387 - PÉROLA DE VYASA

"EU SOU! (5)
Dentro ou fora do corpo,
SOU EU mesmo.
Na Terra ou no espaço,
EU SOU!

387 - SINTONIA E COMUNICABILIDADE ESPIRITUAL

(Texto postado originalmente na lista Sintonia em resposta ao e-mail de um amigo sobre imortalidade)

Olá.
Tudo bem aí, cara?
Está aqui ao meu lado um dos amparadores que está ligado a mim há várias vidas.

Acabei de ler seu e-mail e dos demais amigos que opinaram sobre vida após a morte, experiências de quase-morte (EQM) e projeção da consciência. Pensei em postar mais alguma coisa sobre o tema, mas ele me ditou espiritualmente os escritos que vem a seguir.

Entenda: isso não é uma psicografia. Ele está aqui ao meu lado e vejo-o pela clarividência. Pela clariaudiência "escuto mentalmente" o que ele sugere. E vou digitando tudo, bem consciente. Não tenho nenhuma dúvida disso! Por isso minha postura é de extrema segurança e certeza quando falo sobre esses temas. Não estou viajando na "maionese do plano astral", como muitos teóricos de estudos conscienciais diriam, mas estou bem sereno e consciente, usando as capacidades do corpo mental superior, e com a sintonia ligada ao "BUDDHI" (1) (há alguns anos um dos espíritos ensinou-me várias práticas a respeito).

Meus chacras estão acesos, principalmente o cardíaco, o frontal e o coronário, e olhe que nem preciso ficar decorando ou fazendo mistérios com seus bija-mantras (2) específicos (como muitas ordens esotéricas e espiritualistas fazem) Inclusive, outro dia dois caras, um deles ocultista e o outro estudante de um certo grau avançado de estudos teosóficos, falaram comigo que estavam abismados por eu estar explicando numa palestra aberta (cerca de 200 pessoas presentes) a natureza e aplicação prática dos bijas-mantras na ativação consciente dos chacras.

Que posso fazer? Para mim isso tudo é absolutamente natural.

Não é necessário nenhum mistério para trabalhar com a minha consciência e seus potenciais. E nem nenhuma dúvida quanto a presença desse amigo extrafísico aqui do meu lado.

As percepções podem ser ilusórias, ou melhor, distorcidas pela ação de "Maya" (3), principalmente quando os centros de força estão bloqueados e limitando a lucidez da consciência. Porém, quando acesos mediante estudo e desenvolvimento consciente, abrem portas interdimensionais que franqueiam o acesso a outros planos de manifestação (denso, etérico, astral, mental, causal, búdico, nirvânico etc.)

Isso é evolução e faz parte do processo o contato com outros seres (de vários planos) situados em outras frequências vibracionais. Vivendo num universo com tantas dimensões é praticamente impossível estar solitário em alguma atividade espiritual. Sempre achei um absurdo alguém estudar sobre planos não-físicos (que interpenetram as dimensões mais densas) e negar a interdependência vibracional entre seus habitantes. Negar a passagem de informações (pela via que manifestar-se: intuitiva, mediúnica, projetiva, intelectual ou artística) de uma dimensão a outra é simplesmente querer trancar vibratoriamente cada um na sua faixa espiritual (o que destrói o conceito de sintonia e de integração consciencial entre todos os seres).

É possível pessoas extrafísicas passarem conceitos elevados (principalmente se são oriundos de dimensões mais avançadas, e isso pode ser comprovado pelo nível e qualidade da informação em questão) às pessoas do plano físico. E é possível, também, projetar-se para fora do corpo até outros planos e colher informações extrafísicas pertinentes.
É possível alguém enganar-se nisso?

É óbvio que sim, como em qualquer outra área, principalmente se faltar discernimento e amor na avaliação das vivências (há muitos fanáticos e ególatras como exemplo claro disso). Contudo, lastreado por discernimento, vontade de crescer, alegria, simplicidade, sentimentos verdadeiros e profunda vontade de servir ao "Amor Maior Que Governa a Existência", é possível caminhar espiritualmente sob a ação da própria divindade que mora na câmara secreta do coração (em sânscrito:"Anahata": "Invicto ou Inviolado") e saber com certeza o que é real naquela manifestação interdimensional.

Como diria o sábio Shankara, autor do célebre "Viveka Chuda Mani" ("A Jóia Suprema do Discernimento"): TUDO É UM! TUDO É BRAHMAN! E O ATMAN (4) SABE DISSO EM SEU CORAÇÃO!

É por transitar conscientemente por outras dimensões e estar com as antenas "em sintonia", sem medo ou teoria que bloqueie meus potenciais, que o meu chacra do coração parece um sol e os chacras da cabeça parecem duas turbinas ligadas a uma lucidez ampliada, pelo menos enquanto escrevo essas linhas.

Quando falo da certeza em relação à sobrevivência além da morte do corpo (mero descarte do veículo de manifestação denso) não é motivado por alguma crença ou por achar que isso é assim e pronto. Não!

