1361 - NA LUZ DO CONFORTADOR*

1361-na-luz-do-confortador
 
 
Quando o Confortador desce sobre o homem, o seu ego definha e o seu coração se enche de glória.
Então, para ele, as palavras perdem todo sentido diante de sua nova condição.
Sob a ação da Luz, ele se sente integrado ao Todo**.
Há uma nova alegria nele, que não tem origem nas coisas transitórias do mundo.
Porque, agora, ele conhece o Reino Celeste sobre o qual Jesus falava.
E ele sabe que esse Reino é em seu próprio coração.
Ah, ele vê um novo Céu e uma nova Terra, porque o seu olhar mudou.
Na Luz do Confortador, ele percebe o Todo em tudo!
E Sabe que “não cai um fio de cabelo que o Pai não saiba”.
Transformado pelo Poder do Amor, ele compreende que “há muitas moradas na Casa do Pai Celestial” e que a vida não acaba na morte do corpo.
Ele vê além da matéria e saúda os espíritos que dançam com as estrelas.
Ah, quando o Confortador desce sobre o homem, tudo muda...
E ele compreende que, quando o coração fala ao coração, não há mais nada a dizer.
 
(Texto inspirado espiritualmente por um dos mentores extrafísicos do Grupo dos Iniciados***.)
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 15 de agosto de 2014.
 
- Notas:
* O Confortador – metáfora espiritual para a Luz Celeste que desce sobre o homem e o inspira na jornada.
** O Todo - expressão hermética para designar o Poder Absoluto que está em tudo. O Supremo, O Grande Arquiteto Do Universo, Deus, O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.
*** Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente.
Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.
Obs.: Enquanto eu digitava essas linhas, lembrei-me de um texto antigo, que poderá acrescentar algo mais a esses escritos de hoje. Então, deixo o mesmo na sequência.
 
 
O YOGA DE JESUS
 
Existe um Yoga* de Jesus.
É o “Amai-vos uns aos outros”.
Colocado em prática, abre o chacra cardíaco**.
Então, surge uma vontade de compartilhar o Amor.
Uma cascata de Luz ascende do peito ao topo da cabeça***.
Por ela correm para o alto as cores de sila****:
Rosa-Amor, Amarelo-Consciência e Azul-Paz.
Possuído pelo Amor, Jesus revelou um segredo:
“Na Casa do Pai há muitas moradas!”
Uma delas é o coração espiritual; a outra é o topo da cabeça.
Projetando as cores virtuosas entre essas duas moradas, faz-se a União.
O Yogue de Jesus respira o prana***** e acha o Amor.
Sabe que “não cai um fio de cabelo que o Pai não saiba”, pois o Todo está em tudo!
Sabe que o Invisível é a base de todo visível...
E que o silêncio porta um som que os ouvidos não escutam.
Sabe que o ódio rouba o brilho de seu coração.
Por isso, combate tenazmente a negatividade em sua mente.
Aprendeu com Jesus que o Amor é o grande lance.
Vive por esse Amor, que não é da Terra, mas compartilha-o com todos os seres.
Quando é cercado pelas dificuldades, ele sempre se lembra do sorriso de Jesus...
Então, ele sorri também.
Basta lembrar-se do olhar meigo do Rabi para que os seus próprios olhos brilhem.
O Yogue de Jesus não segue doutrina alguma da Terra, só segue o Amor...
 
Paz e Luz.
 
(Esses escritos são dedicados a dois grandes yogues de Jesus: o mentor espiritual Bezerra de Menezes e o mestre Bábaji)
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 17 de maio de 2002.
 
