1377 - BENEVOLÊNCIA

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BENEVOLÊNCIA
 
- Por André Luiz -
 
Traduzindo benevolência por fator de equilíbrio, nas relações humanas, vale confrontar as atitudes infelizes como os obstáculos pesados que afligem o espírito, na caminhada terrestre. Aprendamos a sinonímia de ordem moral, no dicionário simples da natureza:
 
Crítica destrutiva - labareda sonora.
Azedume - estrada barrenta.
Irritação - atoleiro comprido.
Indiferença - garoa gelada.
Cólera - desastre à vista.
Calúnia - estocada mortal.
Sarcasmo - pedrada a esmo.
Injúria - espinho infecto.
Queixa repetida - tiririca renitente.
Conversa desnecessária - vento inútil.
Preconceito - fruto bichado.
Gabolice - poeira grossa.
Lisonja - veneno doce.
Engrossamento - armadilha pronta.
Aspereza - casca espinhosa.
Pornografia - pântano aberto.
Despeito - serpente oculta.
Melindre - verme dourado.
Inveja - larva em penca.
Pessimismo - chuva de fel.
 
Espiritualmente, somos filtros do que somos.
Cada pessoa recebe aquilo que distribui.
Se esperamos pela indulgência alheia, consignemos as manifestações que nos pareçam indesejáveis e, evitando-as com segurança, saberemos cultivar a benevolência, no trato com o próximo, para que a benevolência nos seja auxílio incessante, através dos outros.
 
- Texto extraído do livro “Opinião Espírita”, passado mediunicamente (em princípios da década de 1960) pelos espíritos Emmanuel e André Luiz, aos médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira - Edição CEC.

Texto <1377><14/11/2014>

1377 - DIÁLOGOS - VII

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DIÁLOGOS - VII
 
O sábio Rama* disse a um de seus devotos que estava triste:
“Liberte-se das entranhas do passado.
Olhe acima de seus interesses mesquinhos e veja quanta Luz.
Você é parte dela... Sempre foi e sempre será!
Seu destino é glorioso, pois você faz parte de um sonho de Deus: o de vê-lo assumir sua Luz magistralmente.
Corte os envoltórios do medo e assuma sua condição luminosa.
Olhe, o passado deixou suas marcas, mas isso já acabou e Deus está sorrindo agora em meio às estrelas e seres dessa imensa criação.
Um ovo dourado, cheio de vida, surgiu bem no centro do lótus de seu coração**. Você percebe seu brilho?
Bilhões de mestres espirituais estão sorrindo nas luzes de seus sentimentos. Você está sorrindo também?
Sabe, meu amigo, você está cheio da Luz Divina.
Que tal desprender-se desse mar de mágoas que tanto obscurece seus potenciais?... Olhe o sorriso Divino em meio às pétalas do lótus de seu coração.
Olhe lá, o ovo partiu-se e de dentro dele surgiu a ave do samadhi***.
Voe com ela, além das estrelas, em meio ao sorriso de Deus!”
 
Om Tat Sat!****
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
(Texto extraído do livro “Falando de Espiritualidade” – Editora Pensamento – 2002.)
 