A Terra gira em torno do Sol (e o Galileu Galilei quase dançou por isso). Isso não é relativo (lembrei-me do Einstein lendo os livros da "Doutrina Secreta" de Blavatsky), é certo! Da mesma forma, para mim a imortalidade é plena certeza. Digo isso não somente por estar lastreado nas minhas próprias experiências e nos estudos que faço de todas as áreas espiritualistas, mas sobretudo porque é o meu coração espiritual que proclama isso dentro de mim.

Segue abaixo os escritos passados pelo amparador extrafísico aqui presente, que é o sábio Vyasa.

Um abraço.

Wagner Borges.

Continua

Texto <387><25/11/2002>

387 - SECRET HEART

Harmony and love,
Secrets of heart.
The power of light,
Pleasure of stars.
Power of wings
Wings, sky and fly.

Wonder of life,
Blue sky,
Flowers and fish.
Harmony and love,
Balance.
Hands, life, energy.
Left, right, balance.
Healing heart hands.
Harmony and love,
Windows journey beyond...
Secrets (of) sky and heart...
Music of stars,
Union!

PS: My friends, thank you.

386 - AMITABHA, O PARAÍSO NO PEITO

No meio de uma meditação, ouvi uma voz interior me pedindo que visualizasse um Buda no meu coração. Como sou um péssimo visualizador, esforcei-me ao máximo para imaginar o sujeito na posição de lótus irradiando paz, mas tudo o que consegui ver foi um sorriso gigante bem no meio do meu peito.

Tentei mudar o que via, mas quanto mais tentava, mas o sorriso parecia ficar nítido. Pedi desculpa a voz, e segui mergulhado naquela imagem, e comecei a perceber que ela parecia balbuciar alguma palavra. Segui mergulhado no sorriso e comecei a ouvir um som interior:

AMITABHAYA! AMITABHAYA! *

E a voz se repetia, continuando a pronunciar aquele nome e me convidando a repeti-lo também. Comecei a repetir mentalmente "Amitabhaya", e fui tomado por uma sensação de paz e tranqüilidade tão grande, que uma hora se passou em segundos.

A cada repetição, eu mergulhava cada vez mais numa quietude e tranqüilidade impressionantes. Então, passei a ouvir aquela voz novamente:

"Como já é de seu conhecimento, céu e inferno são portáteis, pois são estados de consciência internos. Você carrega dentro de si mesmo o seu céu ou o seu inferno por toda a sua jornada na terra.

Estamos sempre tão mergulhados em nossos dramas do dia-a-dia, que vivemos no inferno do estresse e do cansaço mental, no purgatório da dúvida e do sofrimento. E às vezes, o paraíso está esperando-lhe com as portas abertas, basta apenas uma mudança de atitude para percebê-lo dentro de você mesmo.

Retorne e conte aos seus amigos, que naqueles momentos de aflição e mergulho profundo no inferno da mente humana, que eles lembrem-se de que nos seus corações também mora o paraíso. Ele se chama ´AMITABHAYA´.

Basta cantar o seu nome algumas vezes, e qualquer pessoa levantará o véu do esquecimento e descobrirá o paraíso que cada ser carrega no peito."

O meu relógio foi tocando e fui voltando, meio a contragosto. Era o meu horário de almoço e tinha que voltar ao trabalho, mas aquele mantra ficou no meu coração por todo o dia.

"OM AMITABHAYA NAMAH" para todos!

- Frank - Londres, 2001.

Notas: * Amitabha é o nome de um dos Budas que representa o paraíso a se alcançar. Os budistas chineses acreditam que ao repetir o nome desse Buda dez vezes no peito faz com que eles possam estar sentindo como deve ser estar nessa terra mítica. A prática é simples: respire, tente relaxar e repita esse mantra algumas vezes (Amitabha, Amitabhaya ou Om Amitabhaya Namah, como preferir), e você perceberá que os budistas não são nada bobinhos.
Texto <386><21/11/2002>

386 - A MÚMIA

- Por Raul Serrano -
(Ao Dr. Gerson Paula Lima, meu preclaro Mestre)

No silêncio letal, de um sarcófago antigo,
Sepultada no pó dos séculos em fora,
Ela esconde, por certo, ainda guarda consigo
Um segredo de amor que o tempo não devora.

Ruína humana que foi, talvez, o doce abrigo
De uma alma virginal que conteve uma aurora
É a macabra expressão do sonho que eu bendigo,
Sonho que se fez pó, mas que foi luz, outrora...

Múmia! Que vejo em ti, com a alma comovida?
Não vislumbro a Matéria - o pó que te reveste,
Na eterna sucessão de outras formas de vida;
Vejo o casulo, de onde, em mágico transporte,
O Espírito Imortal - borboleta celeste
Voou para outra vida, além do véu da morte.

(Esse texto foi extraído da revista "O Pensamento" - n. 496; Janeiro, 1950)


Texto <386><21/11/2002>