- Notas:
* Yoga - do sânscrito - união.
** Chacra Cardíaco - é o centro de força responsável pela energização do sistema cardiorrespiratório. É considerado o canal de movimentação dos sentimentos. Por isso é o chacra mais afetado pelo desequilíbrio emocional. Bem desenvolvido, torna-se um canal de amor para o trabalho de assistência espiritual. Está ligado à glândula timo. O seu nome em sânscrito é “Anahata”, o inviolável, o invicto, o som sutil do espírito imperecível.
Obs.: Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e têm como função principal a absorção de energia - prana, chi -, do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
  Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.
*** Chacra Coronário - é o centro de força situado no topo da cabeça, por onde entram as energias celestes. É o chacra responsável pela expansão da consciência e pela captação das ideias elevadas. É também chamado de chacra da coroa. Em sânscrito o seu nome é “sahashara”, o lótus das mil pétalas. Está ligado à glândula pineal.
Obs.: A pineal é a glândula mais alta do sistema endócrino, situada bem no centro da cabeça, logo abaixo dos dois hemisférios cerebrais. Essa glândula está ligada ao chacra coronário, que, por sua vez, se abre no topo da cabeça, mas tem a sua raiz energética situada dentro dela. Devido a essa ligação sutil, a pineal - também chamada de “epífise” - é o ponto de ligação das energias superiores no corpo denso e, por extensão, tem muita importância nos fenômenos anímico-mediúnicos, incluindo nisso as projeções da consciência para fora do corpo físico.
**** Sila - do sânscrito - virtudes. Pronuncia-se “Sheela”.
***** Prana - do sânscrito - sopro vital, energia, força vital.
 

Texto <1361><17/09/2014>

1360 - O EU REAL ALÉM DAS APARÊNCIAS – II*

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É, o tempo passa... Isso é certo.
As pessoas também...
Nem o corpo fica, pois tudo se transforma.
Só permanece o que é do espírito.
E isso é em seu coração.
O que se leva da vida é o que se é...
Nem mais nem menos, só fica o que é real.
 
* * *
 
Cada um é o que é, dentro ou fora do corpo.
Logo, é de bom tom melhorar o que se é.
Não é luxo, é necessidade!
Crescer não é fácil, mas é preciso...
Porque o tempo sempre passa...
E para estar melhor adiante, é preciso crescer hoje.
Isso é certo... Como será certa a passagem de cada um.
 
* * *
 
O corpo está preso ao seu tempo, ou seja, é temporário.
Mas o que se é tem mais a ver com o espírito, o Ser eterno.
Isso não é crença, é coisa de cada um – e o tempo evidenciará isso.
O que nasce, morre. E o que morre, vive além... Isso é certo.
Tudo muda, pois o tempo passa... Mas o que é real permanece.
Isso é o espírito, o Eu real além das aparências e das ilusões.
 
* * *
 
O corpo dá ao espírito o valor da experiência terrestre.
Enquanto o espírito dá a Luz celeste ao seu templo de argila.
Contudo, no tempo certo, cada um seguirá o seu caminho...
O corpo retornará ao seio da Terra. E o espírito voltará para a Luz.
Só ficará a essência de cada um: o corpo se dissolvendo no solo...
E o espírito continuando sua jornada infinita pelas plagas celestes.
Isso é certo. É questão de tempo. E cada um é o que é.
 
* * *
 
Não há mistério nisso: só permanece o que real.
O que é misterioso é o homem da Terra fingir que não sabe disso.
Contudo, como sempre faz, o tempo está passando...
Ah, isso é certo... Assim como aquilo que está no coração de cada um.
E depois, “do lado de lá”, inexoravelmente esse invisível se tornará visível.
Então, além das coisas temporárias do mundo, o real se desvelará diante da Luz.
Só ficará o que se é, sem máscaras de pele branca, negra, amarela ou vermelha.
 
* * *
 
Sim, só se leva dessa vida o que se é... E isso é o que interessa lá no Astral.
Pois cada coisa pensada, sentida e feita está registrada nas energias de cada um.
Ou seja, cada um será depois aquilo que fizer de si mesmo no tempo de hoje.
Esse é o valor da experiência na Terra: preparar-nos para voos maiores, algures...
Mas é preciso crescer. E cada um sabe o que está em seu coração.
Ah, o tempo está passando... Oxalá cada um dê o seu melhor, na Terra e além.
Para que a jornada seja auspiciosa, hoje, amanhã e sempre...
 
(Dedicado aos mentores extrafísicos da “Companhia do Amor** – A Turma dos Poetas em Flor”).
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 26 de agosto de 2014.
 
