1324 - SAMADHI - O AMOR EM AÇÃO...

(O Ensinamento de Krishna, o Senhor dos Olhos de Lótus)
 
Ainda era noite quando o meu coração ganhou asas...
E quando a aurora surgiu, o brilho era em meus olhos.
Então, eu escutei o som da flauta d’Ele.
Miríades de estrelas dançaram na minha frente.
Elas me disseram: “Venha, entre nas ondas do Samadhi!”
Eu fui, em Espírito e Verdade, para dentro da Luz...
E isso era dentro do meu olho espiritual.
Ali, dentro de um turbilhão de cores vivas, Ele apareceu.
Sim, era Krishna, o Senhor dos Olhos de Lótus, o Mestre do Darma.
Rindo, Ele me disse: “O Samadhi não é uma técnica iogue, é expressão do Amor.
Pois, de que adianta elevar a Kundalini pela coluna, se o coração não despertar?
Sem Amor, o iogue fica estéril espiritualmente, e a arrogância o possui...
Sem a Luz guiando-o em sua sadhana, os seus esforços são filhos de Maya.
Sem a rendição do seu ego, sua senda torna-se perigosa e inflamada de empáfia.
Sem o fogo de Viveka, as palhas de suas tolices jamais serão queimadas.
Sem flexibilidade em seus sentimentos, os seus chacras serão opacos.
Sem aspirações superiores, o seu pranayama será só ação mecânica e sem viço.
Yoga é união! Samadhi é Amor. E a Kundalini é a música celeste nos nádis.
Dhyana é transbordamento de serenidade, abraçando secretamente o mundo.
Yoga é ação correta nos três mundos – é harmonia das três gunas...
Prathyahara não significa isolar-se do mundo, é somente ir para dentro do Ser...
Para descobrir o Eterno em seu próprio coração – para ver o brilho de Prakash.
Dharana não é só o treinamento do foco mental, mas a educação do pensamento.
Se o iogue não perdoa, suas kriyas de nada adiantam, pois há sujeira em seu peito.
Se há dureza em seu campo emocional, os espíritos inferiores já o dominaram.
Narananda, continue projetando as setas do discernimento na senda espiritual...
E nunca se esqueça de que todos os seres são irmãos! E que Samadhi é Amor.”
Ele me disse isso, enquanto eu mergulhava na Luz Pura de Ananda.
Eu vi camadas de estrelas desdobrando-se à minha frente, na festa da Vida.
Escutei aos Gandharvas realizando a canção das esferas espirituais...
Para onde eu olhava, eu só via o Olhar de Krishna em meio às estrelas.
E, dentro de mim, reverberava a risada d’Ele em ondas de sukha.
Ele, o Senhor dos Olhos de Lótus, que me ensinou que Samadhi é Amor em ação.
 
P.S.:
Ah, o meu coração ganhou asas...
Ainda era noite, mas Ele veio me despertar.
E raiou a aurora do Samadhi.
Eu me derreti no fogo de viveka de Krishna.
Sim, quando se escuta o som de Sua Flauta, tudo muda.
E o Amor faz a União acontecer.
Então, o mantra do iogue é um só: “Gratidão!”
 
(Dedicado a Paramahamsa Ramakrishna, Sry Aurobindo, Ramana Maharishi, Swami Sivananda, Radha, Mataji, Babaji, Lahiri Mahasaya, Sry Yuketswar, Paramahamsa Yogananda, Sry Hariharananda – e também aos rishis que inspiraram os ensinamentos dos Upanishads).
 
Paz e Luz.
Gratidão.
 
- Wagner Borges - mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 17 de dezembro de 2013.
 
