1509 - O RIO E O DESERTO

1509 o rio e o deserto
 
 
O RIO E O DESERTO
 
- Por J. J. Benitez -
Um rio, depois de correr livre e despreocupado entre penhascos nevados, profundos canyons e férteis campinas, chegou ao deserto.
Suas águas, até então ágeis e transparentes, perderam a velocidade e se viram turvadas pela areia.
E aquele rio, em sua agonia, clamou aos céus:
- Que posso fazer para continuar meu caminho?
Uma velha palmeira, ao ouvi-lo, compadeceu-se e sussurrou da ponta de suas folhas:
- Evapora-te e salvarás tua essência.
E aquele velho rio, compreendendo, elevou-se sobre si mesmo, unindo-se às nuvens do céu.
(A morte não é senão a recuperação de nossa primigena e verdadeira identidade.)
 
(Texto extraído do excelente livro “A Outra Margem” – do jornalista, pesquisador e escritor espanhol J. J. Benitez – Editora Mercuryo).
 

Texto <1509><08/07/2016>

1508 - A REDENÇÃO ESPIRITUAL DO HOMEM DA CROSTA

1508 a redencao espiritual do homem da crosta
 
 
A REDENÇÃO ESPIRITUAL DO HOMEM DA CROSTA
(Depoimento de uma Entidade Sofredora na Hora da Assistência Espiritual)
 
- Texto Postado Originalmente na Lista do Grupo de Estudos do IPPB*.