- Notas:
* Rama - o sétimo avatar de Vishnu (na Cosmogonia hinduísta, acredita-se que Vishnu encarne parte de sua Luz como um avatar espiritual entre os homens. Ao longo da tradição dos hindus, diz-se que Ele encarnou por nove vezes em períodos diferentes. Na sétima vez, Ele "personificou" o nobre Rama. Para maiores detalhes, ver o épico "O Ramayana", escrito pelo rishi Valmiki).
** Lótus do coração – metáfora iogue para o chacra cardíaco (sede do espírito, na câmara secreta do coração, o templo real do Ser).
Obs.: Chacra Cardíaco - é o centro de força responsável pela energização do sistema cardiorrespiratório. É considerado o canal de movimentação dos sentimentos. Por isso é o chacra mais afetado pelo desequilíbrio emocional. Bem desenvolvido, torna-se um canal de amor para o trabalho de assistência espiritual. Está ligado à glândula timo. O seu nome em sânscrito é “Anahata”, o inviolável, o invicto, o som sutil do espírito imperecível.
*** Samadhi - do sânscrito - expansão da consciência; estado de consciência cósmica.
**** Om Tat Sat – do sânscrito - tríplice designação de Brahman. É um mantra evocativo dos três aspectos do divino na cosmogonia hinduísta: Brahma, Vishnu e Shiva. É muito usado por vedantistas - seguidores do Vedanta -, um dos seis principais sistemas filosóficos da Índia. Pode ser usado como um mantra ativador dos chacras e também pode ocasionar estados alterados de consciência profundos durante a meditação.

Texto <1377><14/11/2014>

1377 - HÁ ALGO MAIS... UM AMOR. UMA LUZ. – LXXV*

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HÁ ALGO MAIS... UM AMOR. UMA LUZ. – LXXV*
 
Ó, Grande Espírito!
Minha trilha é a Tua!
Os mentores espirituais me ensinaram isso.
E essa é a verdade do meu coração.
Os grandes mistérios não me assombram...
O Amor sim.
Porque o que sinto, não se explica.
Quando eu era menino, meus pais me ensinaram a Te temer.
Porém, hoje, homem feito, caiu o véu da minha ignorância.
E Te respeito como o Todo que está em tudo, não mais por medo.
Ó, Grande Hierofante!**
Se aqui estou, é porque Tu permites... E aceito isso.
Tu és o Grande Arquiteto Do Universo e toda obra é Tua.
Por isso, eu sei que ninguém morre.
Encarnados e desencarnados... Tudo é obra Tua!
Terrestres e extraterrestres...  Todos filhos Teus!
Rocha, vegetal, animal, homem e deva***... É tudo centelha Tua!
Tu és Pai-Mãe de tudo!
As estrelas são os teus chacras**** infinitos...
Aqui e agora, eu Te sinto de formas admiráveis.
E tudo isso é em meu coração.
O que me assombra não é a imensidão sideral...
É a vastidão do Teu Amor.
Diante da magnitude da vida infinita, eu sou um pequeno espírito.
Mas Te sinto, em Espírito e Verdade.
E isso é grande como a vida.
Sim, vida que segue, na Terra e além...
Porque há algo mais... Um Amor. Uma Luz.
 
P.S.:
Ah, Grande Espírito!
O menino cresceu e hoje fala de um Grande Amor.
Fala da imortalidade da consciência e de vida infinita.
Fala de algo mais... Um Amor. Uma Luz.
Fala daquilo que não se explica, só se sente...
 
(Dedicado aos que se assombram com um Grande Amor em seus pequenos corações.)
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges - mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 07 de novembro de 2014.
 
- Nota:
* Esse texto fará parte de um novo livro sobre vida após a morte que publicarei em breve (com diversos textos alusivos à temática da imortalidade da consciência).
** O Todo - expressão hermética para designar o Poder Absoluto que está em tudo. O Supremo, O Grande Arquiteto Do Universo, Deus, O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.
Quando se afirma que o Todo é o Grande Hierofante, é no sentido de que Ele é o Supremo iniciador de todos os seres, pois está em tudo!
Obs.: Hierofante - dentro do contexto das iniciações esotéricas da antiguidade, era o mestre que testava os neófitos (calouros) nas provas iniciáticas.
*** Deva – do sânscrito – divindade; ser celeste.
**** Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e têm como função principal a absorção de energia - prana, chi -, do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
  Os principais chacras são sete, que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.

