinado num papel em branco o quanto tinha sido babaca, e confundindo teimosia com determinação.

O mais humilhante foi olhar-me no espelho da alma e perceber que o brilho no olhar dera lugar a um sujeito sem foco, apenas uma sombra do cara que eu era.

Nesse momento, começou aquela ladainha interior : "Coitadinho de mim! Sou tão incompreendido." "Não era a minha intenção, é que é tão difícil estar encarnado."

Como o auto-questionamento é neutro - só mostra os fatos, sem estimular ou passar a mão na cabeça de ninguém - tive que buscar a saída por conta própria. E lá estavam no caminho, o carinho, a consideração e o amor que tinha recebido, como se fossem pegadas luminosas me mostrando a direção.

Cada pegada parecia carregar o que eu aprendera com cada pessoa que tinha passado pelo meu caminho.

Lembrei-me do que dissera minha mãe, certa vez : "Filho, Deus é tão bom que transforma qualquer situação ruim em aprendizado."

Lembrei-me da antiga companheira - o único relacionamento maduro que havia encontrado - , que foi trocada por uma paixão passageira:

- Um dia você vai descobrir que o verdadeiro amor se renova por si próprio; não necessita de paixões passageiras, ou de perder a pessoa amada para descobrir o seu valor.

Vi as pegadas de um grande amigo, que já não via há algum tempo, porque fui incapaz de resolver maduramente nossas diferenças:

- Olha amigão, já fui parar nesse lugar para onde você está indo. A maior ironia de optar por esse caminho é que pisamos em todo mundo na ida, mas teremos que encontrar cada um deles na volta.

E fui seguindo, pegada por pegada, até perceber que enxergava meus próprios passos, e compreendi que a luz no final do túnel era apenas a ausência da minha própria escuridão.

Hoje, conheço um pouquinho sobre a vida e os tantos outros reinos de que falava Jesus, mas tento manter o pé no chão e focar na luz, embora possa ver a sombra ao meu lado. Depois de enfrentá-la e aceitá-la como parte de mim, minha sombra passou de inimiga à aliada.

Perfeição? Nem tão cedo!

Equilíbrio? Quem sabe?

Um certo amigo diria que se conseguíssemos apenas nos tornar pessoas bacanas e conviver numa boa com a nossa luz e a nossa sombra, já seria o bastante para uma vida, afinal passamos outras tantas tão longe disso.

- Frank -
Londres, Março de 2003.


Texto <418><07/04/2003>