“Por favor, deixe tocar...
Fazia muito tempo que eu não ouvia algo tão lindo!**
Onde eu estava antes era só havia lamúrias e vociferações.
Você está vendo essa crosta agarrada nas minhas costas?
Isso cristalizou de tal forma, que não tenho como ir para a Luz.
Então, os mentores espirituais*** me trouxeram até aqui.
Eu não os vejo, só escuto o pensamento deles dentro da minha mente.
E eles me disseram que você ajuda gente desgraçada, como eu.
Eles me tiraram de uma fossa fétida, onde eu estava há um tempão.
Eu nem sei mais por quanto tempo, perdi a noção; só sei que estava na lama.
E era lama de sangue! Porque eu fiz mal para muita gente, eu sei.
E paguei um preço muito alto: a minha degradação espiritual após a morte.
Caí no poço de minhas próprias trevas... E entrei numa espiral de memórias ruins.
Por mais que eu tentasse, não conseguia sair dos meus pensamentos terríveis.
Eu via e revia, vezes sem conta, a face dos que prejudiquei, e suas lágrimas...
Às vezes, eu conseguia ir até o cemitério onde meu corpo foi enterrado.
E, ali, na beira do túmulo, eu chorava muito... e minhas lágrimas eram ácidas.
Veja você, até minhas lágrimas me puniam. Elas me queimavam a cara!
Outras vezes, fui levado por homens terríveis, bem piores do que eu fui...
E eles me batiam com “porretes elétricos”, e me deixavam sem energia alguma.
Até que estacionei na fossa escura, e fiquei ali, em meio à lama sanguinolenta.
O resultado disso você vê agora, é essa crosta horrível em minhas costas.
Ela agora faz parte de mim. E me faz parecer um monstro deformado.
E os mentores que me tiraram de lá me disseram que você me ajudaria...
Porque, com essa crosta agarrada, eu não posso fazer a travessia para a Luz.
Eles me trouxeram desde cedo, e eu vi você na rua. Por isso você sentiu um peso.
Desculpe, mas o peso era eu! E como você vibrou sua Luz, tive que me afastar.
E também foi por minha causa que sua caneca de café caiu no chão. Perdoe-me!
É que a minha situação é desesperadora e eu preciso muito entrar na Luz.
Os mentores me disseram que você não julga ninguém e pode me salvar.
E eu vi isso no seu pensamento... Você é fiel e sabe como ajudar homens como eu.
Por favor, me salve. Tire essa crosta de mim. Eu não sou um monstro!
Eu fiz muita coisa ruim, mas já fui purgado demais por isso. Estou arrependido!
E você pode verificar isso com os bons mentores. Eles me trouxeram até aqui.
E me disseram que o lema deles é ‘fazer o Bem sem olhar a quem!’
E eu já melhorei, só de estar aqui. Até consigo chorar direito, sem queimação.
E os mantras que você está ouvindo me fizeram muito bem, eu nunca tinha ouvido.
Eu carrego essa crosta e pareço um monstro, mas, sabe o que mais me machuca?
É o julgamento dos outros! Eu errei e fiz muita loucura, mas me arrependi.
E não preciso levar pedradas dos outros. E quem é santinho nesse mundo?
Eu só quero entrar na Luz e ficar em paz. Quero chorar e me aliviar, sem a lama.
Quero escutar mantras e, quem sabe, até mesmo aprender o significado deles.
Gostei de Shiva, mas, agora, o meu favorito é Ganesha****. Ele é forte e justo.
Ele tira os obstáculos do caminho da gente e, talvez, me ajude com essa crosta.
Por favor, reze por mim. Emane aquela Luz que eu vi você irradiar lá na rua.
Quando a minha crosta cair, os mentores me levarão com eles. E eu quero ir!
Por favor, me faça ser gente normal novamente. Eu quero voar e recomeçar.
Se você me ajudar, eu juro que também farei o bem sem olhar a quem!
E serei eternamente grato por essa libertação. E vou dar a volta por cima...
O portal luminoso já está aberto, aqui na sua casa mesmo, lá no quarto dos discos.
E, assim que essa crosta se soltar, eu correrei até lá e mergulharei nele.
Foi isso que os mentores me disseram. E eles contam com você para isso.
Eu agradeço a sua atenção e novamente lhe peço desculpas pelos transtornos.
Ainda bem que eles me trouxeram até aqui, porque eu gostei dos mantras.
E o mais importante: você não me julgou e nem me desprezou por eu ser horrível.
Eu estou nas suas mãos. E, como aprendi, vou rezar para Ganesha me ajudar.
A Força d’Ele vai me levar para a Luz... e a sua força também!
Eu gostei disso: “Fazer o Bem sem olhar a quem!” – e sem julgamento algum.
Eu nem sei o seu nome, mas vi coisas boas e luminosas em torno de você.
Eu sei que hoje é o dia de minha libertação! E vou esperar aqui, de olho no quarto.
E, quando a crosta cair, eu vou subir. É hoje, Ganesha! Por favor, me salve.”

- Anônimo –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 30 de dezembro de 2015.)
 
- Nota de Wagner Borges:
Esse espírito foi trazido até aqui pelos mentores do Grupo dos Iniciados*****. Eles estão tratando-o e precisavam drenar as energias densas aderidas ao seu corpo espiritual. Por isso o trouxeram até aqui, para o devido aporte de assistência interplanos.
E, agora, ele já foi levado por dois dos mentores. Oxalá ele seja feliz em seu novo lar, e aprenda os mantras de que tanto gostou. Sem a crosta que tanto o incomodava, agora ele poderá chorar lágrimas de Luz.
Há tantas coisas que eu poderia dizer, mas há momentos em que o silêncio é necessário. E casos assim ensinam muito... principalmente na questão da assistência espiritual e dos mecanismos anímico-mediúnicos******.
E eu fico contente de minha pequena Luz ser útil para outros...
Porque a Grande Luz é a do Todo, que está em tudo!
Ah, eu poderia dizer tanto... mas, agora, eu só quero ficar quietinho.
Há coisas que só são percebidas na sintonia espiritual do coração.
Então, que assim seja: que o silêncio fale, de coração a coração.
Paz e Luz.
E Gratidão.
 