- Notas:
* A primeira parte desse texto está postada no site do IPPB e pode ser acessada no seguinte endereço específico:
** A Companhia do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me passam textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria, são poetas e muito bem humorados. Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou luzinhas piscando em um plano espiritual inefável.
Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas comuns, apenas vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas encarnadas saibam que não existe apenas vida após a morte, mas, também, muita Alegria e Amor.
Os seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.
Para mais detalhes sobre o trabalho dessa turma maravilhosa, ver os livros “Companhia do Amor - A Turma dos Poetas em Flor – Volumes 1 e 2” - Edição independente - Wagner Borges -, e sua coluna no site do IPPB (que é uma das seções mais visitadas no site):
Obs.: Enquanto eu escrevia essas linhas, rolava aqui no meu som o CD “Worls Play” - da banda americana de rock Soul Sirkus (com as participações do vocalista Jeff Scott Soto e do guitarrista Neal Schoon, do Journey). E nesse trabalho eu gosto muito de duas músicas: “Soul Goes On” e “Coming Hope” (faixas 5 e 13 do CD). Então deixo na sequência os links do site do Youtube para quem quiser ouvi-las.
Soul Sirkus:

Texto <1360><12/09/2014>

1360 - CONVERSANDO SOBRE ESPIRITUALIDADE CELTA, XAMANISMO E PROJEÇÃO DA CONSCIÊNCIA

1360-conversando-sobre-espiritualidade-celta-xamanismo-e-projecao-da-consciencia
 
 
(Entrevista com Wagner Borges no Jornal “Correio da Bahia” – ano de 2003)
 
- Pela jornalista Cássia M. Candra -
 
- O que o levou a elaborar um programa sobre os celtas?
- Wagner Borges: Há uns dois anos, escrevi um texto enquanto escutava um CD de música celta. O mesmo falava de um processo iniciático de dois amigos nas montanhas sagradas do povo celta. O seu título é “Tambores Celtas”.
Baseado nessa inspiração que tive ao escrever o texto, pensei em pesquisar melhor a tradição espiritual dos celtas antigos.
Ao longo dos anos tenho pesquisado bastante aquela Espiritualidade baseada no Oriente, sobretudo no Hinduísmo e no Taoísmo, além de coisas do Hermetismo oriundo do Egito. Depois, pesquisei bastante sobre o Budismo, notadamente o Tibetano.
Acoplei isso tudo ao Espiritualismo oriundo do Ocidente (Espiritismo, Teosofia, Ocultismo, Umbanda, e o Espiritualismo tradicional), e aos estudos das bioenergias (chacras, aura) e das projeções da consciência para fora do corpo físico (viagem astral, projeção astral, experiência fora do corpo).
Então, logo após a inspiração do texto, pensei que estava faltando uma abordagem moderna em cima da espiritualidade celta. Nada baseado nos rituais e na religiosidade celta, mas naquela espiritualidade espontânea que ficou meio que perdida após a chegada do Cristianismo entre eles.
Eu sempre soube que os celtas antigos valorizavam bastante o contato com o Invisível, principalmente em relação à mediunidade e às experiências fora do corpo. Daí  fui atrás e pesquisei diversas obras celtas. No entanto, não encontrei muita coisa a respeito desse lado mais espiritual deles. A maioria dos pesquisadores enfocava apenas o lado tradicional e ritualístico celta.
No meu caso, eu estava mais interessado em achar material mais espontâneo, com algumas coisas que eu pudesse aproveitar nos dias de hoje dentro do estudo da espiritualidade mais universalista. Além disso, ainda havia todo o lado da inspiração celta na música e na poesia.
A essa altura, li um excelente livro do pesquisador irlandês John O´Donohue chamado “Anam Cara” (Editora Rocco).
Nesse livro, o autor evocava muito dos ensinamentos espirituais celtas inseridos esotericamente dentro das poesias e canções. Depois, li uma segunda obra dele: “Ecos Eternos” (também da Editora Rocco).
Baseado em seu trabalho, fiz uma releitura espiritual desses ensinamentos. Isso porque o trabalho dele é baseado dentro de preceitos cristãos mesclados com os ensinamentos celtas que ele aprendeu desde a infância na Irlanda. Daí desenvolvi um trabalho espiritualista em cima dessa releitura.
Posso dizer que esse curso celta é uma viagem espiritualista cheia de poesia, música e espiritualidade mesclada com noções de percepções mediúnicas, de saídas do corpo e de contatos com o Invisível que circunda a todos nós.
 
