382 - STARGATE CONSCIENCIAL II

(Texto passado originalmente para o grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB)

382 - TOQUES XAMÂNICOS PARA VISUALIZAÇÃO E REFLEXÃO

São 18h40min. Estou digitando no lap-top que está no meu colo, dentro de um carro dirigindo-me para a cidade de Suzano, aonde vou realizar a 2a aula do curso de "Carma e Reencarnação".

No veículo também estão mais três pessoas: na direção, o meu amigo Ricardo (também conhecido como o "Gafanhoto de Suzano"); no banco do carona, o rabino Mizael Halevi (1); no banco atrás do motorista, o meu amigo César (projetor e clarividente); e eu no banco atrás do carona.

Como roubaram o aparelho de som do rádio do carro, o Ricardo arranjou um aparelho portátil para ouvirmos um som na viagem. O mesmo ficou no colo do César. Coloquei um belo cd xamânico (2) para ouvirmos.

Em meio ao tráfego carregado de São Paulo, na hora do rush, nós quatro viajamos num som xamânico maravilhoso e contamos diversas piadas (o rabino e o César são impagáveis e divertidíssimos)

Entramos na Marginal do Tietê e começamos a conversar sobre a beleza daquela música xamânica. O rabino e o César estão maravilhados com ela e já estão pedindo que eu empreste o cd depois.

O tráfego melhora e pegamos a estrada para Suzano. As janelas do carro estão abertas por causa do calor. O vento agradável bate no rosto enquanto olho para as luzes do aeroporto de Guarulhos, à minha direita.

Fecho os olhos para curtir o vento da noite. O lap-top continua ligado aqui no meu colo. Carreguei-o comigo na esperança de poder adiantar algumas coisas de trabalho nele durante a viagem.

Em dado momento, percebo a figura imponente de um xamã extrafísico na minha tela mental interior. Ele está acompanhado de um puma extrafísico. (3)

Os dois são meus velhos conhecidos. Percebo que ele quer dizer-me alguma coisa. Abro os olhos para digitar o que ele passar.

Então, ele diz o seguinte:

"Meu filho, a orientação espiritual está na ar, é só captá-la.

Jogue a rede espiritual e capture-a em seu coração.

Abra as asas da humildade e peça a inspiração do irmão vento.

Ele intercederá junto à Mãe Natureza para que você receba a mensagem do Povo Invisível para os seus irmãos de jornada terrestre.

Agradeça ao Grande Espírito pela oportunidade de servir espiritualmente aos homens da Terra. Essa é a maior honra que existe. É a grande riqueza!

Não pertence ao homem, pois é talento espiritual emprestado pelo Céu para que ele equilibre sua própria jornada.

Escute o som do irmão vento, respire a luz e carregue os escritos com a força do puma, a visão da águia e a alegria do golfinho.

Jogue a rede, e escreva..."

Sigo a sua orientação e procuro captar algo para escrever concentrando-me no vento que bate no meu rosto. Porém, devido ao movimento do carro e o balanço do mesmo, não é fácil escrever.

Olho para o lado e o César está de olhos fechados prestando atenção na música. A essa altura, já estamos perto de Suzano.

Ele abre os olhos e diz: "Wagner, eu estou vendo um xamã extrafísico aqui dentro do carro. Cara, que maravilha a energia dele."

Eu não havia falado nada para ele sobre o xamã. Então, falo que também estou percebendo sua presença espiritual e que ele quer que eu escreva algo, mas que não estou conseguindo por causa do balanço do carro.

Fecho os olhos e fico quieto até chegamos a Suzano.

* * *

Após ter arrumado o retroprojetor para a aula, fico sentado junto a mesa que fica no palco do salão em frente a turma que está chegando (cerca de 170 pessoas) Ligo o lap-top novamente e penso: "Quem sabe se não escrevo alguma coisa nesses vinte minutos que ainda faltam para o início da aula?"

Lembro-me da figura imponente do xamã e fecho os olhos. Penso no irmão vento e na responsabilidade de escrever algo para a melhoria dos outros.

Então, surge a inspiração e percebo que a mensagem é para a própria turma que está aqui no curso comigo, e que é hora de usar o talento espiritual que o Grande Espírito emprestou-me por um tempo de vida.