- Notas do Texto:
* Pessoal, o lance que relato na sequência rolou ainda agora, fim de tarde.
E eu escrevi tudo no calor da vivência...
E, agora, eu estou sentado com o Rama e escutando o lindo CD de mantras “Bhakti”, do vocalista Ilan Chester, com temas alusivos a Rama e Krishna.
Estou aqui nas ondas do Amor sereno, me sentindo como um avatarzinho da Luz, estrela e homem num só corpo. Ainda um avatarzinho mixuruca, mas firme nas lides espirituais e humanas, sempre crescendo...
O espírito carente que foi atendido ainda agora estava numa situação muito ruim, deformado e cheio de culpa. E eu senti todo o peso dele. E não é fácil segurar isso...
No entanto, o Amor que desceu aqui permeou a ele e também a mim.
E quando ele foi levado para a Luz, o Amor ficou aqui.
Esse Amor que continuo sentindo, com o Rama dormindo encostado em mim.
Ah, eu escuto esses mantras e nem mesmo sei mensurar o que sinto...
É “muita areia para o meu caminhão aguentar!”
Eu escuto o Nome de Krishna, e o meu coração se derrete de amor.
Então, eu olho para fora e penso numa Luz...
E o meu coração se encontra com o Céu.
E eu não sei mais o que dizer.
Se possível, leiam o texto escutando isso aqui:
Michael Hoppe - “Pastoral” -
Quem sabe, pela atmosfera da música, vocês possam perceber o que eu não consigo colocar em palavras?
** No momento em que eu percebi a presença desse espírito, rolava aqui no meu som uma coletânea de mantras alusivos a Shiva e Ganesha.
Obs.: Em determinado momento do seu depoimento, ele fala de “porretes elétricos”, que são como chuços extrafísicos (artefatos negativos plasmados na energia densa do astral inferior).
*** Mentores Espirituais - entidades extrafísicas e positivas que ajudam na evolução de todos; amparadores extrafísicos; protetores astrais; auxiliares invisíveis; guardiões astrais; benfeitores espirituais; guias espirituais.
**** Shiva - na cosmogonia hinduísta, o Divino é representado por três aspectos fenomênicos: Brahma - O Criador; Vishnu - O Preservador; e Shiva - O Transformador.
Shiva é o senhor de todas as transmutações na natureza, é o senhor das energias e de todo movimento vital. Em muitas representações simbólicas, Ele é representado como o "Nataraja", O Dançarino Divino que faz o universo vibrar e girar em sua eterna dança cósmica (que dilui as brumas da ilusão e faz ver o real). Por isso, algumas imagens O mostram dançando dentro de uma roda (o universo).
Para melhor compreensão sobre isso, ver o texto “Shiva – O Mahadeva”, postado no site do IPPB, no seguinte endereço específico: https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=4681   
Obs.: nas notas desse texto está postada uma coletânea de textos relativos a Shiva, postados antes como textos periódicos do site ao longo dos anos – www.ippb.org.br
Ganesha – do sânscrito - o Deus com cabeça de elefante, filho de Shiva e Parvati, considerado o removedor dos obstáculos e também patrocinador dos escritores.
Obs.: Sobre o Deus Ganesha, favor ver os textos “Rompendo a Barreira do Passado – I e II”- e “Divindade Elefantóide”, no seguinte link do site do IPPB:
***** Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente.
Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.
****** Ver o texto “Luz – A Paixão Espiritual Que Move os Corações”, postado no seguinte link do site do IPPB:  
Obs.: Como o cara gostou muito dos mantras de Ganesha, deixo, na sequência, um texto do meu querido amigo Maurício Santini, justamente sobre isso.
           
