1587- VIAGEM AO ESPAÇO INTERIOR

1587 viagem ao espaco interior
 
 
 
VIAGEM AO ESPAÇO INTERIOR
 
- Darshan Singh -
 
Desde tempos imemoriais, os santos e os profetas nos estão dizendo que, assim como temos mundos e universos externos, também temos mundos e universos internos.
Falam-nos das viagens por estes mundos interiores, e as escrituras de todas as grandes religiões fazem referências a essas viagens místicas, cujo propósito ultérrimo é a comunhão da alma com o seu Criador.
É um fato que esta verdade é a alma das tradições esotéricas e religiosas, que nos têm chegado desde os tempos mais remotos. Essas tradições não só afirmam que o homem é uma entidade espiritual, uma entidade que sobrevive à morte física, senão que essa entidade ou alma pode elevar-se sobre o corpo – ainda enquanto vivo – e penetrar à vontade nos reinos existentes mais além deste mundo físico.
Pode ser que para a Ciência a viagem ao espaço externo seja uma nova concepção, porém a viagem ao espaço interno tem sido parte integral do misticismo desde o alvorecer da história.
 
- Nota de Wagner Borges:
Darshan Singh (1921-1989) – foi um grande mestre iogue do Shabda Yoga.
Esse texto é uma ótima síntese sobre a importância da projeção consciente e foi extraído do opúsculo “O Desafio do Espaço Interior” (p. 8-9; Ed. Sawan Kirpal Índia).
Obs.:
Projeção da consciência – é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico.
Sinonímias: Viagem astral – Ocultismo.
Projeção astral – Teosofia.
Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz.
Experiência fora do corpo – Parapsicologia.
Viagem da alma – Eckancar.
Viagem espiritual – Espiritualismo.
Viagem fora do corpo – Diversos projetores extrafísicos e autores.
Emancipação da alma (ou desprendimento espiritual) – Espiritismo.
Arrebatamento espiritual - autores cristãos.
 

Texto <1587><01/10/2017>

1586 - HÁ ALGO MAIS... UM AMOR, UMA LUZ. - CXXXVIII*

1586 ha algo mais um amor uma luz cxxxviii
 
 
 
HÁ ALGO MAIS... UM AMOR, UMA LUZ. - CXXXVIII*
(Uma Canção Para Fazer o Coração Voar...)
 
Você me disse que eles morreram...
Mas, eu lhe digo que não!
Enquanto você chorava, eles voavam na Luz.
Porque ninguém morre!
No velório, descia uma chuva fina...
Entretanto, acima das nuvens, as estrelas continuavam brilhando.
Eu sei que o seu coração estava cinzento...
Mas, eu os vi subindo pela trilha do arco-íris.
E nenhum deles estava de mortalha!
Nada disso. Eles estavam brilhando tanto...
Passado o tempo na Terra, o que fica?
O que se leva, se o corpo não tem bolsos?
A vida não começa no útero e nem termina no túmulo!
Eu lhe digo isso com toda a força do meu Ser.
Pois eu os vi atravessando os planos da vida...
Voltando para casa (aquele lar sempre sonhado).
Eles não tinham asas, mas, como voavam...
E depois que eles entraram na Luz, eu ri muito.
Porque há algo mais... um Amor e uma Luz.
 
P.S.:
Alguém me disse, espiritualmente:
“Escreva algo para quem está com o coração cinzento.
Com toda a força do seu Ser, fale novamente sobre algo mais...
Um Amor e uma Luz.
Faça isso de forma lúdica, como canção.
E que seja curtinha, mas bem direta.
Para fazer o coração voar...”
Então, eu escrevi essas linhas.
E depois eu ri muito.
Porque eu sei que há algo mais...
Um Amor e uma Luz.
(Enquanto eu ria, eles voavam, algures, ainda bem.)
 
Paz e Luz.
 
(Dedicado aos que compreendem a canção da imortalidade e que atravessam o ceticismo do mundo com os olhos brilhando e alma linda.)
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 27 de setembro de 2017.
 
- Notas:
*
Obs.: Enquanto eu passava a limpo esses escritos, rolava aqui no meu som a linda canção “Ceremony of the Aurora”, do violonista americano Eric Tingstad. Então, deixo, na sequência, o link do Youtube para quem quiser aprecia-la também.
 

Texto <1586><28/09/2017>

1586 - BRAHMAN, O GRANDE!

1586 brahman o grande
 
 
 
 BRAHMAN, O GRANDE!
 