- E sobre o Xamanismo?
- Wagner Borges: Há uns dez anos, surgiu um espírito pele-vermelha americano numa de minhas experiências fora do corpo e me disse o seguinte:
“Você tem o compromisso espiritual de fazer um trabalho de adaptação dos ensinamentos xamânicos com os seus estudos de saídas do corpo e chacras. Esse trabalho será feito como um resgate dos ensinamentos espirituais dos povos  indígenas de vários lugares para as pessoas de hoje.”
O tempo passou e eu sempre protelei de montar esse trabalho. Porém, sempre recebi diversas mensagens espirituais de xamãs ao longo dos anos (diversas delas estão em meu livro “Falando de Espiritualidade” – Ed. Pensamento).
No ano passado, resolvi montar esse material finalmente.
Inicialmente, fiz uma releitura da espiritualidade dos xamãs Tupi-Guaranis aqui do Brasil mesmo. Fiquei surpreso com a riqueza espiritual deles.
Ao pesquisar um excelente livro de Kaká Werá Jecupé chamado "Tupã Tenondé" (Editora Fundação Peirópolis), tive vários clarões intuitivos sobre esse povo que ocupava toda a área litorânea do Brasil antes dos portugueses chegarem por aqui.
Esse livro fala da criação do universo, da Terra e do homem dentro da cosmogonia Tupi-Guarani.
Estudando esse material fiquei surpreso com tanta sabedoria intuitiva desse povo. Em determinados trechos da obra parecia que eu estava estudando conceitos do Tao Te Ching (de Lao-Tzé) ou dos Upanishads (dos rishis da antiga Índia), tamanha era a correspondência entre eles.
Depois, fui acoplando diversos ensinamentos dos povos peles-vermelhas do  norte e centro das Américas. O resultado disso é esse curso “Viagem Xamânica”, que é uma releitura espiritualista desses ensinamentos adaptados às pessoas que vivem nas cidades.
Não é um material voltado para a tradição ritualística xamânica. É um estudo completamente espiritual voltado para os ensinamentos xamânicos dentro da área das experiências fora do corpo e os estados alterados de consciência.
 
- Qual o poder que os ensinamentos deles têm hoje sobre as sociedades contemporâneas?
- Wagner Borges: Os celtas antigos e os xamãs de todas as épocas tinham uma coisa em comum: o respeito pela Natureza. Muitos de seus ensinamentos são semelhantes em essência, notadamente no contato com o Invisível Imanente que rodeia a tudo e a todos.
Essa espiritualidade dos antigos vem sendo resgatada há tempos pelas doutrinas espiritualistas em geral. Além disso, os valores de preservação da Natureza e de respeito à vida que eles sempre ensinaram estão cada vez mais dentro das referências contemporâneas.
Um detalhe espiritual celta: Alan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail; 1804-1869), o codificador do Espiritismo, é um pseudônimo celta adotado por influência espiritual. Um dos espíritos que se comunicava com ele informou-lhe que, numa vida passada, ele havia sido um druida, um dos  sacerdotes do povo celta antigo, e que seu nome anterior era Alan Kardec. Daí, ele acabou adotando o nome, e assim ficou conhecido. Inclusive, acho que os espíritas não se aprofundaram quanto a essa ascendência espiritual celta de Kardec.
E como os celtas antigos trabalhavam bastante com a mediunidade, penso que muito do que ele estudou dentro dos fenômenos mediúnicos e das mensagens espirituais na França do século 19, baseou-se nos seus conhecimentos celtas anteriores, que lhe deram um cabedal intuitivo espontâneo na abordagem sistemática que ele adotou no estudo da espiritualidade.
Resumindo: ele afiou as “antenas espirituais” entre os celtas em vivência anterior, para depois utilizá-las nos estudos que o levaram à codificação espírita no século 19. O engraçado é que quando conto isso para alguns amigos espíritas, eles ficam  surpresos inicialmente. Depois se lembram de que o nome Alan Kardec é celta, e aí dizem:
“É verdade! Mas, como é que é essa espiritualidade celta? É verdade que eles acreditavam em reencarnação e praticavam a mediunidade de forma simples?”
 