Texto <1377><14/11/2014>
 

1376 - DIÁLOGOS - III

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DIÁLOGOS - III
 
Fédon de Elis disse ao sábio Sócrates:
- Querido amigo, por favor, esclareça-me a respeito do caminho da sabedoria.
Estou confuso com tantas opiniões diferentes.
Um sábio de Atenas ensinou-me Filosofia e iniciou-me nas artes espirituais. Mostrou-me o valor das coisas simples da vida. Ensinou-me a apreciar a beleza das flores, o canto dos pássaros, o sorriso das pessoas, os sentimentos da música e o estudo inteligente das capacidades humanas. Fez-me ver a importância de viver e lutar pelos bons princípios. Aprendi com ele o valor da ação positiva, a participação sadia nas questões humanas e espirituais.
Porém, conheci um andarilho místico, pessoa de grande encanto e cordialidade, com quem estudei durante algum tempo. Ensinou-me que toda ação é transitória, pois tudo segue o curso da evolução naturalmente. Explicou-me que as ações externas não são muito importantes. Disse-me que a viagem pelo interior de nós mesmos é a mais importante. Aprendi com ele que tudo é relativo e que nossas ações podem ser fruto de nossas ilusões sensoriais.
Caro Sócrates, um mestre estimulou-me a agir no mundo e o outro a desligar-me das coisas externas e seguir um caminho puramente espiritual. Qual dos dois tem razão? Qual é o melhor caminho, o externo ou o interno?
O sábio grego estava sentado ao lado de Apolodoro.
Calado, levantou-se e colheu uma flor de um jardim próximo.
Inspirado, começou a rir e conversar com a flor. Disse-lhe:
“Minha pequena amiga, o que acha da pergunta de Fédon? Ele deve ir para dentro ou para fora? Tenho certeza de que você sabe a resposta. As potências divinas devem ter inserido no desabrochar de suas pétalas a sabedoria da natureza. Ensine-me o que o céu, o sol, a lua, as estrelas, a terra, a chuva e a luz divina lhe ensinaram. Revele-me a sabedoria de sua simplicidade, terna amiga flor.”
Sócrates encostou suavemente a flor em seu peito e fechou os olhos. De alguma maneira por ele conhecida, fez um acoplamento áurico* de seu chacra cardíaco** com a aura da flor. Ficou em sintonia com ela por vários minutos.
Enquanto isso, Fédon e Apolodoro observavam o desenrolar daquela cena inesquecível: o maior sábio da Grécia consultando uma flor.
Quando Sócrates abriu os olhos havia um brilho maravilhoso em seu semblante. Sentou no chão e começou a rir novamente. Chamou os dois discípulos para sentar com ele e disse-lhes:
“Essa flor tem mais sabedoria do que todos os livros de Filosofia do mundo. Disse-me que o sol brilha tanto porque tem uma luz invisível inspirando-o dentro de seu núcleo. Contou-me que cada elemento da natureza lhe serve de referência em seu aprendizado. Aprendeu com a terra, a firmeza; com a luz da lua, a suavidade; com a chuva, a adaptabilidade ao meio; com o céu, a amplitude dos horizontes. Dentro de si mesma aprendeu a meditar, ponderar e fluir com os ciclos da natureza. Dentro de seu equilíbrio interno, seguiu o fluxo de sua própria natureza e desabrochou para o mundo sua beleza, sua cor e seu perfume. Não seguiu caminho algum, de dentro ou de fora. Apenas expandiu-se em sua própria essência. Ela apenas vive e cumpre sua missão na vida: ‘ser uma maravilha da natureza e foco de inspiração de sábios, místicos, poetas, músicos, artistas e pessoas de coração aberto.’
Meus caros Fédon e Apolodoro, o caminho da sabedoria é o caminho da flor. É apenas SER! A luz invisível que ensinou essa flor é a mesma que está dentro e fora de nós. Se viajarmos para dentro encontraremos essa luz em nosso coração. Se viajarmos para fora a encontraremos nos outros corações e no coração da própria vida. Foi isso que a flor me disse: ‘a luz divina está em tudo!’
Caminhos de dentro ou de fora, são apenas caminhos da luz.
Alegrem-se, a sabedoria é um caminho sem fronteiras!
Vivam, meus amigos, e prestem mais atenção nas flores.
Cada uma delas tem beleza, cor, perfume e sabedoria.”
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
(Texto extraído do livro “Falando de Espiritualidade” – Editora Pensamento – 2002.)
 