- Notas:
Para facilitar a compreensão das expressões oriundas do sânscrito, deixo um pequeno glossário na sequência.
- Samadhi: estado de consciência cósmica; expansão da consciência.
- Yoga (Ioga): união.
- Darma (Dharma): dever, missão, programação existencial, mérito, bênção, ação virtuosa, meta elevada, conduta sadia, atitude correta, motivação para o que for positivo e de acordo com o bem comum.
- Sadhana: disciplina iogue; disciplina espiritual.
- Viveka: discernimento espiritual.
- Pranayama: práticas iogues respiratórias e bioenergéticas.
- Prathyahara: interiorização (e remoção da influência sensorial).
- Dharana: concentração.
- Dhyana – meditação.
- Kriyas: ações de purificação; práticas iogues de limpeza e purificação.
- Ananda: bem-aventurança; êxtase espiritual.
- Narananda: o homem portador da bem-aventurança celeste entre os homens; esse era um dos nomes de Arjuna, principal discípulo de Krishna. Por extensão, significa um trabalhador espiritual ligado às vibrações de Krishna.
- Gandharvas: cantores celestes; devas (divindades) da música; nos Vedas, essas divindades revelam aos mortais os arcanos espirituais do Céu e da Terra.
- Sukha: estado de contentamento espiritual.
- Prana: sopro vital; força vital; energia.
- Rishis: sábios espirituais; mestres da velha Índia; mentores dos Upanishads.
- Nádis: condutos sutis por onde circulam as energias.
- Maya: ilusão; tudo aquilo que é mutável, que está sujeito à transformação por diferenciação.
- Prakash: luz espiritual; luz do eterno.
- Gunas: a energia manifestada nos planos fenomênicos. Apresenta-se na natureza como três gunas  (qualidades):
* Rajas - atividade, movimento, paixões. Tudo o que se refere à rajas é considerado rajásico. Exemplos: agitação, raiva, ansiedade, fundamentalismos e exageros de qualquer espécie.
* Tamas - inércia. Tudo o que se refere à tamas é considerado tamásico. Exemplos: falta de motivação, medo, ignorância e bloqueios de qualquer espécie.
* Sattva - equilíbrio, pureza. Tudo o que se refere à sattva é considerado sattvico. Exemplos: paz interior, equilíbrio emocional e energético, sentimentos elevados, lucidez, discernimento e manifestações equilibradas.
- Mantra: palavra oriunda de manas: mente; e tra: controle; liberação – Literalmente, significa "Controle ou liberação da mente".
Determinadas palavras evocam uma atmosfera superior que facilita a concentração da mente e a entrada em estados alterados de consciência. Os mantras são palavras dotadas de particular vibração espiritual, sintonizadas com padrões vibracionais elevados. São análogos às palavras-senhas iniciáticas que ligam os iniciados aos planos superiores. Pode-se dizer que os mantras são as palavras de poder evocativas de energias superiores. Como as palavras são apenas a exteriorização dos pensamentos revestidos de ondas sonoras, pode-se dizer também que os mantras são expressões da própria mente sintonizada em outros planos de manifestação.
- Chacras: são os centros de força situados no corpo energético e têm como função principal a absorção de energia - prana, chi -, do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
  Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.
- Kundalini: significa literalmente "enroscada". Esse nome deve-se ao seu movimento ondulatório que lembra o movimento de uma serpente. Daí a expressão esotérica "fogo serpentino". Ela também é chamada pelos iogues de "Shakti", a força divina aninhada na base da coluna.
Kundalini nada tem a ver com o sexo diretamente, muito embora seja a energia que ativa e vitaliza a sexualidade. Devido à prática de exercícios tântricos que envolvem a contenção do orgasmo, quando esse conhecimento chegou ao Ocidente foi logo desvirtuado. Hoje, esse tema surge associado a rituais e posturas sexuais aqui no Ocidente. No entanto, o despertar da kundalini é um processo puramente espiritual e energético em essência. Envolve a ativação dos chacras, principalmente do chacra cardíaco, que equilibra e distribui corretamente o fluxo ascendente da shakti ao longo dos nádis. Não significa acender um foguete esotérico no traseiro e decolar pelos nádis ao longo da coluna, como muita gente imagina. "Acender" não significa necessariamente "ascender".
O estudo da Kundalini envolve o conhecimento aprofundado dos chacras, dos nádis que correm ao longo da coluna - ida, pingala e sushumna -, e das glândulas endócrinas, bem como um conhecimento básico dos yantras e bijas-mantras específicos para sua ativação.
Sugiro ao leitor interessado no tema que adquira o ótimo livro “Teoria dos Chacras” – Editora Pensamento -, do pesquisador japonês Hiroshi Motoyama.
Obs.: Deixo na sequência dois texto antigos, com alma oriental, que acrescentarão muito a esses escritos de hoje.
 