Quando você sentir que emoções insidiosas estão cercando o seu coração, transforme-as em algo bom, com o seguinte pensamento:
“Só Brahman* é Grande! Ele é o oceano infinito...
Essas emoções não passam de pequeninas partículas ilusórias que se arrastam no fundo do meu Ser. Eu sou o Atman! Eu sou a Luz imperecível!
Eu sou real, essas emoções são passageiras.
Dentro de mim pulsa o Amor universal, pois o coração de Brahman pulsa em todos os corações”.
Opere dentro de si mesmo as transformações necessárias.
Não se compare aos outros...
Você não é superior ou inferior a alguém, é apenas você mesmo, o Atman** imperecível.
Permita à Consciência Cósmica agir em você.
Medite: “Só Brahman é Grande!”
Interiorize esse pensamento sáttvico*** em sua mente e em seu corpo até o ponto em que os seus chacras****, os seus sentidos e os seus órgãos fiquem em ressonância com o Divino.
Pratique esse pensamento, até que ele se torne um mantra em você.
Opere com sentimentos verdadeiros e com humildade real.
Opere com inteligência em prol do seu equilíbrio.
Não rateie com o ego, não barganhe com a preguiça e não deixe o medo paralisar os seus potenciais maravilhosos.
Pontifique a confiança.
Trabalhe com serenidade e dedicação.
 
P.S.:
Pense no sol.
As emoções pesadas são semelhantes às nuvens escuras.
A tempestade vem com elas e junto, o peso de Maya (ilusão).
O resultado é o seu coração nublado (e a consciência turbada).
Brahman é o sol!
Ilumine o céu do seu coração com esse pensamento magnânimo.
Lembre-se sempre: Ele é Grande!
Permita à Consciência Cósmica agir em você.
Faça por onde merecer a Luz em seu céu.
Por favor, permita a si mesmo ser feliz.
Deixe a Luz entrar, pois Brahman é o fim da saudade do Amor.
 
- Os Iniciados***** –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges.)
 
- Nota de Wagner Borges:
Esses escritos foram recebidos um pouco antes do início de um curso de Orientalismo (com ênfase no Hinduísmo). Naturalmente, o seu clima psíquico evoca aquela sabedoria ancestral da antiga Índia, berço daqueles sábios (rishis) que inspiraram a consecução dos Upanishads. A eles, grandes mestres, que continuam ajudando silenciosamente a humanidade, a nossa admiração e agradecimento.
 
- Notas do Texto:
* Brahman – do sânscrito - O Supremo; O Grande Arquiteto Do Universo; Deus; O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência, além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-Lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele/Ela é Pai-Mãe de todos.
** Atman – do sânscrito – o espírito; o ser imperecível; a centelha vital do divino; a essência espiritual.
*** Sattva - do sânscrito - equilíbrio, pureza.
Tudo o que se refere a sattva é considerado sattvico. Exemplos: paz interior, equilíbrio emocional e energético, sentimentos elevados, lucidez, discernimento e manifestações equilibradas.
**** Chacras – do sânscrito – são os centros de força situados no corpo energético e têm como função principal a absorção de energia – prana, chi – do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
Os principais chacras são sete, que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.
Obs.: Ver o texto “Chacras e Cura Psíquica – II”, no seguinte link do site do IPPB: https://ippb.org.br/bioenergia/chacras-e-cura-psiquica-ii
(E, para mais informações detalhadas sobre bioenergia, aura e chacras, ver a seção específica no site do IPPB, no seguinte link: https://ippb.org.br/bioenergia).
***** Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente.
Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.
 

Texto <1586><28/09/2017>

1585 - KRISHNA E A GOPI - UMA LINDA HISTÓRIA DE AMOR - II

1585 krishna e a gopi uma linda historia de amor ii
 
 
 
KRISHNA E A GOPI - UMA LINDA HISTÓRIA DE AMOR - II
 
Krishna, ainda agora, eu recebi a visita espiritual de uma de suas gopis*.
Ela me disse: “Ama o mundo, por Ele!”
Então, o meu coração se derreteu nas ondas do Grande Amor.
As estrelas desceram aqui e rodopiaram na dança de ananda.
Ela dançou junto, bem aqui, na sala do meu lar.
E sei lá como, eu via outras gopis, algures, em outros planos...
Em meu coração, eu escutei: “Vença a si mesmo”.
Ah, Govinda**, como eu lido com algo assim?
Esse Grande Amor descendo aqui, em forma de mulher-estrela...
Dançando alegremente, em Seu Nome, nas ondas do Darma***.
No olhar dela, eu senti a alma do olhar de todas as mulheres...
E era alma de Amor. Era alma de Mãe. Era alma linda.
Ela me disse que o Sagrado Feminino é um estado de consciência.
Então, ela fez um gesto de despedida e sumiu dentro de um clarão.
Eu fiquei aqui, admirado, com o presente dessa visita.
Ah, Senhor dos Olhos de Lótus, muito obrigado por tê-la enviado aqui.
(Eu estou cada vez menor diante do Grande Amor).
 