- Notas:
* Acoplamento Áurico – conexão energética entre os seres; mistura de almas.
Obs.: Aura - do latim, sopro de ar – halo energético de distintas cores que envolve o corpo físico e reflete tudo o que o ser pensa, sente e faz na existência; psicosfera; campo energético.
** Chacra Cardíaco - é o centro de força responsável pela energização do sistema cardiorrespiratório. É considerado o canal de movimentação dos sentimentos. Por isso é o chacra mais afetado pelo desequilíbrio emocional. Bem desenvolvido, torna-se um canal de amor para o trabalho de assistência espiritual. Está ligado à glândula timo. O seu nome em sânscrito é “Anahata”, o inviolável, o invicto, o som sutil do espírito imperecível.
Obs.: Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e têm como função principal a absorção de energia - prana, chi -, do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.

Texto <1376><12/11/2014>
 

1376 - HÁ ALGO MAIS... UM AMOR. UMA LUZ. – LXXII*

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HÁ ALGO MAIS... UM AMOR. UMA LUZ. – LXXII*
 
Eu escutei a Sua Canção e vi algo mais...
Um Amor. Uma Luz.
Você me disse que a morte não é nada!
E que, além do plano terreno, há outras canções de vida...
Canções de imortalidade cantadas pelos espíritos.
Você me mostrou a alegria deles na Casa das Estrelas.
E o quanto eles vibram por aqueles que ficaram na Terra.
Sim, eu vi a Força Espiritual viajando por entre os planos...
E chegando aos corações daqueles que sabem que há algo mais...
Um Amor. Uma Luz.
Ah, Meu Amigo Espiritual, Você é o verdadeiro autor dessa obra.
Eu sou apenas o cara que escreve aqui embaixo, entre trancos e barrancos.
Você é o Verdadeiro Arqueiro e eu sou só uma de Suas flechas espiritualistas.
Eu vou firme no Darma, para onde Você me lançar, em Espírito e Verdade...
Eu sei que o trabalho é Seu, como sei do meu pequeno papel no contexto da vida.
Com a Sua Inspiração, eu entrego esse livro ao mundo, de todo coração.
Espero que lá, na Casa das Estrelas, os espíritos fiquem mais alegres por isso.
E que me desculpem a demora, pois nem sempre estive à altura dessa tarefa.
Agora todos sabem: essa Canção é Sua e dos espíritos da Casa das Estrelas.
Eu sou apenas o cara “aqui de baixo” fazendo o melhor possível para acertar.
Eu agradeço a Você e aos espíritos amigos pela chance de estar nesse Darma.
A morte não é nada! A viagem da vida sempre continua, na Terra e além...
Há algo mais... Um Amor. Uma Luz.
Que essa Força Espiritual cure a todos os corações feridos pela dor da perda.
 
(Dedicado a Você, meu Amigo Espiritual, que não quer nenhuma referência ostensiva sobre Sua Personalidade, e aos espíritos benfeitores da Casa das Estrelas, que me deram a honra de participar dessa tarefa de esclarecimento consciencial.)
 
Paz e Luz.
 
Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
 
- Notas:
* Esse texto fará parte de um novo livro sobre vida após a morte que publicarei em breve (com diversos textos alusivos à temática da imortalidade da consciência).
** Darma – do sânscrito “Dharma” – dever, missão, programação existencial, mérito, bênção, ação virtuosa, meta elevada, conduta sadia, atitude correta, motivação para o que for positivo e de acordo com o bem comum.

Texto <1376><12/11/2014>
 
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