 
 A LIÇÃO DO IOGUE 
 
Sentado no tapete vermelho do muladhara está um iogue chorando.
Ele tentou ascender a shakti, mas só acendeu o fogo do orgulho.
Ele queria obter os siddhis sagrados, mas foi despertado por sua própria ambição.
Ele almejava o samadhi, mas só encontrou um céu de arrogância em si mesmo.
Ele queria fazer uma viagem espiritual, mas estacionou na própria impotência.
Humilhado, ele se pergunta o porquê do fracasso.
Tanta disciplina e ascetismo não adiantaram, pois seu orgulho era maior.
Ele medita, mas até o prana foge ao seu controle.
Arrasado, ele ergue a mente e clama aos céus a solução de seu dilema.
Enquanto isso, a Mãe Divina observa-o ternamente.
Ela sabe que a derrota do iogue é sua verdadeira vitória.
Ele ainda não sabe disso, mas o tempo lhe ensinará que a Luz não obedece ao ego, somente ao Amor.
Quando ele arrefecer sua ambição e dobrar-se aos desígnios superiores, a shakti o impulsionará para cima alegremente...
Ela cantará com ele na viagem pelos nádis luminosos.
Ela o levará até o céu em seu coração e depois o guiará a cidade de Brahman no lótus das mil luzes.
Ela beijará seus sonhos e o ajudará nos caminhos da realidade.
Com humildade, ele sorrirá e abençoará o dia em que foi derrotado por si mesmo.
Ele saberá que o tempo todo a Mãe e ele eram um só!...
 
- Wagner Borges - mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
 
- Notas:
Para facilitar a compreensão das expressões oriundas do sânscrito, deixo um pequeno glossário na sequência.
- Muladhara: nome pelo qual os iogues denominam o chacra da base da coluna.
- Shakti: força divina.
- Siddhis: poderes parapsíquicos.
- Samadhi: expansão da consciência; estado de consciência cósmica.
- Prana: sopro vital; força vital; energia.
- Nádis: condutos sutis de transporte energético.
- Brahman: o Supremo; O Absoluto; Deus; O Grande Arquiteto Do Universo; O Grande Espírito; O Todo que está em tudo!

Texto <1324><26/03/2014>

1324 - NAS TRILHAS DE LUZ DO VOO DOS PÁSSAROS SUTIS

Quem, baseando-se apenas nos cinco sentidos do corpo,
Poderá compactar o infinito segundo suas limitadas percepções?
 
Quem, em seu coração, poderá mensurar o Amor?
E, olhando para as estrelas, dizer que nada há além?...
 
Que cadáver poderá rir e contar uma piada?
Sete palmos abaixo do solo é o lar de um ser querido?
 
Ou, o espírito é igual a um pássaro sutil e voa para além?
Então, piadas legais, só no Céu. Para onde o pássaro voa...
 
E quem poderá dizer que a morte acaba com tudo?
Se o Amor continua - e se o coração ainda sente a luz, algures...
 
Algum coveiro poderia enterrar o eterno?
Mas, como prender na cova o brilho de uma estrela?
 
Não, há algo a mais... Não se prova, mas se sente.
O coração sabe. Ele conhece a trilha de luz deixada pelo pássaro.
 
Apenas com os cinco sentidos, alguém poderá perceber o invisível?
Se, muitas vezes, nem se percebe bem a si mesmo?
 
O aguilhão da morte poderia perfurar o princípio imperecível?
Não, não dá! O fogo não pode queimá-lo, nem a água molhá-lo.
 
O espírito é eterno. Não nasce nem morre, só entra e sai dos corpos perecíveis.
Já existia antes do corpo ser formado; e continuará depois dele, sempre vivo...
 