Entro naquela sintonia espiritual apropriada para a captação de idéias criativas, e escrevo o que chega em minha consciência (revestindo tudo com as minhas próprias palavras e o meu próprio jeito de expressão):

- Uma das maneiras do homem urbano combater a depressão é recuperar o verde da natureza no corpo. Isso pode ser feito mediante a visualização de um ambiente coberto de grama verdinha, ou da imagem de cachoeiras vigorosas visualizadas em torno da pessoa (como se ela estivesse cercada por várias cachoeiras)

Que a pessoa sinta-se em meio ao verde, cercada de cachoeiras, e estenda as mãos para frente (com as palmas viradas para cima, como se estivesse segurando um prato em cada mão).

A seguir, que ela mexa as mãos alegremente e pense na vitalidade da luz que está no ar a sua volta. Que ela sinta a vida pulsando em suas energias.

Que a sua criança interior possa ser resgatada. Que ela permita a dança da luz em si mesma, e torne-se plena de amor.

Que as suas mãos sejam as patas poderosas do puma!

Que os seus olhos de águia vejam além...

Que a sua criança interior seja possuída pelo espírito do golfinho.

E que ela salte alegremente, que cante, que dance, que brilhe, que viva, que sorria, que medite, que se supere, que nade nas águas da vida com galhardia e sabedoria.

O olhar firme da águia, a garra do puma e os saltos alegres do golfinho...

Que os homens aprendam com a natureza a arte de fluir naturalmente pela vida, sem tantas angústias dilacerando seu mundo íntimo, sem ódios e contendas, apenas vivendo e agradecendo ao Grande Espírito por tudo.

Os homens são espíritos-filhos do Grande Espírito e hóspedes da Mãe Terra.

Tudo o que vive é seu irmão. Toda coisa ou ser é manifestação da LUZ.

Homens vermelhos, brancos, negros ou amarelos, todos espíritos-filhos, todos aprendizes da vida, e irmãos da mesma aventura fantástica chamada vida.

Que todos eles percebam que são espíritos dentro do espírito da vida, manifestações do Grande Espírito, vivendo na luz do espírito...

Que eles percebam o "espírito da coisa".

Que eles se permitam ser felizes... GOLFINHO!

Que eles vejam com discernimento... ÁGUIA!

Que eles caminhem com garra em seus objetivos de vida... PUMA!

Que a criança interior sorria sempre.

PS: Foi isso que capturei do irmão vento ao jogar a rede no ar.

Espero que seja útil para as pessoas, e que o xamã que me sugeriu escrever essas linhas esteja contente de ver que os talentos espirituais emprestados pelo Céu estão sendo bem distribuídos entre os homens da Terra.


Paz e Luz.

- Wagner Borges - Suzano, 29 de outubro de 2002, às 20h11min

1. O rabino Mizael Halevi é nosso amigo e um exímio contador de piadas. Ele é o orientador da Sinagoga da cidade de Suzano. Está sempre de bom humor e adora rock progressivo (sua banda preferida é o Yes) e a série Star Trek.
Nós estavamos vindo da Editora Mythos, onde o rabino concedeu uma entrevista (que sairá num dos próximos números da revista "Sexto Sentido" ou na "Espiritismo e Ciência"). Oportunamente, vou fazer uma entrevista com ele especialmente para o nosso site sobre a reencarnação no contexto da Cabala.

2. O cd é o maravilhoso "Shoshone Dream" do músico inglês Medwyn Goodall. Esse disco inspirado é da gravadora holandesa Oreade Music.

3. O leitor poderá encontrar outros textos inspirados por esse amaparador xamã em nosso site na seção de textos projetivos e espiritualistas (textos 290 e 319)

Texto <382><08/11/2002>

381 - PESSOAS ESPIRITUALISTAS

Essas pessoas espiritualistas estão no mundo, mas não pertencem a ele. Externamente são pessoas comuns, internamente são discípulos da luz espiritual. Têm uma missão singular na existência: viver e espalhar o conhecimento espiritual na Terra.