- O tema de sua palestra é sobre viagem extrafísica?
- Wagner Borges: Sim. É uma palestra sobre os sintomas parapsíquicos que surgem por causa das experiências fora do corpo (sensação de acordar e não conseguir se mexer nem abrir os olhos; sensação de falsa queda logo no início do sono; sensação de que o corpo está inflando; sensação de que ondas energéticas varrem o corpo por dentro; formigamento; e ruídos intracranianos).
As experiências fora do corpo são chamadas por vários nomes, dependendo da doutrina ou do contexto aonde são abordadas: viagem astral, projeção astral, projeção da consciência, desprendimento espiritual, saída em astral, viagem da alma, projeção do corpo psíquico, e outros.
Essa experiência parapsíquica é potencial de todos os seres humanos, e permite o acesso espiritual direto a outros planos de manifestação, incluindo nisso aquelas paragens espirituais onde estão os entes queridos que foram morar “do lado de lá” da vida.
Enquanto o corpo físico permanece adormecido, a consciência se projeta para fora dele, temporariamente, e viaja aos planos extrafísicos e vivencia o contato direto com o Invisível.
Essa experiência é mais normal do que se imagina, mas muitas pessoas que passam por ela não sabem do que se trata e aí ficam apavoradas quando sentem alguns sintomas que não compreendem.
Nessa palestra explicarei a causa básica de alguns desses sintomas projetivos e como fazer para lidar tranquilamente com eles. Posso fazer isso porque experimento esses sintomas desde os meus 15 anos de idade, e os conheço muito bem.
E o legal disso tudo é que esses temas podem ser abordados de uma maneira bem simples, humana e universalista. Se adicionarmos a isso o bom humor, o amor, o discernimento e a vontade de crescer e se tornar um ser humano íntegro e interessante consciencialmente, então algo de muito bom acontece em nosso íntimo. Passamos a sentir a pulsação divina pulsando junto com o nosso próprio coração.
(Wagner Borges é pesquisador, projetor e sensitivo espiritualista, nascido no Rio de Janeiro em setembro de 1961; é conferencista e autor de vários livros, dentre eles a série de livros “Viagem Espiritual” - É  o fundador do Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas de São Paulo - IPPB - https://ippb.org.br).
É colunista de várias revistas dentro da temática espiritual e de vários sites da Internet. É instrutor de cursos de Projeção da consciência (viagem astral), Bioenergia
(aura e chacras), Hinduísmo, Taoísmo, Hermetismo, Mediunidade, Espiritualidade Celta, Xamanismo e temas espirituais em geral.)
 
(Entrevista publicada na seção Oráculo do Jornal “Correio da Bahia”, de Salvador, em 19 de janeiro de 2003).

Texto <1360><12/09/2014>

1359 - QUEM?

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Quem é a verdadeira massa ignara?
Aquela que nunca teve acesso à espiritualidade?
Ou será aquela que já estuda, mas não valoriza e não cresce com ela?
Quem está dormindo consciencialmente?
Aqueles que nunca foram despertados?
Ou serão aqueles que já despertaram, mas que teimam em continuar o sono?
Espiritualidade é sintonia!
Cada um faz a sua!
E cada um colhe o que semeia.
Quem desperta, vive!
Quem dorme, só sonha!
Cada um na sua!
 
Paz e Luz.
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
 
P.S.:
 
Quem sabe por onde esses escritos vão?...
Talvez possam ser úteis para a reflexão de outras pessoas que também participam de estudos espirituais, mesmo em diversos contextos diferentes.
Quem sabe?...
 
Imagem de Mikko lagerstedt

Texto <1359><10/09/2014>

1359 - NA LUZ...

1359-na-luz
 
 
Todo estudante consciente das coisas do espírito se baseia na Luz.
Ele é seu servidor, pois Ela é o seu Princípio Imanente.
Ele veio d’Ela. Está n’Ela. E retornará para Ela.
Ele sabe que, sem a Luz a guiá-lo, sua jornada seria cinzenta.
Ela é a sua Fiadora invisível e intangível!
Por isso, ele ora e trabalha sob sua égide espiritual.
Ele confia, pois sabe que a Luz jamais irá traí-lo.
E também sabe que é muito amado por Ela.
Nos momentos de prova, ele pensa n’Ela e se reforça.
Ele sabe que a Força Real vem do Alto!
Ah, quando ele pensa na Luz, os seus olhos brilham mais...
E o seu coração se rende ao Amor mais lindo de todos.
Então, ele sente o Vento do Supremo arejando sua mente.
E também escuta o sussurro das Almas Livres* inspirando-o na senda...
O trabalhador da Luz caminha contente, mesmo que ninguém entenda o porquê.
Mesmo em meio às pressões do materialismo exacerbado, ele segue firme...
Mesmo diante do aguilhão da morte, ele sabe que a vida continua além da carne...
Mesmo diante da violência que campeia no mundo, ele sempre almejará a Paz...
Porque cada um exterioriza em suas ações o que já carrega dentro de si mesmo.
E sendo servidor da Luz, ele jamais poderia admitir climas belicosos em sua vida.
Por isso, ele luta para erradicar os pensamentos negativos em sua própria mente.
Ele sabe que o que estiver em seu coração é o que determinará os seus atos.
Ah, mesmo diante de climas pesados do mundo e das pessoas, ele perseverará...
Pois a Luz é a sua fiadora sutil. E ele jamais será traidor em seu próprio coração.
E, por onde ele for, Ela, sempre Ela, será a sua Grande Inspiração...
Ele sabe. Ele confia. Ele ora. Ele estuda. Ele trabalha. Ele é da Luz.
E será sempre assim, na Terra e além...**
 