GANESHA É O ESTADO DA CONFIANÇA PLENA
- Por Maurício Santini* -

Quem conhece a lenda de Ganesha** sabe que essa miscelânea de elefante com menino foi por conta de sua fidelidade e coragem.
Nem sempre Ganesha foi um elefante.
Ele se tornou um híbrido pela destemperança do seu pai, Shiva.
Não fosse por Parvati, mãe do garoto Ganeshinha, ele não recuperaria sua vida e nem se tornaria o símbolo que é.
Parvati obrigou Shiva a trazer Ganesha de volta à vida. Assim, Shiva aproveitou para colar a cabeça de um elefante ao corpo do garoto jazido.
E, assim, nascia o Patrono dos Escritores: Ganesha!
Além deste patronato aos que portam a pena (hoje, teclado), Ganesha é usado como um amuleto de proteção em casas, ambientes e lojas.
Reparem que as pessoas o colocam na porta, como um guardião. No entanto, Ganesha também é conhecido como removedor de obstáculos, justamente porque é filho de Shiva, o eterno Deus da mudança!
Muitas vezes, me deparei com momentos em que pedi auxílio à energia de Ganesha, para que esta pudesse desatar alguns nós e revelar o que estava oculto.
Na esmagadora maioria das vezes eu consegui meu intento.
O problema é que, muitas vezes, não queremos enxergar as verdades e as acobertamos. Assim, não escutamos as “ganeshadas”.
Há milhares de espíritos desencarnados que se vestem de Ganesha para auxiliar o próximo. Quem costuma passear pelos planos astrais, superiores ou inferiores, pode ver alguns “Ganeshas” guardando templos, protegendo ambientes extrafísicos, atuando no resgate de espíritos perturbados, inspirando poetas, músicos e escritores. Há legiões de Ganeshas que lutam bravamente contra a ignorância.
Quem percebe a figura do menino-elefante pode ver um rato como seu companheiro. Grande parte dos elefantes sente pavor de ratos, numa espécie de receio ancestral. Eles têm medo que os animais pequenos entrem em suas trombas e os sufoquem. Ganesha mostra o destemor e a segurança de quem está com Deus e nada teme. Confiança.
Eu poderia escrever um livro sobre essa divindade, que muitos defendem como se fosse o capeta. Certa vez, uma evangélica me disse que o Deus dela era o original, e o meu, genérico. – “Como você pode acreditar num deus com cabeça de elefante?”
Eu não respondi. Para mim, Ganesha é tão Deus quanto eu, você e ela, num Universo em que o Todo é Deus.
Será que ela entenderia que nossa segurança, nossa confiança, nosso destemor é um estado de Ganesha? E que todos nós somos Deuses, conforme o próprio Rabi*** predisse?
Eu não respondi. Simplesmente pedi a Ganesha que a protegesse, mesmo que fosse de si mesma...

- Notas de Wagner Borges:
* Mauricio Santini é jornalista, escritor, poeta e espiritualista. É meu amigo há muitos anos e sempre me emociono com seus textos brilhantes e cheios daquele algo mais que só os grandes escritores e poetas possuem. Para ver outros textos dele, é só entrar em sua coluna na revista online do site do IPPB: https://ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=category&id=54&Itemid=88  - ou no seu blog na Internet: http://msantini.blogspot.com.br/     
** Ganesha – do sânscrito - o Deus com cabeça de elefante, filho de Shiva e Parvati, considerado o removedor dos obstáculos e também patrocinador dos escritores.
*** Rabi – mestre.
Obs.: No contexto desse texto, o mestre é Jesus. 