381 - UMA CONVERSA SURPREEDENTE NO HOSPITAL

(Entrevista com Durvalino Rodrigues, técnico de necropsia do Hospital do Câncer)
- Por Mauricio Santini -

O setor de Anatomia Patológica do Hospital do Câncer fica no 1º subsolo do prédio antigo. A minha expectativa era fúnebre. Já fui preparado com patuás no bolso, dentes de alho, entre outros. Enfrentaria uma sala de autópsia. Eu nunca tinha entrado numa sala destas. E o homem então? Como seria? Uma espécie de coveiro? Daqueles que te olham nos olhos já te enterrando! E lá fui eu, com a cara e a coragem. Desci as escadas e fui penetrando nos recônditos do hospital.

Quando cheguei lá fui recepcionado por uma moça sorridente que me pediu para que eu aguardasse na sala de macroscopia. Fui observando tudo ao redor. Havia um vidro com um pequeno feto na prateleira e vários sacos plásticos com líquidos dentro. No mínimo, formol, pensei. Vixe Maria! Havia umas mesas onde algumas mulheres analisavam um pedaço pequeno de carne. Era um tumor! Uma moça, particularmente, ria muito de mim, da minha cara. Talvez da cara de espanto sorridente. Mas não fiquei estagnado. Fui até a porta e vi, na parede em frente, um quadro com um mapa inteirinho do departamento. A disposição era esta: uma sala pequena, à direita, com computador; uma sala mais ampla - aquela da mastectomia; outra ao lado desta - a da microscopia, a da autopsia e, por fim, a do velório. Eram ambientes mimosos à meia-luz!

Sai no corredor e respirei fundo. Neste momento divisei um homem baixo e calvo, vindo em minha direção. Era ele. Eu sabia que era ele. Um detalhe que me chamou a atenção foi as suas mãos brancas! Era bem peludo mas tinha as mãos muito claras. Iniciei o diálogo:

-Sr. Durvalino!

-O senhor é o sr. Maurício.

-Em carne e osso. - falando já a língua da autópsia.

Manifestei, de pronto, a minha intenção de conversar com ele em um lugar mais tranqüilo. E assim, ele me convidou para irmos à sua sala. A sala da autópsia! Logo que cheguei veio um cheiro de formol impressionante. Aliás, marcante, eu diria. Ficou nas minhas narinas por horas. A sala tem duas mesas de mármore com um ralinho e chuveirinho. Anexo, há, em cada mesa fria, uma pia. Do teto, desce aquelas luminárias de alumínio. Sentei numa cadeira com almofada e o Durvalino na minha frente. Mas que cara de técnico de necropsia esse cara tem! Ele iniciou sua narrativa contando que exerce essa profissão há 31 anos. Começou no Hospital do Servidor, onde está até hoje. Concomitantemente foi para a Escola Paulista de Medicina e de lá foi encaminhado para o Hospital do Câncer, em 1982. Eu perguntei a razão pela qual ele havia optado por essa profissão. A imaginação da gente começa a pregar peças (eu era açougueiro e..., eu sou de uma família de necrófilos etc) E a resposta não poderia ter sido outra. A mais óbvia. Grana. Essa profissão costuma a ganhar uns 40% a mais que qualquer técnico de manutenção de telefones, sua profissão anterior.

E fomos conversando...Quando, da minha surpresa, pude ver algo no mínimo curioso. Não se tratava de pedaços ou descartes e sim, uma caixa com cds "new age" com sons que imitam a natureza. O que estaria fazendo esses cds ali? O homem, vendo o meu espanto disse: - Coloco para relaxar um pouco e até mesmo para fazer as necropsias, quando o médico deixa. Eu não poderia deixar de tecer comentários elogiosos diante daquela postura. Como sempre tive a espiritualidade como convicção argumentei que isso talvez ajudasse no transpasse do ex-encarnado para o outro lado. Mas não o disse com estas palavras. Falei de maneira mais simples. E não é que o homem me confidenciou que fazia Yoga e sabia da existência de uma realidade extrafísica, obviamente em outra dimensão! Fiquei perplexo. E disse mais. Disse que certa vez um amigo espírita criticou o fato dele fazer esse tipo de trabalho e que isso era prejudicial aos espíritos. Porém, a sua réplica não poderia ter sido a mais genial: -Eu sou parte de um contexto necessário. Deus utiliza os meus serviços em prol da ciência. Alguém teria que fazer este serviço.