E quem poderá dizer que não, de frente para o espaço sideral?
Ou, olhando para o brilho dos olhos de seus filhos?
 
O Amor chama o Amor; a Luz chama a Luz. Só o espírito escuta o espírito.
E só o coração é que sente e compreende aquilo que os olhos não veem.
 
E quem poderá dizer que não?
Quando algumas linhas de um texto dizem mais do que os sentidos...
 
E quando algo a mais diz, em seu coração:
“Vive, ama, sorri, sente, reflete e segue...”
 
P.S.:
O sábio estelar Hermes Trismegistro estava certo.
Sim, ele sabia bem o que se passava dentro dos corações.
Por isso, ele ensinou sobre a imortalidade da consciência no antigo Egito.
Ele disse aos iniciados de outrora:
“O Inefável é invisível aos olhos da carne, mas é visível à inteligência e ao coração”.
Hoje, mais do que nunca, eu faço coro ao sábio das estrelas.
Porque eu sinto e sei de uma Luz sutil, em todos os seres.
Aquela Luz que brilha mais do que bilhões de sóis juntos.
E que é a essência da alma.
Aquela Luz que mora no coração.
Isso não se explica, só se sente, só se sente, só se sente...
 
(Esses escritos são dedicados a Krishna e sua grande equipe de trabalhadores extrafísicos, e às pessoas que também veem a trilha de Luz deixada pelos pássaros que alçaram voo para o infinito, e que sempre olham para as estrelas, jamais para cova alguma, pois eles sabem que o princípio espiritual é imperecível).
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges - mestre de nada e discípulo de coisa alguma.

Texto <1324><26/03/2014>

1323 - BRAHMAN - O SOPRO VITAL DO ETERNO - III*

Oh, Senhor!
Tu, que jogas no universo todo, também estás aqui, em meu coração
Tu estás no grande e no pequeno - e o Teu Sopro Vital anima tudo!
Os meus sentidos físicos não Te percebem, mas eu Te sinto nos meus chacras**, em Espírito e Verdade.
Tu és o sem-forma e, ao mesmo tempo, estás em todas as formas.
Nenhum templo criado pelos homens pode Te conter, pois Tu és o Senhor de todos os espaços. Contudo, Tu estás em todos os corações.
Tudo vêm de Ti e tudo volta para Ti!
E foram os Rishis*** que, outrora, ensinaram-me isso, Senhor.
Foi no olhar deles que eu vi o brilho das estrelas refletido com grande admiração pelas esferas espirituais. E eles que me disseram, “Tudo é Ele! Tudo é Ele! Tudo é Ele!
Ah, Senhor!
O Amor dos Rishis me pegou em cheio, e eu também me apaixonei por Ti.
E, hoje, quando olho para as miríades de estrelas brilhando no zimbório celeste, só penso em Ti... Pois eu sei que Tu estás no âmago do universo e, também, dentro de cada Ser.
Então, faço como os Rishis me ensinaram, e digo, em Espírito e Verdade, “que o Senhor é o fim da saudade do Amor!”
 
P.S.:
Os sentidos do corpo não podem percebê-Lo.
A mente não pode defini-Lo.
Nenhum homem pode descrevê-Lo.
A língua se cala e o homem empalidece diante do Infinito Imanente.
Ah, quando os densos nós do egoísmo são desatados pelo discernimento espiritual
e pelos sentimentos superiores, o Amor acontece no coração.
E, aí, finalmente, Brahman**** - com forma e sem-forma -, é compreendido pelo Ser. Então, a saudade vai embora e ele viaja nas ondas do Samadhi*****.
“É só o Amor que nos leva...”
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 06 de dezembro de 2013.
 
- Notas:
* As duas partes anteriores desse texto estão postadas no site do IPPB, nos seguintes endereços específicos:
Parte I -
Parte II -
** Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e têm como função principal a absorção de energia - prana, chi -, do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico. Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.
*** Rishis – do sânscrito – sábios espirituais; mestres da velha Índia; mentores dos Upanishads.
**** Brahman – do sânscrito - O Supremo; O Grande Arquiteto Do Universo; Deus; O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência, além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-Lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.
***** Samadhi – do sânscrito - expansão da consciência; estado de consciência cósmica.
Obs.: Enquanto eu passava essas linhas a limpo, lembrei-me de um texto antigo, também sobre Brahman. Então, posto o mesmo na sequência, pois sua leitura poderá acrescentar algo mais a esses escritos de hoje.
 