Texto <1508><06/07/2016>

1507 - HÁ ALGO MAIS... UM AMOR, UMA LUZ. - CX

1507 ha algo mais um amor uma luz cx
 
 
HÁ ALGO MAIS... UM AMOR, UMA LUZ. – CX*

Querido Krishna!**
Eu vejo o Teu Jardim Celeste...
De onde vertem tantas cachoeiras.
De onde desce o Teu Amor sobre o mundo.
O som de Tua Flauta ressoa dentro dos meus chacras***.
Eu sinto Tua Luz descendo por dentro de minha coluna vertebral.
Então, a Maré do Teu Amor me leva...
Ah, Govinda!****
Dissolve o que é ruim dentro de mim...
Torna-me um dos teus Naranandas*****.
Para que eu trabalhe em Teu Nome.
Que, por onde eu for, Tua Luz me guie...
O meu coração não é mais meu, é Teu.
Sempre foi e sempre será!
Eu vejo as Tuas cachoeiras lavando as dores de muitos...
Sim, eu sei dessa vertente invisível.
Eu a vejo com meu coração.
Eu sei de outros que também a veem...
Sim, outros que também mourejam nas lides do Teu Darma******.
Por favor, permita-me falar disso numa canção.
Ah, Gopala!
Eu vejo as cachoeiras do Teu Jardim...
Elas vertem as águas do Amor.
E, assim, aqui no mundo, muitos corações são lavados.
Homens e espíritos são tocados invisivelmente.
Alguns lerão essa canção... e serão felizes.
E, em seus corações, eles compreenderão...
Que o invisível imanente está presente.
E que ninguém morre, jamais!
Sim, eu vejo as Tuas cachoeiras de compaixão.
E, contente, eu penso no Bem do mundo.
Ah, Krishna!
Que essa canção chegue aonde deve...
E só leve Luz.
(Há algo mais... Um Amor, uma Luz).

Om Sry Krishna!
Mukunda Murari*******.
 
P.S.:
Escrevi essas linhas após ver um sítio extrafísico lindo, cheio de cachoeiras e ambiente verdejante. Trata-se de um lugar espiritual de cura, situado em planos elevados, e que está ligado às vibrações de Krishna (uma espécie de ambiente florestal, plasmado no Astral, lembrando os bosques onde o Senhor de Olhos de Lótus brincava quando jovem). Aliás, ter visto tal beleza espiritual me deixou muito contente. E eu agradeço a Krishna por isso.

- Wagner Borges - mestre de nada e discípulo de coisa alguma.

- Notas:
* Esse texto fará parte do segundo volume do livro “Há Algo Mais... Um Amor, Uma Luz”.Obs.: o primeiro volume do livro está disponibilizado para download gratuito no site do IPPB.
** Krishna - o maior dos avatares (emissários divinos) entre os hindus. O mestre de Arjuna, conforme narrado no “Bhagavad-Gita” (“A Canção do Senhor”, parte essencial do épico “O Maha-Bharata”).
*** Chacras – do sânscrito – são os centros de força situados no corpo energético e têm como função principal a absorção de energia – prana, chi – do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
Os principais chacras são sete, que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.
**** Govinda (ou Gopala) - são epítetos de Krishna, considerado como o “Pastorzinho divino”, que tangencia os seres na direção da Bem-Aventurança (ananda), e da consciência cósmica (o samadhi, a expansão da consciência, muitas vezes associada ao despontar da aurora dissolvendo as trevas – o ego - e fazendo a atmosfera dançar na luz).
Obs.: Govinda e Gopala também são considerados como mantras de dissolução de climas psicofísicos densos. Trazem alegria e espantam as confusões e equívocos.
***** Narananda - do sânscrito, nara, o homem; ananda, estado de Bem-Aventurança espiritual - é um dos epítetos de Arjuna, discípulo de Krishna e considerado como o homem portador da Bem-Aventurança e da boa nova celeste entre os homens.
Dentro do contexto iniciático oriental, trata-se de alguém ligado às vibrações de Krishna e, portanto, também repassador das luzes do esclarecimento espiritual entre os homens. Ou seja, todos os trabalhadores espirituais ligados à bem-aventurança de Krishna são considerados como seus Naranandas (portadores das ideias e valores associados à imortalidade da consciência).
Resumindo: quem estuda e trabalha nas lides espirituais é um Narananda, pois sabe que o espírito é eterno e nada pode feri-lo, nem a água pode molhá-lo ou afogá-lo, nem fogo pode queimá-lo. Portanto, quem está firme no darma, é também um Narananda!
Obs.: Ver o texto “Há Algo Mais... Um Amor, Uma Luz – Parte LXXXVI”, postado no seguinte link do site do IPPB:
****** Darma – do sânscrito, dharma – dever, missão, programação existencial, mérito, bênção, ação virtuosa, meta elevada, conduta sadia, atitude correta, motivação para o que for positivo e de acordo com o Bem comum.
******* Mukunda Murari – do sânscrito – epítetos de Krishna como Libertador e Destruidor do mal (também usados na composição de mantras e canções devocionais).