Não me sinto corajoso por isso e, sim, útil. A partir de necropsias, autópsias e biópsias muita gente se cura!
E depois desse aprendizado, foi me contando toda a sua história, com detalhes mórbidos. Como se fazia uma necropsia. Seu estudo sobre técnicas de dissecção de órgãos. A leitura de uma série de livros a respeito. Falou do seu mestre na área - o Prof. Antonio das Graças. Que a primeira autópsia a gente nunca esquece! Que a estréia foi numa criança, mas que só observou. E que a segunda foi ele mesmo quem fez e que sabia o nome e se lembra até da fisionomia dela...Em suma, um relatório completo. Eu me sentia como se estivesse assistindo a um episódio da Família Adams.

O sr. Durvalino disse que nunca se impressionou ou teve medo de cadáver. Dorme como anjinho, por volta de duas horas diárias! Duas horas, eu disse! Come muito bem. Aliás, vai a churrascarias e devora nacos de carne, sim senhor! E não é só essa a sua função. Ele busca corpos, ajuda a Djanira a vestir os falecidos etc. Certa vez, ele me contou que foi buscar uma senhora que acabara de morrer. A filha desta senhora chorava copiosamente em cima do caixão. No velório do hospital existem três macas onde ficam expostos, nos devidos caixões, os falecidos. Durvalino teria que pegar a mulher para fazer uma necropsia. Assim, ele pediu licença a moça para levar o corpo. Ela assentiu recomendando que ele tomasse cuidados com a sua mãezinha. Quando ele foi conferir o nome da senhora ele tomou um susto. A mulher estava chorando sobre o defunto errado. Não era nada daquilo, ou melhor, daquela. Ele avisou a moça que ficou um tanto sem jeito. Porém, voltou a chorar, agora em cima da pessoa certa.

Esse pacote de histórias sobre a vida, esses relatos, entre os trágicos e os cômicos. Essa intrigante curiosidade de um simples técnico em necropsia que é crente numa manifestação espiritual... Essa cruzada de homens, heróis e abnegados. Tudo isso faz com que o Hospital do Câncer seja, no mínimo, algo além do especial. Onde a morte costuma dançar com a vida sob uma linda trilha sonora de amor. Dessa maneira, saí, mais uma vez, dessa série de reportagens recolhendo os meus pedaços...

- Nota de Wagner Borges: Maurício Santini é nosso amigo de muitos anos. Ele é jornalista e escreve textos muito inspirados, e nos autorizou a postagem dessa entrevista. Há outros textos dele postados em nossa seção de textos projetivos e espiritualistas em meio aos diversos textos já enviados pelo site.

Obs. Maurício e Frank são dois dos nossos amigos que estarão presentes com seus ricos textos em nosso novo site ampliado. Ambos terão colunas específicas para a postagem de seus escritos.

Se tudo ficar pronto nesses próximos dias, é bem provável que o nosso site ampliado (na verdade, um pequeno portal repleto de informações espiritualistas e projetivas) já esteja disponível na Internet na próxima semana.

Avisaremos a todos no próximo envio de texto.

Texto <381><04/11/2002>

381 - INDECISÕES

Um dia você está aqui, mas quer estar lá.
Outro dia você está lá, mas quer estar aqui.
E lá vai você perdido pela vida,
Sem saber o que quer nem pra onde ir.

Um dia você está sozinho, mas quer encontrar o Amor.
Outro dia você O encontrou, mas quer voltar a ficar sozinho.
E lá vai você seguindo com o coração vazio,
Sem saber porque não recebe de ninguém o seu merecido carinho.

Um dia você está desempregado, e quer logo trabalhar.
Outro dia você está trabalhando, mas não pára de reclamar.
E lá vai você sem dinheiro uma vez mais,
Sem saber por que nenhuma empresa quer lhe empregar.

Um dia você acusa seus pais, tentando achar um culpado.
Outro dia culpa Deus, por não ser afortunado.
E lá vai você desperdiçando outra oportunidade
De ter uma vida produtiva, com alegria e aprendizado.

Um dia, em plena vida, você acha que tudo desaparecerá quando morrer.
Outro dia, além da morte, descobre que a vida teima em continuar,
E seus problemas ainda estão com você.
E lá vai você esperando uma nova chance de reencarnar e estar na Terra novamente.

Será que dessa vez você vai viver seu Presente ou vai
Apenas seguir desejando uma situação diferente?

Somos Todos UM SÓ!

- Frank -
Londres, 27 de outubro de 2002.


Texto <381><04/11/2002>