 
BRAHMAN – MAIS DO QUE ISSO!
 
Por favor, não confunda as coisas.
Deus não é o que sua mente limitada concebe.
Nem é o que os religiosos dizem.
Ele é mais do que os homens imaginam!
 
Deus não é gentil.
Um homem pode ser gentil.
Deus é mais do isso!
 
Não adianta buscá-Lo no paraíso.
Nem na Terra, ou no templo.
Ele não é espaço, é pura consciência.
Ou melhor, é mais do que isso!
 
Não diga que Ele é o infinito
Ou que é eterno.
Ele é mais do que isso!
 
Não chore ou ria por Ele.
Ele está além das emoções.
Chame-O de incognoscível ou incomensurável,
Tanto faz.
Ele é mais do que isso!
 
Se procurá-Lo em seu coração, talvez O ache.
Se não encontrá-Lo, paciência.
E, mesmo assim, Ele não é a busca nem o buscador.
Ele é mais do que isso!
 
Se quiser, diga que Ele é o amor universal.
Contudo, isso é só mais uma palavra criada pelos homens.
Ele é mais do que isso!
 
Deus é, e só Ele é que sabe o que é!
Então, quando quiser falar D'Ele,
Só diga o essencial:
"Ele é mais do que isso!"
 
P.S.:
Há uma beleza que não é do corpo.
Vem do espírito!
Mora no coração, mas brilha nos olhos.
Não é limitada por sexo, raça ou religião.
Não é alta ou baixa, branca ou negra, nem tem idade.
Os olhos não a veem - e os ouvidos não escutam sua música.
Ah, essa beleza só pode ser percebida pelo coração espiritual.
 
Om Brahman!*
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
 
- Nota:
* Brahman - do sânscrito - O Supremo; O Absoluto; Deus; O Grande Arquiteto Do Universo; O Grande Espírito; O Todo que está em tudo!

Texto <1323><21/03/2014>

1323 - SINTONIA ESPIRITUAL E MENTORES EXTRAFÍSICOS*

Que as mãezinhas queridas, os papais responsáveis, os velhinhos e os adultos aqui presentes, todos crianças do Pai Celestial e eternos aprendizes da espiritualidade, recebam o nosso carinho.
Somos filhos da mesma Luz e estamos juntos na mesma sintonia.
Enquanto a maioria dos homens submetem-se facilmente ao jugo das ilusões do mundo, nós participamos de tarefas redentoras e de esclarecimento espiritual.
Podemos viver em planos diferentes e sermos invisíveis uns para os outros. Mas se o Amor tocar nossos corações, sempre perceberemos uma união sutil interligando os nossos propósitos.
Operamos em conjunto, não por dependência ou religiosidade, mas pela mais pura sintonia redentora.
Vivemos no sopro vital do Pai Celestial, o “Imanente silencioso”, o Mestre de todos!
Somos irmãos de tarefas salutares de esclarecimento e de assistência espiritual.
Somos mais próximos, por sintonia espiritual, do que aqueles que só lhe são próximos pela presença física apenas.
Agradecemos a vocês, nossos irmãos de tarefa, e ao Pai Celestial, a oportunidade de mais um intercâmbio espiritual.
A Espiritualidade é o bem mais precioso que vocês carregam!
Paz e Luz.
 
- Os Iniciados** -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges).
 
- Nota de Wagner Borges: Esses escritos foram passados no quadro de aula durante uma prática espiritual do curso “Ocultismo – A Sabedoria Hermética”, realizado no salão do IPPB, com 50 pessoas presentes. Foi escrito ali mesmo e espelha o carinho dos amparadores extrafísicos por aqueles que se dedicam ao estudo espiritual e que se esforçam na melhoria de si mesmos e na emanação de atmosferas conscienciais sadias a favor da humanidade.
 