Texto <1507><01/07/2016>

1507 - PEQUENO RECADO REENCARNATÓRIO

1507 pequeno recado reencarnatorio
 
 
PEQUENO RECADO REENCARNATÓRIO

No departamento reencarnatório da Espiritualidade está bem visível, para que todo espírito reencarnante leia com atenção antes de entrar no útero, a seguinte inscrição em fogo, numa imensa placa espiritual:
"O CORPO HUMANO É UM MENINO TRAVESSO
QUE A EVOLUÇÃO DEU-LHE,
ATRAVÉS DA REENCARNAÇÃO,
PARA QUE VOCÊ,
O ESPÍRITO IMORTAL E SENHOR DAS AÇÕES,
EDUQUE-O ATRAVÉS DO DISCERNIMENTO.
POR ISSO, AJA DIREITO!"
 
- Mikhael Aivanhov* -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - Texto extraído do livro "Viagem Espiritual Vol. 1" - Editora Universalista - 1993).

- Nota de Wagner Borges:
Omraam Mikael Aivanhov (1900-1986): mestre espiritualista búlgaro, que morou a maior parte de sua vida na França, onde fundou a Fraternidade Branca Universal - www.fbu.org (não confundir com a Fraternidade Branca do Himalaia, dos mestres, que se situa em planos sutis).
É um dos mentores espirituais dos trabalhos do IPPB.
Mais informações sobre o seu trabalho podem ser conseguidas em nosso site - www.ippb.org.br  - Basta entrar na seção de busca por palavras do site e clicar o seu nome. Daí surgirão diversos textos dele postados em várias seções do site.
Além disso, na seção de "Amparadores Espirituais" há uma coluna específica do Mestre Aivanhov, no seguinte link: https://ippb.org.br/textos/mentores-espirituais/omraam-mikhael-aivanhov/aivanhov-um-educador-da-alma-aivanhov  - e também na coluna que contêm as suas mensagens espiritualistas:

Texto <1507><01/07/2016>

1506 - FESTA DA CONSCIÊNCIA FELIZ E DESPERTA

1506 festa da consciencia feliz e desperta
 
 
FESTA DA CONSCIÊNCIA FELIZ E DESPERTA
 
Chegou a época das festas de São João...
É bom acender também as fogueiras do discernimento e queimar as próprias tolices dentro de si mesmo.
É bom tomar quentão... de sentimentos bons, para aquecer o coração.
É bom comer canjica... salpicada com a canela do bom senso, para vencer a si mesmo.
É bom comer espiga de milho... assada no fogo da sabedoria.
É bom comer pé de moleque... sem ser moleque demais, sendo responsável com o que pensa, sente e faz.
É bom comer pipoca... sem pipocar diante da Espiritualidade.
É bom comer bolo... sem se embolar com atitudes risíveis.
É bom dançar quadrilha... sem dar mole para a corriola dos próprios pensamentos negativos.
É bom festejar e se divertir... principalmente se for para rir mais de si mesmo.
Enfim, festa de São João é boa sim, ainda mais se a alegria despertar coisas boas dentro de cada um.
Aí, é festa da consciência!
E que isso seja todos os dias...
Que seja um festona bem feliz, sempre.
 
- Wagner Borges - mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 19 de junho de 2016.

Texto <1506><29/06/2016>