P.S.:
Diante do infinito, eu estou igual criança.
Olho para as estrelas, lá em cima e me admiro.
Às vezes, elas estão dentro dos meus chacras****.
Outras vezes, elas dançam no meu lar.
E eu fico cada vez menor, pois sei o meu lugar.
Ah, que presentão essa mulher linda e feliz me trouxe nessa noite...
“Ama o mundo, por Ele”, foi o que ela me disse.
E, em meu coração, eu compreendi.
Dentro ou fora do corpo, eu sei que as estrelas dançam.
 
(Peço aos leitores que leiam a primeira parte desse texto, nesse link):
Se possível, leiam o texto escutando isso aqui:
Michael Hoppe- “Pastoral” –
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma, na borda de completar 56 anos de “encadernação” nas lides da Terra, cada vez menor, ainda bem.
São Paulo, 22 de setembro de 2017.
 
- Notas:
* Gopis - do sânscrito - as pastoras de Vrindavan, companheiras e devotas de Sri Krishna, exemplos do mais intenso Amor Divino.
Obs.: Krishna - na cosmogonia hinduísta, é considerado o maior dos avatares divinos; ou seja, o divino feito homem, para regeneração da Luz entre os homens. Assim como Jesus é a grande referência de Amor para os cristãos, Krishna é a grande referência de amor para os hindus.
** Govinda e Gopala – do sânscrito - são epítetos de Krishna, considerado como o "Pastorzinho divino", que tangencia os seres na direção da Bem-Aventurança (ananda) e da consciência cósmica (o samadhi, a expansão da consciência, muitas vezes associada ao despontar da aurora dissolvendo as trevas - o ego - e fazendo a atmosfera dançar na luz).
Govinda e Gopala também são considerados como mantras de dissolução de climas psicofísicos densos. Trazem alegria e espantam as confusões e equívocos.
*** Darma – do sânscrito - dever, missão, programação existencial, mérito, bênção, ação virtuosa, meta elevada, conduta sadia, atitude correta, motivação para o que for positivo e de acordo com o bem comum.
**** Chacras - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico. Os principais chacras são sete - que estão conectados com as sete glândulas que compõe o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.
Obs.: Enquanto eu passava essas linhas a limpo, rolava aqui no meu som uma coletânea de mantras do vocalista venezuelano Ilan Chester. Então, deixo, na sequência, os links do Youtube para algumas de suas lindas canções.
Ilan Chester:
- “Vibavari Sesa” -
- “Tulasi” -
- “Gauranga” –
- “Narasinha” –

Texto <1585><24/09/2017>

1585 - NINGUÉM É ESTRANGEIRO

1585 ninguem e estrangeiro
 
 
 
NINGUÉM É ESTRANGEIRO
 
Nesse Universo, que é feito de Luz, todos os seres brilham infinitamente.
Os orbes e os sóis se movimentam sob o aceno do Ancião dos dias, Origem de todas as coisas e seres.
Na Luz da vida, ninguém é estrangeiro!
Independentemente da cor da pele do corpo e da cultura onde está inserida, cada consciência pertence à raça da Luz.
Cada Ser carrega o fogo estelar em si mesmo.
Cada Ser é um viajante eterno pelos campos infinitos de Deus.
O passaporte é o seu próprio coração; e a evolução é que carimba o seu visto.
E, por onde vai, em cada país, em cada mundo, pegando carona na cauda dos cometas, ou mesmo nos planos espirituais, cada consciência sabe que viaja pelo corpo vivo do Todo, o Universo.
E sabe que ninguém é estrangeiro, e que todos os seres vêm da mesma Luz!
Aquela Luz que está em tudo.
Aquele Amor, que é Pai-Mãe de todos.
Aquela Consciência Maior, Causa de tudo.
O Grande Viajante Cósmico, que também viaja por dentro de todos os corações.
Todo espírito é viajante eterno, e Deus é o Guia secreto de todas as viagens, na Terra e Além...
Então, guiadas por Ele, que todas as viagens sejam felizes!
 
(Dedicado ao meu amigo Frank Oliveira.)
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
 
- Nota:
Esse texto foi escrito durante o lançamento do livro “Um Paraíba Vagamundo – Crônicas e Poesias de um Viajante Vagamundo”, de autoria do meu amigo Frank Oliveira (http://cronicasdofrank.blogspot.com).

Texto <1585><24/09/2017>