- Notas do Texto:
* Mentores Extrafísicos – entidades extrafísicas e positivas que ajudam na evolução de todos; amparadores extrafísicos; companheiros espirituais; protetores astrais; auxiliares invisíveis; guardiões astrais; guias espirituais; benfeitores espirituais
** Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente.
Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.
Obs.: Enquanto eu passava a limpo esses escritos, rolava aqui no meu som uma coletânea do velho e bom Jethro Tull (banda inglesa de rock progressivo). Então, deixo na sequência alguns links do site do Youtube com algumas de suas canções.
 Jethro Tull:
- "Budapest" (Original) -
- "Budapest" (Live) -
- "Dot Com" -
- "And Further On" -
- "Broadsword (Tv 1982) -
- "Broadsword" (Original) -
- "The Whistler" -
- “I Don't Want To Be Me” -
- "Songs From The Wood" -
- "Thick as a Brick" (Live) -
- "Minstrel in the Gallery" -
- "Aqualung" -
- "Unplugged" -

Texto <1323><21/03/2014>

1322 - SOL NA NOITE - A CANÇÃO SECRETA

(Viajando Espiritualmente na Canção do Samadhi)
 
Eu vi estrelas...
Mas estava de olhos fechados.
Ah, eu vi com meu coração.
Era noite alta quando o Vento do Espírito chegou...
Como uma canção sutil.
Ela falava de um Grande Amor.
Então, eu temi não aguentar algo assim...
Sim, temi não estar à altura do infinito em mim.
Contudo, a canção me possuiu, por inteiro.
E eu me deixei levar por ela...
Como uma pequena folha na ventania.
Porque eu vi estrelas...
E tudo isso era em meu coração.
Era noite lá fora, mas raiou a aurora dentro de mim.
Um Sol de Amor brilhou no meu peito.
E eu, pequena folha espiritual, entrei na Luz Secreta.
A canção continuava ressoando, no átrio do templo de mim mesmo.
Então, eu cantei junto, em Espírito e Verdade.
Ah, eu cantei uma canção de Amor com as estrelas...
E, admirado, percebi que outros corações também cantavam junto.
Sim, haviam outros, encarnados e desencarnados, na mesma sintonia espiritual.
E eu os senti como irmãos de jornada, apaixonados pela mesma Luz.
Eles eram pequenas folhas espirituais, como eu, levadas por um Grande Amor.
Ah, eu vi isso de olhos fechados, nas ondas do Samadhi*...
Era noite silenciosa no mundo, mas a canção dos iniciados me arrebatou.
E, agora, com o sol no peito, é manhã da consciência aqui no meu coração.
Só me resta registrar essas palavras aqui, para compartilhar essa Luz...
Pois eu sei que outros corações também estão acesos por um Grande Amor.
E, pela graça do Todo**, eles compreenderão o que eu não disse aqui.
Porque há coisas que só são ditas no átrio do templo secreto de cada um.
E só o Amor compreende o Amor, assim como a Luz chama a Luz.
Ah, é noite, mas tem um sol aqui. E eu não sei mais o que dizer...
 
P.S.:
Estrelas, estrelas...
Os olhinhos de Deus no espaço
Também estão no céu do coração.
E como elas cantam na noite...
Eu canto junto, em Espírito e Verdade.
Meus irmãos-folhas também.
Ah, eles e eu somos levados pelo Vento do Espírito...
Por obra e graça de um Grande Amor.
É noite com sol.
E quem compreende isso, em seu coração...
Realmente O compreende.
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges - mestre de nada e discípulo de coisa alguma, cada vez menor diante de um Grande Amor.
São Paulo, 12 de janeiro de 2014.
 
- Notas:
* Samadhi - do sânscrito - expansão da consciência; estado de consciência cósmica.
** O Todo - expressão hermética para designar o Poder Absoluto que está em tudo. O Supremo, O Grande Arquiteto Do Universo, Deus, O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.

Texto <1322><19/03/2014>