(Texto inspirado espiritualmente pelo Grupo Extrafísico dos Iniciados***)
 
P.S.:
Eu não sei nada dos grandes mistérios universais.
Mas sei dos pequenos mistérios do meu viver.
E isso já me basta para caminhar contente...
Pouco sei sobre o Multiverso e a Multiplicidade da vida.
Mas sei caminhar pelas trilhas do meu coração.
E isso já é muita coisa (bem mais do que eu sei).
Ah, eu também não sei como consertar a consciência dos outros.
Mas sei acertar a “lataria” de mim mesmo na oficina de minha própria consciência.
E isso já me dá um trabalho danado (bem mais do que eu pensava).
Sem a Luz, eu estaria frito! E sem a Espiritualidade e a música, eu estaria vazio.
Por isso, o meu mantra se resume numa só palavra: “Gratidão!”
E o que sei realmente é isso aqui: “É só o Amor que nos leva...”
O resto é com o Grande Arquiteto Do Universo.
Finalizo esses escritos com a sabedoria do Pai Joaquim de Aruanda, sábio mentor extrafísico que opera nas lides espirituais da Umbanda ajudando a humanidade e que, certa vez, me disse o seguinte:
“Meu filho, caminhe com Fé e Amor, pois só Nosso Senhor sabe o que está dentro de cada Ser. Só Ele conhece todos os corações. Só Ele sabe tudo! E só Ele sabe quem é trabalhador da Luz, na Terra e no Espaço.
Firmeza na Fé... No Amor... No trabalho... No estudo... Nas lides do Bem...
E jamais se esqueça de que o grande vencedor é sempre aquele que luta e se atreve a vencer a si mesmo.”
 
(Dedicado a todos aqueles que laboram por climas melhores na existência e a todos os estudantes e trabalhadores das coisas do espírito, de todas as linhas dedicadas ao Bem e à Luz, sejam de onde forem.)
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 21 de agosto de 2014.
 
- Notas:
* Sobre as Almas Livres, favor ver o texto “Lembrando as Almas Livres – III”,
postado no site do IPPB no seguinte endereço específico:
** Esses escritos foram feitos um pouco antes do início do meu programa “KazConsciência” (sobre temas projetivos e espirituais, apresentado no canal da WEB KAZ TV – www.kaztv.com.br - toda quinta-feira, às 21h30min), e lido em seguida no próprio programa, ao vivo. E, assim, esse texto chegou a milhares de internautas conectados no programa naquele momento, além de encher de luz os estúdios da TV e deixar a todos ali presentes num clima espiritual maravilhoso.
  *** Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente.
Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.
Obs.: Enquanto eu escrevia essas linhas, rolava aqui no meu som a linda música instrumental “If You Look” – faixa 3 do CD “Imaginary Roads”, do músico new age americano William Ackerman. Ou seja, é a trilha sonora ideal para esses escritos inspirados pela Luz. Então, para compartilhar essa pérola musical com todos, deixo na sequência o seu link no site do Youtube (além de outros links para maravilhosas músicas de Mr. Ackerman, esse mestre americano do violão que tanto Bem vêm fazendo ao mundo com sua música inspirada e cheia de climas etéreos e viajantes).
William Ackerman:
- "Conferring With the Moon" - https://www.youtube.com/watch?v=CrI67FVaIVI
- "Sound of Wind Driven Rain" - https://www.youtube.com/watch?v=N0QnwZDpqoY
- "Hawk Circle" (com George Winston) - https://www.youtube.com/watch?v=4ntajf6-LsQ
 
Imagem de Mikko lagerstedt

Texto <1359><10/09/2014>